969: Relatório do OAL sobre a Hora Legal do país e o impacto da manutenção ou supressão da Hora de Verão

Entre 4 de Julho e 16 de Agosto de 2018 decorreu uma consulta pública organizada pela Comissão Europeia sobre as disposições relativas à existência do Regime da Hora de Verão.

Qualquer cidadão interessado ou instituição pôde participar nesta consulta e teve a oportunidade de indicar a sua preferência entre duas opções: 1) continuar com a mudança da hora na altura do verão (Regime da Hora de Verão); 2) manter o mesmo regime de hora durante todo o ano.

Esta consulta surgiu na sequência de pedidos de cidadãos, do Parlamento Europeu e em particular da insistência de dois Estados Membros (Finlândia e Lituânia) para que a directiva em vigor fosse revista.

Esta consulta pública obteve 4,6 milhões de participações entre os vários Estados-Membros. A maioria das participações veio da Alemanha (68%) enquanto que, por exemplo, Portugal apenas contribuiu com 0,7% das respostas. A grande maioria das respostas desta amostra (84%) manifestou-se a favor de pôr fim à mudança da hora.

Note-se que esta amostragem é estatisticamente enviesada e, por isso, não representa com significância a opinião média dos povos na UE.

A Hora Legal em Portugal é mantida e fornecida pelo OAL e o seu director é também presidente da Comissão Permanente da Hora. Esta comissão é um órgão consultivo do Governo que inclui ainda representantes dos Ministérios e das Regiões Autónomas. Neste contexto, o OAL elaborou um parecer científico sobre este tema, no qual se mostram os factores positivos associados e se defende a manutenção do Regime da Hora de Verão na UE. Este parecer encontra-se disponível neste link:http://oal.ul.pt/documentos/2018/09/relatorio-hora-l…o-ue-agosto-2018.pdf

Em resumo, neste estudo discutem-se vários cenários possíveis da Hora Legal. Por um lado analisam-se os impactos que a cessação da Hora de Verão teria, em duas situações: a) mantendo a hora UTC todo o ano, ter-se-ia o sol a nascer perto das 5h na altura do verão, ou seja, uma madrugada de sol desaproveitada seguida dum final de tarde com menos 1 hora de sol, factores que não são positivos nas actividades da população; b) mantendo a hora UTC+1 todo o ano, o sol nasceria entre as 8h e as 9h durante 4 meses do ano, no inverno, com impactos negativos.

Por outro lado, argumenta-se em detalhe que a manutenção da mudança da hora no verão é a melhor solução para o país. Abordam-se ainda os dois factores mais debatidos na opinião pública: o impacto na poupança de energia, que é positiva mas diminuta e o impacto na saúde através da perturbação do sono, que é mínima de acordo com estudos da especialidade.

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa
5 Set 2018

(Foram corrigidos 8 erros ortográficos ao texto original)

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950: Relatório técnico recomenda ao governo que não acabe com mudança da hora

O relatório tem dois dias e foi elaborado pelo “homem que manda na hora” em Portugal. Rui Agostinho, director do Observatório Astronómico de Lisboa, defende a manutenção do actual sistema

Portugal não deve acabar com a mudança de hora. Deve manter a situação actual. Adiantar o relógio em Março. E promover a mudança do atraso dos ponteiros para o último domingo de Setembro em vez do último domingo de Outubro.

Esta é a principal conclusão de um estudo elaborado pelo director do Observatório Astronómico de Lisboa, Rui Agostinho, a pedido do governo português no âmbito da discussão europeia sobre a mudança da hora e a que o DN teve acesso. Há dois dias que o Executivo tem na sua posse este documento, que vai contra o resultado da consulta pública realizada pela Comissão Europeia. Segundo apurou o DN junto de fonte do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, o governo aguardará pela apresentação formal da proposta legislativa de Bruxelas para emitir uma posição oficial.

“O actual regime da Hora Legal em Portugal com Hora de Verão é o melhor quando comparado com as possíveis alternativas. Os Estados membros da União Europeia tiram consequências positivas da existência do regime da Hora de Verão. Contudo, poderia ser melhorado. A União Europeia e o Estado português, com a sua representação nela, deveriam apoiar e aprovar a melhoria do regime actual da Hora de Verão [HdV], alterando para o último domingo de Setembro o terminus do período da HdV. Este era o regime de Hora de Verão que se fazia até 1995 nos países do continente europeu, e mostra que sempre foi a escolha, ao longo de muitas décadas, com a qual todos os povos se sentiam relativamente bem”, lê-se nas conclusões finais do relatório, que foi enviado do governo, com a data de quarta-feira, dia 29.

