5377: Tempestades de poeira em Marte terão acelerado perda de água

CIÊNCIA/MARTE/ASTRONOMIA/ESA

NASA

As tempestades de poeira em Marte terão acelerado a perda de água no planeta, concluíram dois estudos divulgados, esta segunda-feira, pela Agência Espacial Europeia (ESA).

Segundo os estudos, citados em comunicado pela ESA, Marte terá perdido uma camada de água de dois metros de profundidades a cada mil milhões de anos, mas ainda hoje, apesar de inóspito, vaza pequenas quantidades remanescentes na sua atmosfera.

Actualmente, a água em Marte, que terá sido abundante, só existe sob a forma de gelo ou gás devido à baixa pressão atmosférica.

Dados da sonda europeia Mars Express revelam, de acordo com a ESA, que a fuga de água de Marte para o espaço foi acelerada por tempestades de poeira e pela proximidade do planeta com o Sol, mas sugerem também que uma parte da água “pode ter recuado para o subsolo”.

Os novos estudos, liderados pelos investigadores Anna Fedorova, do Instituto de Investigação Espacial da Academia Russa de Ciências, e Jean-Yves Chaufray, do Laboratório de Atmosferas e Observações Espaciais de França, que assentam nestes dados, complementam informação recentemente obtida a partir do satélite europeu TGO, que aponta para que a perda de água em Marte possa estar ligada a mudanças sazonais.

Anna Fedorova e a sua equipa estudaram, durante oito anos marcianos, o vapor de água na atmosfera do planeta, desde o solo até uma altitude de 100 quilómetros, “região que ainda não havia sido explorada”.

O vapor de água “permaneceu confinado” a menos de 60 quilómetros de altitude quando Marte estava longe do Sol, mas “estendeu-se” até 90 quilómetros de altitude quando o planeta estava mais próximo do Sol.

Perto do Sol, “as temperaturas mais quentes e a circulação mais intensa na atmosfera impediram que a água congelasse a uma determinada altitude”.

“Então, a atmosfera superior fica humedecida e saturada de água, o que explica porque as taxas de fuga de água aumentam durante esta temporada: a água é transportada para mais alto, ajudando a sua fuga para o Espaço”, assinalou a investigadora, citada no comunicado da ESA.

Nos anos em que Marte teve uma tempestade de poeira, a parte superior da atmosfera tornou-se ainda mais húmida, acumulando água em excesso em altitudes de mais de 80 quilómetros.

Para Anna Fedorova, tal significa que “as tempestades de poeira, que são conhecidas por aquecer e perturbar a atmosfera de Marte, também levam água a grandes altitudes”.

No seu estudo, o grupo liderado por Jean-Yves Chaufray acrescenta que parte da água de Marte pode não ter escapado para o Espaço através da atmosfera, mas “recuado” para o subsolo.

“Como nem tudo foi perdido para o Espaço, os nossos resultados sugerem que ou a água se moveu para o subsolo ou as taxas de fuga de água eram muito mais altas no passado”, sustentou o investigador.

ZAP //LusaLusa

Por Lusa
23 Março, 2021


5037: A Terra está prestes a perder para sempre a sua segunda “lua”

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

NASA

A Terra está prestes a perder para sempre a sua “mini-lua” 2020 SO, que no ano passado começou a orbitar o nosso planeta.

De acordo com o portal Earth Sky, a separação começará nos primeiros dias de Fevereiro.

O pequeno objecto, que terá entre seis a 14 metros de diâmetro foi detectado em Setembro de 2020 e, na altura, viajava a 3.025 quilómetros por hora, segundo os cálculos dos cientistas da agência espacial norte-americana (NASA), que observaram que esta velocidade era muito lenta para que se tratasse de um asteróide.

No primeiro dia de Dezembro, este corpo atingiu o seu ponto mais próximo da Terra: passou a 50 mil quilómetros do nosso planeta, o equivalente a 12% da distância lunar.

E foi nesta altura que conseguiram identificar a origem do corpo como propulsor do foguete Centaur, lançado em direcção à Lua com a missão Surveyor 2 na década de 1960.

A 2 de Fevereiro, a mini-lua fará a aproximação final ao nosso planeta, passando a 220 mil quilómetros, o equivalente a 58% da distância entre a Terra e a Lua. Depois, esta “mini-lua” afastar-se-á da órbita terrestre para sempre e será mais um objecto a orbitar o Sol.

