3147: Duas bonecas da NASA vão voar em redor da Lua para serem atingidas por radiação

CIÊNCIA

HubertRoberts / Wikimedia
Duas pessoas humanas a usar o sistema de proteção AstroRad

Em 2020, quando a NASA lançar a nave Orion como parte da missão Artemis I – a primeira de uma série de missões que levarão a primeira mulher e o próximo homem a pousar na Lua, – dois manequins femininos estarão a bordo.

Os manequins, chamados Helga e Zohar, viajarão uma distância maior do que qualquer humano já percorreu numa nave espacial. Os dois manequins estarão sentados nos assentos dos passageiros, para serem atingidos por radiação durante a viagem, a fim de medir a eficácia dos novos fatos projectados para proteger órgãos e tecidos mais sensíveis à radiação, como por exemplo, o peito, estômago, intestinos, pulmões, medula óssea e ovários.

De acordo com a Agência Espacial Europeia, os manequins são compostos por 38 fatias de plástico equivalente ao tecido, simuladas para replicar a densidade variável de tecidos, ossos e órgãos nos torsos femininos adultos. Além disso, serão equipados com 5.600 sensores para medir a quantidade de radiação que os astronautas enfrentarão em futuras missões.

Desenvolvido pela empresa israelita e americana StemRad, os coletes AstroRad, de acordo com testes realizados na Terra, deverão fornecer protecção aos astronautas, em conjunto com o abrigo contra tempestades do módulo da tripulação Orion, onde os astronautas se protegerão se acontecer algum evento de radiação.

Se o teste for bem-sucedido, isso significaria que os astronautas poderiam realizar actividades importantes mesmo durante uma tempestade de protões, de acordo com a StemRad.

Os fatos, que são feitos para o torso feminino, – mas que podem ser ajustados para corpos masculinos – usam blocos de polietileno que já são usados ​​para proteger os dormitórios dos astronautas na Estação Espacial Internacional, segundo o Space.

Durante a missão, Zohar será a boneca sortuda que usará o traje, enquanto Helga enfrentará todos os efeitos dos raios cósmicos galácticos e das partículas solares emitidas pelo Sol durante as explosões solares.

“A blindagem em si do AstroRad é composta por um polímero com uma alta abundância de hidrogénio, o que é vantajoso para a protecção contra a radiação espacial, pois minimiza a geração de radiação secundária”, de acordo com a StemRad. “Elementos de blindagem sólidos individuais são organizados numa arquitectura semelhante a uma balança para permitir um movimento desinibido e confortável dos astronautas enquanto usam o AstroRad.”

Atualmente, a StemRad está a explorar o uso de materiais plásticos reciclados gerados a bordo das naves espaciais do futuro para uso nos elementos de blindagem, o que reduziria drasticamente a massa de carga útil associada ao equipamento.

ZAP //

Por ZAP
6 Dezembro, 2019

spacenews

 

NASA abre as portas da Orion e revela ‘quarto’ dos astronautas

TECH

Espaço-nave fará parte da Missão Artemis e será responsável por levar a humanidade mais uma vez para a Lua em 2024

Foto: Nasa
Tecnologia e Ciência
Laís Vieira, do R7*
18/11/2019 – 17h47

 

278: A estrela mais brilhante no céu esconde um ninho de estrelas

Harald Kaiser / ESA
A imagem obscurecida de Sirius permite revelar o cluster de estrelas Gaia 1

Se tem observado o céu nocturno nas últimas semanas, é possível que tenha “tropeçado” numa estrela muito brilhante perto da constelação de Orion. Recentemente, um astrónomo amador fotografou-a com um filtro que a obscureceu – revelando o cluster de estrelas Gaia 1.

A estrela em causa é Sirius, um sistema estelar binário, um dos mais próximos do Sol – apenas a 8 anos-luz de distância – e a estrela mais brilhante de todo o céu nocturno, visível de quase todos os lugares da Terra, excepto das regiões mais setentrionais.

Conhecida desde a Antiguidade, esta estrela desempenhou um papel fundamental na manutenção do tempo e da agricultura no antigo Egipto, uma vez que o seu retorno ao céu estava ligado à inundação anual do Nilo. Na mitologia da Grécia Antiga, representava o olho da constelação de Cão Maior, o cão que segue diligentemente Orionte, o Caçador.

As estrelas deslumbrantes, como Sirius, são uma bênção e uma maldição para os astrónomos. A sua aparência brilhante fornece muita luz para estudar as suas propriedades, mas também ofusca outras fontes celestiais que se encontram no mesmo ponto do céu.

Na imagem acima, obtida pelo astrónomo amador Harald Kaiser, no dia 10 de Janeiro, em Karlsruhe, uma cidade no sudoeste da Alemanha, Sirius foi encoberta com um filtro.

