5066: A pegada de dinossauro mais bem conservada do Reino Unido foi encontrada por menina de 4 anos

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

Sally Wilder
A mão da menina de 4 anos, Lily Wilder, ao lado da pegada de dinossauro

Uma menina de quatro anos encontrou uma pegada de dinossauro, classificada como um dos “melhores exemplares” já encontrados no Reino Unido, enquanto passeava com o pai.

Lily Wilder fez a descoberta em Janeiro, durante o confinamento do Reino Unido, enquanto passeava pela praia com o seu pai, Richard.

A praia de South Wales, em Bendricks Bay, é conhecida pelas pegadas pré-históricas e o exemplar que Lily Wilder encontrou terá cerca de 220 milhões de anos.

Depois de ser retirada do local, a pegada fossilizada encontra-se agora no Museu Nacional de Wales, em Cardiff, para ser estudada.

A mãe de Lily, contou à CNN que a menina reparou na pegada enquanto caminhava com o pai e que pediu imediatamente para que visse a sua descoberta.

“Quando o Richard veio para casa e me mostrou a fotografia, eu pensei que parecia incrível”, disse.

“O Richard pensou que era demasiado bom para ser verdade. Eu entrei em contacto com especialistas e eles tomaram conta da situação a partir daí”, acrescentou.

“Ficamos entusiasmados por descobrir que era realmente uma pegada de dinossauro e fico feliz por saber que vai ser levada para o museu nacional, onde pode ser estudada durante várias gerações”, concluiu Sally.

Ainda não se sabe exactamente o que fez aquela marca, com 10 centímetros de comprimento, mas especialistas pensam a criatura pudesse ter cerca de 75 centímetros de altura e 2,5 metros de comprimento. Provavelmente, andaria em duas pernas e alimentar-se-ia de insectos e pequenos animais.

Nos Estados Unidos, foram encontradas pegadas similares que pertenciam a um dinossauro chamado Coelophysis. No entanto, até agora, ainda não tinham sido encontradas evidências deste animal no Reino Unido.

Cindy Howells, a curadora de paleontologia do Museu Nacional de Wales, explicou: “Esta pegada fossilizada de dinossauro, de há 220 milhões de anos atrás, é um dos exemplares mais bem preservados de todo o Reino Unido e vai mesmo ajudar os paleontólogos a perceber como é que estes dinossauros pré-históricos andavam.”

“Obviamente, nem toda a gente tem pegadas de dinossauro à porta de casa, mas há uma riqueza de natureza local perto de todos, se perdermos tempo para olhar com cuidado”, desafiou Howells.

De acordo com a estação de televisão britânica, os cientistas precisaram de uma autorização especial para remover a pegada da praia, por esta ser uma paisagem de Interesse Científico Especial e de domínio privado.

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Por Sofia Teixeira Santos
4 Fevereiro, 2021


5016: Mais de 600 pegadas de dinossauros descobertas na zona do Cabo Espichel

CIÊNCIA/GEOLOGIA

O Centro Português de Geo-História e Pré-História revela que se trata da descoberta “do maior conjunto de pegadas de dinossauros do Cretácico em Portugal”.

© Orlando Almeida / Global Imagens

O Centro Português de Geo-História e Pré-História (CPGP) anunciou esta quinta-feira a descoberta de 614 pegadas de dinossauros carnívoros e herbívoros, com cerca de 129 milhões de anos, na zona do Cabo Espichel, em Sesimbra, no distrito de Setúbal.

Em comunicado, o CPGP afirma que se trata da descoberta “do maior conjunto de pegadas de dinossauros do Cretácico em Portugal”.

Segundo o Centro Português de Geo-História e Pré-História, já foi publicado um artigo científico sobre o achado na revista internacional “Journal of Geoscience and Environment Protection”.

“Estas pegadas foram deixadas por dinossauros carnívoros (terópodes) e herbívoros (saurópodes e ornitópodes), de médias a grandes dimensões. Este é um conjunto monumental de pegadas que se distribui por uma área não muito grande”, refere a entidade.

