3769: A atmosfera de Marte está a escapar para o Espaço (e já se sabe quem é o culpado)

CIÊNCIA/ASTRONOMIA/ASTROFÍSICA/MARTE

 

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Marte pode já ter sido um planeta habitável mas, ao longo de milhares de milhões de anos, a sua atmosfera escapou para o Espaço. Os cientistas mapearam as correntes eléctricas na atmosfera marciana que podem ter sido responsáveis por deixar o gás “fugir” e encontraram o verdadeiro culpado.

Usando a nave da NASA Mars Atmosphere and Volatile Evolution (MAVEN), uma equipa de cientistas mapeou os sistemas de corrente eléctrica na atmosfera de Marte pela primeira vez, resultando em visualizações que ajudaram os cientistas a determinar o que estava a permitir que a atmosfera escapasse para o Espaço.

As descobertas, de acordo com o estudo publicado em maio na revista científica Nature Astronomy, sugerem que o vento solar que constantemente flui do Sol é a principal força motriz por trás da fuga atmosférica do Planeta Vermelho.

Os investigadores queriam descobrir quão essencial é um campo magnético para a regulação da atmosfera de um planeta. Marte não tem campo magnético. Em vez disso, partículas carregadas libertadas da atmosfera superior do Sol, conhecidas como vento solar, interagem com a atmosfera de Marte e criam uma magnetosfera induzida – a área do espaço que circunda um planeta.

Os cientistas mapearam as correntes eléctricas em torno de Marte. As correntes eléctricas cobrem o lado do dia do planeta e fluem para a noite. Essas voltas de correntes eléctricas conectam a atmosfera superior de Marte e a sua magnetosfera induzida pelo vento solar.

À medida que os iões e electrões do vento solar colidem com o campo magnético induzido, são forçados a separar-se devido à sua carga eléctrica oposta, com alguns iões a fluir numa direcção e outros electrões noutra. Isso resulta na formação das correntes eléctricas em torno de Marte.

Enquanto isso, raios-x e radiação ultravioleta emitida pelo Sol estão constantemente a ionizar áreas da atmosfera superior de Marte, fazendo com que seja capaz de conduzir electricidade. Esse processo é essencialmente responsável pela fuga atmosférica de Marte.

As correntes transformam a energia do vento solar em campos magnéticos e eléctricos que aceleram as partículas carregadas da atmosfera de Marte, o que faz com que a atmosfera do planeta escape para o Espaço.

“Essas correntes desempenham um papel fundamental na perda atmosférica que transformou Marte de um mundo que poderia ter sustentado a vida num deserto inóspito”, disse Robin Ramstad, físico experimental da Universidade do Colorado e principal autor do estudo, em comunicado.

Sem um campo magnético, Marte está a perder a sua atmosfera há milhares de milhões de anos e a transformar-se num deserto frio e seco.

ZAP //

Por ZAP
1 Junho, 2020

 

spacenews

 

831: O sacrifício de Parker num fogo sem chamas

A viagem inédita de Parker à atmosfera do Sol. O seu nome deve-se ao físico que previu os ventos solares

Simulação da nave Parker a aproximar-se do Sol
© NASA

Chama-se Parker a nave que vai ser carbonizada pelo Sol na primeira grande investigação humana para estudar a nossa estrela, mas antes do seu fim acontecer entrará na sua atmosfera e recolherá informações inéditas. Para obter estas informações, a NASA vai despender 1200 milhões de euros.

O objectivo da agência espacial norte-americana, é estudar o interior da coroa solar, uma situação só possível porque, ao contrário do que é normal, no Sol a temperatura é mais baixa à superfície do que à distância. Mesmo assim a temperatura é de 6000 graus, nada comparável ao milhão de graus exterior.

Por isso, a nave Parker conta com um escudo protector feito em carbono que alcançará a mesma temperatura a que o ferro derrete, 1400 graus, mesmo assim capaz de proteger os quatro instrumentos que vão analisar os electrões, os protões, os núcleos atómicos e os átomos de hélio, que caracterizam a atmosfera solar, bem como tentar encontrar uma explicação para os ventos solares que criam tempestades solares que atingem a Terra e provocam grandes alterações nos campos magnéticos.

A nave a ser preparada Foto NASA

Simulação da aproximação da Parker ao Sol Foto NASA

O foguetão que irá levar a nave Parker para o espaço
Foto NASA

A viagem até ao Sol da primeira nave decorrerá entre o próximo dia 11 e até 1 de Novembro, momento em que atingirá uma distância de seis milhões de quilómetros da estrela, uma ínfima parte dos 150 milhões de quilómetros que separam o Sol do nosso planeta. Ao chegar a este ponto, a Parker iniciará a primeira de sete primeiras órbitas em torno do Sol, para a qual se beneficiará da atracção de Vénus durante essas primeiras órbitas de forma a diminuir a sua velocidade, que a gravidade do Sol aumentará em cerca de duzentos quilómetros por segundo durante a aproximação.

A partir da sua estabilização, a Parker iniciará vinte e cinco órbitas em redor do Sol até ao ano 2025, isto se os seus motores e os painéis solares mantiverem a nave numa posição correta, com o escudo térmico virado para a fonte de calor, até que o fim do combustível fará com que a Parker se aproxime demasiado da estrela e se derreta por inteiro.

A nave chama-se Parker em homenagem ao físico americano, Eugene Parker, que em 1958 previu a existência dos ventos solares, uma teoria que foi muito criticada na altura e que só em 1962 foi confirmada pela sonda Mariner II, numa viagem de exploração espacial a Vénus.

O físico Eugene Parker
© DR

Diário de Notícias
João Céu e Silva
02 Agosto 2018 — 11:38

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441: Nova nave da Virgin Galactic realizou primeiro voo supersónico

www.virgingalactic.com

A nova nave espacial da Virgin Galactic realizou quinta-feira o seu primeiro voo supersónico, a partir do deserto de Mojave, na Califórnia, o primeiro desde o acidente fatal em 2014 que matou um piloto.

O voo da VSS Unity foi considerado um grande passo pela empresa, que tem planos para levar turistas para o espaço, segundo a Associated Press.

A Virgin Galactic, propriedade de Richard Branson, considera que este voo marca a fase final do programa de testes de voo da VSS Unity.

“De volta ao caminho (…), O espaço parece tentadoramente próximo agora”, escreveu Richard Branson na rede social Twitter.

Desde que a Virgin Galactic foi fundada, Branson iniciou reservas de voos para quem possa pagar 200 mil dólares (cerca de 170 mil euros) por uma viagem de apenas uns minutos.

Calcula-se, segundo números avançados pela imprensa internacional, que a lista de espera tenha mais de 800 pessoas.

DN
06 DE ABRIL DE 2018 00:44
DN/Lusa

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