4384: Dois dinossauros morreram como as vítimas de Pompeia. Foi há 125 milhões de anos, na China

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA/ARQUEOLOGIA

RBINS
Fóssil de um dos dinossauros encontrados pelos arqueólogos

Um grupo de arqueólogos na China acabou de descobrir dois fósseis de uma nova espécie de dinossauro, que estiveram presos no subsolo por 125 milhões de anos devido a uma erupção vulcânica pré-histórica. Os investigadores acreditam que os dinossauros foram sufocados pelas cinzas vulcânicas enquanto dormiam na sua toca subterrânea.

Segundo a CNN, os investigadores acreditam que os dinossauros viviam em tocas subterrâneas profundas, e que o seu ninho foi invadido por lava e cinzas. Os animais foram apelidados de Changmiania liaoningensis, ou de “eterno dorminhoco de Liaoning”.

Num comunicado à imprensa, os arqueólogos explicaram que encontraram os fósseis na actual província de Lianoning nos Leitos Lujiatun, que são as camadas mais antigas da Formação Yixian, uma geológica da China.

O paleontólogo Pascal Godefroit, do Instituto Real Belga de Ciências Naturais, explicou que os dinossauros “foram cobertos por sedimentos finos enquanto ainda estavam vivos ou logo após sua morte”, portanto acredita que “as espécies foram presas pela erupção vulcânica quando estavam no fundo das suas tocas, há 125 milhões de anos”.

Godefroit disse que os dinossauros encontrados pertencem à família do “dinossauro ornitópode, o mais primitivo até hoje”. Os ornitópodes eram dinossauros herbívoros que andavam sobre as suas duas pernas e tinham caudas e focinhos em forma de pá, mediam cerca de um metro de comprimento e possuíam “pernas muito poderosas”, sugerindo que corriam rapidamente.

De acordo com o estudo publicado no jornal Peer J em Setembro, acredita-se que os ornitópodes pré-históricos estavam a descansar quando foram mortos.

Curiosamente, acredita-se que os dinossauros morreram da mesma forma que as vítimas de Pompeia, que foram mortas pela mítica erupção do Monte Vesúvio. A morte deverá ter sido angustiante, já que as nuvens de cinza devem ter coberto toda a floresta pré-histórica de Liaoning.

Segundo um estudo de 2018, os habitantes de Pompeia que moravam perto do Monte Vesúvio morreram quando o seu sangue ferveu, o que fez com que os seus crânios explodissem.

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Apesar de destruidora, a queda de cinzas em Pompeia preservou tudo o que revestiu – tal como aconteceu com estas espécies de dinossauros. Nos últimos anos, os cientistas chegaram a encontrar um cavalo na cidade que foi invadida depois da erupção do Monte Vesúvio.

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24 Setembro, 2020

 

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4362: Os dinossauros conquistaram o mundo após uma extinção em massa na Terra

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

Chase Stone

Uma equipa internacional de cientistas identificou um evento anteriormente desconhecido de extinção massiva da vida na Terra que ocorreu há 223 milhões de anos e desencadeou a conquista do mundo pelos dinossauros.

O estudo liderado por Jacopo Dal Corso, da Universidade de Geociências da China, e Mike Benton, da Faculdade de Ciências da Terra da Universidade de Bristol, reviu evidências geológicas e paleontológicas para determinar o que aconteceu durante o período de crise chamado de Evento Pluvial Carniano.

Segundo os especialistas, a causa mais provável foram erupções vulcânicas maciças na província de Wrangellia, no oeste do actual Canadá, onde foram derramadas grandes quantidades de basalto vulcânico, que formava parte da costa oeste da América do Norte. As erupções foram tão grandes que gases de efeito estufa, como o dióxido de carbono, geraram picos no aquecimento global.

Os fenómenos naturais e as mudanças climáticas causaram uma grande perda de biodiversidade no oceano e na terra. Muitas espécies de plantas e animais estavam a morrer – até desaparecerem completamente.

Logo depois, esse fenómeno de extinção abriu caminho para novas espécies que estavam a fomentar ecossistemas mais modernos, segundo os autores.

“Agora sabemos que os dinossauros originaram-se cerca de 20 milhões de anos antes deste evento, mas eram muito raros e sem importância até o Episódio Pluvial Carniano chegar”, disse Mike Benton, em comunicado, acrescentando que foram as condições áridas repentinas após um período molhado que durou cerca de um milhão de anos que deram aos dinossauros a sua oportunidade.

De acordo com os cientistas, este fenómeno não só foi benéfico para os dinossauros, como também deu origem a muitos grupos modernos de plantas e animais, incluindo algumas das primeiras tartarugas, crocodilos, lagartos e os primeiros mamíferos.

Além disso, as mudanças tiveram impacto na vida marinha. O evento deu início a recifes de coral de estilo moderno, bem como a novos tipos de plâncton, que podem ter causado profundas mudanças na química dos oceanos.

Até agora, os paleontólogos identificaram cinco grandes extinções em massa nos últimos 500 milhões de anos. “Cada uma delas teve um efeito profundo na evolução da Terra e da vida. Identificámos outro grande evento de extinção e, evidentemente, desempenhou um papel importante em ajudar a restabelecer a vida na terra e nos oceanos, marcando a origem dos ecossistemas”, concluiu Jacopo Dal Corso.

Este estudo foi publicado este mês na revista científica Science Advances.

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21 Setembro, 2020

 

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4320: Mapa interactivo permite descobrir onde se localizavam as cidades há milhões de anos

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA/TECNOLOGIA

O paleontólogo californiano Ian Webster criou um mapa interactivo que permite que as populações percebam como é que as cidades, onde vivem hoje em dia, se deslocaram ao longo dos últimos 750 milhões de anos através do afastamento das placas tectónicas.

À CNN, Ian Webster diz que “este mapa mostra que o nosso planeta é dinâmico e pode mudar”, explicando que nada daquilo que conhecemos é igual ao que foi no passado, ou ao que será no futuro. “A história da Terra é muito complexa, e a estrutura actual das placas tectónicas e dos continentes é um acidente do tempo. Será muito diferente no futuro”, argumenta.

O mapa online apresenta uma série de ferramentas que facilitam a descoberta de mais detalhes sobre Terra, como por exemplo, perceber onde viveram os primeiros répteis, ou quando nasceu a primeira flor.

Webster construiu o mapa como uma aplicação da web, que é colocada em cima de outro mapa que visualiza modelos geológicos, criados pelo geólogo e paleogeógrafo Christopher Scotese. A parceria dos dois, em diferentes áreas de conhecimento permitiu desenvolver de forma eficaz o mapa.

Os modelos de Scotese mostram o desenvolvimento das placas tectónicas desde há 750 milhões de anos atrás. O site de Webster também utiliza GPlates, um software usado por geólogos para visualizar reconstruções de placas e dados associados ao longo do tempo geológico.

A invenção de Webster permite que os utilizadores indiquem a sua localização e, em seguida, conectem essa localização em modelos de placas tectónicas. Assim os utilizadores podem ver onde é que as suas cidades estavam localizadas há centenas de milhões de anos no super continente Pangeia.

O paleontólogo explica como funciona a sua aplicação: “O meu software geocodifica a localização do utilizador e, em seguida, usa os modelos de Scotese para encontrar a sua cidade no tempo”.

Ao pesquisar um local no mapa, o globo 3D giratório do site vai indicar onde é que esse sítio estava localizado há milhões de anos, mostrando também que espécies de dinossauros viviam nas proximidades da zona.