Nos argumentos a favor desta opção o professor doutor do Departamento de Física da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa constata que “a introdução da Hora de Verão permite tirar partido das horas finais do dia claro (mais uma hora de luz) para desenvolver actividades complementares, ou usá-las em lazer, passeio, caminhada, corrida, bicicleta, etc.., ou actividades culturais, algo que se tem tornado importante pois contribui para o bem estar geral. Além disso, as deslocações em massa (de e para o trabalho ou escola) também são realizadas com a boa luz ambiente, diminuindo as probabilidades de acidentes“.

Admitindo que o principal argumento para a mudança da hora, a poupança de energia, já não se coloca nos mesmos moldes, o relatório também sustenta que um dos principais argumentos contra a mudança de hora, perturbações no sono, também não se coloca com a dimensão que por vezes se lhe quer dar.

“O valor da poupança [energética] verificada é relativamente pequeno, em média inferior a 1%. Apesar de ser um aspecto positivo deixou de ser um objectivo fundamental na introdução da Hora de Verão, passando a ser uma expectativa que está em harmonia com a política de conservação de energia, dos Estados membros da União Europeia”, refere o estudo técnico, que agora terá de ser avaliado pelo Executivo de António Costa.

Sobre as perturbações do sono, o mesmo documento, que totaliza 44 páginas e tem vários apêndices a gráficos explicativos, afirma: “As alterações a que o ciclo circadiano está sujeito nas transições de e para a Hora de Verão e o seu impacto no ciclo do sono vs actividade, têm sido objecto de muitos estudos científicos mas não têm até agora demonstrado a existência de perturbações significativas na pessoa humana (em larga escala), que reduzam as suas capacidades na realização da vida quotidiana regular”.

Rui Agostinho cita resultados de estudos já conhecidos para afirmar que as “perturbações de sono mostram acontecer durante um período curto, que vai desde 2 a 3 dias até uma semana. Sabe-se que em casos de pessoas mais susceptíveis estende-se até duas semanas. É pouquíssimo tempo quando comparado com os 7 meses que dura o regime da Hora de Verão, e que na generalidade agrada à vasta maioria das pessoas”.

É ainda especificado que avançar uma hora (o que acontece em Março) tem mais efeito nas pessoas do que atrasar uma hora (o que acontece em Outubro). Ressalva-se que a intensidade desse impacto depende de cada pessoa.

Sobre o fim da mudança de hora, opção escolhida por 85% dos 4,6 milhões de cidadãos europeus que participaram numa consulta pública online promovida pela Comissão Europeia até 16 de Agosto, o director do Observatório Astronómico de Lisboa conclui que é nefasta para a população portuguesa. E explica porquê.

“As principais consequências nefastas estão na parte matinal”, diz sobre a ideia de acabar com a Hora de Inverno, constatando que levaria a que “o nascer do sol acontecesse perto ou depois das 8.00 entre meados de Outubro e meados de Março: são quase 5 meses completos. Isto implica que as grandes movimentações em massa, para os trabalhos ou escola, seriam essencialmente realizadas com pouca luz, difusa, no céu. O despertar da população aconteceria com as estrelas ainda no céu, durante 40% do ano”. O especialista recorda: “O país teve uma situação assim, de 1967 a 1975, e abandonou-a devido ao desconforto causado.

“As pessoas só estão a pensar nos dias longos e compridos. Mas não é assim. A duração do dia não é o relógio que a faz. É o sol. As pessoas esquecem-se disso. Têm que analisar como seria a situação durante todo o ano e não só face ao facto de terem dias mais compridos durante o verão”, afirmou ao DN Rui Agostinho, dizendo que “a parte técnica está feita, agora a decisão está nas mãos dos políticos”.

Naquela consulta promovida pela Comissão, cujo resultado o presidente da mesma, Jean-Claude Juncker, prometeu respeitar, dizendo que Bruxelas vai propor o fim da mudança da hora na UE, votaram 4,6 milhões de pessoas em 511 milhões cidadãos europeus. 3 milhões dos quais são provenientes da Alemanha. Qualquer decisão final terá que ser rectificada pelo Parlamento Europeu (de onde partiu aliás a ideia da consulta pública sobre a hora) e, por maioria, pelo Conselho Europeu (instituição europeia que agrupa os governos dos 28 Estados membros).

A comissária europeia dos Transportes, Violeta Buc, calcula que a abolição da mudança da hora possa entrar em vigor em 2020 ou 2021, se não houver entraves nos trâmites. E aqui entram mais uma vez em jogo o peso da burocracia e diferenças políticas entre os vários Estados membros. Sendo que, em 2019, há eleições para o Parlamento Europeu, em maio, e dois meses antes está previsto que aconteça a saída do Reino Unido da UE. O brexit deverá acontecer a 29 de Março. Dois dias depois, 31 de Março, o último domingo do mês, é suposto a hora mudar.

