2866: Dois veleiros robotizados vão medir alterações climáticas no Atlântico

CIÊNCIA

(CC0/PD) Mariamichelle / pixabay

Dois veleiros de navegação robotizada vão medir, durante os próximos quatro meses, a pegada das mudanças climáticas no oceano Atlântico e irão passar pela Madeira e Cabo Verde.

A Plataforma Oceânica das Canárias (PLOCAN) libertou esta sexta-feira na costa da Gran Canária dois veleiros autónomos, carregados com todo o tipo de sensores científicos, que vão recolher dados acerca da acidificação das águas, que provoca a crescente presença de dióxido de carbono na atmosfera, relatou a agência de notícias Efe. Os navios seguem agora para Cabo Verde e mais tarde irão rumar em direcção à Madeira.

Saildrone @saildrone

In a paper in the journal Oceanography, Saildrone was compared against state-of-the-art mooring measurements being collected for the -funded Salinity Processes in the Upper Ocean Regional Study 2 (SPURS-2) project. https://www.oceannews.com/news/science-technology/study-finds-saildrone-effective-for-air-sea-interaction-studies 

Esta recolha de dados faz parte da experiência (Atl2Med do Atlântico ao Mediterrâneo) que envolve 12 instituições científicas de vários países – Portugal, Alemanha, França, Bélgica, Finlândia e Espanha. No projecto Atl2Med participa o Instituto Hidrográfico de Portugal.

Os dois veleiros são drones marinhos, com capacidade para navegar tanto de forma autónoma como pilotada por via satélite desde o centro de controlo em Alameda, na Califórnia (EUA), a quase 9500 quilómetros do lugar de onde foram lançados, na costa leste da Gran Canária.

A sua resistência foi provada há apenas dois meses: os dois veleiros contornaram a Antártida e viajaram quase 22 mil quilómetros no caminho de volta à base nos Estados Unidos.

“O objectivo desta missão é recolher informação acerca do dióxido de carbono na água e da acidificação do oceano. O outro objectivo é estudar as correntes da costa”, explicou uma das operadoras dos navios robotizados, Katie Cornetta. “Vão-se medir muitas coisas, mas o parâmetro principal é o CO2. Entender como funciona é um dos problemas-chave para estudar as alterações climáticas”, acrescentou o director da Plataforma Oceânica das Canárias, Octavio Llinás.

ZAP // Lusa

Por Lusa
19 Outubro, 2019

 

2659: O Oceano Atlântico pode começar do outro lado do mundo

CIÊNCIA

Tiago Fioreze / wikimedia

Uma questão chave para os cientistas do clima é sobre a possível desaceleração do sistema de circulação principal do Oceano Atlântico, o que poderia ter consequências dramáticas para a Europa e outras zonas.

Porém, um novo estudo sugere que a ajuda para este oceano pode vir de uma fonte inesperada: o Oceano Índico. O novo estudo, conduzido por Shineng Hu, da Scripps Institution of Oceanography da Universidade da Califórnia-San Diego, e Alexey Fedorov, da Yale University, publicado na revista Nature Climate Change, é o mais recente de uma crescente corpo de pesquisa que explora a forma como o aquecimento global pode alterar os componentes do clima global, como a circulação de retorno do Atlântico Sul (AMOC).

A AMOC é um dos maiores sistemas de circulação de água do planeta. De acordo com a Europa Press, funciona como uma escada rolante líquida: transporta água quente até ao Atlântico Norte através de uma corrente superior e envia água mais frio para o sul através de uma corrente mais profunda.

Ainda quem se tenha mantido estável durante milhares de anos, os dados dos últimos 15, assim como as projecções de modelos de computador, têm preocupado alguns cientistas porque tem mostrado sinais de desaceleração durante esse período. Desconhece-se, porém, se é o resultado do aquecimento ou apenas uma anomalia a curto prazo relacionada com a variabilidade natural do oceano.

“Ainda não há consenso”, admite Fedorov, “mas acredito que a questão da estabilidade do AMOC não deve ser ignorada. A mera possibilidade de colapso deve ser motivo de preocupação numa época em que a actividade humana está a forçar mudanças significativas nos sistemas da Terra”.

“Sabemos que a última vez que a AMOC enfraqueceu substancialmente foi há 15 mil a 17 mil anos e teve um impacto global”, acrescentou. “Estamos a falar de Invernos duros na Europa, com mais tempestades ou um Sahel mais seco na África devido à mudança descendente da faixa de chuva tropical, por exemplo”.

Grande parte do trabalho de Fedorov e Hu concentra-se em mecanismos e características climáticas específicas que podem estar a mudar devido ao aquecimento global. Usando uma combinação de dados de observação e modelos sofisticados de computador, rastreiam os efeitos que as alterações podem ter com o tempo.

Para o novo estudo, analisaram o aquecimento no Oceano Índico. “O Oceano Índico é uma das impressões digitais do aquecimento global”, disse Hu. “O aquecimento do Oceano Índico é considerado um dos aspectos mais fortes do aquecimento global”.

Os investigadores apontam que o seu modelo indica uma série de efeitos em cascata que se estendem do Oceano Índico ao Atlântico: à medida que o Oceano Índico aquece cada vez mais rápido, gera chuvas adicionais. Isto, por sua vez, atrai mais ar de outras partes do mundo, incluindo o Atlântico, para o Oceano Índico.

Com tantas chuvas no Oceano Índico, haverá menos chuvas no Oceano Atlântico. Menos chuvas levarão a uma maior salinidade nas águas da porção tropical do Atlântico, porque não haverá tanta água da chuva para diluí-la. A água salgada no Atlântico, ao chegar ao norte através do AMOC, arrefecerá muito mais rápido que o normal e afundará mais rápido.

“Isso funcionaria como um impulso para o AMOC, intensificando a circulação”, explica Fedorov. “Por outro lado, não sabemos por quanto tempo esse aquecimento melhorado do Oceano Índico continuará. Se o aquecimento de outros oceanos tropicais, especialmente o Pacífico, chegar ao oceano Índico, a vantagem do AMOC vai parar”.