“O mapa ilustra dados científicos complexos e interessantes, que podem ser usados de forma interactiva por professores, ou por qualquer pessoa interessada em história e em ciência”, garante Webster.

O trabalho que desenvolveu tem como objectivo “despertar o fascínio e o respeito dos cientistas que trabalham todos os dias para entender melhor o nosso mundo e o seu passado”, revela, orgulhoso, o paleontólogo americano.

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13 Setembro, 2020

 

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4302: Paleontólogos estimam o peso de um T-Rex

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

ScottRobertAnselmo / Wikimedia

Os espécimes de Tyrannosaurus rex pesavam aproximadamente sete toneladas, de acordo com uma investigação levada a cabo por cientistas australianos e canadianos que criaram um novo método para chegar a este valor.

No novo estudo, cujos resultados foram recentemente publicados na revista Biological Reviews, os cientistas frisam que o método pelo qual a massa de um dinossauro é calculada tem sido um assunto bastante discutido pelos especialistas, uma vez os ossos dos espécimes têm sido utilizados para determinar o seu tamanho mas não o seu peso.

“O tamanho o corpo, particularmente a massa corporal, determina quase todos os aspectos da vida de um animal, incluindo a sua dieta, reprodução e movimentos”, disse o líder da investigação, Nicolás E. Campione, citado pelo portal Phys.org.

“Se soubermos que temos uma boa estimativa da massa corporal de um dinossauro, teremos então um ponto forte de partida para estudar e compreender a sua vida”, disse.

Segundo o estudo, o emblemático “rei” dos dinossauros, extinto há 66 milhões de anos, pesava cerca de sete toneladas. A massa deste tipo de dinossauros poderia variar entre 5 a 10 toneladas, uma vez que os tiranossauros entra diferentes entre si.

Para chegar a este valor, a equipa liderado por Campione recolheu e analisou um extenso banco de dados com estimativas sobre a massa corporal de dinossauros que remontam a 1905, visando perceber se as diferentes abordagens para calcular a massa destes animais estão a esclarecer ou a complicar o trabalho científico.

O líder da investigação frisou que existem duas formas principais para calcular a massa de animais fossilizados: medindo e dimensionando os ossos em animais vivos e comparando-os depois com os dos dinossauros ou calcular o volume das reconstruções tridimensionais que se aproximam da aparência do animal da realidade.

Ambos os métodos têm base científica e tem dado origem a inúmeros estudos, alguns dos quais com resultados bastante diferentes: por exemplo, a estimativa de massa para o maior predador terrestre de sempre, o T-Rex, varia de três a 18 toneladas.

Os métodos “complementa-se”, disse ainda Campione, antes de concluir: “É apenas através do uso combinado destes métodos e através da compreensão dos seus limites e incertezas que podemos começar a revelar a vida destes e de outros animais extintos”.

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Um dos maiores e mais aterrorizantes predadores que já existiu foi o Tiranossauro Rex, um dinossauro enorme com braços desproporcionais….

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9 Setembro, 2020

 

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4276: Réptil gigante mordeu 46 vezes a perna de uma preguiça (e há um fóssil que o prova)

CIÊNCIA/PALEOBIOLOGIA

(dr) Rodolfo Salas-Gismondi

Há 13 milhões de anos, uma preguiça passeou demasiado perto da água. Um réptil gigante, semelhante a um crocodilo, atacou-a severamente, deixando 46 marcas na pata traseira do animal.

Em 2004, o paleontólogo argentino François Pujos encontrou um fóssil danificado de uma tíbia, um dos ossos da perna, na Formação Pebas ao longo do Rio Napo, no Peru. Durante vários anos, o investigador permaneceu sem saber o que seriam as marcas contidas no fóssil, até agora: afinal, eram mordidas.

Para o novo estudo, publicado recentemente na Biology Letters, a equipa de cientistas analisou as 46 marcas e chegou à conclusão de que seriam mordidas deixadas por um Purussaurus, um réptil gigante que se assemelha aos crocodilos de hoje e que pode atingir os 10 metros de comprimento, o que o torna o maior predador não marinho conhecido após a extinção de dinossauros não aviários.

Quanto à vítima, os cientistas suspeitam de que se trata de uma preguiça terrestre (Pseudoprepotherium sp.), que terá vivido há, pelo menos, 13 milhões de anos.

“A mordida foi tão poderosa que muitos dentes perfuraram a tíbia e romperam extensas porções do osso cortical. A preguiça terrestre não sobreviveu“, explicou Rodolfo Salas-Gismondi, paleontólogo do Laboratório de BioGeoCiências da Universidade Cayetano Heredia em Lima, no Peru.

Segundo o Live Science, análises anteriores indicavam que a mordida mais poderosa do reino animal alguma vez analisada era, pelo menos, quatro vezes menos forte do que a deste crocodilo.

“Este é um retrato incomum do comportamento alimentar do maior predador não marinho desde a extinção dos dinossauros não aviários. Recuperamos milhares de ossos fósseis das localidades amazónicas e, até agora, a tíbia da preguiça é o único osso com marcas de dentes que descobrimos”, informou Salas-Gismondi.

A partir desta descoberta, os investigadores foram capazes de reconstruir o exacto momento em que o crocodilo atacou a preguiça, há 13 milhões de anos, na região onde actualmente se situa o Peru.

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4 Setembro, 2020

 

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4238: Cientista descobre “por acaso” fóssil de dinossauro com 166 milhões de anos

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

Stephen L. Brusatte
A paleontóloga Elsa Panciroli junto ao seu achado

Um osso de dinossauro, da era jurássica, foi encontrado por uma cientista enquanto corria na praia, na Ilha de Eigg – na Escócia. Os cientistas acreditam que o osso pertence à família dos dinossauros, mais conhecida pelo reconhecível estegossauro.

O fóssil de dinossauro tem 166 milhões de anos, e mede cerca de 50 cm de comprimento. Os cientistas acreditam que o osso pertence a um dinossauro estegossauro, que viveu durante o período jurássico médio. A descoberta deixa claro que os estegossauros estiveram na Escócia, nessa época.

A paleontóloga Elsa Panciroli, investigadora dos Museus Nacionais da Escócia, fez uma “descoberta extremamente significativa”, quando estava (literalmente) a correr ao encontro dos seus colegas paleontólogos.

Elsa PanciroliO fóssil encontrado (acidentalmente) por Elsa Panciroli

A cientista deparou-se com o inesperado. “Não estava claro a que tipo de animal o osso pertencia, mas não havia dúvidas que era um osso de dinossauro”, explicou Panciroli que encontrou o osso por um simples acaso.

Encontrado numa rocha na costa escocesa, o osso, encontrava-se muito danificado pelas ondas do mar. Contudo, o fóssil ainda apresentava condições para ser estudado pela equipa de paleontólogos.

Depois de ser removido da rocha, o osso foi levado para o laboratório para ser analisado. Pertencia ao membro posterior de um estegossauro, concluiu a equipa de investigadores.

Elsa Panciroli
O fóssil encontrado pertence ao membro posterior do estegossauro

A descoberta é um marco para a escocesa, depois de 200 anos de investigações naquela zona. À Sky News, Panciroli conta que “os fósseis do jurássico médio são raros, e até agora os únicos fósseis de dinossauros encontrados na Escócia estavam apenas localizados na Ilha de Skye”.

