4352: O hemisfério norte teve o verão mais quente de que há registo (e isso é um sinal de alerta para a Terra)

CIÊNCIA/AQUECIMENTO GLOBAL

NASA GISS Scientific Visualization Studio

O hemisfério teve em 2020 o verão mais quente de que há registo. No geral, o Planeta Terra teve três dos meses mais quentes, e o mês de Agosto foi o segundo mais quente que se fez sentir nos últimos anos na Europa.

De acordo com a NOAA, os anos de 2019, 2018, 2017, 2016, 2015, 2014, 2013, 2010,  2005, e 1998 foram os 10 anos mais quentes já registados. Contudo, os últimos três meses foram incrivelmente quentes para o nosso planeta, revela a Earth Sky.

Segundo o relatório da NOAA, divulgado em 14 de Setembro, 2020 registou o verão mais quente do Hemisfério Norte, ultrapassando assim os calorosos Verões de 2019 e 2016, que anteriormente tinham sido considerados dos mais quentes. As temperaturas dos meses de Junho, Julho e Agosto subiram 1,17º em relação às temperaturas que se faziam sentir no século XX.

O hemisfério sul, que vive o inverno enquanto o hemisfério norte está a passar pelo verão, também passou por uma situação atípica, uma vez que a estação foi menos rigorosa e mais quente do que o habitual. O planeta Terra no geral teve três dos meses mais quentes dos últimos 141 anos.

Esta situação pode trazer graves consequências ambientais, e a prova disso é que esta onda de calor está a provocar uma diminuição do gelo do mar Árctico. A extensão média do gelo do mar Árctico em Agosto foi a terceira menor já registada, estando 29,4% abaixo da média de 1981-2010″, alertou o relatório.

O mês de Agosto de 2020 foi o segundo mais quente que já se registou na Europa, e de acordo com o relatório a “América do Sul e a Oceânia tiveram o quarto Agosto mais quente de sempre”. Os EUA foram as principais vítimas desta onda de calor, e o relatório da NOAA diz até que o país “assou” durante este verão, pois enfrentaram grandes furacões, e devastadores incêndios sobretudo na costa oeste.

Mapa que mostra alguns dos eventos meteorológicos e climáticos mais significativos que ocorreram durante Agosto de 2020

A 16 de Agosto deste ano, o Vale da Morte na Califórnia registou 54º. Caso venha a ser confirmada, esta temperatura é a mais quente registada nos EUA durante o mês de Agosto.

Na Califórnia registaram-se em 2020 diversos incêndios de enormes proporções, e o calor que se fez sentir tornou muito difícil para as autoridades controlar as chamas – que atingiram zonas residenciais e provocaram a morte de pelo menos 30 pessoas.

ZAP //

Por ZAP
18 Setembro, 2020

 

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4341: Sol começa um novo ciclo. Cientistas da NASA explicam o que isso significa

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

A nossa estrela a cada onze anos regista um ciclo. Há padrões de manchas que aparecem e desaparecem que mostram mais ou menos a actividade do Sol. Desde há algum tempo que os cientistas da NASA perceberam que algo mudou e que deveria estar já em curso o 25.º ciclo solar. Assim, tendo em conta o comportamento conhecido, espera-se que os próximos 11 anos sejam mais activos, e eventualmente tragam à Terra mais “riscos”.

Segundo a NASA, a nossa estrela está oficialmente neste novo estágio há nove meses. O que nos poderá trazer esta nova etapa do Sol?

O Sol está no seu 25.º ciclo

Os cientistas da NASA e da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) acreditam que o novo ciclo será muito semelhante ao anterior. O 24.º ciclo, compreendido entre 2008 e 2019, foi bastante silencioso. No entanto, isso não significa que o próximo seja “isento de riscos”, apontam.

