3965: Há um ponto específico da Terra que está a arrefecer (e não a aquecer)

CIÊNCIA/OCEANOGRAFIA

Em contra-ciclo com o resto da Terra, há um ponto específico no centro do Oceano Pacífico que está a arrefecer de ano para ano, segundo uma nova investigação.

Ao contrário do resto do planeta, que parece sentir os efeitos das mudanças climáticas e da emissão de gases de efeito de estufa, uma equipa de cientistas descobriu que há um ponto no Pacífico onde as temperaturas estão a descer, escreve o portal Mashable.

Um novo estudo que foi recentemente publicado na revista científica especializada Nature Climate Change explora as possíveis razões por detrás do estranho comportamento deste ponto, que tem sido mencionado como “buraco de aquecimento” ou “a bolha”.

Os cientistas concluíram que não há uma razão isolada para o fenómeno, mas antes várias.

Isto é, não há uma justificação para explicar o fenómeno por si só, sendo antes um conjunto de factores responsável pelo comportamento. A equipa de cientistas destaca que as correntes oceânicas e as nuvens espessas que se reúnem sobre este ponto localizado no Pacífico têm um papel importante na sua temperatura.

Em contra-ciclo, o mesmo efeito de estufa que está a aquecer a maior parte da Terra está também, muito provavelmente, a causar fenómenos complexos que, consequentemente, fazem “a bolha” do Pacífico ficar mais fria.

“A mudança climática causada pelo Homem muda o circuito do sistema climático“, começou por explicar Kristopher Karnauskas, oceanógrafo da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, que não participou nesta investigação. “[A bolha fria do Pacífico] é uma manifestação interessante do perigo que estamos a criar”.

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7 Julho, 2020

 

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3678: Robô autónomo russo mergulhou mais de 10.000 metros na Fossa das Marianas

CIÊNCIA/OCEANO

FPI

O Vitiaz, um veículo submarino não tripulado e autónomo russo, desceu pela primeira vez às profundezas da Fossa das Marianas, o abismo mais profundo do planeta Terra, localizado no Oceano Pacífico.

A informação é avançada pela Fundação para a Pesquisa Avançada (FPI), que precisa que o robô autónomo mergulhou mais de 10.000 metros.

“A 8 de Maio de 2020, às 22h34, horário de Moscovo, o veículo subaquático autónomo russo Vitiaz chegou ao fundo da Fossa das Marianas. Os sensores de Vitiaz registaram uma profundidade de 10.028 metros”, adiantou a FPI, citada pela Europa Press.

A Fossa das Marianas tem uma profundidade estimada de 10.984 metros.

“Ao contrário dos dispositivos Kaiko (Japão) e Nereus (Estados Unidos) que operavam anteriormente nesta área, o dispositivo Vitiaz funciona de forma totalmente autónoma. Graças ao uso de elementos de inteligência artificial no sistema de controlo do veículo, esse pode contornar a obstáculos de forma independente e encontrar uma saída de um espaço limitado e resolver outros problemas”, realça a fundação, citada pelo portal Sputnik News.

De acordo com o mesmo órgão de comunicação russo, o Vitiaz fez o mapeamento, captou fotografias e gravou vídeos do ponto mais profundo dos cinco oceanos, tendo também aproveitado a missão para estudar o ambiente marinho.

“A missão durou mais de três horas, sem contar o mergulho e o retorno à superfície”.

O director da fundação, Andrei Grigoriev, detalhou ainda que esta expedição, de 8 de maio, foi a primeira fase de uma série de procedimentos que o Vitiaz vai levar a cabo.

“Este é o primeiro dos procedimentos programados no âmbito do projecto Vitiaz. Foi realizado em conjunto com especialistas russos e equipas científicas da Academia Russa de Ciências, com o apoio da frota do Pacífico”, acrescentou.

Já pode visitar o ponto mais profundo dos 5 oceanos (mas há um preço)

Graças a um explorador rico, em maio, alguns sortudos poderão escapar da pandemia de covid-19 durante um curto período de…

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12 Maio, 2020

 

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3192: Há milhares de misteriosos buracos no fundo do mar da Califórnia

CIÊNCIA

MBARI

Surgiu um novo mistério perto da costa de Big Sur, na Califórnia, no fundo do Oceano Pacífico: há milhares de pequenos fragmentos redondos retirados dos sedimentos do fundo do mar.

A descoberta foi feita como parte de uma investigação do Monterey Bay Aquarium Research Institute (MBARI) para estudar os recursos subaquáticos chamados pockmarks, que também são depressões no fundo do mar, mas um pouco maiores, com uma média de 175 metros de diâmetro e cinco metros de profundidade. Os pockmarks aparecem no sonar dos navio e são conhecidos desde 1999. Existem mais de 5.200 espalhados por 1.300 quilómetros quadrados de fundo do mar perto de Big Sur.

O que causa os buracos maiores também é desconhecido. Como a área está a ser considerada para ser um parque eólico offshore, foram necessárias mais investigações sobre eles. Uma das principais teorias é que os buracos são causados por gases como o metano sob o fundo do mar a borbulhar e a deixar uma depressão no seu rastro – e isso poderia afectar a colocação de turbinas eólicas.

A equipa da MBARI colocou os seus veículos subaquáticos autónomos, equipados com dispositivos de sonar, a trabalhar. Não encontraram evidências de metano e as marcas estão inactivas há mais de 50 mil anos.

Porém, nos dados dos robôs, os cientistas viram outros buracos, demasiado pequenos para serem captados por um sonar de um navio. Os investigadores do MBARI encontraram cerca de 15 mil buracos com, em média, 11 metros de diâmetro e um metro de profundidade.

Ben Erwin / 2019 MBARI

A equipa chamou os buracos de “micro-depressões”. As micro-depressões parecem ser muito mais jovens do que as marcas e têm lados mais íngremes. Além disso, de acordo com o ScienceAlert, também têm “caudas” de sedimentos, que parecem estar orientados na mesma direcção em muitas áreas.

