4129: Descoberta a primeira disrupção gigante nas nuvens de Vénus

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

NASA

Uma equipa internacional de cientistas, que incluiu um investigador do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA), descobriu a “primeira disrupção gigante” nas nuvens de Vénus que tem fustigado as zonas profundas da atmosfera há pelo menos 35 anos.

Em comunicado, o IA avança que nos céus de Vénus, constituídos sobretudo por dióxido de carbono e nuvens de ácido sulfúrico, foi descoberta uma disrupção atmosférica gigante “ainda desconhecida em qualquer outra parte do Sistema Solar”.

“[A disrupção] desloca-se veloz a 50 quilómetros de altitude e passou despercebida durante pelo menos 35 anos”, refere o instituto, observando que o estudo, liderado pela agência espacial japonesa JAXA, foi publicado na revista Geophysical Research Letters.

Esta clivagem de escala planetária nas nuvens de Vénus pode estender-se por 7500 quilómetros, cruzando o equador, explica o instituto português, acrescentando que a mesma “desliza periodicamente em torno do globo sólido em cinco dias, a cerca de 328 quilómetros por hora”.

Citado no comunicado, Pedro Machado, investigador do IA, afirma que, se tal acontecesse na Terra, “seria como uma superfície frontal, mas à escala planetária, o que é algo inacreditável”. “Como parte da campanha de validação, estivemos a rever as imagens das minhas observações no infravermelho em 2012 com o Telescópio Nacional Galileo, nas Ilhas Canárias, e estava lá a descontinuidade tal e qual”, refere o investigador da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

De acordo com o IA, outros padrões gigantes têm vindo a ser observados nas nuvens da atmosfera de Vénus, como a “onda Y ou a onda estacionária em forma de arco“.

“Ambas nas nuvens altas, mas esta [disrupção] é a primeira candidata a onda planetária descoberta a baixas altitudes”, lê-se no documento, acrescentando que esta região profunda da atmosfera é responsável pelo efeito de estufa “descontrolado que retém o calor e mantém a superfície a 465 graus Celsius”. “Ondas de escala planetária como esta poderão ajudar a estabelecer uma ligação entre a superfície e a dinâmica da atmosfera de Vénus como um todo, a qual, em certa medida, é ainda um mistério”, salienta.

Também citado no comunicado, Javier Peralta, líder do estudo, acrescenta que uma vez que a disrupção não é observada em imagens no ultravioleta que sondam o topo das nuvens, “torna-se de importância critica confirmar a sua natureza ondulatória”.

“Assim teríamos finalmente encontrado uma onda a transportar momento e energia da atmosfera profunda e a dissipar-se antes de chegar ao topo das nuvens. Estaria assim a depositar momento precisamente ao nível onde observamos os ventos mais rápidos da designada super-rotação atmosférica de Vénus, cujos mecanismos são um mistério de longa data”, afirma.

Para os investigadores, é para já difícil fornecer uma interpretação física convincente, tendo em conta que este é um fenómeno meteorológico novo e ainda não visto em outros planetas. No comunicado, o IA afirma ainda não ter só contribuído com o trabalho anterior no âmbito do seu programa de pesquisa dos ventos de Vénus, mas também com novas observações com o telescópio de infravermelhos IRTF da NASA, no Havai, coordenadas com as observações simultâneas a partir do espaço com a sonda Akatsuki.

ZAP // Lusa

Por Lusa
7 Agosto, 2020

 

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4128: Feitos de estrelas. Os nossos ossos são compostos por estrelas que explodiram

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

NASA

Uma nova investigação concluiu que metade do cálcio do nosso Universo é oriundo de uma super-nova rica em cálcio, que explodiu há milhões de anos.

O novo estudo, cujos resultados foram esta semana publicados na revista científica The Astrophysical Journal, significa, na prática, que os ossos e dentes humanos são compostos, essencialmente, por restos de estrelas mortas que explodiram há muito tempo.

Estas explosões criaram o cálcio que compõe a nossa estrutura óssea.

“Estes eventos são tão poucos que nunca soubemos o que produziu uma super-nova rica em cálcio”, começou por explicar Wynn Jacobson-Galan, estudante da Universidade Northwestern (Estados Unidos) e principal autor do novo estudo.

“Observando o que esta estrela fez no seu último mês antes de atingir o seu fim crítico, espiamos um lugar nunca antes explorado, abrindo novas vias de estudo”, continuou, em comunicado citado pelo portal de ciência Futurism.

Foi em abril de 2019 que um evento extremamente brilhante, a cerca de 55 milhões de anos-luz da Terra, chamou à atenção da comunidade internacional de Astronomia.

“Todo o país com um telescópio proeminente debruçou-se a visualizar este objecto”.

A emissora norte-americana CNN observa que os astrónomos foram rápidos ao ponto de muitos conseguiram observar a super-nova apenas dez horas após a explosão.

“A explosão está a tentar arrefecer (…) Quer doar a sua energia e a emissão de cálcio é uma forma eficiente de o fazer”, observou Raffaella Margutti, cientista da mesma universidade norte-americana e co-autora do estudo.

A explosão em causa expeliu uma quantidade imensa de cálcio e os cientistas conseguiram concluir que este evento gerou metade do cálcio de todo o Universo.

“Não era apenas rica em cálcio (…) Era a mais rica dos ricos“, completou.

O Humano é realmente feito de estrelas, tal como vaticinou o astrónomo Carl Sagan.