Este corpo tinha, desde que foi descoberto, o seu “fado” traçado: afinal, entende-se por mini-lua qualquer objecto de pequenas dimensões que seja temporariamente capturado pela órbita da Terra, ficando a pairar junto do nosso planeta durante um curto período de tempo – meses ou anos – antes de voltar a ser lançado para o Espaço.

Até agora, os cientistas só conseguiram detectaram outras duas mini-luas na órbita da Terra: o asteróide 2006 RH120, que ficou junto do planeta entre 2006 e 2007, e o asteróide 2020 CD3, que ficou na órbita da Terra entre 2018 a 2020.

ZAP ZAP //

Por ZAP
1 Fevereiro, 2021


4876: Quase 90% das espécies de animais vão perder habitat até 2050

CIÊNCIA/BIOLOGIA

blew_i / Canva

Um novo estudo prevê que quase 90% das espécies de animais vão perder habitat para a agricultura até 2050. Cerca de 1.280 vão perder mais de um quarto do seu habitat restante.

Os cientistas sabem que a biodiversidade está a diminuir a nível mundial, embora de forma menos universal e dramática do que temíamos. Também sabemos que as coisas provavelmente vão piorar no futuro, com uma combinação de perda de habitat, alterações climáticas e sobre-exploração que promete levar espécies e habitats cada vez mais perto da extinção.

O que não sabemos é o que fazer em relação a isso. Em parte, isto acontece porque a conservação é lamentavelmente subfinanciada. Mas também é porque as causas subjacentes do declínio da biodiversidade estão a ficar cada vez mais fortes a cada ano. As alterações climáticas recebem, com razão, uma grande cobertura, mas para a biodiversidade, a maior ameaça vem da destruição de habitats naturais para dar lugar à agricultura.

E à medida que a população cresce e as pessoas tornam-se mais ricas e consomem mais, essa necessidade de novas terras agrícolas só vai aumentar, resultando em pelo menos dois milhões de quilómetros quadrados de novas terras agrícolas até 2050 – e talvez até dez milhões.

Garantir que esta próxima onda de expansão agrícola não leve a perdas generalizadas de biodiversidade exigirá um grande aumento nas abordagens de conservação “convencionais”, mas provavelmente também exigirá algo mais.

Em vez disso, precisamos de enfrentar as causas subjacentes, ou a conservação não será capaz de lidar com isso. O que uma equipa de investigadores se propôs a fazer num estudo recentemente publicado na revista Nature Sustainability é descobrir exactamente quais paisagens e espécies provavelmente serão as mais ameaçadas pela agricultura no futuro, e quais mudanças específicas no sistema alimentar nos dão a maior probabilidade de salvaguardar a biodiversidade selvagem em diferentes partes do mundo.

Para fazer isso, os cientistas desenvolveram um método para prever onde é que a terra agrícola provavelmente se vai expandir em escalas espaciais muito curtas (1,5 km x 1,5 km). De seguida, sobrepuseram essas previsões com mapas de habitat para quase 20.000 espécies de anfíbios, pássaros e mamíferos, e observações sobre se cada espécie pode existir em terras agrícolas. Isto permitiu calcular a proporção de habitat que cada espécie perderia de 2010 a 2050.

Assim, as autores preveem que quase 88% das espécies vão perder habitat, com 1.280 perdendo mais de um quarto do seu habitat restante. Observando o impacto sobre as espécies individuais desta forma, e numa escala espacial tão reduzida, os cientistas foram capazes de identificar regiões específicas, e até mesmo espécies, que provavelmente vão precisar seriamente de apoio de conservação nas próximas décadas.

As perdas deverão ser particularmente graves na África Subsariana, especialmente no Vale do Rift e na África Ocidental equatorial, mas também haverá quedas graves na América Latina e no Sudeste Asiático.

É importante realçar que muitas das espécies projectadas para perder uma grande quantidade de habitat não estão, de momento, sob ameaça de extinção e, portanto, os conservacionistas podem não preocupar-se com elas.

Felizmente, existem algumas coisas que podemos fazer para aliviar esta perda de habitat, incluindo: aumentar a produção, ter dietas mais saudáveis, reduzir o desperdício alimentar ou até mesmo adoptar uma abordagem global para o planeamento do uso da terra, o que poderia desviar a produção de alimentos das regiões em maior risco.

Neste novo estudo, os autores descobriram que uma combinação de todas as quatro acções poderia evitar a grande maioria da perda de habitat. Fazer isso, no entanto, exigirá esforços conjuntos de governos, empresas, ONGs e indivíduos.