Esta última descoberta ilustra a natureza intrincada e interconectada do clima global. À medida que os cientistas tentam entender os efeitos das mudanças climáticas, devem tentar identificar todas as variáveis ​​e mecanismos climáticos que podem desempenhar um papel.

ZAP //

Por ZAP
18 Setembro, 2019

 

2248: Há uma reserva gigante de água doce oculta debaixo do Oceano Atlântico

CIÊNCIA

Tiago Fioreze / wikimedia

O fundo do Oceano Atlântico esconde um tesouro muito valioso: água doce. Geólogos da Universidade de Colúmbia afirma que na costa nordeste dos EUA há quase três mil quilómetros cúbicos de água doce presa em sedimentos porosos sob a água salgada do mar.

A descoberta, embora surpreendente, era algo do qual já se suspeitava. Especialistas acreditam que este tipos de depósito de água doce são abundantes, mas muito pouco se sabe sobre os seus volumes e a sua distribuição no planeta.

Os cientistas acreditam que este aquífero é o maior já encontrado e avaliam-nos como “gigantesco”. Segundo os seus cálculos, a reserva vai da costa do estado de Massachusetts até Nova Jérsia e abrange cerca de 350 quilómetros da costa do Atlântico nessa região dos EUA. Se a reserva estivesse na superfície, formaria um lago de cerca de 40 mil quilómetros quadrados.

Para detectar a reserva de água, os investigadores usaram ondas electromagnéticas. Uma pista que eles já tinham é que, nos anos 70, algumas companhias petrolíferas que perfuravam a costa não extraíam petróleo, mas sim água doce. Os cientistas, no entanto, não sabiam se eram apenas depósitos isolados ou algo muito maior.

Agora, para conhecer a área em detalhe, lançaram sondas a partir de um barco para medir o campo electromagnético nas profundezas. A água salgada é melhor condutora de ondas electromagnéticas do que a água doce, por isso, pelo tipo de sinais de baixa condutância que receberam, puderam concluir que havia água doce oculta.

De acordo com o estudo publicado na revista Scientific Reports, os geólogos também concluíram que os depósitos são mais ou menos contínuos, estendendo-se da linha da costa até cerca de 130 quilómetros mar adentro. Na sua maioria, estão entre 180 metros e 360 ​​metros abaixo do fundo do oceano.

Os geólogos acreditam que a água doce se possa ter armazenado ali de duas maneiras. Por um lado, acredita-se que no final da Idade do Gelo, grandes quantidades de água doce acabaram presas em sedimentos rochosos, algo que os especialistas chamam de “água fóssil”.

Por outro lado, estudos recentes mostram que os reservatórios provavelmente também se alimentam de chuva e de corpos de água que se infiltram através dos sedimentos na terra e alcançam o mar.

Os investigadores dizem que, de maneira geral, a água do aquífero é mais doce perto da costa e mais salgada à medida que entra no mar. Isso pode significar que, com o passar do tempo, os dois tipos de água se vão misturando.

A água doce terrestre geralmente contém sal em quantidades inferiores a uma parte por mil. Esta é a mesma quantia que encontraram na reserva aquática perto da costa. Nos seus limites externos, o aquífero alcança 15 partes por mil. Em comparação, a água do mar normalmente tem 35 partes por mil.

Segundo explica o geofísico Kerry Key, co-autor do estudo, para usar água das partes mais distantes do aquífero seria preciso dessalinizá-la para a maioria da sua utilização, mas, em todo caso, o custo seria menor do que processar água do mar. O estudo de Key sugere que estas reservas poderiam ser encontradas em muitas outras partes do mundo e poderiam fornecer água potável a lugares áridos que precisam urgentemente dela.

“Provavelmente não temos de fazer isso nesta região”, disse Key em comunicado. “Mas se pudermos demonstrar que existem grandes aquíferos noutras regiões, poderia representar um recurso adicional em lugares como o sul da Califórnia, a Austrália ou a África.”

ZAP //

Por ZAP
29 Junho, 2019

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1937: Oceano Atlântico pode estar a encolher. A prova foi descoberta ao largo da costa portuguesa

CIÊNCIA

A procura pela resolução do enigma da fonte do terramoto de 1755, em Lisboa, levou um investigador português a confirmar uma anomalia na crosta terrestre, ao largo da costa portuguesa, que pode explicar por que ocorrem sismos violentos numa zona aparentemente calma e ser um indício de que o Oceano Atlântico está a encolher.

O investigador João Duarte, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (UL), estuda há décadas a costa portuguesa, com o intuito de traçar o mapa tectónico da zona e, especialmente, para perceber o que causou o grande terramoto de 1755.

As conclusões da investigação de João Duarte são divulgadas pela revista National Geographic, antes da publicação do artigo científico.

A fonte do sismo de 1755 sempre foi “um enigma”, porque “há 250 anos não havia registos”. Mas o sismo de 1969 já foi registado por sismógrafos, tendo ocorrido numa zona plana do fundo do mar, longe da falha tectónica, a zona instável onde se unem as placas rochosas da crosta terrestre, que fica no meio do Oceano Atlântico.

Com a investigadora Chiara Chiviero, também da UL, foram compilados todos os registos sismográficos para a zona da anomalia, incluindo dados recolhidos no fundo do oceano durante 11 meses, em 2007. Depois, com o auxílio do investigador Nicolas Riehl, da Universidade de Mainz, na Alemanha, foi criado um modelo computorizado.

Foi assim que o investigador português constatou que a parte inferior da placa tectónica da costa de Portugal parece estar a afundar-se sob a placa continental, um processo de subducção que, arrastando-se ao longo de milhões de anos, poderá significar que os continentes europeu e americano se estão novamente a aproximar, levando ao encolhimento e ao eventual desaparecimento do Oceano Atlântico.