Ainda não se sabe como é que os buracos se formaram, mas estas mini-depressões no fundo do oceano rapidamente se tornaram abrigos desejáveis populares entre as criaturas marinhas. Cerca de 30% dos buracos continham lixo humano, juntamente com peixes e outros animais marinhos que os transformaram no seu habitat.

Além do lixo encontrado, 20% continha pedras, restos de algas e um crânio de baleia – mas o sedimento em redor dos buracos estava vazio.

A equipa acha que os animais que residem no lixo podem estar a ajudar a reduzir ainda mais as micro-depressões.

De acordo com os investigadores, as micro-depressões não são pockmarks bebés, uma vez quer são morfologicamente distintas dos buracos maiores. Além disso, os cientistas não encontraram evidências de actividade de gás no fundo do mar.

Em comunicado, Eve Lundsten, cientista marinha do MBARI, disse que “é preciso fazer muito mais trabalho para entender como todas estas características se formaram”, acrescentando que “esse trabalho está em andamento”.

A investigação foi apresentada no Fall Meeting 2019 da American Geophysical Union.

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14 Dezembro, 2019

 

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3180: Cientistas já sabem de onde veio a “jangada” de rochas vulcânicas do Pacífico

CIÊNCIA

NASA Earth Observatory / Joshua Stevens)

Em Agosto, uma enorme “jangada” de pedra-pomes foi encontrada à deriva no Oceano Pacífico, a caminho da Austrália. Agora, os cientistas já sabem qual foi a sua origem.

Segundo o Science Alert, imagens de satélite mostram que a “jangada” de pedra-pomes foi produzida pela erupção de um vulcão subaquático a 50 quilómetros da costa da ilha Vava’u, no norte de Tonga.

No dia 6 de Agosto, o satélite Sentinel-2, da Agência Espacial Europeia (ESA), capturou duas plumas vulcânicas na superfície do oceano. Esses anéis de fumo estavam localizados directamente acima do Vulcão F, agora baptizado com este nome pelos investigadores.

A equipa também recolheu dados de estações sísmicas, uma vez que a actividade vulcânica geralmente é acompanhada de actividade sísmica.

“Infelizmente, a densidade dessas estações na região é muito baixa. Houve apenas duas que registaram sinais sísmicos de uma erupção vulcânica. Porém, os seus dados são consistentes em como o Vulcão F foi a origem”, afirma o geólogo Philipp Brandl, do GEOMAR, na Alemanha, e um dos autores do estudo publicado no Journal of Volcanology and Geothermal Research.

Usando um multibeam echosounder — um tipo de sonar usado para mapear o fundo do mar —, os cientistas já tinham pesquisado a zona ao redor do vulcão durante Dezembro de 2018 e Janeiro deste ano. Os dados revelaram uma grande caldeira vulcânica central que mede cerca de oito por seis quilómetros, com uma base de 700 metros abaixo da superfície.

(dr) Brandl et al., J. Volcanol. Geotherm. Res., 2019

Inicialmente, a “jangada” de pedra-pomes produzida pelo Vulcão F media 136,7 quilómetros quadrados, embora posteriormente tenha flutuado um pouco. O volume mínimo estimado de pedra-pomes é de 8,2 milhões a 41 milhões de metros cúbicos.

Esta enorme “jangada” está actualmente à deriva na costa nordeste da Austrália, onde se encontra a Grande Barreira de Corais. Este é um factor empolgante para os cientistas porque é provável que dê aos recifes uma nova vida, levando consigo novos corais, algas, caranguejos, caracóis e vermes.

A descoberta de que o Vulcão F produziu a pedra-pomes é outra peça do puzzle. Embora só tenha sido agora baptizado, o vulcão foi descoberto em 2001, depois de expelir uma grande quantidade de pedra-pomes durante uma erupção nesse ano.

Essa “jangada” demorou cerca de um ano a chegar à costa leste da Austrália, em Outubro de 2002, com rochas cobertas de algas, crustáceos marinhos e outras espécies. De acordo com o mesmo site, os detritos da erupção deste ano devem chegar mais rapidamente: com base na sua velocidade, estima-se que atinja a Grande Barreira de Corais no final de Janeiro ou no início de Fevereiro de 2020.

Graças à sua aparente importância para a ecologia marinha — e porque o vulcão parece ser muito activo — os investigadores esperam, quando chegar a terra firme, recolher algumas amostras para estudar a geoquímica da pedra-pomes.

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3170: Jovem vulcão descoberto nas profundezas da Placa do Pacífico

CIÊNCIA

(dr) Tohoku University

Uma equipa de cientistas da Universidade de Tohoku, no Japão, descobriu um pequeno e jovem vulcão na secção mais antiga da Placa do Pacífico.

O vulcão foi encontrado na parte ocidental do Oceano Pacífico, perto da Ilha Minamitorishima, o ponto mais oriental do Japão, detalha a agência Europa Press.

Os cientistas acreditam que este vulcão, que entra na classe dos petit spots, entrou em erupção há menos de 3 milhões de anos devido à subdução mais profunda da Placa do Pacífico no manto da Fossa das Marianas.

Até então, acreditava-se que esta área continha apenas montanhas e ilhas subaquáticas formadas há cerca de 70 a 140 milhões de anos.

“A descoberta deste novo vulcão oferece-nos uma excelente oportunidade para explorar mais esta área e, esperançosamente, revelar um vulcão mais pequeno”, afirmou Naoto Hirano, professor associado que liderou a investigação, citado em comunicado.

“Isto vai dizer-nos mais sobre a verdadeira natureza da astenosfera [zona superior do manto terrestre]”, acrescentou o especialista que vai continuar a explorar a zona na esperança de encontra vulcões semelhantes.

Estes pequenos vulcões são um fenómeno relativamente recente na Terra, explicam os cientistas na mesma nota de imprensa. Tratam-se de pequenos e jovens vulcões que surgem ao longo das fendas existentes na base das placas tectónicas.

À medida que as placas mergulham mais profundamente no mano superior da Terra, criam-se fissuras onde a placa começa a dobrar-se, causando a erupção de pequenos vulcões. O primeiro vulcão deste tipo foi descoberto em 2006 no nordeste do Japão.