De acordo com a CPGP, as pegadas foram encontradas em diferentes camadas no topo de uma formação geológica datada do período Cretácico Inferior.

As pegadas, segundo a investigação, ter-se-ão formado em ambiente litoral frequentado por um número “elevado de dinossauros herbívoros, que ali deixaram um intenso pisoteamento e que, provavelmente, usavam este local como zona de passagem entre áreas de pastos e onde possivelmente seriam perseguidos por dinossauros carnívoros que os pretendiam caçar”.

“Os estudos sobre este novo sítio com pegadas de dinossauro continuam em progresso, sendo que outras novidades integram um novo artigo que está em fase de finalização e em breve será submetido para publicação”, lê-se na nota.

O trabalho científico tem como objectivo o registo de pegadas de dinossauros do Cretácico português, através de uma vasta equipa de paleontólogos e geólogos portugueses, espanhóis, franceses e brasileiros, liderada pelo paleontólogo Silvério Figueiredo.

“Este estudo enquadra-se no projeto de investigação do CPGP denominado ‘Os Vertebrados do Barremiano do Cabo Espichel e o seu contexto Ibérico: implicações paleoambientais e paleogeográficas'”, que tem vindo a estudar esta região desde 1998 […]”, indica o CPGP.

A investigação conta ainda com a colaboração do Instituto Politécnico de Tomar, do Centro de Geociências e do Departamento de Ciências da Terra da Universidade de Coimbra e do Geopark Naturtejo Mundial da UNESCO.

Diário de Notícias
DN/Lusa
28 Janeiro 2021 — 15:51


4545: Descobertas pegadas fossilizadas com mais de 10 mil anos. São a trilha pré-histórica de uma mãe com um bebé ao colo

CIÊNCIA/ANTROPOLOGIA/ARQUEOLOGIA

National Park Service

Uma equipa de investigadores internacional descobriu o trilho pré-histórico mais comprido do mundo no Novo México, nos Estados Unidos. O novo estudo conta a historia de uma mulher que carregou um bebé nos braços durante 1,5 quilómetros há mais de 10 mil anos atrás.

Um novo estudo publicado na ScienceDirect analisou algumas pegadas de um lago seco conhecido como playa, que contém centenas de milhares de rastos fossilizados que datam de há 13 mil anos até ao final da última era glacial (cerca de 11.550 anos atrás).

A trilha de pegadas fósseis mais longa do mundo – mais de 1,5 quilómetros – fica no Parque Nacional White Sands, nos Estados Unidos, e conta a história de uma mãe ainda jovem que caminha com um bebé ao colo num terreno lamacento e perigoso. Além disso, trata-se de um trilho impressionante devido ao facto de ser tão linear, mostrando que quem o percorreu não se desviou do percurso, nem na ida, nem na volta.

“Uma adolescente ou pequena mulher adulta fez duas viagens, separadas por várias horas, carregando uma criança pequena ao colo pelo menos numa das direcções”, disse a autora principal do artigo, Sally Reynold, citada pela SciNews.

Os investigadores encontraram evidências de que as marcas correspondem às pegadas de uma mulher – mas a equipa de investigadores não descarta a hipótese de ser um adolescente do sexo masculino – a carregar um bebé nos braços, movendo-o do braço esquerdo para o direito quando se cansava e, ocasionalmente, colocando a criança no chão para poder descansar.

“Quando vi as pegadas intermitentes do bebé pela primeira vez, veio-me à cabeça uma cena familiar”, disse um dos autores do estudo, Tommy Urban, da Universidade Cornell, nos Estados Unidos.

As pegadas do caminho de ida tinham uma “forma de banana” e eram morfologicamente mais variadas e mais largas, o que evidencia a carga extra causada pelo peso do bebé, que teria cerca de dois anos ou até um pouco menos. Já as pegadas do caminho de volta, pelo contrário, eram mais definidas e estreitas.