ZAP //

Por ZAP
8 Agosto, 2020

 

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Buraco negro não “consegue fazer o seu trabalho”

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Composição de imagens obtidas pelo Chandra, em raios-X, com dados ópticos do Hubble que mostram um enxame galáctico com um buraco negro no seu centro que não está activo. As consequências deste buraco negro adormecido é que a formação estelar foi autorizada a permanecer desenfreada – a um ritmo 300 vezes maior do que o visto na Via Láctea. Os dados do Chandra revelam que sem um buraco negro super-massivo central activo na maior galáxia do enxame, enormes quantidades de gás são capazes de arrefecer o suficiente para desencadear uma grande quantidade de nascimento estelar.
Crédito: raios-X – NASA/CXO/Univ. de Montreal/J. Hlavacek-Larrondo et al; Ótico – NASA/STScI

Astrónomos descobriram o que pode acontecer quando um buraco negro gigante não interfere na vida de um enxame de galáxias. Usando o Observatório de raios-X Chandra da NASA e outros telescópios, mostraram que o comportamento passivo do buraco negro pode explicar uma notável quantidade de formação estelar que ocorre num distante enxame galáctico.

Os enxames de galáxias contêm centenas ou milhares de galáxias permeadas por gás quente que emite raios-X e que supera a massa combinada de todas as galáxias. As ejecções de material alimentadas por um buraco negro super-massivo na galáxia central do enxame geralmente evitam que esse gás quente arrefeça para formar um grande número de estrelas. Este aquecimento permite que os buracos negros super-massivos influenciem ou controlem a actividade e a evolução do seu enxame hospedeiro.

Mas o que é que acontece se esse buraco negro deixar de estar activo? O enxame de galáxias SpARCS104922.6+564032.5 (SpARCS1049 para abreviar), localizado a 9,9 mil milhões de anos-luz de distância da Terra, está a fornecer uma resposta.

Com base nas observações do Telescópio Espacial Hubble da NASA e do Telescópio Espacial Spitzer, os astrónomos descobriram anteriormente que estavam a formar-se estrelas a um ritmo extraordinário de aproximadamente 900 novos sóis (em termos de massa) por ano no enxame SpARCS1049. Isto é superior a 300 vezes o ritmo a que a nossa Galáxia, a Via Láctea, forma as suas estrelas (à taxa observada no enxame SpARCS1049, todas as estrelas da Via Láctea formar-se-iam em apenas 100 milhões de anos, o que é um período de tempo curto em comparação com a idade da nossa Galáxia, que tem mais de 10 mil milhões de anos).

“Isto lembra-me o antigo ditado ‘quando o gato sai de casa os ratos passeiam,'” disse Julie Hlavacek-Larrondo da Universidade de Montreal no Canadá, que liderou o estudo. “Aqui o gato, o buraco negro, está calmo e os ratos, as estrelas, estão muito ocupados.”

Esta formação estelar furiosa está a acontecer a cerca de 80.000 anos-luz do centro de SpARCS1049, numa região fora de qualquer das galáxias do enxame. Os astrónomos perguntam-se: o que está a provocar este prodigioso ciclo de nascimento estelar?

A resposta pode vir de novos dados do Chandra que revelam o comportamento do gás quente em SpARCS1049. Na maior parte do enxame, a temperatura do gás é de cerca de 36 milhões de graus Celsius. No entanto, no local da formação estelar, o gás é mais denso do que a média e arrefeceu até uma temperatura de cerca de 5,5 milhões de graus Celsius. A presença deste gás mais frio sugere que outros reservatórios de gás não detectados arrefeceram a temperaturas ainda mais baixas que permitem a formação de um grande número de estrelas.

“Sem o buraco negro a bombardear activamente energia para o ambiente, o gás pode arrefecer o suficiente para que este ritmo impressionante de formação estelar possa ocorrer,” disse o co-autor Carter Rhea, também da Universidade de Montreal. “Este tipo de buraco negro ‘desligado’ pode ser uma maneira crucial para as estrelas se formarem no início do Universo.”

Embora existam muitos exemplos em que a energia injectada pelos buracos negros para o seu ambiente é responsável por reduzir a taxa de formação estelar por factores de dezenas ou milhares de vezes, ou mais, estes enxames estão tipicamente a poucas centenas de milhões de anos-luz da Terra e são muito mais antigos do que SpARCS1049.

No caso de SpARCS1049, os astrónomos não veem nenhum sinal de que um buraco negro super-massivo na galáxia central esteja activamente a puxar matéria. Por exemplo, não há evidências de um jacto de material soprando para longe do buraco negro no rádio, ou de uma fonte de raios-X do meio da galáxia, indicando que a matéria foi aquecida quando caiu em direcção a um buraco negro.

“Muitos astrónomos pensaram que, sem a intervenção de um buraco negro, a formação estelar ficaria fora de controlo,” disse a co-autora Tracy Webb da Universidade McGill, que descobriu SpARCS1049 pela primeira vez em 2015 com o Telescópio Espacial Spitzer da NASA. “Agora temos evidências observacionais de que isso é realmente o que ocorre.”

Porque é que o buraco negro está tão silencioso? A diferença observada na posição entre o gás mais denso e a galáxia central pode ser a causa. Isto significaria que o buraco negro super-massivo no centro desta galáxia está sedento de combustível. A perda de uma fonte de combustível do buraco negro evita surtos e permite que o gás arrefeça sem impedimentos, com o gás mais denso arrefecendo mais depressa. Uma explicação para este deslocamento é que dois enxames galácticos mais pequenos colidiram em algum momento no passado para formar SpARCS1049, afastando o gás mais denso da galáxia central.

O artigo que descreve estes resultados foi publicado na revista The Astrophysical Journal Letters e está disponível online.

Astronomia On-line
7 de Agosto de 2020

 

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4120: Afinal, Marte estava coberto de gelo e não de rios (e isso pode ter sido favorável à vida antiga)

CIÊNCIA/MARTE/ASTRONOMIA

ESO/M. Kornmesser
Impressão artística mostra como Marte seria há 4 mil milhões de anos

Afinal, o antigo Marte estava coberto por gelo e não por rios, tal como sugerem investigações anteriores, concluiu um novo estudo que deixa mais distante a possibilidade de o Planeta Vermelho ter tido alguma forma de vida.

De acordo com a nova publicação, o elevado número de vales antigos esculpidos na superfície marciana foi formado pela água que foi derretendo sob enormes camadas de gelo de glaciares, não sendo fruto de rios de fluxo livre, como apontaram várias investigações anteriores, refere o portal Futurism.