A confirmarem-se os dados apurados pela investigação, será “a primeira vez que uma placa oceânica foi apanhada no acto de descascar – e pode marcar um dos primeiros estágios do encolhimento do Oceano Atlântico, enviando a Europa a avançar em direcção ao Canadá, como previsto por alguns modelos de actividade tectónica”, destaca a The National Geographic.

A fonte dos sismos de 1969 e 1755

“Não havia falhas conhecidas, cartografas naquela zona e o que descobrimos foi que existe uma estrutura enterrada, em profundidade, que não tem expressão à superfície mas está lá. Conseguimos visualizá-la pela primeira vez”, salienta João Duarte na TSF.

“Se esta estrutura que agora identificamos foi a fonte do sismo de 1969 poderá será também a de 1755”, acrescenta o investigador, realçando que “é um passo lógico pensar que aquela poderá ser a estrutura que está a gerar os grandes sismos naquela zona”.

Em declarações à agência Lusa, João Duarte destaca que a descoberta muda a percepção sobre o risco sísmico ao largo da costa portuguesa que vem, então, de uma zona chamada Planície Abissal da Ferradura, situada a 250 quilómetros a sudoeste do cabo de São Vicente.

“É o local de início de um processo de subducção, em que uma placa cai por baixo ou se descasca”, conhecida nas margens do Oceano Pacífico e em zonas de grande actividade sísmica, como o Japão, salienta o investigador do Departamento de Geologia da UL.

A descoberta geológica “permite perceber que tipo de sismo aquela estrutura pode gerar, o quão grande e podemos fazer uma previsão muito mais informada do tipo de sismo que podemos ter na nossa margem”, esclarece João Duarte na TSF.

Todavia, o investigador realça que “não é possível dizer que vai haver mais sismos porque este é um processo absolutamente lento, demora 10 a 20 milhões de anos“.

A regularidade dos sismos é “um mito urbano”, considera ainda, frisando que aqueles são irregulares e que a sua ciclicidade é apenas estatística.

Considera-se, actualmente, que um sismo na costa portuguesa na ordem dos 8,5 a 9 graus na escala de Richter, como o de 1755, se repete “entre mil a dois mil anos”, mas este número pode não significar nada se os sismos de grande dimensão se sucederem em períodos mais curtos de tempo, como é comum, “não se sabe bem porquê”, destaca João Duarte.

Além disso, um sismo de magnitude 6, estatisticamente mais frequente, mais perto da costa ou debaixo de uma cidade pode ter efeitos ainda devastadores, conclui.

ZAP // Lusa

Por ZAP
7 Maio, 2019

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1687: SpaceX Crew Dragon Splashes Down in Atlantic to Cap Historic Test Flight

Splashdown occurred at 8:45 a.m. EST about 230 miles off the Florida coast.

The first mission of SpaceX’s new astronaut taxi is in the books.

The Crew Dragon capsule splashed down in the Atlantic Ocean off the Florida coast today (March 8) at 8:45 a.m. EST (1345 GMT), wrapping up a historic mission to the International Space Station (ISS).

There were no astronauts aboard this flight, only the sensor-packed dummy Ripley named after a character from the “Alien” films. But the success of the test flight, known as Demo-1, helps paves the way for a crewed mission of the SpaceX vehicle, perhaps as early as this summer.

That will be a huge milestone when it comes; astronauts haven’t launched to orbit from American soil since NASA retired its space shuttle fleet in July 2011.

Related: SpaceX Dragon Crew Demo-1 Test Flight: Full Coverage


Recovery teams reach SpaceX’s first Crew Dragon in the Atlantic Ocean after its succesful splashdown. (Image: © NASA TV)

“Fifty years after humans landed on the moon for the first time, America has driven a golden spike on the trail to new space exploration feats through the work of our commercial partner SpaceX and all of the dedicated and talented flight controllers at NASA and our international partners,” NASA astronaut Anne McClain radioed Mission Control from the ISS when Crew Dragon undocked from the orbiting lab earlier today.

“This is a new era in human spaceflight,” NASA Administrator Jim Bridenstine said Wednesday (March 6) during a webcast event with Vice President Mike Pence, who spoke to McClain and Canadian Space Agency’s David Saint-Jacques from NASA’s Mission Control center in Houston.

NASA officials said there was a bit of Apollo history involved in today’s Crew Dragon splashdown: It came  nearly 50 years to the day after the Apollo 9 spacecraft returned to Earth in the same area on March 13, 1969.

Related: SpaceX’s Historic Crew Dragon Demo-1 Mission in Pictures

A pioneering flight

A SpaceX Falcon 9 rocket launches the Crew Dragon Demo-1 mission from NASA’s Kennedy Space Center in Cape Canaveral, Florida on March 2, 2019.
(Image: © SpaceX)

NASA is currently dependent on Russian Soyuz rockets and spacecraft to ferry its astronauts to and from the ISS. And this service isn’t cheap; each seat on the three-person Soyuz currently sells for about $80 million.

So, in 2014, NASA signed commercial-crew contracts with SpaceX and Boeing — worth $2.6 billion and $4.2 billion, respectively — to foster the development of homegrown American spaceships. Like SpaceX, Boeing is building a capsule, called CST-100 Starliner.

Back when the contracts were signed, NASA officials said they hoped these private spaceships would be up and running by the end of 2017. That didn’t happen, of course. But both companies are now getting pretty close, as Demo-1 shows.

The mission began Saturday morning (March 2) with a liftoff atop a SpaceX Falcon 9 rocket from Kennedy Space Center in Florida. Crew Dragon carried Ripley and about 450 lbs. (200 kilograms) of supplies for the ISS crew. Also aboard was the adorable “Little Earth” Celestial Buddies plush toy as a “zero-g” indicator. That toy will remain aboard the station — it will be retrieved by SpaceX’s first astroanut crew later this year — but Crew Dragon did return about 330 lbs. (150 kg) of experiment results and other gear to Earth on this flight, NASA officials said.