A Ilha de Eigg já era famosa por lá já terem sido encontrados fósseis do jurássico médio. Hugh Miller, geólogo do século 19, descobriu na altura, vestígios de répteis marinhos e peixes na região.

Contudo, Steve Brusatte, da Universidade de Edimburgo, acredita que esta descoberta de Panciroli é ainda mais notável pois “até agora, ninguém tinha conseguido encontrar ossos de dinossauro em Eigg”.

O fóssil está agora nas colecções dos Museus Nacionais da Escócia, em Edimburgo.

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27 Agosto, 2020

 

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4225: Encontradas pegadas animais com 313 milhões de anos no Grand Canyon

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

Hostelworld.com
Grand Canyon, EUA

Uma equipa de paleontólogos norte-americanos descobriu rastos de animais que caminharam pelas dunas do Grande Canyon há 313 milhões de anos.

A investigação levada a cabo confirmou que os vestígios encontrados são pegadas fósseis de animais, as mais antigas deste tipo já encontradas no Parque Nacional do Grand Canyon, localizado no estado norte-americano do Arizona.

Estas pegadas “estão entre os rastos mais antigos na Terra de animais que põem ovos com casca, como é o caso dos répteis”, afirmou o o paleontólogo Stephen Rowland, envolvido na descoberta e cujos resultados foram esta semana publicados na revista PLOS.

A descoberta ocorreu depois de um penhasco do Grand Canyon ter desabado, nota o NPR.

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NPR
@NPR
A geologist has discovered a pair of fossil footprints that researchers say are the oldest of their kind in the Grand Canyon — dating back 313 million years.
Fallen Boulder Reveals 313 Million-Year-Old Fossil Footprints At Grand Canyon
The side-by-side tracks of two ancient animals have been called “by far the oldest vertebrate tracks in Grand Canyon.”
npr.org

Os vestígios foram encontrados em meados de 2016, quando o professor de geologia Allan Krill fazia uma caminhada com os seus alunos pela área e estes encontraram marcas incomuns numa rocha que caiu de um penhasco do formação rochosa.

Krill enviou uma fotografia do que viram a Rowland e foi aí que a investigação começou.

Stephen Rowland/ CC BY 4.0

As análises levadas a cabo concluíram que as pegadas em causa registaram a passagem de dois animais que caminharam separadamente pelas dunas de areia, oito milhões de anos antes do que se pensava até então.

Ao reconstruir a cena, os cientistas concluíram que os vestígios pertenciam a espécies ovíparas quadrúpedes: um par de pegadas consiste em 28 marcas de garras em cada impressão, enquanto o outro conjunto sugere que o animal em causa poderia ter uma perna direita ferida, uma vez que não havia marcas de garras desse lado.

Esta descoberta representa também “a primeira evidência de animais vertebrados a caminhar em dunas de areia” no local, acrescentou ainda Rowland.

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26 Agosto, 2020

 

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4215: O segredo do enorme tamanho dos dinossauros pode estar escondido nos osso

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

DariuszSankowski / Pixabay

A imponente dimensão dos dinossauros pode ser explicada pelos seus ossos ultra-leves, sugere um novo estudo. O segredo pode estar escondido no osso trabecular.

Os dinossauros são algumas das maiores criaturas a alguma vez deambular a superfície da Terra. Um novo estudo sugere que a natureza dos seus ossos pode explicar a razão pela qual atingiam dimensões tão grandes.

Olhe-se, por exemplo, para o Argentinossauro, um herbívoro que viveu no fim do período Cretáceo e que podia atingir os 35 metros de comprimento e 20 metros de altura, pesando entre 60 e 90 toneladas.

Pôr ovos em vez de carregar filhotes permitiu aos dinossauros evitar algumas restrições biológicas que determinam o tamanho dos mamíferos, explica a New Scientist. No entanto, este novo estudo propõe que as diferenças entre o tecido ósseo de mamíferos e dinossauros também desempenham um papel fundamental.

“O osso trabecular é um material estrutural excepcional e leve”, disse o líder da equipa de investigação, Seth Donahue. Foi precisamente neste osso que os cientistas se focaram e é por essa razão que este novo estudo é tão único e diferente de todos os outros.

Os investigadores notaram que o osso trabecular nos dinossauros é organizado de maneira diferente do que nos mamíferos, de modo a ser menos denso sem sacrificar a força. Os resultados do estudo foram publicados esta semana na revista científica PLoS One.

“Acho que as descobertas têm implicações para a compreensão de como os dinossauros eram capazes de suportar corpos gigantescos que não são vistos hoje em animais”, disse Donahue.

Esta descoberta pode ser útil para ajudar a projectar coisas que requeiram um peso leve, mas que sejam fortes, como por exemplo uma ponte ou uma nave espacial.

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23 Agosto, 2020

 

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4189: Cão com 14 000 anos tinha pedaços de um rinoceronte lanudo no estômago

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

O canídeo foi descoberto há dez anos na Sibéria em bom estado de conservação. No estômago tinha pedaços de um animal de muito maior porte, o já extinto rinoceronte lanudo, revelam agora análises de ADN.

Um rinoceronte-lanudo preservado

Foi uma descoberta inesperada para os cientistas que estudam o corpo de um canídeo da Idade do Gelo perfeitamente preservado: encontraram no seu estômago um pedaço do que poderá ser um dos últimos rinocerontes lanudos.

Os investigadores russos escavaram pela primeira vez o corpo peludo preservado do canino – que pode ser um cão ou um lobo – na Sibéria, em 2011.

Dentro da barriga do animal de 14 000 anos havia um pedaço de tecido peludo. A princípio, os cientistas presumiram que o fragmento pertencia a um leão das cavernas, por causa do pelo amarelo fino. Mas os testes feitos por especialistas do Museu de História Natural de Estocolmo contaram uma história diferente.

Canídeo com 14 mil anos foi encontrado na Sibéria

“Quando os testes de ADN regressaram, os resultados não se pareciam nada com os de um leão das cavernas”, disse à CNN Love Dalen, professor de Genética Evolutiva no Centro de Paleontologia Genética, uma parceria entre a Universidade de Estocolmo e o Museu Sueco de História Natural à CNN.

Temos uma base de dados de referência e ADN mitocondrial de todos os mamíferos. Comparamos os dados de diferentes sequências genéticas com os resultados daqueles testes, e era uma combinação quase perfeita com o rinoceronte lanudo“, explicou Love Dalen.

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Centre for Palaeogenetics
@CpgSthlm
Follow this thread for an almost unbelievable story, hiding in the SI of this paper: cell.com/current-biolog
Ten years ago, a roughly 14,000 year old frozen #dog or #wolf #puppy was found in Russia. It’s been named Tumat. Subsequently, an autopsy of Tumat was conducted (1/n).

Imagem

O especialista diz que a descoberta “é completamente inédita” já que não há “conhecimento de nenhum carnívoro congelado da Idade do Gelo em que se tenham encontrado pedaços de tecido dentro”.

Os cientistas determinaram que a pele do rinoceronte tinha cerca de 14 400 anos.

“Este canídeo foi datado de cerca de 14 000 anos. Também sabemos que o rinoceronte lanudo foi extinto há 14 000 anos. Portanto, potencialmente, este canídeo comeu um dos últimos rinocerontes lanudos”, disse Love Arden.

Como o pedaço de rinoceronte foi parar ao estômago do canídeo é algo que permanece por explicar. Edana Lord, estudante de doutoramento no Centro de Paleogenética que é co-autora de um artigo que estuda a morte do rinoceronte lanudo, disse à CNN que as criaturas teriam aproximadamente o mesmo tamanho do rinoceronte-branco moderno, tornando improvável que o canídeo matasse o rinoceronte.