É precisamente com uma referência ao brexit que o professor Rui Agostinho encerra as conclusões do seu relatório sobre a mudança ou não da hora: “Devido ao brexit mas também devido a algum descontentamento da população, que tem sido mostrado nos últimos anos através de inquéritos e solicitações ao Parlamento Europeu, este é o momento adequado para compreender esta mudança. Note-se que foi por causa da tradição diferente que existia nas ilhas britânicas e devido ao espírito de compromisso, que a UE escolheu o último domingo de Outubro para terminar o período da Hora de Verão, de modo a harmonizar a hora em todo o espaço comunitário europeu”.

Diário de Notícias
Patrícia Viegas
31 Agosto 2018 — 17:33

(Foram corrigidos 27 erros ortográficos ao texto original)

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830: O céu nocturno de Agosto em 2018

Todos os planetas visíveis a olho nu podem ser observados no céu nocturno de Agosto de 2018

Mercúrio será visível ao amanhecer a partir do dia 14 na constelação de Caranguejo, e depois move-se para a constelação de Leão. Encontra-se na direcção Nordeste.  A sua magnitude no inicio do mês varia de 1,9 a -0,5. Consulte aqui toda a informação sobre a “Observação de Mercúrio” e sobre a “Visibilidade de Mercúrio em 2018”.

Vénus será visível ao anoitecer na constelação de Virgem. Encontra-se na direcção Oeste. A sua magnitude no inicio do mês varia de -4,1 a -4,4.

Marte será visível durante a noite na constelação de Capricórnio, e depois move-se para a constelação de Sagitário, a sua tonalidade avermelhada auxiliará a sua identificação. Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de -2,8 a -2,2.

Júpiter será visível ao anoitecer na constelação de Balança. Encontra-se na direcção Sudoeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de -2,1 a -1,9.

Saturno será visível ao anoitecer e durante grande parte da noite na constelação de Sagitário. Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de 0,2 a 0,3.

Fig. 1 – Céu visível às 22h do dia 1 de Agosto em Lisboa mostrando os planetas Vénus, Marte, Júpiter e Saturno.

Fig. 2 – Céu visível às 06h do dia 19 de Agosto em Lisboa mostrando o planeta Mercúrio.

Tabela do nascimento, passagem meridiana e ocaso dos planetas.

Úrano e Neptuno também visíveis no céu nocturno de Agosto

Úrano, estará visível na constelação de Peixes e Neptuno estará visível na constelação de Aquário, onde permanecerá durante todo o resto do ano.

Os planetas Úrano e Neptuno terão de ser observados com telescópio, já que nunca são visíveis à vista desarmada.

Para obter mais informação sobre a “Visibilidade dos Planetas” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2018/ Visibilidade dos Planetas em 2018 e consulte também a tabela Nascimento, Passagem Meridiana e Ocaso dos planetas (Lisboa).

A chuva de meteoros δ Aquáridas e Perseidas em Agosto

A chuva de meteoros nocturna das δ Aquáridas será visível até ao dia 19 de Agosto. Como esta constelação só começa a nascer depois das 23horas a sudeste, as observações deverão iniciar-se na 2ª metade da noite. O radiante desta chuva de meteoros, ou seja, o ponto de onde os traços das suas estrelas cadentes nos parecem sair, está na constelação do Aquário.

Fig. 3 – Céu visível às 2h00 do dia 13 de Agosto em Lisboa mostrando a constelação de Perseus.

Em 12 de Agosto de 2018 ocorre a actividade máxima da famosa chuva de meteoros das Perseidas entre as 21h00 e as 09h00 horas do dia 13. O seu radiante está na constelação de Perseus, que aparecerá acima do horizonte a Nordeste na segunda metade da noite. Assim, em Portugal, o pico será visível na madrugada do dia 13 a partir da 01h00. Valerá também a pena observá-las à noite noutros dias próximos do pico e até ao dia 24 de Agosto em que termina. A melhor altura de observação será nas noites próximas da Lua Nova. O instante da fase de Lua Nova ocorre no dia 11 às 10:58 horas.

Fig. 4 – (figura do IMO) mostra o radiante da chuva de meteoros das Perseidas entre Julho a Agosto, que encontra-se na constelação de Perseu.

Tabela com a informação sobre as chuvas de meteoros das δ Aquáridas e Perseidas

Para obter mais informação sobre “Enxames de meteoróides”, e também um a pequena informação sobre a história deste enxame, consulte no nosso site a página Enxames de Meteoroides.

