2678: Asteróide “sorrateiro” pregou um susto à NASA e quase colidiu com a Terra em Julho

CIÊNCIA

State Farm / Wikimedia

Em finais de Julho, um asteróide do tamanho de um campo de futebol pregou um susto à NASA quando passou a apenas 65.0175 quilómetros da Terra. Foi a maior rocha espacial a passar tão perto num século.

Mais alarmante do que o sobrevoo em si, foi o quanto o asteróide apanhou a NASA de surpresa. “Este apareceu na nossa frente”, escreveu um especialista da NASA em um e-mail interno, de acordo com documentos internos da agência obtidos pelo BuzzFeed News.

O asteróide, que recebeu o nome de 2019 OK – como para tranquilizar os astrónomos – passou de forma quase imperceptível no espaço, passando a uma distância aproximadamente cinco vezes mais próxima da Terra do que a lua a 88 mil quilómetros por hora.

“Se 2019 OK tivesse entrado na atmosfera terrestre, a onda de explosão poderia ter causado devastação localizada numa área de aproximadamente 80 quilómetros de diâmetro”, de acordo com um comunicado de imprensa enviado pelo Laboratório de Propulsão a Jacto da NASA quando finalmente notaram a rocha gigante a passar pelo nosso planeta.

Apesar de a NASA notar que o asteróide não era um perigo para a Terra, o que é posto em cima da mesa é o facto de não ter sido detectado com maior antecedência.

“Este objecto deslizou por toda uma série das nossas redes de captura”, escreveu Paul Chodas, do JPL, num e-mail obtido pelo BuzzFeed dois dias após o asteróide passar, observando que era uma pequena rocha espacial “sorrateira”.

Embora a NASA tenha desculpas por não ter percebido que a rocha espacial vinha a caminho, este não é um grande começo para o Departamento de Coordenação de Defesa Planetária (PDCO), cujo objectivo era “encontrar e caracterizar asteróides e cometas que passam perto da órbita da Terra ao redor do sol”.

Em 2005, os legisladores ordenaram que a agência espacial norte-americana detectasse 90% dos asteróides perigosos, mas não financiaram telescópios e naves espaciais suficientemente grandes para fazer esse trabalho, segundo concluíram as Academias Nacionais de Ciências dos EUA num relatório de Junho.

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20 Setembro, 2019

 

2460: NASA: Asteróide classificado como perigoso vai passar pela Terra no próximo ano

Chama-se 1998 OR2 e é um enorme asteróide que está actualmente numa trajectória para passar pelo nosso planeta. Contudo, este não é um asteróide qualquer. O astro tem órbita excêntrica, é classificado como objecto próximo da Terra e como asteróide potencialmente perigoso do grupo Apollo.

O 1998 OR2 foi descoberto no dia 24 de Julho de 1998. Quem o detectou foram astrónomos do programa NEAT no Observatório de Haleakala, no Havai. Contudo, este é um dos asteróides mais brilhantes e um dos mais perigosos que existe.

Asteróide  de 1998 OR2 é da classe dos mais perigosos que passam pela Terra

Os asteróides – corpos rochosos que vagueiam pelo no espaço – não evocam uma sensação particularmente positiva. Na verdade, cada vez se tem falado mais, após sabermos que não estamos a salvo dos impactos.

Assim, há cada vez mais olhos a vigiar o espaço e, segundo informações recentes, parece que há uma grande rocha prestes a passar por cá. Se entrar na nossa atmosfera, seguramente vai fazer muitos estragos.

Chama-se 1998 OR2, esta rocha está desde há muitos anos na mira da NASA. A agência projectou a sua órbita até ao ano 2197. Pela estimativa da rota, este astro nunca irá colidir com a Terra, a não ser que algo perturbe a sua rota.

NASA classifica como muito grande

O Centro de Estudos de Objectos Próximos à Terra (CNEOS) da NASA revelou que o asteróide 1998 OR2 tem um diâmetro estimado de 4 quilómetros e espera-se que passe pela Terra no dia 29 de Abril de 2020, às 15:26 horas de Portugal Continental.

No seu ponto mais próximo, o asteróide estará a uma distância de aproximadamente 0,04205 unidades astronómicas ou cerca de 6,3 milhões de quilómetros do centro do nosso planeta. Parece seguro, certo? Bem, o curso do asteróide pode ser alterado devido a alguns fenómenos e pode eventualmente colidir com a Terra.

Mas que fenómenos serão esses?

Em primeiro lugar existe o efeito Yarkovsky, que é conhecido por afectar o semieixo maior dos asteróides. Este fenómeno pode ser definido como a força consequente exercida sobre um corpo celeste devido a mudanças na temperatura. Entre as várias razões para esta alteração da temperatura, está a influência da radiação externa ou a gerada internamente.

Dessa forma, este tipo de alteração pode afectar a rotação do asteróide 1998 OR2 e, eventualmente, a sua órbita, fazendo com que este se vire para a Terra.

O segundo factor que poderia levar ao evento catastrófico de colisão de asteróides seria a perturbação da trajectória causada pela Fenda de ressonância gravitacional. Este último pode ser descrito como uma pequena região no espaço em torno de um planeta onde a gravidade do planeta pode alterar a órbita de um corpo celeste que transita por perto. Dessa forma, no caso de um asteróide, a gravidade poderá atrair para dentro da órbita do planeta, levando a uma colisão.

Que consequências resultariam de um impacto deste asteróide o planeta?

Há muitos dados apenas avançados com base em previsões, felizmente não temos registos que atestem a certeza dos factos. Contudo, além do dano tectónico causado pelo asteróide, o impacto também alteraria severamente as condições meteorológicas e atmosféricas do planeta.

17/08/2019

 

2420: Vem aí um asteróide maior do que o Empire State Building (mas não há perigo)

(CC0/PD) Frantisek_Krejci / pixabay

Sim, um asteróide maior do que o Empire State Building vai passar pela Terra no próximo sábado. Não, isso não significa que precisemos de ficar preocupados.

No próximo sábado, o asteróide 2006 QQ23 vai passar a 0,049 unidades astronómicas da Terra, a cerca de 16.740 quilómetros por hora. Embora seja uma distância e uma velocidade suficientes para poder classificar este objecto de “asteróide potencialmente perigoso”, não há nada a temer.

Em declarações à CNN, Lindley Johnson e Kelly Fast, que controlam os objectos próximos da Terra com o Gabinete de Coordenação da Defesa Planetária da NASA, afirmam que este asteróide, com quase 570 metros de diâmetro, é “mais ou menos benigno”.

Segundo o canal televisivo, controlar estes objectos funciona principalmente como um mecanismo de defesa, para garantir que nenhum deles fica perto de atingir a Terra. Todos os anos, cerca de seis objectos do tamanho deste asteróide — que é maior do que o emblemático Empire State Building (443 metros) — passam pelo nosso planeta.

Além disso, existem actualmente cerca de 900 objectos espaciais próximos de nós no Sistema Solar que têm quase um quilómetro de diâmetro, ou seja, são muito maiores do que este asteróide 2006 QQ23.

É verdade que se atingisse a Terra, este asteróide poderia devastar uma grande área. No entanto, segundo Johnson, o impacto com a Terra é algo raro, ocorrendo talvez uma vez a cada dois ou três séculos.

E, como escreve a CNN, a NASA possui tecnologia para encontrar estes asteróides e perceber quando vão passar perto da Terra. Por exemplo, no caso do 2006 QQ23, os cientistas seguiram os dados de órbita a começar em 1901 até ao ano de 2200.

