4613: Descoberta nova espécie de réptil marinho do Triásico

CIÊNCIA/PALEONTOLOGIA

Tyler Stone
Recriação artística do Brevicaudosaurus jiyangshanensis.

Uma nova espécie de réptil marinho do Triásico foi descoberta por uma equipa de paleontólogos. Embora nadasse lentamente, os cientistas acreditam que tivesse uma excelente audição, permitindo evitar os predadores.

Cientistas descobriram uma nova espécie de réptil marinho do período Triásico. A equipa de investigadores chegou a este achado após levarem a cabo uma análise a dois esqueletos de 60 cm de comprimento, identificados como sendo nothosaurus devido à sua pequena cabeça, focinho largo, pescoço longo e membro em forma de barbatana.

No entanto, a equipa de investigadores reparou que os dois espécimes “diferiam de outros nothosaurus conhecidos principalmente por ter uma cauda invulgarmente curta”.

“Uma cauda longa pode ser usada para sacudir a água, gerando impulso, mas a nova espécie que identificamos provavelmente era mais adequada para ficar perto do fundo do mar raso”, disse Qing-Hua Shang, investigador da Academia Chinesa de Ciências e co-autor do estudo, citado pela BBC Science Focus.

Esta espécie utilizava a cauda para se equilibrar, usando assim pouca energia para mover-se pelas águas enquanto procurava alimento. Um estudo foi publicado recentemente na revista científica Journal of Vertebrate Paleontology.

Os investigadores baptizaram esta nova espécie de Brevicaudosaurus jiyangshanensis. Além da sua cauda achatada, tinha outras particularidades que o distinguiam, como membros anteriores fortes, membros dianteiros curtos e ossos grossos e densos.

Foram precisamente os ossos grossos deste réptil marinho que o tornaram flutuante. Em águas rasas, a sua densidade era igual à da água, o que significa que não afundava ou emergia – poderia flutuar quase sem esforço algum.

Segundo os investigadores, o tamanho das costelas também sugere que o réptil tinha pulmões grandes, permitindo que passasse muito tempo debaixo de água à procura de comida.

Além disso, a equipa de especialistas encontrou um osso particularmente grande comparativamente com outros répteis marinhos deste período: o estribo, situado no ouvido. Isto pode significar que esta espécie tinha uma óptima audição.

“Talvez este pequeno réptil marinho de nado lento tenha que ser vigilante para grandes predadores enquanto flutuava em águas rasas, além de ele mesmo ser um predador” disse o co-autor Xiao-Chun Wu.

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Por ZAP
7 Novembro, 2020