Diário de Notícias
DN
18 Agosto 2020 — 19:12

 

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4176: Cientistas já sabem como é que este réptil viveu com um pescoço tão comprido

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

Nobu Tamura / Wikimedia
Reconstrução do Tanystropheus longobardicus

O pescoço bastante longo do Tanystropheus, réptil que viveu durante o Triássico, confunde os cientistas há quase dois séculos. Mas, agora, uma equipa conseguiu encontrar algumas respostas.

De acordo com o site Science Alert, o réptil Tanystropheus podia atingir mais de cinco metros de comprimento, sendo que a cauda representava cerca de um terço e o corpo talvez um quarto. O resto era só pescoço.

“O Tanystropheus parecia um crocodilo atarracado com um pescoço muito, muito longo”, afirma o paleontólogo Olivier Rieppel, do Museu Field de História Natural, em Chicago, nos Estados Unidos.

No entanto, nem todos os espécimes descobertos têm o tamanho de um crocodilo. Alguns são bastante mais pequenos, o que levou os paleontólogos a questionar se seriam animais mais jovens ou representantes de uma outra espécie.

Para perceber isso, a equipa usou raios-X em vários esqueletos, transformando os exames em modelos 3D através de uma tecnologia de tomografia computorizada (TC) de alta resolução.

Os anéis de crescimento revelaram que os Tanystropheus mais pequenos eram, realmente, animais adultos, deixando bastante claro que os investigadores tinham em mãos duas espécies distintas.

Portanto, para as distinguir, os cientistas baptizaram o réptil maior de T. hydroides, em homenagem à Hidra de Lerna, da mitologia grega, e o mais pequeno manteve o nome da espécie original: T. longobardicus.

(dr) Spiekman, et al., Current Biology, 2020
A comparação de tamanho das duas espécies de Tanystropheus com um humano

A transformação das imagens em modelos digitais também permitiu à equipa ter uma ideia mais clara da anatomia deste animal. “Fomos capazes de reconstruir um crânio 3D quase completo, revelando detalhes morfológicos cruciais”, disse Stephan Spiekman, investigador da Universidade de Zurique, na Suíça, e autor principal do estudo publicado, a 6 de Agosto, na revista científica Current Biology.

O crânio mostra que as narinas estavam ‘empoleiradas’ no topo, tal como os crocodilos, o que permitiria ao animal manter os pulmões cheios de ar enquanto esperava pela passagem das suas presas. Isto mostra que o Tanystropheus se sentia bem na água.

Os dentes pontiagudos também levam a crer que este réptil teria uma boca bastante eficiente para capturar cefalópodes, pelo menos a espécie maior. “A espécie mais pequena alimentava-se, provavelmente, de pequenos animais como o camarão, em contraste com os peixes e lulas que a espécie maior comia”, explicou Spiekman.

“Isto é realmente notável, porque esperávamos que o pescoço bizarro do Tanystropheus fosse especializado para uma única tarefa, como o pescoço de uma girafa. Mas, na verdade, permitiu vários estilos de vida. Isto muda completamente a maneira como olhamos para este animal”, declarou ainda.

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17 Agosto, 2020

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4168: “Crocodilo do terror” tinha dentes do tamanho de bananas e comia dinossauros

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

Daderot / Wikimedia
O “crocodilo do terror” Deinosuchus hatcheri

Um novo estudo descobriu um grupo de crocodilos antigos que tinham cerca de 10 metros de comprimento e dentes “do tamanho de bananas”, que lhes permitiam derrubar até os maiores dinossauros do seu ecossistema.

De acordo com o site IFLScience, o género em questão designa-se por Deinosuchus e o novo estudo, publicado, a 29 de Julho, na revista científica Vertebrate Paleontology, descreve duas espécies: Deinosuchus hatcheri e Deinosuchus riograndensis.

Estes crocodilos pré-históricos, que tinham cerca de 10 metros de comprimento, viveram na América do Norte há 75-82 milhões de anos. Pesquisas anteriores já tinham sugerido que eram capazes de se alimentar de dinossauros.

Agora, ao olhar para os novos espécimes, uma equipa de cientistas confirmou que este animal tinha realmente capacidades para se alimentar do que bem lhe apetecesse. Os fósseis analisados revelaram marcas de mordidas do D. riograndensis em tudo, desde carapaças de tartarugas a ossos de dinossauros.

Embora o nome do género possa ser traduzido como “crocodilo do terror”, os Deinosuchus eram, na verdade, mais parentes dos aligatores. A morfologia do crânio é ainda um pouco confusa, pois não se parece muito com nenhum dos dois animais: tinha um focinho longo e largo com uma ponta bulbosa.

“O Deinosuchus foi um gigante que deve ter aterrorizado vários dinossauros que foram até à beira da água para beber. Estes novos espécimes que examinámos revelam um predador bizarro e monstruoso com dentes do tamanho de bananas“, afirma Adam Cossette, um dos autores do estudo e investigador da Faculdade de Medicina Osteopática do Instituto de Tecnologia de Nova Iorque, mas no campus da Arkansas State University.

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15 Agosto, 2020

 

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4155: Há um novo primo do T-Rex e foi descoberto na praia

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

Ossos fossilizados foram encontrados por acaso na ilha de Wight, Reino Unido. O seu estudo mostrou que se trata de uma nova espécie de dinossauro.

Uma visão artística do nova espécie de dinossauro.
© Trudie Wilson

Há um novo dinossauro na família do famoso T-Rex. Chama-se Vectaerovenator inopinatus, em alusão ao formato dos seus ossos, cheios de espaços vazios, e viveu no período Cretáceo, há cerca 115 milhões.

O estudo dos seus ossos fossilizados, por um grupo de investigadores da Universidade de Southampton, no Reino Unido, mostra que ele era um terópode (um dinossauro bípede carnívoro, que tinha uns respeitáveis quatro metros de comprimento. Mas o que sobretudo marca esta descoberta é que ela foi tudo menos banal.

A história desta nova espécie começa em 2019, numa pequena praia da ilha de Wight, no Reino Unido, quando Robin Ward, um paleontólogo amador de Stratford-upon-Avon (famosa por ter sido a terra natal de Shakespeare) ali passava férias com a família.

Na praia de Shanklin, Ward acabou por encontrar muito mais do que um aprazível areal para ir a banhos e descansar. Num dos seus passeios na zona à beira-mar encontrou dois ossos fossilizados que, percebeu logo, não eram nada comuns.

“Pensei que eram especiais, por isso levei-os comigo quando visitámos o Dinosaur Isle Museum [museu local dedicado aos dinossauros e à paleontologia] “, conta Robin Ward, citado num comunicado da Universidade de Southampton sobre o achado.

“Eles perceberam de imediato que aquilo era algo raro e perguntaram-me se poderia doar o achado para ser investigado”. Foi o que fez.

Mas o tesouro ainda não estava completo. Em poucas semanas, um outro veraneante, James Lockier, de Spaldind, no Lincolnshire, e um habitante local, Paul Farrell, haveriam de descobrir mais dois ossos, completando assim o conjunto de quatro cujo estudo permitiu agora enriquecer o puzzle da evolução com uma nova espécie de dinossauro.