“Podemos colocar-nos nos sapatos, ou pegadas, dessa pessoa e imaginar como seria carregar uma criança ao colo entre um braço e o outro, enquanto caminhamos por um terreno difícil e cercado de animais potencialmente perigosos”, disse Reynold.

Segundo o The Conversation, naquela altura o chão era lamacento e estava molhado e escorregadio, mas as pessoas caminhavam a mais de 1,7 metros por segundo – sendo que a velocidade considerada confortável para se caminhar é cerca de 1,2 a 1,5 metros por segundo, numa superfície plana e seca.

Além disso, o artigo sugere que mamutes, preguiças gigantes, felinos dente-de-sabre, lobos, bisões e camelos (agora extintos) frequentavam aquele local e os seus rastos terão ajudado a determinar a idade do trilho.

“Descobriu-se que preguiças gigantes e mamutes colombianos cruzaram os rastos humanos daquele caminho, mostrando que o terreno hospedava humanos e animais de grande porte ao mesmo tempo. Isso torna a jornada feita por este indivíduo com a criança pequena ao colo muito perigosa“, diz o artigo.

As pisadas humanas, no entanto, destacam-se por terem sido feitas em linha recta e por se repetirem umas horas mais tarde, já sem o bebé, revela o estudo.

“Esta pesquisa é importante para nos ajudar a entender os nossos ancestrais, como viviam e as suas semelhanças e diferenças connosco”, disse Reynold.

ZAP //

Por ZAP
25 Outubro, 2020

 

4379: Pegadas com 120 mil anos mostram como é que os humanos saíram de África

CIÊNCIA/ARQUEOLOGIA

(h)

Uma equipa de investigadores encontrou centenas de pegadas na Arábia Saudita que podem retratar como é que os antigos humanos saíram de África para a Eurásia.

Há cerca de 120 mil anos, naquilo que hoje é o norte da Arábia Saudita, um pequeno grupo de homo sapiens parou para beber num lago raso que também era frequentado por camelos, búfalos e elefantes maiores do que qualquer espécie vista hoje. Possivelmente, os humanos caçaram os animais, mas a sua estadia não foi longa.

Este é o cenário pintado por um conjunto de pegadas humanas e de animais encontradas no deserto de Nefude, na Arábia Saudita. O comportamento deste humanos ancestrais foi reconstruido por uma equipa de investigadores e os resultados do estudo foram publicados, na semana passada, na revista científica Science Advances.

A investigação mostra uma possível rota usada pelos nossos ancestrais à medida que saíam do continente africano, escreve a Phys.

Hoje, a Península Arábica é uma vasta região árida, deserta e praticamente inóspita. No entanto, nem sempre foi o caso, revelam os autores do estudo. Devido às alterações climáticas, outrora, a Península Arábica era muito mais verdejante e húmida.

“As pegadas são uma forma única de evidência fóssil, pois fornecem retratos no tempo, normalmente representando algumas horas ou dias, uma resolução que dificilmente obtemos de outros registos”, explica o autor do estudo, Mathew Stewart, do Instituto Max Planck.

No total, sete das centenas de pegadas descobertas foram identificadas como pertencentes a hominídeos, incluindo quatro que, devido à orientação semelhante, distâncias entre si e diferenças de tamanho, foram interpretadas como dois ou três indivíduos a viajarem juntos.

“Sabemos que humanos estavam a visitar este lago ao mesmo tempo que os animais e, incomum para a área, não há ferramentas de pedra”, salientou Stewart, o que indicaria que os humanos teriam feito um assentamento de longo prazo lá. Assim, sabe-se que passagem pelo lago foi curta, provavelmente para apenas recolherem mantimentos.

A presença de elefantes também comprova a ideia de que haveria recursos abundantes de água e vegetação, ao contrário dos dias de hoje.