Porém, na semana passada, investigadores do Royal Institution of Australia, organização científica australiana sem fins lucrativos, anunciaram que um asteróide “assassino de cidades” passou muito perto da Terra — e quase passou despercebido.

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9 Agosto, 2019

 

2280: Destroços do satélite derrubado pela Índia continuam em órbita e ameaçam a EEI

NASA
A EEI – Estação Espacial Internacional

Os destroços do satélite indiano destruído no passado mês de Março pelas Forças Armadas deste país asiático continuam em órbita, pondo em perigo a Estação Espacial Internacional (EEI). Os cálculos oficiais apontaram na altura que os escombros seriam desintegrados em menos de 45 dias.

O aviso é deixado por Jonathan McDowell, astrónomo do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, nos EUA, que identificou 41 fragmentos do satélite indiano ainda em órbita.

Alguns destes escombros estão em altitudes que coincidem com as da EEI – que orbita a pouco mais de 400 quilómetros de altura – e, segundo estimativas de especialistas, vão levar cerca de um ano para caírem na atmosfera e se desintegrarem.

Jonathan McDowell @planet4589

Updated plot of Indian ASAT debris height versus time. Still 41 tracked debris objects in orbit.

A destruição do satélite gerou, pelo menos, 400 fragmentos de lixo espacial, alguns dos quais atingiram altitudes mais altas do que a da EEI, criando perigo de colisão com outros objectos e ameaçando a segurança de astronautas a bordo, disse, em Abril passado, Jim Bridenstine, da agência espacial norte-americana (NASA).

“O risco para a Estação Espacial Internacional aumentou 44%”, disse ainda o responsável da NASA, descrevendo a situação como “inaceitável”.

Por sua vez, o Ministério das Relações Exteriores da Índia têm insistido que a demolição feita na atmosfera mais baixa para evitar a acumulação de detritos, evitando que estes continuassem em órbita ao fim de algumas semanas.

Já primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, descreveu o lançamento do míssil que destruiu o satélite como um “grande avanço, considerando que o feito coloca o país entre as principais potências espaciais do mundo.

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5 Julho, 2019

2028: Os percevejos andaram ao lado do T-rex (e sobreviveram ao asteróide que matou os dinossauros)

CIÊNCIA

Piotr Naskrecki / Wikimedia

Percevejos têm sido companheiros parasitas de outras espécies além dos humanos durante mais de cem milhões de anos, tendo caminhado na terra ao mesmo tempo que os dinossauros.

Uma equipa internacional de cientistas comparou o ADN de dúzias de espécies de percevejos para entender as relações evolutivas dentro do grupo, bem como a sua relação com os seres humanos.

A equipa descobriu que os percevejos são mais velhos que os morcegos – um mamífero que as pessoas acreditavam ser o primeiro hospedeiro há cerca de 50 a 60 milhões de anos. Percevejos, na verdade, evoluíram cerca de 50 milhões de anos antes.

Os percevejos ocupam uma posição de destaque na lista dos companheiros humanos mais indesejados, mas até agora pouco se sabia sobre quando se originaram. Especialistas descobriram que a história evolutiva dos percevejos é mais complexa do que se pensava anteriormente, sendo que as criaturas já existiam durante o tempo dos dinossauros.

São necessários mais estudos para descobrir como era naquele tempo, embora o entendimento actual sugira que é improvável que se alimentassem do sangue dos dinossauros. Isso ocorre porque os percevejos e todos os seus parentes se alimentam de animais que têm uma “casa” – como um ninho de pássaros, uma toca de coruja, um morcego ou uma cama de humanos.

A equipa passou 15 anos a recolher amostras de locais selvagens e museus em redor do mundo, evitando morcegos e búfalos em cavernas africanas infectadas com ébola e a escalar penhascos para recolher ninhos de pássaros no sudeste da Ásia.

Mike Siva-Jothy, do Departamento de Ciências Animais e Vegetais da Universidade de Sheffield, que fazia parte da equipa, disse em comunicado: “Pensar que as pragas que hoje vivem nas nossas camas evoluíram há mais de 100 milhões de anos e andavam pela terra lado a lado com os dinossauros foi uma revelação. Isto mostra que a história evolutiva dos percevejos é muito mais complexa do que pensávamos anteriormente”.

“A primeira grande surpresa que descobrimos foi que os percevejos são muito mais velhos do que os morcegos, o que todos supunham ser o primeiro hospedeiro”, acrescentou Steffen Roth, do Museu da Universidade de Bergen, na Noruega, que liderou o estudo publicado na revista Current Biology.

O estudo também revela que uma nova espécie de percevejo conquista os humanos a cada meio milhão de anos. Além disso, quando os percevejos mudam de hospedeiro, nem sempre se especializam nesse novo hospedeiro e mantêm a capacidade de regressar ao hospedeiro original. Isto demonstra que, embora alguns percevejos se tornem especializados, alguns permanecem generalistas, saltando de um hospedeiro para outro.

A equipa também descobriu que as duas principais pragas dos percevejos humanos – o percevejo comum e o tropical – são muito mais velhas que os humanos, o que contrasta com outras evidências de que a evolução de humanos antigos causou a divisão de outros parasitas humanos em novas espécies.

Os cientistas esperam que as descobertas ajudem a criar uma história evolutiva de um importante grupo de insectos, permitindo-nos entender como os outros insectos se tornam portadores de doenças, como evoluem para usar diferentes hospedeiros e como desenvolvem novos traços. O objectivo é ajudar a controlar os insectos de forma eficaz e prevenir a transmissão de doenças vectorizadas por insectos.

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23 Maio, 2019


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2023: Cachalote encontrada morta em praia italiana. Tinha quilos de plástico no estômago

DESTAQUE

(dr) Greenpeace Italia

Uma cachalote com cerca de sete anos foi encontrada morta com o estômago cheio de plástico numa praia em Cefalù, destino turístico na Sicília, em Itália.

O anúncio foi feito pela Greenpeace italiana, na sexta-feira, na sua página de Facebook. A organização colocou várias fotos da carcaça do animal na praia e mostrou o plástico que foi recolhido do seu estômago. “Como podem ver pelas fotos que estamos a partilhar, encontrámos muito plástico no estômago do cachalote”, disse Giorgia Monti, da Greenpeace, em comunicado. “Não sabemos se o animal morreu por causa do plástico, mas também não podemos simplesmente fingir que nada aconteceu”, continuou.

No sábado, dez peritos fizeram a autópsia da jovem fêmea de cachalote “que ainda nem tinha dentes” directamente na praia. Carmelo Isgro, da Universidade de Messina, partilhou várias imagens no Facebook, que mostram o procedimento. “São imagens fortes, mas quero que todos vejam e percebam o que estamos a fazer ao nosso mar e aos seus animais”, explicou.

Isgro publicou um vídeo onde é possível ver o momento em que os peritos abrem o estômago da fêmea e retiram do seu interior vários sacos de plástico. Num outro vídeo, Isgro retira um dos sacos e coloca-o num caixote do lixo. “Impressionante, isto é inacreditável”, disse, afirmando que foram retirados do interior do animal “vários quilogramas de plástico”.

“Muito provavelmente, o plástico criou um bloqueio que impediu a passagem de comida. Esta é muito provavelmente a causa de morte. Não encontrámos sinais que nos dessem qualquer outra razão para a morte”, explicou o perito da Universidade de Messina.