The main goal of Demo-1 was to test the capsule’s many systems in flight, to make sure Crew Dragon is ready to carry astronauts. And the private spacecraft seems to have hit all its marks.

Crew Dragon docked autonomously at the ISS Sunday morning (March 3) and then stayed attached to the orbiting lab for five days. The capsule departed at 2:32 a.m. EST (0732 GMT) today, survived the fiery descent through Earth’s atmosphere, deployed its parachutes and splashed down gently into the Atlantic’s rolling waves, about 230 miles (370 kilometers) off the Florida coast.

None of this was routine. Crew Dragon is based on SpaceX’s robotic Dragon freighter, which has been flying resupply missions to the ISS under a separate NASA contract since 2012. But the two capsules are very different, SpaceX founder and CEO Elon Musk said.

“Dragon 2, or Crew Dragon, is a fundamental redesign,” Musk said during a postlaunch news conference Saturday. There’s “hardly a part in common with Dragon 1,” he added.

For example, Crew Dragon has seats, windows, a life-support system, touch-screen controls, emergency-escape thrusters and other astronaut-related accoutrements that the cargo version lacks. Crew Dragon also docks directly with the ISS, whereas its older cousin must be grappled by the orbiting lab’s huge robotic arm.

In addition, the crew-carrying capsule has a different parachute system and back-shell shape, neither of which had shown its mettle during an orbital mission. So, a successful return to Earth today was far from guaranteed.

“I see hypersonic re-entry as probably my greatest concern,” Musk said during Saturday’s news conference.

Crewed flight coming

The coming months will be packed with big milestones for both SpaceX and Boeing, if all goes according to plan.

Up next for SpaceX is a test of Crew Dragon’s emergency-escape system, which is designed to get the capsule to safety if a serious problem were to occur during launch. This uncrewed flight, which is currently targeted for June, will employ the same capsule that just came back to Earth.

After that — possibly as early as July — will come Demo-2, Crew Dragon’s astronaut-carrying debut. This landmark test flight will tote NASA’s Bob Behnken and Doug Hurley to and from the ISS. Operational, contracted missions, each of which will ferry four astronauts, will commence sometime thereafter.

Meanwhile, Starliner’s first uncrewed test mission to the ISS could launch as soon as next month. The Boeing capsule’s emergency-escape test and first crewed demonstration flight to the orbiting lab will occur no earlier than May and August, respectively.

“It won’t be long before our astronaut colleagues are aboard Crew Dragon and Boeing Starliner vehicles,” McClain said. “And we can’t wait.”

Space.com managing editor Tariq Malik contributed to this story. Mike Wall’s book about the search for alien life, “Out There” (Grand Central Publishing, 2018; illustrated by Karl Tate) is out now. Follow him on Twitter @michaeldwall. Follow us on Twitter @Spacedotcom or Facebook

Email Tariq Malik at tmalik@space.com or follow him @tariqjmalik. Follow us on Twitter @Spacedotcom and on Facebook.

Space.com
By Mike Wall
08/03/2019

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1581: Há uma ilha na oceano Atlântico que está sempre coberta por uma nuvem

mengfors / pixabay

As Ilhas Faroé são um território dependente da Dinamarca e ficam entre a Escócia e a Islândia. O arquipélago é formado por 18 ilhas de variados tamanhos e é habitado por 47 mil pessoas e muitas ovelhas.

A Lítla Dímun é a menor de todas as ilhas, com menos de um quilómetro quadrado de área, sendo a única desabitada por humanos. O que a torna muito especial é a nuvem que costuma estacionar sobre ela.

Uma nuvem lenticular envolve quase sempre a ilha como um cobertor molhado. A nuvem que se forma sobre a Lítla Dímun fica no pico, mas às vezes invade também a parte mais baixa e chega ao mar gelado.

As nuvens lenticulares são nuvens isoladas que se formam e ficam estacionadas na troposfera, a camada mais baixa da atmosfera. Têm contornos bastante definidos e têm formato de panela, por isso são frequentemente confundidas com naves espaciais.

Essas nuvens normalmente formam-se sobre picos de montanhas ou até sobre prédios altos ou pontes que obstruem o fluxo do ar.

São encontradas com mais frequência no inverno e costumam formar-se no lado mais protegido do vento pela montanha. Elas formam-se quando o ar húmido, que é mais estável, flui de forma vertical sobre uma montanha. Quando esse ar em movimento entra em contacto com ventos que se movem horizontalmente, a nuvem especial forma-se.

Pilotos de aviões evitam voar perto destas nuvens porque essa movimentação de ar causa turbulências severas.

Apesar de ser possível visitar a ilha e escalar as íngremes falésias com ajuda de cordas deixadas por donos de quintas que visitam os seus rebanhos de ovelhas, a viagem é muito rara por conta das condições climáticas difíceis da região. O mais comum é que os turistas admirem a visão das aldeias de Hvalba ou Sandvík na ilha Suðuroy.

ZAP // HypeScience

Por HS
11 Fevereiro, 2019

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1270: Antigos monstros marinhos encontrados em Angola contam história do Atlântico

CIÊNCIA

5telios / Flickr
Crânio de um mosassauro

Nos primeiros tempos de vida do Oceano Atlântico Sul, eram os monstros marinhos que assumiam o comando. Alguns dos seus ossos apareceram ao longo da costa da África Ocidental e estão agora em exposição no Smithsonian Institution, em Washington, contando uma história sobre o nascimento sangrento do oceano.

Os fósseis de gigantescos répteis nadadores chamados de mosassauros foram encontrados nas falésias rochosas de Angola. Não é um país conhecido por fósseis. Aliás, poucos cientistas deram atenção, mas geologicamente, Angola é especial.

Há cerca de 200 milhões de anos, a África fazia parte do super-continente Gondwana. Há 135 milhões de anos atrás, esse continente começou a “partir-se” ao meio e entre os remanescentes  estavam a África e a América do Sul, que lentamente se afastaram.

