3951: Terra no Afélio (04/07/2020)

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Imagens do periélio (direita) e afélio (esquerda) obtidas em 2008. É evidente nesta imagem a diferença de diâmetro angular é de pouco mais de 3% entre as duas situações. Crédito: NASA

No dia 4 de Julho de 2020 pelas 13 horas, a Terra passará no ponto mais afastado do Sol, o afélio, a uma distância de 1,016694252 unidades astronómicas (UA). Ver-se-á o Sol menor do ano porque o seu diâmetro aparente (angular) atingiu o valor mínimo: 31,28’ (minutos de arco). Apesar do diâmetro verdadeiro do Sol se manter fixo (1,393 milhões de km), o ângulo observado entre o extremos esquerdo e direito do disco solar (diâmetro aparente) diminui ou aumenta, consoante a distância ao Sol se altera.

A distância média da Terra ao Sol é de 1 UA (Unidade Astronómica), ou seja 149,6 milhões de quilómetros. Na translação terrestre (movimento elíptico em torno do Sol) a distância solar varia diariamente: no periélio está mais próxima e no afélio está mais afastada deste.

Nota:

Embora a Terra esteja no afélio isso não impede que no hemisfério norte estejamos na época mais quente do ano (Verão). As estações do ano não dependem da distância ao Sol (que varia pouco porque a nossa órbita elíptica é quase circular) mas sim da inclinação do eixo da Terra em relação ao seu plano orbital.

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa
30 Jun 2020

 

spacenews

 

73: Astrónomos detectam um novo tipo de ondas gravitacionais: “O princípio de uma nova era”

Segundo os cientistas, as novas emissões de radiação agora detectadas são consequência da fusão de duas estrelas de neutrões numa galáxia distante.

Uma equipa internacional anunciou esta segunda-feira ter conseguido ver através da luz e das ondas gravitacionais, simultaneamente, a fusão de duas estrelas de neutrões, dando “início a uma nova era” da observação do Universo.

Estas análises, realizadas a 17 de Agosto, “sugerem” que os sinais localizados são o resultado da fusão de duas estrelas de neutrões, um evento chamado “Kilonovas”, cuja existência foi descrita há 30 anos, mas que teve a primeira observação confirmada agora.

O Observatório Astral Europeu foi quem anunciou a descoberta. Em primeiro lugar, a descoberta supõe a detecção de uma quinta onda gravitacional, denominada GW170817 pelos especialistas, observada a 17 de Agosto graças à colaboração entre o Observatório de Ondas Gravitacionais por Interferómetro Laser (LIGO), nos EUA, e o Interferómetro Virgo, em Itália.

Esta é a primeira onda gravitacional detectada cuja origem não é a colisão de buracos negros. Apenas dois segundos depois de observar a onda gravitacional, os satélites espaciais Fermi e Integral detectaram uma pequena explosão de raios gama.

Segundo a nota desta segunda-feira, tanto o sinal óptico como as ondas gravitacionais provinham da fusão de duas estrelas de neutrões, que se produziu a 130 milhões de anos-luz da Terra.

University of Warwick/Mark Garlick
Colisão de duas estrelas de neutrões

A comunidade científica encheu-se de especulações nas últimas semanas de que o LIGO tinha descoberto algo intrigante.

Os rumores começaram a tornar-se mais sérios depois de um astrónomo da Universidade do Texas ter tweetado “Novo LIGO” e ter feito referência a um componente óptico, o que poderia significar que se tinha encontrado algo além da fusão de dois buracos negros.

ZAP // RT / EFE

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