Os cientistas já sabiam que os primeiros humanos se espalharam para a Eurásia através do sul da Grécia e do Levante. Esta nova investigação mostra que os humanos podem ter também optado por “rotas interiores, seguindo lagos e rios”.

ZAP //

Por ZAP
23 Setembro, 2020

 

 

4225: Encontradas pegadas animais com 313 milhões de anos no Grand Canyon

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

Hostelworld.com
Grand Canyon, EUA

Uma equipa de paleontólogos norte-americanos descobriu rastos de animais que caminharam pelas dunas do Grande Canyon há 313 milhões de anos.

A investigação levada a cabo confirmou que os vestígios encontrados são pegadas fósseis de animais, as mais antigas deste tipo já encontradas no Parque Nacional do Grand Canyon, localizado no estado norte-americano do Arizona.

Estas pegadas “estão entre os rastos mais antigos na Terra de animais que põem ovos com casca, como é o caso dos répteis”, afirmou o o paleontólogo Stephen Rowland, envolvido na descoberta e cujos resultados foram esta semana publicados na revista PLOS.

A descoberta ocorreu depois de um penhasco do Grand Canyon ter desabado, nota o NPR.

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NPR
@NPR
A geologist has discovered a pair of fossil footprints that researchers say are the oldest of their kind in the Grand Canyon — dating back 313 million years.
Fallen Boulder Reveals 313 Million-Year-Old Fossil Footprints At Grand Canyon
The side-by-side tracks of two ancient animals have been called “by far the oldest vertebrate tracks in Grand Canyon.”
npr.org

Os vestígios foram encontrados em meados de 2016, quando o professor de geologia Allan Krill fazia uma caminhada com os seus alunos pela área e estes encontraram marcas incomuns numa rocha que caiu de um penhasco do formação rochosa.

Krill enviou uma fotografia do que viram a Rowland e foi aí que a investigação começou.

Stephen Rowland/ CC BY 4.0

As análises levadas a cabo concluíram que as pegadas em causa registaram a passagem de dois animais que caminharam separadamente pelas dunas de areia, oito milhões de anos antes do que se pensava até então.

Ao reconstruir a cena, os cientistas concluíram que os vestígios pertenciam a espécies ovíparas quadrúpedes: um par de pegadas consiste em 28 marcas de garras em cada impressão, enquanto o outro conjunto sugere que o animal em causa poderia ter uma perna direita ferida, uma vez que não havia marcas de garras desse lado.

Esta descoberta representa também “a primeira evidência de animais vertebrados a caminhar em dunas de areia” no local, acrescentou ainda Rowland.

ZAP //

Por ZAP
26 Agosto, 2020

 

 

2622: Descobertas 257 pegadas de neandertais na costa da Normandia

CIÊNCIA

Rachel Knickmeyer / Flickr

A Normandia está talhada para viver e contar uma parte da nossa história. Uma equipa de cientistas descobriu 257 pegadas de neandertais ao longo da costa daquele território, em França, que estarão “imaculadamente preservadas” há 80 mil anos.

A investigação, partilhada segunda-feira na revista especializada Proceedings of the National Academy of Sciences, parece confirmar que aquelas espécies próximas dos humanos viviam em grupo, neste caso com entre 10 e 13 indivíduos, a maioria crianças e adolescentes. De acordo com o jornal britânico The Guardian, há vestígios que sugerem que alguns dos corpos, provavelmente de adultos, tinham mais de 1,90 metros.

Os pés dos neandertais eram mais largos que os dos humanos modernos. A partir do tamanho das pegadas em Le Rozel, os investigadores estimaram o tamanho dos indivíduos que as criaram e depois inferiram a sua idade.

O diário britânico revela ainda que a zona onde foram encontradas as pegadas, Le Rozel, foi originalmente descoberta por Yves Roupin, um arqueologista amador, nos anos 60. O Governo francês só interveio seriamente, apoiando as escavações, em 2012, quando aquela zona estava ameaçada pela erosão.

