1589: Morreu a Opportunity, a sonda da NASA que explorou Marte durante 15 anos

Lonesome–Crow / Deviant Art

A agência espacial norte-americana deu esta quarta-feira por terminada a missão do veículo robotizado Opportunity em Marte, que permitiu aos cientistas concluírem que o planeta terá tido no passado água como a Terra.

A morte da Opportunity, ao fim de 15 anos em solo marciano, foi anunciada em comunicado e depois de a NASA ter esgotado todas as tentativas, a última das quais na terça-feira, para restabelecer as comunicações com o veículo.

A sonda “adormecida” deixou de comunicar com a Terra em 10 de Junho de 2018, depois de ter sido atingido por uma grande tempestade de poeira

Actualmente, a NASA tem duas missões robóticas em Marte – a Curiosity e a InSight – e prepara-se para lançar, já em Julho de 2020, uma outra, a Mars 2020, que irá à procura, juntamente com a missão europeia ExoMars, de sinais de vida microbiana passada no planeta.

O veículo robotizado Curiosity está a explorar a superfície marciana, em particular a cratera Gale, há mais de seis anos, enquanto a sonda InSight, que chegou a Marte em 26 de Novembro de 2018, vai estudar o interior do planeta.

ZAP // Lusa

Por Lusa
14 Fevereiro, 2019

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1148: NASA tem esperança que os ventos de Marte reanimem a Opportunity

NASA/JPL-Caltech/Cornell/Arizona State Univ.
Imagens da câmara panorâmica da Opportunity

Os ventos fortes, que se fazem sentir em Marte num determinado período do ano, poderão ajudar a limpar a poeira dos painéis solares do rover Opportunity, que está adormecido desde Junho. De acordo com a NASA, a comunicação poderá ser finalmente restabelecida.

“Um período ventoso em Marte — conhecido pela equipa da Opportunity como ‘período para limpar a poeira’ – ocorre entre Novembro e Janeiro e já ajudou a limpar os painéis solares de rovers no passado. A equipa tem esperança que a limpeza de alguma da poeira possa resultar em algum tipo de comunicação durante este período”, escreveram o cientistas da NASA na sua página oficial.

No início do mês de Junho, Marte foi assolado por uma enorme tempestade de areia que atingiu a zona onde Opportunity estava localizada. Passados poucos dias, a situação agravou-se tanto que os cientistas foram obrigados a accionar o regime de emergência do rover, desligando assim todas as suas ferramentas à excepção dos relógios.

Em meados de Junho, as imagens de Curiosity – a sonda companheira de Opportunity no Planeta Vermelho – mostraram que a tempestade atingiu todas as zonas de Marte. Foi só no final do mês de Julho que a cortina de poeira começou gradualmente a baixar.

O problema surgiu de forma inesperada e, apesar de se manter já há alguns meses, a NASA continua a tentar estabelecer contacto com o rover. Recentemente, a sonda norte-americana MRO encontrou a Opportunity e, através das fotografias que recolheu, dá para perceber que a sonda não estava coberta de areia, mas ainda não é certo por que motivo o rover é incapaz de entrar em contacto com a Terra.

Mesmo que a Opportunity continue “adormecida” até Novembro, os cientistas da NASA vão continuar a tentar estabelecer contacto com a sonda até ao final do ano. Só aí é que serão discutidos os próximos passos, que incluem a finalização da missão.

O robô encontra-se em Marte desde 2004. Inicialmente, foi concebido para durar apenas 3 meses, mas continuou a operar durante quase 15 anos.

Por SN
15 Outubro, 2018

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1075: Depois de meses desaparecida, NASA voltou a avistar a Opportunity

A Agência perdeu o contacto após uma tempestade de areia que provocou a hibernação do aparelho

© NASA/JPL-Caltech/Univ. of Arizona

A agência espacial norte-americana (NASA) informou na terça-feira ter avistado o veículo explorador Opportunity, desaparecido há 107 dias em Marte, depois de uma tempestade de areia que provocou a hibernação do aparelho.

“A NASA não recebeu sinais do Opportunity, mas pelo menos podemos vê-lo novamente”, anunciou a NASA em comunicado, que divulgou acompanhado de uma fotografia, na qual um pequeno ponto branco se destaca na superfície do planeta.