Segundo os especialistas da NASA e NOAA, Solar Cycle Prediction Panel, o mínimo solar, ocorreu em Dezembro de 2019, marcando o início de um novo ciclo solar. Como o nosso Sol é muito variável, pode levar meses para que possa ser possível declarar que acabou um ciclo e começou outro.

Os cientistas usam as imagens das manchas solares para vigiar o progresso do ciclo solar. Assim, identificam as manchas escuras no Sol como sendo indícios da actividade solar. Estas manchas resultam, em muitos casos, de explosões gigantes, como erupções solares ou ejecções de massa coronal, que podem lançar luz, energia e material solar para o espaço.

À medida que saímos do mínimo solar e nos aproximamos do máximo do ciclo 25, é importante lembrar que a actividade solar nunca para; ele muda de forma conforme o pêndulo oscila.

Explicou Lika Guhathakurta, da Divisão de Heliofísica da sede da NASA em Washington.

Manchas escuras do Sol são provas da sua actividade… ou falta dela

Para determinar o início de um novo ciclo solar, o painel de especialistas consultou dados mensais de manchas solares do World Data Center para o Índice de Manchas Solares e Observações Solares de Longo Prazo. Este departamento está localizado no Observatório Real Belga em Bruxelas e tem como missão vigiar as manchas solares. Com isso, os especialistas conseguem sinalizar os pontos altos e baixos do ciclo solar.

Mantemos um registo detalhado das poucas manchas solares minúsculas que marcam o início e o surgimento do novo ciclo. Estes são os minúsculos arautos dos futuros fogos de artifício solares gigantes. Somente seguindo a tendência geral ao longo de muitos meses, podemos determinar o ponto de inflexão entre dois ciclos.

Referiu Frédéric Clette, director do centro e um dos palestrantes da previsão.

Actividade solar: Depois da bonança vem a tempestade?

Conforme foi referido por várias vezes, o ciclo que agora terminou foi calmo. Assim, com o mínimo solar atrás de nós, os cientistas esperam que a actividade do Sol aumente em direcção ao próximo máximo previsto em Julho de 2025. Os cientistas do Solar Cycle Prediction Panel preveem que o ciclo solar 25 será tão ameno quanto o anterior, que estava abaixo da média, mas isso não significa que seja livre de riscos.

Só porque é um ciclo solar abaixo da média não significa que não haja risco de clima espacial extremo. O impacto do Sol na nossa vida diária é real.

Concluiu Biesecker.

Os especialistas lembram que as previsões do tempo espacial são essenciais para proteger os cidadãos de possíveis emergências causadas por explosões solares que atingem a Terra, mas também satélites e sondas espaciais e astronautas do programa Artemis para voltarem à Lua. Examinar este ambiente é o primeiro passo para entender e mitigar a exposição dos astronautas à radiação espacial.

A NASA vai reforçar o estudo do clima espacial e vigiar o ambiente de radiação na órbita lunar. Os especialistas trabalham em modelos preditivos para que um dia possam prever o clima espacial de maneira semelhante a como os meteorologistas preveem o clima na Terra.

Que se passa com o Sol, estará a acordar de um longo sono? Explosão poderá marcar nova fase

Poderá não ter dado conta, mas o nosso Sol está, desde 2017, a atravessar um período de maior letargia. Em grosso modo, parece ter adormecido e está em serviços mínimos. Contudo, uma poderosa explosão, … Continue a ler Que se passa com o Sol, estará a acordar de um longo sono? Explosão poderá marcar nova fase

Autor: Vítor M.
16 Set 2020

 

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3225: O norte magnético da Terra move-se a uma velocidade sem precedentes em direcção à Rússia

CIÊNCIA

(CC0/PD) PIRO4D / pixabay

Novos dados de satélite indicam que o pólo norte magnético da Terra se move a uma velocidade sem precedentes e cada vez mais rápida à medida que avança para a Rússia, mais precisamente em direcção à Sibéria, segundo a Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA). 

Os dados foram apresentados esta semana pelo Centro Nacional de Dados Geofísicos dos Estados Unidos (NGDC), em colaboração com o British Geological Survey (BGS).

