2622: Descobertas 257 pegadas de neandertais na costa da Normandia

CIÊNCIA

Rachel Knickmeyer / Flickr

A Normandia está talhada para viver e contar uma parte da nossa história. Uma equipa de cientistas descobriu 257 pegadas de neandertais ao longo da costa daquele território, em França, que estarão “imaculadamente preservadas” há 80 mil anos.

A investigação, partilhada segunda-feira na revista especializada Proceedings of the National Academy of Sciences, parece confirmar que aquelas espécies próximas dos humanos viviam em grupo, neste caso com entre 10 e 13 indivíduos, a maioria crianças e adolescentes. De acordo com o jornal britânico The Guardian, há vestígios que sugerem que alguns dos corpos, provavelmente de adultos, tinham mais de 1,90 metros.

Os pés dos neandertais eram mais largos que os dos humanos modernos. A partir do tamanho das pegadas em Le Rozel, os investigadores estimaram o tamanho dos indivíduos que as criaram e depois inferiram a sua idade.

O diário britânico revela ainda que a zona onde foram encontradas as pegadas, Le Rozel, foi originalmente descoberta por Yves Roupin, um arqueologista amador, nos anos 60. O Governo francês só interveio seriamente, apoiando as escavações, em 2012, quando aquela zona estava ameaçada pela erosão.

Jérémy Duveau, co-autor do estudo, disse que as impressões foram deixadas em solo lamacento e rapidamente preservadas pela areia movida pelo vento. “Foi incrível observar estes trilhos, que representam momentos da vida de indivíduos, às vezes muito jovens, que viveram há 80 mil anos”, disse Duveau, do Museu Nacional de História Natural da França.

As pegadas foram encontradas entre o que a equipa chamou “material arqueológico abundante”, revelando evidências de açougue de animais e fabricação de ferramentas. As pegadas remontam a uma época em que só os neandertais viviam na Europa Ocidental.

Uma das questões que intriga os cientistas prende-se com o facto de haverem mais crianças e adolescentes do que adultos. A questão que fica é: será que os neandertais morriam cedo ou estavam noutro lado qualquer?

Esta descoberta de pegadas de neandertais é somente a décima, depois de outras terem sido encontradas na Grécia, Roménia, Gibraltar e França.

ZAP //

Por ZAP
11 Setembro, 2019

 

2605: 257 pegadas de neandertais descobertas na costa da Normandia

CIÊNCIA

A investigação parece confirmar que aquelas espécies próximas dos humanos viviam em grupo, neste caso com 10/13 indivíduos, a maioria crianças e adolescentes. Há vestígios que sugerem que alguns dos corpos, provavelmente de adultos, tinham mais de 1.90m

© NurPhoto

Se em tempos testemunhou a morte, agora fala-nos sobre vida. A Normandia está talhada para viver e contar uma parte da nossa história: uma equipa de cientistas descobriu 257 pegadas de neandertais ao longo da costa daquele território, em França, que estarão “imaculadamente preservadas” há 80 mil anos, relata o “The Guardian”.

A investigação, partilhada segunda-feira na publicação oficial da Academia Nacional de Ciências do Estados Unidos (Proceedings of the National Academy of Sciences), parece confirmar que aquelas espécies próximas dos humanos viviam em grupo, neste caso com 10/13 indivíduos, a maioria crianças e adolescentes, especifica o diário britânico. Há vestígios que sugerem que alguns dos corpos, provavelmente de adultos, tinham mais de 1.90m.

O “The Guardian” revela ainda que a zona onde foram encontradas as pegadas, Le Rozel, foi descoberta em primeiro lugar por Yves Roupin, um arqueologista amador, nos anos 60. O Governo francês só interveio seriamente, apoiando as escavações, em 2012, quando aquela zona estava ameaçada pela erosão.

Uma das questões que intriga os cientistas prende-se com o facto de haverem mais crianças e adolescentes do que adultos. Ou seja, será que os neandertais morriam cedo ou estavam noutro lado qualquer?

Esta descoberta de pegadas de neandertais é somente a décima, depois de outras na Grécia, Roménia, Gibraltar e França.

msn notícias
Expresso
10/09/2019

 

2129: A Astronomia foi fundamental para o sucesso do desembarque na Normandia

CIÊNCIA

U.S. Coast Guard, Department of Defense

O papel da Astronomia no planeamento do desembarque na Normandia foi fundamental para o sucesso dos Aliados, sobretudo para estudar as marés.

Num artigo publicado na Sky & Telescope, o astrónomo da Universidade Estadual do Texas, Donald Olson, destacou a influência da Astronomia no destacamento de tropas aliadas nas praias da Normandia, marco com mais de 75 anos.

Nas décadas após a Segunda Guerra Mundial, os estrategas da invasão perceberam de forma clara que, para além da necessidade de Lua abundante oriunda da Lua durante a noite, a hora do nascer do sol e os efeitos das fases da Lua nas marés desempenhariam um papel crucial para a escolha da data do desembarque.

A posição do Sol e da Lua relativamente à Terra determina a força das marés e os períodos de tempo com águas baixas ou alta, explicou o cientista.

Os Aliados exigiram uma maré baixa por volta do amanhecer e, nesta parte da costa da Normandia, esta maré só ocorre perto de uma lua nova ou lua cheia. A conjugação destes critérios deixou os Aliados com três potenciais datas em vista: 5, 6 e 7 de Junho. Nenhum destes dias apresentava uma “Lua crescente tardia”.

“Uma invasão de primavera em Maio ou Junho foi o ideal, porque esta data deixaria às forças aliadas todo o verão para fazer recuar as forças alemães anda antes de o mau tempo chegar com a entrada do Outono ou do Inverno (…) Os preparativos para a invasão não foram concluídos em Maio, então o general Dwight D. Eisenhower adiou o ataque até Junho”, sustentou Donald Olson.

“Os Aliados queriam pouca água para explodir os obstáculos alemães na praia, mas também queriam que a água subisse para que pudessem chegar à praia com os barcos e para estes não ficarem presos (…) Se vissem uma maré descendente, a embarcação de desembarque ficaria parada durante 12 horas, o que era uma parte importante do plano do Dia D: o aumento da água, logo após a maré baixa”.

Contudo, esta estreita janela de oportunidade também foi contra aquilo que esperavam os Aliados a 6 de Junho de 1944. A diferença entre a maré baixa e maré alta era de 6 metros. Perto da maré baixa no Dia D, as defesas submarinas dos alemães foram expostas para serem destruídas pelas tripulações de demolição dos Aliados.

O problema neste espaço de tempo, explicou, era que as equipas de demolição tinham apenas 30 minutos para completar a tarefa, sob fogo inimigo, antes que a maré que ia subindo fosse demasiado profunda. Às 7 da manhã do dia 6 de Junho, o nível da água subia 30 centímetros a cada 10 minutos.

Esta subida acelerada fez com que as equipas de demolição eliminassem com sucesso apenas cinco dos 16 buracos previstos pelas defesas submarinas de Omaha Beach. A consequente perda de vidas relacionada com as restantes defesas submarinas contribuiu para o apelido da praia de Bloody Omaha.

ZAP //

Por ZAP
7 Junho, 2019



[vasaioqrcode]