2688: Jovens do mundo inteiro ocupam a ONU em inédita Cimeira do Clima

AMBIENTE

Justin Lane / EPA
O secretário geral da ONU, António Guterres, com a activista Greta Thunberg, de 16 anos

Mais de 500 jovens, representantes de mais de 140 países, ocuparam este sábado o espaço habitualmente destinado aos diplomatas da ONU.

A United Nations Youth Climate Summit, primeira cimeira da juventude sobre o clima, em Nova York, aconteceu este sábado, após as enormes manifestações contra o aquecimento global que tiveram lugar por todo o mundo na sexta-feira.

Os jovens compareceram em força à cimeira, tendo proposto soluções concretas e exigindo dos chefes de Estado medidas para travar as mudanças climáticas.

Duas gerações inauguraram o dia de debates na sede das Nações Unidas. A primeira foi representada pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, o grande dinamizador do encontro, que culmina na segunda-feira com a Cimeira do Clima dos líderes mundiais.

A ambientalista sueca Greta Thunberg representava a segunda geração, este sábado a maioria dos participantes.

Mostrámos que estamos unidos e que os jovens são imparáveis“, disse a activista de 16 anos, que ficou conhecida pelas suas greves às sextas-feiras em frente ao Parlamento sueco, sob o lema “Sextas pelo Futuro”, que se transformaram em um movimento mundial.

A sueca preferiu dar o seu tempo ao representante de outros continentes, e foi o discurso do argentino Bruno Rodríguez, de 19 anos, que expressou melhor a indignação da juventude mundial.

“Dizem que a nossa geração deve resolver os problemas criados pelos actuais governantes, mas não vamos esperar passivamente. Chegou a hora de sermos os líderes“, disse o fundador da organização Jovens pelo Clima Argentina. “Basta! Não queremos mais combustíveis fósseis!”, afirmou o activista.

Energia rara

Segundo a correspondente da RFI em Nova York, Carrie Nooten, raramente se viu nos corredores da ONU tanta energia e tantas soluções concretas. Os participantes puderam apresentar quer projectos tecnológicos quer naturais, criados nos seus países de origem, para combater as mudanças climáticas.

Há muito tempo que pedimos um lugar à mesa dos que tomam as decisões”, disse aos jovens líderes Jayathma Wickramanayake, mandatária para a juventude do secretário-geral da ONU. “Hoje, são os líderes mundiais que estão a pedir para negociar connosco”, completou.

A jovem Kamal Karishma Kumar, das Ilhas Fiji, realçou que para as ilhas do Pacífico combater as mudanças climáticas é uma questão de sobrevivência. “Não queremos que as gerações futuras afundem com nossas ilhas“, afirmou.

Em nome dos 625 milhões de jovens africanos, o queniano Wanjuhi Njoroge recordou que os países de África são os que emitem menos gases de efeito estufa, mas os que mais sofrem com as consequências do aquecimento global, e pediu acima de tudo apoio financeiro “para trabalhar na mitigação e adaptação às mudanças climáticas”.

Sentado entre os jovens, Guterres pediu-lhes que continuem a lutar e exigir que os líderes prestem contas sobre os seus planos para o clima”.

Ainda estamos a perder a corrida contra o aquecimento global. Ainda há quem atribua subsídios às energias fósseis e centrais de carvão. Mas nota-se uma mudança nesta dinâmica, devido em parte às vossas iniciativas e à coragem com que vocês começaram este movimento”, afirmou.

Na sexta-feira, cerca de 4 milhões de jovens saíra às ruas de mais de 5 mil cidades em 163 países do planeta, para participar do maior protesto da história na luta contra as mudanças climáticas.

Cimeira dos líderes mundiais

A cimeira da juventude abriu a Cimeira do Clima da ONU, que termina esta segunda-feira com uma reunião de chefes de Estado. Representantes de mais de 60 países participam do encontro e novos anúncios para conter o aquecimento global são esperados.

Os líderes mundiais começam a chegar este domingo a Nova York para participar no evento, ao qual se segue a Assembleia Geral da ONU da próxima terça-feira. O presidente dos EUA, Donald Trump, tal como o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, vão estar presentes na Assembleia Geral da ONU, mas não participarão na Cimeira do Clima.

O motivo, António Guterres, é não terem mostrado interesse.

ZAP // RFI

Por RFI
22 Setembro, 2019

 

2546: ONU. Subida da água do mar pode provocar 280 milhões de deslocados

CIÊNCIA

(cv) Fox News

A subida do nível das águas do mar, em consequência do aquecimento global, pode fazer 280 milhões de deslocados, segundo um relatório preliminar científico que a ONU divulga em Setembro.