Os resultados da investigação foram esta semana publicados na revista científica especializada Deep-Sea Research Part I.

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10 Dezembro, 2019

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Alterações climáticas ameaçam os “maki sushi”

ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

O aumento da temperatura do mar e as políticas de protecção do meio ambiente estão a afectar a produção de alga nori, fundamental para o sushi e muitos outros pratos japoneses.

Sushi

A alga nori é mundialmente conhecida por ser um dos principais ingredientes do sushi, pois é graças a ela que é possível compactar o arroz e o peixe formando uma das ofertas mais populares: os makis.

No entanto, esta alga pode agora estar em perigo. Segundo o Financial Times, o aumento da temperatura da água do mar faz com que a produção de nori no Japão esteja a diminuir pois este tipo de alga desenvolve-se com temperaturas a rondar os 23 graus e o Oceano Pacífico estará a aquecer mais do que o devido, dificultando o crescimento.

“As condições óptimas de seu cultivo são muito concretas e com muito pouca margem de variação que permita manter sua produção elevada e de qualidade”, adianta Alba Vergés, investigadora do grupo Biodiversidade e Recursos Marinhos da Universidade de Girona

O aquecimento da água marinha é o único impedimento ao seu cultivo. Embora pareça contraditório, a mudança da política ambiental japonesa, que minimiza a quantidade de desperdícios que chegam a esta zona costeira, também dificulta o seu crescimento. “As boas práticas limitam a chegada dos restos de fertilizantes às águas continentais, e por onde, o mar, assegura Manuel García Tasende, do Centro de Investigações marinhas CIMA, em Corón, (Pontevedra). Fertilizantes esses que servem de alimento à alga nori.

A contaminação da água marinha, fundamentalmente por nitrogénio, faz com que se acumulem resíduos orgânicos, e isto favorece a proliferação de certas algas, que geram danos irreparáveis no ecossistema marinho. Segundo Tasende, do centro de investigações marinhas (CIMA), isto é o que sucede na actualidade, em Espanha, no Mar Menor.

O que é a alga Nori?

O que designamos “alga nori” são na realidade distintas espécies de algas roxas marinhas do género Pyropia y Porphyra. Segundo Javier Cremades Ugarte, catedrático de Botánia e membro do Grupo de Investigação de Biologia Costeira (BioCost) no Centro de Investigações Científicas Avançadas (CICA) da Corunha, estas espécies foram as primeiras algas a serem cultivadas de maneira industrial no mundo, na costa do Japão.

“A nori é uma das algas alimentares mais apreciadas pelas suas excelentes características organolépticas e nutricionais” explica Cremades. “É de longe a espécie de macro-alga marinha mais rica em proteínas e, junto com o Kombu japonês e o wakame, uma das algas alimentares mais cultivadas do mundo” Segundo explica Manuel Garcia Tasende, a nori é a alga de maior valor comercial a nível mundial. “Move cerca de 1.500 milhões de dólares por ano, e se cultivam uma 710.000 toneladas anuais, segundo dados da FAO de 2016.

Diário de Notícias

DN
11 Novembro 2019 — 13:40

 

2940: Focas encontram abrigo em ilha vulcânica activa no Alasca

CIÊNCIA

(CC0) skeeze / Pixabay

Dezenas de milhares de focas bebés nascem todos os anos na Ilha Bogoslof, um pequeno pedaço de terra nas Ilhas Aleutas do Alasca – que também é a ponta de um vulcão activo subaquático.

Depois de várias décadas a serem procuradas por comerciantes norte-americanos e russos, a população de focas do norte do Alasca lutou muito para sobreviver. Os animais habitam, normalmente, as águas do Oceano Pacífico, da Califórnia ao Japão, e foram classificadas como “vulneráveis” pela União Internacional para Conservação da Natureza durante, pelo menos, duas décadas.

O que faz esta população crescer numa zona que contém um vulcão activo – que entrou em erupção em 2017 – é ainda mais surpreendente, nota o All That’s Interesting.

As focas foram vistas pela primeira vez na ilha Bogoslof em 1980. Os animais usaram a ilha rochosa como ponto de encontro temporário, mas nos últimos anos começaram a reproduzir-se neste lugar.

Segundo a Associated Press, os biólogos estimaram uma taxa de crescimento anual de pouco mais de 10%, para aproximadamente 28.000 crias na ilha em 2015. Este ano, devem nascer mais de 36.000 crias na ilha.

Embora a ilha não seja um local totalmente incomum para as focas do norte habitarem, os cientistas estão perplexos com o motivo pelo qual estes animais estão a transformar a volátil ilha vulcânica no seu novo lar, em vez de escolherem outras ilhas desabitadas.

A Ilha Bogoslof – também conhecida pelos seus nomes indígenas Agashagok, Tanaxsidaagux e Agasaagux – é a ponta de um vulcão subaquático com apenas cerca de 800 metros quadrados. O centro da ilha abriga um campo de fumarolas – aberturas que lançam gás quente – que rugem “como motores a jacto”, e gêiseres quentes que se espalham a vários metros de altura, conta o geofísico Chris Waythomas.

As últimas erupções do vulcão aconteceram em 2016 e 2017, e deixaram a ilha coberta de rochas e detritos eliminando toda a sua vegetação. “A superfície é coberta com grandes blocos balísticos, alguns com 10 metros de comprimento, que foram explodidos pela abertura de ventilação”, descreve Waythomas. “Estes blocos cobrem a superfície. É muito selvagem.”

Tom Gelatt, biólogo da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica, questionou-se sobre o motivo pelo qual as focas do norte estão a escolher este lugar para dar à luz e colocou uma hipótese em cima da mesa: a conveniência.

Estes animais vão caçar a águas profundas muito próximas, que são abundantes em lulas e peixes de língua lisa – os seus alimentos favoritos. Isso faz com que as focas deem à luz naquele lugar.Além disso, Bogoslof está muito mais perto das suas áreas de alimentação de inverno, reduzindo o risco de novas crias sofrerem com as tempestades do Mar de Bering para chegar às áreas.

