2765: Cientistas revelam os melhores países para sobreviver a uma pandemia global

CIÊNCIA

herraez / Canva

Uma equipa de cientistas da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, elencou alguns dos melhores países para sobreviver a uma eventual pandemia global ou outra qualquer crise que coloque a Humanidade em risco.

“As descobertas no campo da Biotecnologia podem ver uma pandemia geneticamente modificada a ameaçar a sobrevivência da nossa espécie”, explicou Nick Wilson, um dos autores do estudo, citado em comunicado da instituição de ensino.

De acordo com a investigação levada a cabo, cujos resultados foram esta semana publicados na revista Risk Analysis, os países insulares seriam os melhores lugares em caso de crise devido ao seu isolamento natural.

Os especialistas seleccionaram as 20 opções mais favoráveis para este cenário, sendo estas classificadas consoante a sua disponibilidade de recursos, localização, capacidade de serem auto-suficientes e número de habitantes. Quanto maior for a população, recordam, mais fácil seria depois reiniciar a civilização afectada pela eventual pandemia.

Os resultados revelaram que a Austrália é o melhor lugar para sobreviver em caso de crise, tendo em conta a sua produção de alimentos e energia, seguindo-se depois a Nova Zelândia e a Islândia. “Tal como esperado, foram os países com alto PIB, que são auto-suficientes na produção de alimentos e/ou energia e que são também um pouco remotos, que se saíram melhor”, escreveram os cientistas.

“Embora os portadores da doença [em causa] possam contornar facilmente as fronteiras terrestres, uma ilha fechada e auto-suficiente pode abrigar uma população isolada e tecnologicamente apta para posteriormente repovoar a Terra após o desastres”, frisou.

Embora os perigoso estudados na investigação não sejam iminentes, os cientistas recordam que são totalmente reais. Por isso, defendem, é necessário começar a planear como mitigar uma crise que ameaça a extinção.

É como uma apólice de seguro. Espera-se que nunca se use, mas se ocorrer um desastre, a estratégia deve ter sido estabelecida com antecedência”, exemplifica Wilson.

“Pode ser que exista uma necessidade clara e premente onde a única opção para a Humanidade é um refúgio numa ilha”, afirmou o principal autor do estudo, Matt Boyd, acrescentando que, embora o Regulamento Sanitário Internacional geralmente não apoie o encerramento das fronteiras em caso de uma ameaça deste género, a introdução rápida de controlos fronteiriços seria essencial.

ZAP //

Por ZAP
4 Outubro, 2019

 

967: Países do Pacífico devem assinar acordo sobre alterações climáticas

Declaração de segurança é a peça central do 49º Fórum das Ilhas do Pacífico, que começou na última terça-feira em Nauru

© REUTERS/David Mercado

Os chefes de Estado dos países do Pacífico devem esta quarta-feira um acordo de segurança para abordar as alterações climáticas, crimes como o tráfico de drogas e a pesca ilegal.

“No mundo globalizado e dada a natureza transfronteiriça de muitos dos desafios que enfrentamos – as mudanças climáticas, a poluição marítima, a pesca insustentável, a criminalidade transnacional – as parcerias e a cooperação são vitais para a construção de um Pacífico, azul, forte e seguro”, pode ler-se na página oficial do 49º Fórum das Ilhas do Pacífico, que teve início na terça-feira em Nauru.

Os chefes de Estado desta região consideram as alterações climáticas a maior ameaça à segurança das suas nações, uma vez que as ilhas mais baixas do Pacífico correm o risco de desaparecer com o aumento do nível do mar.

A assinatura da declaração de segurança, que também aborda o cibercrime e as preocupações com a saúde, como doenças transmissíveis e pandemias, é a peça central da reunião de três dias.

Durante a manhã desta quarta-feira, grupos pesqueiros e comunitários do Pacífico assinaram um acordo com a União Europeia com vista a uma pesca mais sustentável, no valor de 35 milhões de euros. A Suécia vai também contribuir com 10 milhões de euros, ao longo de cinco anos.

As tensões com a China marcaram o primeiro dia do Fórum. O Presidente do Nauru, Baron Waqa, acusou um responsável chinês de ter desrespeitado a reunião, por querer falar interrompendo outros lideres.

Na terça-feira, o diplomata chinês Du Qiwen queria falar na reunião, mas Waqa não o deixou, o que levou à saída da delegação chinesa do sala.

“Ele insistiu e foi muito insolente, fez muito barulho e bloqueou a reunião dos líderes por muitos minutos”, disse na terça-feira o Presidente de Nauru.

“Talvez porque ele era de um grande país queria intimidar-nos”, disse Waqa.

Nauru reconhece Taiwan e não tem relações diplomáticas com a China.

Fundado em 1971, o Fórum é composta por 18 membros: Austrália, Ilhas Cook, Estados Federados da Micronésia, Fiji, Polinésia Francesa, Kiribati, Nauru, Nova Caledónia, Nova Zelândia, Niuê, Palau, Papua Nova Guiné, Ilhas Marshall, Samoa, Ilhas Salomão, Tonga, Tuvalu e Vanuatu.

Diário de Notícias
DN/Lusa
05 Setembro 2018 — 10:42

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