De acordo com o documento, com o aumento da frequência dos ciclones, muitas grandes cidades podem ser inundadas todos os anos a partir de 2050. Até ao fim do século, as previsões do relatório é que 30 a 99% do terreno permanentemente congelado (permafrost) deixe de o ser, libertando grandes quantidades de dióxido de carbono e de metano.

Ao mesmo tempo, os fenómenos resultantes do aquecimento global podem levar a um declínio constante da quantidade de peixe, um produto do qual muitas pessoas dependem para se alimentar.

O relatório preliminar da Organização das Nações Unidas (ONU), divulgado pela agência France Press, é da responsabilidade do Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas (IPCC na sigla original), cuja versão final será divulgada em Setembro.

O relatório vai ser discutido pelos representes dos países membros do IPCC, que se reúnem no Mónaco a partir de 20 de Setembro, por alturas da cimeira mundial sobre o clima em Nova Iorque, marcada para 23 de Setembro pelo secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres.

O objectivo é alcançar compromissos mais fortes dos países para reduzir as suas emissões de dióxido de carbono, que caso se mantenham no ritmo actual farão subir as temperaturas de 2 a 3 graus Celsius até ao fim do século.

Especialistas temem que a China, Estados Unidos, União Europeia e Índia, os quatro principais emissores de gases com efeito de estufa, estejam a fazer promessas que não cumprem. Estas regiões do mundo vão também ser afectadas pela subida das águas do mar, alerta o relatório, especificando que não serão só afectadas as pequenas nações insulares ou as comunidades costeiras expostas.

Xangai, a cidade mais populosa da China, está localizada num delta, formado pela foz do rio Yangtze e pode começar a ser inundada regularmente se nada for feito para parar as alterações climáticas. E o país tem mais nove cidades em risco.

Essa subida do nível do mar coloca os Estados Unidos como um dos países mais vulneráveis, a aumentar em cinco vezes o risco de inundações, incluindo em Nova Iorque.

A União Europeia está menos vulnerável, mas os especialistas do IPCC alertam para inundações no delta do Reno. E para a Índia esperam que milhões de pessoas tenham de ser deslocadas.

A elevação do nível das águas do mar deve-se ao aumento das temperaturas que está a derreter as grandes massas de gelo nos pólos. Segundo o documento as calotes polares da Antárctica e da Gronelândia perderam mais de 400 mil milhões de toneladas de massa por ano na década antes de 2015. Os glaciares das montanhas também perderam 280 mil milhões de toneladas.

ZAP // Lusa

Por Lusa
30 Agosto, 2019

 

2423: ONU quer mudanças na dieta para travar alterações climáticas

CIÊNCIA

Will Oliver / EPA

O aquecimento global só poderá ser travado com mudanças no uso dos solos e no consumo alimentar, advertiram esta quinta-feira as Nações Unidas num relatório que servirá de base a futuras negociações sobre alterações climáticas.

Os cientistas responsáveis pelo relatório asseguram que comer menos carne e mais comida à base de plantas ajuda a combater as alterações climáticas, mas sublinham que o objectivo não é dizer aos consumidores o que devem comer, mas fazer recomendações para os líderes políticos.

O documento, aprovado ao final de cinco dias de reuniões científicas na 50.ª sessão do Grupo Intergovernamental de Especialistas sobre Alterações Climáticas (IPCC) das Nações Unidas, em Genebra, sustenta que uma “melhor gestão dos solos pode contribuir para travar as alterações climáticas”.

Pela primeira vez, os especialistas estabelecem uma relação directa entre as alterações climáticas e a degradação global dos solos – zonas mais áridas, perda de biodiversidade e desertificação – e alertam para um aumento das secas em regiões como o Mediterrâneo ou o sul de África devido ao aquecimento global.

Em outras zonas, como as florestas, os efeitos das mudanças climáticas podem incluir um maior risco de incêndios ou de pragas.

Segundo o estudo, um quarto das 70% de terras usadas para actividades humanas estão degradadas, com a expansão da agricultura e da silvicultura a contribuir para o aumento das emissões de C02, para a perda de ecossistemas e para a redução da biodiversidade. Insiste também na ameaça colocada pela desertificação e a necessidade de lutar contra este fenómeno.

O relatório, o segundo dos três pedidos ao IPCC após a assinatura do Acordo de Paris, que, em 2016, estabeleceu como meta manter o aquecimento global abaixo dos 2ºC, servirá de base às futuras negociações dos estados signatários e deverá influenciar as discussões na cimeira anual sobre o clima, agendada para Dezembro em Santiago do Chile.

Os especialistas concluíram que o aquecimento das superfícies emergentes está a aumentar a uma maior velocidade do que o aquecimento global, tendo progredido 1,53ºC e o documento prevê “riscos importantes” de falta de água nas zonas áridas, incêndios e instabilidade alimentar com um aquecimento global de 1,5ºC, passando a “muito importantes” se o aquecimento for de 2°C.