Fases da Lua em Agosto

Como é bem conhecido, as fases da lua são determinadas pelas posições relativas do sistema sol-lua-terra. À medida que a Lua se move à volta da Terra, ambos os astros progridem à volta do sol, ocorrendo todos os meses Lua Cheia quando há um alinhamento do tipo Sol–Terra–Lua. A Lua Nova ocorre quando há um alinhamento do tipo Sol–Lua–Terra e nas posições intermédias ocorrem o Quarto Crescente e Quarto Minguante. O período que a Lua demora para passar pela mesma fase é de 29,5 dias, conhecido como mês sinódico (ou uma lunação).

Fases_da_lua

Fig. 5 – A órbita lunar com excentricidade aproximada, para mostrar o conceito.

Para obter mais informação sobre as “Fases da Lua” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2018/ Fases da Lua e consulte também a tabela Nascimento, e Ocaso da Lua (Lisboa)

A órbita lunar em Agosto

A órbita da Lua é aproximadamente uma elipse de excentricidade média 5,5%. A lua demora 27,3 dias a completar a translação (um mês lunar). A órbita elíptica faz com que a Lua ora esteja mais perto, ora mais longe da Terra. O ponto orbital mais próximo da Terra é denominado Perigeu e o ponto mais afastado chama-se Apogeu. A distância média Terra-Lua é <dTL>= 384.400 km. A tabela abaixo indica os instantes do apogeu e perigeu lunar com a distância da Terra à Lua em unidades de RT (Raio Terrestre).

Apogeu

Fig. 6 – A órbita lunar com excentricidade muito exagerada, para mostrar o conceito.

Tabela com a informação sobre o Apogeu e Perigeu lunar

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa
1 Ago 2018

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819: Efemérides Marcianas neste Verão

MOVIMENTO RETRÓGRADO

Marte irá inverter a sua trajectória no céu no dia 28 de Junho de 2018. Durante dois meses Marte terá movimento retrógrado de 28 de Junho a 28 de Agosto. Será possível ver Marte, um pouco antes da meia-noite, no céu a Sudeste, quase alinhado com os planetas Saturno e Júpiter, brilhará cada vez mais cedo a cada semana que passa.

Fig. 1 – Céu visível à 1h30min do dia 28 de Junho em Lisboa mostrando os planetas Marte, Saturno e Júpiter.

Tabela com o nascimento, passagem meridiana, ocaso e magnitude do planeta MarteOPOSIÇÃO

No dia 27 de Julho de 2018 pelas 05 horas (hora legal de Portugal Continental e na Região autónoma da Madeira) Marte estará em oposição em que será visível durante toda a noite e observar-se-á mais brilhante e maior, encontrando-se no céu nocturno a brilhar com uma magnitude de -2,8 na constelação de Capricórnio. Neste dia, ocorre um evento celeste raro, é quando o planeta vermelho Marte estará alinhado em uma linha recta com o Sol e a Terra.

Este alinhamento cósmico, chamado oposição de Marte ocorre a cada 778 dias ou de dois anos, um mês e 18 dias. A Terra viaja mais rápido, pois encontra-se mais perto do Sol, completando uma volta em 365,25 dias, enquanto Marte é mais distante do Sol e leva 687 dias para viajar.

Vénus e a Terra são alguns planetas que viajam em círculos quase perfeitos, enquanto outros planetas, como Marte e Mercúrio viajam em órbitas mais excêntricas ou elípticas.

Depois de cinco dias da ocorrência deste evento da oposição de Marte, o planeta vermelho Marte estará à distância mínima da Terra.

DISTÂNCIA MÍNIMA DA TERRA

No dia 31 de Julho, Marte estará muito perto de nós!

No período da manhã de dia 31, mais precisamente às 08h48min (em Portugal continental), Marte estará à distância mínima da Terra. A esta hora não será possível observar Marte, pois nesse preciso momento estará abaixo do horizonte.

Marte nasce mais cedo às 20h55min no início da noite, e põe-se de manhã às 06h01min altura em que se deixa de ver. Observar-se-á Marte durante toda a noite como um objecto brilhante avermelhado! O planeta Marte estará mais próximo da Terra e, por isso mesmo, mais brilhante. Este fenómeno acontece de 26 em 26 meses, sempre que a Terra ultrapassa Marte no movimento de translação em torno do Sol (o nosso planeta é mais rápido neste movimento).

Assim, Marte estará aproximadamente apenas a 57,6 milhões de quilómetros da Terra. Será a maior aproximação à Terra desde Agosto de 2003!

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa
26 Jun 2018

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818: Marte encontra-se à menor distância da Terra dos últimos 15 anos

 

Hoje, dia 31 de Julho, Marte estará muito perto de nós!

No período da manhã, mais precisamente às 08h48min (em Portugal continental), Marte estará à distância mínima da Terra. A esta hora não será possível observar Marte, pois nesse preciso momento estará abaixo do horizonte.

