2784: Arqueólogos encontraram 93 ânforas num antigo naufrágio romano

CIÊNCIA

(dr) IBEAM
As ânforas encontradas num navio romano afundado perto da costa de Maiorca, em Espanha

Uma equipa de arqueólogos recuperou um tesouro raro na costa de Maiorca, em Espanha: 93 ânforas de terracota num navio romano que afundou há 1.700 anos.

Segundo o Science Alert, a maioria das 93 ânforas de terracota agora encontradas ainda está intacta e selada, o que significa que há uma grande probabilidade daquilo que está no seu interior estar também em boas condições.

O navio romano foi encontrado a apenas 50 metros da costa de Maiorca, em Espanha, depois de um morador dessa zona, Felix Alarcón, ter visto fragmentos de cerâmica no fundo do mar no passado mês de Julho.

O trabalho do Instituto Balear de Estudos em Arqueologia Marítima (IBEAM) revelou uma embarcação marítima relativamente pequena, com apenas dez metros de comprimento e cinco metros de largura, com as ânforas cuidadosamente guardadas no porão. Os investigadores acreditam que se tratava de um navio mercante, que transportava mercadorias entre a Península Ibérica e Roma.

Pecio romano en la playa de S'Arenal

El pasado mes de julio el Sr. Félix Alarcón localizó los restos de un pecio romano en la playa de Palma. El descubridor comunicó el hallazgo al Cultura i Patrimoni. Consell de Mallorca a través de la campaña #SOSPatrimoni. Los restos quedaron destapados por un fuerte temporal a escasos metros de distancia de la playa de S’Arenal, una de las zonas turísticas más importantes de las Islas Baleares. Ante el elevado riesgo de expolio y desaparición del yacimiento el Consell de Mallorca encargó al IBEAM. Instituto Balear de Estudios en Arqueología Marítima la realización de una intervención de urgencia para documentar y recuperar los restos arqueológicos que se encontraban en serio peligro de desaparición. Para el desarrollo de los trabajos de excavación se estableció un equipo pluridisciplinar formado por arqueólogos subacuáticos, restauradores, especialistas en arquitectura naval y documentalistas. Durante la intervención arqueológica contamos con el apoyo logístico de la Armada Española y la colaboración de los #GEAS de la Guardia Civil que coordinaron las tareas de vigilancia del yacimiento. La excavación de urgencia ha permitido documentar una embarcación de mediados del siglo III d.C. que transportaba un cargamento de ánforas de aceite, salazones y vino procedente del sud de la península ibérica. A lo largo de la intervención arqueológica se recuperaron los materiales que se encontraban en mayor peligro de expolio y se realizó una primera aproximación de la arquitectura naval. El resto de los materiales juntamente con el casco de la embarcación se protegió in situ por debajo de la arena. Los materiales recuperados durante la excavación arqueológica fueron trasladados a las instalaciones del Museu de Mallorca, donde los técnicos restauradores están llevando a cabo las labores de desalación y conservación. El Consell de Mallorca ya ha contactado con diversos especialistas que se encargarán de analizar el contenido de las ánforas, estudiar los tituli picti y determinar la identificación anatómica de las maderas. Los resultados de esta investigación se presentarán en una futura publicación que saldrá a la luz en los próximos meses. Queremos agradecer la ayuda de las empresas y particulares que han colaborado con el IBEAM. Instituto Balear de Estudios en Arqueología Marítima para que este proyecto fuese una realidad: Palma Aquarium, Club Marítimo San Antonio de la Playa, Isurus Mallorca, Skualo Porto Cristo, Cressi España y a todos los vecinos de la Platja Ca'n Pastilla

Publicado por IBEAM. Instituto Balear de Estudios en Arqueología Marítima em Quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Como muitas das ânforas não estavam danificadas, os arqueólogos acreditam que não se tratou de um naufrágio. As duas principais hipóteses são a de que o navio teve algum vazamento, ou então que tenha sido palco de um confronto violento entre os que se encontravam a bordo que o fez desaparecer.

Os investigadores acreditam que, com base nas regiões de onde as ânforas parecem ter origem, o seu conteúdo seria provavelmente vários alimentos, tais como vinho, azeite e garo (um tipo de molho de peixe fermentado que era particularmente apreciado em Roma).

Antes de as ânforas poderem ser analisadas, precisam de ser cuidadosamente tratadas. Por isso, estão actualmente no Museu de Maiorca, onde estão em piscinas de água para serem dessalinizadas. O barco, por sua vez, vai continuar no fundo do mar.

ZAP //

Por ZAP
6 Outubro, 2019

 

1186: Descoberto o barco naufragado mais antigo do mundo

Arqueólogos dizem que a embarcação de 23 metros está intacta no fundo do Mar Negro há mais de 2400 anos.

Idade do navio foi verificada na Universidade de Southampton
© Black Sea Map

Arqueólogos descobriram, intacto, o que acreditam ser o mais antigo barco naufragado do mundo, no fundo do Mar Negro, onde parece ter permanecido inalterado por mais de 2 400 anos.

O navio, de 23 metros, provavelmente originário da Grécia, foi descoberto com o mastro, lemes e bancos dos remadores em perfeitas condições. A ausência de oxigénio terá contribuído para preservar os materiais.

É algo que eu nunca teria acreditado ser possível“, disse o professor Jon Adams, investigador principal do Projecto de Arqueologia Marítima do Mar Negro (MAP, na sigla inglesa).

Em sua opinião, a descoberta “vai mudar” a compreensão dos estudiosos sobre a construção naval e marítima no mundo antigo. Acredita-se que a embarcação tenha sido um navio comercial semelhante à que se vê numa peça de cerâmica grega também da mesma altura, pertencente ao Museu Britânico e conhecida como o “Vaso das Sereias”.

O “vaso das sereias” mostra um barco parecido com o descoberto
© Museu Britânico

Os investigadores dizem que vão deixar o navio no fundo do mar, embora lhe tenham retirado um pedaço para ser sujeito a testes de carbono na Universidade de Southampton, os quais comprovaram que este é o mais antigo barco naufragado alguma vez encontrado.

Os investigadores do MAP já descobriram mais de 60 destroços no fundo do Mar Negro, desde barcos cossacos do século XVII a barcos romanos.

Diário de Notícias
DN
23 Outubro 2018 — 08:41

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