4356: Há uma nova explicação para o naufrágio do Titanic: Uma fantástica Aurora Boreal

CIÊNCIA/GEOLOGIA/METEOROLOGIA

Tobias Bjørkli / Pexels; Roland Arhelger / Wikimedia

Todos conhecemos a história do Titanic. Também todos sabemos que o seu naufrágio aconteceu após o grande navio ter embatido num icebergue. Contudo, um investigador americano põe novas hipóteses em cima da mesa. E se uma fantástica Aurora Boreal fosse a principal causa deste histórico acidente?

O naufrágio do Titanic tem sido assunto de muitos livros, artigos e filmes. Ao que tudo indica, o navio inafundável afundou-se devido a uma colisão com um icebergue. Mas como é que isso aconteceu?

Uma meteorologista norte-americana acredita que a Aurora Boreal, mais conhecida como Northern Lights, desempenhou um papel no naufrágio do Titanic. Num artigo publicado na Royal Meteorological Society em Agosto, Mila Zinkova explica que este fenómeno óptico trouxe problemas de navegação que fizeram com que o famoso navio colidisse com um icebergue.

O Titanic foi o maior navio já construído na época, e teve o seu acidente durante uma viagem em 1912. Cinco dias após o início da viagem, o navio bateu num icebergue e isso fez com que o casco partisse. O gigante afundou em apenas duas horas e meia, e cerca de 1500 passageiros e tripulantes morreram afogados.

A investigação oficial do naufrágio do Titanic concluiu que o capitão e o projecto do navio eram os culpados pelo acidente. Agora, uma investigadora acredita que a Aurora Boreal foi o factor que mais contribuiu para o desastre. Relata-se que pelo menos quatro sobreviventes do navio mais famoso do mundo viram as luzes de uma explosão solar na noite fatídica.

Zinkova disse à Hakai Magazine que “a maioria das pessoas que relataram ou retrataram o acidente do Titanic não sabem que as luzes foram vistas naquela noite”. Esse fenómeno, conhecido como erupção solar, é um verdadeiro espectáculo de luzes nos céus, causado por partículas carregadas pelo sol.

James Bisset, segundo oficial do RMS Carpathia – o primeiro navio a chegar ao local após o acidente – escreveu no seu diário que a “Aurora Boreal brilhava intensamente disparando raios do horizonte norte” na noite do naufrágio. Embora a Aurora Boreal possa ser linda, também é considerada como potencialmente perigosa, pois está associada a tempestades geo-magnéticas.

Tempestades geo-magnéticas afectam redes sem fios

Zinkova explica que a  “tempestade geo-magnética pode ter sido tão grande que influenciou a navegação a um nível baixo, mas ainda assim significativo”. Este acontecimento pode ter feito com que a tripulação decidisse fazer ajustes de navegação, o que acabaria por colocar o navio ligeiramente fora de curso. Esta inesperada deslocação fez com que o navio se deparasse com um icebergue gigantesco, onde acabou por embater.

A investigadora explica que nesta situação “mesmo que a bússola se movesse apenas um grau, já pode ter feito toda a diferença”. A explosão solar provavelmente também interrompeu o equipamento de comunicação sem fios que era auxiliar da tripulação. Por causa da explosão solar, o Titanic ficou incapaz de pedir ajuda rapidamente, e isso pode ter sido a da morte de muitas pessoas.

A meteorologista acredita que o acontecimento foi forte o suficiente para impedir que equipamentos sem fio e a bússola funcionassem adequadamente.

Zinkova explica que “o evento meteorológico espacial veio na forma de uma tempestade geo-magnética moderada a forte, e as evidências observacionais sugerem que estava em vigor no Atlântico Norte no momento da tragédia.” Mesmo hoje, é bem conhecido que eventos climáticos espaciais podem interromper a tecnologia.

Chris Scott, da University of Reading – que não esteve envolvido no estudo –  disse à Hakai Magazine que um exemplo de perturbação do clima espacial também ocorreu “em 1972, quando dezenas de minas marítimas explodiram de repente na costa do Vietname – acredita-se que também nesta situação o clima espacial foi o causa“.

Ironicamente, a aurora boreal pode ter ajudado

O investigador americano também acredita que o clima espacial incomum contribuiu para o naufrágio do Titanic. No entanto, ironicamente, a explosão solar pode ter ajudado nos esforços de resgate.

O “Carpathia conseguiu navegar directamente para os botes salva-vidas à deriva do Titanic”, disse Scott que considera que isto aconteceu porque o clima espacial impediu a tripulação do Titanic de enviar as coordenadas incorrectas para Carpathia. Para além disso, a iluminação do céu pode ter permitido que se vissem os botes salva-vidas do Titanic.

