2587: Centro de controlo perde o contacto com a Vikram momentos antes da alunagem

A nave espacial indiana Vikram interrompeu esta sexta-feira as comunicações com o centro de controlo segundos antes de concretizar a alunagem. De acordo com o presidente da Organização Indiana de Pesquisa Espacial, as operações decorreram com normalidade na aproximação à Lua até à altitude de 2,1 quilómetros do solo mas, posteriormente, o contacto com o aparelho perdeu-se. “Estamos a analisar os dados”, anunciou K Sivan.

Através de uma mensagem colocada na rede social Twitter, o presidente da ìndia, Narendra Modi, afirmou que o país “está orgulhoso dos seus cientistas” e sublinhou que “deram o seu melhor”. A rematar a mensagem, Modi acrescentou: “Há momentos para se ser corajoso e seremos corajosos”.

Caso a missão tivesse tido sucesso, a Índia passaria a ser o quarto país a aterrar na lua depois da Rússia, dos Estados Unidos e da China. Esta seria, também, a primeira missão científica lançada à região do pólo sul da lua, uma zona que nunca foi explorada.

O módulo “Vikram”, contendo o rover “Pragyaan” no seu interior, tinha a descida prevista entre a 1h00 e as 2h00 da madrugada deste sábado, 7 de Setembro, e a alunagem na superfície lunar aconteceria meia-hora mais tarde, entre a 1h30 e as 2h30.

msn notícias
Expresso
06/09/2019

 

2455: Jovem Júpiter foi atingido de frente por enorme proto-planeta

Impressão de artista de uma colisão entre um jovem Júpiter e um proto-planeta massivo ainda em formação no Sistema Solar inicial.
Crédito: K. Suda & Y Akimoto/Mabuchi Design Office, cortesia do Centro de Astrobiologia do Japão

Segundo um estudo publicado esta semana na revista Nature, uma colisão colossal entre Júpiter e um planeta ainda em formação no início do Sistema Solar, há cerca de 4,5 mil milhões de anos, pode explicar leituras surpreendentes da nave espacial Juno da NASA.

Astrónomos da Universidade Rice e da Universidade Sun Yat-sen da China dizem que o seu cenário de impacto pode explicar as leituras gravitacionais anteriormente confusas da sonda Juno, que sugerem que o núcleo de Júpiter é menos denso e mais extenso do que o esperado.

“Isto é intrigante,” disse o astrónomo e co-autor do estudo, Andrea Isella. “Sugere que algo aconteceu e que mexeu com o núcleo, e é aí que o impacto gigante entra em acção.”

Isella explicou que as principais teorias sobre a formação de planetas sugerem que Júpiter começou como um planeta denso, rochoso ou gelado que mais tarde reuniu a sua atmosfera espessa do disco primordial de gás e poeira que deu origem ao nosso Sol.

Isella disse que estava céptico quando o autor principal do estudo, Shang-Fei Liu, sugeriu a ideia de que os dados podiam ser explicados por um impacto gigantesco que agitou o núcleo de Júpiter, misturando o conteúdo denso do seu núcleo com as camadas menos densas acima. Liu, ex-investigador de pós-doutoramento no grupo de Isella, é agora membro da faculdade em Sun Yat-sen em Zhuhai, China.

“Soava-me muito improvável,” recorda Isella, “como algo com uma probabilidade de um num bilião. Mas Shang-Fei convenceu-me, com os seus cálculos, de que não era assim tão inverosímil.”

A equipa de investigação realizou milhares de simulações de computador e descobriu que um Júpiter em rápido crescimento pode ter perturbado as órbitas de “embriões planetários” próximos, proto-planetas que estavam nos estágios iniciais da formação planetária.

Liu disse que os cálculos incluíram estimativas da probabilidade de colisões sob diferentes cenários e da distribuição de ângulos de impacto. Em todos os casos, Liu e colegas descobriram que havia pelo menos 40% de hipóteses de que Júpiter engolisse um embrião planetário nos primeiros milhões de anos. Além disso, Júpiter produziu em massa um “forte foco gravitacional” que deu origem a colisões frontais mais comuns do que aquelas apenas raspantes.

Isella explicou que o cenário de colisão se tornou ainda mais atraente depois de Liu ter executado modelos computacionais 3D que mostravam como uma colisão afectaria o núcleo de Júpiter.

“Como é denso e vem com muita energia, o impactor seria como uma bala que passa pela atmosfera e atinge o núcleo de frente,” disse Isella. “Antes do impacto, teríamos um núcleo muito denso, cercado pela atmosfera. O impacto frontal espalha as coisas, diluindo o núcleo.”

Os impactos em ângulos que apenas raspam o planeta podem fazer com que o objecto impactante se torne preso gravitacionalmente e afunde gradualmente no núcleo de Júpiter, e Liu disse que embriões planetários menores tão massivos quanto a Terra se desintegrariam na espessa atmosfera de Júpiter.

“O único cenário que resultou num perfil de densidade de núcleo semelhante ao que a Juno mede hoje é um impacto frontal com um embrião planetário cerca de 10 vezes mais massivo do que a Terra,” salientou Liu.

Isella acrescentou que os cálculos sugerem que, mesmo que este impacto tenha ocorrido há 4,5 mil milhões de anos, “ainda poderá levar muitos milhares de milhões de anos para que o material pesado volte a assentar num núcleo denso sob as circunstâncias sugeridas pelo artigo.”

Isella, que também é co-investigador do projecto CLEVER Planets, financiado pela NASA, com sede na Universidade Rice, disse que as implicações do estudo vão além do nosso Sistema Solar.

“Existem observações astronómicas de estrelas que podem ser explicadas por este tipo de evento,” realçou.

“Este ainda é um campo novo, de modo que os resultados estão longe de ser sólidos, mas tendo em conta que estamos à procura de planetas em torno de estrelas distantes, às vezes observamos emissões infravermelhas que desaparecem depois de alguns anos,” disse Isella. “Uma ideia é que se estamos a observar uma estrela à medida que dois planetas rochosos colidem de frente e se fragmentam, formar-se-ia uma nuvem de poeira que absorve a luz estelar e a re-emite. Vemos por isso uma espécie de um flash, no sentido de que agora temos esta nuvem de poeira que emite luz. E, depois de algum tempo, a poeira dissipa-se e essa emissão desaparece.”

A missão Juno foi desenhada para ajudar os cientistas a melhor compreender a origem e a evolução de Júpiter. A sonda, lançada em 2011, transporta instrumentos para mapear os campos gravitacionais e magnéticos de Júpiter e para investigar a estrutura interna profunda do planeta.

Astronomia On-line
16 de Agosto de 2019

2235: ESA prepara-se para interceptar pela primeira vez um cometa puro

A Agência Espacial Europeia (ESA) desenvolveu um projecto que visa interceptar um cometa puro – um corpo celeste que nunca passou pelo Sistema Solar -, quando este se aproximar da órbita da Terra em meados de 2028.

