4347: Até ao final de 2100, o nível do mar pode subir 38 centímetros

CIÊNCIA/AQUECIMENTO GLOBAL

Andrea Della Adriano / Flickr

O nível do mar poderá subir até 38 centímetros até ao final do século devido ao degelo dos glaciares provocado pelo aquecimento do planeta. Esta é a conclusão de um novo estudo publicado esta quinta-feira, citando o cenário mais pessimista traçado.

Para este estudo, publicado na revista científica The Cryosphere, cientistas de cerca de 40 instituições projectaram dois cenários de emissões de gases com efeito de estufa e o seu impacto nas massas de gelo da Gronelândia e da Antárctida.

No primeiro cenário, por força da continuação regular do aumento das emissões, o degelo na Antárctida fará subir até 30 centímetros o nível do mar. Na Gronelândia, o derretimento da massa de gelo contribuirá para um aumento de 38 centímetros do nível dos oceanos.

Considerando o segundo cenário, uma forte redução das emissões de gases com efeito de estufa, levaria a que o degelo na Gronelândia aumentasse o nível das águas em apenas três centímetros.

Um estudo anterior, publicado na Nature Climate Change no início de Setembro, alertou para a possível subida do nível dos oceanos em 40 centímetros até 2100, ameaçando assim centenas de milhões de habitantes das zonas costeiras pelo mundo fora.

Em Fevereiro, outro trabalho, que sintetiza modelos realizados por 27 instituições internacionais, estimou que só o degelo na Antárctida poderá levar a um drástico aumento até 58 centímetros do nível do mar até ao fim do século, caso o ritmo global das emissões de gases com efeito de estufa se mantenha inalterado.

Se os glaciares da Antárctida e da Gronelândia derretessem por completo, o nível das águas poderia subir até 65 metros.

O aumento do nível do mar é uma tendência que já se tem vindo a mostrar preocupante ao longo dos últimos anos.

Em 2015, um grupo de cientistas da agência espacial norte-americana apresentou dados sobre o aumento do nível da água do mar em todo o mundo — que foi, em média, 7,62 centímetros superior ao de 1992. Ainda assim, o panorama varia em diferentes partes do mundo, tendo em algumas zonas chegado a superar os 22 centímetros.

Tendo como base o exemplo do passado, não é difícil prever o futuro que nos espera.

Nível do mar subiu 8 cm desde 1992 (e não vai parar)

O nível do mar subiu, em média, quase oito centímetros em todo o mundo desde 1992 devido ao aquecimento global,…

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ZAP // Lusa

Por ZAP
17 Setembro, 2020

 

spacenews

 

3319: Elevados níveis de dióxido de carbono podem atrapalhar o pensamento (e até reduzir a inteligência humana)

CIÊNCIA/SAÚDE

(dr) Carbfix

Uma equipa de cientistas norte-americanos acaba de mostrar numa nova investigação que elevados níveis de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera podem afectar as capacidades intelectuais dos seres humanos.

De acordo com os especialistas da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, grandes quantidades de CO2 podem a atrapalhar ou confundir o pensamento, dificultando a capacidade de tomar decisões e pensar estrategicamente, observa o portal Gizmodo.

O novo artigo, cujos resultados foram publicados no início de Dezembro no EarthArXiv, acrescentam o “pensamento confuso” ao rol de efeitos adversos já associados ao dióxido de carbono, como é o caso das alterações climáticas.

Em comunicado divulgado pelo portal Phys.org, os cientistas relatam ter observado que a aprendizagem das crianças é afectada com o aumento dos níveis de C02.

Estudos anteriores davam já conta que altas concentrações de dióxido de carbono afectavam as capacidades intelectuais, apesar de o problema poder ser ultrapassado com sistemas de ventilação nas salas de aulas.

O que não se sabia ainda era qual o efeito do “ar fresco” que entra no espaço face a uma alta concentração de C02. Neste caso, os cientistas apontam dois cenários possíveis: a humidade poderá reduzir a quantidade de gases de efeito de estufa emitidos na atmosfera ou as emissões podem simplesmente ficar inalteradas.

De acordo com a nova investigação, as capacidades cognitivas dos alunos são afectadas em ambos os casos tidos em conta. Na melhor das hipóteses, estimam os cientistas, a inteligência dos estudantes diminuirá cerca de 25% até 2100. No pior dos cenários, este número pode ascender aos 50%.

Os cientistas frisam que este estudo é o primeiro a analisar o impacto nas pessoas que respiram níveis de C02 acima dos padrões normais. A equipa observa ainda que estes problemas podem ser evitados com a redução das emissões de dióxido de carbono.

ZAP //

Por ZAP
6 Janeiro, 2020

spacenews

 

2022: A previsão piorou: os oceanos deverão subir dois metros em 80 anos

CIÊNCIA

Nova estimativa ultrapassa as piores previsões para o final do século XXI.

© Lucas Jackson Icebergue flutua num fiorde perto de Tasiilaq, Gronelândia, Junho de 2018.

A Terra é um sistema tão complexo que é difícil fazer previsões precisas sobre o aumento do nível das águas em consequência do aquecimento global até ao fim deste século. Num último estudo publicado, as estimativas ultrapassam as piores previsões.

A última previsão que servia de referência data de 2014, quando um grupo de peritos do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC) estimava uma aumento do nível do mar em quase 1 metro até ao fim do século XXI, em relação ao período 1986-2005.

Um novo estudo publicado na revista da Academia Americana das Ciências (PNAS) não contradiz este cenário, mas dá conta da probabilidade de que a elevação do nível dos oceanos seja ainda mais grave: 69 centímetros numa hipótese mais optimista, 111 centímetros se a trajectória actual se mantiver, em relação ao nível em 2000.