A fotografia, que foi captada com uma câmara de alta resolução, deixou optimista a NASA que, desde 10 de Junho, não tinha qualquer contacto com o veículo.

O contacto foi perdido nesse dia, quando o Opportunity explorava o Vale da Perseverança e uma forte tempestade de areia atingiu a zona, deixando-a completamente às escuras.

O explorador, que funciona a energia solar, entrou em estado de hibernação.

Os responsáveis do projecto esperavam que o Opportunity se voltasse a activar num prazo de 45 dias, mas o tempo foi passando sem registo de qualquer sinal, o que levou a NASA a temer pela perda do aparelho.

Finalmente “os níveis de pó reduziram-se de maneira constante ao longo das últimas semanas”, o que permitiu à NASA estabelecer, pelo menos, contacto visual com o aparelho, assinala a agência.

Desde que o Opportunity aterrou em Marte, em 2004, foi responsável por alguns descobrimentos notáveis como o facto de ter confirmado que o planeta reunia, há quatro milhões de anos, as condições necessárias para albergar organismos.

Diário de Notícias
DN/Lusa
26 Setembro 2018 — 07:30

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960: NASA já decidiu: sonda Opportunity tem 45 dias para dar notícias

Lonesome–Crow / Deviant Art

Há quase dois meses que a NASA não consegue restabelecer ligação com a Opportunity. E, segundo o prazo limite estabelecido pela agência espacial norte-americana, as coisas não parecem estar a correr bem para a sonda marciana.

Três vezes por semana, desde o passado 10 de Junho, os especialistas da NASA estão a enviar um sinal para Marte, com o objectivo de receber uma resposta da Opportunity.

No início desse mês, o Planeta Vermelho foi atingido por uma forte tempestade de pó que abalou a maior parte da cratera Endeavour, onde a sonda está a operar. Alguns dias depois, a situação agravou-se de tal forma que os engenheiros tiveram que colocar a sonda em regime de emergência e desligar todos as suas ferramentas excepto o relógio.

Já em meados de Junho, e de acordo com fotografias capturadas pela sua “amiga” – a sonda Curiosity, que está noutra parte do planeta – a tempestade abalou o planeta por completo, sendo oficialmente considerada uma tempestade de envergadura planetária.

À medida que volume de pó na atmosfera de Marte começa a dar tréguas, a agência espacial norte-americana não desiste de tentar restabelecer ligação com a sonda marciana mas, até agora, sem sucesso.

“O Sol está a começar a entrar no Vale da Perseverança, por isso, em breve haverá luz solar suficiente para que a Opportunity possa recarregar baterias”, diz John Callas, gestor de projecto da Opportunity no Jet Propulsion Laboratory (JPL).

“Quando o tau cair abaixo de 1,5, vamos iniciar um período activo de tentativas de comunicação com o rover, enviando comandos através das antenas da Deep Space Network da NASA”, explica.

“Assumindo que vamos ter novidades da Opportunity, logo iniciaremos o processo de colocá-la novamente online”, explica. Porém, cita o Science Alert, se não tiver qualquer sinal da sonda “nos próximos 45 dias, a equipa será forçada a concluir que o pó que está a bloquear o Sol e o frio marciano conspiraram para causar algum tipo de falha da qual o rover provavelmente não vai conseguir recuperar”.

Mas nem todos concordam com este plano, como é o caso de Mike Seibert. O ex-director de voo da Opportunity recorda que a sonda está equipada com duas “asas” de painéis solares, sendo que ambas fornecem energia suficiente para explorar o planeta e para comunicar com a Terra.

Se esses painéis estiverem cobertos pela poeira, há uma hipótese, por mais mínima que seja, de um eventual surto de vento – chamado de “redemoinho” – poder limpá-los. O antigo responsável do projecto lembra que, geralmente, este fenómeno começa em Novembro, ou seja, já depois do prazo de 45 dias definido pela equipa da NASA.

O robô encontra-se em Marte desde 2004. Inicialmente, foi concebido para durar apenas três meses, mas continuou a operar durante quase 15 anos. Também já passou por outros infortúnios como quando, em 2007, conseguiu sobreviver a uma tempestade de pó semelhante.