De acordo com o mais recente modelo magnético global, que vai vigorar até 2025, prevê-se que o “pólo norte magnético da Terra continuará à deriva em direcção à Rússia, embora a uma velocidade lentamente decrescente, até aproximadamente 40 quilómetros por ano”, explica a NOAA em comunicado.

Esta velocidade, apesar de decrescente, é muito maior do que a registada em décadas anteriores. “O pólo norte magnético vagou lentamente pelo norte do Canadá de 1590 até meados de 1990 e depois acelerou nos últimos 20 anos, passando de 10 quilómetros por ano para mais de 50 quilómetros por ano”, explicou o cientista Ciaran Beggan, do BGS, em declarações ao jornal britânico Daily Mail.

“Pelo contrário, o pólo sul magnético quase não se moveu nos últimos 100 anos, uma vez que o fluxo do núcleo externo é muito mais silencioso”, acrescentou.

Financial Times @FinancialTimes

Navigators have relied upon it for centuries. It is essential to everything from smartphone apps to aviation and shipping. But the latest calculations reveal that Earth’s magnetic north pole is shifting. And it’s showing little sign of slowing down https://on.ft.com/2PhAnvu 

Depois de estar perto do Canadá durante centenas de anos, recorde-se, o norte magnético começou a mover-se rapidamente em direcção à Sibéria desde o início do ano.

“Acreditamos que o pólo norte magnético foi absorvido por uma corrente de jacto em movimento rápido perto do topo do planeta e que esta está a fazer com que [o norte magnético] seja arrastado do Canadá para a Sibéria”, acrescentou.

Campo magnético enfraquece 5% a cada ano

O modelo agora apresentando frisa ainda que o campo magnético enfraquece cerca de 5% a cada século. Se esta tendência se mantiver, poderá ser revertido.

Como o modelo do campo magnético mundial é amplamente utilizado em sistemas de navegação, civis e militares, a Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos actualiza periodicamente as suas informações.

Os pólos norte e sul magnéticos deslocam-se e não coincidem com os pólos norte e sul geográficos, apesar de serem próximos geograficamente. Na longa história do planeta, o pólo norte magnético nem sempre esteve no norte geográfico e até já chegou a estar a sul – a inversão dos pólos ocorreu já várias vezes, não tendo sido registada nos últimos 780 mil anos. A inversão é um fenómeno gradual, durando cerca de cem mil anos ou até mais.

Afinal, o que nos irá acontecer quando os pólos magnéticos inverterem?

A reversão dos pólos magnéticos da Terra pode parecer algo verdadeiramente assustador, mas será um evento perigoso? A resposta é…

ZAP //

Por ZAP
19 Dezembro, 2019

artigos relacionados: Earth’s Magnetic North Pole Continues Drifting, Crosses Prime Meridian

 

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2596: A Terra está a ser afectada por forte tempestade geo-magnética

CIÊNCIA

O nosso planeta está a ser atingido por uma forte tempestade geo-magnética. Segundo os cientistas, a Terra tem-se debatido com este fenómeno desde o passado sábado.

Uma tempestade geo-magnética ou solar é uma perturbação temporária da magnetosfera da Terra. Esta é causada por uma onda de choque do vento solar que interage com o campo magnético da Terra.

Campo magnético do vento solar interage com o campo magnético da Terra

Segundo as informações disponibilizadas pelos cientistas do laboratório de astronomia de raios-X do Instituto de Física da Academia de Ciências da Rússia, a tempestade alcançou rapidamente o nível de dois pontos na escala de 1 a 5. Esta escala foi estabelecida pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA, na sigla em inglês).

Além disso, os especialistas também explicaram que a actual tempestade foi prevista com antecedência devido à aproximação de uma rápida corrente de vento solar da Terra. Contudo, o que pareceu ser uma surpresa foi a sua potência. O prognóstico contemplava apenas “uma tempestade de primeiro nível”, o que seria comum para esta época do ano.