Marte nasce mais cedo às 20h55min no início da noite, e põe-se de manhã às 06h01min altura em que se deixa de ver. Observar-se-á Marte durante toda a noite como um objecto brilhante avermelhado! O planeta Marte estará mais próximo da Terra e, por isso mesmo, mais brilhante. Este fenómeno acontece de 26 em 26 meses, sempre que a Terra ultrapassa Marte no movimento de translação em torno do Sol (o nosso planeta é mais rápido neste movimento).

Assim, Marte estará aproximadamente apenas a 57,6 milhões de quilómetros da Terra. Será a maior aproximação à Terra desde Agosto de 2003!

Mais informações sobre as efemérides de Marte encontram-se em: http://oal.ul.pt/efemerides-marcianas-neste-verao-de-2018/

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa
30 Jul 2018

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741: O céu nocturno de Julho em 2018

Vesta visível à vista desarmada em Julho de 2018

O asteróide Vesta (4 Vesta) estará visível à vista desarmada até aproximadamente dia 20 de Julho, na constelação de Ofiúco, não muito longe de Saturno. A melhor altura para o observar será durante a sua passagem meridiana, quando está mais alto no céu. Nessa altura estará na direcção sul (azimute 0º). Opte por um local e dia  em que o céu seja mais escuro (como Quarto Minguante, Lua Nova) para possibilitar a visualização, pois a sua magnitude está no limite da visibilidade a olho nu.

crédito de imagem: Nasa

O asteróide Vesta foi descoberto em 29 de Março de 1807 por Heinrich Wilhelm Olbers e  encontra-se na cintura de asteróides entre Marte e Júpiter, a 2,36 UA do Sol. Vesta é um asteróide tipo V. O seu tamanho e o brilho na sua superfície fazem de Vesta o asteróide mais brilhante de todos. É o único asteróide que ocasionalmente é visível a olho nu.

Tabela do nascimento, passagem meridiana e ocaso do asteróide Vesta.

Fig. 1 – Céu visível às 22h15min do dia 15 de Julho em Lisboa mostrando os planetas Vénus, Marte, Júpiter, Saturno e o asteróide Vesta.

Todos os planetas visíveis a olho nu podem ser observados no céu nocturno de Julho de 2018

Mercúrio será visível ao anoitecer até dia 28 na constelação de Caranguejo, e depois passa para a constelação de Leão. Encontra-se na direcção Sudoeste.  A sua magnitude no inicio do mês varia de -0,2 a 1,8. Consulte aqui toda a informação sobre a “Observação de Mercúrio” e sobre a “Visibilidade de Mercúrio em 2018”.

Vénus será visível ao anoitecer na constelação de Leão. Encontra-se na direcção Sudoeste. A sua magnitude no inicio do mês varia de -3,9 a -4,1. No dia 9, Vénus estará a 1,1°N de Régulo pelas 21 horas. 

Marte será visível durante a madrugada na constelação de Capricórnio, a sua tonalidade avermelhada auxiliará a sua identificação. Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de -2,1 a -2,8. No dia 1, Marte estará a 5°S da Lua pelas 3 horas. No dia 26, Marte estará em movimento retrogrado. No dia 27, Marte estará em oposição pelas 05 horas, e estará a 7°S da Lua pelas 23 horas.  No dia 31, Marte estará à distância mínima da Terra pelas 9 horas.

Júpiter será visível durante toda a noite na constelação de Balança. Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de -2,3 a -2,1.

Saturno será visível ao anoitecer e durante grande parte da noite na constelação de Sagitário. No dia 1, Saturno estará a 1,6°S da Lua pelas 2 horas. No dia 28, Saturno estará a 1,8°S da Lua pelas 5 horas. Encontra-se na direcção Sudeste. A sua magnitude ao longo do mês varia de 0,0 a 0,2.

Tabela do nascimento, passagem meridiana e ocaso dos planetas.

Úrano e Neptuno também visíveis no céu nocturno de Julho

Úrano, estará visível na constelação de Peixes e Neptuno estará visível na constelação de Aquário, onde permanecerá durante todo o resto do ano.

Os planetas Úrano e Neptuno terão de ser observados com telescópio, já que nunca são visíveis à vista desarmada.

Para obter mais informação sobre a “Visibilidade dos Planetas” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2018/ Visibilidade dos Planetas em 2018 e consulte também a tabela Nascimento, Passagem Meridiana e Ocaso dos planetas (Lisboa).

A chuva de meteoros Ariétidas, ζ Perseidas, β Táuridas e δ Aquáridas em Julho

Nesta altura ocorrem 3 chuvas de meteoros diurnas: as Ariétidas, as ζ Perseidas e as β Táuridas. Tanto a constelação de Carneiro, como as de Perseu e do Touro encontram-se próximas do Sol, e isso faz com que estas chuvas de meteoros sejam difíceis de se ver a olho nu. Alguns dos primeiros meteoros são visíveis no momento das primeiras horas da manhã, geralmente uma hora antes do amanhecer. Ver tabela mais abaixo para obter informações sobre os períodos de visibilidade e as datas de máxima actividade para cada uma destas chuvas de meteoros.