A missão, que será composta por três módulos, irá observar de diferentes ângulos um cometa que tem materiais praticamente inalterados desde a sua criação.

Os cientistas pretendem também criar um perfil 3D do corpo celeste, tendo por base informações sobre o seu núcleo, pó e o ambiente do plasma, precisa a ESA numa nota publicada na sua página oficial. O lançamento está previsto para 2028.

Uma vez no espaço, a nave espacial Comet Interceptor ficará a 1,5 milhão de quilómetros da Terra e assumirá um compasso de espera. Depois de um cometa apropriado ser detectado, o corpo será enviado para uma missão de interceptação.

Os cientistas na missão têm como alvo um comenta puro ou um visitante interestelar que se esteja a aproximar do Sistema Solar, semelhante ao Oumuamua: o cometa/asteróide em forma de charuto que foi detectado inesperadamente em 2017.

“Os cometas prísticos ou dinamicamente novos são totalmente desconhecidos e constituem alvos atraentes para a exploração de naves espaciais de curta distância para melhor compreender a diversidade e a evolução dos cometas”, explicou o director de Ciência da NASA, Günther Hasinger, citado no mesmo comunicado.

O projecto, que foi apelidado de Comet Interceptor, é diferente das missões Giotto e Rosetta, uma vez que estes cometas tinham já feito várias aproximações ao Sol, sofrendo, por isso, alterações significativas na sua composição.

“Este tipo de missão inovadora desempenhará um papel importante para complementar o Programa Científico da ESA, segundo o qual se planeia investigar o Universo nas próximas décadas”, concluiu Hasinger.

ZAP //

Por ZAP
26 Junho, 2019

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2184: NASA testa um novo combustível “verde” na sua nave espacial pela primeira vez

O combustível usado nas naves espaciais é altamente poluente. Contudo, as premissas de melhorar as emissões poluentes têm de ser acatadas por todos. Nesse sentido, a NASA está a testar um líquido não tóxico que poderá alimentar o futuro no espaço e impulsionar missões à Lua ou a “outros mundos”.

Entretanto, a agência espacial norte-americana irá testar o combustível e o sistema de propulsão compatível no espaço pela primeira vez. Irá ser na Green Propellant Infusion Mission ou Missão de Infusão de Propulsante Verde (GPIM), marcada para ser lançada este mês num foguete SpaceX Falcon Heavy.

NASA aposta numa Missão de Infusão de Propulsante Verde (GPIM)

Segundo a NASA, esta missão demonstrará as características excepcionais de um combustível “verde” de alto desempenho. Este produto foi desenvolvido pelo Laboratório de Investigação da Força Aérea (AFRL) na Base Aérea de Edwards, na Califórnia.

O propulsante combina nitrato de Hydroxylammonium e amónio com um oxidante que permite que ele queime, criando uma alternativa à hidrazina, o combustível altamente tóxico comummente usado pelas naves espaciais actualmente.

A nave “adora” a hidrazina, mas é tóxica para os seres humanos. A utilização do líquido transparente requer precauções apertadas de segurança. Assim, é obrigatório o uso de roupas de protecção, luvas grossas de borracha e tanques de oxigénio. O GPIM promete menos restrições de manuseio que reduzirão o tempo de preparação para o lançamento.

As naves espaciais podem ser alimentadas durante o fabrico, simplificando o processamento nas instalações de lançamento, resultando em economia de custos.

Explicou Christopher McLean, investigador principal da GPIM na Ball Aerospace of Boulder, Colorado. A empresa lidera esta missão de demonstração de tecnologia da NASA.

Outra vantagem deste propulsante é o desempenho. É mais denso que a hidrazina e oferece um desempenho quase 50% melhor – o equivalente a obter 50% a mais de quilómetros por litro no seu carro. Isso significa que as naves podem viajar mais longe ou operar durante mais tempo com menos propulsante a bordo.

Para aproveitar os benefícios do combustível, os engenheiros primeiro tiveram que desenvolver novos equipamentos. Nesse sentido foram desenvolvidas novas tecnologias para propulsores, tanques, filtros e até válvulas. O GPIM usa um conjunto de propulsores que são accionados em diferentes cenários para testar o desempenho e a confiabilidade do mecanismo. Manobras planeadas incluem redução de órbita e afinações na nave espacial.

Será uma aposta para futuro?

Fred Wilson, director de desenvolvimento de negócios da Aerojet, tem décadas de experiência em sistemas de propulsão de naves. Wilson deu crédito à NASA pelo financiamento da tecnologia, através de demonstração de voo. Levar o propulsante verde do laboratório para o espaço assegura que a capacidade possa ser totalmente adoptada pelo governo e pela indústria.

Se não fosse pelo investimento inicial e pelo risco inerente de fazer algo pela primeira vez, esta tecnologia provavelmente já estaria no espaço. A NASA preparou-se para financiar isso porque vemos o valor e o potencial desta tecnologia para impulsionar o voo espacial.

Referiu Dayna Ise, executiva do programa Missões de Demonstração Tecnológica da NASA, que administra o GPIM.

Segundo as várias entidades envolvidas, o objectivo é levar este combustível a outros sistemas. Os satélites, por exemplo, são um alvo para a utilização deste combustível. Isto porque a tendência é para satélites cada vez menores, para lançar mais unidades numa única missão.

Assim, é muito natural que a tecnologia possa atrair pequenos construtores de satélites e cubos. Estes têm orçamentos pequenos e limitações sérias de espaço e peso. De pequenos satélites a grandes naves, há uma grande variedade de missões espaciais que podem beneficiar do uso de propulsantes verdes.

O que é um Propulsante?

Propulsante ou propelente  é um material que pode ser usado para mover um objecto aplicando uma força.

Pode ou não envolver uma reacção química. O material pode ser constituído de gás, líquido ou plasma e antes de uma reacção química, um sólido. Exemplos de propulsantes são a gasolina, querosene de aviação e o combustível de foguetes espaciais.

Imagem: NASA
Fonte: NASA
pplware
15 Jun 2019
Vítor M.

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1832: Nave espacial “autónoma” pode ajudar a salvar a Terra da colisão de asteróides

(CC0/PD) 9866112 / Pixabay

A próxima missão europeia a um asteróide, que será lançada em 2023 pela ESA, contará com um tipo de tecnologia de navegação semelhante à que é já utilizada em carros autónomos. Esta mesma tecnologia poderá, no futuro, ajudar a proteger a Terra do impacto de asteróides.

Nomeada de “Hera”, deusa da mitologia grega, a missão de defesa planetária da Agência Espacial Europeia (ESA) visitará o asteróide 65803 Didymos, que tem 780 metros de largura, e o seu pequeno satélite de 160 metros, denominado Didymoon.