Jérémy Duveau, co-autor do estudo, disse que as impressões foram deixadas em solo lamacento e rapidamente preservadas pela areia movida pelo vento. “Foi incrível observar estes trilhos, que representam momentos da vida de indivíduos, às vezes muito jovens, que viveram há 80 mil anos”, disse Duveau, do Museu Nacional de História Natural da França.

As pegadas foram encontradas entre o que a equipa chamou “material arqueológico abundante”, revelando evidências de açougue de animais e fabricação de ferramentas. As pegadas remontam a uma época em que só os neandertais viviam na Europa Ocidental.

Uma das questões que intriga os cientistas prende-se com o facto de haverem mais crianças e adolescentes do que adultos. A questão que fica é: será que os neandertais morriam cedo ou estavam noutro lado qualquer?

Esta descoberta de pegadas de neandertais é somente a décima, depois de outras terem sido encontradas na Grécia, Roménia, Gibraltar e França.

ZAP //

Por ZAP
11 Setembro, 2019

 

2605: 257 pegadas de neandertais descobertas na costa da Normandia

CIÊNCIA

A investigação parece confirmar que aquelas espécies próximas dos humanos viviam em grupo, neste caso com 10/13 indivíduos, a maioria crianças e adolescentes. Há vestígios que sugerem que alguns dos corpos, provavelmente de adultos, tinham mais de 1.90m

© NurPhoto

Se em tempos testemunhou a morte, agora fala-nos sobre vida. A Normandia está talhada para viver e contar uma parte da nossa história: uma equipa de cientistas descobriu 257 pegadas de neandertais ao longo da costa daquele território, em França, que estarão “imaculadamente preservadas” há 80 mil anos, relata o “The Guardian”.

A investigação, partilhada segunda-feira na publicação oficial da Academia Nacional de Ciências do Estados Unidos (Proceedings of the National Academy of Sciences), parece confirmar que aquelas espécies próximas dos humanos viviam em grupo, neste caso com 10/13 indivíduos, a maioria crianças e adolescentes, especifica o diário britânico. Há vestígios que sugerem que alguns dos corpos, provavelmente de adultos, tinham mais de 1.90m.

O “The Guardian” revela ainda que a zona onde foram encontradas as pegadas, Le Rozel, foi descoberta em primeiro lugar por Yves Roupin, um arqueologista amador, nos anos 60. O Governo francês só interveio seriamente, apoiando as escavações, em 2012, quando aquela zona estava ameaçada pela erosão.

Uma das questões que intriga os cientistas prende-se com o facto de haverem mais crianças e adolescentes do que adultos. Ou seja, será que os neandertais morriam cedo ou estavam noutro lado qualquer?

Esta descoberta de pegadas de neandertais é somente a décima, depois de outras na Grécia, Roménia, Gibraltar e França.

msn notícias
Expresso
10/09/2019

 

1999: Encontradas pegadas perfeitamente preservadas com 14 mil anos numa caverna profunda

CIÊNCIA

(dr) Anton Chikishev / Hebrew University

Há cerca de 14 mil anos, cinco pessoas de pés descalços – dois adultos, um pré-adolescente e duas crianças – caminharam numa passagem escura de uma caverna.

Os tempos passaram, mas o grupo deixou para trás pegadas perfeitamente preservadas. Para iluminar o caminho que fizeram, de acordo com um novo estudo publicado na revista eLife, estas pessoas da Idade da Pedra terão queimado varas de pinheiro, que os arqueólogos também encontraram na caverna, conhecida como Grotta della Bàsura, no norte da Itália.

O tecto da gruta era tão baixo que, numa parte, os exploradores ancestrais foram forçados a gatinhar, deixando para trás “a primeira evidência de sempre de pegadas humanas deixadas a rastejar“, disse Marco Romano, investigador no Instituto de Estudos Evolutivos da Universidade de Witwatersrand, na África do Sul.

