1723: Em breve, o inverno acabará na Austrália e fará nascer um “novo verão”

(CC0/PD) Desertrose7 / Pixabay

Muito em breve, a Austrália deixará de ter o inverno tal qual como o conhece. Uma nova ferramenta climática prevê que, até 2050, os australianos passarão a enfrentar uma nova estação que poderá ser chamada de “novo verão”.

A previsão é avançada por cientistas da Escola de Arte e Design e do Instituto de Mudanças Climáticas da Universidade Nacional Australiana (ANU), que trabalharam em conjunto num projecto de design que parte dos dados já existentes para comunicar os possíveis impactos das mudanças climáticas para que o público os possa compreender.

De acordo com os cientistas, o “novo verão” representa um período do ano em que as temperaturas atingirão um pico constante, e em muitos casos acima de 40ºC, durante um período sustentado. Através da ferramenta disponível online, as pessoas podem clicar em milhares de locais do território australiano para ver de que forma o clima mudará nas suas cidades até meados de 2050.

“Observamos a temperatura média histórica de cada estação e comparamos com os dados projectados e o que encontramos em todos os lugares é que realmente não há um período de inverno sustentado ou duradouro”, disse  ou prolongado”, disse Geoff Hinchliffe, professor na Escola de Arte e Design, citado em comunicado.

“Dentro de 30 anos, o inverno, tal como o conhecemos, será inexistente, deixará de existir em todas as partes [da Austrália], excepto nalgumas regiões da Tasmânia”, sustentou.

A ferramenta, que usa dados do Bureau of Meteorology e do Scientific Information for Land Owners, mostra quantos graus vai subir a temperatura média em cada local, dando ainda conta de quantos dias haverá a mais com 30 ou 40 graus numa determinada região na Austrália em 2050 comparativamente com o que é hoje registado.

“Além dos dados, também nos concentramos em desenvolver as formas visuais mais eficazes para transmitir como é que a mudança climática irá afectar locais específicos”, disse Hinchliffe. E concretiza: “significava usar cor, forma e tamanho à volta de uma composição quadrante que mostra os valores de temperatura de um ano inteiro num único instante”.

A experiência torna-se assim “visualmente rica e interessante, dando muitos detalhes de uma forma particular que se conecta emocionalmente com as pessoas, localizando-as na sua própria cidade”, rematou o cientista.

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Por ZAP
16 Março, 2019

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