Por Daniel Costa
28 Dezembro, 2020


3224: Cromossoma Y está a desaparecer das células sanguíneas dos homens

CIÊNCIA/SAÚDE

(CC0/PD) typographyimages / pixabay

Uma equipa de cientistas da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, descobriu que 44% dos homens com mais de 70 anos tinham perdido o cromossoma Y nas suas células sanguíneas.

De acordo com o portal The Atlantic, os especialistas analisaram amostras de 205.011 homens, obtidas através de um banco de genes no Reino Unido.

Os cientistas estimam que 20% da população masculina representada no estudo terá perdido o cromossoma Y nas suas células sanguíneas. Nos participantes com mais de 70 anos, a percentagem mais que duplicava, atingindo os 43,6%.

A equipa identificou 156 variantes genéticas autossómicas relacionadas com a perda do cromossoma Y, preferencialmente próximas aos genes envolvidos na regulação do ciclo celular, susceptibilidade ao cancro ou factores somáticos de crescimento de tumores.

Os seres humanos, recorde-se, têm 23 pares de cromossomas. Nas mulheres, o 23.º par é XX, enquanto que nos homens o 23.º é XY.

Os autores do estudo não sabem ao certo o que causa esta situação, mas acreditam que a perda do cromossoma Y ocorre por predisposição a processos que promovem erros durante a divisão celular ou a processos que ajudam a criar um ambiente onde as células aneuplóides – células com um número anormal de cromossomas – podem proliferar.

Na prática, a perda do cromossoma Y nas células sanguíneas pode estar a permitir que mutações de vários tipos se acumulem, podendo estas mesmas mutações ser elos subjacentes para problemas de saúde, como é o caso do cancro e das doenças cardíacas.

Análises posteriores mostraram que pessoas com alta predisposição genética para perder o cromossoma Y correm maior risco de vir a ter algum tipo de cancro. As variantes genéticas encontradas também influenciam outros aspectos, como o envelhecimento reprodutivo ao a diabetes tipo 2.

John Perry, o biólogo da universidade britânica que liderou o estudo, sugere que os novos resultados são um sinal dos danos que o ADN sofre ao longo da vida. “Assumimos que a perda do cromossoma Y é determinada por mecanismos comuns que predispõem à instabilidade do genoma e ao cancro em muitos tipos de células”, apontou.

Os resultados da investigação foram publicados no fim de Novembro na revista Nature.

ZAP //

Por ZAP
19 Dezembro, 2019

 

 

3110: Sonda lunar despenhou-se a 500 metros do alvo

CIÊNCIA

A agência espacial indiana confirmou que a sonda Vikram, que estava perdida, foi encontrada a 500 metros do local de aterragem previsto. Os instrumentos científicos a bordo continuam a funcionar e a enviar dados

A ISRO, de Indian Space Research Organization (agência espacial da Índia), tinha anunciado ao mundo, em Setembro, que perdeu contacto com a sonda Vikram momentos antes de esta tocar na superfície lunar. Agora, num relatório feito para as autoridades, a agência explica já encontrou a sonda, a 500 metros do local previsto para alunagem e que os oito instrumentos científicos a bordo estão a funcionar e a enviar «dados científicos valiosos», noticia o Engadget.

Esta missão espacial, se tivesse sido bem sucedida, colocaria a Índia numa lista restrita como o quarto país a ter conseguido colocar uma sonda na Lua.

Exame Informática
28.11.2019 às 11h24

 

3086: Há pessoas que só têm metade do cérebro (mas é como se o tivessem inteiro)

CIÊNCIA/SAÚDE

(dr) baycrest.org

Em casos raros, pacientes com epilepsia severa são submetidos a uma operação na qual um dos hemisférios do cérebro é removido. Um novo estudo mostra que o hemisfério restante é capaz de se adaptar para compensar a falta da metade.

O cérebro humano tem a capacidade de se reconfigurar após uma perda dramática de função, um fenómeno conhecido há décadas. Um novo estudo publicado esta semana na revista especializada Cell Reports aumentam esse conhecimento.

Os investigadores examinaram seis pacientes adultos submetidos a hemisferectomias quando crianças. Os pacientes exibiram uma conectividade neural surpreendentemente forte entre diferentes partes do cérebro remanescente, segundo o estudo.

O trabalho, em co-autoria do neuro-cientista Dorit Kliemann, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, ajuda a saber mais sobre a forma como o cérebro se reorganiza após uma perda radical de material cerebral. A investigação é uma evidência de “cognição compensada”, de acordo com os cientistas, citados pelo Gizmodo.