Os investigadores já sabiam da presença de humanos antigos em Grotta della Bàsura desde os anos 1950. Mas esta nova análise é o primeiro olhar de alta tecnologia nestes rastos específicos, em que os arqueólogos usaram scanners a laser, análise de sedimentos, geoquímica, arqueobotânica e modelagem 3D para estudar as impressões.

Havia tantas impressões – 180 no total – que os investigadores conseguiram juntar tudo o que aconteceu naquele dia durante o Paleolítico Superior – também conhecido como a Idade da Pedra. De acordo com os diferentes tamanhos de pegadas, havia cinco pessoas: uma de 3 anos de idade, outra de 6 anos, uma pré-adolescente (8 a 11 anos) e dois adultos.

Este grupo estava descalço e não parecia estar a usar qualquer roupa – pelo menos não deixou impressões na caverna. Depois de caminhar cerca de 150 metros, chegaram ao Corridoio delle Impronte e, em seguida, caminharam em fila única, com a criança de 3 anos atrás.

“Caminharam muito perto da parede lateral da caverna, uma abordagem mais segura também usada por outros animais quando se deslocam num ambiente pouco iluminado e desconhecido”, disse Romano à Live Science.

Pouco depois, o tecto da caverna ficou mais baixo cerca de 80 centímetros, forçando os aventureiros a rastejar, “colocando as mãos e os joelhos sobre o substrato de argila”, explicou Romano. Os exploradores passaram por um gargalo de estalagmites, atravessaram um pequeno lago, deixando rastos profundos no solo encharcado, subiram uma pequena encosta além do Cimitero degli Orsi (cemitério dos ursos), e chegaram ao terminal Sala dei Misteri (sala dos mistérios), onde pararam.

(dr) Marco Avanzini
Os investigadores encontraram 180 impressões

Naquela sala, “o adolescente e as crianças começaram a recolher argila do chão e espalharam-na numa estalagmite, em diferentes níveis de acordo com a altura”, disse Romano. As tochas do grupo deixaram vários traços de carvão nas paredes. Depois, saíram da caverna.

O grupo mostra que “crianças muito jovens eram membros activos das populações paleolíticas superiores, mesmo em actividades aparentemente perigosas e sociais”, disse Romano. O novo estudo é “um belo trabalho apresentado”, disse Matthew Bennett, professor de ciências geográficas e ambientais na Universidade de Bournemouth, no Reino Unido. “É um exemplo da sofisticação com a qual podemos agora gravar impressões, sejam seres humanos ou animais.”

No entanto, dado que os investigadores já sabiam que humanos antigos viviam na área e usavam a caverna, a descoberta não contribui muito para a compreensão científica do povo da Idade da Pedra. “É um grupo de indivíduos a explorar uma caverna, o que é interessante, mas sabíamos disso de qualquer maneira”, disse.

Bennett acrescentou que não é incomum encontrar as pegadas de crianças misturadas com as dos adultos a partir desta época. Em parte, isso ocorre porque as crianças provavelmente superavam em número os adultos durante o Paleolítico Superior e porque as crianças dão mais passos do que os adultos, já que as suas pernas são mais curtas. Além disso, “fazem coisas tontas – dançam, correm, não andam numa direcção”, disse Bennett. “Faz sentido estatístico que deveríamos encontrar muitas pegadas de crianças.”

ZAP //

Por ZAP
17 Maio, 2019


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1272: As mais antigas pegadas de réptil já encontradas estão no Grand Canyon

CIÊNCIA

Stephen Rowland

Milhares de pessoas passam todos os dias no Parque Nacional do Grand Canyon, nos EUA. Até agora, passaram despercebidas 28 pegadas deixadas por uma criatura pequena, semelhante a um réptil, com 310 milhões de anos.