O aumento da velocidade do vento solar, assim como a temperatura do plasma cósmico, também superaram os índices esperados.

Planeta poderá ser atingido de novo no final de Setembro

Nos últimos dias, esta tempestade tem estado a diminuir gradualmente para os seus valores originais. No entanto, como podemos ver, a alta velocidade da corrente de vento solar e a situação estável do Sol sugiram que a situação se repita entre 27 e 28 de Setembro.

Esta tempestade magnética é a segunda mais poderosa dos últimos oito meses, a primeira foi registada em maio, quando a magnitude passou de 3 para 5, o que afectou o bem-estar das pessoas.

2252: Asteróide explodiu na atmosfera perto de Porto Rico horas após ser detectado pela primeira vez

Astrónomos descobriram um asteróide de um tamanho de um carro horas antes de atingir a Terra e queimar na atmosfera no fim de semana passado.

Cientistas no Hawai viram o asteróide, chamado 2019 MO, no sábado, dia 22 de Junho. Pouco depois, o objecto explodiu numa grande bola de fogo à medida que atingiu a atmosfera a cerca de 380 quilómetros a sul de San Juan, em Porto Rico, de acordo com a Universidade do Hawai.

Esta é a quarta vez na História que os astrónomos detectam um asteróide tão perto do impacto. As outras três identificações ocorreram nos últimos 11 anos – 2008 TC3, 2014 AA e 2018 LA, que aterrou como meteorito na África do Sul sete horas depois de ser identificado pelos cientistas.

Ao contrário do 2018 LA, o último visitante da Terra foi inofensivo e não chegou ao chão. Mas o asteróide, de quatro metros de comprimento, ainda fez uma bola de fogo que equivaleu a cerca de seis mil toneladas de explosivos TNT, segundo o Centro de Estudos de Objetos da Terra Próxima (CNEOS), dirigido pelo Jet Propulsion Lab Pasadena, Califórnia.

O impacto do asteróide foi tão poderoso que até os satélites em órbita o avistaram. Satélites operados pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) registaram o seu impacto e destruição às 21h25.

No momento do impacto, 2019 MO viajava a cerca de 14,9 quilómetros por segundo. O Geostationary Lightning Mapper da NOAA a bordo do satélite GOES-East também mapeou o asteróide, de acordo com o The Weather Channel.

O facto de os cientistas terem detectado o asteróide antes da sua aniquilação é motivo de comemoração. Esta é a primeira vez que dois telescópios – o ATLAS da Universidade do Hawai e o Pan-STARRS mostraram que podem “fornecer suficiente advertência para afastar as pessoas” do local de impacto de um asteróide.

Usando estes telescópios, os astrónomos observaram 2019 MO quatro vezes em apenas 30 minutos, quando o asteróide estava a apenas 500 mil quilómetros da Terra – 1,3 vezes a distância da Terra à Lua.

No início, os cientistas deram uma classificação de dois em quatro, o que significa que parecia improvável que atingisse a Terra. Mas à medida que mais dados chegavam, actualizaram 2019 MO para quatro. A rede climática Nexrad, em Porto Rico, que é operada pelo Serviço Nacional de Meteorologia da NOAA, também localizou o asteróide, identificando o seu local de entrada, de acordo com a Cnet.

2019 MO foi muito menor que o meteoro de 20 metros que explodiu em Chelyabinsk, na Rússia, em 2013. A energia liberta por esse meteoro foi equivalente a cerca de 440 mil toneladas de TNT.

Agora que o ATLAS está instalado e a funcionar, detectará todos os tipos de asteróides, grandes e pequenos. Os dois telescópios do sistema, situados a 160 quilómetros de distância, analisam o céu nocturno em busca de asteróides a cada duas noites. Desde então, descobriram cerca de 100 asteróides com mais de 30 metros de diâmetro por ano.