Este estudo, cujos resultados foram recentemente publicados na revista científica especializada Nature Geoscience, desafia a hipótese de um antigo Planeta Vermelho quente e húmido, que postula que Marte já foi coberto por enormes sistemas fluviais, alimentados por chuvas e grandes oceanos de água líquida.

Para chegar a esta conclusão, a equipa de cientistas do Canadá e dos Estados Unidos, analisaram mais de 10.000 vales marcianos e compararam-nos depois com canais da Terra que foram esculpidos sob glaciares.

O estudo segue uma outra investigação recente que incluiu imagens de alta resolução recolhidas pela câmara HiRISE, que está colocada a bordo do Mars Reconnaissance Orbiter da agência espacial norte-americana (NASA) e que concluiu que, muito provavelmente, grandes rios já fluíram na superfície de Marte há milhões de anos.

“Nos últimos 40 anos, desde que os vales marcianos foram descobertos pela primeira vez, partiu-se da suposição de que rios já fluíram em Marte, corroendo e originando todos estes vales”, começou por explicar Anna Grau Galofre, autora principal do estudo e antiga aluna de doutoramento na Universidade da Colúmbia Britânica, citada em comunicado.

“Mas existem centenas de vales em Marte e todos estes parecem ser muito diferente uns dos outros (…) Se olharmos para a Terra a partir de um satélite, vemos muitos vales: alguns esculpidos por rios, outros por glaciares e outros por outros processo – e cada um deste tipo tem uma forma distinta”.

E Mark Jellinek, co-autor do estudo e professor na UBC, completa, citado na mesma nota: “Estes resultados são a primeira evidência da extensa erosão sub-glacial impulsionada pela drenagem canalizada de água sob uma camada de gelo antiga em Marte.

Apesar de a existência de grandes quantidades de gelo na superfície de Marte, os cientistas dizem que estas condições podem até ter ajudado a suportar a vida antiga no planeta – a hipótese da habitabilidade não é descartada por causa das baixas temperaturas.

“Uma camada de gelo daria mais protecção e estabilidade à água subjacente, além de fornecer protecção contra a radiação solar na ausência de um campo magnético – algo que Marte já teve, mas que desapareceu há milhões de anos”, rematou Jellinek.

ZAP //

Por ZAP
7 Agosto, 2020

 

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4117: Novo método prevê erupções solares com algumas horas de antecedência

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

NASA

Um novo método capaz de prever explosões solares poderia ajudar a Humanidade a preparar-se contra possíveis desastres causados por este fenómeno explosivo da nossa estrela.

As erupções solares são explosões que ocorrem na superfície do Sol e que libertam plasma e partículas super-carregadas. Apesar de a Terra ter a protecção da magnetosfera, parte dessa radiação pode chegar à atmosfera superior, causando tempestades geo-magnéticas.

Este tipo de tempestades pode ser verdadeiramente catastrófico para o nosso planeta. Em 1859, foi registada uma tempestade tão grande que formou auroras boreais em países como Cuba. Além disso, equipamentos eléctricos, como baterias, foram afectados por fortes descargas eléctricas, que causaram curto-circuitos e explosões.

Uma vez que os cientistas não sabem exactamente como é que as erupções são desencadeadas no Sol, não há forma de prever quando poderá acontecer um fenómeno deste género. Pelo menos, até hoje.

Kanya Kusano, do Instituto de Pesquisa Ambiental Espaço-Terra do Japão, afirma que a sua equipa encontrou um método eficaz de prever as explosões.

Segundo o New Scientist, o método, apelidado de “esquema kappa“, consegue prever erupções solares muitas horas antes de acontecerem. A equipa aplicou o método aos dados recolhidos entre 2008 e 2019 e conseguiu prever sete dos nove maiores surtos ocorridos até 24 horas antes.

De acordo com o artigo científico, publicado recentemente na Science, o esquema kappa baseia-se nos campos magnéticos associados às explosões solares.

Antes de uma erupção começar, as correntes eléctricas fluem ao longo das linhas de campo magnético do Sol. Quando duas dessas linhas se sobrepõem, elas passam por um processo conhecido como reconexão, unindo as linhas e libertando uma vasta quantidade de energia – a erupção solar.

A equipa conseguiu prever onde e quando estes eventos de reconexão ocorrem usando dados magnéticos e de imagem do Solar Dynamics Observatory (SDO), da NASA. Os cientistas só não conseguiram observar duas explosões, porque tiveram eventos de reconexão muito acima da superfície solar, não se enquadrando no campo de visão do SDO.

Os investigadores esperam que este novo método possa ser usado para prever grandes explosões solares no futuro. “Agora estamos a tentar implementar esta descoberta para uma previsão muito prática do clima espacial”, rematou Kusano.

ZAP //

Por ZAP
6 Agosto, 2020

 

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4111: NASA dá 150 mil euros a quem consiga resolver um problema “poeirento” da Lua

CIÊNCIA/NASA/LUA

A superfície da Lua está coberta por uma poeira estranha e “pegajosa” que se agarra a tudo à sua volta. Conforme já foi anteriormente referido, este pó, à primeira vista inofensivo, ao microscópio revela-se, grão a grão, tremendamente afiado e áspero como uma lixa. O grão é tão pequeno que se entranha em qualquer canto ou recanto dos fatos dos astronautas. Além disso, provoca um cheiro estranho e leva as pessoas a espirrar compulsivamente.

Assim, para tentar resolver este problema, a agência espacial dos EUA oferece 180.000 dólares a estudantes universitários que proponham ideias para proteger as missões espaciais do pó da Lua.

Pó lunar cheira mal e pode causar graves problemas de saúde

O pó do solo lunar é fino, muito fino mesmo, e ao microscópio os grãos têm uma aparência afiada e áspera. Assim, estas características não foram tidas em conta nas primeiras missões Apollo. Como tal, esta ameaça negligenciada provocou reacções adversas aos astronautas após a sua caminhada pelo solo do nosso satélite natural.