“É o trilho de pegadas mais antigo já descoberto, num intervalo de rochas que ninguém achava que teria caminhos, e estão entre as primeiras pegadas de répteis do planeta“, disse Steve Rowland, professor de geologia da Universidade do Nevada que estuda caminhos fósseis na região.

Rowland, que apresentou as descobertas no recente encontro anual da Sociedade de Paleontologia de Vertebrados, referiu que as pegadas foram criadas na altura em que o super-continente Pageia ainda se estava a formar.

O investigador foi alertado pela primeira vez para o fóssil na primavera de 2016 por um colega que estava a percorrer o trilho com um grupo de estudantes.

“A minha primeira impressão foi que parecia muito estranho por causa do movimento lateral”, disse Rowland. “Parecia que dois animais estavam a andar lado a lado. Não fazia nenhum sentido”.

Quando chegou em casa, fez desenhos detalhados e começou a formular hipóteses sobre a “peculiar linha” deixada pela criatura. “O animal poderia estar a andar contra um vento muito forte que soprava de lado”, disse ele.

Stephen Rowland
Ilustração do movimento do réptil feito por Stephen Rowland

Outra possibilidade era o declive ser muito íngreme e o animal ter-se esquivado enquanto subia a duna de areia. Mais uma alternativa: o animal poderia estar a lutar com outra criatura ou envolvido num ritual de acasalamento.

Rowland planeia publicar as descobertas com o geólogo Mario Caputo, da Universidade de San Diego, em Janeiro. O investigador também espera que a pedra seja colocada no museu de geologia do Parque Nacional do Grand Canyon para fins científicos e interpretativos.

Enquanto isso, Rowland considera a possibilidade de as pegadas pertencerem a uma espécie de réptil que ainda não foi descoberta.

Os primeiros dinossauros, de acordo com paleontólogos, surgiram no fim do período Triássico, ou seja, há 240 milhões de anos. O concorrente principal dos dinossauros eram os crocodilos. Dinossauros e crocodilos são parentes próximos, cujos antepassados se dividiram em meados do período Triássico.

A criatura, cujas pegadas foram encontradas, terá sido um dos primeiros representantes da sua espécie, deixando pegadas que resistiram 310 milhões de anos, ou seja, 2 milhões de anos após o possível aparecimento dos répteis.

ZAP // Sputnik

Por ZAP
12 Novembro, 2018

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911: Fósseis de dinossauro encontrados pela primeira vez no território principal da Escócia

(dr) Neil Clark
Até então, só tinham sido encontrados fósseis na Escócia na ilha de Skye

Várias pegadas que correspondem a diferentes espécies de dinossauros foram descobertas pela primeira vez no território principal da Escócia, anunciou o investigador responsável pela descoberta.

Neil Clark, paleontólogo do museu Hunterian em Glasgow, descobriu as pegadas numa região litoral perto da cidade de Invernes, no nordeste da Escócia. No entanto, a localização exacta do fósseis não foi divulgada para não perturbar a investigação.

As pegadas, encontradas em várias rochas, podem ter pertencido a diferentes espécies de dinossauros do período Jurássico Médio, há aproximadamente 170 milhões de anos.

Estes vestígios são os primeiros a ser encontrados no território principal da Escócia. Até então, só tinham sido encontrados fósseis na ilha de Skye, a noroeste do país.

O tamanho das pegadas sugere que estas pertencem a um membro da família dos saurópedes, um herbívoro de grandes dimensões – que podia medir até 18 metros de altura -, com quatro patas e um pescoço fino e alongado.

Clark, que também é vice-presidente da Sociedade Geológica de Glasgow, fez a descoberta depois de participar numa conferência em Inverness em Março, quando decidiu sair para dar um passeio pela costa. “Fiquei muito emocionado. Soube de imediato o significado da descoberta”, disse o paleontólogo em comunicado.

O especialista em animais pré-históricos lançou uma campanha de micro-financiamento para arrecadar as 5 mil libras necessárias (cerca de 5500 euros) para conseguir comprar um drone que fosse capaz de recolher e mapear as pegadas de dinossauro existentes pela Escócia. O projecto conta com a colaboração da Universidade de Edimburgo.