Ainda assim, nem todos concordam com esta teoria. Tim Maltin – um conhecido especialista no acidente do Titanic – admitiu que embora tenha ocorrido uma explosão solar naquela noite terrível, “não foi um factor significativo para o naufrágio”.

Alguns especialistas acreditam que uma poderosa explosão solar poderia destruir ou paralisar a sociedade humana moderna, pois esta é muito dependente de tecnologias.

ZAP //

Por ZAP
18 Setembro, 2020

 

spacenews

 

3196: Naufrágio romano com 2.000 anos encontrado na Grécia. É um dos maiores do Mar Mediterrâneo

CIÊNCIA

(dr) IBEAM

Uma equipa de cientistas da Universidade de Patras, na Grécia, descobriu os vestígios de um navio romano que naufragou há cerca de 2.000 anos perto da ilha grega de Kefalonia, avança o Greek City Times. 

A embarcação, detalham os cientistas na nova investigação publicada recentemente na revista científica especializada Journal of Archaeological Science, foi construída entre os séculos I a.C e I d.C e é um dos maiores já encontrados no Mar Mediterrâneo – tinha cerca de 30 metros de comprimento e 12 de largura.

Contudo, o navio – baptizado de Fiscardo – destaca-se dos demais já encontrados na área por manter cerca de 6.000 ânforas utilizadas para transportar vinho ou comida em perfeitas condições desde o naufrágio, conta o jornal local.

“O navio está enterrado nos sedimentos por isso temos grandes expectativas de que, se levarmos a cabo uma escavação no futuro, encontraremos parte ou mesmo todo o casco de madeira (…) Isso poderia dizer aos arqueólogos quando e onde o navio foi fabricado, de onde é que o material veio e como é que foi reparado”, disse George Ferentinos, o investigador da Universidade de Patras que conduziu a investigação.

Daily Mirror @DailyMirror

Roman shipwreck from time of Jesus Christ found with ‘exciting’ cargo on board https://www.mirror.co.uk/news/uk-news/roman-shipwreck-time-jesus-christ-21061980 

A embarcação foi encontrada junto do porto de Fiskardo, área onde tinham sido já encontrados vestígios da mesma época – complexos de banho, casas, um teatro e até um cemitério -, indicando que este seria um porto importante à época.

Os cientistas frisam que se trata de uma descoberta arqueológica “significativa” que pode trazer novos dados sobre o transporte marítimo durante a Roma Antiga.

ZAP //

Por ZAP
15 Dezembro, 2019

 

spacenews

 

2783: Arqueólogos encontraram 93 ânforas num antigo naufrágio romano

CIÊNCIA

(dr) IBEAM
As ânforas encontradas num navio romano afundado perto da costa de Maiorca, em Espanha

Uma equipa de arqueólogos recuperou um tesouro raro na costa de Maiorca, em Espanha: 93 ânforas de terracota num navio romano que afundou há 1.700 anos.

Segundo o Science Alert, a maioria das 93 ânforas de terracota agora encontradas ainda está intacta e selada, o que significa que há uma grande probabilidade daquilo que está no seu interior estar também em boas condições.

O navio romano foi encontrado a apenas 50 metros da costa de Maiorca, em Espanha, depois de um morador dessa zona, Felix Alarcón, ter visto fragmentos de cerâmica no fundo do mar no passado mês de Julho.

O trabalho do Instituto Balear de Estudos em Arqueologia Marítima (IBEAM) revelou uma embarcação marítima relativamente pequena, com apenas dez metros de comprimento e cinco metros de largura, com as ânforas cuidadosamente guardadas no porão. Os investigadores acreditam que se tratava de um navio mercante, que transportava mercadorias entre a Península Ibérica e Roma.

