2253: Asteróide explodiu na atmosfera perto de Porto Rico horas após ser detectado pela primeira vez

Astrónomos descobriram um asteróide de um tamanho de um carro horas antes de atingir a Terra e queimar na atmosfera no fim de semana passado.

Cientistas no Hawai viram o asteróide, chamado 2019 MO, no sábado, dia 22 de Junho. Pouco depois, o objecto explodiu numa grande bola de fogo à medida que atingiu a atmosfera a cerca de 380 quilómetros a sul de San Juan, em Porto Rico, de acordo com a Universidade do Hawai.

Esta é a quarta vez na História que os astrónomos detectam um asteróide tão perto do impacto. As outras três identificações ocorreram nos últimos 11 anos – 2008 TC3, 2014 AA e 2018 LA, que aterrou como meteorito na África do Sul sete horas depois de ser identificado pelos cientistas.

Ao contrário do 2018 LA, o último visitante da Terra foi inofensivo e não chegou ao chão. Mas o asteróide, de quatro metros de comprimento, ainda fez uma bola de fogo que equivaleu a cerca de seis mil toneladas de explosivos TNT, segundo o Centro de Estudos de Objetos da Terra Próxima (CNEOS), dirigido pelo Jet Propulsion Lab Pasadena, Califórnia.

O impacto do asteróide foi tão poderoso que até os satélites em órbita o avistaram. Satélites operados pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) registaram o seu impacto e destruição às 21h25.

No momento do impacto, 2019 MO viajava a cerca de 14,9 quilómetros por segundo. O Geostationary Lightning Mapper da NOAA a bordo do satélite GOES-East também mapeou o asteróide, de acordo com o The Weather Channel.

O facto de os cientistas terem detectado o asteróide antes da sua aniquilação é motivo de comemoração. Esta é a primeira vez que dois telescópios – o ATLAS da Universidade do Hawai e o Pan-STARRS mostraram que podem “fornecer suficiente advertência para afastar as pessoas” do local de impacto de um asteróide.

Usando estes telescópios, os astrónomos observaram 2019 MO quatro vezes em apenas 30 minutos, quando o asteróide estava a apenas 500 mil quilómetros da Terra – 1,3 vezes a distância da Terra à Lua.

No início, os cientistas deram uma classificação de dois em quatro, o que significa que parecia improvável que atingisse a Terra. Mas à medida que mais dados chegavam, actualizaram 2019 MO para quatro. A rede climática Nexrad, em Porto Rico, que é operada pelo Serviço Nacional de Meteorologia da NOAA, também localizou o asteróide, identificando o seu local de entrada, de acordo com a Cnet.

2019 MO foi muito menor que o meteoro de 20 metros que explodiu em Chelyabinsk, na Rússia, em 2013. A energia liberta por esse meteoro foi equivalente a cerca de 440 mil toneladas de TNT.

Agora que o ATLAS está instalado e a funcionar, detectará todos os tipos de asteróides, grandes e pequenos. Os dois telescópios do sistema, situados a 160 quilómetros de distância, analisam o céu nocturno em busca de asteróides a cada duas noites. Desde então, descobriram cerca de 100 asteróides com mais de 30 metros de diâmetro por ano.

Em teoria, o ATLAS deverá conseguir encontrar asteróides menores, como 2019 MO, cerca de meio dia antes de chegar e objectos maiores, como o meteoro de Chelyabinsk, alguns dias antes de chegarem.

ZAP //

Por ZAP
30 Junho, 2019

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1095: O asteróide em forma de caveira está de volta à Terra

J.A.Peñas / Agência Sinc
Por ter sido observado na época do Dia das Bruxas e ter semelhança com uma caveira, o 2015 TB145 foi chamado de Asteróide do Halloween

Segundo cálculos da NASA, o asteróide de forma peculiar que chamou a atenção de vários cientistas aproximar-se-á da Terra no próximo dia 11 de Novembro.

A 31 de Outubro de 2015, a NASA anunciou a passagem pela órbita terrestre de um asteróide em forma da caveira. Sob certas condições de luz, este asteróide lembra um crânio o que chamou a atenção de vários cientistas e entusiastas da astronomia.

Através do Twitter, a NASA alertou para a passagem deste asteróide coincidindo com a noite de Halloween.

Agora, três anos depois, o asteróide está de volta, regressando dia 11 de Novembro à órbita terrestre. Desta vez, segundo os cálculos da NASA, o asteróide falhará o dia das bruxas e não passará tão perto como em 2015.

Na sua primeira passagem pelo planeta Terra o asteróide-caveira, também conhecido por TB145 2015, passou a uma distância de 499 mil quilómetros (a lua encontra-se a quase 385 mil quilómetros) e a uma velocidade de 125 mil quilómetros por hora. Desta vez estará a 40 milhões de quilómetros.

O asteróide-caveira tem entre 625 e 700 metros de diâmetro e, à distância que irá passar pelo planeta, torna-se demasiado pequeno para ser visto a olho nu.

O asteróide foi descoberto a 10 de Outubro de 2015 pelo telescópio Pan-STARRS, sediado no Havai. Acredita-se que o asteróide foi formado a partir de restos de um cometa extinto que perdeu a maior arte do seu gelo e gases.

A próxima visita deste peculiar objecto espacial será em 2027, quando passará a cerca de 384 mil quilómetros do planeta Terra.

Por ZAP
3 Outubro, 2018

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