A chuva de meteoros nocturna das δ Aquáridas ocorre entre 12 de Julho e 23 de Agosto, e a actividade máxima de intensidade desta chuva de meteoros será no dia de 30 de Julho. Como esta constelação só começa a nascer depois da meia-noite a sudeste, as observações deverão iniciar-se na 2ª metade da noite. O nome desta chuva de meteoros resulta dos traços das suas estrelas cadentes nos parecerem sair dum ponto da constelação do Aquário (o radiante).

Também neste mês de Julho inicia a famosa chuva de meteoros nocturna das Perseidas que ocorre entre 17 de Julho e 24 de Agosto.

Em 2006, a IMO (International Meteor Organization) decidiu definir uma série de chuvas de meteoros conhecidas sob a designação ANT (The Antihelion Source). O ANT é uma grande área, aproximadamente oval, com extensão de 30◦ em ascensão recta e 15◦ em declinação, centrado num ponto cerca de 12◦ a leste do ponto da oposição solar sobre a eclíptica, daí o seu nome. Não é uma verdadeira chuva de meteoros (e portanto não tem um número oficial de chuva de meteoros do IAU), mas é sim uma região do céu em que um número variável, embora baixo, de chuva de meteoros secundários activos têm os seus radiantes.

Fig. 2 – (figura do IMO) mostra os radiantes entre maio a julho, o radiante do ANT em junho encontra-se nas constelações de Sagitário e de Escorpião.

Tabela com a informação sobre as chuvas de meteoros das Ariétidas, ζ Perseidas, β Táuridas, δ Aquáridas e Perseidas

Para obter mais informação sobre “Enxames de meteoróides”, e também um a pequena informação sobre a história deste enxame, consulte no nosso site a página Enxames de Meteoróides.

Fases da Lua em Julho

Como é bem conhecido, as fases da lua são determinadas pelas posições relativas do sistema sol-lua-terra. À medida que a Lua se move à volta da Terra, ambos os astros progridem à volta do sol, ocorrendo todos os meses Lua Cheia quando há um alinhamento do tipo Sol–Terra–Lua. A Lua Nova ocorre quando há um alinhamento do tipo Sol–Lua–Terra e nas posições intermédias ocorrem o Quarto Crescente e Quarto Minguante. O período que a Lua demora para passar pela mesma fase é de 29,5 dias, conhecido como mês sinódico (ou uma lunação).

Fases_da_lua

Fig. 3 – A órbita lunar com excentricidade aproximada, para mostrar o conceito.

Para obter mais informação sobre as “Fases da Lua” consulte no nosso site a página Almanaques/Dados de 2018/ Fases da Lua e consulte também a tabela Nascimento, e Ocaso da Lua (Lisboa)

A órbita lunar em Julho

A órbita da Lua é aproximadamente uma elipse de excentricidade média 5,5%. A lua demora 27,3 dias a completar a translação (um mês lunar). A órbita elíptica faz com que a Lua ora esteja mais perto, ora mais longe da Terra. O ponto orbital mais próximo da Terra é denominado Perigeu e o ponto mais afastado chama-se Apogeu. A distância média Terra-Lua é <dTL>= 384.400 km. A tabela abaixo indica os instantes do apogeu e perigeu lunar com a distância da Terra à Lua em unidades de RT (Raio Terrestre).

Apogeu

Fig. 4 – A órbita lunar com excentricidade muito exagerada, para mostrar o conceito.

Tabela com a informação sobre o Apogeu e Perigeu lunar

OAL- Observatório Astronómico de Lisboa
1 Jul 2018

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657: Solstício de Verão 2018

 

O Solstício de Verão ocorrerá no dia 21 de Junho de 2018 às 11h07min, marcando o início da estação no hemisfério norte (a mais quente apesar da Terra vir a estar o mais longe do sol a 6 de Julho). O sol neste dia de solstício estará o mais alto possível no céu em Lisboa e aquando da sua passagem meridiana atingirá a altura máxima de 75° .

A tabela abaixo mostra que a duração do dia no Solstício de Verão é efectivamente a mais longa. A 21 de Junho de 2018 o disco solar nascerá às 06:11:46 horas e pôr-se-á às 21:04:53 horas em Lisboa.

A duração do dia será de 14:53:07 horas, o que é apenas 1 segundo a mais do que no dia anterior.

O Verão prolonga-se por 93,66 dias até ao próximo Equinócio, a 23 de Setembro de 2018.

