1595: Geólogos descobriram de onde vem a parte mais remota do oceano

GRID Arendal / Flickr

Um navio coreano chegou a uma das partes mais remotas do oceano em 2011 e 2013, uma área próxima à Antárctica e ao sul da Nova Zelândia. Lá, retirou material do fundo do mar que revelou uma região anteriormente desconhecida das profundezas da Terra.

Os cientistas analisaram uma mistura de variantes químicas chamadas isótopos em amostras do fundo do mar de diferentes partes do planeta para descobrir o “domínio do manto” que as produziu.

A maior parte das coisas sólidas na superfície da Terra ou perto dela era, em algum momento, parte do interior quente do planeta. Mas diferentes partes do interior contêm diferentes proporções de vários isótopos e, assim, produzem diferentes composições reveladoras.

Os cientistas que estudam o material desta parte distante do oceano, denominado Cume Antárctico-Australiano, determinaram que tinha uma marca química única. Esta nova marca significa que as amostras devem ter surgido de um domínio que era desconhecido anteriormente.

A região de 1.900 quilómetros de largura foi “a última lacuna” no modelo geológico do fundo do mar, escreveram os investigadores no artigo publicado na Nature Geoscience.

Os cientistas previram que esta região teria uma marca isotópica semelhante ao Pacífico, escreveram, sugerindo que as duas regiões do fundo do mar teriam emergido da mesma parte do manto da Terra – a região quente e rochosa, posteriormente colada entre a crosta e o núcleo.

Em vez disso, parece ter explodido separadamente da sua própria parte do manto, provavelmente como parte de uma grande ruptura geológica que ocorreu há cerca de 90 milhões de anos.

Este foi o fim do período em que as massas de terra da Terra foram unidas no super-continente Gondwana, com a Antárctida actual no seu centro. Quando Gondwana finalmente se separou, um “manto profundo que se eleva”, que apelidaram de Zealandia-Antarctic Swell, parece ter-se espalhado entre os pedaços continentais separadores, formando o fundo do mar relativamente raso desta região.

ZAP // Live Science

Por ZAP
15 Fevereiro, 2019

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1351: Terramoto aproximou ilhas da Nova Zelândia. E continuam a mover-se

CIÊNCIA

flyingkiwigirl / Flickr

Cientistas do Instituto de Pesquisa da Coroa da Nova Zelândia, mais conhecido como GNS Science, concluíram que uma série de terremotos que abalaram o país em Novembro de 2016 acabaram por aproximar as duas ilhas do país, “afundando” uma das regiões.

Cientistas do Instituto de Pesquisa da Coroa da Nova Zelândia confirmaram que a crosta terrestre continua a mudar após a ruptura cataclísmica que se deu durante o terramoto de 2016. A aproximação, de apenas 35 centímetros, deu-se entre as ilhas do Norte e do Sul, enquanto que a cidade de Nelson, no topo da ilha do Sul, se afundou cerca de 20 milímetros.

O sismo de magnitude 7,8 na escala de Ritcher, que abalou o país no dia 14 de Novembro de 2016, reduziu inicialmente a distância entre as ilhas em vários metros, e a partir daí as falhas sísmicas “puxaram” a ilha do Sul para norte, aproximando as duas ilhas, adianta a Sputnik News.

O movimento é muito lento e demasiado subtil para ser sentido por seres humanos, mas os cientistas têm medido esse movimento através de uma combinação de sensores de GPS e medições por satélite. Essas medições comprovam que a Nova Zelândia está, de facto, a sentir os efeitos do terramoto de 2016.

No entanto, a distância entre o cabo Campbell, na ilha do Sul, onde acaba a maior falha, e a capital neozelandesa, Wellington, situada na ponta sul da ilha Norte, continua muito grande: cerca de 50 quilómetros.

O terramoto que abalou o país teve epicentro a 39 quilómetros da cidade de Kaikoura, fazendo duas vítimas mortais e um sistema complexo de 25 falhas, o que dificulta o estabelecimento da falha responsável por este fenómeno de aproximação.