Actualmente, as missões levadas a cabo no Espaço profundo são, por norma, realizadas através de controladores na Terra, que enviam comandos de navegação para as naves. Contudo, a Hera contará com um sistema de navegação automático, que permitirá uma condução autónoma em tempo real. Ou seja, com a Hera a navegação será feita em tempo real, não sendo necessário esperar por um comando enviado da Terra.

“Se acreditam que os carros autónomos são o futuro na Terra, então a Hera é a pioneira da autonomia no Espaço profundo”, disse Paolo Martino, engenheiro chefe dos sistemas da missão Hera, citado em comunicado.

De acordo com a ESA, o sistema de navegação autónomo habilitará a nave espacial a voar mais próxima tanto de Didymos como de Didymoon, permitindo consequentemente captar melhor imagens em alta resolução das suas superfícies.

Hera receberá também informações de sensores, câmaras e lasers – tal como recebem os carros autónomos – “para construir um modelo coerente dos arredores” dos objectos celestes, acrescentou Jesus Gil Fernandez, engenheiro da ESA.

A nave espacial será parcialmente operada a partir do solo, pelo menos no momento inicial. De acordo com a mesma nota, a nave espacial não deverá utilizar o novo sistema autónomo até ter completado todos os principais objectivos da missão.

Hera faz parte da missão Asteroid Impact and Deflection Assessment (AIDA), um projecto espacial conjunto da NASA e da ESA, que tem como objectivo estudar os efeitos da colisão de uma nave espacial com um asteróide, tal como observa o portal Space.com.

Com a AIDA, os cientistas esperam que, no futuro, as sondas orbitais sejam capazes de conduzir a própria navegação pelo Espaço e em torno dos objectos de interesse e possibilitem um maior número de missões exploratórias a custos mais baixos.

O objectivo da missão passa também por demonstrar uma estratégia de defesa planetária conhecida como deflexão de asteróide. Noutras palavras, os cientistas querem descobrir se é possível salvar a Terra de um ataque de asteróides potencialmente catastrófico ao lançar uma nave espacial para o corpo rochoso para impedi-lo de sair da sua rota.

ZAP // SputnikNews

Por ZAP
11 Abril, 2019

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1751: OSIRIS-REx revela grandes surpresas em Bennu

Esta imagem do asteróide Bennu mostra partículas expelidas da sua superfície no dia 19 de Janeiro. Foi criada combinando duas imagens obtidas pela sonda OSIRIS-REx da NASA. Também foram aplicadas outras técnicas de processamento de imagem, como corte e ajustamento do brilho e contraste de cada imagem.
Crédito: NASA/Goddard/Universidade do Arizona/Lockheed Martin

A nave espacial da NASA que transportará, em 2023, uma amostra do asteróide próximo da Terra, chamado Bennu, fez as suas primeiras observações detalhadas das plumas de partículas em erupção da superfície de um asteróide. Bennu também se revelou mais robusto do que o esperado, desafiando a equipa a alterar os seus planos de voo e recolha de amostras devido ao terreno acidentado.

Bennu é o alvo da missão OSIRIS-REx (Origins, Spectral Interpretation, Resource Identification, Security-Regolith Explorer) da NASA, que começou a orbitar o asteróide no passado dia 31 de Dezembro. Bennu, que é apenas ligeiramente maior que a altura do Empire State Building, pode conter material inalterado desde o início do nosso Sistema Solar.

Esta imagem mostra a superfície do hemisfério sul de Bennu e demonstra o número e distribuição de pedregulhos. Foi obtida no dia 7 de março pela câmara PolyCam a bordo da nave OSIRIS-REx da NASA a uma distância de mais ou menos 5 km. O grande pedregulho logo abaixo do centro tem 7,4 metros, quase metade de um campo de basquetebol.
Crédito: NASA/Goddard/Universidade do Arizona

“A descoberta de plumas é uma das maiores surpresas da minha carreira científica,” disse Dante Lauretta, investigador principal da OSIRIS-REx na Universidade do Arizona, em Tucson, EUA. “E o terreno acidentado foi contra todas as nossas previsões. Bennu já nos está a surpreender e a nossa emocionante jornada está apenas a começar.”

Logo após a descoberta das plumas de partículas no dia 6 de Janeiro, a equipa da missão científica aumentou a frequência das observações e, posteriormente, detectou plumas adicionais de partículas durante os dois meses seguintes. Embora muitas das partículas tenham sido expelidas de Bennu, a equipa rastreou algumas partículas que orbitaram Bennu como satélites antes de regressarem à superfície do asteróide.

A equipa da OSIRIS-REx inicialmente avistou as plumas de partículas em imagens enquanto a sonda orbitava Bennu a uma distância de aproximadamente 1,61 km. Após uma avaliação de segurança, a equipa da missão concluiu que as partículas não representavam um risco para a espaço-nave. A equipa continua a analisar as plumas de partículas e as suas possíveis causas.

“Os primeiros três meses da investigação minuciosa da OSIRIS-REx em Bennu lembram-nos o significado da descoberta – surpresas, raciocínio rápido e flexibilidade,” disse Lori Glaze, directora interina da Divisão de Ciências Planetárias na sede da NASA em Washington. “Estudamos asteróides como Bennu para aprender mais sobre a formação do Sistema Solar. A amostra da OSIRIS-REx vai ajudar a responder a algumas das maiores questões sobre as nossas origens.”

A OSIRIS-REx foi lançada em 2016 para explorar Bennu, que é o corpo mais pequeno já orbitado por uma sonda espacial. O estudo de Bennu permitirá que os investigadores aprendam mais sobre as origens do nosso Sistema Solar, as fontes de água e moléculas orgânicas na Terra, os recursos no espaço próximo da Terra, bem como melhorar a nossa compreensão dos asteróides que podem impactar a Terra.

A equipa da OSIRIS-REx também não antecipou o número e tamanho dos pedregulhos à superfície de Bennu. A partir de observações terrestres, a equipa esperava uma superfície geralmente lisa com alguns pedregulhos grandes. Em vez disso, descobriu que toda a superfície de Bennu é acidentada e densamente povoada com pedregulhos.

A densidade de pedregulhos, mais alta do que o esperado, significa que os planos da missão para a recolha de amostras, também conhecida como TAG (Touch-and-Go), precisam de ser ajustados. O projecto original da missão foi baseado num local de amostras livre de perigos com um raio de 25 metros. No entanto, devido ao terreno inesperadamente áspero, a equipa não conseguiu identificar um local desse tamanho em Bennu. Ao invés, começou a identificar locais candidatos muito mais pequenos em raio.

A área mais pequena para recolha de amostras e o maior número de pedregulhos vão exigir um desempenho mais preciso da sonda durante a sua descida até à superfície do que o originalmente planeado. A equipa da missão está a desenvolver uma aproximação actualizada, de nome Bullseye TAG, para ter como alvo mais preciso locais mais pequenos para recolha de amostras.