Em teoria, o ATLAS deverá conseguir encontrar asteróides menores, como 2019 MO, cerca de meio dia antes de chegar e objectos maiores, como o meteoro de Chelyabinsk, alguns dias antes de chegarem.

ZAP //

Por ZAP
30 Junho, 2019

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2247: Asteróide explode na atmosfera terrestre por cima das Caraíbas

Pode parecer algo que só acontece na ficção científica, mas na realidade e mais comum do que pensamos. Assim, foi detectada uma rocha espacial de 3 metros de comprimento que atingiu a Terra sobre Porto Rico. O asteróide 2019 MO explodiu com uma energia de 3 a 5 quilo-toneladas de TNT.

Segundo os astrónomos, tais eventos acontecem uma ou duas vezes por ano. Contudo, a maioria é inesperada, mas esta rocha espacial foi detectada horas antes de atingir a atmosfera.

Explosão foi gravada pelos satélites meteorológicos

Cientistas confirmaram um impacto de meteorito na atmosfera da Terra, por cima da Caraíbas, no último fim de semana. O clarão luminoso foi detectado pelo satélite GOES-16 da NOAA e outros satélites meteorológicos. Surpreendentemente o evento ocorreu no sábado, 22 de Junho de 2019, por volta 21:25 (hora de Lisboa), a cerca de 274 km ao sul de Porto Rico.

O astrónomo Peter Brown, especialista em meteoros da Universidade de Western Ontário, no Canadá, referiu que uma estação de infrassom, localizada nas Bermudas, detectou ondas aéreas produzidas pelo impacto da rocha espacial na atmosfera. Além disso, o especialista referiu também que era uma rocha incomum. Isto porque o pequeno asteróide foi detectado antes do seu impacto – nas horas anteriores – pelo Atlas (sistema de alerta de impacto de asteróide terrestre) no Havai.

Asteróide libertou energia de 3 a 5 quilo-toneladas de TNT

Quando se colocam valores desta natureza, é importante apresentar algo que nos faça perceber a magnitude. Assim, a bomba atómica lançada sobre Hiroxima em 6 de Agosto de 1945 explodiu com uma energia de cerca de 15 quilo-toneladas de TNT.

Tanto a energia libertada, como as observações feitas pelo Observatório Atlas, sugerem que a rocha espacial, de 22 de Junho, tinha cerca de 4 metros de diâmetro. Originalmente designado por A10eoM1, a rocha foi agora designada como asteróide 2019 MO.

Frankie Lucena @frankie57pr

Here is the event captured by the GLM. It shows that it was detected just south of Puerto Rico. here is the link to the RAMMB slider: https://col.st/PlKVS 

O escudo natural da Terra, a atmosfera, parou a “bomba”

Embora as pequenas rochas espaciais e fragmentos caiam continuamente na atmosfera terrestre, este não é assim tão frequente. Segundo os especialistas do Centro de Estudos de Objectos da Terra, da NASA, grandes eventos como o de 22 de Junho ocorrem uma ou duas vezes por ano.

A atmosfera da Terra faz o seu trabalho em nos proteger nesses casos. Como tal, o nosso escudo causa arrasto ou fricção que desintegra a maioria destes pequenos objectos antes que eles atinjam o chão (embora alguns resistam e caiem no solo, mais no oceano).

pplware
Imagem: NASA
Fonte: Earthsky

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1420: 2018 foi o segundo ano mais quente no Árctico desde que há registo

CIÊNCIA

usgeologicalsurvey / Flickr

Este ano, 2018, foi o segundo mais quente no Árctico desde 1900, quando começou a haver registos das temperaturas, aponta um relatório esta semana divulgado.

Em 2018, a temperatura esteve 1,7 graus Celsius mais elevada do que a média dos últimos 30 anos e o aquecimento global foi duas vezes mais rápido do que a média mundial. O recorde absoluto data de 2016.