ZAP //

Por ZAP
4 Setembro, 2018

(Foram corrigidos 9 erros ortográficos ao texto original)

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889: NASA não consegue “despertar” Opportunity, a sonda adormecida em Marte

Lonesome–Crow / Deviant Art O robô Opportunity encontra-se em Marte desde 2004

Os especialistas da NASA não conseguiram restabelecer ligação com a sonda marciana Opportunity, embora o volume de pó na atmosfera de Marte tenha já reduzido para níveis muito próximos dos normais, revelou a agência norte-americana.

“Neste momento, o nível de pó na atmosfera caiu para 2,1 tau, mas depois aumentou para 2,5 tau. Até que se reduza para o nível 2, não esperamos ‘ouvir’ nada do rover, mas continuamos a monitorizar constantemente os seus sinais“, informaram os participantes da missão.

No início de Junho, Marte foi atingido por uma forte tempestade de pó que abalou a maior parte da cratera Endeavour, onde a sonda Opportunity está a operar. Alguns dias depois, a situação agravou-se de tal forma que os engenheiros tiveram que colocar a sonda em regime de emergência e desligar todos as suas ferramentas excepto o relógio.

Já em meados de Junho, e de acordo com fotografias capturadas pela sua “amiga” – a sonda Curiosity, que está noutra parte do planeta – a tempestade abalou o planeta por completo, sendo oficialmente considera uma tempestade de envergadura planetária.

Só no final do mês de Julho é que a camada de poeira começou a dar tréguas, assentando gradualmente na superfície. Espera-se agora que, nas próximas semanas a situação em Marte melhore radicalmente. Nas primeiras semanas de Agosto, a quantidade de pó na atmosfera reduziu-se várias centenas de vezes, melhorando a situação significativamente.

Até lá, não vale a pena esperar que a Opportunity desperte brevemente, pois o nível de iluminação da superfície marciana continua muito baixo. Além disso, ainda não é certo se as suas baterias conseguiram sobreviver durante quase um mês de “vida” no frio e completa escuridão.

De acordo com os especialistas, uma tempestade semelhante ocorreu no planeta há cerca de 8 anos e foi o motivo da morte da sonda Spirit, “gémea” da Opportunity, que ficou presa na cratera Gusev em 2010.

No entanto, neste caso em particular o rover não corre esse risco, porque Marte está a entrar no verão e as temperaturas na sua superfície não devem baixar para temperaturas inferiores a 40 graus negativos – só a partir daí é que a situação pode ser fatal para a sonda adormecida em Marte.

O robô Opportunity encontra-se em Marte desde 2004. Inicialmente, foi concebido para durar apenas 3 meses, mas continuou a operar durante quase 15 anos. No entanto, o Opportunity não é o único rover exploratório em Marte, e felizmente a sua amiga, Curiosity, tem baterias nucleares, não precisando de energia solar para funcionar.

Para que o Opportunity continue detectável, as outras sondas que exploram o planeta continuam a rastrear o percurso da tempestade para facilitar o trabalho da NASA.

Por ZAP
19 Agosto, 2018

(corrigidos 6 erros ortográficos do texto original)

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793: “CAÇADORES DE TEMPESTADES” EM MARTE À PROCURA DE SEGREDOS DA POEIRA

Animações que mostram como a poeira envolveu o Planeta Vermelho (a imagem da esquerda é de dia 28 de maio, a da direita de 1 de Julho).
Crédito: NASA/JPL-Caltech

Perseguir tempestades requer sorte e paciência cá na Terra – e ainda mais em Marte.

Para os cientistas que observam o Planeta Vermelho com orbitadores da NASA, o mês passado tem sido um turbilhão. As tempestades “globais” de poeira, onde uma série descontrolada destes eventos climáticos cria uma nuvem tão grande que envolve o planeta, só aparecem a cada 6-8 anos (ou seja, 3-4 anos marcianos). Os cientistas ainda não entendem porquê ou exactamente como essas tempestades se formam e evoluem.

Em Junho, um destes eventos de poeira engoliu rapidamente o planeta. Os cientistas observaram pela primeira vez uma tempestade de poeira mais pequena no dia 30 de Maio. No dia 20 de Junho, tinha-se tornado global.

Para o rover Opportunity, isso significou uma queda repentina na visibilidade – de um dia claro e de sol para um dia nublado. Dado que o Opportunity funciona a energia solar, os cientistas tiveram que suspender as actividades científicas a fim de preservar as baterias do rover. À data da escrita deste artigo, não havia ainda nenhuma resposta do rover.