O Oceano Atlântico Sul preenchia a lacuna entre eles. Como conta o NPR, esta foi uma época de grande turbulência oceânica, na qual ocorreram grandes mudanças no nível médio da água do mar e na temperatura. Criava-se assim um novo habitat, e as criaturas do mar lutavam para possuí-lo.

Dessa luta, saíram vitoriosos os mosassauros que se mantiveram durante mais de 30 milhões de anos. O paleontólogo Louis Jacobs, da Universidade Metodista do Sul, em Dallas,refere que os fósseis encontrados no litoral do país contam a história dos primeiros dias do oceano e de algumas das primeiras criaturas que viveram lá.

O cientista, juntamente com os seus colegas, está a reconstruir uma esqueleto de um mosassauro. Michael Polcyn começou esta tarefa na sua sala de jantar, mas o esqueleto ficou tão grande que agora está pendurado no porão do departamento da universidade. A cauda e pescoço sinuosos, a caixa torácica e um braço de aparência fraca estão pendurados por hastes e fios.

Os mosassauros eram um monstro marinho que parecia ser metade lagarto e metade orca e eram tão grandes que chegavam a medir cerca de 15 metros de comprimento. Muito provavelmente, dizem os cientistas, estes animais tinham escamas e uma poderosa barbatana caudal semelhante à de um tubarão.

Jacobs adianta que os mosassauros, estas criaturas de um passado longínquo, movimentavam-se como os lagartos. “Os seus corpos flexionavam-se de um lado para o outro.” Polcyn acrescentou que estes animais eram verdadeiros nadadores e predadores de perseguição.

Mas no Atlântico antigo, os mosassauros não estavam sozinhos: havia também tartarugas, tubarões e outros grandes répteis na época. Ainda assim, os mosassauros eram o equivalente marinho dos tiranossauros em terra.

Para Polcyn, Angola foi um verdadeiro jackpot de mosassauros. “A primeira vez que pisamos este país, foi incrível”, diz ele. “Não podíamos dar um passo sem encontrar um novo fóssil. O solo estava repleto deles.”

Os investigadores encontraram seis espécies no país africano. Jacobs diz que esta descoberta adianta mais do que a simples (mas enorme) dimensão destes animais: esta descoberta conta a história de como um novo oceano surgiu e que tipo de condições foram criadas para que isso acontecesse.

Conta como o novo Oceano Atlântico se elevou e aqueceu; como os ventos agitaram as águas profundas cheias de nutrientes, como é que os nutrientes atraíram peixes e grandes tartarugas e como é que esses animais, por sua vez, atraíram grandes tubarões e, finalmente, uma explosão de répteis gigantes.

Esta era uma história que poderia ter continuado se um asteróide não tivesse atingido a Terra e acabado com os répteis gigantes e com os dinossauros, dando lugar a mamíferos peludos como nós.

ZAP //

Por ZAP
10 Novembro, 2018

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1253: NASA detecta “anomalia térmica” no centro do oceano Atlântico

CIÊNCIA

NASA

Na Terra, há vários lugares com temperaturas extremamente altas, mas a maioria destes pontos encontra-se em terra. Mas, desta vez o satélite da NASA registou o fenómeno térmico bem no centro do oceano Atlântico.

O satélite meteorológico dos Estados Unidos Suomi NPP registou, recorrendo ao seu sensor ultravioleta e infravermelho que serve para monitorizar incêndios, uma área de temperaturas extremamente altas. E o maior problema desta descoberta é que esta, até ao momento continua sem explicação.

No mapa obtido pelos meteorologistas observam-se manchas vermelhas que correspondem a lugares de alta temperatura. Todos estes pontos estão localizados em terra, excepto um, que se encontra no meio do oceano.

Para solucionar o mistério, os especialistas da NASA decidiram colocar várias hipóteses, mas nenhuma delas parece corresponder à realidade.

Inicialmente, os cientistas da agência espacial norte-americana assumiram que a temperatura poderia ter aumentado após uma emissão de gás natural, mas fenómenos deste tipo ocorrem, por norma, perto da costa e em baixas profundidades. Em sentido contrário, nesta situação o ponto enigmático estava longe de qualquer terra firme.

Outra hipótese que foi colocada estava relacionada com a actividade no entanto, logo se descobriu que não há nenhum vulcão na área.

Finalmente, os cientistas concluíram que se trata da Anomalia do Atlântico Sul — uma região onde os cinturões de radiação espacial se encontram a algumas centenas de quilómetros da superfície da Terra.

Todos os objectos que cruzam a área estão expostos à radiação espacial. Por isso mesmo, o funcionamento de aparelhos espaciais que sobrevoam a zona é suspenso, incluindo o telescópio Hubble. Os satélites meteorológicos também sofreram os efeitos desta anomalia.

“Todas as noites o sensor detectava dezenas de anomalias térmicas em locais onde não deviam existir”, disse o investigador da NASA, Wilfrid Schroeder, ao Newsweek.

Tendo em conta o fenómenos, os engenheiros que constroem satélites meteorológicos desenvolveram filtros para prevenir os efeitos da radiação proveniente da anomalia magnética da região, para que os dispositivos não captem falsos sinais.

Ao que parece, um destes sinais conseguiu “enganar” os filtros acima mencionados. Embora o fenómeno tenha uma explicação científica clara, a descoberta atraiu os fãs das teorias da conspiração. Alguns deles supuseram que o “ponto quente” teria sido causado por um submarino nuclear danificado.

ZAP // SputnikNews

Por SN
7 Novembro, 2018

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1006: Há três furacões activos no Oceano Atlântico

(h) NASA / EPA
Os furacões Florence (E), Isaac (M) e Helene (D)

Os trópicos foram à loucura: neste momento, existem três furacões activos a girar ao mesmo tempo no Oceano Atlântico.

A imagem acima demonstrada foi capturada na manhã de segunda-feira e mostra a actividade dos três furacões: Florence, Isaac Helene. Neste momento, o furacão Florence é o que representa uma maior ameaça, tendo atingido recentemente a categoria 4 numa escala que vai até ao 5. Todos os furacões se formaram no domingo passado.