Pecio romano en la playa de S'Arenal

El pasado mes de julio el Sr. Félix Alarcón localizó los restos de un pecio romano en la playa de Palma. El descubridor comunicó el hallazgo al Cultura i Patrimoni. Consell de Mallorca a través de la campaña #SOSPatrimoni. Los restos quedaron destapados por un fuerte temporal a escasos metros de distancia de la playa de S’Arenal, una de las zonas turísticas más importantes de las Islas Baleares. Ante el elevado riesgo de expolio y desaparición del yacimiento el Consell de Mallorca encargó al IBEAM. Instituto Balear de Estudios en Arqueología Marítima la realización de una intervención de urgencia para documentar y recuperar los restos arqueológicos que se encontraban en serio peligro de desaparición. Para el desarrollo de los trabajos de excavación se estableció un equipo pluridisciplinar formado por arqueólogos subacuáticos, restauradores, especialistas en arquitectura naval y documentalistas. Durante la intervención arqueológica contamos con el apoyo logístico de la Armada Española y la colaboración de los #GEAS de la Guardia Civil que coordinaron las tareas de vigilancia del yacimiento. La excavación de urgencia ha permitido documentar una embarcación de mediados del siglo III d.C. que transportaba un cargamento de ánforas de aceite, salazones y vino procedente del sud de la península ibérica. A lo largo de la intervención arqueológica se recuperaron los materiales que se encontraban en mayor peligro de expolio y se realizó una primera aproximación de la arquitectura naval. El resto de los materiales juntamente con el casco de la embarcación se protegió in situ por debajo de la arena. Los materiales recuperados durante la excavación arqueológica fueron trasladados a las instalaciones del Museu de Mallorca, donde los técnicos restauradores están llevando a cabo las labores de desalación y conservación. El Consell de Mallorca ya ha contactado con diversos especialistas que se encargarán de analizar el contenido de las ánforas, estudiar los tituli picti y determinar la identificación anatómica de las maderas. Los resultados de esta investigación se presentarán en una futura publicación que saldrá a la luz en los próximos meses. Queremos agradecer la ayuda de las empresas y particulares que han colaborado con el IBEAM. Instituto Balear de Estudios en Arqueología Marítima para que este proyecto fuese una realidad: Palma Aquarium, Club Marítimo San Antonio de la Playa, Isurus Mallorca, Skualo Porto Cristo, Cressi España y a todos los vecinos de la Platja Ca'n Pastilla

Publicado por IBEAM. Instituto Balear de Estudios en Arqueología Marítima em Quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Como muitas das ânforas não estavam danificadas, os arqueólogos acreditam que não se tratou de um naufrágio. As duas principais hipóteses são a de que o navio teve algum vazamento, ou então que tenha sido palco de um confronto violento entre os que se encontravam a bordo que o fez desaparecer.

Os investigadores acreditam que, com base nas regiões de onde as ânforas parecem ter origem, o seu conteúdo seria provavelmente vários alimentos, tais como vinho, azeite e garo (um tipo de molho de peixe fermentado que era particularmente apreciado em Roma).

Antes de as ânforas poderem ser analisadas, precisam de ser cuidadosamente tratadas. Por isso, estão actualmente no Museu de Maiorca, onde estão em piscinas de água para serem dessalinizadas. O barco, por sua vez, vai continuar no fundo do mar.

ZAP //

Por ZAP
6 Outubro, 2019

 

1186: Descoberto o barco naufragado mais antigo do mundo

Arqueólogos dizem que a embarcação de 23 metros está intacta no fundo do Mar Negro há mais de 2400 anos.

Idade do navio foi verificada na Universidade de Southampton
© Black Sea Map

Arqueólogos descobriram, intacto, o que acreditam ser o mais antigo barco naufragado do mundo, no fundo do Mar Negro, onde parece ter permanecido inalterado por mais de 2 400 anos.

O navio, de 23 metros, provavelmente originário da Grécia, foi descoberto com o mastro, lemes e bancos dos remadores em perfeitas condições. A ausência de oxigénio terá contribuído para preservar os materiais.

É algo que eu nunca teria acreditado ser possível“, disse o professor Jon Adams, investigador principal do Projecto de Arqueologia Marítima do Mar Negro (MAP, na sigla inglesa).

Em sua opinião, a descoberta “vai mudar” a compreensão dos estudiosos sobre a construção naval e marítima no mundo antigo. Acredita-se que a embarcação tenha sido um navio comercial semelhante à que se vê numa peça de cerâmica grega também da mesma altura, pertencente ao Museu Britânico e conhecida como o “Vaso das Sereias”.

O “vaso das sereias” mostra um barco parecido com o descoberto
© Museu Britânico

Os investigadores dizem que vão deixar o navio no fundo do mar, embora lhe tenham retirado um pedaço para ser sujeito a testes de carbono na Universidade de Southampton, os quais comprovaram que este é o mais antigo barco naufragado alguma vez encontrado.

Os investigadores do MAP já descobriram mais de 60 destroços no fundo do Mar Negro, desde barcos cossacos do século XVII a barcos romanos.

Diário de Notícias
DN
23 Outubro 2018 — 08:41

[vasaioqrcode]