Giorgia Monti revelou ainda que, nos últimos cinco meses, cinco cachalotes deram à costa mortos em praias italianas. Em Abril, uma fêmea de cachalote grávida foi encontrada em Sardinia com 22 quilos de plástico no estômago. “O mar está a enviar-nos um alarme, um SOS de desespero. Temos de intervir imediatamente para salvar as fantásticas criaturas que vivem no mar”, apelou Monti.

A Greenpeace de Itália está a cooperar com o Blue Dream Project para investigar, controlar e alertar para a poluição de plástico no oceano. Durante as próximas três semanas, as duas organizações vão controlar o nível de plástico na costa italiana. A expedição termina na Toscânia a 8 de Junho, Dia Mundial dos Oceanos.

Já esta terça-feira, investigadores da Universidade de Pádua vão apresentar em conferência de imprensa um relatório sobre as dificuldades dos cetáceos nas águas de Itália. O principal destaque do documento irá para cachalotes e poluição de plástico.

Os cachalotes vivem habitualmente 70 a 80 anos. Pesam entre 35 a 45 toneladas e podem chegar aos 18 metros de comprimento. Segundo a National Geographic, comem uma tonelada de peixe e lulas por dia e têm um cérebro maior do que qualquer criatura que já viveu na Terra.

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21 Maio, 2019


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1921: Mais de 2,25 milhões de corpos celestes podem ser perigosos para a Terra

CIÊNCIA

Ethan Tweedie

No espaço existem numerosos asteróides e meteoritos de diferentes tamanhos. Enquanto grandes objectos celestes são estudados adequadamente, os cientistas ainda sabem muito pouco sobre aqueles cujo diâmetro não excede um quilómetro.

Embora existam mais de 2,25 milhões de corpos celestes que existem e que são potencialmente perigosos para a Terra, apenas 19 mil deles são conhecidos pela ciência, disse Sergei Naroenkov, especialista do Instituto de Astronomia da Academia Russa de Ciências, ao portal russo de divulgação científica Cherdak.

Felizmente, dos 900 asteróides com mais de um quilómetro de diâmetro e potencialmente perigosos para o planeta, as trajectórias de 893 já são conhecidas.

O impacto de um corpo desse tamanho poderia ter consequências catastróficas para a Terra. A queda de um meteorito de 10 quilómetros de diâmetro em Chicxulub, no México, há cerca de 65 milhões de anos, causou a extinção dos dinossauros – e outras espécies de biodiversidade continental e marinha não sobreviveram após a explosão.

As explosões mais poderosas deste tipo nos tempos modernos foram as causadas pelo meteorito de Chelyabinsk (cerca de 20 metros de diâmetro) e o de Tunguska (com cerca de 50 metros de diâmetro).

Naroenkov afirma que, de acordo com estimativas, mais de 250 mil objectos do tamanho do meteorito de Tunguska e mais de dois milhões em magnitude semelhante ao de Chelyabinsk ainda não são conhecidos pela ciência.

O astrónomo russo assegura que, a fim de detectar asteróides perigosos no tempo, é necessário construir novos observatórios com telescópios modernos com grandes aberturas, uma vez que essas ferramentas nos permitem antecipar a aproximação dos corpos celestes de 140 metros em dois meses.

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Por ZAP
4 Maio, 2019

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1912: NASA alerta sobre meteoritos: é preciso defender a Terra

O patrão da agência espacial americana, Jim Bridenstine pediu esta terça-feira a colaboração internacional para detecção de objectos com risco de colisão com a Terra. “O perigo é real”, disse numa conferência em Washington

© Robert Mikaelyan

Aconteceu em Cheliabinsk em 2013, com um saldo de mais de mil feridos. A rocha vinda do céu, à velocidade de 30 km por segundo naquele dia de Fevereiro, foi apenas o mais aparatoso dos incidentes deste tipo nos últimos tempos. “Mas não foi de maneira nenhuma o único [embora os outros não tenham causado vítimas] “, afirmou esta terça-feira, o patrão da NASA, Jim Bridenstine, numa conferência que está decorrer em Washington sobre defesa planetária.

“Não se trata de Hollywood, nem de filmes, trata-se em última análise de proteger o nosso planeta, o único sobre o qual temos neste momento a certeza de que pode albergar vida“, afirmou Bridenstine, citado na imprensa americana, sublinhando que “são necessárias parcerias internacionais para lidar com esta ameaça”.

O meteorito que caiu em 2013 em Cheliabinski, na Rússia, causando 1500 feridos, “tinha a potência de 30 bombas de Hiroxima”, sublinhou ainda o responsável. “Queria muito poder dizer-vos que estes episódios são excepcionais, mas não são. Não são raros e acontecem, e somos nós que temos de conseguir detectá-los e segui-los, já que podem constituir uma ameaça para a Terra”.

A NASA tem um programa para detectar e rastrear estas rochas espaciais com dimensões até 140 metros de diâmetro que circulam nas proximidades da Terra, mas o objectivo de traçar o rasto à esmagadora maioria deles (90% é a meta atual) “está longe de conseguido”, admitiu o director da NASA na conferência.

“Só conseguimos observar um terço destes objectos e por isso precisamos de mais parceiros internacionais para participar neste esforço”, apelou.

De acordo com Jim Bridenstine, são necessários mais sistemas de observação em terra para detectar e seguir o rasto a estes perigosos calhaus do espaço.

Diário de Notícias
DN
01 Maio 2019 — 16:52

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1895: Há fungos tóxicos no Espaço (e ninguém sabe se são perigosos)

NASA

Fungos potencialmente perigosos estão a viver em estações e naves espaciais – mas não se sabe se são prejudiciais para os astronautas.

Essa é a conclusão de um novo estudo publicado em 11 de Abril na revista Astrobiology, revendo o que é sabido sobre as micotoxinas – compostos fúngicos que podem prejudicar os seres humanos – no espaço.

A Terra está repleta de habitantes microscópicos, como bactérias e fungos unicelulares. Portanto, não é de surpreender que tenham conseguido apanhar a boleia com os humanos a bordo da Estação Espacial Internacional e de outras naves espaciais.

Embora os cientistas tenham feito uma boa quantidade de estudos sobre bactérias no espaço, os fungos continuam relativamente pouco estudados. Parte da razão é que estes primos de cogumelos microbianos normalmente causam problemas de saúde apenas em pessoas que vivem sob condições stressantes ou que têm sistemas imunológicos severamente comprometidos.

Mas o stress prolongado do voo espacial mostrou afectar o sistema imunológico dos astronautas. Portanto, uma equipa da Universidade de Ghent, na Bélgica, questionou a forma como os fungos podem afectar a saúde dos astronautas. Numa revisão da literatura científica, o pouco que surgiu foi principalmente relacionado com a detecção de diferentes espécies de fungos.

“Mas sobre as micotoxinas não encontrámos quase nada“, disse Sarah de Saeger, cientista farmacêutica da Universidade de Ghent e co-autora do novo artigo.

Isto é problemático porque os fungos específicos que foram encontrados em naves espaciais, como Aspergillus flavus e membros do género Alternaria, são conhecidos por produzir compostos carcinógenos e imuno-depressivos e as moléculas geralmente formam-se quando os fungos estão stressados. Ainda não se sabe se os astronautas estão a ser afectados por essas toxinas.