“Ao longo das operações da OSIRIS-REx perto de Bennu, as nossas equipas demonstraram que podemos alcançar um desempenho de sistema que supera os requisitos do projecto,” comentou Rich Burns, gerente do projecto OSIRIS-REx no Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland. “Bennu lançou-nos o desafio de lidar com o seu terreno acidentado e estamos confiantes de que a OSIRIS-REx está à altura da tarefa.”

A estimativa original, com um baixo número de pedregulhos, foi derivada tanto de observações terrestres da inércia térmica de Bennu – a sua capacidade de conduzir e armazenar calor – como de medições de radar da sua rugosidade superficial. Agora que a OSIRIS-REx revelou a superfície de perto, essas expectativas de uma superfície mais lisa provaram estar erradas. Isto sugere que os modelos computacionais usados para interpretar dados anteriores não preveem adequadamente a natureza das superfícies de asteróides pequenos e rochosos. A equipa está a rever estes modelos com os dados de Bennu.

A equipa científica da OSIRIS-REx fez muitas outras descobertas sobre Bennu nos três meses desde a chegada da sonda ao asteróide, algumas das quais foram apresentadas na passada terça-feira na 50.ª Conferência Lunar e Planetária em Houston e numa colecção especial de artigos publicados na revista Nature.

A equipa observou directamente uma mudança na rotação de Bennu como resultado do que é conhecido como o efeito YORP (Yarkovsky-O’Keefe-Radzievskii-Paddack). O aquecimento e o arrefecimento irregulares de Bennu, ao girar, faz com que o asteróide aumente a sua velocidade de rotação. Como resultado, o período de rotação de Bennu diminui cerca de um segundo a cada 100 anos. Separadamente, dois dos instrumentos da sonda, a câmara a cores MapCAm e o instrumento OTES (OSIRIS-REx Thermal Emission Spectrometer), fizeram detecções de magnetita à superfície de Bennu, o que reforça descobertas anteriores indicando a interacção da rocha com água líquida no corpo original de Bennu.

Astronomia On-line
22 de Março de 2019

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1475: Há uma misteriosa espiral na atmosfera de Vénus

(CC0) GooKingSword / Pixabay

A nave espacial não tripulada japonesa Akatsuki encontrou gigantescas estruturas espirais na atmosfera de Vénus, formadas por ventos polares e pela rápida rotação do planeta.

A atmosfera de Vénus ganha atenção de astrónomos há quase 60 anos, desde estudos de sondas soviéticas e americanas. Investigadores descobriram que a capa protectora de Vénus é completamente diferente da do nosso planeta.

Por exemplo, a atmosfera de Vénus é extremamente densa e a pressão na sua superfície é quase cem vezes maior do que na Terra. A alta densidade faz com que o dióxido de carbono, que corresponde a uns 95% da massa do ar de Vénus, se comporte como um fluído exótico, e também ocasiona uma série de efeitos incomuns.

Em particular, a atmosfera deste planeta gira 60 vezes mais rápido do que o próprio planeta, provocando ventos poderosos de 500 quilómetros por hora. Além disso, o dia em Vénus é mais longo do que um ano no planeta – 240 e 224 dias terrestres, respectivamente.

Propriedades atípicas da camada de ar de Vénus dão origem a misteriosas estruturas gigantes, indecifráveis até então por investigadores. A letra gigante Y, que foi descoberta no início dos anos 60, e uma onda vertical de dez mil quilómetros de comprimento são alguns detalhes de Vénus que até agora não foram decifrados.

Hiroki Kashimura, da Universidade de Kobe, e outros membros do grupo científico Akatsuki descobriram outra estrutura muito estranha através de imagens das camadas inferiores das nuvens de Vénus, que foram fotografadas com câmaras de infravermelhos. As imagens foram publicadas na revista Nature este mês.

Estrutura espiral na atmosfera de Vénus, descoberta pela nave Akatsuki

Os cientistas não estavam muito interessados nas nuvens de ácido sulfúrico e, sim, na localização, na densidade e noutras características que mostram a direcção e velocidade dos ventos na atmosfera de Vénus.

Tais observações deveriam ajudá-los a descobrir o que acontece por trás das nuvens e a entender que processos climáticos estão a ocorrer na atmosfera do planeta misterioso.

Em vez disso, depararam-se com outro enigma. Combinando as imagens dos últimos três anos, astrónomos japoneses descobriram que as regiões circumpolares e temperadas da atmosfera de Vénus possuem espirais gigantes, formadas por correntes rápidas de ar. O comprimento de cada “cauda” da espiral é de cerca de dez mil quilómetros, já o diâmetro delas corresponde a centenas de milhares de quilómetros.

Para entender melhor, a equipa pediu ajuda a colegas para a criação de modelos climáticos de Vénus baseados nos dados recebidos da Akatsuki e de outras naves. Os cálculos já tinham indicado a existência de espirais na atmosfera de Vénus, mas não houve oportunidade de comprovação até agora.

Com os cálculos, os astrónomos entenderam como surgem as misteriosas espirais. Constatou-se que são geradas por dois fenómenos conhecidos por terráqueos: ventos polares de alta altitude, que coordenam o clima no nosso planeta, e a força inercial de Coriolis gerada pela rotação da Terra.

Curiosamente, os cálculos demonstram que as espirais deveriam existir na atmosfera de Vénus constantemente, mas na realidade não é assim: apareceram e desapareceram periodicamente e a causa ainda é desconhecida.

ZAP // Sputnik

Por SN
14 Janeiro, 2019

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1032: NASA desenvolve “guarda-sol” para proteger naves espaciais do calor intenso

A NASA desenvolveu um “guarda-sol” high-tech que promete facilitar consideravelmente as futuras missões de exploração espacial.

A estrutura baptizada de ADEPT (Adaptable Deployable Entry Placement Technology) foi projectada para repelir o calor intenso que é gerado sobre a carcaça das naves espaciais, sobretudo durante o processo conhecido como reentrada – momento em que o veículo penetra a atmosfera de um planeta.

Esta espécie de escudo foi construída a partir de uma espécie de tecido de carbono, flexível e resistente. Ainda que encontrar um material que fosse resistente às temperaturas tenha sido um desafio, a principal característica da estrutura é o facto de poder ser armada e desarmada, tal e qual um guarda-sol comum.

De acordo com a agência, esta articulação permitirá que o guarda-sol seja acoplado a foguetes relativamente menores do que os necessários ao transporte de uma estrutura fixa. Uma vez armada, a ADEPT é expandida até um diâmetro suficiente para a protecção integral da nave espacial.

A ADEPT deve ser particularmente útil em futuras missões de exploração enviadas a outros planetas, como Marte ou Vénus. Os seus primeiros testes já iniciaram, adianta ainda a NASA.

A agência espacial embarcou o “super guarda-sol” num foguete sub orbital na última quarta-feira. A estrutura deve desprender-se do veículo a uma altura de aproximadamente 95 quilómetros. Depois, cairá bruscamente em direcção à superfície a uma velocidade de 3,7 mil quilómetros por hora.