“As pessoas com hemisferectomias que estudamos tinham um funcionamento notavelmente alto. Têm habilidades de linguagem intactas; quando os pus no scanner, conversámos um pouco”, afirmou Kliemann em comunicado, divulgado pelo EurekAlert. “Quase esquecemos a sua condição quando os conhecemos pela primeira vez. Quando vejo as imagens de ressonância magnética com apenas metade do cérebro, ainda me surpreendo que as imagens sejam provenientes do mesmo ser humano que acabei de ver a conversar e a andar”.

Os indivíduos com hemisferectomias podem ter uma saúde cognitiva muito boa, apesar da natureza severa do procedimento. Os participantes eram quatro homens e duas mulheres, agora com 20 e 30 anos, que tinham hemisferectomias quando tinham entre 11 meses e 11 anos de idade. Outros seis participantes com cérebros intactos formaram o grupo de controlo.

Caltech Brain Imaging Center

Usando uma máquina de ressonância magnética, os cientistas procuraram sinais associados à actividade cerebral espontânea enquanto os participantes estavam num estado de relaxamento e descanso. Os investigadores concentraram-se nas regiões do cérebro conhecidas por serem responsáveis ​​pela visão, movimento, emoção e pensamento superior.

Surpreendentemente, a actividade cerebral dos pacientes com hemisferectomia parecia bastante típica, mostrando as mesmas redes de estado de repouso de um cérebro normal. Porém, havia uma grande excepção: os cérebros com apenas um hemisfério mostravam conectividade acima do normal entre as redes do que os cérebros de controlo

“Os resultados sugerem que as interacções entre redes podem caracterizar a reorganização funcional na hemisferectomia”, escreveram os autores no estudo. Continua a ser uma questão em aberto, porém, a forma como o aumento da conectividade pode ajudar – ou até prejudicar – o funcionamento entre os sujeitos da hemisferectomia, como a sociabilidade, habilidades motoras e tomada de decisão.

As descobertas desta investigação podem lançar uma nova luz sobre a forma como o cérebro se reorganiza após uma lesão traumática e perda da função neurológica.

ZAP //

Por ZAP
25 Novembro, 2019

 

2841: Glaciares suíços perderam 10% do volume nos últimos cinco anos

ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

Os cerca de 4.000 glaciares alpinos, que fornecem água a milhões de pessoas, além de serem atracções turísticas, podem perder 90% do seu volume até ao fim do século se não se reduzirem as emissões de gases com efeito de estufa.

© REUTERS

Os glaciares suíços perderam 10% do volume nos últimos cinco anos, a maior redução em cem anos, alertou esta terça-feira a Academia Suíça das Ciências.

A Academia baseia-se nas medições feitas pelos peritos do painel inter-governamental para as alterações climáticas, que estudou a criosfera – gelos permanentes – em vinte glaciares.

Várias vagas de calor registadas durante o verão deste ano fizeram descer o gelo para “níveis recorde”, apesar de o inverno anterior ter sido marcado por um mês de Janeiro muito frio e chuvoso, sobretudo na vertente norte dos Alpes.

Em Abril e Maio, havia mais 20% a 40% de neve nos glaciares em relação aos valores médios, mas bastaram duas semanas no fim de Junho e fim de Julho para derreter o equivalente a todo o consumo anual de água potável na Suíça.

Segundo um estudo recente da Escola Politécnica Federal de Zurique, os cerca de 4.000 glaciares alpinos, que fornecem água a milhões de pessoas, além de serem atracções turísticas, podem perder 90% do seu volume até ao fim do século se não se reduzirem as emissões de gases de efeito de estufa responsáveis pelo aquecimento global.

Desde 1900 já desapareceram mais 500 glaciares na Suíça.

Diário de Notícias
Lusa
15 Outubro 2019 — 14:10

 

2640: O pico mais alto da Suécia foi destronado por causa da sinistra remodelação das montanhas

CIÊNCIA

Tadeáš Gregor / Wikimedia

Os suecos tiveram um novo exemplo da alteração do clima do nosso planeta, com a notícia de que o ponto mais alto do país já não é o mesmo.

Em apenas 60 anos, o pico sul da montanha Kebnekaise, no extremo norte da Suécia, 150 quilómetros acima do Círculo Polar Árctico, perdeu 24 metros, e com eles o título de topo do país.

O pico norte roubou-lhe a designação de pico mais alto da Suécia, posicionando-se agora a 1,2 metros acima do irmão, nos seus 2096,8 metros. A principal diferença entre estes picos é o facto de este último ser de rocha, enquanto que o do sul é um glaciar fustigado pelo aquecimento global.