O texto contém recomendações para que os governos promovam políticas de mudança do uso florestal e agrícola dos solos, tendo em conta que as florestas absorvem cerca de um terço das emissões de dióxido de carbono (CO2).

Recomenda também a implementação de políticas que “reduzam o desperdício de comida e promovam a opção por determinados regimes alimentares” numa alusão a dietas menos carnívoras e que reduzam a população obesa ou com excesso de peso, estimada em mais de 2 mil milhões de pessoas.

De acordo com o estudo, entre 35 e 30% da comida produzida no planeta é desperdiçada, enquanto se estima que 820 milhões de pessoas passem fome em todo o mundo. Combater este problema poderá reduzir a pressão de desflorestação com o objectivo de aumentar os solos agrícolas, considera o estudo, que aponta igualmente que a agricultura, silvicultura e criação de gado representam 23% do total de emissões de C02.

É proposto, por isso, retomar as práticas agrícolas, silvícolas e de produção de gado das populações indígenas, uma vez que, segundo o documento, a “sua experiência pode contribuir para os desafios que representam as alterações climáticas, a segurança alimentar, a conservação da biodiversidade e o combate à desertificação”.

Nesse sentido, o painel de especialistas apela para “acções de curto prazo” contra a degradação dos solos, o desperdício alimentar e as emissões de gases com efeitos de estufa no sector agrícola.

ZAP // Lusa

Por Lusa
8 Agosto, 2019

 

ONU alerta que impactos das alterações climáticas “nunca foram tão graves”

VIDA E FUTURO

Estima-se que o ano de 2018 seja assinalado como “um dos quatro mais quentes alguma vez registados”. ONU apela à urgência de uma tomada de atitude.

O alerta foi dado pela secretária executiva das Nações Unidas para a Mudança do Clima, presente na 24.ª conferência da ONU, que decorre na Polónia.
© REUTERS/Kacper Pempel

A secretária executiva das Nações Unidas para a Mudança do Clima alertou este domingo para os impactos das alterações climáticas, que “nunca foram tão graves” e devem levar a comunidade internacional a “fazer muito mais” para contrariar a situação. No primeiro dia da 24ª conferência da ONU para o clima (COP24), a decorrer na cidade polaca de Katowice, Patrícia Espinosa estimou que este ano seja “um dos quatro mais quentes alguma vez registados”.

“As concentrações de gases do efeito estufa na atmosfera estão num nível elevado e as emissões continuam a subir”, acrescentou a responsável. As alterações estão a atingir “comunidades em todo o planeta” e as “vitimas, destruição e sofrimento” estão a “tornar o trabalho mais urgente”, disse.

O presidente da COP24, Michal Kurtyka, instou, por seu lado, a comunidade internacional a “imbuir de vida e conteúdo” o Acordo de Paris de 2015 para limitar a dois graus centígrados o aquecimento global.

Numa conferência de imprensa, no primeiro dia da cimeira que reúne cerca de 30 mil pessoas de 197 dias, Kurtyka argumentou sobre a importância da reunião na Polónia porque irá definir e articular o acordado em Paris.

“Não devemos esquecer as razões pelas quais aqui estamos. Estamos para articular a acção global contra a alteração climática. Nenhum governo sozinho pode resolver este problema. É altura de imbuir de vida e conteúdo ao Acordo de Paris”, defendeu.

Diário de Notícias
Lusa
02 Dezembro 2018 — 16:28

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1354: Mundo cada vez mais longe de conseguir travar aquecimento global

DESTAQUES

martin_heigan / Flickr

Os países estão cada vez mais longe do objectivo de travar o aquecimento global, e emitem cada vez mais gases com efeito de estufa, alertou a ONU.

O Programa Ambiental da ONU afirma que, para conter a subida da temperatura global abaixo dos dois graus centígrados, as nações terão de triplicar, até 2030, as promessas firmadas no Acordo de Paris, celebrado em 2015.

Para limitar o aquecimento a 1,5 graus, um cenário que já implica consequências, os países teriam que quintuplicar os esforços, refere-se num relatório nesta quinta-feira publicado, a cinco dias da abertura da conferência mundial sobre clima COP 24, que se realiza na Polónia.

“A notícia mais alarmante é a discrepância entre o nível actual de emissões e o necessário para conter as alterações climáticas”, afirmou à agência noticiosa France Presse o coordenador do relatório, Philip Drost.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, referiu, numa entrevista à BBC, que “muitos países não estão a fazer o que se comprometeram em Paris”, lembrando que “são precisos compromissos mais ambiciosos”. O empenho ou falta dele para limitar as emissões de dióxido de carbono e outros gases com efeito de estufa “não vai resultar para evitar um aumento de três graus até ao final do século”, considerou.

