3783: Cientistas identificam a região com o ar mais limpo à face da Terra

CIÊNCIA/AMBIENTE/ANTÁRCTIDA

GRID Arendal / Flickr

Uma equipa de cientistas da Universidade Estadual do Colorado (EUA) identificou a região atmosférica que possui o ar mais limpo à face da Terra.

Os especialistas, liderados pela professora Sonia Kreidenweis, descobriram que a camada limite do ar que alimenta as nuvens mais baixas sobre o Oceano Antárctico permanece quase totalmente inalterado pela actividade Humana, conta o portal Tech Explorist.

O ar desta região é prístino, quase totalmente livre de partículas poluentes resultantes de actividades antropogénicas ou transportadas de outras regiões distantes, detalharam os cientistas na nova investigação, cujos resultados foram recentemente publicados na revista científica especializada Proceedings of the National Academy of Sciences.

Partindo do pressuposto que o ar que está sobre o remoto Oceano Antárctico seria um dos menos afectados pela actividade humanos, os cientistas levaram a cabo esta investigação para descobrir os compostos que estavam no ar e qual a sua origem.

“Conseguimos utilizar as bactérias existentes no ar sobre o Oceano Antárctico como uma ferramenta de diagnóstico para inferir as principais propriedades da atmosfera mais baixa”, começou por explicar Thomas Hill, co-autor do estudo, citado em comunicado.

Através deste método, continuou, “[descobrimos], por exemplo, que os aerossóis que controlam as propriedades das nuvens do Oceano Antárctico estão fortemente ligados aos processos biológicos oceânicos e que a Antárctida parece estar isolada da dispersão de micro-organismos para sul (…).

“Globalmente, [a nossa investigação] sugere que o Oceano Antárctico é um dos poucos lugares à face da Terra que foi minimamente afectado por actividade antropogénicas”.

O facto de o ar encontrado ser tão limpo acabou por “prejudicar” os objectivos desta investigação – afinal, havia muito pouco para analisar. “O ar sobre o Oceano Antárctico estava tão limpo que havia muito pouco ADN para trabalhar”, escreveram os cientistas.

ZAP //

Por ZAP
4 Junho, 2020

 

spacenews

 

1199: “Monstro-Galinha sem cabeça” filmado pela primeira vez no Oceano Antárctico

CIÊNCIA

Sem cabeça, com aparência de galinha, tentáculos para se mover e corpo transparente, esta criatura estranha foi filmada no fundo do mar do Oceano Antárctico, pela primeira vez. Um momento raro que ajuda a dar ainda mais fama ao “Monstro-Galinha sem cabeça”, como é conhecido este pepino do mar.

Cientificamente baptizado como Enypniastes eximia, este pepino do mar peculiar é mais familiarmente apelidado de “Monstro-Galinha sem cabeça”, dada a sua estranha aparência.

A criatura, que só tinha sido filmada antes no Golfo do México, em 2017, foi agora descoberta numa zona do Oceano Antárctico, graças a uma câmara subaquática desenvolvida pela Divisão Antárctica Australiana que faz parte do Departamento de Ambiente e Energia deste país.

Esta câmara foi criada para monitorizar a pesca comercial de linha longa e permitiu captar o estranho animal que tem de comprimento entre 6 a 25 centímetros, segundo um estudo divulgado em 1990.

Estas câmaras subaquáticas são lançadas à água anexadas a equipamentos de pesca, podendo alcançar profundidades de até três quilómetros abaixo do nível do mar, segundo refere o Mashable.com.

“Precisávamos de alvo que pudesse ser atirado do lado de um barco e continuar a operar de forma confiável sob pressão extrema, na completa escuridão, durante longos períodos de tempo”, explica Dirk Welsford, da Divisão Antárctica Australiana, num comunicado.

“Algumas das filmagens que estamos a receber das câmaras são de tirar o fôlego, incluindo espécies que nunca vimos nesta parte do mundo”, destaca Welsford.

Este elemento frisa que as câmaras estão a facultar “informação importante” sobre o fundo do mar, que pode contribuir para “melhorar práticas sustentáveis de pesca”.

As autoridades australianas esperam, agora, criar uma nova área protegida do Oceano Antárctico Oriental para proteger o “Monstro-Galinha sem cabeça”, bem como “a incrível abundância e variedade de vida marinha”, como aponta a responsável da Comissão para a Conservação dos Recursos da Vida Marinha Antárctida, Gillian Slocum.

ZAP //

Por ZAP
26 Outubro, 2018

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