Esta alteração vai obrigar a alterar os compêndios de geografia suecos, segundo a equipa de investigadores responsável pela medição do Kebnekaise. “Isto é um marco, um sinal muito óbvio e muito claro para todos na Suécia de que as coisas estão a mudar” e que “é preciso fazer alguma coisa quanto a isso”, disse a geógrafa que liderou o projecto, Gunhild Ninis Rosqvist, da Universidade de Estocolmo, ao The Guardian.

A equipa assume uma margem de erro de apenas alguns centímetros. “Quase toda a redução deu-se nas duas últimas décadas, em que o glaciar perdeu uma média de um metro por ano“, explicou a cientista.

Rosqvist acredita que os picos norte e sul vão andar a disputar o primeiro lugar do pódio nos próximos anos, devido à neve e aos Invernos que se avizinham. Ainda assim, a prazo, o destino do pico sul está traçado e é “muito claro”.

As medições do pico foram realizadas no dia 3, concluído o degelo do verão, num ano em que a Suécia registou os meses de Maio e Julho mais quentes da sua história. A localidade de Markusvinsa, a norte do Circulo Polar Árctico, registou 34,8 ºC no dia 26 de Julho.

ZAP //

Por ZAP
14 Setembro, 2019

 

1711: Os nossos oceanos estão a perder peixe a um ritmo alucinante

(CC0/PD) joakant / pixabay

As populações de peixes nos nossos oceanos estão a esgotar a um ritmo alarmante, com consequências preocupantes para os que fazem parte da cadeia alimentar – incluindo os seres humanos.

Dados recolhidos entre 1930 e 2010 revelaram que as populações de peixes caiu, em média, 4,1%. Em algumas regiões, como o Mar da China Oriental ou o Mar do Norte, a queda foi mais abrupta: de 15 a 35%. As alterações climáticas e a sobre-pesca são as principais culpadas.

No entanto, os investigadores observaram que um pequeno número de populações de peixes, em vez de diminuir, aumentava – beneficiando do aquecimento das águas que as tornava mais habitáveis (pelo menos para estes peixes).

“Muitas das espécies que beneficiaram do aquecimento vão, provavelmente, começar a diminuir, à medida que as temperaturas começarem a subir”, explicou o cientista Olaf Jensen, da Universidade Rutgers, em Nova Jersey, Estados Unidos.

A equipa investigou de que forma o aquecimento do oceano afectou 235 populações de peixes em todo o mundo, analisando 124 espécies em 38 regiões ecológicas. Além de peixes, incluíram também no estudo alguns crustáceos e moluscos. O artigo científico foi publicado no dia 1 deste mês, na Science.

Normalmente, a água quente é uma má notícia para os peixes: não só contém menos oxigénio, como também prejudica as funções corporais, que em muitos peixes ocorrem à mesma temperatura da água.

“O declínio de 4,1% parece muito pequeno e inofensivo, mas é de 1,4 milhões de toneladas métricas entre 1930 e 2010”, disse Chris Free, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, ao The New York Times.

Segundo o Science Alert, os 4,1% são referentes especificamente ao rendimento máximo sustentável – a quantidade de peixes que podemos capturar sem esgotar o número da população a longo prazo.

Este número torna-se verdadeiramente preocupante se tivermos em conta que estes animais são uma parte significativa da proteína animal na dieta mundial – especialmente nos países costeiros em desenvolvimento. Acresce ainda o facto de 56 milhões de pessoas em todo o mundo trabalharem na indústria pesqueira – ou confiarem nela.

Reduzir a sobre-pesca é, de facto, essencial para minimizar os impactos do aquecimento dos oceanos, caso contrário a situação irá piorar.

ZAP //

Por ZAP
14 Março, 2019

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1574: Dois satélites da NASA estão perdidos para lá de Marte (e ninguém sabe o que aconteceu)

ATG Medialab / ESA

Dois satélites de comunicação da missão da NASA Mars Cube One, o MarCO-A e o MarCO-B, mantêm-se silenciosos além de Marte. Os especialistas neste momento não têm certeza qual a razão da interrupção nas comunicações.

Denominados WALL-E e EVE em honra do filme de animação “WALL-E”, tratam-se de aparelhos de tamanho de uma mala e de formato CubeSat. Lançados no ano passado, “parecem ter alcançado o seu limite” depois de viajarem além do Planeta Vermelho, segundo o comunicado da agência. Não há comunicação com eles há mais de um mês e os engenheiros da NASA creem que seja pouco provável que se recupere.