Felizmente, toda esta poeira funciona como um isolante atmosférico, evitando com que as temperaturas nocturnas caiam para menos do que o Opportunity consegue suportar. Mas o rover com quase 15 anos ainda não está fora de perigo: pode levar semanas, ou mesmo meses, para que a poeira comece a estabilizar-se. Com base na longevidade de uma tempestade global de areia de 2001, os cientistas da NASA estimam que só em Setembro é que a neblina fica limpa o suficiente para o Opportunity sair do modo de hibernação e ligar para casa.

Quando os céus começarem a clarear, os painéis solares do Opportunity podem estar cobertos por uma fina camada de poeira. Isso poderá atrasar a recuperação do rover, pois recolhe energia para recarregar as suas baterias. Uma rajada de vento ajudaria, mas não é um requisito para uma recuperação completa.

Enquanto a equipa do Opportunity aguarda para ouvir o rover, os cientistas noutras missões marcianas tiveram uma hipótese rara de estudar este fenómeno.

A MRO (Mars Reconnaissance Orbiter), a Mars Odyssey e a MAVEN (Mars Atmosphere and Volatile EvolutioN) estão a adaptar as suas observações do Planeta Vermelho para estudar esta tempestade global e para aprender mais sobre os padrões climáticos de Marte. Entretanto, o rover Curiosity está a estudar a tempestade de areia a partir de superfície.

Mars Odyssey

Com o instrumento THEMIS (Thermal Emission Imaging System), os cientistas podem rastrear a temperatura à superfície de Marte, a temperatura atmosférica e a quantidade de poeira na atmosfera. Isto permite com que observem a tempestade de poeira a crescer, evoluir e a dissipar-se com o tempo.

“Este é um dos maiores eventos climáticos que já vimos em Marte,” desde que as observações com missões espaciais começaram na década de 1960, comenta Michael Smith, cientista do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland, que trabalha no instrumento THEMIS. “Ter outro exemplo de uma tempestade de areia ajuda-nos realmente a entender o que está a acontecer.”

Desde o início da tempestade, a equipa do THEMIS aumentou a frequência das observações atmosféricas globais, de 10 em 10 dias para duas vezes por semana, realça Smith. Um mistério que ainda estão a tentar resolver: como estas tempestades se tornam globais. “A cada ano marciano, durante a estação da poeira, existem muitas tempestades locais ou regionais que cobrem uma área do planeta,” explica Smith. Mas os cientistas ainda não têm a certeza como essas tempestades mais pequenas crescem e às vezes acabam por cercar todo o planeta.

Mars Reconnaissance Orbiter (MRO)

A sonda MRO tem dois instrumentos a estudar a tempestade de areia. Todos os dias, o MARCI (Mars Color Imager) mapeia todo o planeta a meio da tarde a fim de acompanhar a evolução da tempestade. Entretanto, o instrumento MCS (Mars Climate Sounder) mede o modo como a temperatura da atmosfera muda com a altitude. Desde o final de maio, os instrumentos observaram o início e a rápida expansão da tempestade de poeira em Marte.

Com estes dados, os cientistas estudam como a tempestade altera as temperaturas atmosféricas do planeta. Tal como na atmosfera da Terra, a mudança de temperatura de Marte pode afectar os padrões de vento e até mesmo a circulação de toda a atmosfera. Isto fornece um feedback poderoso: o aquecimento solar da poeira lançada para a atmosfera muda a temperatura, o que altera os ventos, o que pode ampliar a tempestade levantando mais poeira da superfície.

Os cientistas querem saber os detalhes da tempestade – onde é que o ar sobe ou desce? Como é que as temperaturas atmosféricas actuais se comparam com um ano sem tempestades? E, tal como a Mars Odyssey, a equipa da MRO quer determinar como estas tempestades de areia se tornam globais.

“O simples facto de que podemos começar com algo que é uma tempestade local, não maior que um estado norte-americano, e depois desencadear algo que levanta mais poeira e produz uma névoa que cobre quase todo o planeta, é notável,” comenta Rich Zurek, cientista do projecto MRO.

Os cientistas querem descobrir porque é que estas tempestades surgem a cada poucos anos, o que é difícil de fazer sem um registo longo de tais eventos. Seria como se alienígenas estivessem a observar a Terra e a ver os efeitos climáticos do El Niño durante muitos anos de observações – perguntar-se-iam porque é que algumas regiões ficam ainda mais chuvosas e algumas áreas mais secas seguindo um padrão aparentemente regular.