António Guterres notou que o mundo está “mais polarizado”, com “mais abordagens nacionalistas a ganhar eleições ou com bons resultados eleitorais”, ao mesmo tempo que diminui “a confiança da opinião pública” nas instituições e organizações internacionais.

Falta a necessária vontade política“, apontou à BBC, sem querer particularizar nenhum líder, mas indicando os Estados Unidos como um exemplo da “necessidade de mobilizar todos os níveis” da sociedade.

Sem citar o nome do Presidente Donald Trump, referiu que a decisão “do governo” norte-americano de denunciar o Acordo de Paris levou a uma “fantástica reacção de cidades, governadores, da sociedade civil” que se comprometeram a manter e cumprir as metas. “Não devemos reduzir a discussão às posições pessoais. É um assunto global em que todos estamos a falhar”, afirmou.

O Programa Ambiental aponta alguns progressos, como a explosão das energias renováveis, a eficácia energética, acções locais no sector dos transportes, que atribui ao dinamismo do sector privado e da investigação.

ZAP // Lusa

Por Lusa
30 Novembro, 2018

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1114: ONU pede transformações “sem precedentes” para limitar aquecimento global a 1,5ºC

Gerard Van der Leun / Flickr

Um relatório de especialistas da ONU advertiu, esta segunda-feira, que o mundo terá de avançar com transformações “rápidas e sem precedentes” nos sistemas de energia, transportes, construção e indústria” para limitar o aquecimento global a 1,5º Celsius.

Se o aquecimento “continuar a crescer ao ritmo actual”, sob o efeito das emissões de gases do efeito estufa, “deve chegar a 1,5°C entre 2030 e 2052”, de acordo com o relatório do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC).

Limitar o aquecimento global a quase um grau pode significar a diferença entre a vida e a morte de muitas pessoas e ecossistemas, sublinharam os responsáveis pelo documento, manifestando “pouca esperança” de que o mundo seja capaz de enfrentar este desafio.

A este propósito saliente-se ainda a estimativa da Organização Mundial de Saúde (OMS), que aponta para 250 mil mortes por ano entre 2030 e 2050 devido às alterações climáticas.

O relatório, de 400 páginas, foi divulgado na cidade sul-coreana de Incheon, depois de uma reunião de cinco dias, em que participaram 570 representantes de 135 países.

O documento foi encomendado pela ONU após o Acordo Climático de Paris de 2015, no qual os signatários se comprometeram a manter o aquecimento global abaixo de 2ºC e limitá-lo a 1,5ºC em relação ao século XIX.

Este relatório deverá ser usado como base nas discussões da 24.ª conferência do clima, que se vai realizar em Katowice, na Polónia, em Dezembro.

Os cientistas descrevem, com base em seis mil estudos, os impactos de um aquecimento global de mais 1,5º Celsius, um nível que a Terra poderá atingir já em 2030 (2030-2052) devido à falta de uma redução maciça das emissões de gases de efeito estufa.

De acordo com o documento, citado pelo Observador, esta subida de 1ºC na temperatura global já teve consequências graves, nomeadamente, “mais do que duplicou a probabilidade de graves prejuízos, devido à severa onda de calor que afectou este ano a Europa e outras regiões do mundo”. Para além das ondas de calor, registaram-se também “grandes fogos florestais, chuvas fortes, inundações e tempestades“.

No entanto, se a temperatura subir 2ºC, em relação a valores pré-industriais, a probabilidade de desaparecerem todos os corais, de as ondas de calor serem mais intensas, de aumentar a incidência de doenças transmitidas por insectos ou aumentar a poluição por ozono, é maior, lembrou Sarah Perkins-Kirkpatrick, investigadora no Centro de Investigação em Alterações Climáticas, na Universidade de Nova Gales do Sul (Austrália).

Na opinião dos cientistas do painel, algumas das medidas que poderiam ajudar nessa tarefa eram passar para um sistema de energia 100% renovável, intensificar os investimentos em eficiência energética, produção industrial e consumo mais limpos, parar imediatamente os investimentos em infraestruturas baseadas em combustíveis fósseis para os sectores da produção de energia e transportes, e proteger e restaurar ecossistemas naturais. Além disso, ajudaria se a população passasse a ter uma dieta mais saudável e equilibrada e usar modos de transporte mais limpos, cita o mesmo jornal.

“O relatório especial do IPCC é, provavelmente, o último lembrete de que não existem impedimentos técnicos e biofísicos sem resolução que impeçam de atingir as metas mais baixas de temperatura estabelecidas pelo Acordo de Paris”, disse Pep Canadell, director executivo do Global Carbon Project e investigador do CSIRO (Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation).

ZAP //

Por ZAP
8 Outubro, 2018

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