O MarCO-A e o MarCO-B serviram como retransmissores de comunicação durante o pouso em Marte de outra missão da NASA, da sonda InSight. O aparelho WALL-E enviou imagens impressionantes do Planeta Vermelho, enquanto o EVE realizava trabalhos de radiologia.

A última vez que o WALL-E enviou algo foi a 29 de Dezembro e o EVE a 4 de Janeiro. Segundo os cálculos da trajectória, o primeiro deve encontrar-se agora a uma distância de mais de 1,6 milhões de quilómetros de Marte e o segundo a quase 3,2 milhões de quilómetros.

Neste momento os especialistas da NASA admitem diferentes hipóteses sobre a razão da perda de contacto com a missão.

O comunicado assinalou que WALL-E tem fugas no propulsor e sugere que certos problemas com o controlo de actividade possam ter afectado a capacidade de enviar e receber comandos. Outro problema poderiam ser os sensores de luminosidade que permitem que os satélites se mantenham apontados ao Sol e recarregarem as baterias.

Em qualquer caso, inclusive se os engenheiros não conseguirem restabelecer o contacto, a NASA considera o seu trabalho bem-sucedido. “Esta missão sempre consistiu em ampliar os limites da tecnologia pequena e ver até onde podia chegar“, enquanto “os futuros CubeSats poderiam ir mais longe”, indicou o engenheiro chefe da missão Andy Klesh. “Há um grande potencial nestes pequenos aparelhos”, concluiu outro especialista, John Baker.

ZAP // Sputnik News

Por SN
10 Fevereiro, 2019

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1472: A Rússia perdeu o controlo do seu único telescópio espacial

Astro Space Center of Lebedev Physical Institute.

A Rússia perdeu o controlo do seu telescópio espacial, o Spektr-R, devido a uma falha nos sistemas de comunicação, informou este sábado o director do Centro Aeroespacial do Instituto Físico da Academia de Ciências, Nikolai Kardashev.

O telescópio deixou de conseguir reconhecer as instruções enviadas pelo centro de controle da agência espacial russa Roscosmos, mas continua a enviar dados científicos para Terra, explicou a agência de notícias russa Ria Novosti. As autoridades russas estão a tentar recuperar o controlo do telescópio, adiantou a Agência Interfax.

“Há tentativas para solucionar o problema. Há vários sistemas de comunicação. Alguns estão a operar, e outros não. Este tipo de erro já ocorreu anteriormente. Tudo pode ainda vir a funcionar de novo. Assim esperamos”, afirmou Kardashev.

No entanto, as várias tentativas para recuperar o controlo do aparelho fracassaram até agora. Segundo adiantou uma fonte da Roscosmos à Interfax, o problema pode dever-se a um erro no sistema de comunicação de reserva do telescópio, o último que lhe resta.

A mesma fonte acrescentou que há mais de um ano que o observatório espacial opera apenas com este sistema de comunicações de reserva, após uma falha do sistema principal.

A vida útil do Spektr-R, um dos maiores telescópios já colocados no espaço, expirou em 2016, mas a Rússia prolongou o seu uso até 31 de Dezembro de 2019.

“O projecto de exploração do Universo na faixa de ondas de rádio com ajuda do telescópio espacial Spektr-R será encerrado se não conseguirmos restabelecer a comunicação e o controlo do aparelho”, informou o director do projecto, Yuri Kovalev.

ZAP // EFE / Sputnik News

Por EFE
12 Janeiro, 2019

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1241: NASA perdeu sonda espacial no Cinturão de Asteróides

A NASA comunicou nesta quinta-feira que a sonda espacial Dawn deixou de estar em contacto com a Terra, interrompendo a sua missão histórica destinada a estudar o asteróide Vesta e o planeta-anão Ceres.

De acordo com o site da agência espacial norte-americana, depois de eliminar outras hipóteses que justificassem a perda de contacto, a equipa da missão concluiu que a sonda terá ficado sem hidrazina – usada como combustível para as antenas que controlam a direcção -, tendo depois a sonda se perdido entre os asteróides.

Segundos os cientistas, a sonda Dawn ficou presa na órbita do planeta-anão Ceres, devendo manter-se lá nas próximas décadas.

“Hoje celebramos o fim da missão Dawn, das suas incríveis conquistas técnicas e conhecimentos vitais que nos proporcionou e parabenizamos toda a equipa que permitiu que a nave fizesse tais descobertas”, disse o administrador da NASA, Thomas Zurbuchen,

Zurbuchen acrescentou ainda que as imagens e os dados surpreendentes obtidos pela Dawn são cruciais para entender a história e evolução do nosso Sistema Solar.