Conta James Lockier, que também é um amador veterano de fósseis: “Quando a encontrei numa zona pouco frequentada de Shanklin, pareceu-me diferente de todas as vértebras de réptil marinho que tinha visto antes.” A sua intuição não podia estar mais certa.

Duas das vértebras encontradas.
© Universidade de Southampton

Paul Farrel, o único habitante da ilha nesta história de felizes achados, pensou logo em dinossauros quando, pela mesma altura, encontrou o fóssil no areal. Afinal, a ilha de Wight é uma região conhecida pela sua riqueza paleontológica – tal como acontece na Lourinhã, em Portugal, aquela é um das regiões da Europa mais ricas em fósseis de dinossauros.

“Caminhava ao longo da praia, a olhar para as pedras, quando dei com o que parecia um osso de dinossauro”, lembra Farrel. O que não podia supor na altura, porém, é que a sua descoberta iria ajudar a descobrir uma nova espécie há muito extinta. “Foi uma emoção sabe-lo”, confessa.

Doação dos fósseis foi decisiva

O Vectaerovenator inopinatus foi estudado e identificado por investigadores da Universidade de Southampton, a partir dos quatro fósseis, que são vértebras do pescoço, das costas e da cauda, possivelmente pertencentes ao mesmo animal.

De acordo com os cientistas, o facto de os quatro fósseis terem sido encontrados na mesma zona, e com poucas semanas de diferença, é uma indicação forte nesse sentido.

Uma das características que impressionaram os paleontólogos nestes fósseis é que eles contêm vários espaços ocos, o que permite colocá-los na linhagem das modernas aves.

“O registo de dinossauros terópodes do Cretáceo Médio na Europa não é muito grande, por isso é fantástico termos conseguido ampliar o nosso conhecimento sobre a diversidade de espécies de dinossauros daquele período”, afirmou Chris Barker, o principal autor do estudo, citado no comunicado da sua universidade.

“Embora o material fosse suficiente para determinar o tipo de dinossauro, o ideal era encontrar mais fósseis para podermos refinar a nossa análise”, afirmou o mesmo investigador, sublinhando a importância da atitude das pessoas que fizeram o achado para o avanço da ciência.

“Estamos muito agradecidos pela doação destes fósseis à ciência e pelo importante papel que a ciência-cidadã pode desempenhar na paleontologia”, afirmou.

Martin Munt, curador do Dinosaur Isle Museum, onde os fósseis estão a partir de agora em exposição, é da mesma opinião.

“Esta notável descoberta por três pessoas diferentes de fósseis que estão relacionados entre si vem aumentar a nossa grande colecção. É fantástico poder agora confirmar a sua importância e mostrá-los ao público.”

Segundo a Universidade de Southampton, o estudo sobre os fósseis da praia de Shanklin vai, entretanto, ser publicado na revista científica Papers in Paleontology.

Diário de Notícias

 

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4092: Afinal, fóssil de dinossauro descoberto em Myanmar pode ser de um lagarto

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

(dr) Lida Xing
Fóssil do Oculudentavis khaungraae

Novas descobertas mostram que um fóssil que se pensava ser de um pequeno dinossauro com penas pode, afinal, ser de um lagarto.

De acordo com o site Live Science, as novas descobertas fizeram com que o estudo original, publicado em Março na revista científica Nature, apresente agora uma nota de retratação, incluída na passada quarta-feira, dia 22 de Julho.

“Nós, autores, estamos a retratar este artigo para prevenir que informações imprecisas permaneçam na literatura. Embora a descrição do Oculudentavis khaungraae permaneça precisa, um novo espécime não publicado lança dúvidas sobre a nossa hipótese em relação à posição filo-genética do HPG-15-3″, pode ler-se.

O crânio envolto em âmbar, com 99 milhões de anos, foi descoberto numa mina em Myanmar e os cientistas concluíram que se tratava de um dinossauro parecido com um pássaro (e que provavelmente era o menor já encontrado).

No novo estudo, que para já só está no repositório aberto de pré-publicação bioRxiv, os cientistas examinaram novamente as tomografias computorizadas do animal, tendo descoberto que certas características se alinhavam muito melhor às de um lagarto (como é o caso dos dentes e da fenestra).

Embora tenham quase a certeza que se trata de um lagarto, os cientistas referem que, neste momento, ainda não têm “evidências conclusivas para a re-identificação” desta criatura.

Apesar desta reviravolta, os cientistas consideram que isto não nega a importância da sua descoberta. “É apenas um animal realmente estranho e uma descoberta importante, independentemente de ser um pássaro estranho ou um lagarto estranho com cabeça de pássaro”, disse ao mesmo site Jingmai O’Connor, uma das autoras do estudo e professora sénior de Paleontologia de Vertebrados da Academia Chinesa de Ciências.

ZAP //

Por ZAP
1 Agosto, 2020

 

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4046: Paleontólogos descobrem dinossauro com garras em forma de gancho

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

Dickinson Museum Center / Facebook
Reconstrução do Trierarchuncus prairiensis

Cientistas descobriram uma nova espécie de dinossauro, baptizada Trierarchuncus prairiensis, do grupo Alvarezsauria, no estado do Montana, nos Estados Unidos.

De acordo com o site Science Alert, cientistas descobriram uma nova espécie de dinossauro na Formação Hell Creek, no estado norte-americano do Montana. Chama-se Trierarchuncus prairiensis e tinha apenas cerca de três metros de comprimento (pequeno quando comparado com outros animais descobertos nesta formação rochosa, como é o caso de muitos Tyrannosaurus rex e Triceratops).

Esta criatura tinha uma boca cheia de dentes, pequenos e simples, que sugerem que este dinossauro procurava por alimento na relva, fazendo uma dieta à base de insectos durante o final do Cretáceo Superior, há 66 milhões de anos.

Também apresentava grandes garras em forma de gancho, embora estas estivessem no final de uma pata bastante curta e atarracada. Pensa-se que serviam para rasgar a vegetação, os ninhos de insectos e a madeira podre.

Segundo o mesmo site, o grupo Alvarezsauria só era conhecido por causa de fragmentos e fósseis isolados encontrados na Ásia e na América do Sul. Agora, os paleontólogos já publicaram um novo artigo, na revista científica Cretaceous Research, sobre a descoberta de uma série de garras pertencentes a esta espécie recentemente nomeada.

Os paleontólogos encontraram os fósseis na camada superior da Formação Hell Creek, tornando-os os mais jovens dinossauros do grupo Alvarezsauria e sendo dos últimos dinossauros não aviários conhecidos por existir antes do infame evento de extinção em massa que os extinguiu.

Estes dinossauros são membros de um grupo chamado maniraptorans, que também inclui dinossauros que, mais tarde, evoluíram para pássaros.

O seu nome é composto pelo termo ‘trierarch’ (trierarca em Português) – o título dos oficiais que comandavam um trirreme na Grécia Clássica – e ‘uncus’, que significa gancho em latim.

ZAP //

Por ZAP
24 Julho, 2020

 

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4030: Encontrado fóssil de coruja gigante canibal que viveu há 40 mil anos

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

Rhododendrites / Wikimedia

Cientistas da Argentina e do Equador apresentaram, esta segunda-feira, uma nova espécie de coruja gigante que viveu na América do Sul há 40 mil anos.

De acordo com a agência AFP, citada pelo jornal brasileiro Correio do Povo, a nova espécie, baptizada Asio ecuadoriensis, tinha aproximadamente 70 centímetros de altura e 1,5 metros de largura.