MAVEN

Desde que o orbitador MAVEN entrou em órbita de Marte, “uma das coisas pelas quais esperávamos era uma tempestade global de poeira,” comenta Bruce Jakosky, investigador principal da sonda.

Mas a MAVEN não está a estudar a tempestade de poeira propriamente dita. Ao invés, a equipa da MAVEN quer estudar como a tempestade afecta a atmosfera superior de Marte, mais de 100 km acima da superfície – onde a poeira nem chega. A missão da MAVEN é descobrir o que aconteceu com a atmosfera inicial de Marte. Sabemos agora que em algum ponto da sua história, há milhares de milhões de anos, a água líquida ficou acumulada e corria pela superfície, o que significa que a sua atmosfera deve ter sido mais espessa e mais isolante, parecida à da Terra. Desde que a MAVEN chegou a Marte em 2014, as suas investigações descobriram que esta atmosfera pode ter sido removida por uma corrente de vento solar ao longo de várias centenas de milhões de anos, há 3,5-4 mil milhões de anos.

Mas ainda existem nuances a determinar, como por exemplo o modo como as tempestades de poeira, como a actual, afectam as moléculas atmosféricas que escapam para o espaço, afirma Jakosky. Por exemplo, a tempestade de poeira age como um isolante atmosférico, aprisionando o calor do Sol. Será que este aquecimento altera a forma como as moléculas escapam da atmosfera? É também provável que, à medida que a atmosfera aquece, mais vapor de água suba o suficiente para ser destruído pela luz solar, o vento solar varrendo os átomos de hidrogénio para o espaço.

A equipa não terá respostas durante algum tempo, mas cada uma das cinco órbitas diárias da MAVEN fornecem dados inestimáveis.

Curiosity

A maioria das naves da NASA estudam a tempestade de areia a partir de órbita. O rover Curiosity tem uma perspectiva única: a máquina científica movida a energia nuclear é amplamente imune aos céus escuros, permitindo com que recolha ciência dentro do véu bege que envolve o planeta.

“Estamos de momento a trabalhar o dobro,” comenta Ashin Vasavada do JPL, cientista do projecto Curiosity. “A nossa broca recentemente recondicionada está a obter uma amostra de rocha fresca. Mas também estamos a usar os instrumentos para estudar como a tempestade de poeira evolui.”

O Curiosity tem vários “olhos” que podem determinar a abundância e tamanho das partículas de poeira com base no modo como espalham e absorvem luz. Isto inclui a Mastcam, a ChemCam e um sensor ultravioleta na REMS, a sua “suite” de instrumentos meteorológicos. A “suite” REMS também pode ajudar a estudar as marés atmosféricas – mudanças na pressão que se deslocam como ondas em todo o ar rarefeito do planeta. Estas marés mudam drasticamente com base no local onde a poeira está globalmente, não apenas dentro da Cratera Gale.

A tempestade global também pode revelar segredos sobre os “diabos de poeira” e sobre os ventos de Marte. Os diabos de poeira podem ocorrer quando a superfície do planeta está mais quente do que o ar acima dela. O aquecimento gera turbilhões de ar, alguns dos quais levantam poeira e tornam-se diabos. Durante uma tempestade de areia, há menos luz solar directa e temperaturas diurnas mais baixas; isto pode significar menos diabos a rodopiar pela superfície.

Até mesmo novas perfurações podem avançar a ciência das tempestades: a observação de pequenas pilhas de material solto, formadas pela broca do Curiosity, é a melhor maneira de monitorizar os ventos.

Os cientistas pensam que a tempestade vai durar pelo menos um par de meses. De cada vez que avistar Marte no céu, nas próximas semanas, lembre-se dos dados que os cientistas estão a recolher para melhor compreender o misterioso clima do Planeta Vermelho.

Astronomia On-line
24 de Julho de 2018

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678: Em 15 anos, Marte nunca esteve tão brilhante e tão perto da Terra

Marte vai brilhar mais intensamente no céu nocturno nas próximas seis semanas do que brilhou nos últimos 15 anos. O planeta vermelho estará assim no ponto mais próximo da Terra desde 2003, durante de Junho e Julho, quando o nosso planeta passar entre Marte e o Sol.