A sonda espacial norte-americana Dawn foi lançada pela NASA há onze anos, em 2007, com o objectivo de estudar o planeta-anão Ceres e o asteróide Vesta. Estes corpos celestes pertencem ao Cinturão de Asteróides situado entre Marte e Júpiter. Esta foi a primeira missão destinada a estudar mais que um corpo celeste.

ZAP // SputnikNews

Por SN
4 Novembro, 2018

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1226: Em 40 anos, a Terra perdeu 60% dos seus animais selvagens

CIÊNCIA

(CC0/PD) minkewink / Pixabay
O ritmo actual de extinção das espécies é cerca de 100 a 1.000 vezes maior do que há alguns séculos

A população mundial de vertebrados no mundo diminuiu 60% nos últimos 40 anos, aponta um estudo do Fundo Mundial para a Natureza (WWF) divulgado nesta terça-feira. A acção humana é a principal responsável por esta perda em massa de mamíferos, aves, peixes, anfíbios e répteis.

As regiões que mais perderam animais selvagens entre 1970 e 2014 foram as Américas do Sul e Central, onde as populações de vertebrados diminuíram 89%. O Relatório Planeta Vivo analisou o estado de 16.704 grupos de 4.005 espécies de vertebrados durante estes 40 anos.

Entre as espécies de fauna mais afectadas e com a maior taxa de extinção estão as de água doce, cuja redução nas populações atingiu os 83%.

Dependendo do tipo de animais em análise, o ritmo actual de extinção das espécies é cerca de 100 a 1.000 vezes maior do que há alguns séculos, quando a actividade humana começou a alterar a Biologia e a Química do planeta.

Segundo o relatório agora apresentado, a principal causa do declínio da biodiversidade é o modelo descontrolado de consumo do ser humano, que explora extensivamente os ecossistemas e a agricultura. A Humanidade é ainda responsável pela poluição, introdução de espécies invasoras e pelo aquecimento global, factores que também impactam negativamente a vida selvagem.

“A enorme pressão feita sobre os recursos naturais está a ameaçar a estrutura viva que sustenta a Humanidade”, afirmou Marco Lambertini, director-geral da organização ambientalista internacional.

Em todo o mundo, a natureza proporciona serviços avaliados em, aproximadamente, 125 mil milhões de dólares por ano, ajudando a garantir o fornecimento de ar fresco, água potável, alimentos, energia e medicamentos.

Segundo aponta o relatório, os manguezais, por exemplo, – árvores rizoforáceas da América e da África -, capturam quase cinco vezes mais carbono do que as florestas tropicais; as culturas parcialmente polinizadas por animais correspondem a 35% da produção mundial de alimentos e os recifes de corais protegem cerca de 200 milhões de pessoas contra ondas e tempestades.

O WWF destaca ainda que a pegada ecológica do planeta – parâmetro que mede o consumo de recursos naturais – aumentou quase 190% nos últimos 50 anos.

ZAP // Deutsche Welle

Por ZAP
1 Novembro, 2018

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761: Icebergue de seis quilómetros soltou-se de glaciar na Gronelândia

“Parecia que havia foguetes a rebentar”, descreveu David Holland, da Universidade de Nova Iorque

Imagem retirada do vídeo da Universidade de Nova Iorque

Um icebergue com seis quilómetros de largura soltou-se de um glaciar no leste da Gronelândia, o maior em mais de uma década naquele lugar.

Os cientistas que controlam o estado do glaciar capturaram a quebra da gigantesca massa de gelo em vídeo no dia 22 de Junho, depois de semanas acampados no glaciar Helheim.

 

O professor David Holland, da Universidade de Nova Iorque, afirmou que o vídeo mostra “três por cento da perda anual de gelo da Gronelândia a acontecer em 30 minutos”, condensados num vídeo mais curto com as imagens aceleradas.

“Parecia que havia foguetes a rebentar”, afirmou, descrevendo o que viu como “um acontecimento muito complexo, caótico e barulhento”

Holland destacou que “a preocupação real é com a Antárctida, onde é tudo tão grande que os riscos são muito mais altos”.

Diário de Notícias
DN/Lusa
13 Julho 2018 — 14:24

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711: Perdemos um campo de futebol de floresta por segundo em 2017

(CC0/PD) skeeze / pixabay

Brasil, Colômbia e República Democrática do Congo são alguns dos países que registaram perdas recorde no ano de 2017, segundo o novo relatório da Global Forest Watch.