Os relatos dos primeiros homens a pisar o solo lunar diziam que havia um cheiro estranho quando Armstrong e Aldrin regressaram ao módulo lunar, após a primeira caminhada. De seguida, apareceu uma doença lunar desconhecida, sofrida por Harrison Schmitt, astronauta da Apollo 17. Era uma espécie de “febre do feno lunar”, uma patologia que faz as pessoas espirrarem compulsivamente e que pode tornar-se muito perigosa se inalada em grandes quantidades, produzindo algo semelhante à silicose que os mineiros experimentam.

NASA premeia com cerca de 150 mil euros quem descobrir solução

Agora que a NASA está a planear colocar os homens (e a primeira mulher) de volta na Lua com o programa Artemis, a agência espacial americana não quer cometer o mesmo erro e procura soluções para o irritante e perigoso pó da Lua. Assim, a NASA está a oferecer 180.000 dólares (pouco mais de 150.000 euros) a quem possa fornecer soluções para contrariar as consequências desta pequena ameaça. Este assunto, se negligenciado, poderá colocar toda a missão em risco, além de afectar gravemente a saúde dos astronautas.

A NASA procura ideias inovadoras da comunidade académica para uma vasta gama de soluções, para mitigar a poeira lunar e problemas que incluem a redução de nuvens de poeira na aterragem, a remoção de poeira dos fatos espaciais e outras superfícies, a obstrução dos sistemas ópticos e a redução dos níveis de partículas, entre outros.

Referiu a agência espacial norte-americana numa declaração.

NASA 2021 BIG Idea Challenge

Conforme a comunicação, este é o Grande Desafio de Ideias de 2021. Não é uma iniciativa inédita e tem como missão propor aos estudantes universitários novas abordagens aos problemas reais da missão espacial.

O 2021 BIG Idea Challenge proporciona uma oportunidade de conceber, construir e testar novas tecnologias que poderão ser utilizadas para aplicações lunares. Este concurso pretende ser um desafio de inovação aberta com constrangimentos mínimos para as equipas proponentes criarem e desenvolverem soluções prontas a usar.

Segundo o que consta no regulamento, as partes interessadas, que devem registar-se até 25 de Setembro de 2020, devem resolver os seguintes desafios:

  • Prevenção e atenuação da poeira na aterragem na Lua: evitar ou proteger interacções com colunas de poeira ou a superfície da lua que possam resultar em sondas lunares.
  • Tolerância ao pó e mitigação em fatos espaciais: limitar a aderência do pó e outros efeitos nocivos aos seus sistemas.
  • Prevenção, Tolerância e Mitigação do Pó Exterior: proteger os sistemas de superfície lunar ou impedir a entrada de pó em ‘habitats’ e sondas.
  • Tolerância e Mitigação do Pó da Cabine: Limpar volumes habitáveis e as suas superfícies interiores. Ajuda a evitar que o pó chegue à estação Gateway e à nave espacial Orion, quando a sonda regressa à órbita lunar a partir da superfície.

As propostas em vídeo podem ser submetidas até 13 de Dezembro deste ano. Posteriormente, os finalistas serão convidados a apresentar as suas soluções no 2021 BIG Idea Forum, agendado para Novembro de 2021.

Pplware
Autor: Vítor M.

 

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4105: Quase metade dos russos acredita que a alunagem dos Estados Unidos foi uma farsa

CIÊNCIA/LUA/EUA/RÚSSIA

David Scott / NASA

Uma nova sondagem revelou que quase metade dos russo acredita que a alunagem dos Estados Unidos em meados de 1969 foi uma farsa do Governo.

A pesquisa de opinião, que contou com a participação de 1.600 adultos na Rússia, revelou ainda que apenas 31% dos inquiridos acredita que os astronautas norte-americanos pousaram na Lua no século passado, escreve a revista Newsweek.

A primeira alunagem, durante a qual os astronautas Neil Armstrong e Buzz Aldrin se tornaram as primeiras pessoas a pisar a superfície lunar, recorde-se, aconteceu durante a corrida espacial entre os Estados Unidos e a Rússia.

Ambas as nações estavam a expandir os seus programas espaciais na época e, oito anos antes, a Rússia tornou-se no primeiro país a enviar uma pessoa para o Espaço, o cosmonauta Yuri Gagarin, mas os Estados Unidos acabariam por “ganhar” a corrida lunar.

Pouco depois de os Estados Unidos alunarem, a União Soviética negou estar envolvida numa corrida espacial com a nação norte-americana, alegando não ter qualquer programa lunar ou ter criticado a agência espacial norte-americana.

Foram necessários anos para que os russos admitissem que estavam a tentar chegar à Lua. Em meados de 1989, o jornal norte-americano New York Times publicou um artigo sob o título “Os russos finalmente admitem que perderam a corrida para a lua”.

A mesma revista norte-americana detalha ainda que as teorias que defendem que a alunagem dos Estados Unidos foi uma farsa surgiram pouco depois da missão Apollo 11.

Em 2015, a Rússia sugeriu mesmo que se investigasse a chegada do Homem à Lua.

Rússia sugere que se investigue a chegada do Homem à Lua

A Rússia quer lançar uma investigação internacional para confirmar se o Homem foi mesmo à Lua, entre outros episódios da…

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Por ZAP
3 Agosto, 2020

 

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“Emocionante”. Astronautas americanos a bordo da Dragon Crew regressaram à Terra

CIÊNCIA/SPACE X/NASA

A amaragem no Golfo do México estava prevista para as 19:48 de Lisboa (14:48 nos EUA), tendo sido concluída com sucesso. A missão é um marco histórico em nove anos pois foi o primeiro voo tripulado a ser lançado nos EUA desde 2011, mas também nas relações entre a NASA e empresas privadas – neste caso, a SpaceX.