Os cinco anos mais recentes foram os mais quentes desde que há registos, de acordo com a Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), que coordenou um relatório de referência, escrito por mais de 80 investigadores de 12 países.

Aquele organismo depende directamente da administração do presidente norte-americano, Donald Trump, que em Novembro rejeitou um relatório sobre os efeitos das alterações climáticas, da responsabilidade de investigadores federais. Apesar disso, a NOAA publicou este ano a 13.ª edição do relatório sobre o Árctico.

“O Árctico enfrenta uma transição repentina, sem precedentes na História da Humanidade”, advertiu Emily Osborne, do programa da NOAA de pesquisa do Árctico, citada pela Agência France Presse.

No Oceano Árctico, o gelo forma-se de Setembro a Março, mas a temporada tem-se encurtado nos últimos anos. O gelo é menos espesso, mais jovem e cobre menos o oceano. O gelo velho, com mais de quatro anos, reduziu-se em 95% em 33 anos.

Segundo o relatório da NOAA, cria-se um círculo vicioso em que o gelo mais jovem é mais frágil e derrete mais cedo na primavera, com menos gelo a significar menos capacidade de reflectir a luz solar, o que tem como resultado que o oceano absorve mais energia e aquece um pouco mais. Os doze anos de cobertura de gelo mais fraca são os últimos doze anos.

O relatório indica que nunca houve tão pouco gelo de inverno no mar de Bering, entre a Rússia e o Alasca, como em 2017-2018. Habitualmente, o inverno mais forte chega em Fevereiro, mas este ano o gelo derreteu naquele mês em proporções sem precedentes.

Donald Perovich, professor na Universidade de Dartmouth, no estado norte-americano de New Hampshire, refere que a perda de gelo atingiu “uma área do tamanho do estado [norte-americano] de Idaho”, cerca de 215.000 quilómetros quadrados em duas semanas de Fevereiro, um terço do território francês.

Por outro lado, de acordo com a NOAA, a aceleração do derretimento da camada de gelo na Gronelândia estabilizou.

ZAP // Lusa

Por ZAP
15 Dezembro, 2018

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828: Gases com efeito de estufa atingiram níveis recorde em 2017

(CC0/PD) Foto-Rabe / pixabay

Os gases com efeito de estufa atingiram níveis recorde em todo no mundo em 2017, um ano marcado por temperaturas anormalmente elevadas e uma fusão do gelo sem precedentes no Árctico, segundo um documento de referência publicado hoje.

O relatório anual publicado pela agência dos EUA para os oceanos e a atmosfera, NOAA, e pela sociedade norte-americana de meteorologistas divulga um conjunto de indicadores que mostra a aceleração em 2017 do aquecimento do planeta.

Este aquecimento resulta da combustão de energias fósseis, que aumentam a concentração de gases com efeito de estufa na atmosfera.

O ano de 2017 foi o ano em que Donald Trump anunciou a retirada dos EUA do acordo internacional de Paris sobre o clima.

Os EUA são o segundo poluidor mundial, a seguir à China, mas a eleição do milionário republicano para Presidente colocou no poder os que negam a responsabilidade humana no aquecimento do planeta, e o próprio Dolnald Trump, que têm procurado desmantelar a regulação deixada pelo presidente antecessor, Barack Obama, destinadas a mitigar o efeito nefasto das actividades humanas.

O documento, com 300 páginas, compilado por mais de 450 cientistas originários de cerca de 60 países, usa o termo ‘anormal’ mais de uma dezena de vezes para se referir às tempestades, às secas, às temperaturas elevadas ou ainda o degelo recorde verificado no Árctico em 2017.

Entre as principais conclusões do documento está a dos níveis recorde atingidos pelos tipos de gases com efeito de estufa mais perigosos libertados na atmosfera, designadamente o dióxido de carbono e o metano.