São mais de 3.000 quilómetros que separam os três furacões por isso, a única forma de os observar em simultâneo é a partir do espaço.

As imagens foram feitas pelo GOES 16, um satélite de última geração lançado no ano passado com a objectivo claro de melhorar as previsões sobre furacões. Como bónus, também fornece uma “visão do inferno” para o público em geral.

O GOES 16 também tem a capacidade de ampliar as imagens de furacões específicos, oferecendo close-ups belíssimos – e um pouco angustiantes.

A Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA compartilhou recentemente o olho do furacão Florence. O turbilhão de nuvens em volta do centro do furacão é um sinal de que está a ganhar força como era esperado.

Riscos dos fenómenos naturais

Esta é a 11ª vez que três furacões estão activos em simultâneo no Atlântico. A última vez que o fenómeno se deu foi no ano passado, quando Irma, José e Maria atingiram a categoria de furacão ao mesmo tempo. As cicatrizes do Irma e Maria ainda estão visíveis nas Caraíbas e na Florida.

As previsões para Florence e Isaac também não são boas. Felizmente, o furação Helene – que deverá atingir o arquipélago dos Açores no sábado – pode desviar-se para o Atlântico central e não apresentar risco imediato para nenhum território.

Já o Florence é uma ameaça para a costa leste dos Estados Unidos, onde mais de um milhão de pessoas já foram retiradas devido ao risco de inundações. O furacão está a fortalecer-se rapidamente e pode atingir o Sudeste ou o Meio-Atlântico até quinta-feira, com um grande risco de tempestade. Há ainda possibilidade de cheias históricas.

Enquanto isso, Isaac dirige-se em direcção às Caraíbas e às Pequenas Antilhas. Embora seja um furacão de pequenas dimensões, ainda pode trazer chuvas e tempestades a várias ilhas dos Barbados até Antígua. Também Porto Rico está dentro do “cone” da tempestade, embora ainda muita coisa possa acontecer entre o dia de hoje e o fim de semana para alterar a sua trajectória.

NOOA, EUA

Escolha dos nomes dos furacões

Os furacões e os demais ciclones tropicais têm nomes próprios – e a escolha não é feita ao acaso. Utilizar nomes próprios, em vez de números ou termos técnicos, tem como principal objectivo evitar confusões e fazer com que seja mais fácil recordar estes fenómenos durante os alertas que vão sendo divulgados.

No entanto, e ao contrário do que muitas vezes se pensa, a lista dos nomes não está em nada relacionada com políticos ou homenagem às vítimas do desastre do Titanic nem tão pouco possui apenas nomes femininos, nota a BBC.

A lista de nomes para os ciclones tropicais do Atlântico foi criada em 1953 pelo Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC) e o seu padrão tem sido usado noutras partes do mundo. Actualmente, estas listas são mantidas e actualizadas pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência da ONU com base em Genebra, na Suíça.

Todos os anos, as listas dos furacões são organizadas em ordem alfabética, alternando entre nomes masculinos e femininos. E os nomes das tempestades são diferentes variam de região em região.

Por exemplo, a de furacões e tempestades de 2017 no Atlântico passou por Arlene, Bret, Cindy, Don, Emily, Franklin, Gert e Harvey até chegar ao Irma, Jose e Katia – duas das tempestades que se tornaram furacões e atingiram a região logo de seguida.

No entanto, se estivéssemos na região do leste do Pacífico, estaríamos mais familiarizado com os nomes Adrian, Beatriz, Calvin, Dora, Eugene, Fernanda, Greg, Hilary, Irwin, Jova e Kenneth – ou seja, os nomes são adaptados às diferentes regiões.

Além disso, as listas são recicladas a cada seis anos, o que significaria que, em 2023, Harvey ou Irma poderão voltar a aparecer.

No entanto, os comités regionais da OMM reúnem anualmente para discutir quais as tempestades que foram especialmente devastadoras no ano anterior e, por isso, devem ter alguns nomes já “aposentados” – como deve ser o caso do Harvey e Irma.

Depois do Katrina ter feito mais de 2 mil mortos em Nova Orleães, nos Estados Unidos, em 2005, o nome deixou de ser utilizado.

De acordo com Koji Kuroiwa, chefe do programa de ciclones tropicais da OMM, o Exército americano foi o primeiro a utilizar nomes próprios em tempestades, ainda durante a Segunda Guerra Mundial.

“Preferiam escolher os nomes das suas namoradas, esposas ou mães. Naquela época, a maioria dos nomes era de mulheres”, explicou.

Por ZAP
13 Setembro, 2018

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790: A circulação dos oceanos diminuiu drasticamente (e a culpa não é do aquecimento global)

(CC0/PD) Mariamichelle / pixabay

O aquecimento global não é a causa da desaceleração do Oceano Atlântico. Este declínio é, na verdade, parte de um ciclo regular que irá afectar as temperaturas nas próximas décadas.

Os oceanógrafos estão preocupados com a estabilidade a longo prazo da circulação do Oceano Atlântico, dado que diminuiu drasticamente na última década. “O declínio medido desde Abril de 2004 é 10 vezes maior do que o esperado”, diz Kit Tung, professor de matemática aplicada na Universidade de Washington.

“Muitos concentram-se no declínio drástico e na possibilidade de uma era do gelo se esta tendência continuar”, mas nada disso acontecerá no próximo ano. O cientista refere que, em vez disso, este comportamento pode ser parte de um ciclo natural, havendo inclusivamente sinais de que este declínio está já a terminar.

A velocidade da corrente marítima determina a quantidade de calor superficial que é transferido para o oceano mais profundo, sendo que uma circulação mais rápida enviaria mais calor. Se a corrente desacelera, será menos o calor armazenado e a Terra verá a temperatura do ar subir mais rapidamente.