“Splashdown!”. Passados mais de dois meses, os astronautas a bordo da cápsula Dragon Crew, lançada pelo foguetão Falcon 9, regressaram a terra, este domingo (2 de Agosto). Foi a 30 de maio que descolou o primeiro voo espacial tripulado a ser lançado dos EUA em nove anos – depois do cancelamento do programa de vaivéns espaciais da NASA -, fruto de uma parceria com a empresa privada de Elon Musk, a SpaceX.

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@NASA

Splashdown Hatch opening

Crew egress Follow along with the important milestones as we retrieve @AstroBehnken and @Astro_Doug during the tail end of their historic #LaunchAmerica mission: twitter.com/i/broadcasts/1

0:37

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@NASA
Our recovery teams are making sure that there are no poisonous fumes around the capsule, both for the safety of @AstroBehnken and @Astro_Doug and the people recovering them from the water. #LaunchAmerica

1:04

A bordo seguiam os norte-americanos RobertL. Behnken e Douglas G. Hurley. Numa cerimónia de despedida a bordo da cápsula, transmitida na televisão pela NASA, Douglas Hurley explicou que estavam a entrar na “fase de entrada, descida e queda de água”, “depois de desacoplarmos”. “As equipas estão a trabalhar muito, especialmente com a dinâmica do clima nos próximos dias pela Florida”, onde aterraram e onde se esperava a chegada do furacão Isaías, acrescentou.

A cápsula irá agora ser recolhida por uma embarcação da SpaceX, onde seguem mais de 40 pessoas a bordo. Os astronautas serão seguidos por médicos e enfermeiros, que integram a tripulação desta embarcação. Toda a equipa teve de seguir um período de isolamento de duas semanas e foi testada para a covid-19, uma das exigências para o contacto com os astronautas. Robert e Douglas deverão depois voar até Houston.

Veja as imagens da NASA em directo:

O presidente norte-americano, que já tinha marcado presença no lançamento do Falcon 9, já reagiu à aterragem. “Astronautas concluíram a primeira amaragem em 45 anos. Muito entusiasmante!”, escreveu Donald Trump na sua conta de Twitter.

O chefe da missão, Chris Cassidy, considerou este um dia “emocionante”, saudando a importância da missão, que garante agora um novo meio de transportar astronautas para o espaço. O desencaixe da Estação Espacial Internacional aconteceu esta madrugada em Portugal e a amaragem no Golfo do México estava prevista para as 14:48 deste domingo (19:48 em Portugal).

Viagem histórica, para o mundo e para as parcerias público-privadas

Esta trata-se da primeira viagem ao espaço a partir de solo americano desde 2011, quando o programa Space Shuttle da NASA foi descontinuado. O presente lançamento integra o Programa Comercial Tripulado da NASA, uma iniciativa que, segundo a SpaceX, “é um ponto de viragem para o futuro da América na exploração do espaço que estabelece as bases para futuras missões à Lua, a Marte e mais além”.

O foguetão Falcon 9 descolou a 30 de Maio de 2020
© EPA/ERIK S. LESSER

Desta vez, a agência espacial optou por não criar a sua nave sozinha e pediu a ajuda do sector privado, para que desenvolvesse uma nave espacial capaz de transportar com segurança astronautas de e para a Estação Espacial Internacional. A cooperação entre a NASA e empresas privadas não é novidade. No entanto, a forma como está a ser feita agora abre oportunidades sem precedentes e o dia 30 de maio de 2020 ficará para sempre na história assinada por uma operação espacial de sucesso.

“Estas empresas são inspiradoras para a NASA e para as pessoas que trabalham nela”, disse ao DN a ex-astronauta Cady Coleman, uma veterana da agência que agora é exploradora global residente da Escola de Exploração do Espaço e da Terra, da Universidade Estadual do Arizona.

Ambas as empresas “podem tomar riscos maiores com o hardware, testar se uma nave mais leve vibra menos, por exemplo.” Se for uma agência governamental a fazê-lo e algo acontecer, haverá uma investigação e um relatório, o que abranda o ritmo de inovação. Para um Elon Musk na SpaceX ou um Jeff Bezos na Blue Origin, as consequências são diferentes. “O facto de as empresas privadas não terem o mesmo escrutínio que a NASA permite-lhes explorar mais livremente”, disse Coleman. “E, ainda assim, estamos a trabalhar todos juntos.”

Acredita ainda que estamos perante “uma nova era de exploração no sentido em que temos agora muitos tipos de entidades espaciais, pessoas, empresas, milionários, governos”, enquanto há algumas décadas o terreno era mais limitado.

Diário de Notícias

DN

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Why NASA’s Mars rover Perseverance will use nuclear power to stay warm

NASA’s Perseverance Mars rover displaying where its MMRTG would be inserted, between the panels on the right marked by gold tube, before the power system was inserted.
(Image: © NASA/JPL-Caltech)

A spacecraft is only as strong as its power source, which is why when NASA was designing its Perseverance Mars rover, the agency turned to radioactive plutonium.

The plutonium that blasted off the planet this morning (July 30) isn’t in the same form as is used for weapons, and it’s well protected in case something happens to go wrong during the launch. But these plutonium units are a respected power source for spacecraft — NASA’s Curiosity rover runs on a similar device.

“NASA likes to explore, and we have to explore in some very distant locations, dusty locations, dark locations and harsh environments,” June Zakrajsek, a nuclear fuel expert at NASA’s Glenn Research Center in Ohio, said in a Department of Energy (DOE) podcast about the Perseverance mission. “When we’re in those kinds of environments, solar energy sometimes does not provide the power that we need. The light just does not get to those locations like we would need it.”

Related: NASA’s Mars 2020 Perseverance rover: Live updates

Some NASA missions to Mars have run on solar energy, of course — the InSight lander currently operating on the Red Planet bears solar panels, as did the twin Spirit and Opportunity rovers earlier this century. But Opportunity is a mascot for the weaknesses of solar energy at Mars, since the rover’s end came when a massive global dust storm blocked it from tapping into the sun’s light. Run a rover on nuclear power and you don’t have to worry about that scenario.