De acordo com uma pesquisa da Global Forest Watch, o mundo perdeu mais do que o equivalente a um campo de futebol de floresta por cada segundo de 2017, totalizando uma área equivalente à dimensão de um país como Itália.

Os novos dados, obtidos através de satélite, mostram que este foi o segundo pior ano desde que há registo, com uma perda de 29,4 milhões de hectares, cita o jornal britânico The Guardian.

A redução da cobertura florestal duplicou desde 2003, enquanto que o desmatamento de florestas tropicais duplicou desde 2008. O Brasil, que já vinha de uma tendência de queda, voltou a sofrer com este problema no ano passado devido à instabilidade política. Outras nações, como a Colômbia e a República Democrática do Congo, também sofreram perdas recorde.

O território brasileiro foi o país que mais sofreu com as perdas florestais desde que a Global Forest Watch começou a fazer este levantamento em 2001. Enquanto que houve uma diminuição no ano passado em relação ao desmatamento recorde que ocorreu em 2016, os números de 2017 ainda são os segundos mais altos da história.

Mais de um quarto das perdas de árvores no Brasil no ano de 2017 foram causadas por incêndios deliberadamente provocados para limpar terra.

Na Colômbia, um verdadeiro centro global para a biodiversidade, as perdas aumentaram 46% no ano passado. As FARC, a maior organização guerrilheira do país, anteriormente controlavam grande parte do território amazónico colombiano, bloqueando o acesso.

A desmobilização dessas forças armadas rebeldes deixou um vazio de poder e a desflorestação ilegal para gado, extracção de madeira e produção de cocaína dispararam.

Por outro lado, na Indonésia, a desflorestação caiu 60% em 2017, um ano húmido que se traduziu num menor número de incêndios florestais e também por causa de acções levadas a cabo pelo Governo.

A culpa também é nossa

As perdas florestais são um factor decisivo para as emissões de carbono que impulsionam o aquecimento global. O seu efeito é quase o mesmo que o total de emissões dos EUA, o segundo país maior poluidor do mundo.

A desflorestação destrói o habitat da vida selvagem e é uma das principais razões para as populações de animais selvagens terem caído para metade nos últimos 40 anos, iniciando uma sexta extinção em massa.

Enquanto apenas 2% do financiamento para a acção climática vai para a protecção de florestas, estas têm o potencial de fornecer um terço dos cortes de emissões globais necessários até 2030.

“É realmente uma questão urgente que devia estar a receber mais atenção”, explica Frances Seymour, do World Resources Institute, uma das entidades responsáveis pelo Global Forest Watch.

De acordo com as informações recolhidas por este estudo, a destruição humana causa virtualmente todo a desflorestação nos trópicos.

“A principal razão pela qual as florestas tropicais estão a desaparecer não é um mistério – amplas áreas continuam a ser devastadas para cultivo de soja, carne bovina, óleo de palma, madeira e outras comodidades comercializadas globalmente”, explica. “Grande parte é ilegal e está ligada à corrupção“, acrescenta.

Não é só o ambiente que sofre

Os incêndios são dominantes em latitudes mais altas, causando cerca de dois terços das perdas florestais em países como a Rússia e o Canadá, e podem estar a tornar-se mais comuns devido às alterações climáticas.

Novas florestas estão a ser cultivadas na China e na Índia, por exemplo, mas a extensão exacta em que compensam a destruição das florestas já existentes ainda é desconhecida. Por enquanto, claro é que a desflorestação excede significativamente a reflorestação.

Estima-se que apenas cerca de 15% das florestas que provavelmente existiam antes da civilização humana ainda hoje permaneçam intactas. Um quarto foi destruído e o resto fragmentado ou degradado.

A destruição das árvores não prejudica apenas o ambiente. “Juntamente com essa violência contra a Terra, também há uma crescente violência sobre as pessoas que defendem essas florestas”, afirma Victoria Tauli-Corpuz, relatora especial da ONU sobre os direitos dos povos indígenas.

De acordo com Tauli-Corpuz, metade dos 197 defensores ambientais mortos em 2017 pertenciam a grupos indígenas.”Há muito que estes povos administram as florestas que são cruciais para a luta contra as alterações climáticas”, explica.

“Os novos dados mostram que a taxa de perda de cobertura de árvores é menos de metade em terras comunitárias e indígenas, comparativamente com outros lugares”.

ZAP // HypeScience

Por HS
30 Junho, 2018

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– Perguntem aos Trampas que existem espalhados pelo Planeta Terra que eles responderão: “No problem…”