2104: Cientistas inventam nova forma de produzir oxigénio em Marte

CIÊNCIA

Kevin Gill / Flickr

Futuros exploradores de Marte podem ter assegurada uma forma de eles próprios produzirem oxigénio. A ideia para o novo método surgiu ao estudarem os cometas.

Esta nova forma de produzir oxigénio em Marte pode facilitar os planos de um dia viajarmos até ao planeta vermelho e pode também reduzir os custos dessa viagem. Com Marte a milhões de quilómetros de distância da Terra, transportar grandes quantidades de oxigénio até lá seria uma tarefa árdua e trabalhosa.

O método usado anteriormente para a produção de oxigénio era através de energia cinética. Contudo, investigadores do Instituto de Tecnologia da Califórnia descobriram um novo método para fazê-lo.

A reacção geradora de oxigénio foi descoberta pelos cientistas através do estudo dos cometas. Naturalmente perfeitos por gelo, se a órbita de um cometa se aproxima do sol, o calor começa a derreter o seu gelo, deixando para trás um rasto que se pode estender por vários milhares de quilómetros.

Caso haja compostos que contenham oxigénio na superfície do cometa, as moléculas de água podem arrancar esses átomos de oxigénio e produzir oxigénio molecular, como explica a Space.

A equipa de cientistas descobriu que este oxigénio molecular pode ser produzido através de reacções de dióxido de carbono. Os investigadores Yunxi Yao e Konstantinos Giapis simularam esta reacção em folha de ouro, que não é oxidável e, portanto, não produz oxigénio molecular. Contudo, verificaram que a reacção do dióxido carbono fazia com que a folha de ouro emitisse oxigénio.

“Isto significa que ambos os átomos de oxigénio vêm da mesma molécula de CO2, dividindo-a de uma maneira extraordinária”, explicou o Instituto de Tecnologia da Califórnia em comunicado. Os resultados da investigação foram publicados este mês na revista Nature Communications.

Os cientistas descobriram que moléculas extremamente “dobradas” de dióxido de carbono podem ser criadas sem a agitação deste elemento. Desta forma, era produzido oxigénio.

Giapis acredita que o oxigénio em Marte poderá ser gerado quando partículas de poeira a alta velocidade na atmosfera colidem com moléculas de dióxido de carbono. Antes, os cientistas acreditavam que a baixa concentração de oxigénio em Marte é causada pela colisão de luz ultravioleta do sol com moléculas de dióxido de carbono.

O cientista é ainda da opinião que o reactor criado pode ser usado para criar oxigénio respirável para os astronautas em Marte.

ZAP //

Por ZAP
4 Junho, 2019



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1205: Marte pode ter oxigénio suficiente para suportar vida

ESA / DLR / FU BERLIN
O Polo Sul de Marte

Afinal, Marte pode não ser assim tão inóspito como pensávamos. Depois de ter sido confirmado que o Planeta Vermelho “esconde” um vasto lago de água salgada, um novo estudo aponta agora que o planeta pode ter oxigénio molecular suficiente para suportar formas simples de vida.

Para a investigação, liderada Vlada Stamenković, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, os cientistas modelaram a composição da água de Marte – que se acredita existir sob uma camada de gelo no Polo Sul marciano, tal como anunciado em Julho passado.

A investigação, publicada nesta segunda-feira na Nature Geoscience, sugere que os depósitos de salmoura depositados abaixo da superfície de Marte, especialmente perto dos pólos, podem conter oxigénio molecular – elemento crucial para a vida na Terra.

“Descobrimos que, no Marte moderno, a solubilidade do oxigénio em vários fluídos pode exceder o nível necessário para a respiração aeróbica”, pode ler-se no artigo.

Os resultados agora apresentados podem também explicar uma característica incomum registada em Marte pelo rover Curiosity: rochas ricas em manganésio. Este elemento teria exigido muito oxigénio para se formar e, até agora, os cientistas suspeitavam que se tivesse formado no Marte primitivo.

No entanto, este estudo oferece uma justificação mais recente: “[A descoberta] muda completamente a nossa compreensão sobre o potencial da vida no Marte actual”, disse Stamenković em declarações à National Geographic

A descoberta alimenta a esperança de vida em Marte, tornando ainda mais provável que o planeta possa suportar vida microbiana ou até mesmo animais simples, como esponjas.

Marte já foi semelhante à Terra

4 mil milhões de anos, Marte era bastante semelhante à Terra e, por isso, reunia as condições necessárias para alojar vida. Na época, o Planeta Vermelho tinha uma atmosfera espessa e água fluída à superfície bem como, um campo magnético global e vulcanismo.

No entanto, actualmente o cenário é bastante diferente, sendo a superfície seca e fria: 5 a 10 graus Celsius durante o dia e -100 a -120 graus Celsius durante a noite.

Além disso, a pressão atmosférica é menos de 1% da da Terra – ou seja, qualquer fluxo de água evaporaria rapidamente. O vulcanismo está também morto e há apenas registo de campos magnéticos de pequena escala.

Por tudo isto, a vida em Marte tem sido considerada altamente improvável. Em Junho deste ano, a nave espacial Mars Express detectou um vasto lago de água líquida sob a superfície do pólo sul de Marte. Os cientistas acreditam que o sal poderá ajudar a água a manter-se no estado líquido, sobrevivendo assim às temperaturas abaixo de zero.

Só futuras missões – como a sonda InSight da NASA e a Mars 2020 – nos poderão contar com mais detalhe como Marte foi ou ainda é habitável.

ZAP // ScienceAlert / IFLScience

Por ZAP
27 Outubro, 2018

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549: Cientistas detectam os traços de oxigénio mais distantes do Universo

Foto D.R.

Investigadores identificaram o mesmo ar que respiramos na Terra numa galáxia a 13,28 mil milhões de anos-luz de distância do nosso planeta

Astrónomos detectaram os traços de oxigénio mais distantes do Universo, numa galáxia a 13,28 mil milhões de anos-luz de distância da Terra e quando o Universo ainda ‘dava os primeiros passos’, foi divulgado.

As observações foram feitas com o ALMA, um radiotelescópio operado no Chile pelo Observatório Europeu do Sul, organização astronómica da qual Portugal faz parte.

A descoberta da assinatura de oxigénio, elemento essencial para a vida tal como se conhece, na jovem galáxia MACS1149-JD1 sugere, segundo os cientistas, que os ambientes ricos em elementos químicos evoluíram rapidamente.

O Universo tem uma idade estimada em 14 mil milhões de anos.

A galáxia foi observada com o ALMA quando o Universo tinha 500 milhões de anos, o que significa, de acordo com uma nota do Observatório Nacional de Radioastronomia dos Estados Unidos, que a MACS1149-JD1 começou a formar estrelas ainda mais cedo, 250 milhões de anos depois do ‘Big Bang’, um ‘fogo-de-artifício’ de partículas que marca o início do Universo.

Uma equipa de astrónomos de instituições dos Estados Unidos, Reino Unido e Japão reconstituiu a história da formação de estrelas na galáxia utilizando dados obtidos na luz infravermelha (invisível) com os telescópios espaciais Hubble e Spitzer, ambos operados pela agência espacial norte-americana NASA.

Os resultados do trabalho são publicados hoje na revista científica Nature.

Diário de Notícias
16 DE MAIO DE 2018 20:18
DN/Lusa

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