Segundo o Live Science, este terramoto foi demasiado complexo, dado que atingiu uma zona de transição entre duas regiões geológicas muito diferentes. A Nova Zelândia fica na zona de colisão entre a placa indo-australiana e a placa do Pacífico. A última “mergulha” debaixo da primeira, criando calhas submarinas e elevando uma parte da Nova Zelândia, e é nesse lugar que ocorrem mais de 15 mil terremotos por ano.

Até agora, os dados dos especialistas mostram que as falhas profundas da zona de subducção não contribuíram para o terramoto de Kaikoura. Ainda assim, esta interface profunda parece estar a movimentar-se dois anos após o terramoto.

É ainda muito cedo para compreender a fundo o que significa este movimento no futuro sismológico do país.

Os cientistas publicaram algumas das suas descobertas sobre o movimento pós-terremoto, incluindo um estudo de Março publicado na revista Geophysical Research Letters. Os especialistas analisaram movimentos até 600 quilómetros do epicentro do terramoto. Em Dezembro, apresentarão os seus resultados actualizados na reunião anual da American Geophysical Union.

Ainda assim, os cientistas consideram que os maiores movimentos já ocorreram, sendo que agora a terra está apenas a “rastejar”. Os movimentos vão, gradualmente, diminuindo, mas segui-los no futuro ajudará os cientistas a determinar quais os movimentos que vêm da crosta superior e quais os mais profundos.

Além disso, serão também capazes de descobrir mais sobre se o terremoto pressionou as falhas próximas (tornando um terremoto futuro mais provável) ou se retirou alguma pressão de outras falhas (o que significa que a crosta provavelmente ficará tranquila nos próximos tempos).

Esta é a razão pela qual é tão importante monitorizar o que acontece depois de um terramoto.

ZAP //

Por ZAP
30 Novembro, 2018

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1143: Cientistas explicam como surgem os sistemas de magma que nutrem super-erupções

Francis R. Malasig / EPA

Para descobrir onde é que o magma se encontra na crosta terrestre e durante quanto tempo, o vulcanologista da Universidade de Vanderbilt, Guilherme Gualda, e a sua equipa viajaram para a área mais activa: a Zona Vulcânica Taupo, na Nova Zelândia.

Para descobrir onde o magma se acumula na crosta terrestre e durante quanto tempo, o vulcanologista Guilherme Gualda, da Universidade de Vanderbilt, e a sua equipa, viajaram para o aglomerado mais activo: a Zona Vulcânica Taupo na Nova Zelândia, onde ocorreram algumas das maiores erupções dos últimos dois milhões de anos .

Depois de estudar camadas de pedra-pomes visíveis em cortes de estradas e outros afloramentos, medindo a quantidade de cristais nas amostras e usando modelos termodinâmicos, a equipa de cientistas determinou que o magma se aproximava da superfície a cada erupção sucessiva.

Este trabalho integra-se num projecto que tem como objectivo estudar super-erupções – como os sistemas de magma que os alimentam são construídos e como a Terra reage à entrada repetida de magma em curtos períodos de tempo.

“À medida que o sistema é redefinido, os depósitos tornam-se mais rasos”, disse Gualda, professor associado de ciências da terra e do meio ambiente. “A crosta está a ficar cada vez mais quente, então o magma pode alojar-se em níveis mais rasos.”

Além disso, a natureza dinâmica da crosta da Zona Vulcânica de Taupo tornou muito mais provável a erupção do magma em vez de simplesmente ficar armazenado na crosta. As erupções mais frequentes e com menor impacto, que produziam 50 a 150 quilómetros cúbicos de magma, impediram, muito provavelmente, uma super-erupção.

Super-erupções produzem mais de 450 quilómetros cúbicos de magma e afectam o clima da Terra durante vários anos após a erupção, adianta o EurekAlert.

“Há magma estagnado que é pobre em cristal, que se mantém fundido durante algumas décadas, e a certa altura irrompe”, disse Gualda. “Aí, outro corpo de magma é estabelecido, mas não sabemos como se forma esse corpo.  É um período no qual aumenta o derretimento na crosta.”