No entanto, as focas podem estar a escolher uma zona perigosa, uma vez que há sinais de que estão a atrair predadores indesejados para as águas ao redor de Bogoslof, como baleias assassinas.

Além disso, as alterações climáticas podem acabar com esta nova casa de uma só vez. “Algumas grandes tempestades podem remover grande parte da ilha”, disse Waythomas. “Não sabemos quanto tempo vai ficar assim.”

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1 Novembro, 2019

 

2836: Quanto mais fundo vivem os polvos, mais “verrugas” têm (mas não se sabe porquê)

CIÊNCIA

(dr) John Weinstein / Field Museum
Um dos polvos “verruguentos” que vivem nas profundezas do oceano

Alguns polvos encontrados em algumas das partes mais profundas do Oceano Pacífico têm uma pele mais irregular (como se tivessem “verrugas”) que os cientistas não conseguem explicar.

Uma equipa de investigadores tentou perceber porque é que alguns polvos que vivem no Oceano Pacífico — Graneledone pacifica — têm tantas “verrugas”, enquanto outros têm uma pele macia e sedosa.

Para isso, explica o IFLScience, os cientistas examinaram 50 espécimes, recolhidos no nordeste do Oceano Pacífico, ao longo da costa oeste da América do Norte, desde Washington até ao centro da Califórnia.

Para cada polvo, a equipa contou o número de “verrugas” numa linha entre as costas e a cabeça, bem como o número de ventosas encontradas nos seus braços. De seguida, foram realizadas análises de ADN que mostraram que os polvos “verruguentos” não eram de múltiplas espécies, como se pensava, mas sim da mesma espécie. Além disso, os polvos que viviam nas profundezas do oceano eram menores, com pele mais irregular e tinham menos ventosas do que os outros.

“Para já, nem sequer sabemos do que é que estas ‘verrugas’ são feitas, mas achamos que podem ser cartilaginosas. Ainda estamos a tentar perceber se são um benefício para estes polvos. Eles vivem muito fundo no oceano para que a luz os atinja, logo, não nos parece que seja para camuflagem”, declara ao mesmo site Janet Voight, autora do estudo agora publicado na revista científica Bulletin of Marine Science.

Os investigadores estão a trabalhar nesta teoria: à medida que as profundidades aumentam, as possibilidades de presas diminuem, tornando por isso a caça por alimento mais difícil e consumidora de energia.

Ou seja, pode ser que, ao longo de gerações, os polvos que comiam menos devido à disponibilidade de presas evoluíssem para um tamanho menor, produzissem também ovos menores que, por sua vez, eclodiam em crias menores.

“Se estes animais estão quase a viver no que para eles é um habitat extremo, a sua presença pode dar-nos uma pista para a saúde do oceano profundo. Este é o maior habitat do planeta, cobrindo cerca de 68% da sua superfície, mas é de longe o menos conhecido. O mar profundo suporta uma variedade surpreendentemente diversificada de animais. Precisamos de aprender mais sobre os animais que vivem no maior habitat do planeta”, conclui Voight, investigadora do Field Museum, nos EUA.

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15 Outubro, 2019

 

2524: “Jangada” de rochas vulcânicas maior do que o Porto está a flutuar pelo Pacífico

CIÊNCIA

NASA Earth Observatory / Joshua Stevens)

Uma enorme “jangada” flutuante de pedra-pomes está à deriva no Oceano Pacífico, dirigindo-se para a Grande Barreira de Corais, na Austrália.

De acordo com os média locais, esta horda, que no início de Agosto era maior do que a cidade do Porto, carrega uma vasta quantidade de vida marinha que pode ajudar a salvar o maior recife de corais do mundo, reabastecendo-o com milhões de pequenos organismos.

“Teremos milhões de corais individuais e muitos outros organismos, todos juntos com o potencial de encontrar novas casas ao longo da costa”, disse Scott Bryan, professor associado de Geologia da Universidade de Tecnologia de Queensland, na Austrália.

“Este é um caminho para os corais jovens e saudáveis ​​entrarem rapidamente na Grande Barreira”, acrescentou o cientistas.

A “jangada” de rocha vulcânica foi filmada por dois navegadores que, de um momento para o outro, perderam a visão da água do oceano e encontraram uma massa flutuante de pedras em torno da sua embarcação.

Michael Hoult e Larissa Brill partilharam a sua experiência através do Facebook, onde publicaram fotografias da “mancha de destroços” com fragmentos de vários tamanhos.

Estes escombros naturais, que são resultado de uma erupção vulcânica submarina perto de Tonga, no Pacífico Sul, atingiram já uma área enorme, sendo possível vê-la através de imagens de satélite capturadas pela agência espacial norte-americana.

Segundo noticia o Mashable, a “jangada” atingiu, a 13 de Agosto, uma dimensão semelhante à de Manhattan, nos Estados Unidos (59 quilómetros). Em termos de comparação, este valor é maior do que a cidade do Porto (41 quilómetros).

Números mais significativos avança o jornal local 7 News, dando conta que a massa já atingiu os 150 quilómetros quadrados de superfície – são 8.000 campos de futebol.

“Existem provavelmente milhões a mil milhões de pedaços de pedra-pomes a flutuar todos juntos. Cada peça é uma veículo para alguns organismos marinhos”, explicou ainda o cientistas, dando conta que quando a “ilha flutuante” chegar à Austrália será coberta por uma grande variedade de algas, corais, caranguejos, caracóis e vermes.

Estima-se que a massa chegue à Austrália dentro de 7 a 12 meses.

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27 Agosto, 2019

 

2334: Ilhas Marshall são dez vezes mais radioactivas que Chernobyl

U.S. Army / Wikimedia

Algumas das Ilhas Marshall no Oceano Pacífico – como os atóis Bikini e Enewetak – ainda são mais radioactivas que Chernobyl e Fukushima, embora mais de 60 anos tenham passado desde que os EUA testaram armas radioactivas.