So for the Perseverance rover, NASA turned to plutonium in a system called a Multi-Mission Radioisotope Thermoelectric Generator (MMRTG), which should be able to power the spacecraft for about 14 years.

“You don’t have extension cords, you can’t run out for a repairman,” Bob Wham, a nuclear fuel expert at Oak Ridge National Laboratory, said in the same podcast. “You have to be totally reliable.”

Like the rest of the Perseverance rover, the MMRTG is based heavily on that of the Curiosity rover, which launched in 2011, landed on the Red Planet in 2012, and has been steadily chugging along ever since. Perseverance’s MMRTG has been in the works for seven years, nearly as long as its predecessor has been powering Curiosity, and carries a price tag of $75 million, according to the DOE.

(Nuclear power sources of other varieties have also traveled to deep space on missions like the forty-year-old twin Voyager probes and the Cassini spacecraft that dived through Saturn’s rings.)

A simulator MMRTG unit used during preparations for Perseverance’s launch, as seen in February 2019. (Image credit: NASA/Frank Michaux)

Perseverance’s MMRTG is designed to produce 110 watts of power, about the same as is used by a light bulb. The plutonium will decay, emitting heat that a generator converts into energy to power all of the rover’s instruments, plus producing enough heat to protect the spacecraft from the freezing nights and winters on Mars.

The plutonium began as a different element entirely, neptunium, which scientists irradiated with neutrons in a nuclear reactor for nearly two months to convert it to the plutonium form needed for the MMRTG. The plutonium is then combined with ceramic, making a safer compound than is used in weapons.

Nevertheless, putting a nuclear power source at the tip of a rocket still prompts some cautionary measures. Most importantly, each pellet of plutonium is encased in iridium, which would contain the radioactive material if it fell back to Earth. According to NASA and the DOE, that’s happened to space-bound nuclear power sources on three occasions, none of which caused any damage, with one of the power sources even being fished out of the ocean for later use on another mission.

In photos: NASA’s Mars Perseverance rover mission to the Red Planet

A view of Curiosity’s MMRTG being lifted into place before launch in 2011. (Image credit: NASA)

NASA beefs up the mission control teams for such launches with additional personnel to coordinate any necessary response to the nuclear aspect of the mission. For the Perseverance launch, the government modeled a whole host of things that could go wrong on launch day — covering everything from an issue before liftoff that would have relatively compact geographic impact to a problem in Earth orbit that keeps the spacecraft from leaving for Mars.

Both of these scenarios had a probability below 0.1%, according to the government’s models, and if an issue had occurred during launch, those calculations suggested that even the most concentrated radiation exposure would have been equivalent to about eight months of background radiation experienced by people living in the U.S.

And so Perseverance was loaded with an MMRTG containing 32 hot, silvery lumps of fuel, before it blasted off toward the Red Planet.

Unlike Curiosity’s plutonium, some of that aboard Perseverance is relatively fresh and U.S.-made. The form of plutonium used on these missions began as a byproduct of nuclear weapon production processes, according to reporting by Slate after Curiosity’s landing, and the U.S. government stopped creating its own supply of this plutonium in the 1980s, having decided it could access enough for its needs.

But lately, NASA has been stuck rationing out the power sources, which is why the DOE decided in 2015 to get back in the business of making plutonium — up to 14 ounces (400 grams) each year right now, with an eye on being able to make 3.3 lbs. (1.5 kilograms) each year by 2026, according to the DOE.

As to where that plutonium will go, one future nuclear-powered NASA mission is already in the works. The agency’s Dragonfly mission, a drone bound for Saturn’s strange large moon, Titan, will be powered by an MMRTG. That spacecraft is scheduled to launch in 2026.

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Livescience
By Meghan Bartels – Space.com Senior Writer

 

spacenews

 

NASA: Mars rover Perseverance in ‘safe mode’ after launch, but should recover

An artist’s illustration of NASA’s Mars 2020 Perseverance rover in cruise mode after launching into space. The rover launched toward Mars July 30, 2020 and will arrive on Feb. 18, 2021.
(Image: © NASA/JPL-Caltech)

NASA is celebrating the launch of its most advanced Mars rover ever today (July 30), even as engineers tackle a glitch that left the spacecraft in a protective “safe mode” shortly after liftoff.

The Mars 2020 Perseverance rover launched toward the Red Planet at 7:50 a.m. EDT (1150 GMT), riding an Atlas V rocket into space from Cape Canaveral Air Force Station in Florida. The rover experienced minor communications and temperature glitches after launch, but the issues aren’t expected to harm the mission as a whole, NASA officials said.

“It was an amazing launch, right on time,” NASA Administrator Jim Bridenstine said during a post-launch news conference. “I think we’re in great shape. It was a great day for NASA.”

Live Updates: NASA’s Mars rover Perseverance launch in real time! 

Shortly after the conference, NASA confirmed that Perseverance slipped into “safe mode” due to an unexpected temperature difference.

“Data indicate the spacecraft had entered a state known as safe mode, likely because a part of the spacecraft was a little colder than expected while Mars 2020 was in Earth’s shadow,” NASA officials said in a statement. “All temperatures are now nominal and the spacecraft is out of Earth’s shadow.”

Related: NASA’s Mars Perseverance rover to the Red Planet (photos)

Post-launch hiccups

During today’s post-launch news conference, the team received word that one issue, a lingering communications issue, was fixed. Within the first few hours after launch, although mission personnel could pick up the signal the spacecraft was sending home, it wasn’t being processed correctly.

However, that situation didn’t cause much concern, Matt Wallace, deputy project manager for Mars 2020 with NASA’s Jet Propulsion Laboratory (JPL) in California, said during the briefing. The miscommunication was caused by the fact that NASA relies on a system called the Deep Space Network to communicate with Perseverance even soon after launch, when the spacecraft isn’t yet all that deep into space.

And, because the Deep Space Network is made up of massive antennas equipped with super sensitive receivers, the signal from a spacecraft so close to the network can end up blasting the system, like someone screaming directly into your ear. Engineers needed to tweak the network settings in order to actually process the information coming from the spacecraft.