Por ZAP
18 Setembro, 2018

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962: UAI PASSA A USAR NOVO REFERENCIAL PARA DIRECÇÕES NO ESPAÇO

Radiotelescópio em Hobart, Austrália.
Crédito: Universidade de Tecnologia de Viena

No futuro, quando as naves espaciais forem enviadas para outros planetas ou quando for estudada a rotação do planeta Terra, será usado um novo referencial. No dia 30 de Agosto, na Assembleia Geral da União Astronómica Internacional (UAI) em Viena (Áustria), foi adoptado o novo referencial celeste internacional ICRF3 (International Celestial Reference Frame), que permite especificações direccionais mais precisas no espaço. Baseia-se na medição precisa de mais de 4000 fontes de rádio extra-galácticas.

Um sistema de coordenadas para o Universo

Da mesma forma que é necessário um sistema de referência para medir picos de montanhas (medindo a longitude e latitude da Terra e a altura acima do nível do mar, por exemplo), é essencial concordar num sistema de referência confiável para especificar direcções no espaço. “Não é boa ideia usar as estrelas fixas que vemos no céu nocturno,” explica o professor Johannes Böhm do Departamento de Geodesia e Geoinformação da Universidade de Tecnologia de Viena. “Com o tempo, mudam um pouco relativamente umas às outras. Isto significa que seria necessário definir um novo sistema de referência a cada poucos anos para manter o nível de precisão exigido.”

As fontes de rádio extra-galácticas, por outro lado, são outra questão. “Hoje em dia, conhecemos centenas de milhares de objectos no espaço que emitem radiação extremamente intensa e de ondas longas,” comenta Böhm. “Estes são buracos negros supermassivos no centro de galáxias longínquas, também conhecidos como quasares, por vezes localizados a milhares de milhões de anos-luz.” Estas fontes de radiação parecem-se praticamente com pontos a partir da Terra e a sua enorme distância torna-as ideais para estabelecer um sistema de referência mundial. As mudanças relativamente pequenas entre os quasares não desempenham aqui um papel.

Comparando diferentes radiotelescópios uns contra os outros

No entanto, para alcançar o mais alto nível de precisão necessitamos algum esforço: não basta simplesmente tirar uma foto com um radiotelescópio e ler a direcção da fonte de rádio a partir dela. Em vez disso, são comparados dados de diferentes radiotelescópios. “Cada fonte de rádio fornece um sinal com um certo ruído,” explica David Mayer, assistente da equipa de Johannes Böhm. “Quando medimos este ruído em dois radiotelescópios diferentes ao mesmo tempo – idealmente separados por milhares de quilómetros – podemos determinar com muita precisão a diferença de tempo entre a chegada do sinal no primeiro e no segundo radiotelescópio. A partir daqui, podemos calcular a direcção do sinal que recebemos com uma precisão extrema.” Estes cálculos requerem computadores muito poderosos, como o VSC-3 (Vienna Scientific Cluster). Além da Universidade de Tecnologia de Viena, grupos de investigação de todo o mundo forneceram soluções para o referencial ICRF3, bem como o Centro de Voo Espacial Goddard da NASA e o Observatório de Paris.

Com este método, podemos estabelecer a posição das fontes de rádio no céu estrelado com uma precisão de aproximadamente 30 micro-segundos de arco. Isto corresponde aproximadamente ao diâmetro de uma bola de ténis na Lua, vista da Terra.

Na Assembleia Geral da UAI, em Viena, foi tomada a decisão de usar este altamente preciso mapa de fontes de rádio como a referência internacional.

Será usado, por exemplo, para especificar a posição de objectos astronómicos ou naves espaciais. Além disso, o sistema de referência é essencial para monitorizar o nosso próprio planeta, como na precessão do eixo de rotação da Terra ou no movimento dos pólos.

Astronomia On-line
4 de Setembro de 2018

(Foram corrigidos 15 erros ortográficos ao texto original)

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608: Nave russa Soyuz regressa à Terra com a bola que vai abrir o Mundial2018

Dmitri Lovetsky / EPA
O cosmonauta Anton Shkaplerov resgatado após a aterragem da Soyuz MS-07 em Zhezkazgan, no Cazaquistão

A nave espacial russa Soyuz MS-07 regressou hoje à Terra com três astronautas a bordo e a bola que deverá ser utilizada no jogo inaugural do Mundial de Futebol, que arranca este mês na Rússia, divulgaram fontes oficiais russas.

O Centro russo de Controlo de Voos Espaciais (CCVE) confirmou que a bordo da cápsula de descida viajaram os cosmonautas Antón Shkaplerov (Rússia), Scott Tingle (Estados Unidos) e Norishige Kanai (Japão) e que os três elementos se encontram de boa saúde.

Os três astronautas, que aterraram no Cazaquistão, estavam desde meados de Dezembro na Estação Espacial Internacional.

Em princípio, o modelo da bola oficial do Mundial, uma Adidas Telstar, que hoje regressou à Terra, deverá ser usado no jogo inaugural do torneio, que está agendado para 14 de Junho e que será disputado pelas selecções da Rússia e da Arábia Saudita.

A intenção foi avançada em Março último pelo astronauta russo Oleg Artemiev, que levou a bola, juntamente com a mascote oficial do Mundial, o lobo Zabivaka, para a EEI. A FIFA, a organização não-governamental que dirige o futebol mundial, não confirmou, até à data, a utilização da bola que viajou até ao espaço.

Adidas
Adidas Telstar, a bola oficial do Mundial 2018, na Rússia

Não é a primeira vez que astronautas promovem o Mundial 2018, que será disputado na Rússia até 15 de Julho, e no qual Portugal vai estar incluído no Grupo B, juntamente com as selecções de Espanha, Irão e Marrocos.

Em Outubro de 2014, o logótipo do Mundial 2014 foi apresentado a partir da EEI. Na altura, o evento foi transmitido em directo por canais de televisão de todo o mundo e seguido, a partir da Terra, pelo então presidente da FIFA, Joseph Blatter.

Na EEI permanecem três tripulantes: o russo Oleg Artemiev (comandante da actual missão) e os norte-americanos Andrew Feustel e Richard Arnold.

ZAP // Lusa

Por Lusa
3 Junho, 2018

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482: NASA vai enviar à Lua nave espacial construída com peças impressas em 3D

NASA

A NASA vai dar mais um “pequeno passo para o homem, mas um grande passo para a humanidade” ao enviar um foguetão construído apenas com peças 3D à Lua.

No próximo ano, a NASA vai dar mais um importante (e intrigante) passo na exploração espacial, lançando a nave espacial Orion numa viagem à volta da Lua. Esta será a primeira vez que uma nave espacial é construída com peças impressas em 3D, marcando o início de um conjunto de missões lunares que a agência quer conduzir nos próximos anos, bem como vasculhar outros destinos utilizando este recurso, incluindo Marte.