Solstícios: pontos da eclíptica em que o Sol atinge as alturas (distância angular) máxima e mínima em relação ao equador, isto é, pontos em que a declinação solar atinge extremos: máxima no solstício de Verão (+23° 26′) e mínima no solstício de Inverno (-23° 26′). A palavra de origem latina (Solstitium) associa-se ao facto do Sol travar o movimento diário de afastamento ao plano equatorial e “estacionar” ao atingir a sua posição mais alta ou mais baixa no céu local.

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa
14 Jun 2018

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174: Solstício de Inverno 2017

 

Este ano o Solstício de Inverno ocorre no dia 21 de Dezembro às 16h 28min. Este instante marca o início do Inverno no Hemisfério Norte, estação mais fria do ano. Neste dia, o sol no plano da eclíptica passará pela declinação mínima (latitude ao equador) de -23° 26′  5″, atingindo o máximo de fluxo de energia solar (J/m2) no hemisfério sul do planeta.

Produz também um dos dias mais curtos do ano no hemisfério norte: apenas 9h e 27min 4s em Lisboa. O dia 21 é igualmente curto até à casa dos segundos. A duração do dia será de:  9h e 8min em Bragança;  9h e 12min no Porto;  9h e 18min em Coimbra;  9h e 21min em Castelo Branco;  9h e 29min em Évora; 9h e 33min em Ponta Delgada;  9h e 37min em Faro;  10h e 0min no Funchal;

Esta estação prolonga-se por 88,99 dias até ao próximo Equinócio que ocorre no dia 20 de Março de 2018 às 16h 15min.

Solstícios: pontos da eclíptica em que o Sol atinge as posições máxima e mínima de afastamento (altura) em relação ao equador, isto é, pontos em que a declinação do Sol atinge extremos: máxima no solstício de Verão e mínima no solstício de Inverno.

A palavra de origem latina (Solstitium) está associada à ideia de que o Sol devia estar estacionário, no movimento de afastamento ao equador, ao atingir a sua mais alta ou mais baixa posição no céu.

OAL-Observatório Astronómico de Lisboa
On 5 Dez 2017

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83: Noites no Observatório – 28 de Outubro 2017

 

 

IMPORTANTE: A sessão mensal das Noites no Observatório é realizada atualmente no Planetário Calouste Gulbenkian – Centro Ciência Viva.

A atividade das Noites no Observatório deste mês, será realizada no sábado 28–outubro–2017.

A sessão terá início com a palestra às 21:30. Após a palestra haverá um pequeno espetáculo de música e efeitos na cúpula do Planetário. As observações astronómicas decorrerão em contínuo ao longo da noite, até às 24:00.

A palestra terá como tema “Ondas Gravitacionais – Uma descoberta que abalou o mundo”, por Francisco Lobo, do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA).

As Noites no Observatório são organizadas pelo Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço, em parceria com o Planetário Calouste Gulbenkian – Centro Ciência Viva.


Atenção:

  1. Apesar de ter acesso livre a atividade requer uma inscrição prévia que se efetua AQUI.
  2. É necessário consultar a seguinte página para mais informações acerca desta atividade.

Ondas Gravitacionais – Uma descoberta que abalou o mundo   

O Prémio Nobel da Física 2017 foi atribuído a Rainer Weiss, Kip Thorne e Barry Barish pelas suas “contribuições decisivas para o detetor LIGO (Laser Interferometer Gravitational wave Observatory) e a observação das ondas gravitacionais”.

A descoberta das ondas gravitacionais é uma das últimas peças para a confirmação da teoria da gravitação de Einstein. Esta teoria prevê que acontecimentos cataclísmicos, tais como a colisão de dois buracos negros, podem emitir ondulações gravitacionais, que se propagam através do Universo.

Vamos efetuar uma breve revisão histórica desta extraordinária descoberta e discutir a sua importância e utilidade futura.​

Nota Biográfica:

Francisco Lobo é doutorado em Física pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e continuou a sua investigação em Inglaterra.

Hoje em dia, de regresso à Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, continua fascinado pelos estudos dos mecanismos internos da Natureza e do Cosmos e trabalha com as equações que Einstein nos legou, há cerca de um século.

Para além da investigação científica, onde lidera o grupo da Cosmologia do Instituto de Astrofísico e Ciências do Espaço, está envolvido em atividades de formação e de divulgação.

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41: Noites no Observatório – Noite Europeia dos Investigadores (30 de Setembro de 2017)

IMPORTANTE: A sessão mensal das Noites no Observatório é realizada actualmente no Planetário Calouste Gulbenkian – Centro Ciência Viva.

No dia 30 de Setembro de 2017, a sessão mensal das Noites no Observatório celebra a Noite Europeia dos Investigadores 2017, com um programa diferente do habitual.

Neste mês, excepcionalmente, o Planetário abrirá as portas às 19:45.