“Just as the administrator was speaking, I did just get a text that we were able to lock up on that telemetry,” Wallace said. “All the indications that we have — and we have quite a few — are that the spacecraft is just fine.”

NASA’s Curiosity rover faced a similar issue during its launch in 2011, Wallace said. “It’s something that we’ve seen before with other Mars missions,” Bridenstine said. “This is not unusual. Everything is going according to plan.”

The mission team revealed a second post-launch hiccup shortly later in the news conference: Perseverance went into safe mode.

When the spacecraft got a little colder than expected passing through Earth’s shadow, it automatically put itself into that state, according to the NASA statement, although the spacecraft’s temperature quickly bounced back and isn’t concerning the team.

Wallace emphasized that such a status shouldn’t harm the mission as a whole. Safe mode is, as the name implies, designed to be safe for the spacecraft to be in right now.

“The spacecraft is happy there,” Wallace said. “The team is working through that telemetry, they’re going to look to the rest of the spacecraft health. So far, everything I’ve seen looks good.”

Perseverance is scheduled to fly straight and steady for the next at least two weeks, anyway, he said, and so the team has time to get the spacecraft back into normal operating mode before the first necessary trajectory adjustment of its journey.

A gorgeous launch

NASA’s Mars rover Perseverance launches toward the Red Planet atop an Atlas V rocket, lifting off from Space Launch Complex 41 at Cape Canaveral Air Force Station in Florida on July 30, 2020. (Image credit: ULA)

The launch itself went smoothly, with an unusually quiet countdown in mission control rooms, despite an earthquake that rattled southern California, including NASA’s Jet Propulsion Laboratory, about 20 minutes before the rocket fired in Florida.

Today’s liftoff marked an important victory for the agency, which worried that measures imposed to reduce the spread of the coronavirus pandemic might slow launch preparations enough that Perseverance might miss its three-week window for a launch, which is dependent on orbital trajectories.

Another comparable opportunity wouldn’t come again until 2022; if that 26-month delay had occurred, it would have cost the agency an extra $500 million, according to Bridenstine, on top of an already difficult mission.

“[It was] adversity all along the way, but this is true for any project of this nature,” Bridenstine said of struggles before the pandemic, which included a cracked heat shield and the late addition of a complicated ride-along helicopter. “Then you put on top of that the coronavirus … I’m not gonna lie, it’s a challenge. It’s very stressful. But look, the teams made it happen.”

But, despite earlier delays that pushed the launch more than a week into its window, the spacecraft blasted off during its first shot of its first countdown.

“It was truly a team effort. And in every single case, everyone stood up and said, ‘Yes, we want to do what we can to help,'” Lori Glaze, director of the agency’s planetary science division, said. “Somehow, we made it through this.”

Now, the spacecraft and its human team back on Earth need to make it through a seven-month journey in deep space to reach the Red Planet. Once the spacecraft arrives at Mars, it will undergo the notoriously perilous process of entry, descent and landing.

That process will unfold on Feb. 18, 2021.

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Livescience
By Meghan Bartels – Space.com Senior Writer

 

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4089: Missão do rover Perseverance a caminho do Planeta Vermelho

CIÊNCIA/MARTE/PERSEVERANCE

Um foguetão Atlas V da ULA com o rover Perseverance da NASA a bordo descola do Complexo 41 de Lançamentos Espaciais da Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral, no estado norte-americano da Florida.
Crédito: NASA/Joel Kowsky

A missão do rover Perseverance da NASA está a caminho do Planeta Vermelho para procurar sinais de vida antiga e recolher amostras para enviar para a Terra.

O rover mais sofisticado da humanidade foi lançado com o helicóptero Ingenuity ontem às 12:50 (hora portuguesa) a bordo de um foguetão Atlas V da ULA (United Launch Alliance) a partir do Complexo 41 de Lançamentos Espaciais da Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral, no estado norte-americano da Florida.

“Com o lançamento do Perseverance, começamos outra missão histórica de exploração,” disse o administrador da NASA, Jim Bridenstine. “A incrível jornada deste explorador já exigiu o melhor de todos nós para que fosse lançado nestes tempos desafiadores. Agora podemos esperar pela sua incrível ciência e por trazer amostras de Marte para a Terra, mesmo enquanto avançamos para missões humanas para o Planeta Vermelho.”

O estágio superior do Atlas V, chamado Centaur, colocou inicialmente a nave Mars 2020 numa órbita “estacionada” em torno da Terra. O motor disparou pela segunda vez e a nave separou-se do Centaur conforme esperado. Os dados de navegação indicam que a nave espacial está perfeitamente a caminho de Marte.

A nave Mars 2020 enviou o seu primeiro sinal para os controladores no solo via rede DSN (Deep Space Network) da NASA às 14:15 (hora portuguesa). No entanto, a telemetria (dados mais detalhados da espaço-nave) ainda não haviam sido adquiridos naquele momento. Por volta das 16:30, um sinal com telemetria foi recebido da Mars 2020 pelas estações terrestres da NASA. Os dados indicam que a nave entrou num estado conhecido como modo de segurança, provavelmente porque uma parte da nave estava mais fria do que o esperado enquanto a nave Mars 2020 que contém o rover se encontrava na sombra da Terra. Todas as temperaturas estão agora nominais e a nave está fora da sombra da Terra.

Quando uma nave entra no modo de segurança, todos os sistemas, excepto os essenciais, são desactivados até esta receber novos comandos do controlo da missão. Um lançamento interplanetário é rápido e dinâmico, de modo que a nave está desenhada para se colocar em modo de segurança caso o computador de bordo perceba que as condições não estão dentro dos parâmetros predefinidos. À altura deste texto, a missão está a completar uma avaliação completa da saúde da nave e do rover e está a trabalhar para retornar à nave espacial uma configuração nominal para a sua viagem até Marte.