A equipa de De Saeger recomenda que as agências espaciais realizem um melhor trabalho na detecção e pesquisa de micotoxinas em naves. Em particular, sugerem que novos métodos devem ser desenvolvidos para monitorizar as superfícies e atmosferas de naves. Actualmente, a maioria das detecções de fungos é feita enviando amostras de volta aos laboratórios da Terra, mas isso não será possível em missões de longa duração, como um voo tripulado para Marte.

De Saeger salientou que a presença de micotoxinas não significa necessariamente perigo para os astronautas. Na Terra, as pessoas estão frequentemente expostas a estes compostos, mas a sua contribuição específica para diferentes doenças nem sempre é fácil de perceber. Por outro lado, ninguém sabe como os fungos podem crescer e evoluir no ambiente fechado de uma missão espacial duradoura.

“Acredito que a maior mensagem é que os fungos e as bactérias são parte integrante dos corpos humanos”, disse Adriana Blachowicz, que investigou fungos na Estação Espacial Internacional, mas não participou do estudo. “Onde quer que vamos, fungos e bactérias seguirão-nos.”

As bactérias têm-se mostrado mais virulentas no espaço, e por isso há alguma preocupação de que os fungos também possam ser.

ZAP // Live Science

Por ZAP
27 Abril, 2019

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1731: Cientistas revelam o único método capaz de evitar uma catástrofe climática

(CC0/PD) Myriams-Fotos / Pixabay

Cientistas de três centros universitários adiantam que o único método eficaz para combater os efeitos das alterações climáticas sem prejudicar o meio ambiente é a geoengenharia e as emissões de aerossóis.

Um dos principais equívocos inerentes à geoengenharia solar (colocar aerossóis na atmosfera para reflectir a luz do Sol e reduzir o aquecimento global) é que poderia ser usada como uma solução viável para reverter as tendências do aquecimento global e trazer a temperatura de volta aos níveis pré-industrias.

Mas desengane-se: não é assim tão linear. A aplicação de enormes doses de geoengenharia solar para compensar todo o aquecimento do aumento dos níveis atmosféricos de C02 poderia piorar o problema climático – particularmente os padrões de precipitação – em certas regiões.

No entanto, doses menores de geoengenharia solar aliadas a cortes de emissões poderiam ser a arma fatal para erradicar os riscos das mudanças climáticas.

Uma nova investigação, levada a cabo pela Universidade de Harvard, em colaboração com o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e com a Universidade de Princeton, descobriu que se a geoengenharia solar for usada para reduzir para metade os aumentos da temperatura global, pode haver benefícios à escala mundial.

Na prática, o que os cientistas defendem é que é possível determinar um nível seguro de emissões de aerossóis na atmosfera de maneira a que estes reflitam a luz solar e reduzam o aquecimento global. O artigo científico foi publicado recentemente na Nature Climate Change.

“Alguns dos problemas identificados em estudos anteriores são exemplos do velho ditado de que a dose é o veneno“, disse David Keith, professor de física aplicada da Universidade de Harvard e principal autor do estudo, citada pelo Phys.org.

Os cientistas desenvolveram assim um modelo climático de chuvas extremas e ciclones tropicais para determinar o efeito da geoengenharia em diferentes regiões da Terra. Foram determinados os índices extremos de temperatura e precipitação, a disponibilidade de água doce e a intensidade dos furacões.

As emissões de aerossóis na atmosfera reduzem o aumento da temperatura global para metade, têm um efeito favorável no abastecimento de água e na precipitação em várias regiões, compensando o aumento (em mais de 85%) dos desastres naturais.

Ao mesmo tempo, menos de 0,5% dos territórios seriam afectados negativamente pelos métodos da geoengenharia. Estas regiões afectadas são caracterizadas pela resiliência ao aquecimento global, afirmam os cientistas.

Estes resultados refutam a opinião de que os aerossóis podem agravar significativamente a situação climática da Terra. Para evitar um efeito negativo, é necessário calcular correctamente a quantidade admissível de aerossóis emitidos para a atmosfera, advertem os especialistas.

Segundo a investigação, este é o único método para combater eficazmente os efeitos das mudanças climáticas.Uma outra opção seria reduzir ,imediatamente as emissões de gases de efeito de estufa. No entanto, neste último caso, o aquecimento só poderia ser interrompido se todas as instalações eléctricas, fábricas e mesmo automóveis fossem rapidamente desactivados –  e isso parece (muito) improvável.

Muitos cientistas acreditam que a Humanidade já perdeu a oportunidade de evitar uma catástrofe climática causada pelo aumento da temperatura média da Terra em mais de 1,5 graus Celsius. A única esperança reside, assim, nos métodos de geoengenharia.

ZAP //

Por ZAP
17 Março, 2019

– Eles, os cientistas, chamam-lhe de geoengenharia solar. Eu, não cientista, chamo-lhe de CHEMTRAILS e as descargas químicas e emissões de aerossóis estão a ser efectuadas há anos e a instalar doenças nas pessoas…

1543: Iminente catástrofe global? Concentração de CO2 atinge recorde este ano

(CC0/PD) Myriams-Fotos / Pixabay

Cientistas da Universidade de Exeter, na Inglaterra, descobriram que em 2019 a concentração de dióxido de carbono na atmosfera do planeta será uma das mais altas em todo o histórico de observações.

Tanto o aumento das emissões antropogénicas como a redução da eficácia da absorção do dióxido de carbono pelos ecossistemas são causas que irão contribuir para o aumento da concentração de dióxido de carbono na atmosfera do nosso planeta. O resultado das projecções é relatado no portal Phys.org.

De acordo com os investigadores, o controlo atmosférico realizado no Observatório Mauna Loa, no Havai, mostrou que desde 1958 a concentração de dióxido de carbono na atmosfera aumentou 30%. Este aumento é causado em grande parte pelas emissões resultantes da queima de combustíveis fósseis e produção de cimento.

Grande parte dos gases de efeito de estufa são capturados por plantas – o que clarifica que, sem plantas, o aumento da concentração de dióxido de carbono seria ainda maior. Segundo a previsão, a absorção destes gases será menos eficaz este ano, o que levará a um aumento recorde de CO2 na atmosfera da Terra.

As flutuações anuais da temperatura da água no oceano Pacífico são também um factor determinante neste processo. Segundo a Sputnik News, durante os anos quentes, muitas regiões da Terra tornam-se secas e a falta de humidade afecta a capacidade das plantas de absorverem carbono da atmosfera.

No ano passado, o oceano Pacífico era mais frio. Agora em 2019, o aquecimento aumentará o teor de dióxido de carbono em cerca de 2,75 partes por milhão (ppm). Assim, a concentração média será de 411,3 ppm com um máximo de 414,7 ppm.

Todos os anos a concentração total de dióxido de carbono está a aumentar – e isso é verdadeiramente preocupante. Quanto maior é o teor de dióxido de carbono no sistema atmosfera-oceano, tanto maior é o aumento na temperatura média da Terra.

Devido ao crescente acréscimo na quantidade de energia térmica na atmosfera da Terra, até 2100 a tendência é de que haverá cada vez mais e intensos desastres naturais, erosão do solo, aumento do nível do mar e perdas significativas de produtos agrícolas.

ZAP //

Por ZAP
1 Fevereiro, 2019

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1501: Fissura na Estação Espacial foi feita por dentro, diz cosmonauta russo

NASA
Cápsula russa Soyuz acoplada à Estação Espacial Internacional

O buraco da cápsula Soyuz terá sido perfurado a partir de dentro, afirma um cosmonauta russo. As amostras, que regressaram agora à Terra, estão a ser investigadas.

