4212: O consumo de recursos naturais teve uma diminuição histórica. A culpa é da Covid-19

CIÊNCIA/ECOLOGIA/CORONAVÍRUS

Nicolas Raymond / Flickr

Com a pandemia de Covid-19 a assombrar a população mundial, é agora possível  reconhecer uma consequência positiva do vírus para a Terra. Em comparação com o mesmo período do ano passado, o Planeta Azul teve uma redução de 9,3% na pegada ecológica deixada pela humanidade.

A humanidade tem vindo a ser a principal causadora de destruição de importantes recursos naturais oferecidos pelo planeta Terra. Contudo, os dados apresentados mostram que houve uma diminuição drástica na utilização recursos naturais, em resultado da pandemia do novo coronavírus – revela o The Guardian.

O Earth Overshoot Day, o dia em que o consumo humano excede o que a natureza é capaz de regenerar durante um ano, teve um retrocesso de mais de três semanas – o que corresponde ao período de 29 de Julho a 22 de Agosto deste ano. “Este dia é uma forma de ilustrar o desafio ecológico que enfrentamos”, disse Mathis Wackernagel, presidente da Global Footprint Network.

O atraso de três semanas entre as datas do Earth Overshoot Day em 2019 e 2020, representa uma mudança histórica. Desde a década de 1970, início do overshoot global, que não haviam alterações positivas tão significativas. Contudo, Wackernagel diz que apesar de os dados deste ano serem motivadores, é necessário continuar a caminhar em prol de uma evolução.

De acordo com uma pesquisa da Global Footprint Network, as restrições impostas pelo coronavírus levaram a uma redução de 9,3% na pegada ecológica da humanidade. No entanto, para continuar a consumir recursos ecológicos de forma equilibrada, seriam ainda necessários, aproximadamente, 1,6 planetas Terra.

Wackernagel garante que a sustentabilidade do planeta é essencial e está ao alcance de todos, pois “temos uma escolha muito simples, a prosperidade de um planeta ou miséria de um planeta”.

Também Mike Childs, director político da Friends of the Earth, deixou um alerta importante. “A melhoria deste ano deve-se exclusivamente à Covid-19. A menos que haja uma mudança significativa na maneira como agimos, a situação provavelmente voltará ao normal, ou então irá piorar nos próximos anos”, remata.

A redução da actividade humana durante o período de quarentena levou a um consumo muito mais baixo no que toca aos recursos do planeta. Os animadores resultados de 2020 só podem ser equiparado aos níveis apresentados no ano de 2006.

ZAP //

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23 Agosto, 2020

 

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4065: Pandemia reduziu para metade as vibrações terrestres. Nem no Natal a Terra é tão silenciosa

CIÊNCIA/GEOLOGIA

(CC0/PD) PIRO4D / pixabay

As medidas tomadas à escala global para conter a pandemia nos últimos meses reduziram para metade o ruído sísmico de alta frequência da Terra, concluiu uma nova investigação levada a cabo por uma equipa internacional de cientistas.

No novo estudo, cujos resultados foram recentemente publicados na revista científica Science, os cientistas dizem que esta é, provavelmente, a mais longa e proeminente diminuição de vibrações desde que este estes ruídos são controlados.

“Este período silencioso é, provavelmente, o maior e mais longo amortecimento sísmico produzido pelo Homem desde que começamos a controlar a Terra em detalhe utilizando extensas redes de monitorização sismométrico”, disse o co-autor do estudo Stephen Hicks, cientista do Imperial College London, citado em comunicado.

Os cientistas analisaram dados de cerca de 268 estações sísmicas localizadas em diferentes países do mundo e em 185 destas encontraram reduções significativas do ruído antropogénico em comparação com qualquer outro período do ano.

Os cientistas observaram um onda de amortecimento inicial na China, no final de Janeiro de 2020, seguindo depois para a Europa e no resto do mundo em Março e Abril, à medida que vários países iam tomando medidas para conter a pandemia, tais como a quarentena, o confinamento ou o regime de teletrabalho.

De acordo com os cientistas, o baixo nível de ruído sísmico observado durante o período de confinamento não só foi mais longo quando comparado com os habituais período de baixa actividade, como o Natal ou Ano Novo, como também foi mais silencioso.

Segundo os cálculos da equipa, entre Março e Maio a média global de ruído sísmico ambiental de alta frequência (hiFSAN, na sigla em inglês) foi reduzida até 50%.

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28 Julho, 2020

 

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2764: Cientistas revelam os melhores países para sobreviver a uma pandemia global

CIÊNCIA

herraez / Canva

Uma equipa de cientistas da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, elencou alguns dos melhores países para sobreviver a uma eventual pandemia global ou outra qualquer crise que coloque a Humanidade em risco.

“As descobertas no campo da Biotecnologia podem ver uma pandemia geneticamente modificada a ameaçar a sobrevivência da nossa espécie”, explicou Nick Wilson, um dos autores do estudo, citado em comunicado da instituição de ensino.

De acordo com a investigação levada a cabo, cujos resultados foram esta semana publicados na revista Risk Analysis, os países insulares seriam os melhores lugares em caso de crise devido ao seu isolamento natural.

Os especialistas seleccionaram as 20 opções mais favoráveis para este cenário, sendo estas classificadas consoante a sua disponibilidade de recursos, localização, capacidade de serem auto-suficientes e número de habitantes. Quanto maior for a população, recordam, mais fácil seria depois reiniciar a civilização afectada pela eventual pandemia.

Os resultados revelaram que a Austrália é o melhor lugar para sobreviver em caso de crise, tendo em conta a sua produção de alimentos e energia, seguindo-se depois a Nova Zelândia e a Islândia. “Tal como esperado, foram os países com alto PIB, que são auto-suficientes na produção de alimentos e/ou energia e que são também um pouco remotos, que se saíram melhor”, escreveram os cientistas.

“Embora os portadores da doença [em causa] possam contornar facilmente as fronteiras terrestres, uma ilha fechada e auto-suficiente pode abrigar uma população isolada e tecnologicamente apta para posteriormente repovoar a Terra após o desastres”, frisou.

Embora os perigoso estudados na investigação não sejam iminentes, os cientistas recordam que são totalmente reais. Por isso, defendem, é necessário começar a planear como mitigar uma crise que ameaça a extinção.

É como uma apólice de seguro. Espera-se que nunca se use, mas se ocorrer um desastre, a estratégia deve ter sido estabelecida com antecedência”, exemplifica Wilson.

“Pode ser que exista uma necessidade clara e premente onde a única opção para a Humanidade é um refúgio numa ilha”, afirmou o principal autor do estudo, Matt Boyd, acrescentando que, embora o Regulamento Sanitário Internacional geralmente não apoie o encerramento das fronteiras em caso de uma ameaça deste género, a introdução rápida de controlos fronteiriços seria essencial.

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Por ZAP
4 Outubro, 2019