Programa:

20:00 – 21:00 – Actividade “As estrelas nos bastidores do Cosmos”;

21:30 – 23:00 – Palestra “A Ciência ao serviço do Desenvolvimento e da Paz”, por João Lin Yun, do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA);

23:00 – 23:30 – Concerto “Do Big Bang aos Planetas”, pela banda Gravitational Waves Band

Em contínuo ao longo da noite, até às 00h30, decorrerão observações do céu com telescópios (condicionadas pelas condições meteorológicas).

 


Atenção:

  1. Apesar de ter acesso livre a actividade requer  inscrições prévias que se efectuam AQUI. Excepcionalmente este mês, existem duas inscrições em separado: uma para a actividade inicial “As estrelas nos bastidores do Cosmos” e outra para a palestra, concerto e observações. 
  2. É necessário consultar a seguinte página para mais informações acerca desta actividade.

As estrelas nos bastidores do Cosmos

Conheça as pessoas que desafiam o Universo a revelar os seus segredos. Quais foram os seus sonhos de infância? Como é cada novo dia a caminho da sua próxima descoberta?

Num pequeno grupo, receba a visita de investigadores do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço, ouça as suas histórias e aproveite esta oportunidade rara para lhes colocar perguntas sobre o seu trabalho.

No espaço de uma hora, converse com investigadores por pequenos períodos de 15 minutos.

Atenção: esta actividade necessita de uma inscrição (gratuita) em separado.

Concerto “Do Big Bang aos Planetas”

Depois do sucesso do ano passado, a banda Gravitational Waves Band volta às Noites no Observatório. Com um novo projecto, no qual transporta o público numa viagem sonora de 14 mil milhões de anos, vai percorrer a história do Universo desde o Big Bang até ao nosso planeta Terra.

Palestra Pública

“A Ciência ao serviço do Desenvolvimento e da Paz”

Gerações de investigadores astrofísicos têm-se dedicado à tarefa de desvendar os enigmas do cosmos. Partilham depois com a Humanidade as suas descobertas e fascínio pelo Universo em que vivemos.

Ao contrário do que é costume pensar, muitas destas descobertas têm aplicações práticas e têm constituído um importante motor de desenvolvimento.

Como parte integrante de uma cultura universal, a Ciência pode unir pessoas, povos e civilizações. Desta forma, desempenha um papel a favor da paz e do desenvolvimento mais justo para todos os seres humanos.

Nota Biográfica:

João Lin Yun é professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e investigador do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço. É doutorado em Astronomia e Física pela Universidade de Boston e tem-se preocupado com os aspectos humanos da Ciência.

Para além do seu trabalho científico e pedagógico, é um apaixonado pelas manifestações culturais e sociológicas dos povos. Observa com curiosidade a espécie humana, cujo destino se tornou colectivo e global.

OAL-Observatório Astronómico de Lisboa
On 19 Set 2017

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30: Datas de Mudança da Hora

HORA DE INVERNO E VERÃO PARA 2017

Portugal continental

Em conformidade com a legislação, a hora legal em Portugal continental:

  • será adiantada  60 minutos à 1 hora de tempo legal (1 hora UTC) do dia 26 de Março e atrasada  60 minutos às 2 horas de tempo legal (1 hora UTC) do dia 29 de Outubro.

Região Autónoma da Madeira

Em conformidade com a legislação, a hora legal na Região Autónoma da Madeira:

  • será adiantada  60 minutos à 1 hora de tempo legal (1 hora UTC) do dia 26 de Março e atrasada  60 minutos às 2 horas de tempo legal (1 hora UTC) do dia 29 de Outubro.

Região Autónoma dos Açores

Em conformidade com a legislação, a hora legal na Região Autónoma dos Açores:

  • será adiantada  60 minutos às 0 horas de tempo legal (1 hora UTC) do dia 26 de Março e atrasada  60 minutos à 1 hora de tempo legal (1 hora UTC) do dia 29 de Outubro.

____________________________________

DATAS DE MUDANÇA DA HORA ATÉ 2021

Comunicação da Comissão Europeia respeitante às disposições relativas à hora de Verão

Jornal Oficial nº C 061 de 17/02/2016 p. 0001 – 0001

Nos anos de 2017 a 2021, inclusive, o início e o termo do período da hora de Verão são fixados, respectivamente, nas datas seguintes, à 1 hora da manhã, tempo universal:

  • 2017: domingo 26 de Março e domingo 29 de Outubro,
  • 2018: domingo 25 de Março e domingo 28 de Outubro,
  • 2019: domingo 31 de Março e domingo 27 de Outubro,
  • 2020: domingo 29 de Março e domingo 25 de Outubro,
  • 2021: domingo 28 de Março e domingo 31 de Outubro.

 

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