2022: A previsão piorou: os oceanos deverão subir dois metros em 80 anos

CIÊNCIA

Nova estimativa ultrapassa as piores previsões para o final do século XXI.

© Lucas Jackson Icebergue flutua num fiorde perto de Tasiilaq, Gronelândia, Junho de 2018.

A Terra é um sistema tão complexo que é difícil fazer previsões precisas sobre o aumento do nível das águas em consequência do aquecimento global até ao fim deste século. Num último estudo publicado, as estimativas ultrapassam as piores previsões.

A última previsão que servia de referência data de 2014, quando um grupo de peritos do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC) estimava uma aumento do nível do mar em quase 1 metro até ao fim do século XXI, em relação ao período 1986-2005.

Um novo estudo publicado na revista da Academia Americana das Ciências (PNAS) não contradiz este cenário, mas dá conta da probabilidade de que a elevação do nível dos oceanos seja ainda mais grave: 69 centímetros numa hipótese mais optimista, 111 centímetros se a trajectória actual se mantiver, em relação ao nível em 2000.

Num cenário optimista, o aquecimento global do planeta alcança mais 2ºC em relação à época pré-industrial (fim do século XIX). Este é o objectivo mínimo do Acordo de Paris, assinado em 2015. A Terra já aqueceu cerca de 1ºC desde essa época.

O cenário mais pessimista é o de um aquecimento de 5ºC – se continuarmos na mesma trajectória de contínua emissão de gases com efeito de estufa.

A amplitude possível da subida do nível das águas é enorme: mesmo que a humanidade consiga limitar o aumento da temperatura do globo a 2ºC, a subida das águas pode variar entre 36 e 126 centímetros (intervalo de probabilidade de 5 a 95%).

No caso de um aumento da temperatura global do planeta de 5ºC, a subida do nível das águas ultrapassa 238 centímetros.

“Estamos perante uma emergência climática”, alerta Guterres

De visita à Nova Zelândia e às ilhas Fiji no início deste mês de maio, o secretário-geral da ONU lembrou que a temperatura atingiu nos últimos quatro anos o maior nível de que há registo.

António Guterres lamentou que a vontade política para alterar o rumo dos acontecimentos está a falhar.

Gronelândia e Antárctica a derreter

O estudo agora publicado reúne as estimativas de 22 peritos em calotas de gelo polares da Gronelândia e da Antárctica Leste e Oeste.

O degelo é um dos principais responsáveis pela subida do nível dos oceanos, assim como os rios de gelo e a expansão térmica – quando a água do mar aquece, também se expande.

“Concluímos que é plausível que o aumento do nível do mar ultrapasse 2 metros até 2100 neste cenário de subida da temperatura”.

 

Planeta perderá quase 2 milhões de km2, centenas de milhões de deslocados

Neste cenário, o planeta perderá 1,79 quilómetros quadrados de terras, uma área equivalente à da Líbia.

Grandes partes da terra perdida serão importantes áreas de cultivo como o delta do Nilo e em vastas áreas do Bangladesh será muito difícil as pessoas continuarem a viver.

Daqui resultará um êxodo de 187 milhões de pessoas, segundo o estudo.

Os glaciares antes e depois das alterações climáticas

“Não estamos a ganhar a batalha” das alterações climáticas

msn notícias
SIC Notícias
21/05/2019



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869: Portugal: Níveis de ozono batem recordes! Partículas com níveis elevados

Apesar do ozono respirável não ter ultrapassado qualquer valor crítico até ao início de Agosto, agora tudo mudou.

De acordo com a Associação Zero, os níveis de azoto bateram recordes do século no passado fim de semana e as partículas registaram também níveis elevados.

O ozono respirável é um poluente secundário que se forma a partir de outros poluentes como os óxidos de azoto (emitidos pelo tráfego rodoviário e pela combustão na indústria) e os compostos orgânicos voláteis (emitidos pelo tráfego rodoviário e também por determinado tipo de espécies florestais).

De acordo com a legislação há dois limiares de informação obrigatória à população:

  • o limiar de informação ao público, quando se verifica um valor horário de ozono superior a 180 µg/m3, devendo as precauções ser tomadas pelos grupos sensíveis;
  • o limiar de alerta do público, quando se verifica um valor horário de ozono superior a 240 µg/m3, devendo as precauções ser tomadas por toda a população.

Segundo a Associação Zero, dois recordes foram atingidos recentemente:

  • Sábado, 4 de Agosto de 2018, foi o dia deste século com maior número de ultrapassagens ao limiar de alerta de ozono: 14 excedências. No ano de 2005 havia-se atingido 13 ultrapassagens, no dia 6 de Agosto, e em 2003 12 ultrapassagens, no dia 1 de Agosto.
  • Atingiu-se igualmente o valor horário mais elevado de sempre neste século de concentração de ozono – 410 mg/m3entre as 16 e as 17 horas de sábado, no dia 4 de agosto na estação de qualidade do ar de Monte Velho, em Santiago do Cacém. O anterior recorde registado na rede de monitorização oficial de qualidade do ar foi de 361 mg/m3na estação de Lamas de Olo, em Vila Real, no dia 22 de Junho de 2005 entre as 20 e as 21 horas.

Durante o episódio de poluição neste início de Agosto, as concentrações mais elevadas de ozono registaram-se na estação de Monte Velho, em Santiago do Cacém, tendo-se verificado, no dia 4 Agosto, sábado, 11 horas acima do limiar de informação, 9 das quais acima do limiar de alerta.

Partículas também atingiram valores muito elevados em todo o país 

Ainda de acordo com a Associação Zero, a influência dos ventos de Norte de África e incêndios foram a origem para valores elevados no que diz respeito a partículas.

No que respeita às partículas inaláveis (PM10), o número de ultrapassagens aos valores-limite diários (50 mg/m3) foi muito expressivo.

Enquanto que no dia 2 de Agosto, quinta-feira, o valor-limite diário apenas foi ultrapassado em duas estações de monitorização, na sexta-feira já se verificaram ultrapassagens da média diária em 15 estações de monitorização, aumentando para 35 no sábado dia 4 de Agosto, atingindo-se no pior dia, domingo, 5 de Agosto, ultrapassagens do valor-limite diário em 38 estações de monitorização das 45 com dados disponíveis em Portugal Continental, havendo depois uma diminuição progressiva nos dias seguintes.

O valor horário de partículas mais elevado registado foi no início da manhã de terça-feira, 7 de Agosto, em Portimão, associado à influência do incêndio de Monchique. O valor-limite diário mais elevado verificou-se domingo, 5 de Agosto, em Setúbal, na estação de monitorização de Quebedo.

Via Zero
pplware
11 Ago 2018

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