Ao testar o solo para plutônio-239 + 240, os investigadores descobriram que algumas das ilhas tinham níveis entre 10 e 1.000 vezes maiores do que em Fukushima – onde um terremoto e tsunami levaram à fusão de reactores nucleares – e cerca de 10 vezes mais altos do que os níveis na zona de exclusão de Chernobyl.

Os cientistas levaram apenas um número limitado de amostras de solo, o que significa que é necessária uma investigação mais abrangente. Independentemente disso, ficaram surpreendidos que nem os governos nacionais nem as organizações internacionais tivessem “qualquer orientação adicional sobre os níveis de plutónio permissíveis no solo”, embora os níveis nas Ilhas Marshall fossem altos.

Depois de lançar bombas atómicas nas cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki em 1945, efectivamente terminando a II Guerra Mundial, os EUA decidiram testar mais armas radioactivas. Alguns desses testes ocorreram nas Ilhas Marshall, uma cadeia de ilhas entre o Hawai e as Filipinas, um distrito do Território da Confiança das Ilhas do Pacífico – administrado pelos EUA em nome das Nações Unidas.

As duas primeiras bombas – chamadas Able e Baker – foram testadas no Atol de Bikini em 1946 e deram início a um período de 12 anos de testes nucleares nos atóis Bikini e Enewetak, durante os quais os EUA testaram 67 armas nucleares.

O primeiro teste da bomba de hidrogénio – Ivy Mike – foi testado em Enewetak em 1951. Os EUA realizaram o seu maior teste de bomba de hidrogénio no Atol de Bikini – a bomba de 1954 do Castelo Bravo, que foi mais de 1.000 vezes mais poderosa que “Little Boy”, a arma de urânio que dizimou Hiroshima.

Além de contaminar os atóis Bikini e Enewetak, a precipitação nuclear dos testes também choveu e as pessoas que vivem nos atóis de Rongelap e Utirik adoeceram, de acordo com a Live Science.

Em 2016, uma equipe de investigadores da Universidade de Columbia, em Nova Iorque, publicou um estudo na revista Proceedings of National Academy of Sciences sobre a radiação gama de fundo em três dos atóis Marshall do norte: Enewetak, Bikini e Rongelap. Descobriram que os níveis de radiação no Bikini eram mais altos do que o relatado anteriormente, por isso decidiram fazer estudos mais aprofundados sobre a radioactividade nas ilhas.

Agora, a mesma equipa escreveu três novos estudos, publicados na revista PNAS, em quatro dos atóis nas ilhas do norte de Marshall: Bikini, Enewetak, Rongelap e Utirik. Os níveis externos de radiação gama foram significativamente elevados no Atol de Bikini; na ilha de Enjebi no Atol de Enewetak; e na Ilha Naen, no Atol Rongelap, em comparação com uma ilha no sul das Ilhas Marshall, que os cientistas usaram como controlo.

Os níveis nas ilhas Bikini e Naen eram tão altos que ultrapassaram o limite máximo de exposição que os EUA e a República das Ilhas Marshall concordaram.

Os cientistas também descobriram que as ilhas de Runit e Enjebi no Enewetak Atoll, bem como nas ilhas Bikini e Naen, tinham altas concentrações de isótopos radioactivos no solo. Essas quatro ilhas tinham níveis de plutónio radioactivo que eram mais altos que Fukushima e Chernobyl.

No segundo estudo, os investigadores trabalharam com mergulhadores profissionais, que recolheram 130 amostras de solo da cratera Castle Bravo, no Atol de Bikini. O nível de alguns dos isótopos – plutônio-239.240, amerício-241 e bismuto-207 – tinha uma ordem de magnitude maior do que os níveis encontrados noutras ilhas Marshall.

Estas descobertas são importantes porque “medir a contaminação radioativa do sedimento da cratera é um primeiro passo para avaliar o impacto geral dos testes de armas nucleares nos ecossistemas oceânicos”.

No terceiro estudo, os cientistas testaram mais de 200 frutas – a maioria cocos e pandanus – em 11 das ilhas de quatro diferentes atóis no norte das Ilhas Marshall. Os níveis de césio-137 não pareciam bons para uma grande parte dos frutos dos atóis Bikini e Rongelap, que tinham níveis de radioactividade superiores aos considerados seguros por vários países e organizações internacionais

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18 Julho, 2019

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2287: O “deserto” mais remoto do mundo está no oceano

CIÊNCIA

MPI Marine Microbiology / YouTube

O corpo de água mais remoto do mundo, localizado na metade sul do oceano Pacífico, é considerado pelos cientistas como um deserto, uma vez que abriga a menor e menos variedade fauna marinha de todo o planeta.

Agora, segundo escrevem o Science Alert e o Science Daily, os cientistas acabam de descobrir o quão “morto” está este “deserto” e quem são os seus poucos habitantes.

Em causa está uma área em torno do chamado pólo oceânico de inacessibilidade – também conhecido como ponto Nemo que corresponde ao ponto mais distante de qualquer costa. Este ponto é também precisamente o centro do chamado giro do Pacífico Sul, uma corrente circular que abrange 10% da superfície oceânica total do planeta.

A zona, que “mora” entre o Chile e a Nova Zelândia, foi explorada por cientistas do Instituto Max Planck, na Alemanha, durante seis semanas. Durante este período de tempo, a equipa viajou cerca de 7.000 quilómetros e recolheu amostras de água a profundidades compreendidas entre os 20 e os 5.00 metros. Posteriormente, estas amostras foram analisadas a bordo de um navio a fim de encontrar material orgânico.

“Para a nossa surpresa, encontramos cerca de um terço de células a menos nas águas superficiais do Pacífico Sul, em comparação com os giros oceânicos do [oceano] Atlântico”, disse Bernhard Fuchs, cientista que fez parte da expedição, citado em comunicado.

“Foi, provavelmente, o menor número de células já medido em águas superficiais do oceano”, acrescentou o especialista. A equipa concluiu que as regiões árcticas alojam mais formas de vida do que este “deserto” localizado no Pacífico.