A missão de exploração 1 (EM-1) vai enviar a Orion num módulo não-tripulado, e a jornada irá durar três semanas à volta do satélite natural da Terra, segundo a CNBC.

As peças impressas em 3D que compõem a Orion foram projectadas em conjunto com a Lockheed Martin, a Stratasys e a Phoenix Analysis & Design Technologies. A parceria resultou em mais de 100 peças certificadas, as quais foram usadas na construção da nave espacial e, por tabela, autorizadas para uso em espaço exterior – ou espaço profundo, uma definição atribuída ao universo físico além da atmosfera da Terra.

O vice-presidente da Stratasys Strategic Consulting, Phil Reeves, disse esta terça-feira que, devido à tecnologia, o custo e a complexidade dos componentes prontos para uso no espaço estão a cair.

Reeves acrescentou ainda que as 100 peças utilizadas na construção da Orion podem substituir 500 ou 600 partes, uma vez que a impressão em 3D pode ser usada para construir formas geométricas mais complexas.

Um dos exemplos dados pelo vice-presidente destaca a estação de ancoragem da Orion. A peça, que anteriormente seria bastante complexa, agora consistirá em apenas seis componentes individuais impressos juntos em 3D.

Reeves ainda comenta que o orçamento foi poupado em cerca de 50% com as peças tridimensionais fornecidas em comparação com o material que usado anteriormente, como o metal revestido, por exemplo.

Além disso, outro recurso indispensável dos novos materiais é a capacidade de dissipar a estática, uma vez que a acumulação de carga eléctrica é um problema nas missões espaciais, aumentando o risco de fritar os electrónicos ou de até surgirem perigosas faíscas dentro de alguma embarcação.

Por fim, existe a possibilidade de que as impressoras 3D possam fornecer um novo tipo de plástico que, de acordo com os esperançosos executivos da Stratasys, poderá ser usado futuramente noutras indústrias além da espacial, tais como a aviação civil e/ou até mesmo na área de electrónicos e no segmento de embalagens.

ZAP // Canal Tech

Por CT
22 Abril, 2018

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161: NASA quer lançar o foguetão mais poderoso de sempre já em 2019

MSFC / NASA

A NASA está a preparar os últimos detalhes para o lançamento da Orion, a sua nova nave espacial. A missão envolve o Space Launch System, o foguetão mais poderoso de sempre.

Ao que tudo indica, a missão da Orion, a nave de exploração espacial desenvolvida pela NASA para transportar astronautas à Lua, a Marte e a asteróides próximos, irá começar já no próximo ano, com o lançamento daquele que é o foguetão mais poderoso de sempre: o Space Launch System.

O foguetão será o primeiro passo para a Orion iniciar a sua trajectória em torno da Lua e de regresso à Terra. Durante a viagem, que irá durar 25 dias, vão ser percorridos quase 400 mil quilómetros a uma velocidade de quase 40 km/h.

O segundo passo baseia-se num novo lançamento, previsto para o início da década de 2020, mas desta vez com humanos a bordo. Será a primeira missão tripulada da NASA, numa nave espacial própria, desde o encerramento do programa Space Shuttle, em 2011.

Segundo a Exame Informática, as duas missões têm como objectivo lançar as bases de uma plataforma que permita à NASA enviar astronautas para a exploração de asteróides, e levar o Homem a Marte – ou mesmo a outros planetas mais distantes.

Os especialistas da NASA afirmam que o lançamento está previsto para Dezembro de 2019. No entanto, os engenheiros da agência espacial norte-americana reconhecem a possibilidade de o SLS ser lançado só em Junho de 2020.

Embora a maioria dos projectos da NASA se encontrem em desenvolvimento, a agência espacial norte-americana faz uso da sua experiência de construção para melhorar a eficiência da produção e da organização do processo.

Recentemente, o fotógrafo Vincent Fournier, da revista Wired, passou 20 dias, em exclusivo, nas instalações onde está a ser preparada a missão. Segundo o fotógrafo, estão a ser realizados vários testes para testar o desempenho do Space Launch System.

Todas as peças estão a ser modeladas de forma a entender como a vibração dos motores as pode afectar. Os engenheiros estão, também, a criar réplicas do foguetão que serão testadas em túneis de vento, para aferirem o seu comportamento.

Uma das réplicas é um modelo à escala, que mede apenas um metro, e será pintada de cor-de-rosa para brilhar sob a luz negra com maior intensidade, conforme a quantidade de oxigénio que atinja.

(dr) Vincent Fournier / Wired

Nestes testes, o oxigénio serve de substituto para a pressão e ajuda a entender exactamente onde é que o foguetão será sujeito a um maior desgaste.

Os depósitos de combustível são construídos com cilindros de metal a roda em peças de alumínio que, depois de fundidos, serão analisados à luz de ultra-sons e raios-X.

Todo este processo implica grande rigor e, sobretudo, tempo. O tanque de hidrogénio, por exemplo, demora cerca de três dias a ser movido da horizontal para a vertical e implica o uso de duas gruas orientadas por GPS e um sistema de alinhamento a laser.

Certo é que, mais cedo ou mais tarde, a NASA irá lançar o foguete mais poderoso de sempre – com a missão de levar de novo ao espaço uma missão tripulada com astronautas seus.

ZAP //

Por ZAP
5 Dezembro, 2017

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159: 37 anos depois, a nossa viajante espacial mais antiga deu sinal de vida

kara brugman / Flickr
Sonda Voyager 1 (conceito artístico)

A nave espacial mais distante da humanidade surpreendeu os seus operadores ao atender mais uma ligação. A Voyager 1 recebeu instruções para disparar foguetes que não eram usados ​​há quase 40 anos – e respondeu.

Como primeiro visitante da humanidade no espaço interestelar, a Voyager 1 da NASA revelou-se um soldado resiliente, respondendo a comandos que demoram quase 20 horas a chegar-lhe, realizando tarefas de rotina e transmitindo dados para a Terra.

Lançadas em 1977 pelo JPL, o Jet Propulsion Laboratoty da NASA, as famosas sondas espaciais Voyager 1 e Voyager 2 estabeleceram inúmeros recordes nas suas viagens sem paralelo.

Em 2012, a Voyager 1, tornou-se a primeira nave espacial a entrar no espaço interestelar.  A Voyager 2, lançada no dia 20 de Agosto de 1977, é a única nave espacial a ter passado por todos os quatros planetas exteriores – Júpiter, Saturno, Úrano e Neptuno. As duas naves gémeas transportam um disco dourado com sons, imagens e mensagens da Terra.

Estando agora mais distantes do que qualquer outro dispositivo alguma vez criado pelo Homem, as Voyager já mostraram que continuam a ser uma plataforma científica viável.

Recentemente, a a equipa de astrónomos responsável pela Voyager 1 decidiu testar um conjunto de quatro pequenos foguetes, que não eram usados há 37 anos, para ver se o dispositivo poderia ser orientado remotamente de forma mais eficiente.