Assim que o brilho de Sirius é removido, um objecto interessante torna-se visível à sua esquerda: o enxame estelar Gaia 1, observado pela primeira vez o ano passado, utilizando dados do satélite Gaia da ESA.

Gaia 1 é um enxame aberto – uma família de estrelas nascidas ao mesmo tempo e mantidas unidas pela gravidade – e está localizado a cerca de 15.000 anos-luz de distância.

O seu alinhamento, por acaso, ao lado de Sirius, manteve-o escondido de gerações de astrónomos, que têm varrido o céu com os seus telescópios nos últimos quatro séculos. Mas não para o olho inquisitivo do observatório Gaia, que traçou mais de mil milhões de estrelas na nossa galáxia Via Láctea.

Harald Kaiser soube da descoberta deste aglomerado durante uma conferência sobre a missão do Gaia e esperou zelosamente por um céu claro para tentar observá-lo, usando o seu telescópio de 30 cm de diâmetro.

Depois de cobrir Sirius no sensor do telescópio – criando o círculo escuro na imagem – conseguiu registar algumas das estrelas mais brilhantes do aglomerado Gaia 1.

Gaia 1 é um dos dois grupos de estrelas, anteriormente desconhecidos, que foram descobertos ao contar estrelas a partir do primeiro conjunto de dados de Gaia, que foi lançado em Setembro de 2016.

Os astrónomos estão ansiosos pelo segundo lançamento de dados do Gaia, planeado para 25 de Abril, os quais oferecerão vastas possibilidades para novas e emocionantes descobertas.

ZAP // CCVAlg

Por CCVAlg
5 Fevereiro, 2018

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161: NASA quer lançar o foguetão mais poderoso de sempre já em 2019

MSFC / NASA

A NASA está a preparar os últimos detalhes para o lançamento da Orion, a sua nova nave espacial. A missão envolve o Space Launch System, o foguetão mais poderoso de sempre.

Ao que tudo indica, a missão da Orion, a nave de exploração espacial desenvolvida pela NASA para transportar astronautas à Lua, a Marte e a asteróides próximos, irá começar já no próximo ano, com o lançamento daquele que é o foguetão mais poderoso de sempre: o Space Launch System.

O foguetão será o primeiro passo para a Orion iniciar a sua trajectória em torno da Lua e de regresso à Terra. Durante a viagem, que irá durar 25 dias, vão ser percorridos quase 400 mil quilómetros a uma velocidade de quase 40 km/h.

O segundo passo baseia-se num novo lançamento, previsto para o início da década de 2020, mas desta vez com humanos a bordo. Será a primeira missão tripulada da NASA, numa nave espacial própria, desde o encerramento do programa Space Shuttle, em 2011.

Segundo a Exame Informática, as duas missões têm como objectivo lançar as bases de uma plataforma que permita à NASA enviar astronautas para a exploração de asteróides, e levar o Homem a Marte – ou mesmo a outros planetas mais distantes.

Os especialistas da NASA afirmam que o lançamento está previsto para Dezembro de 2019. No entanto, os engenheiros da agência espacial norte-americana reconhecem a possibilidade de o SLS ser lançado só em Junho de 2020.

Embora a maioria dos projectos da NASA se encontrem em desenvolvimento, a agência espacial norte-americana faz uso da sua experiência de construção para melhorar a eficiência da produção e da organização do processo.

Recentemente, o fotógrafo Vincent Fournier, da revista Wired, passou 20 dias, em exclusivo, nas instalações onde está a ser preparada a missão. Segundo o fotógrafo, estão a ser realizados vários testes para testar o desempenho do Space Launch System.

Todas as peças estão a ser modeladas de forma a entender como a vibração dos motores as pode afectar. Os engenheiros estão, também, a criar réplicas do foguetão que serão testadas em túneis de vento, para aferirem o seu comportamento.

Uma das réplicas é um modelo à escala, que mede apenas um metro, e será pintada de cor-de-rosa para brilhar sob a luz negra com maior intensidade, conforme a quantidade de oxigénio que atinja.

(dr) Vincent Fournier / Wired

Nestes testes, o oxigénio serve de substituto para a pressão e ajuda a entender exactamente onde é que o foguetão será sujeito a um maior desgaste.

Os depósitos de combustível são construídos com cilindros de metal a roda em peças de alumínio que, depois de fundidos, serão analisados à luz de ultra-sons e raios-X.

Todo este processo implica grande rigor e, sobretudo, tempo. O tanque de hidrogénio, por exemplo, demora cerca de três dias a ser movido da horizontal para a vertical e implica o uso de duas gruas orientadas por GPS e um sistema de alinhamento a laser.

Certo é que, mais cedo ou mais tarde, a NASA irá lançar o foguete mais poderoso de sempre – com a missão de levar de novo ao espaço uma missão tripulada com astronautas seus.

ZAP //

Por ZAP
5 Dezembro, 2017

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