636: 10 Junho 2018

 

Mais um dia sem asteróides a referir. Bom, então podemos falar um pouco das regras a que obedece o seu “baptismo”. É bem sabido que o descobridor tem o direito de atribuir o nome; mas não é assim tão simples… Em primeiro lugar, ser o primeiro a observar um dado objecto não torna essa pessoa a descobridor; a observação tem que ser confirmada, e existem regras sobre essas confirmações que determinam quem acaba por ser considerado o descobridor. Depois de facto, o que essa pessoa pode fazer é sugerir (e justificar) um nome – também sujeito a várias regras: máximo de 16 caracteres, preferencialmente uma única palavra, sem nada de ofensivo, diferentes de nomes já existentes, nada de nomes comerciais, e se foram personagens ligados à política ou à vida militar, devem ter passado pelo menos 100 anos sobre o seu desaparecimento. Há poucos nomes de ressonância portuguesa na (longa) lista de nomes aprovados. Dada a produtiva participação de escolas portuguesas num programa de procura de asteróides, esperemos que isso possa mudar. E fica aqui o aviso de que não há nada que impeça um asteróide (descoberto por portugueses ou não) de se chamar Vascodagama, ou Bartolomeudias, Fernandopessoa, ou até Afonsohenriques, por exemplo. Pois, não nos esquecemos que hoje é dia de Portugal. Mas já há um asteróide que leva o nome de um português ilustre… foi descoberto em 1979 – não por portugueses – a sua designação oficial é 5160 Camoes, e está hoje a 2.036 UA da Terra.

Há quinze anos atrás, em 2003, foi lançado o primeiro Mars Exploration Rover, baptizado como Spirit. Chegou a Marte no princípio de 2004, e esteve seis anos a passear na superfície do planeta, na cratera Gusev, até ficar atascado e acabar por ficar sem energia e sem capacidade de comunicar com a Terra em 2010.

Em 1969, a cerca de um mês e pouco da chegada dos americanos à superfície lunar, a URSS revê os seus planos, e é determinado que se vão realizar missões automáticas de recolha de amostras e de veículos lunares também automáticos. Nada de missões tripuladas. Nos EUA, ao mesmo tempo, é anunciado o cancelamento dos planos da Força Aérea para criar uma estação orbital tripulada, dados os gastos que ela exigia.

Em 1970, a tripulação da Soyuz 9, a executar uma missão de longa duração, tem um dia de folga – nada de experiências, e poucos contactos com a Terra.

Voltando à actualidade, foi anunciado há poucos dias que a sonda Juno, em órbita de Júpiter, cuja missão tinha um fim anunciado para Julho, com um mergulho na atmosfera do gigante gasoso, vai afinal ser prolongada pelo menos até 2021. Previa-se que a sonda fosse fortemente afectada pela intensa radiação do maior dos planetas, mas dado que o perfil da missão foi alterado e na maior parte do tempo a sonda está longe das cinturas de radiação, os instrumentos ainda estão em boas condições e permitem esse alargamento temporal. Vamos portanto ter mais imagens extraordinárias das nuvens jovianas.

Portal do Astrónomo

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