“Os modelos climáticos globais podem projetar o que irá acontecer a longo prazo se o dióxido de carbono aumentar, mas actualmente não têm capacidade de prever o aquecimento da superfície nas próximas décadas”, diz Tung.

A Atlantic Meridional Overturning Circulation, ou circulação termoalina meridional do Atlântico (AMOC), transporta a água da superfície para o norte do Atlântico. Lá, a água salgada mais pesada afunda e retorna em profundidade dos mares de Labrador e Nordic, perto do Pólo Norte, para o sul do oceano Antárctico.

A maioria das pessoas está interessada no que acontece na superfície – a Corrente do Golfo e as correntes atlânticas associadas levam a água mais quente para o norte, trazendo temperaturas amenas para a Europa Ocidental. No entanto,o novo artigo, publicado recentemente na Nature, argumenta que o passo mais importante surge a seguir.

No Atlântico Norte, a água mais salgada dos trópicos afunda quase um quilómetro e, ao fazê-lo, afasta o calor para longe da superfície.

Tung explica que mudanças na força da AMOC afectam a quantidade de calor que sai da nossa atmosfera. O novo estudo usa uma combinação de dados (medições de temperatura baseadas em navios e imagens de satélite) que podem sugerir que a força flutua como parte de um ciclo de 60 a 70 anos.

Quando a corrente é mais rápida, mais água tropical, quente e salgada, viaja para o Atlântico Norte. Com o passar dos anos, os glaciares derretem e a água doce torna a água da superfície mais leve e menos propensa a afundar, diminuindo a corrente.

Quando a AMOC está numa fase particularmente lenta, o Atlântico Norte torna-se mais frio, o derretimento do gelo desacelera e, eventualmente, acelera a circulação.

Assim, esta “nova corrente” não está em colapso, mas sim a transitar da sua fase mais rápida para a fase mais lenta – e isso tem impactos no aquecimento da superfície.

Olhar o passado para prever o futuro

De 1975 a 1998, a AMOC estava numa fase lenta. À medida que os gases com efeito de estufa se acumulavam na atmosfera, a superfície da Terra aquecia. De 2000 até agora, a AMOC está na sua fase mais rápida, na qual o aumento do calor no Atlântico Norte removeu o excesso de calor na superfície da Terra, assim como o que estava armazenado no oceano.

“Como só temos cerca de um ciclo de observações em profundidade, não sabemos se se trata de um ciclo periódico, mas desconfiamos disso”, refere Tung.

Aliás, medições recentes no Mar de Labrador apoiam esta teoria, sugerindo que o ciclo está a começar a mudar. Isto significa que, nos próximos anos, “a temperatura da superfície deverá começar a aumentar“.

Por ZAP
24 Julho, 2018

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724: O oceano Atlântico está a “comer” o Árctico

mariusz kluzniak / Flickr

Uma investigação sobre uma das partes oceânicas que maior aumento de temperatura tem registado, permitiu conhecer a redução da superfície das águas árcticas, que podem converter-se em parte do oceano Atlântico.

Sigrid Lind, investigador do Instituto de Investigação Marinha de Tromso, na Noruega, afirmou que no norte do Mar de Barents, “o foco do aquecimento do Árctico” – a norte da Escandinávia e a leste do arquipélago Svalbard -, registou-se um rápido aumento da temperatura desde 2000.

Este problema agravou-se devido ao facto de o oceano Atlântico começar a ganhar terreno, transformando as características da água. Antes, no norte do Mar de Barents, havia gelo marinho flutuante que, quando derretia, mantinha a água fria à superfície e contribuída para que a mais cálida, originária do Atlântico, permanecesse por baixo.

Quando a quantidade de massa gelada diminuiu, a água atlântica ganhou terreno, aqueceu o mar e deu-lhe ainda mais salinidade. Isto resultou numa drástica alteração da estrutura oceânica e fez com que o gelo à superfície desaparecesse “quase completamente”.

Lind concluiu que “a região está a mudar rapidamente para um clima atlântico“. A menos que a entrada de água doce seja recuperada, esta mudança pode acabar com a estrutura de água quente, tornando-a “parte do domínio do Atlântico”, fazendo com que os habitantes do Árctico sejam forçados a migrar para o norte.

Além disso, esta mudança pode também ter grandes consequências climáticas que podem, até, já estar a ocorrer, alertam os cientistas. Jennifer Francis, perita do Árctico da Universidade Rutgers, disse que a perda de gelo no Mar de Barents pode atrapalhar a corrente atmosférica, levando a um clima extremo na Eurásia, especialmente no inverno.

Os resultados da investigação de Lind e da sua equipa foram publicados recentemente na Nature Climate Change e ressaltam que a divisão entre o Atlântico e o Árctico não é apenas geográfica: é também de natureza física. “Queremos mostrar que o gelo que irá desaparecer do Mar de Barents não voltará“, diz Lind.

ZAP // RT

Por ZAP
3 Julho, 2018

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635: Gigantesca “zona morta” surge perto da costa norte-americana

Kris Krug / Flickr

Cientistas da Universidade do Louisiana descobriram uma enorme “mancha morta” no Oceano Atlântico, perto da costa sudeste dos EUA, com uma área de cerca de 20 mil km2.

Uma equipa de cientistas da Universidade do Louisiana descobriu uma enorme “mancha morta” no Golfo do México, perto da costa sudeste dos EUA, com cerca de 20 mil km2 – o equivalente à área de um país como Israel ou do País de Gales.

Estas “zonas mortas” no oceano são zonas marítimas com baixo teor de oxigénio, que se formam devido à contaminação da água por fertilizantes e detritos diversos.

Os nitratos e outros produtos químicos que chegam aos rios e acabam por desaguar nos mares resultam numa reprodução rápida de algas unicelulares, que, quando começam a decompor-se, provocam uma queda acentuada do nível de oxigénio presente na água. A maioria dos animais não consegue sobreviver nessas condições.