Em Agosto, a tripulação da Estação Espacial Internacional foi surpreendida ao saber da existência de um vazamento que provocou uma pequena perda na pressão do ar a bordo da estação. Há mistérios que nunca chegam a ser desmistificados, mas em relação ao pequeno buraco na cápsula Soyuz, tudo parece ser uma questão de tempo.

Os cientistas selaram o buraco de imediato, mas a sua causa permanece um mistério até então. No entanto, segundo o cosmonauta russo Sergey Prokopyev, a pequena fissura foi perfurada a partir do interior da cápsula.

A tripulação da Expedição 57 realizou uma “caminhada espacial sem precedentes” no dia 11 de Dezembro para determinar a causa do pequeno buraco na Soyuz. Depois de recolher várias amostras do lado de fora da nave, Sergey Prokopyev e Oleg Kononenko concluíram que o buraco foi perfurado a partir do interior, o que levanta ainda mais questões.

Inicialmente atribuído a um micro-meteorito, a fissura foi rapidamente determinada como resultado de uma perfuração. Apesar de não representar uma ameaça quer para a nave, quer para a tripulação, causava uma pequena queda na pressão do ar.

NASA
O orifício na nave Soyuz MS-09 antes de ter sido reparado com o selante especial

Os resultados da análise de Kononenko and Prokopyev foram revelados assim que regressaram à Terra. O buraco não representou nenhuma ameaça durante o retorno porque a secção onde apareceu foi descartada antes da reentrada na atmosfera da Terra.

No verão, surgiram rumores de que o buraco havia sido deliberadamente perfurado, quando a cápsula foi fabricada ou quando estava em órbita. Por sua vez, estes rumores geraram rumores ainda mais graves de que a fissura podia ter sido parte de uma tentativa de sabotagem.

No entanto, apesar de Prokopyev ter concluído que o buraco foi feito por dentro, rejeita a hipótese de que foi deliberadamente perfurado por um astronauta.

Apesar disso, tanto a NASA quanto as autoridades russas continuam convencidas de que causa do buraco permanece desconhecida e que tem de ser totalmente investigada. Como Prokopyev resumiu, “cabe aos órgãos de investigação julgar quando é que aquele buraco foi feito”.

ZAP // ScienceAlert

Por ZAP
20 Janeiro, 2019

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1463: Flutuar na micro-gravidade dá às bactérias um impulso genético permanente (e isso não é uma boa notícia)

NASA
A EEI – Estação Espacial Internacional

Quando expostas à micro-gravidade, alguns tipos de bactérias podem sofrer mutações para se reproduzirem mais rapidamente. Esta não é uma excelente notícia para nós humanos, futuros turistas espaciais, já que estamos repletos de bactérias no nosso corpo.

Apesar de não estar claro o motivo pelo qual estas bactérias responderam tão positivamente à micro-gravidade, os cientistas estão agora a tentar descobrir formas de proteger os astronautas no Espaço, tentando também reduzir os danos caso uma colónia de bactérias modificada encontre o caminho de volta para a Terra.

Segundo o ScienceAlert, investigadores da Universidade de Houston, nos Estados Unidos, monitorizaram células de Escherichia coli durante 1.000 gerações de crescimento em condições simuladas de micro-gravidade e descobriram que se espalharam muito mais rápido do que a amostra de controlo que continha bactérias inalteradas.

Além disso, as células de E. coli captaram, pelo menos, 16 mutações genéticas diferentes, embora ainda não se saiba de que forma essas mutações afectam a taxa de crescimento da bactéria, individualmente ou em grupo.

Segundo os cientistas, as células adaptadas cresceram cerca de três vezes mais do que as E. coli não modificadas. O artigo científico foi recentemente publicado na NPJ Microgravity.

Mesmo quando as bactérias sobrealimentadas foram removidas das condições de micro-gravidade até 30 gerações antes do teste, 72% da vantagem de crescimento foi retida, mostrando que algumas mudanças provocadas pela viagem espacial podem ser permanentes.

“Estamos perante verdadeiras mudanças genómicas e, portanto, permanentes”, disse um dos investigadores, George Fox, da Universidade de Houston, à New Scientist. “O próximo passo é descobrir o que é que estas mudanças estão, de facto, a provocar.”

Apesar dos estudos anteriores não terem sido tão abrangentes, já haviam dado sinais de que as bactérias podem reproduzir-se mais prontamente no Espaço. Aliás, já foi provado que certas estirpes crescem 60% mais rapidamente em micro-gravidade. Desta forma, fica claro que há algo neste ambiente que agrada muito a estes microrganismos.

Os cientistas estão agora a centrar a sua atenção em futuras experiências, tanto no Espaço como em ambientes simulados, para averiguar de que forma é que as bactérias conseguem obter uma vantagem reprodutiva nestas condições.

A principal preocupação dos cientistas relaciona-se com os astronautas: o seu sistema imunológico altera-se no Espaço, tornando-os mais susceptíveis a infecções. Assim, se estas bactérias se tornarem mais virulentas ou resistentes a antibióticos, elas podem representar um grande risco.

Felizmente, as células mutantes da experiência eram tão susceptíveis aos antibióticos quanto antes da sua exposição à micro-gravidade. Assim, mesmo que a micro-gravidade transforme as bactérias em super-bactérias, os antibióticos continuarão a ser uma poderosa arma de defesa.

ZAP //

Por ZAP
10 Janeiro, 2019

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1332: Algumas regiões do planeta vão ter até seis desastres naturais simultâneos este século

CIÊNCIA

Hotli Simanjuntak / EPA

Os desastres naturais vão piorar no próximo século. Este é o alerta de um grupo de investigadores sobre alterações climáticas.

De acordo com um artigo, publicado a 19 de Novembro na revista Nature Climate Change, actualmente, a maioria dos lugares sofre apenas um desastre climático de cada vez. Mas até 2100, as regiões podem esperar lidar com vários desastres de uma só vez.

“Estamos a enfrentar uma ameaça enorme para a humanidade”, disse Camilo Mora, da Universidade do Havai. “Somos sensíveis aos perigos que já aconteceram e, infelizmente, estes riscos só vão piorar.”

Para entender melhor as ameaças que estão por vir, Mora e os seus colegas analisaram mais de três mil artigos científicos e descobriram 467 maneiras pelas quais as mudanças climáticas já afectaram a humanidade.

O relatório narra a forma como os riscos climáticos, como ondas de calor, incêndios florestais, inundações e aumento do nível do mar, afectaram doenças humanas, o suprimento de alimentos, economias, infra-estrutura, segurança, entre outros. “Eu não conseguia parar de estar assustado todos os dias para ser honesto”, disse Mora, principal autor do estudo.

A equipa de investigação criou um mapa mundial complementar e interactivo com base em projecções. A imagem demonstra a sobreposição de impactos da mudança climática nas populações humanas até 2100.

Na mudança do século, por exemplo, as pessoas em Nova York poderá enfrentar quatro riscos climáticos distintos, incluindo a seca, a elevação do nível do mar, as chuvas extremas e as temperaturas altas. Do outro lado do país, Los Angeles provavelmente enfrentará até três desastres. Regiões tropicais especialmente vulneráveis ​​do mundo poderão lidar com até seis ameaças de uma só vez.