Quanto aos habitantes destas água, os cientistas apontaram que se tratam apenas de microrganismos especialmente adaptados para sobreviver num ambiente onde escasseiam nutrientes da costa e onde existem elevados níveis de radiação ultravioleta.

Ainda de acordo com a investigação, cujos resultados foram esta semana publicados na revista científica especializada Environmental Microbiology, outra das descobertas surpreendentes foi um número inesperado de micróbios conhecidos como AEGEAN-169 na superfície do oceano. Nas palavras dos cientistas, estes organismos são especialmente resistentes, sendo, até então, encontrados apenas em águas profundas.

Tal como explicou Greta Reintjes, outra cientista que participou na expedição, este “interessante potencial adaptação” indica que a distribuição de microrganismos difere significativamente em diferentes profundidades nestas águas.

Os especialista frisaram por fim que os resultados poderiam lançar luz sobre como seria a vida noutros planetas com habitats extremos como este, que, para além de ter as águas mais claras de todos os oceanos, é também um famoso cemitério de naves espaciais.

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8 Julho, 2019

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2255: Há uma zona no Pacífico “imune” ao aquecimento global (e os cientistas já sabem porquê)

CIÊNCIA

(CC0/PD) Mariamichelle / pixabay

Uma equipa de cientistas da Universidade da Colúmbia, nos Estados Unidos, revelou o motivo pelo qual uma área do Oceano Pacífico é “imune” ao aquecimento global, segundo um novo estudo.

De acordo com a publicação, cujos resultados foram esta semana publicados na revista científica especializada Nature Climate Change, a equipa conseguiu explicar porque é que aquela “língua equatorial fria” – tal como são descritas pela comunidade científica – não aquece como todas as águas do mundo.

A área em causa, localizada ao longo do Equador e que se estende desde o Peru até ao Pacífico ocidental, permanece fria graças aos ventos alísios da região, que afastam a água quente da superfície, fomentando assim a elevação das águas frias das profundezas.

“Os ventos alísios sopram de leste a oeste através do Oceano Pacífico tropical”, explicou Richard Seager, autor principal do estudo e cientista daquela universidade norte-americana em declarações à Newsweek. “Devido à rotação da Terra, os ventos dirigem as águas” do oceano para o norte e para o sul do equador.

Segundo o mesmo site, e apesar do efeito destes ventos, esta área tem confundido a comunidade científica já há algum tempo, uma vez que os modelos computacionais avançados sobre o clima sugerem que as águas de “língua equatorial fria” deveriam estar a aquecer durante décadas a um ritmo superior ao do resto do Pacífico.

Contudo, esta área parece ser imune às alterações climáticas, uma vez os dados mostram que a temperatura das suas águas permanece relativamente baixa e estável.

A publicação recente considera, no entanto, que este fenómeno pode ser compatível como os modelos sobre o aquecimento global. “O descompasso entre as mudanças observadas na temperatura da língua fria nas últimas décadas e os modelos [do clima] é bastante surpreendente”, explicou Seager, dando conta que área deveria ter aquecido 0,8 graus Celsius ou mais nos últimos 60 anos, mas apenas aqueceu metade do esperado.

Através de simulações computorizadas, os cientistas descobriram que as línguas frias tendem a orientar-se para ambientes equatoriais “que têm uma humidade relativa muito alta e velocidades de vento muito baixas”, o que faz com que a temperatura da superfície do mar seja “muito sensível ao aumento de gases com efeito de estufa”, coisa que neste região não acontece uma vez que a “água fria que emerge de baixo”, rematou.

ZAP //

Por ZAP
1 Julho, 2019

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2095: Um “caixão” nuclear pode estar a verter partículas radioactivas no Oceano Pacífico

No início deste mês, António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, disse estar preocupado que uma espécie de caixão com décadas de idade possa estar a verter partículas radioactivas no Oceano Pacífico.

Entre 1946 e 1958, o governo dos Estados Unidos testou 67 armas nucleares nas Ilhas Marshall, incluindo a bomba de hidrogénio Bravo de 1954, mil vezes maior que a bomba atómica de Hiroshima – a maior e mais poderosa arma nuclear já detonada pelos EUA.

Os testes ocorreram na superfície de lagoas de atol, muitas das ilhas e debaixo de água. Este sedimento contaminado de ilhas locais poderá ter eventualmente fluído para o Oceano Pacífico Norte.

No final dos anos 1970, o governo dos EUA recolheu solo radioactivo de ilhas vizinhas contaminadas e enterrou cerca de 84 mil metros cúbicos numa cratera criada por uma bomba no Atol de Enewetak. As autoridades cobriram a precipitação com uma cúpula de betão de 45 centímetros de espessura que se tornou conhecida como Cactus Dome, ou Runit Dome – mas era supostamente uma solução temporária.

O fundo do poço não foi revestido e, como a exposição causou a formação de rachaduras na cúpula, as autoridades estão preocupadas com a possibilidade de estarem a libertar material radioactivo no oceano, uma ameaça que só deve piorar com o aumento do nível do mar e aumento da frequência de tempestades intensificadas pela mudança climática.

“Está cheia de contaminantes radioactivos que incluem o plutónio-239, uma das substâncias mais tóxicas conhecidas pelo homem”, disse o senador Jack Ading, da Marshall Islands, à Agência France-Presse. “O caixão está a verter veneno no meio ambiente.”

Depois de os militares dos EUA se retiraram da região em 1986, pagou-se um “acordo completo de todas as reivindicações, passadas, presentes e futuras” relacionadas com o programa de testes nucleares. No entanto, muitos argumentam que as retribuições não foram suficientes.

“Acabo de estar com o presidente das Ilhas Marshall, que está muito preocupado porque há um risco de derrame de materiais radioactivos que estão contidos numa espécie de caixão na área”, disse Guterres em Fiji.

Uma inspecção dos EUA em 2013 descobriu que a precipitação radioactiva nos sedimentos da lagoa já é tão alta que até mesmo uma “falha catastrófica” não resultaria num aumento na exposição à radiação para cerca de 800 residentes. As descobertas confirmaram uma “rápida resposta da maré” ao aumento da água subterrânea sob a estrutura.

