3079: Asteróide do tamanho do que aniquilou os dinossauros pode vir a atingir novamente a Terra

CIÊNCIA

O matemático Robert Walker acredita que a Terra pode voltar a ser atingida por um asteróide com as dimensões daquele que aniquilou os dinossauros.

Há 66 milhões de anos, recorda a Sputnik News, o nosso planeta foi impactado por uma rocha espacial com cerca de 16 quilómetros de largura. O corpo rochoso ditou o fim da era dos dinossauros na Terra, segundo estimam cientistas.

Acredita-se, em média, que asteróides com estas mesmas dimensões atinjam a Terra a cada 100 milhões de anos. Tendo em conta que já passaram 66 milhões de anos desde o último impacto, Walker, citado pelo jornal britânico Express, estima que o fenómeno se possa voltar a repetir numa escala de tempo relativamente próxima.

A NASA contabilizou 90% dos Objectos Próximos da Terra (NEO) que têm mais de um quilómetro de comprimento e, por isso, podem representar perigo para a Terra.

Ou seja, faltam ainda rastrear 10% dos asteróides potencialmente perigosos.

Apesar do número de asteróides já rastreados, há uma possibilidade muito pequena de um destes corpos rochosos vir a causar danos na Terra: a probabilidade é de 1 em 300.000, segundo cálculos da agência espacial norte-americana.

Ainda assim, a NASA estuda de perto estes objectos. Mais recentemente, debruçou esforços no asteróide Bennu, que pode atingir a Terra nos próximos 120 anos. O próximo voo de aproximação é apontado para meados de 2135.

A missão da agência espacial a Bennu, um dos asteróides mais próximos do nosso planeta, deverá conseguir dados essenciais para melhorar os programas destinados para o acompanhamento e desvio destes corpos em rota de colisão com a Terra.

Descoberta água no Bennu, um dos asteróides mais próximos da Terra

A sonda OSIRIS-REx, que se encontra a orbitar em volta do Bennu, descobriu a presença de água neste asteróide primitivo…

ZAP //

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Por ZAP
23 Novembro, 2019

 

997: ENCONTRADAS QUASE 500 EXPLOSÕES EM NÚCLEOS GALÁCTICOS

Impressão de artista de um evento de ruptura de marés que acontece quando uma estrela passa fatalmente perto de um buraco negro supermassivo, que reage lançando um jato relativista.
Crédito: Sophia Dagnello, NRAO/AUI/NSF, NASA, STScI

Além das mil milhões de estrelas da Via Láctea, o observatório espacial Gaia da ESA também observa objectos extra-galácticos. O seu sistema automatizado de alerta avisa os astrónomos sempre que é detectado um evento transitório. Uma equipa de astrónomos descobriu que, ao ajustar o sistema automatizado existente, a nave Gaia pode ser usada para detectar centenas de transientes peculiares nos centros de galáxias. Encontraram cerca de 480 transientes ao longo de um período de cerca de um ano. O seu novo método será implementado no sistema o mais rápido possível, permitindo que os astrónomos determinem a natureza desses eventos. Os resultados serão publicados na edição de Novembro da revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

Em 2013, a ESA lançou a sua nave Gaia para medir a localização de mil milhões de estrelas na nossa Galáxia e dezenas de milhões de galáxias. Cada posição no céu entra na visão da sonda uma vez por mês, num total de aproximadamente setenta vezes durante a missão. Isto permite que a espaço-nave identifique eventos transitórios, como buracos negros supermassivos que rasgam estrelas ou estrelas que explodem como super-novas. O observatório Gaia nota uma diferença no brilho quando volta à mesma zona do céu um mês depois. Uma equipa de astrónomos do Instituto SRON para Pesquisas Espaciais da Holanda, da Universidade de Radboud e da Universidade de Cambridge encontrou agora quase quinhentos transientes ocorrendo nos centros de galáxias ao longo de um ano.

Os astrónomos Zuzanna Kostrzewa-Rutkowska, Peter Jonker, Simon Hodgkin e outros procuraram na base de dados do Gaia eventos transitórios em torno dos núcleos de galáxias entre Julho de 2016 e Junho de 2017. Usaram um catálogo de galáxias – a versão 12 do SDSS (Sloan Digitized Sky Survey) – e uma ferramenta matemática personalizada. A nova ferramenta permite que os investigadores identifiquem eventos luminosos e raros oriundos dos centros galácticos. Identificaram 480 eventos, dos quais apenas cinco foram captados antes pelo sistema de alerta.

Alertar rapidamente a comunidade astronómica é fundamental para muitos dos eventos descobertos. Para cerca de cem destes eventos, nada fora do comum foi observado pelo observatório Gaia no mês anterior e no mês após a detecção, indicando que o evento que levou à emissão de luz foi curto. “Estes eventos têm um grande valor porque permitem que os astrónomos estudem por um breve período buracos negros supermassivos anteriormente invisíveis,” explica Jonker. “Especialmente os eventos de curta duração, que podem indicar a localização dos até agora elusivos buracos negros de massa intermédia que destroem as estrelas.”

A explicação principal para a maioria dos eventos é que os buracos negros supermassivos que residem nos núcleos das galáxias tornam-se repentinamente muito mais activos à medida que a quantidade de gás que cai para o buraco negro aumenta e ilumina o ambiente próximo do buraco negro. Este novo combustível pode ser extraído de uma estrela rasgada pela enorme atracção gravitacional do buraco negro.

Peter Jonker, com Zuzanna Kostrzewa-Rutkowska e outros do seu grupo, iniciaram recentemente uma campanha para decifrar a natureza dos 480 novos transientes usando o Telescópio William Herschel situado em La Palma, Ilhas Canárias.

Astronomia On-line
11 de Setembro de 2018

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