Incrivelmente, a Voyager 1 executou a tarefa na perfeição, enviando os resultados dos testes de volta à NASA.

“Cada vez que uma das nossas sondas ultrapassa mais um teste de propulsão, a equipa da Voyager fica muito entusiasmada”, diz o engenheiro da JPL, Todd Barber. “O ambiente foi de alívio, alegria e incredulidade, depois de vermos como estes propulsores funcionaram como se não tivesse passado tempo algum”.

Ao longo dos últimos 30 anos, os propulsores primários da Voyager 1, usados para orientar o sistema de comunicação da nave espacial nas suas transmissões em direcção à Terra — foram exigindo níveis crescentes de energia para funcionar.

E essa energia está a esgotar-se. Dentro de 5 anos, a pequena nave, que se encontra agora a mais de 141 vezes a distância entre a Terra e o Sol, deixará de poder dar-nos notícias, e continuará a sua viagem em silêncio, embalada pela inercia, à espera que um qualquer viajante espacial a encontre um dia e a desperte de novo.

ZAP // Sputnik News / Engadget

Por SN
3 Dezembro, 2017

102: Há 60 anos, Laika foi o primeiro ser vivo a ir ao espaço (e nunca mais voltou)

TASS Laika foi o primeiro ser vivo no espaço

Laika, a cadela retirada das ruas de Moscovo directamente para o espaço, transformou-se há 60 anos no primeiro ser vivo a orbitar a Terra num voo histórico e sem retorno, na tentativa de abrir as portas do espaço à humanidade.

Tinha passado apenas um mês desde o lançamento do Sputnik 1, o primeiro satélite artificial da Terra, e os cientistas soviéticos estavam ansiosos para saber como  seria o comportamento de um animal quando confrontado, por exemplo, com a falta de gravidade, já que o objectivo seria o de enviar o homem ao espaço.

Aquela, no entanto, não seria a primeira experiência com animais. Os Estados Unidos já tinham usado um macaco e a própria União Soviética, um cão, mas apenas em voos sub-orbitais.

Devido ao desenho do Sputnik 2, o cão deveria pesar entre seis a sete quilos, não ter mais do que 35 centímetros altura, ser rafeiro – já que os cães de raça teriam menos resistência -, e ter pêlo claro, já que os especialistas acreditavam que assim seria mais fácil vê-lo no monitor.

Por questões de dimensão e higiene era preferível que fosse uma fêmea para facilitar a colocação do sistema sanitário.

Mas aquela era uma viagem sem volta. O aparelho projectado tinha um depósito de comida, mas o sistema de circulação de ar tinha sido programado para funcionar apenas por sete dias, e não permitia o regresso à Terra.

Ao todo, três cadelas eram candidatas ao posto: Albina, que tinha dois voos sub-orbitais na carreira, a novata Muja e a também principiante Laika. Albina foi poupada em virtude dos serviços já prestados à ciência. Muja tinha as patas dianteiras ligeiramente arqueadas e isso não favorecia as imagens. Laika foi então a escolhida.

“Era importante fazer de tudo para o futuro voo do homem ao espaço. Era preciso um ensaio, eram necessários sacrifícios, mas, antes de Laika partir, até eu chorei. Todos sabíamos que ela morreria e pedimos perdão“, lembrou a médica Adilia Kotovskaya, em entrevista ao jornal “Rossiyskaya Gazeta”.

Laika foi operada para receber dois sensores, um na costela, para controlar a respiração, e o outro nas artérias carótidas, para acompanhar a pulsação. Durante os primeiros minutos de voo os cientistas já detectaram uma brusca aceleração nos batimentos e nos movimentos respiratórios.

Poucas horas depois do lançamento, por causa de erros de cálculo, a temperatura no interior da cápsula ultrapassou os 40 graus, causando a morte de Laika, depois de quatro voltas na Terra.

Durante semanas, as autoridades soviéticas preferiram esconder a morte de Laika, e relatavam que a cadela, que se tinha tornado uma celebridade, estava bem, como se tudo estivesse a correr sem problemas, até que finalmente deram a conhecer que Laika tinha tido que ser sacrificada.

O Sputnik 2 continuou em órbita por mais seis meses, até que perdeu altura e se desintegrou nas camadas mais altas da atmosfera.

Laika não foi o último cão a morrer na corrida pela conquista do espaço. Em 28 de Julho de 1960, as cadelas Chayka e Lisichka morreram na explosão do foguete portador do Korabl-Sputnik-5, já dotado de sistema de retorno, segundos depois do lançamento.

Apesar do fracasso que representou, o caso estimulou os especialistas soviéticos a projectar um sistema de ejecção de emergência durante a fase inicial do voo, que mais tarde salvaria a vida de quatro astronautas.

ZAP // EFE

Por ZAP –
3 Novembro, 2017

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66: Poderá ser necessário modificar o ADN dos astronautas para chegar a Marte

Matt Damon, “The Martian” (Ridley Scott, 2015)

A Agência Espacial Norte Americana tem uma proposta radical para levar humanos até ao Planeta Vermelho: modificar o ADN dos seus astronautas.

Entre os humanos mais corajosos do planeta, estão sem dúvida os astronautas, que já se aventuram no espaço em busca de descobertas científicas. Mas levar o Homem até outro planeta é um desafio ainda mais difícil – quer pelo elevado custo, quer pela dificuldade em criar formas de proteger o corpo humano em ambientes extremos.

Elon Musk, CEO da SpaceX, uma das empresas privadas que está na corrida a Marte, foi dos primeiros a alertar que a radiação cósmica vai afectar o cérebro dos astronautas. Outro dos problemas identificados é o aumento da probabilidade de ocorrência de cancros, devido à maior exposição dos astronautas à radiação.

Mas a agência espacial norte americana, NASA, tem agora uma proposta radical para levar o Homem até ao Planeta Vermelho: modificar o ADN dos seus astronautas para que eles se tornem mais tolerantes às viagens espaciais.

“Temos recolhido muito conhecimento em relação às viagens espaciais. Tratamentos com medicamentos parecem ser muito promissoras para coisas mais extremas, como as modificações epigenéticas. Mas isso levanta vários problemas éticos, pelo que estamos em fase experimental” diz Douglas Terrier, Director de Tecnologia da NASA.

Os cientistas sabem que os astronautas da Estação Espacial Internacional (EEI), em poucos meses em órbita, já são expostos a dez vezes mais radiação do que as pessoas na Terra, e a EEI está a apenas 408 quilómetros da Terra. Uma viagem de 54.6 milhões de quilómetros de distância até Marte é realmente muito mais perigosa.

A modificação do ADN dos astronautas, no entanto, é um recurso extremo que a NASA só deverá vir a aplicar em último caso, se não for possível encontrar melhores alternativas de adaptação dos seres humanos ao espaço – em especial a sua resistência à radiação.

Talvez fosse mais simples, por exemplo, construir naves mais resistentes à radiação, não?