A questão que permanece no ar tem a ver com o tempo que esses corpos de magma, ricos em cristais, se reúnem entre as erupções. Pode demorar milhares de anos, mas Gualda acredita que o período de tempo é mais curto do que isso.

ZAP //

Por ZAP
14 Outubro, 2018

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1052: Criatura “alienígena” encontrada numa praia na Nova Zelândia

Eve Dickinson
Medusa juba-de-leão fora de água, numa praia na Nova Zelândia

Uma família neozelandesa passeava ao longo de uma praia no norte de Auckland quando encontraram uma bizarra criatura em forma de bolha e vermelha.

A criatura, que acabou por ser identificada como uma espécie específica de medusa, tem um corpo exterior branco e é vermelha por dentro, assemelhando-se a um ser extraterrestre.

“As medusas estavam por toda a parte e ficamos surpreendidos. Depois avistamos um ser enorme, diferente de todas as outras“, revelou à Auckland Now, Eve Dickinson, a mãe da família que passeava na praia.

“Ficamos horas a olhar para este bicho pela sua beleza nas cores e formas. O meu filho disse que lhe fazia lembrar um vulcão“, contou.

A família Dickinson, apesar do entusiasmo inicial, apenas encontrou na praia de Pakiri, uma medusa juba-de-leão (Cyanea capillata), uma das maiores espécies de medusa que, normalmente tem 50 centímetros de diâmetro mas pode chegar aos 2 metros de diâmetro e ter tentáculos que ultrapassem os 30 metros de comprimento.

A alimentação deste ser aquático resume-se ao plâncton e a outras medusas apanhadas pelos seus tentáculos e pode ser encontrada por todo o mundo.

Derek Keats / Wikimedia
Medusa Juba-de-leão na água

A forma da criatura, que na água se assemelha a uma medusa normal, fora de água é achatada, o que faz com que se pareça uma criatura alienígena.

“Normalmente estas medusas costumam aparecer durante a primavera e o verão porque o plâncton começa a florescer”, afirmou a bióloga marinha Diana Macpherson do Instituto Nacional de Água e Pesquisa Atmosférica da Nova Zelândia.

A medida que as temperaturas se modificam devido às alterações climáticas, estes seres enigmáticos poderão aparecer à superfície mais regularmente.

E, por isso, deixamos o aviso: caso se depare com um, não lhe toque. Os ferrões poderão causar-lhe grandes dores.

“Eles têm uma toxina nos tentáculos que poderão magoar caso alguém se aproxime em demasia”, contou a bióloga.

Por ZAP
21 Setembro, 2018

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896: Cientistas identificaram destino fatal da há muito perdida 8.ª Maravilha do Mundo

Wikimedia / Charles Blomfield
Pintura dos terraços branco e rosa do Lago Rotomahana

Os Terraços Rosa e Branco da Nova Zelândia, conhecidos como a 8.ª Maravilha do Mundo, desaparecerem misteriosamente há mais de 130 anos. Agora, um grupo de investigadores acredita ter descoberto o que levou ao fatídico fim dos terraços.

Dezenas de turistas costumavam reunir-se nos amplos terraços feitos de sílica, onde a água desaguava em piscinas naturais. Há muito tempo, essas rochas em tons de rosa e branco – que acabaram por apelidar o local – faziam do espaço um destino famoso na região de Rotorua, na Nova Zelândia

Agora, num novo estudo publicado no final do mês de Junho na Journal of The Royal Society of New Zealan, pesquisadores da GNS Science reiteram descobertas anteriores, nas quais defendiam que os terraços foram destruídos pela erupção vulcânica do Monte Tarawera em 1886.

Os cientistas confirmam ainda que quaisquer fragmentos remanescentes dos Terraços Rosa e Branco foram provavelmente “engolidos” pelo aumento da água no lago, permanecendo agora nas profundezas do Lago Rotomahana.