Os fósseis foram encontrados em explorações realizadas, entre 2009 e 2012, pelo departamento de Biologia da Escola Politécnica Nacional de Quito numa caverna da província de Chimborazo, no centro do Equador, a 2800 metros acima do nível do mar, na chamada Quebrada Chalán.

“Uma das suas particularidades é que, aparentemente, tinha preferência por consumir outras corujas menores”, explicou o paleontólogo do Conselho Nacional de Investigações Científicas e Técnicas (CONICET), Federico Agnolin, e um dos autores do estudo publicado na revista científica Journal of Ornithology.

A nova espécie “consumia especialmente outros tipos de corujas, o que nos mostra que esta coruja gigante era praticamente o que se pode chamar de uma coruja canibal. É uma raridade biológica”, acrescentou o mesmo investigador.

(dr) Agencia CTyS-UNLaM
Tarsometatarso direito da coruja Asio ecuadoriensis e ilustração desta nova espécie realizada pelo paleontólogo Sebastián Rozadilla

Em declarações à agência de divulgação científica da Universidade Nacional La Matanza (CTyS-UNLaM), o investigador do Laboratório de Anatomia Comparada e Evolução dos Vertebrados do Museu Argentino de Ciências Naturais (LACEV-MACN) e do CONICET, Gastón Lo Coco, acrescentou que “as patas desta coruja gigante eram compridas e finas, sendo eficazes na hora de capturar presas difíceis”.

No total, os cientistas encontraram nesta caverna restos de quatro espécies de corujas: a recentemente descoberta e outras três que ainda existem actualmente (Glaucidium sp., Tyto furcata e Athene cunicularia). Apesar de ser a espécie dominante, a A. ecuadoriensis não conseguiu sobreviver até aos nossos dias.

Os cientistas ainda não sabem porque é que esta espécie desapareceu, mas acreditam que a sua extinção poderá estar relacionada com dificuldades de adaptação devido às alterações climáticas.

“Achamos que a mudança climática que ocorreu há cerca de 10 mil anos, quando acabou a Era do Gelo, responsável por parte da extinção dos grandes mamíferos, também foi responsável pela extinção destas grandes aves predadoras, das quais há na actualidade poucas espécies, como as grandes águias das florestas e o condor-dos-andes”, concluiu Agnolin.

ZAP //

Por ZAP
21 Julho, 2020

 

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3988: Descoberto antepassado dos dinossauros que cabia na palma da mão

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

Frank Ippolito / American Museum of Natural History
Kongonaphon kely

Um réptil com apenas dez centímetros de altura foi um antepassado dos dinossauros gigantes que o sucederam, sugere um novo estudo.

Uma equipa de investigadores descobriu, em Madagáscar, um pequeno réptil que viveu há 237 milhões de anos e que os cientistas acreditam ser antepassado dos grandes dinossauros que dominaram a Terra.

Conhecido como Kongonaphon kely, este réptil tinha cerca de 40 centímetros de comprimento e apenas dez centímetros de altura, escreve o The Guardian. Os especialistas acreditam que esta criatura era bípede e que comeria insectos ou outros pequenos invertebrados.

“Com base em análises estatísticas do tamanho do corpo, argumentamos que dinossauros e pterossauros evoluíram a partir de um ancestral miniaturizado“, disse o paleontólogo Christian Kammerer, autor principal do artigo científico publicado esta semana na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

“A evolução do gigantismo de pequenos antepassados não é incomum no registo fóssil”, acrescentou o co-autor John Flynn em comunicado de imprensa divulgado pelo Museu Americano de História Natural de Nova Iorque.

Os dinossauros foram evoluindo até chegar às dimensões gigantescas que lhes são tipicamente associadas. O primeiro pterossauro, por exemplo, tinha o tamanho de um pombo. Mais tarde, alguns atingiram as dimensões de um jacto F-16.

Kammerer realça que “houve uma tendência sustentada para tamanhos menores de corpos adultos no início da história” da linhagem do Kongonaphon.

Scott Hartman & Frank Ippolito / AMNH
Comparação do tamanho do corpo entre o Kongonaphon kely e o dinossauro Herrerassauro.

“Embora dinossauros e gigantismo sejam praticamente sinónimos, uma análise da evolução do tamanho do corpo em dinossauros […] demonstra que os membros mais antigos do grupo podem ter sido menores do que se pensava anteriormente, e que um profundo evento de miniaturização ocorreu perto da base da linhagem”, escrevem os autores do artigo científico.

Mas como é que estas criaturas evoluíram de origens tão humildes? A resposta está longe de ser concreta, já que poucos foram os espécimes desta linhagem de repteis encontrados e estudados.

ZAP //

Por ZAP
13 Julho, 2020

 

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3985: Descoberta nova espécie de dinossauro carnívoro em Portugal

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

Um novo género e espécie de dinossauro carnívoro terópode, cujos fósseis foram escavados em arribas dos concelhos de Torres Vedras e da Lourinhã, foi agora descrito na revista internacional “Journal of Vertebrate Paleontology” por paleontólogos portugueses e espanhóis.

A descoberta do ‘Lusovenator santosi’, com 145 milhões de anos, pertencente ao Jurássico Superior de Portugal, mostra que estes animais estavam presentes no hemisfério norte, 20 milhões de anos antes do que indicava o registo conhecido, concluíram Elisabete Malafaia, Pedro Mocho (Universidade de Lisboa), Fernando Escasso e Francisco Ortega, todos investigadores ligados à Sociedade de História Natural de Torres Vedras e à Universidade Nacional de Educação à Distância de Madrid (Espanha).

O dinossauro que pertence ao grupo dos carcharodontossauros, vem reforçar a tese de que a Península Ibérica é uma “região fundamental para compreender o processo de dispersão deste grupo de animais no hemisfério norte durante o final do Jurássico, vários milhões de anos antes destes dinossauros se tornarem os maiores predadores terrestres no hemisfério sul, no final do Cretácico”, explicou Elisabete Malafaia à agência Lusa.

A nova espécie foi identificada a partir de restos recolhidos nas duas últimas décadas nas jazidas das praias de Valmitão (Lourinhã) e de Cambelas (Torres Vedras).

De início, os fósseis foram atribuídos ao dinossauro carnívoro terópode ‘Allosaurus’, mas uma análise mais detalhada do material permitiu aos paleontólogos identificar um conjunto de características exclusivas que permitiu estabelecer este novo género e espécie.

Os carcharodontossauros, de que havia registos do Cretáceo Inferior (130 milhões de anos) e no final do Cretáceo (100 milhões de anos), são um grupo de dinossauros carnívoros que inclui alguns dos maiores predadores que habitaram o planeta.

Na Península Ibérica o grupo estava representado apenas pela espécieConcavenator corcovatus’, identificada na jazida de Las Hoyas (Cuenca, Espanha) por alguns dos mesmos investigadores.

O carcharodontossauro mais antigo conhecido foi encontrado na Tanzânia, em África, sendo da mesma altura da nova espécie agora identificada em Portugal, o que, segundo os paleontólogos, “constitui a primeira evidência e a mais antiga deste grupo no hemisfério norte”. A identificação desta espécie amplia a diversidade de dinossauros terópodes conhecidos no Jurássico Superior português, um dos melhores registos deste período.

O ‘Lusovenator santosi’ foi apelidado em homenagem a José Joaquim dos Santos, um curioso da paleontologia, que, durante mais de 30 anos, descobriu fosseis de dinossauro, guardando-os em casa. Mais tarde, vendeu à Câmara de Torres Vedras a colecção, que tem vindo a ser estudada por investigadores da Sociedade de História Natural de Torres Vedras.