Clark destacou ainda as pegadas estão localizadas “numa parte completamente nova da Escócia” e, por isso “vão contribuir significativamente” nas pesquisas futuras sobre “os dinossauros deste período na Grã-Bretanha”.

ZAP // EFE

Por ZAP
24 Agosto, 2018

(Foram corrigidos 4 erros ortográficos ao texto original)

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660: Paleontólogos descobriram as “mais antigas pegadas da Terra”

Shuhai Xiao et al / Science Advances

Um grupo de cientistas da China afirma ter descoberto as “mais antigas pegadas” já encontradas. Os fósseis, localizados no Yangtze Gorges, no sul da China, foram formados em trilhas paralelas na lama e datam de 551 milhões de anos atrás.

De acordo com o The Independent, as pegadas fossilizadas datam de 10 milhões de anos antes da Explosão Cambriana, quando artrópodes e outras vidas animais floresceram muito rapidamente. Acredita-se que também tenha sido neste momento que apareceram criaturas com pares de pernas capazes de deixar este tipo de pegadas.

Cientistas do Instituto de Geologia e Paleontologia da Academia Chinesa de Ciências de Nanjing, com investigadores da Virginia Tech, nos EUA, estudaram os rastros e as depressões encontradas na área rica em fósseis perto do Rio Yangtze.

Questionado sobre como é que as equipas de investigação sabiam que as impressões encontradas eram pegadas, Shuhai Xiao, investigador da Virginia Tech, disse ao The Independent que “se um animal faz pegadas, as pegadas são depressões na superfície do sedimento e as depressões são preenchidas com sedimentos da camada sobrejacente.

“Este estilo de preservação é diferente dos outros traços de fósseis, como por exemplo em túneis e tocas ou fósseis de corpos”, explicou.

“As pegadas estão organizadas em duas filas paralelas, como se fossem feitas por animais com apêndices emparelhados. Além disso, estes animais organizam-se em grupos repetidos, como é expectável se o animal tem múltiplos apêndices emparelhados”.

Shuhai Xiao et al / Science Advances
As pegadas encontradas na China datam de 10 milhões de anos antes da Explosão Cambriana.

Até agora, não existiam evidências de animais com membros inferiores antes da Explosão Cambriana. O súbito aumento na diversidade de espécies ocorreu na Terra entre 510 a 540 milhões de anos atrás. De forma invulgar, as pegadas encontradas parecem ser irregulares e desorganizadas, sugerindo que estes animais eram um pouco desajeitados.

No estudo, publicado na passada quarta-feita na Science Advances, os cientistas explicam que as faixas tinham semelhanças com as impressões fósseis registadas em Dunure e Montrose, na Escócia, datadas entre 419 a 358 milhões de anos. No entanto, a nova descoberta não dá informações suficientes para que os cientistas possam determinar a que tipo de animal as pegadas pertenciam.

“Nós declaramos explicitamente no artigo que não sabemos exactamente que animais fizeram estas pegadas. Para além disso, os animais devem ter sido bilateralmente simétricos, porque tinham um par de apêndices”, frisou Xiao.

Xiao notou ainda que há três grupos vivos de animais com apêndices emparelhados, nomeadamente: os artrópodes (como as abelhas), os anelídeos (como os vermes) e os tetrápodes (como humanos).

“Artrópodes e anelídeos – ou os seus ancestrais – são possibilidades a ter em conta; e artrópodes e anelídeos modernos dão evidências apropriadas para guiar a nossa interpretação sobre estes fósseis”, diz Xiao.

“A menos que o animal tenha morrido e fossilizado perto das suas pegadas, é difícil dizer com confiança que animal fez estas as pegadas”, conclui o investigador.

ZAP //

Por ZAP
16 Junho, 2018

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