Sob um cenário de libertação mais plausível, existe o potencial de contaminação das águas subterrâneas do domo para o ambiente marinho.

Um estudo de 2018 que calculou os fluxos de radioactividade nas águas da lagoa descobriu que os Atóis Bikini e Enewetak ainda são uma fonte de longo prazo de Plutónio e Césio para o Pacífico Norte. Além disso, níveis mais altos de precipitação radioactiva na água do mar e nos sedimentos são encontrados mais nesta região do que nos oceanos do resto do mundo. Em particular, o Runit contribui para cerca de metade do plutónio na coluna de água da lagoa Enewetak.

No entanto, os investigadores concluíram que as águas subterrâneas debaixo da cúpula não são uma fonte significativa. O governo acrescenta que a água subterrânea que flui para o recife oceânico será “muito rapidamente diluída” e resultaria em pouco ou nenhum aumento mensurável na radiação para populações marinhas ou humanas.

ZAP //

Por ZAP
2 Junho, 2019



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1245: A mais profunda erupção vulcânica criou um incrível jardim de vidro

CIÊNCIA

No mais profundo local dos oceanos, sob a Fossa das Marianas, no Pacífico, uma equipa de cientistas descobriu um incrível e vasto “jardim” de vidro vulcânico. 

Esta vasta e extraordinária área é fruto da erupção vulcânica mais profunda até agora conhecida na Terra. O fenómeno geológico ocorreu em 2015, a cerca de 4 a 4,5 quilómetros abaixo do nível médio do mar, relata a revista Frontiers in Earth Science.

Localizada quase na extremidade da Fossa das Marianas, este lugar estende-se por mais de sete quilómetros sobre a região de Mariana Trough, uma bacia em arco no oeste do Pacífico. De acordo com os investigadores, o vidro formou-se como resultado da imediata solidificação do magma ao encontrar fluxos de água fria.

Após a erupção, o calor inicial da lava começa a desaparecer e as correntes trazem várias espécies marinhas para habitar a zona, potenciando a criação de novas espécies, explicou a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOOA)

“Os vulcões submarinos podem ajudar-nos a perceber como funcionam os vulcões terrestres e como influem na composição química dos oceanos, o que pode afectar significativamente os ecossistemas locais”, revelou o geólogo Bill Chadwick, da NOAA.

Por tudo isto, esta é uma oportunidade rara de estudar erupções vulcânicas submarinas, uma vez que, por norma, estas só são descobertas muito depois da erupção ter ocorrido. Até ao momento, apenas 40 fluxos de lava foram detectados.

“É uma especial oportunidade de aprendizagem e nós fomos capazes de encontrá-la”, disse outro dos investigadores, o geólogo Bill Chadwick.

A primeira visita tripulada à Fossa das Marianas, localizada a 11.034 metros de profundidade na fronteira convergente entre as placas tectónicas do Pacífico e das Filipinas, foi realizada pelo norte-americano Don Walsh e pelo suíço Jacques Piccard, em 1960.

Em 2012, o director de cinema James Cameron repetiu a façanha, tornando-se a primeira pessoa a chegar até à zona sozinha.

ZAP // SputnikNews / ScienceAlert

Por ZAP
5 Novembro, 2018

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1233: Raro polvo-Dumbo filmado nas águas profundas do Pacífico

CIÊNCIA

Nas águas profundas do Pacífico, ao largo da costa do estado norte-americano da Califórnia, uma equipa de cientistas marinhos teve a sorte de capturar uma rara e maravilhosa aparição: um fantástico polvo Dumbo.

Apesar de serem absolutamente adoráveis, é muito difícil observar polvos Dumbo (Grimpoteuthis) frequentemente, uma vez que esta espécie vive bastante abaixo da superfície do oceano, onde raramente os humanos se aventuram.

Felizmente, a equipe de E/V Nautilus é capaz de explorar estas profundidades com a ajuda de veículos subaquáticos operados remotamente, como o ROV Hercules. Actualmente, a sua expedição passa por estudar o Davidson Seamount, um vulcão extinto no Santuário Marinho Nacional da Baía de Monterey, na Califórnia.

Esta é uma captura em vídeo excepcional e a reacção dos cientistas vai exactamente nesse sentido: “Meu Deus é o pequeno Dumbo?”, indagou um especialista, repetindo-se quase de imediato de um coro entoando “Dumbo”, “Meu Deus”, “Tão bom!”.

Filmadas pela câmara de alta resolução do ROV Hercules, as imagens capturaram detalhes extraordinários do cefalópode enquanto este vai girando, ondulando o seu manto, virando e batendo as barbatanas nas laterais da sua cabeça, de forma semelhante às orelhas do célebre elefante dos desenhos animados da Disney, o Dumbo.

Normalmente, esta espécie de polvos mede cerca de 20 a 30 centímetros, embora um espécime incomum já tenha sido registado com quase 2 metros de comprimento.

A três quilómetros de profundidade, a região onde este incrível Dumbo foi avistado é conhecida como um oásis, uma espécie de jardim de águas profundas com corais e esponjas – e está repleto de polvos!

Recentemente, numa outra expedição na mesma área, a equipa descobriu o maior berçário de polvos do mundo, tendo contabilizado mais de mil espécimes de Muusoctopus robustus, enrolados em si mesmos, de forma a proteger os seus ovos.

ZAP // Science Alert

Por ZAP
3 Novembro, 2018

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1222: O maior berçário de polvos do mundo foi descoberto no fundo do Pacífico

CIÊNCIA

Photograph by Alex Postigo,

Uma equipa de cientistas marinhos encontrou o maior “berçário” de polvos do mundo no fundo do Oceano Pacífico, perto da costa de Monterey, no estado norte-americano da Califórnia. 

A descoberta, levada a cabo por uma expedição científica do projecto EVNautilus, detectou o maior viveiro de polvos já encontrado nas fendas de um vulcão submarino extinto, contabilizando mais de mil espécimes.