O estudo prevê que as nações em desenvolvimento enfrentarão maiores perdas de vidas humanas, enquanto o mundo desenvolvido suportará uma grande carga económica associada a danos e adaptação.

Embora a mudança climática tenha sido estudada extensivamente, Mora disse que investigações anteriores isolam o impacto de um ou dois perigos em vez de fornecer uma visão geral das consequências do aquecimento global.

Os investigadores dão alguns exemplos: o aumento na temperatura atmosférica pode levar à evaporação da humidade do solo em locais secos, o que leva a secas, ondas de calor e incêndios florestais. Em locais húmidos, chuvas extremas e inundações podem acontecer. À medida que os oceanos aquecem, a água evapora rapidamente, causando furacões húmidos e com ventos fortes e tempestades devido ao aumento do nível do mar.

“É como ter um quebra-cabeça no qual todas as peças estão em todo o lado. Só se pode realmente ver a imagem quando todas as peças são colocadas juntas”, disse Mora.

Mora espera que a Ciência acabe por inspirar as pessoas a tornarem-se parte da solução. Mesmo os esforços de comunidades como o projecto Go Carbon Neutral do Havai, que visa compensar as emissões de carbono através da plantação de árvores, podem contribuir para mudar o curso da mudança climática. “Esta é uma luta que não podemos perder. Não temos nenhum outro planeta para onde ir”, rematou.

ZAP // Discover

Por ZAP
24 Novembro, 2018

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1299: A Terra está a comer os seus próprios oceanos

CIÊNCIA

(CC0/PD) Samir Belhamra / pexels
A quantidade de água puxada por zonas de subducção “é incompreensível”, dizem os cientistas

À medida que as placas tectónicas da Terra mergulham umas nas outras, arrastam 3 vezes mais água para o interior do planeta do que se pensava.

Estes são os resultados de um novo artigo publicado a 14 de Novembro na revista Nature. Usando os sismos naturais da zona de subducção propensa a terremotos na fossa das Marianas, onde a placa do Pacífico está a deslizar sob a placa das Filipinas, os investigadores da Universidade de Washington estimaram a quantidade de água que é incorporada nas rochas que mergulham profundamente por baixo da superfície.

A descoberta tem grandes ramificações para o entendimento do ciclo das águas profundas da Terra, segundo explica a especialista em geologia marinha e geofísica norte-americana Donna Shillington.

A água por baixo da superfície da Terra pode contribuir para o desenvolvimento do magma e pode lubrificar as falhas, tornando os terremotos mais prováveis, disse Shillington, que não esteve envolvida no estudo.

A água é armazenada na estrutura cristalina dos minerais. O líquido é incorporado na crosta terrestre tanto quando as placas oceânicas se formam como quando as mesmas partem. O processo de subducção é a única forma pela qual a água penetra profundamente na crosta e no manto, mas pouco se sabe sobre a quantidade de água que se move durante o processo, de acordo com Chen Cai, líder do estudo.

Os investigadores usaram dados recolhidos por uma rede de sensores sísmicos posicionados em redor da fossa central das Marianas no oeste do Oceano Pacífico. A parte mais profunda da vala fica a quase 11 quilómetros abaixo do nível do mar. Os sensores detectam terremotos e réplicas que soam na crosta terrestre.

Cai e sua equipa analisaram a rapidez com que esses tremores viajavam: uma desaceleração na velocidade indicaria fracturas cheias de água em rochas e minerais “hidratados” que prendem a água dentro dos seus cristais.

Falta de água

Os investigadores observaram essa desaceleração profunda na crosta, a cerca de 30 quilómetros abaixo da superfície. Usando as velocidades medidas, a equipa calculou que as zonas de subducção puxam 3 mil milhões de teragramas de água para a crosta a cada milhão de anos.

“A quantidade puxada por zonas de subducção é incompreensível“, disse Cai. “É três vezes mais água do que se estimava que as zonas de subducção recebessem”.

Isto levanta algumas questões: a água que desce surge, geralmente, no conteúdo de erupções vulcânicas. A nova estimativa sobre a quantidade de água está a ir para baixo é maior do que as estimativas do quanto está a ser emitido por vulcões, o que significa que falta algo nas estimativas dos cientistas.

“Não há falta de água nos oceanos”, segundo o investigador. “Isso significa que a quantidade de água arrastada para dentro da crosta e a quantidade de água expelida deveriam ser aproximadamente iguais. O facto de não serem sugere que há algo sobre a forma como a água se move através do interior da Terra que os cientistas ainda não entendem.

ZAP // Live Science

Por ZAP
17 Novembro, 2018

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1130: Colapso do Etna para o mar pode causar tsunami devastador na Europa

(CC0/PD) notiziecatania / pixabay
Catania, na Sicília, com o Etna ao fundo

O vulcão do Monte Etna, na parte oriental da Sicília, está a escorregar lentamente para o mar. Um novo estudo mostra agora que há um risco muito maior do que o anteriormente previsto de um colapso originar um tsunami.

Após ter sido comprovado que o Monte Etna está a deslizar para o Mediterrâneo, um novo estudo explica agora o motivo pelo qual este monte se desloca cerca de três a cinco centímetros por ano. O estudo foi publicado a 10 de Outubro na revista Science Advances.

Nos primeiros estudos, os cientistas apontavam como causa para o deslocamento a acumulação de pressão proveniente do magma interno do vulcão.

Contudo, uma equipa de investigação liderada pela Dr.ª Morelia Urlaub, do Centro de Investigação do Oceano GEOMAR Helmholt, estudou os movimentos do fundo do mar durante um período em que a derrapagem do vulcão acelerou.

Entre os dias 12 e 20 de maio de 2017, os investigadores registaram, em pouco mais de uma semana, locais que se distanciaram cerca de 3,9 centímetros um do outro. Este valor foi observado longe da câmara de magma, onde os efeitos de pressão seriam mais significativos de acordo com a primeira teoria avançada pelos especialistas.

Além disso, os investigadores não registaram a existência de qualquer aumento de magma, o que fez cair por terra a teoria de que o deslocamento seria causado pela acumulação de pressão do magma.

Retirada essa hipótese de cima da mesa, Urlaub e a sua equipa acreditam que a explicação para esse fenómeno se prende com a atracção gravitacional da margem continental que se afundou no mar e que está a puxar partes da montanha atrás dela.

O artigo descreve o deslizamento gravitacional como “o processo vector” que causa colapsos, estimulando mudanças no magma que induziram erupções subsequentes.

O resultado que mais se destaca neste trabalho é a percepção de que um colapso do flanco submarino do Etna é muito mais provável do que aquilo que se pensava anteriormente, isto porque as causas do deslizamento se alteraram.

Segundo os investigadores, o deslizamento gravitacional irá continuar e poderá até tornar-se mais repentino e mais forte, sendo capaz de criar um tsunami devastador.

O Etna é o maior vulcão activo da Europa e um dos vulcões mais activos do mundo. É também a mais alta montanha de Itália. A extensão total da sua base é de 1190 km², com uma circunferência de 140 km, o que o torna quase três vezes maior que o Vesúvio.

Por ZAP
11 Outubro, 2018

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1069: Explosão solar vai lançar o caos na Terra (só não se sabe quando)

Uma avassaladora tempestade solar pode afectar a Terra, com consequências trágicas para “o mundo inteiro”. O alerta é de um especialista da Agência Espacial Europeia que avisa que a chegada deste evento, resultado de uma explosão solar, é uma certeza, só não se sabe quando vai acontecer.