ZAP // Lusa

Por Lusa
11 Julho, 2020

 

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3950: Fósseis guardados em gaveta de museu pertencem a criatura gigante com 25 milhões de anos

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

Peter Schouten

Os fósseis foram descobertos em 1973, mas só agora foram formalmente identificados e anunciados ao público. Trata-se de um antepassado gigante de fascólomos, também conhecidos como vombates.

Fascólomos estão entre os animais mais peculiares. De facto, os fascólomos são excêntricos e não se parecem muito com os seus parentes vivos mais próximos, os coalas. Mas os coalas e os fascólomos são os últimos sobreviventes de um grupo de marsupiais que já foi mais diversificado e cuja história fóssil remonta há pelo menos 25 milhões de anos.

Descobrir como este grupo diversificado fracassou em apenas fascólomos e coalas levou séculos de descobertas extraordinárias no registo fóssil. Uma dessas foi, na semana passada, anunciada num estudo publicado na revista Scientific Reports.

Mukupirna nambensis é um dos mais antigos marsupiais australianos descobertos. A sua descoberta aprofundou a compreensão dos relacionamentos e da história evolutiva de um dos grupos mais estranhos que já governaram esse continente.

Em 1973, no lago Pinpa , no sul da Austrália, uma expedição liderada pelo paleontólogo Dick Tedford, do Museu Americano de História Natural, descobriu uma série de animais extintos.

Uma combinação de seca e ventos fortes soprou a areia da superfície do leito do lago, revelando os restos de animais que morreram depois de ficarem presos na lama há 25 milhões de anos.

Uma das descobertas foi o crânio e o esqueleto parcial de um animal grande e distinto, semelhante ao fascólomo, que era claramente novo na ciência – Mukupirna.

Uma vez descobertos, os fósseis foram envoltos em gesso para serem transportados de volta para o Museu de História Natural, onde foram submetidos a anos de cuidadosa preparação. Embora Mukupirna tenha sido descoberto dessa maneira em 1973, só agora essa descoberta pode ser formalmente anunciada ao mundo.

O paleontólogo que descobriu o fóssil pela primeira vez morreu antes que pudesse estudá-lo. Agora, um dos seus ex-alunos pegou no trabalho deixado para trás, escreve o ATI.

Uma das coisas mais notáveis sobre este marsupial é o seu grande tamanho, que se estima ser entre 143-171 quilogramas, mais de quatro vezes maior do que qualquer fascólomo vivo.

Os antebraços de Mukupirna eram poderosamente musculados e as suas mãos podem ter funcionado como pás, um atributo compartilhado com os fascólomos modernos. Além disso, Mukupirna era claramente herbívoro, ao contrário dos fascólomos.

Pólen no depósito fóssil indica que, ao contrário de hoje, não havia pastos nesta área do centro da Austrália naquela época. Em vez disso, era dominada pela floresta tropical.

O reconhecimento formal de Mukupirna preenche mais uma lacuna no nosso conhecimento da estranha e maravilhosa história evolutiva dos mamíferos neste continente.

Infelizmente, é provável que todos eles tenham desaparecido quando uma mudança no clima global desencadeou uma alteração ambiental de florestas tropicais fracas, há 25 milhões de anos, para florestas tropicais mais exuberantes e com mais biodiversidade, há 23 milhões de anos.

Isso resultaria em condições de efeito de estufa mais intensas e num ambiente presumivelmente não adequado a estas criaturas.

Por ZAP
4 Julho, 2020

 

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3840: Cientistas descobrem nova espécie de dinossauro na Patagónia

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

JASoliday / Flickr

Paleontólogos argentinos encontraram, na Patagónia, uma nova espécie de dinossauro com 90 milhões de anos.

De acordo com a agência Europa Press, a descoberta deste dinossauro ocorreu na província de Río Negro, na Patagónia argentina. Trata-se de um animal pequeno e ágil, que não teria mais de um metro e meio de comprimento.

Embora não pudesse voar, este dinossauro podia realizar movimentos semelhantes aos que os pássaros modernos fazem hoje em dia durante o voo, e teria usado as suas asas para se equilibrar quando corria, por exemplo, para atacar presas.

“Esta nova espécie, que chamámos Overoraptor chimentoi, é um novo membro do grupo dos dinossauros carnívoros chamados Paraves, explicou à agência CTyS Matías Motta, investigador do Laboratório de Anatomia Comparada e Evolução de Vertebrados do Museu Argentino de Ciências Naturais (LACEV-MACN-CONICET).

Agencia CTyS – UNLaM @CTyS_UNLaM

Importante aporte a la evolución de la aves 🦅

El doctor Fernando Novas, jefe del @LACEV_MACN, explicó que “las aves no son más que dinosaurios emplumados que viven hoy, comparten el planeta Tierra con nosotros y tuvieron origen en dinosaurios con aspecto de velocirraptores”.

 

Agencia CTyS – UNLaM @CTyS_UNLaM

Las ilustraciones de @Gabrielluislio nos ayudan a imaginar cómo era este Overoraptor chimentoi que, según el becario @_matiasmotta del @LACEV_MACN, es un nuevo integrante dentro el grupo de dinosaurios carnívoros denominados paravianos.

 

“Este animal tinha uma garra muito afiada no dedo indicador do pé, o que seguramente servia para atacar as suas presas, e tinha uma pata alongada e delicada, o que indica que era um animal corredor“, disse o principal autor do estudo publicado, no final de maio, na revista científica The Science of Nature.

Por sua vez, Federico Agnolín, outro dos autores do estudo, destacou que o que mais os surpreendeu foi o facto de as “suas patas serem como as de um velociraptor, mas os seus membros superiores serem extremamente longos e robustos, semelhantes aos das aves modernas”.

ZAP //

Por ZAP
14 Junho, 2020

 

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3837: Há 120 milhões de anos, crocodilos gigantes andavam sobre duas patas

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

Anthony Romilio / The University of Queensland

Uma equipa de investigadores encontrou pegadas ancestrais de um crocodilo gigante que caminhava sobre duas patas. Foram deixadas há 120 milhões de anos, na Coreia do Sul.

Num estudo publicado esta quinta-feira na revista Scientific Reports, uma equipa de investigadores detalhou a descoberta de pegadas de crocodilo primorosamente preservadas, formadas há cerca de 120 milhões de anos, naquilo que é agora Sacheon, na Coreia do Sul.

Esses vestígios fósseis revelam vários crocodilos a adoptar um comportamento muito curioso: um caminhar bípede, como muitos dinossauros.

As pegadas antigas descobertas assemelham-se àquelas feitas por seres humanos, com uma impressão de calcanhar proeminente. Mas têm recursos adicionais, incluindo impressões escamosas e grossas da sola e dos dedos dos pés, explica o co-autor Anthony Romilio numa texto publicado no portal The Conversation.

O formato das pegadas é também comparável às pegadas de crocodilos conhecidas noutros lugares. No entanto, em vez de serem feitas por crocodilos quadrúpedes do tamanho de gatos, os rastos fósseis de Sacheon são grandes. Com pegadas que medem cerca de 24 centímetros de comprimento, elas provêm de animais com pernas da mesma altura que pernas humanas e corpos com mais de três metros de comprimento.

Um antepassado distante

Hoje, os crocodilos andam sobre quatro pernas, mas as descobertas em Sacheon indicam um diferente padrão de movimento. Os trilhos são excepcionalmente estreitos, quase como se o animal deixasse as pegadas enquanto caminhava na corda bamba.

