4785: Manuscritos inéditos revelam que Newton tentou descobrir código secreto das Pirâmides do Egipto

CIÊNCIA/EGIPTO

Leirdal / Pixabay

O físico, matemático e astrónomo Isaac Newton tinha um interesse peculiar na teoria do Apocalipse bíblico. As suas inclinações místicas, muitas das quais consideradas heréticas naquela época, são agora evidenciadas em algumas notas manuscritas que estão a ser leiloadas pela Sotheby’s.

Além da matemática, da física e da astronomia, Isaac Newton também possuía outras facetas: era teólogo e alquimista. Agora, a Sotheby’s colocou à venda alguns manuscritos não publicados que revelam que o cientista pensava que as pirâmides egípcias escondiam um segredo que o próprio tentou desvendar.

Nas três páginas manuscritas, Newton tentou decifrar os códigos ocultos na Bíblia e, assim, descobrir o momento do Apocalipse. Para isso, tentou decifrar os segredos das Pirâmides do Egipto, que seriam a peça-chave.

De acordo com o The Guardian, o leilão online termina na terça-feira e a Sotheby’s espera vendê-las por centenas de milhares de euros. “São páginas realmente fascinantes porque nelas podemos ver Newton a tentar desvendar os segredos das pirâmides”, disse Gabriel Heaton, especialista em manuscritos da Sotheby’s.

(dr) Sotheby’s

Segundo Heaton, Isaac Newton estava a tentar descobrir a unidade de medida usada pelos construtores das pirâmides. O matemático chegou à conclusão que os antigos egípcios poderiam ter tentado medir a Terra pelo que, ao descobrir a unidade de medida da Grande Pirâmide, também seria capaz de medir a circunferência do planeta.

Newton esperava que esta descoberta o levasse a conhecer outras medidas antigas e, desta forma, ser capaz de descobrir a arquitectura e as dimensões do Templo de Salomão, o cenário onde aconteceria, supostamente, o Apocalipse.

Seria, então, possível interpretar os significados ocultos da Bíblia.

Newton manteve para si a obsessão com a alquimia e as suas crenças religiosas heterodoxas porque as suas visões não ortodoxas poderiam custar-lhe a própria carreira.

“A ideia de que a Ciência é uma alternativa à religião é um pensamento moderno. Newton não teria acreditado que o seu trabalho científico pudesse minar as crenças religiosas”, explicou o especialista.

“Ele não estava a tentar refutar o cristianismo: ele passou muito tempo a tentar estabelecer o período de tempo provável para o Apocalipse bíblico. É por isso que estava tão interessado nas pirâmides”, acrescentou Heaton.

Os textos são fragmentos, sobreviventes chamuscados de um incêndio que terá sido provocado por uma vela derrubada por Diamond, o cão de Newton.

ZAP //

Por ZAP
8 Dezembro, 2020


940: Cientistas chineses corrigem cálculos de Newton com mais de 300 anos

Equipa da Universidade de Ciência e Tecnologia de Huazhong conseguiu precisar ainda mais os cálculos do homem que pela primeira vez descreveu a gravidade

Luo Jun com a sua equipa no laboratório da universidade
© DR

Uma equipa liderada pelo cientista Luo Jun, da Universidade de Ciência e Tecnologia de Huazhong, na China, trabalha na correcção dos cálculos definidos por Newton, em 1686, relativamente à chamada constante gravitacional (G). E anunciaram que os conseguiram corrigir. Apesar do avanço, os cálculos de Newton ficaram mais precisos, mas “o verdadeiro valor de G permanece desconhecido”, admite o cientista chinês. O trabalho realizado pela sua equipa foi agora publicado na revista Nature.

Luo Jun sublinha que a busca pela maior precisão possível não é um capricho. Os geofísicos usam a constante G para estudar a estrutura e composição da Terra, por exemplo. Além disso, o valor do G é essencial em áreas como a física de partículas e cosmologia, parte da astronomia que estuda a origem e o futuro do universo.

Mas “o verdadeiro valor de G ainda é desconhecido”, assume o professor, explicando que a dificuldade de medir a constante G é diabólica.

Isto porque a gravidade é uma força força “extremamente fraca”, nas palavras de Luo. Apesar de o campo gravitacional do Sol ser tão grande que impede que o planeta Terra fuja através do espaço (e o da Terra impossibilitar que andemos a pairar), a força gravitacional entre dois objectos de um quilograma separados por um metro equivale ao peso de um pequeno número de bactérias.

De acordo com o jornal espanhol El País, o Comité de Informação para Ciência e Tecnologia (CODATA), com sede em Paris, é o órgão de referência internacional para essa constante. Em 2014, os especialistas adoptaram 14 valores de G determinados nas últimas quatro décadas em diferentes laboratórios em todo o mundo. “A diferença relativa entre o maior e o menor valor de G está próxima de 0,055%. Essa situação não nos permite obter um valor G com alta precisão “, lamenta Luo.

Apesar da precisão dos resultados agora alcançados, os cientistas chineses obtiveram dois dados diferentes com dois dispositivos ligeiramente diferentes e independentes, e não sabem como explicar essa discrepância. “Há algo que ainda não sabemos e que precisamos de mais pesquisas”, diz Luo. Ou talvez precisemos de outro Newton.

A equipa liderada por Luo Jun corrigiu a experiência de Newton com esferas de aço e câmaras de vácuo, que atingiu duas medidas semelhantes com dois dispositivos independentes : 6,674184 × 10^-11 e 6,674484 × 10^-11 metros cúbicos por quilograma por segundo quadrado. Mas a investigação pela precisão vai prosseguir. As novas medidas estão agora publicadas na revista Nature.

(Rectificada: corrige a data dos cálculos de Newton)

Diário de Notícias
DN
29 Agosto 2018 — 20:48

(Foram corrigidos 4 erros ortográficos ao texto original)

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