As explosões solares resultam da reorganização ou do cruzamento das linhas do campo magnético situadas perto das manchas solares, como explica a NASA. Estas explosões de energia libertam “muita radiação para o espaço” e se forem “muito intensas” podem “interferir com as comunicações de Rádio” na Terra, acrescenta a agência espacial.

Por vezes, estas explosões solares são “acompanhadas por um evento conhecido como Ejecção de Massa Coronal (CME na sigla original em Inglês) que liberta “enormes bolhas de radiação e partículas do Sol”, sublinha-se no site da NASA.

Quando as partículas da CME “alcançam áreas próximas da Terra, podem despoletar luzes intensas no céu chamadas auroras”, mas quando é “particularmente forte” também pode “interferir em redes de energia eléctrica” e, “na pior das hipóteses, pode causar escassez de electricidade e falta de energia”, releva a NASA.

Estas são “as explosões mais poderosas do nosso sistema solar“, sustenta a agência. E “se houver uma grande erupção solar, o mundo inteiro será afectado”, alerta o chefe do Gabinete de Meteorologia Espacial da Agência Espacial Europeia (ESA na sigla original em Inglês), Juha-Pekka Luntama, em declarações divulgadas pelo jornal inglês Express.

Um evento destes poderia causar o caos na Terra, destruindo satélites, equipamentos tecnológicos e redes eléctricas, com danos potenciais que podem atingir as 14 mil milhões de libras (16 mil milhões de euros), como salienta o jornal.

“Se a radiação de uma explosão solar atingir a Terra, pode destruir satélites, perturbar telemóveis e outras formas de comunicação”, avisa também o astrofísico Brian Gaensler, da Universidade de Toronto, no Canadá, em declarações citadas pelo jornal inglês Star.

E esses efeitos negativos poderiam prolongar-se durante meses ou até anos.

“O nosso Sol parece ser bonito e tranquilo, mas na verdade não é”, frisa Luntama no Express. “Há estes eventos de partículas solares energéticas em que os protões e os electrões são ejectados do Sol e aproximam-se da velocidade da luz“, realça, notando que “quando atingem satélites, podem causar o seu mau funcionamento ou até destruir a sua electrónica”.

Luntama diz que a humanidade tem tido “sorte”, mas lembra o chamado “Evento Carrington” de 1859 quando um CME levou a que fios telegráficos se incendiassem em alguns locais. “Não tivemos nenhum tão grande desde então, mas se aconteceu uma vez, vai voltar a acontecer e temos que estar preparados”, alerta.

A missão Lagrange

As declarações de Luntama surgem no âmbito da apresentação da missão Lagrange, com a qual a ESA pretende colocar uma sonda em órbita ao redor do Sol para monitorizar a sua actividade.

Esta missão, cujo investimento previsto ronda os 500 milhões de euros, vai ajudar a supervisionar as explosões solares, bem como os CME e outras actividades em torno da estrela.

“Podemos ver estes eventos com instrumentos na Terra”, todavia “é um pouco como ser um guarda-redes com a bola a vir directamente em direcção a nós”, destaca Luntama.

Com a missão Lagangre, será possível “melhorar a capacidade de dar leituras mais precisas” e detectar estas explosões solares atempadamente para “alertar as pessoas que estão a operar satélites e sistemas de energia”, de modo a que consigam “tomar medidas para proteger os equipamentos“, nota o especialista da ESA.

SV, ZAP //

Por SV
25 Setembro, 2018

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1062: Missão a Marte poderá ser fatal para os astronautas

x-ray_delta_one / Flickr

Os astronautas de uma futura viagem a Marte estarão expostos, na ida e volta ao planeta vermelho, a cerca de 60% do total de radiação recomendada para toda a sua carreira profissional, revelou um novo estudo.

A Agência Espacial Europeia (ESA) chegou a esta conclusão, que apresentou no Congresso Europeu de Ciências Planetárias que está a decorrer esta semana em Berlim, após analisar dados recolhidos por satélites da missão ExoMars, um projecto em que também participa a agência espacial russa Roscosmos. A pesquisa foi publicada esta quinta-feira.

No espaço, sem o forte campo magnético da Terra e sem atmosfera, o incessante bombardeamento de raios cósmicos “tem o potencial de causar sérios danos aos humanos”, indicou a ESA, em comunicado.

Esta exposição, muito maior do que a dos astronautas que trabalham na Estação Espacial Internacional, eleva o risco de cancro, além de deixar sequelas no sistema nervoso central e provocar enfermidades degenerativas.

A radiação cósmica é composta por partículas incrivelmente minúsculas que se movem de forma incrivelmente rápida, quase à velocidade da luz – um tipo de fenómeno que o corpo humano não está preparado para suportar.

Tal como nota o Space.com, esta radiação viaja em todo o espaço mas a atmosfera da Terra protege-nos do pior dos seus impactos. Ou seja, quanto mais nos afastamos da superfície da Terra, mais radiação cósmica o nosso corpo absorverá.

“Um dos factores básicos na planificação e desenho de uma missão tripulada de longa duração a Marte é calcular os riscos derivados da radiação”, explicou Jordanka Semkova, da Academia de Ciências búlgara.

Os riscos estão calculados, mas os valores são preocupantes. A viagem por si só exporá os astronautas a 60% da radiação recomendável e, o objectivo de visitar o Planeta Vermelho deve incluir um período, ainda que curto, na sua superfície – de preferência, sem sobre-dosagem na radiação.

A radiação não é o único o problema que os astronautas poderão vir a enfrentar numa futura viagem. Os desafios multiplicam-se desde de a própria viagem, passando pela nave e chegando às propriedades do próprio planeta.

Recentemente, uma tempestade de areia cobriu Marte por completo, levando à suspensão  da Opportunity, o rover da NASA que está “adormecido” há mais de três meses. O robô está em Marte desde 2004. Inicialmente, foi concebido para durar apenas 3 meses, mas continuou a operar durante quase 15 anos.

ZAP // Lusa

Por ZAP
22 Setembro, 2018

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956: A Cidade do México afunda todos os anos 8 a 12 centímetros

pontla / Flickr
O fenómeno de depressão ocorre devido à extracção de água dos aquíferos

A planície da Cidade do México afunda, todos os anos, entre 8 a 12 centímetros devido à excessiva extracção de água dos aquíferos. Esta depressão tem efeitos catastróficos para as infraestruturas urbanas, alerta um investigador da Universidade Nacional Autónoma do México (UNAM).

Efraín Ovando Shelley, especialista do Instituto de Engenharia da UNAM, destacou que “o México está exposto a muitos riscos que não são de curta duração. Acrescentando, que um destes ricos é “depressão regional, que ocorre lentamente, mas de forma constante desde, pelo menos, meados do século XIX”.

Shelley afirmou que o processo causa “situações críticas em muitas partes da cidade, uma vez que contribui para o aparecimento de fendas no terreno e afecta infraestruturas urbanas nas casas, ruas e no património arquitectónico, artístico e cultural”.

O especialista explicou que os sismos, como fenómenos naturais que são, duram segundos ou, no máximo, um minuto e costumam ter consequências catastróficas. Já as depressões, sustenta, “são acontecimentos que se dão em câmara lenta, a sua velocidade é variável, dependendo da região. E pode mesmo ser mínima, mas constante”.