Num cenário optimista, o aquecimento global do planeta alcança mais 2ºC em relação à época pré-industrial (fim do século XIX). Este é o objectivo mínimo do Acordo de Paris, assinado em 2015. A Terra já aqueceu cerca de 1ºC desde essa época.

O cenário mais pessimista é o de um aquecimento de 5ºC – se continuarmos na mesma trajectória de contínua emissão de gases com efeito de estufa.

A amplitude possível da subida do nível das águas é enorme: mesmo que a humanidade consiga limitar o aumento da temperatura do globo a 2ºC, a subida das águas pode variar entre 36 e 126 centímetros (intervalo de probabilidade de 5 a 95%).

No caso de um aumento da temperatura global do planeta de 5ºC, a subida do nível das águas ultrapassa 238 centímetros.

“Estamos perante uma emergência climática”, alerta Guterres

De visita à Nova Zelândia e às ilhas Fiji no início deste mês de maio, o secretário-geral da ONU lembrou que a temperatura atingiu nos últimos quatro anos o maior nível de que há registo.

António Guterres lamentou que a vontade política para alterar o rumo dos acontecimentos está a falhar.

Gronelândia e Antárctica a derreter

O estudo agora publicado reúne as estimativas de 22 peritos em calotas de gelo polares da Gronelândia e da Antárctica Leste e Oeste.

O degelo é um dos principais responsáveis pela subida do nível dos oceanos, assim como os rios de gelo e a expansão térmica – quando a água do mar aquece, também se expande.

“Concluímos que é plausível que o aumento do nível do mar ultrapasse 2 metros até 2100 neste cenário de subida da temperatura”.

 

Planeta perderá quase 2 milhões de km2, centenas de milhões de deslocados

Neste cenário, o planeta perderá 1,79 quilómetros quadrados de terras, uma área equivalente à da Líbia.

Grandes partes da terra perdida serão importantes áreas de cultivo como o delta do Nilo e em vastas áreas do Bangladesh será muito difícil as pessoas continuarem a viver.

Daqui resultará um êxodo de 187 milhões de pessoas, segundo o estudo.

Os glaciares antes e depois das alterações climáticas

“Não estamos a ganhar a batalha” das alterações climáticas

msn notícias
SIC Notícias
21/05/2019



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869: Portugal: Níveis de ozono batem recordes! Partículas com níveis elevados

Apesar do ozono respirável não ter ultrapassado qualquer valor crítico até ao início de Agosto, agora tudo mudou.

De acordo com a Associação Zero, os níveis de azoto bateram recordes do século no passado fim de semana e as partículas registaram também níveis elevados.

O ozono respirável é um poluente secundário que se forma a partir de outros poluentes como os óxidos de azoto (emitidos pelo tráfego rodoviário e pela combustão na indústria) e os compostos orgânicos voláteis (emitidos pelo tráfego rodoviário e também por determinado tipo de espécies florestais).

De acordo com a legislação há dois limiares de informação obrigatória à população:

  • o limiar de informação ao público, quando se verifica um valor horário de ozono superior a 180 µg/m3, devendo as precauções ser tomadas pelos grupos sensíveis;
  • o limiar de alerta do público, quando se verifica um valor horário de ozono superior a 240 µg/m3, devendo as precauções ser tomadas por toda a população.

Segundo a Associação Zero, dois recordes foram atingidos recentemente:

  • Sábado, 4 de Agosto de 2018, foi o dia deste século com maior número de ultrapassagens ao limiar de alerta de ozono: 14 excedências. No ano de 2005 havia-se atingido 13 ultrapassagens, no dia 6 de Agosto, e em 2003 12 ultrapassagens, no dia 1 de Agosto.
  • Atingiu-se igualmente o valor horário mais elevado de sempre neste século de concentração de ozono – 410 mg/m3entre as 16 e as 17 horas de sábado, no dia 4 de agosto na estação de qualidade do ar de Monte Velho, em Santiago do Cacém. O anterior recorde registado na rede de monitorização oficial de qualidade do ar foi de 361 mg/m3na estação de Lamas de Olo, em Vila Real, no dia 22 de Junho de 2005 entre as 20 e as 21 horas.

Durante o episódio de poluição neste início de Agosto, as concentrações mais elevadas de ozono registaram-se na estação de Monte Velho, em Santiago do Cacém, tendo-se verificado, no dia 4 Agosto, sábado, 11 horas acima do limiar de informação, 9 das quais acima do limiar de alerta.

Partículas também atingiram valores muito elevados em todo o país 

Ainda de acordo com a Associação Zero, a influência dos ventos de Norte de África e incêndios foram a origem para valores elevados no que diz respeito a partículas.

No que respeita às partículas inaláveis (PM10), o número de ultrapassagens aos valores-limite diários (50 mg/m3) foi muito expressivo.

Enquanto que no dia 2 de Agosto, quinta-feira, o valor-limite diário apenas foi ultrapassado em duas estações de monitorização, na sexta-feira já se verificaram ultrapassagens da média diária em 15 estações de monitorização, aumentando para 35 no sábado dia 4 de Agosto, atingindo-se no pior dia, domingo, 5 de Agosto, ultrapassagens do valor-limite diário em 38 estações de monitorização das 45 com dados disponíveis em Portugal Continental, havendo depois uma diminuição progressiva nos dias seguintes.

O valor horário de partículas mais elevado registado foi no início da manhã de terça-feira, 7 de Agosto, em Portimão, associado à influência do incêndio de Monchique. O valor-limite diário mais elevado verificou-se domingo, 5 de Agosto, em Setúbal, na estação de monitorização de Quebedo.

Via Zero
pplware
11 Ago 2018

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