Nos últimos anos, os oceanólogos encontram cada vez mais evidências de que o aquecimento global acelera o surgimento destas “zonas mortas”, especialmente nas proximidades da linha do Equador.

Actualmente, estas zonas mortas já representam cerca de 7% dos oceanos. A maior das zonas mortas conhecidas, que está devorar o Golfo de Omã, tem 165 mil km2 – quase duas vezes maior do que Portugal.

De acordo com um artigo publicado por Nancy Rabalais, investigadora da Universidade da Louisiana, uma outra zona morta gigantesca encontra-se ao norte do golfo do México, perto da costa do Texas e do Louisiana.

Nancy Rabalais / gulfhypoxia.net

Mais preocupante ainda é que Nancy Rabalais e colegas descobriram que o tamanho desta enorme “mancha morta” triplicou nos últimos anos e cobre agora uma área semelhante a um pequeno país – quase do tamanho do Alentejo. É a segunda maior zona morta do mundo, a seguir à do Golfo de Omã.

Mas ao contrário de outras zonas semelhantes, que são causadas pelo aquecimento global, esta zona morta, diz a investigadora, é directamente causada pela acção humana.

Segundo alertam cientistas, o rápido crescimento desta “mancha” prova que as pessoas usam cada vez mais fertilizantes e produtos químicos. Se a tendência continuar no futuro, as fronteiras desta “zona da morte” vão crescer ainda mais.

ZAP // Sputnik News / LSU

Por ZAP
10 Junho, 2018

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462: Há mais de mil anos que a circulação do oceano Atlântico não para de enfraquecer

(CC0/PD) Mariamichelle / pixabay

O sistema circulatório do oceano Atlântico está a ficar debilitado. Um dos maiores sistemas de correntes oceânicas do mundo enfraqueceu cerca de 15% nos últimos anos.

Duas equipas de cientistas analisaram um sistema de correntes oceânicas conhecido como circulação termoalina meridional do Atlântico (AMOC) e chegaram à conclusão de que está a enfraquecer.

No entanto, estes dois estudos, ambos publicados na Nature desta semana, diferem no que diz respeito à altura em que isso terá começado. Um deles conclui que a AMOC começou a ficar mais fraca logo a seguir à Pequena Idade do Gelo enquanto que o outro refere que isso só aconteceu a partir dos anos 50 graças ao aquecimento global.

A circulação do oceano Atlântico é fundamental na regulação do clima global e a AMOC é um dos maiores sistemas de correntes oceânicas do planeta. Em traços gerais, a AMOC é influenciada pela corrente do Golfo, águas quentes e pouco densas que viajam até às Caraíbas até às latitudes mais a norte, explica o Público.

É durante essa viagem que estas águas libertam calor na atmosfera e, consequentemente, aquecem a Europa ocidental. Em sentido contrário, estão as águas frias e salgadas do mar do Lavrador ou da Gronelândia, que são mais densas.

Estas águas, tanto as que vêm do sul como do norte, juntam-se e formam uma massa de água profunda no Atlântico Norte, formando assim a AMOC.

A equipa de David Thornalley, do Instituto Oceanográfico de Woods Hole, nos Estados Unidos, analisou o tamanho de grãos sedimentares do fundo do oceano e concluiu que quanto maior é um grão, mais forte é a corrente. Usaram-se ainda outros métodos para reconstituir as temperaturas das águas superficiais nas regiões influenciadas pela AMOC.

“Ao combinarmos estes métodos, sugerimos que a AMOC tenha enfraquecido nos últimos 150 anos entre cerca de 15% e 20%“, diz Thornalley, num comunicado da sua instituição.

Pablo Ortega, da Universidade de Reading, no Reino Unido, acrescentou ao El País que “a AMOC enfraqueceu nos últimos 150 anos até níveis nunca registados em mais de um milénio. Esta diminuição foi muito rápida e continua a baixar, embora a um ritmo mais reduzido”.

(dr) NOAA
Mapa de temperaturas mostra o percurso da corrente do Golfo na Costa dos EUA

Entre os anos 400 e 1850, a intensidade da AMOC foi estável e durante a revolução industrial abrandou, concluíram os investigadores.

A AMOC terá começado a ficar mais fraca perto do fim da Pequena Idade do Gelo, entre 1300 e 1850. Os cientistas pensam que o Atlântico Norte terá começado a aquecer e que isso provocou o degelo de grandes camadas de gelo do Árctico.

Foi desta forma que se formou uma torneira de água doce no Atlântico Norte. “Este grande fluxo de água doce diluiu a superfície da água do mar, tornando-a mais leve e menos capaz de mergulhar em profundidade, abrandando o sistema da AMOC”, lê-se no comunicado.

A segunda equipa, liderada por Levke Caesar, da Universidade de Potsdam, na Alemanha, analisou dados de modelos climáticos e temperaturas da superfície do mar e concluiu que a AMOC abrandou cerca de 15% desde os anos 50, atribuindo às alterações climáticas a culpa.

“Com o aquecimento global, o aumento das chuvas assim como o degelo do Árctico e das camadas de gelo da Gronelândia diluem as águas do Norte do Atlântico, reduzindo a sua salinidade”, explicou ao jornal espanhol Alexander Robinson, da Universidade Complutense de Madrid, em Espanha, e um dos autores deste segundo trabalho.

“A água com menos sal é menos densa e, por isso, menos pesada, o que dificulta que mergulhe em profundidade”, acrescenta.

Num comentário aos dois artigos, Summer Praetorius, do Centro de Geologia, Minerais, Energia e Ciências Geofísicas, nos Estados Unidos, escreve que ambas as “estimativas do declínio são extremamente semelhantes, apesar dos diferentes períodos temporais em que são baseadas”.

Thornalley acrescentou que o que estes diferentes períodos de tempo têm em comum é o facto de serem ambos de aquecimento e de degelo. “É previsível que o aquecimento e o degelo continuem no futuro devido às emissões de dióxido de carbono”, conclui.

ZAP //

Por ZAP
14 Abril, 2018

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