Neste sentido, afirmou que o Centro Histórico da Cidade do México “é uma das áreas mais afectadas, porque naquela área estiveram expostos vários edifícios há muito tempo, embora toda a bacia esteja danificada”.

Shelley relembrou também que boa parte da capital mexicana está construída sobre uma antiga área lacustre – composta por argilas fracas e deformáveis -, razão pela qual “ao subtrair água do subsolo, o solo deforma-se e afunda-se”.

Para o especialista, é impossível travar o fenómeno de depressão a curto prazo contudo, realça, que uma das soluções passa por deixar de explorar os aquíferos. Outra opção passaria por construir uma rede de drenagem.

ZAP // EFE

Por ZAP
2 Setembro, 2018

(Foram corrigidos 5 erros ortográficos ao texto original)

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920: Vem aí um asteróide do tamanho da Pirâmide de Gize

ESA
É um Boeing 747? A Pirâmide de Gize? É um enorme asteróide que se aproxima

Um enorme asteróide vai passar perto da Terra, no próximo dia 29 de Agosto, a uma velocidade de nove quilómetros por segundo, informou o Jet Propulsion Laboratory da NASA.

O corpo celeste, denominado 2016 NF23, é considerado pela agência espacial norte-americana como “potencialmente perigoso” devido ao seu tamanho: o seu diâmetro pode atingir entre 70 e 160 metros.

O tamanho deste asteróide pode ser comparado, dependendo das dimensões definitivas que venham a ser identificadas, com um avião Boeing 747, que tem 60 metros de envergadura, ou com a Grande Pirâmide de Gize, no Egipto, que tem 139 metros de altura.

A NASA estima que o asteróide vai passar a 4,8 milhões de quilómetros da Terra, o que equivale a 13,4 vezes a distância entre a Terra e a Lua, segundo a Fox News.

Segundo a classificação de Near-Earth Objects (NEO) da NASA, qualquer corpo celeste que passe a uma distância menor que 7,5 milhões de quilómetros do nosso planeta e tenha um diâmetro superior a 140 metros está na lista de “corpos perigosos”. Mas o 2016 NF23 não representa qualquer perigo para os terráqueos, garante a agência espacial.

“Não se passa nada. Não há nada de extraordinário acerca da passagem deste asteróide”, declarou Lindley Johnson, responsável do Departamento de Coordenação de Defesa Planetária da agência espacial norte-americana.

O asteróide deverá passar pelo nosso planeta por volta da meia-noite, hora portuguesa, na próxima quarta-feira, dia 29 de Agosto.

Por SN
27 Agosto, 2018

(Foram corrigidos 2 erros ortográficos ao texto original)

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910: Poluição atmosférica reduz tempo de vida em mais de um ano

Estudo avaliou os dados da poluição do ar em 185 países e fez as contas aos riscos de doenças e de mortalidade. Há regiões em que os custos para as populações são quase dois anos de vida a menos

© Arquivo Global Imagens

A contabilidade está feita – e não é animadora. Na avaliação mais abrangente de sempre, que englobou 185 países e pôs em equação os dados da poluição atmosférica nas diferentes regiões do mundo e a esperança de vida das respectivas populações, um grupo internacional de investigadores chegou à conclusão de que as pessoas expostas à poluição atmosférica vêem reduzida a sua esperança de vida em mais de um ano – em algumas regiões aproxima-se dos dois. A nível global, a média é de um ano a menos.

A equipa, que foi liderada por Joshua Apte, da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, e incluiu também cientistas do Canadá e do Reino Unido, contabilizou a poluição por partículas finas inaláveis com dimensão inferior a 2,5 microns, as PM 2,5.

Estas partículas, que resultam das emissões do trânsito automóvel, das centrais de energia, dos incêndios e da utilização de lareiras para aquecimento, ou de instalações industriais sem equipamentos anti-poluição, introduzem-se os pulmões e contribuem para várias doenças e um maior risco de ataques cardíacos, doenças respiratórias e cardiovasculares, e cancro.

“O facto de a poluição atmosférica ser um importante factor de mortalidade a nível global é bem conhecido“, afirma o coordenador do estudo, Joshua Apte. “Mas com os nosso resultados”, sublinha, “conseguimos identificar de forma sistemática como ela encurta a vidas das pessoas em diferentes parte do mundo”. E o que descobriram é o seu efeito “é enorme, da ordem de um ano em média, a nível global”, explica.

Em países como a China ou a Índia, no entanto, esse valor é ainda mais severo. Nesses dois países, onde há gigantescos problemas de poluição atmosférica, “os benefícios para a população idosa da melhoria da qualidade do ar seria enorme”, adianta o investigador. E estima: “Na maior parte da Ásia, se a poluição atmosférica fosse removida, as pessoas com 60 anos teriam mais 15% a 20% de probabilidades de chegar aos 85 anos”.

Para o investigador esta é uma descoberta importante, que põe em perspectiva – e em confronto – a saúde e a longevidade das pessoas e as políticas ambientais dos países e das regiões. “Conseguimos mostrar que, em média, a população do mundo vive menos um ano do que seria suposto, exclusivamente por causa da poluição no ar que respira, e isso algo que toda a gente pode apreender”, conclui.

Diário de Notícias
Filomena Naves
23 Agosto 2018 — 13:07

(Foram corrigidos 3 erros ortográficos ao texto original)

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722: Poluição do ar já provocou 3,2 milhões de novos casos de diabetes

(CC0/PD) Foto-Rabe / pixabay

Segundo um estudo da Washington University School of Medicine, de St. Louis, nos Estados Unidos, um em cada sete novos casos de diabetes é causado pela poluição do ar.

Os autores desta investigação acreditam que “a poluição reduz a produção de insulina e provoca inflamações, impedindo o corpo de transformar a glicose do sangue em energia”. O elo entre a doença e a falta de ar puro já tinha sido desenvolvido por estudos anteriores.

A estimativa de 14%, isto é, um em cada sete casos, é baseada em dados médicos de 1,7 milhão de ex-combatentes americanos, acompanhados durante oito anos e meio e escolhidos por não terem diabetes no começo deste estudo. O artigo científico foi publicado dia 29 de Junho, na revista Lancet Planetary Health.

Os investigadores envolvidos no estudo estabeleceram um modelo estatístico para observar de que forma a poluição do ar poderia explicar a aparição desta doença, não esquecendo os factores que favorecem a diabetes, como a obesidade.

“A nossa investigação demonstra um elo significativo entre poluição do ar e a diabetes no mundo”, afirmou em comunicado o professor de medicina Ziyad Al-Aly. “É importante ressaltar este facto porque muitos lobbies económicos afirmam que os limites de poluentes na atmosfera são muito baixos.”

No entanto, sublinha o investigador, “temos provas de que os níveis actuais ainda devem ser reduzidos“.

Países que não respeitam os limites impostos, como a Índia, o Afeganistão e a Guiana, apresentam maior taxa de diabetes decorrente da poluição do ar. No lado oposto, há menos casos deste tipo da doença em nações mais endinheiradas como a França, a Finlândia e a Islândia.

A diabetes é uma das doenças que apresenta um enorme crescimento nas últimas décadas, com mais de 420 milhões de pessoas afectadas em todo o mundo. Além da poluição, a genética, a alimentação e o estilo de vida sedentários são os principais factores associados à aparição da doença.

ZAP // Ciberia / RFI / WUSTL

Por ZAP
3 Julho, 2018

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