A pesquisa agora realizada vem contrapor estudos publicados anteriormente, nos qual investigadores alegavam que os terraços mais famosos do hemisfério Sul tinha sobrevivido à erupção e estavam enterrados no subsolo das terras em volta do lago – argumento, que esta nova pesquisa não valida, de acordo com o Nature World.

Recorrendo à engenharia e à topografia do século XIX, o geólogo Ferdinand von Hochstetter concluiu os terraços foram parcialmente destruídos, e há até investigadores que dizem que parte dos Terraços Rosa e Branco podem mesmo ser recuperados.

Afinal, a Maravilha desapareceu para sempre

No novo artigo publicado, a equipa de Cornel de Ronde, o autor principal, rejeita qualquer esperança de recuperação dos Terraços. Dados recolhidos entre 2011 e 2014 foram recentemente reavaliados e provam isso mesmo.

“Nós voltamos a analisar todas as nossas descobertas de há vários anos e concluímos que é insustentável que os Terraços possam estar enterrados em terras próximas do Lago Rotomahana”, explicou de Ronde.

A equipa de investigação recorreu técnicas avançadas para “encontrar” o lendário local, incluindo tecnologias de sonar, levantamentos sísmicos e até fotografias subaquáticas. As descobertas recentes são consistentes com fotografias histórias bem como, com os mapas publicados pelo geólogo Hochstetter.

De forma geral, o novo estudo pinta um cenário abrangente da tragédia que ditou o fim dos Terraços da Nova Zelândia.

Segundo os investigadores, a erupção destruiu a maior parte dos Terraços Rosa e Branco. Com a destruição, o nível da água do lago subiu, expandido consequentemente a sua área. Com isto, todos os vestígios remanescentes do Terraço acabaram por submergir.

De Ronde realça ainda que, dada a brutalidade da erupção de 1886, não é de forma alguma surpreendente que os míticos Terraços tenham sido totalmente destruídos.

O novo estudo vem desta forma contrariar a investigação de Rexx Bunn e Sascha Nolden, dois investigadores neozelandeses que, baseados nas notas de Ferdinand von Hochstetter, concluíram no ano passado, que os terraços naturais poderiam estar enterrados a 15 metros abaixo do nível da terra, cobertos com cinzas vulcânicas.

ZAP //

Por ZAP
20 Agosto, 2018

(Foi corrigido 1 erro ortográfico do texto original)

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514: Fissura gigante está a “rasgar” a Nova Zelândia

A paisagem da Nova Zelândia é conhecida por fazer cortar a respiração, mas pelos vistos os cortes não se ficam por aí. Uma gigantesca fissura está agora a “rasgar” essa paisagem.

Uma fissura com mais de 200 metros de comprimento e 20 metros de profundidade – o suficiente para engolir um prédio de seis andares – formou-se do dia para a noite e mudou radicalmente o dia-a-dia de uma quinta nas proximidades de Rotorua, no norte do país.

Na origem deste enorme buraco estão as chuvas intensas que se têm vindo a sentir nos últimos tempos mas o processo encontrava-se em marcha já há vários anos.  “O buraco abriu devido à chuva intensa. O processo não é novo, tem vindo a acontecer há imenso tempo”, diz o vulcanologista neo-zelandês Bradley Scott.

“A fissura vai ainda vai sofrer mais erosão, as suas bordas continuarão a colapsar e o buraco vai expandir durante os próximos 10 anos”, afirmou à Radio New Zealand o especialista. “Podemos esperar novos buracos no futuro“, conclui Bradley Scott

As fissuras são causadas pela erosão dos depósitos subterrâneos de calcário e apesar de serem relativamente comuns na região, nunca se tinha visto nada desta dimensão.

Entretanto, a fissura acabou por trazer surpresas, deixando a nu segredos do passado geológico da região. “Vejo no fundo da fissura depósitos vulcânicos que saíram desta cratera há 60 mil anos”, diz Bradley Scott.

Segundo o vulcanologista, entre os depósitos vulcânicos milenares é ainda possível observar sedimentos da erupção do vulcão Taupo, que aconteceu há quase 1.800 anos.

ZAP // Euronews

Por ZAP
5 Maio, 2018

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