Isto sugere que estes crocodilos antigos tinham as pernas por baixo do corpo, como um dinossauro, em vez de assumir a típica postura vista nos crocodilos de hoje.

Os rastos não poderiam ter sido feitos por dinossauros. Uma diferença clara entre os rastos de dinossauros e crocodilos é que os crocodilos andam com os pés no chão, deixando uma impressão clara no calcanhar. Os dinossauros e os seus descendentes de pássaros andam quase em pontas de pés, com o calcanhar levantado do chão.

Rastos fósseis podem ser encontrados em muitos estados diferentes de preservação, variando de excelente a relativamente indistinto. Isso pode dificultar a identificação precisa dos animais que os criaram. Contudo, os investigadores sabem que os animais que deixaram esta rasto eram crocodilos antigos porque os rastos foram preservados na perfeição.

ZAP //

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13 Junho, 2020

 

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3822: Alterações climáticas pré-históricas levaram a uma extinção em massa

CIÊNCIA/GEOLOGIA/PALEONTOLOGIA

Um novo estudo sugere que alterações climáticas registadas há milhões de anos podem ter danificado a camada de ozono e levado a uma extinção em massa.

As extinções em massa são muito importantes para a evolução da vida na Terra. Por exemplo, quando um asteróide atingiu a Terra há 66 milhões de anos, a extinção resultante dos dinossauros levou os mamíferos a tomar o seu lugar.

Uma equipa de cientistas publicou recentemente na revista científica Science Advances um novo estudo sobre a extinção em massa que ocorreu há 359 milhões de anos. Houve muitas especulações anteriores sobre a causa deste evento, incluindo erupções vulcânicas, impactos de asteróides, alterações climáticas, mudanças no nível do mar, incêndios florestais e o surgimento das primeiras florestas.

Mas os investigadores mostraram que as extinções neste momento podem ter sido causadas por uma redução catastrófica da camada de ozono, que permite a entrada de níveis prejudiciais de radiação ultravioleta. Algo semelhante contribuiu para as extinções em massa no final dos períodos Permiano e Triássico, mas estes eventos foram causados por erupções vulcânicas.

Este novo estudo sugere que a Terra possui um processo interno natural desencadeado por um clima quente que pode destruir a camada de ozono, um sério aviso para o nosso próprio período de alterações climáticas.

A extinção do Devoniano desempenhou um papel significativo no desenvolvimento da vida dos vertebrados. Incluiu a perda do grupo dominante de peixes de água doce. Os sobreviventes eram os tubarões e o grupo menor de peixes ósseos que posteriormente se espalharam para dominar os oceanos mais jovens.

O evento também moldou a nossa própria evolução, porque levou à extinção dos primeiros “tetrápodes” de quatro patas. Estes eram “peixes” cujas barbatanas tinham evoluído para se tornar membros com entre seis a oito dedos das mãos e dos pés. Os primeiros tetrápodes terrestres com cinco dedos das mãos e dos pés – os nossos ancestrais – não aparecem no registo fóssil até depois dessa extinção.

Para descobrir exactamente o que causou esta extinção, os cientistas procuraram evidências do que aconteceu na atmosfera que foi capturada por plantas fossilizadas antes e depois do evento. Em particular, examinaram as paredes resistentes dos restos microscópicos de pólen e esporos, retirados de fósseis encontrados no leste da Gronelândia.

As paredes resistentes de esporos e pólen estão lá para proteger o conteúdo da célula da radiação ultravioleta. Mas há um breve intervalo entre a criação de uma nova célula e a formação da sua parede protectora quando esta é vulnerável.

Os tipos de esporos examinados são cobertos por pequenos espinhos, normalmente de comprimento idêntico e com pontas perfeitamente pontiagudas. Mas a maioria dos espinhos das amostras analisadas apresentava malformações em diversas formas, sugerindo que o ADN das suas células foi danificado pela radiação ultravioleta. Isto sugere que o escudo protector de ozono da Terra caiu quando os esporos foram formados.

Outros esporos e pólen tinham paredes pigmentadas que agiam como um bronzeado protector, permitindo que estas plantas sobrevivessem. Mas vários grupos importantes de plantas foram rapidamente extintos e o ecossistema florestal entrou em colapso. Os grupos que sobreviveram ainda foram interrompidos e levou vários milhões de anos para serem reconstruidos, criando um ecossistema completamente diferente no processo.

Mecanismo de extinção

Outros cientistas mostraram que as altas temperaturas do verão nas áreas continentais podem aumentar o transporte de vapor de água para a atmosfera. Esse vapor de água leva consigo compostos orgânicos de carbono que incluem cloro, que são produzidos naturalmente por uma grande variedade de plantas, algas e fungos. Quando estes compostos estão próximos da camada de ozono, eles libertam cloro e isso decompõe as moléculas de ozono.

Isto produz um ciclo de feedback positivo, porque um ecossistema terrestre em colapso liberta uma descarga de nutrientes nos oceanos, o que pode causar um rápido aumento de algas. Portanto, quanto mais a camada de ozono é danificada, mais plantas morrem e mais compostos nocivos à camada de ozono são libertados. Mais tarde, a camada de ozono recuperará naturalmente à medida que o clima arrefece e as algas ajudam a remover o dióxido de carbono da atmosfera.

A descoberta deste potencial novo mecanismo de extinção indica que um clima quente, como o que temos agora, tem o potencial de erodir a camada de ozono para permitir a radiação ultravioleta prejudicial. Isto tem consequências para toda a vida na Terra.

Por ZAP
10 Junho, 2020

 

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3737: Fóssil de um dos últimos megaraptores encontrado na Argentina

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

kabacchi / Flickr

Os restos de um megaraptor com o dobro do tamanho de uma girafa foram encontrados na Estancia La Anita, no sul da Argentina.

De acordo com os paleontólogos responsáveis pela descoberta, este megaraptor tinha cerca de dez metros, o que faz dele um dos maiores já encontrados. É também um dos mais jovens, com os cientistas a descrevê-lo como “um dos últimos representantes deste grupo”, antes de os dinossauros serem extintos, cita a revista Newsweek.

“Este foi o momento, há 65 milhões de anos, em que ocorreu a extinção dos dinossauros. Este novo megaraptor que temos agora de estudar terá sido um dos últimos representantes deste grupo”, afirmou à agência Reuters Fernando Novas, paleontólogo do Museu de Ciências Naturais de Buenos Aires que liderou a escavação.

Os megaraptores foram um grupo de dinossauros carnívoros e bípedes que viveram naquilo que é hoje a América do Sul, a Ásia e a Austrália, durante o período Cretáceo (há 145-66 milhões de anos).

Segundo Matt Lamanna, curador assistente e responsável pela Paleontologia de Vertebrados do Museu Carnegie de História Natural em Pittsburgh, Pensilvânia, este grupo de dinossauros é conhecido pelos seus dentes afiados, crânios pequenos e membros alongados.

Porém, as características que melhor o define, de acordo com um comunicado do museu argentino, eram os braços longos e as garras poderosas, que cresciam até cerca de 35 centímetros de comprimento.

Os paleontólogos acreditam que esses braços fortes eram a principal arma deste dinossauro, e não as suas mandíbulas, como é o caso de outros grupos, nos quais se inclui o Tyrannosaurus rex.

ZAP //

Por ZAP
24 Maio, 2020

 

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