A taxa de concentração do dióxido de carbono (CO2) na superfície da Terra atingiu 405 partes por milhão, que é “a mais alta desde que há registos das medidas atmosféricas modernas”. No documento salientou-se ainda que “a taxa de crescimento global do CO2 quase que foi multiplicada por quatro desde o início dos anos 1960”.

O recorde do ano mais quente da época moderna continua a ser o estabelecido em 2016, mas o ano de 2017 não está longe, “com temperaturas bem mais elevadas do que a média” em boa parte do planeta, sublinhou-se no documento.

Em função dos dados em que o relatório se baseia, 2017 foi o segundo ou terceiro ano mais quente desde meados do século XIX, e também “o mais quente sem o El Nino“, desde que os dados são coligidos de forma sistemática, sublinhou-se no texto, aludindo ao fenómeno climático ocasional que provoca a subida da temperatura.

No último ano, foram registadas temperaturas recorde em Espanha, na Argentina, no Uruguai, e na Bulgária. Quanto ao México, ele “bateu o seu recorde de calor pelo quarto ano consecutivo”.

Em 2017, o nível médio do mar também atingiu um valor recorde pelo sexto ano consecutivo. O nível está agora 7,7 centímetros acima do registado em 1993.

Gregory Johnson, oceanógrafo que trabalha para a NOAA, avisou, em declarações à comunicação social, que “mesmo que se congelasse as taxas de gases com efeito de estufa nos seus níveis actuais, os oceanos continuariam a aquecer e o mar continuaria a subir durante séculos, talvez mesmo milénios”.

No Árctico, a temperatura no solo era superior em 1,6 graus Celsius à média do período 1981-2010 e o documento sublinhou que “o Árctico não conheceu temperaturas tão anormalmente elevadas do ar e da superfície da água desde há dois mil anos”.

Em Março, a extensão máxima do banco de gelo foi a mais fraca desde que há 37 anos começou a ser medida por satélite. Os glaciares do planeta recuaram também pelo 38.º ano consecutivo. Por outro lado, “as precipitações na terra firme em 2017 foram nitidamente abaixo da média”, sublinhou-se no relatório.

As temperaturas mais elevadas das massas oceânicas conduziram a uma taxa de humidade mais elevada, em particular nestes três últimos anos, o que provocou mais precipitação, enquanto outras partes do planeta sofreram longos períodos de seca.

ZAP // Lusa / WBRZ / NOAA

Por ZAP
1 Agosto, 2018

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454: Vídeos da SpaceX afinal são contra a lei

O foguetão Falcon 9 teve apenas autorização parcial para emitir imagens | REUTERS/Gene Blevins

Há oito anos que os fãs do espaço seguem a par e passo os vídeos do foguetão Falcon 9 da SpaceX. À margem parece que estava apenas a Administração Nacional Atmosférica e Oceânica (NOAA, na sigla em inglês) que só agora percebeu que este foguetão não tem licença para transmitir vídeos do espaço.

Foi preciso a própria SpaceX ter pedido à NOAA – entidade governamental que controla os sistemas lançados para o espaço pelos americanos – autorização para emitir vídeos do espaço, para o lançamento do satélite Iridium, a 30 de Março. A questão foi que a NOAA apenas emitiu uma licença parcial, o que levou a SpaceX a justificar-se perante os subscritores do seu canal, refere o site Quartz.

Questionada pelos jornalistas, a NOAA referiu ter alterado a sua análise em relação aos objectos que são lançados no espaço e emitem imagens ainda que por curta duração. Os produtores de foguetões não pedem normalmente licenças porque não consideram que os seus veículos, que apenas estão em órbita algumas horas, antes de serem abandonados, estejam na mesma categoria de satélites que são enviados para ficar anos em órbita.

Depois da primeira explicação dada pela NOAA, o porta-voz veio explicar que esta agência estatal mudou o seu entendimento em relação a estes objectos. E que agora se querem transmitir imagens têm de pedir licenças.

DN
11 DE ABRIL DE 2018 | 00:20

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