No dia 31 de Julho, quando Marte estiver no auge do seu brilho, encontrar-se-á a 35,8 milhões de quilómetros da Terra, de acordo com o The Weather Channel.

Assim, o planeta ficará facilmente visível a olho nu ao longo do mês de Julho, superando todas as estrelas mais brilhantes à medida que se aproxima do ponto mais próximo da Terra.

Este fenómeno – chamado de oposição periélica – ocorre quando a Terra passa directamente entre Marte e o Sol. No mês passado, Júpiter estava em oposição ao nosso planeta, balançando cerca de 409 milhões de quilómetros da Terra.

A oposição de Marte acontece a cada dois anos, tendo o último sido registado em maio de 2016. No entanto, o fenómeno deste ano é especial pois, a algumas semanas da oposição, o planeta vermelho também atingirá o ponto mais próximo do Sol na sua órbita – periélio é o nome atribuído a este ponto.

De acordo com a NASA, a oposição periquélica ocorre apenas uma vez a cada 15 ou 17 anos, quando as órbitas da Terra e de Marte se alinham, tornando-os mais próximos.

No entanto, e apesar de Marte parecer muito brilhante e bonito a partir dos nossos quintais, a realidade do planeta é muito menos amigável. Actualmente, uma tempestade de areia está a assolar o planeta, cobrindo cerca de 10 mil milhões de acres da superfície do planeta vermelho.

“É uma das mais intensas tempesteadas já observadas no planeta vermelho”, disse a NASA num comunicado de imprensa.

A NASA colocou o rover Opportunity – que é movido a luz solar – em modo de suspensão para enfrentar a tempestade mas, ainda não é certo que o dispositivo sobreviva após a tempestade. A imagem abaixo apresentada mostra uma série de imagens que a agência espacial simulou a partir do posicionamento do robô.

JPL Caltech/TAMUNASA
Perspectiva do robô Opportunity sobre a tempestade de areia que “apagou o sol”

Nestas imagens, são mostradas simulações de como parceria o sol e o céu a partir da superfície de Marte, na sua hora mais brilhante do dia, e à medida que a tempestade de areia piorava. Na simulação do extremo direito da imagem, o sol é totalmente apagado para o rover Opportunity.

O mais recente sonda da NASA, a Curiosity, funciona através de energia nuclear e está localizado numa área menos afectada pela tempestade de areia e, por isso, não parece ter sido tão afectado. Esta animação, também disponibilizada pela NASA, mostra a propagação da tempestade a partir do posicionamento de ambos os robôs.

O robô Opportunity encontra-se em Marte desde 2004. Inicialmente, foi concebido para durar apenas 3 meses, mas continuou a operar durante quase 15 anos.

ZAP // Science Alert

Por ZAP
22 Junho, 2018

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651: Tempestade de areia cobre Marte e silencia Opportunity

REUTERS /NASA/JPL-Caltech/Cornell Univ./Arizona State University

Rover Opportunity não dá sinais de ‘vida’ desde domingo

O veículo robotizado norte-americano Opportunity deixou de emitir sinais de Marte, onde aterrou em 2004, devido a uma tempestade de areia que atingiu o planeta, privando-o de energia solar para recarregar as baterias que o fazem funcionar.

Na terça-feira à noite, controladores de voo da agência espacial norte-americana NASA, que opera o aparelho, voltaram a tentar, sem sucesso, estabelecer contacto com o Opportunity, que não dá sinais de vida desde domingo.

As baterias do veículo robotizado estão tão em baixo que apenas um relógio continua a funcionar para alertar o aparelho para verificações periódicas dos níveis de energia.

A tempestade, que tem crescido desde o fim de maio a uma velocidade sem precedentes, já atingiu mais de um quarto da área de Marte e deverá cobrir todo o planeta dentro de dois a três dias.

Os técnicos da NASA esperam que o veículo de exploração do solo marciano possa sobreviver à tempestade.

Contudo, pode demorar semanas ou mesmo meses até o céu de Marte voltar a ficar limpo o suficiente para que a luz do Sol atinja a superfície do planeta e recarregue as baterias dos painéis solares que dão a energia para o veículo robotizado funcionar.

Inicialmente, o Opportunity foi concebido para durar três meses.

Diário de Notícias
14 DE JUNHO DE 2018 07:38
DN/Lusa

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