Esta impressionante concentração de polvos (Muusoctopus robustus) foi encontrada numa área rochosa e inexplorada, localizada a cerca de 3 mil metros de profundidade. A maioria das fêmeas da colónia tinham as suas extremidades invertidas, debruçando-se sobre os seus ovos de forma a protegê-los.

De acordo com os média locais, esta é a segunda vez que uma aglomeração deste tipo é descoberta. O primeiro “berçário” foi descoberto na Costa Rica no entanto, a sua dimensão era mais pequena do que o agora encontrado na Califórnia.

Nunca descobrimos algo assim na costa oeste dos Estados Unidos (…) nem nunca descobrimos no mundo algo com estes números”, disse o investigador Chad King.

Esta é uma descoberta sem precedentes. Os polvos são amplamente conhecidos como animais solitários, sendo raro encontrar tantos exemplares num só local – embora estudos recentes afirmem que estes animais não são tão solitários como imaginávamos.

“Descemos o flanco este da pequena colina e foi aí que, inesperadamente, começamos a ver algumas dúzias de polvos aqui, dúzias de polvos ali, dúzias de dúzias, dezenas em toda a parte“, acrescentou King em declarações à National Geographic.

O especialista explicou que a descoberta sugere que existem potenciais “habitats essenciais” para diferentes espécies e, por isso, é necessário proteger a área.

Além disso, notaram os cientistas, a água parecia brilhar em vários lugares onde os polvos se concentravam, como uma espécie de “oásis ou uma onda de calor”.

Os especialistas acreditam que pode estar a sair água quente do afloramento rochoso, fazendo com que os polvos escolham resguardar-se nesses pontos, de forma a utilizar o calor para ajudar na incubação do seus ovos.

“Parecia, definitivamente, que os polvos queriam estar lá“, rematou King.

ZAP // RT / ScienceAlert

Por ZAP
31 Outubro, 2018

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1197: lha havaiana desapareceu do mapa (e a culpa foi do furacão Walaka)

Imagens de satélite, divulgadas esta semana, revelam que a East Island foi aniquilada por fortes tempestades na sequência do furacão Walaka, um dos furacões mais intensos do Pacífico, que atingiu a região no início do mês.

Imagens de satélite, divulgadas esta semana pelo Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos, mostram a faixa de areia branca quase inteiramente desaparecida após a passagem do furacão Walaka, que passou pelas ilhas do noroeste do Havai como uma enorme tempestade de categoria 3, no início deste mês.

East Island, juntamente com a vizinha Tern Island, também danificada pelo furacão, eram um importante local de reprodução de foca-monge-do-havai, uma espécie em grave perigo de extinção, e a casa da tartaruga verde, também ameaçada, além de outras espécies de aves marinhas. East Island era a segunda maior ilha do atol French Frigate Shoals e um autêntico abrigo de biodiversidade.

Este habitat vital, que agora existe apenas debaixo das ondas do mar, não poderá voltar a ser um território seguro e seco para estes animais. Apesar de os investigadores ainda não terem avaliado a escala da ameaça à vida selvagem local, sugerem que a escala é grave.

“As espécies são resilientes até certo ponto”, disse o biólogo Charles Littnan, da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA). “Mas essa resiliência pode terminar.”

(dr) East Island after Hurricane Walaka
East Island, antes e depois do furacão

Ao Huffington Post, Charles Littnan, director da Administração Oceânica e Atmosférica dos EUA, disse que, muito provavelmente, vai demorar vários anos até se conseguir perceber o que a perda da ilha representa para estas espécies. Além disso, o biólogo destacou ainda que a probabilidade de ocorrências como esta aumenta com as alterações climáticas.

Por sua vez, o superintendente da reserva marinha de Papahanaumokuakea, Athline Clark, descreve as imagens de satélite como “impressionantes” e afirma que, apesar de as implicações a longo prazo não serem claras, o desaparecimento da ilha vai ter efeitos significativos nos ciclos de reprodução futuros.

Os cientistas não têm a certeza se o desaparecimento desta ilha é um incidente isolado. “Vamos assistir a muitas histórias semelhantes nos próximos anos“, escreveu o ambientalista Bill McKibben, citado pelo ScienceAlert.

ZAP //
Por ZAP
25 Outubro, 2018

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1007: Descobertas novas espécies de “peixe-caracol” nas profundezas do Pacífico

CIÊNCIA

Cientistas da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, descobriram três novas espécies do chamado “peixe-caracol” na Fossa do Atacama, localizada nas profundezas do Oceano Pacífico.

Na sua última viagem à Fossa do Atacama, um dos pontos mais profundos do Oceano Pacífico, uma equipa de cientistas da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, descobriu três novas espécies do chamado “peixe-caracol”.

Os espécimes, que se encontravam a mais de 6.400 metros de profundidade, foram temporariamente baptizados de “peixes rosa, azul e roxo de Atacama”, fazendo parte da família dos Liparidae.

“Tal como se pode ver pelas filmagens, há várias presas de invertebrados nas profundezas e estes peixes-caracol [como também são chamados] são os principais predadores”, explica o investigador da universidade britânica, Thomas Linley, citado pelo Science Alert.

“Parecem ser bastante activos e também parecem estar muito bem alimentados”, acrescenta o cientista, que foi um dos principais responsáveis desta expedição.

Tomografia computorizada do peixe-caracol de Atacama

Estes peixes não têm escamas e as partes mais complexas do seu corpo são os dentes e os ossos do ouvido interno, que lhes dão equilíbrio, acrescentou o Linley, explicando que são esses os recursos que os ajudam a viver nas profundezas do oceano.

“A estrutura gelatinosa mostra que estão perfeitamente adaptados a viver sob pressão extrema. (…) Sem essa pressão e sem frio para suportar o corpo, estes peixes são extremamente frágeis e derretem rapidamente quando são trazidos à superfície”, explica.

No entanto, os cientistas foram capazes de trazer uma das novas espécies à superfície, depois de nadar para dentro de uma das suas armadilhas. O espécime foi preservado, está em “muito boas condições” e está a ser estudado por uma equipa onde se incluem investigadores do Museu de História Natural de Londres.

ZAP //

Por ZAP
13 Setembro, 2018

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