ZAP // Oficina da Net / The Times

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53: Sputnik, o primeiro satélite da história, faz 60 anos

O feito inédito da antiga União Soviética deixou a América (e o mundo) de boca aberta, perante a capacidade dos rivais comunistas de enviar, em 1957, um satélite com a primeira “astronauta”: a cadela Laika.

Há 60 anos a antiga União Soviética (URSS) calou os Estados Unidos na corrida pelo espaço. Um foguetão inicialmente projectado para transportar uma bomba atómica colocou na órbita da terra uma pequena esfera metálica com pouco mais de meio metro de diâmetro, cerca de oitenta quilos e a capacidade de comunicar.

O primeiro satélite da história chamou-se Sputnik, levava hora e meia para cada volta à terra e enviava sinais de rádio. Os sinais do triunfo soviético na corrida ao espaço.

Os americanos nem queriam acreditar em tal derrota perante os comunistas e pior ficaram um mês depois quando os rivais colocaram o primeiro ser vivo em órbita do planeta: a famosa cadela Laika.

Para marcar os 60 anos do lançamento do Sputnik, a Rússia apresentou em Moscovo um inédito filme registado a 360° e produzido na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla inglesa).

“Foi muito interessante para nós ver o resultado das filmagens porque pela câmara não conseguíamos entender como ia ficar. Sei como é aos olhos de um astronauta. É uma vista única que qualquer pessoa que tenha estado no espaço quer partilhar”, disse o astronauta russo Sergey Ryazansky, atual membro da expedição 52/53 e um dos cameramen improvisados no espaço.

O filme em realidade virtual permite experienciar um dos passeios espaciais realizados pelos astronautas da ISS.

ZAP // Euronews
Por ZAP – 4 Outubro, 2017

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49: Os novos planos de Elon Musk para colonizar Marte

Elon Musk apresentou novos planos para colonizar Marte durante o “International Astronautical Congress” em Adelaide, na Austrália. Sem dúvida, a visão de Elon Musk é bastante ambiciosa, mas vindo do CEO da SpaceX qualquer coisa é possível.

Além de Marte, que já estava nos planos da Space X, Musk ainda quer revolucionar os transportes pelo mundo, através do espaço!

Elon Musk está disposto a sacrificar a frota de veículos que a SpaceX já dispõe para que a sua visão possa seguir em frente. No centro do seu plano encontra-se uma versão actualizada do Sistema de Transporte Interplanetáro, conhecido por BFR (“Big Fucking Rocket”). Para que seja possível financiar o BFR, todos os outros veículos da SpaceX (Falcon 9, Falcon Heavy e o Dragon Spacecraft) serão esquecidos.

O Big Fucking Rocket

O novo BFR é mais pequeno do que aquilo que se esperava mas poderá ter outras aplicações para além de transporte interplanetário. De acordo com Elon Musk, o veículo da SpaceX apresentado recentemente será capaz de transportar mais de 100 passageiros.

Além disso, Musk pretende colocar 31 motores de propulsão no BFR, proporcionando um enorme poder de descolagem. Sem dúvida, o suficiente para tirar o veículo carregado com 150 toneladas de carga da órbita da Terra.

Londres – Nova Iorque em 29 minutos…

O plano de Musk não se fica por aqui. A parte mais entusiasmante reside no facto de que o CEO da SpaceX pretende utilizar este novo foguetão para realizar conexões entre dois pontos quaisquer na Terra em menos de uma hora. Imagine: Londres – Nova Iorque em menos de 30 minutos…

Com uma velocidade máxima de 27000 Km/h, Musk pretende que o BFR se torne num excelente meio de transporte e que possa ser utilizado para várias actividades. Sendo capaz de efectuar vários lançamentos num curso espaço de tempo, espera-se que os custos de cada missão e de manutenção possam ser reduzidos de forma acentuada.

O ambicioso calendário de Elon Musk

Em 2022, Elon Musk pretende enviar para Marte dois veículos que apenas transportarão carga. Assim, esta missão terá como objectivo colocar electricidade e infra-estruturas que servirão para futuras missões. Para além disso, Musk pretende tentar encontrar água e outros obstáculos que possam condicionar a estadia de seres humanos no planeta vermelho.

Mas 2024 promete ser o grande ano. Neste ano, Elon Musk pretende enviar dois foguetões para Marte com Homens começando assim o processo de colonização. Esta segunda missão terá também como objectivo estabelecer uma produção de combustível em Marte. Este último ponto é algo crucial para assegurar as viagens de regresso e as necessidades locais.

Os planos de Elon Musk são, no mínimo, ambiciosos. A empresa espera terminar dois BFR em 2022 e o seu desenvolvimento já se encontra em curso. Sem dúvida o sonho de colonizar Marte de Elon Musk continua bem vivo. Faltam apenas uns anos para que Marte esteja ao nosso alcance?

Por Tomás Santiago para Pplware.com
MARIA INÊS COELHO · 02 OUT 2017

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43: Elon Musk anunciou aterragem de naves espaciais em Marte para 2022

Elon Musk, o dono da empresa SpaceX pretende aterrar duas naves de carga com suporte de vida em Marte para futuras viagens. O seu plano tem como objectivo colonizar o planeta vermelho e está previsto para daqui a cinco anos.”Não é um erro, embora seja ambicioso”, disse Musk durante o Congresso Internacional de Astronáutica na Austrália, onde referiu que as naves com tripulação seriam enviadas em 2024.

© INSTAGRAM

De acordo com a CNN, a SpaceX irá começar a construir a primeira nave espacial no próximo ano. O empresário bilionário revelou ainda que a nave irá chamar-se Big Falcon Rocket (BFR) e terá capacidade para 100 pessoas que viajarão em 40 cabines, com acesso a grandes áreas comuns e sistema de entretenimento.

Um dos grandes objectivos de Musk é tornar o BFR reutilizável para reduzir significativamente os custos de lançamento. Outras ambições para esta nave é que ela consiga limpar o espaço engolindo lixo espacial que orbita a Terra e realizar viagens na Terra entre cidades num incrível curto espaço de tempo.A SpaceX planeia também uma base lunar, a Moon Base Alpha, que permitiria a aterragem de qualquer foguete.”Estamos em 2017, deveríamos ter uma base lunar neste momento”, disse Elon Musk.

A SpaceX anunciou em Fevereiro deste ano que em 2018 levaria dois turistas espaciais numa viagem em volta da lua.A empresa concorrente Lockeed Martin (LMT) também esteve presente no congresso na Austrália e apresentou o plano para o Campus Base Mars que está a desenvolver para a NASA. A iniciativa seria um habitat espacial móvel que vai funcionar em conjunto com a nave espacial Orion, que participa em missões no espaço profundo com tripulação.
 

A LMT disse que está previsto construir e enviar para Marte a base espacial daqui a cerca de 10 anos e que ao contrário da SpaceX não pretende colonizar o planeta vermelho.

 

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