A missão astrobiológica do rover Perseverance é procurar sinais de vida microbiológica passada em Marte, explorar a geologia diversa do seu local de aterragem, a Cratera Jezero, e demonstrar as principais tecnologias que nos vão ajudar a preparar para futuras explorações robóticas e humanas.

“A Cratera Jezero é o lugar perfeito para procurar sinais de vida antiga,” disse Thomas Zurbuchen, administrador associado do Directorado de Missões Científicas da NASA na sede da agência em Washington. “O rover Perseverance fará descobertas que nos levarão a repensar as nossas perguntas sobre o aspecto passado de Marte e como o entendemos hoje. À medida que os nossos instrumentos investigam rochas ao longo do chão de um antigo lago e seleccionam amostras para enviar para a Terra, podemos muito bem estar a voltar atrás no tempo para obter a informação que os cientistas precisam para dizer que a vida já existiu noutras partes do Universo.”

A rocha e poeira marcianas que o sistema de armazenamento do Perseverance recolher podem responder a perguntas fundamentais sobre o potencial de existência de vida para lá da Terra. Estão actualmente em consideração pela NASA duas futuras missões, em colaboração com a ESA, que vão trabalhar juntas para levar as amostras até um orbitador e depois para a Terra. Quando chegarem à Terra, as amostras de Marte serão submetidas a uma análise profunda por cientistas de todo o mundo usando equipamentos grandes demais para serem enviados para o Planeta Vermelho.

Um olho no “amanhã” marciano

Enquanto a maioria dos sete instrumentos do Perseverance estão direccionados para aprender mais sobre a geologia e astrobiologia do planeta, o objectivo do instrumento MOXIE (Mars Oxygen In-Situ Resource Utilization Experiment) está focado nas missões ainda por vir. Construído para demonstrar que a conversão de dióxido de carbono marciano em oxigénio é possível, pode levar a versões futuras da tecnologia MOXIE que se tornem essenciais nas missões a Marte, fornecendo oxigénio para combustível e ar respirável.

Também inclinado para o futuro, o helicóptero Ingenuity, que permanecerá preso ao ventre do Perseverance durante o voo até Marte e durante os primeiros 60 dias ou mais à superfície. Como demonstrador de tecnologia, o objectivo do Ingenuity é um puro teste de voo – não possui instrumentos científicos.

Ao longo de 30 sols (31 dias terrestres), o helicóptero tentará fazer até cinco voos controlados. Os dados obtidos durante estes testes de voo ajudarão a próxima geração de helicópteros marcianos a fornecer uma dimensão aérea às explorações de Marte – potencialmente como “batedores” para rovers e tripulações humanas, transportando pequenas cargas úteis ou investigando destinos de difícil acesso.

As tecnologias do rover para a entrada, descida e aterragem também vão fornecer informações para avançar as futuras missões humanas a Marte.

“O Perseverance é o rover mais capaz da história, porque apoia-se nos ombros dos nossos pioneiros, Sojourner, Spirit, Opportunity e Curiosity,” disse Michael Watkins, director do JPL da NASA no sul da Califórnia. “Da mesma forma, os descendentes do Ingenuity e do MOXIE tornar-se-ão ferramentas valiosas para futuros exploradores do Planeta Vermelho e além.”

Em frente da missão encontram-se aproximadamente sete meses frios, escuros e implacáveis de uma viagem espacial interplanetária – um facto nunca longe da mente da equipa do projecto.

“Ainda há muito caminho entre nós e Marte,” disse John McNamee, gestor do projecto no JPL. “Cerca de 470 milhões de quilómetros. Mas se alguma vez houve uma equipa que pudesse fazer isto acontecer, é esta. Vamos para a Cratera Jezero. Vemo-nos lá no dia 18 de Fevereiro de 2021.”

Astronomia On-line
31 de Julho de 2020

 

spacenews

 

4086: Também é verão no hemisfério norte de Saturno

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

NASA, ESA, A. Simon (Goddard Space Flight Center), M.H. Wong (University of California, Berkeley), OPAL Team

O senhor dos anéis do Sistema Solar foi fotografado pelo telescópio Hubble a 4 de Julho de 2020. A nova imagem de Saturno foi tirada durante o verão no hemisfério norte do planeta.

O telescópio Hubble, da NASA, encontrou uma série de pequenas tempestades atmosféricas no planeta, características transitórias que parecem “ir e vir” em cada observação anual do Hubble.

Desta vez, o telescópio fotografou uma leve névoa avermelhada sobre o hemisfério norte, que pode ser o resultado do aquecimento causado pelo aumento da luz solar, que pode alterar a circulação atmosférica ou remover o gelo dos aerossóis na atmosfera. Outra teoria é que o aumento da luz solar nos meses de verão está a alterar as quantidades de turbidez fotoquímica produzida.

Amy Simon, da NASA, disse que é “surpreendente ver mudanças sazonais em Saturno”. Por contraste, o agora visível pólo Sul tem um tom azul que reflete as mudanças de inverno no hemisfério, adianta o Europa Press.

Os anéis deste planeta, muito visíveis nesta nova imagem, são feitos principalmente de pedaços de gelo, com tamanhos que variam de grãos pequenos a rochas gigantes. Como e quando os anéis se formara continua a ser um dos maiores mistérios do nosso Sistema Solar.

Os cientistas acreditam que os anéis são tão antigos quanto o planeta, com mais de 4 mil milhões de anos, mas como são muito brilhantes, há uma outra teoria a jogo: a de que estes anéis se podem ter formado durante a era dos dinossauros.

Duas das luas geladas deste verdadeiro senhor dos anéis são claramente visíveis nesta fotografia: Mimas à direita e Encélado na parte inferior.

A imagem foi tirada como parte do projecto OPAL (Outer Planets Atmospheres Legacy), que ajuda os cientistas a entender a dinâmica atmosférica e a evolução de planetas gigantes de gás no nosso Sistema Solar. No caso de Saturno, os astrónomos continuam a rastrear mudanças nos padrões climáticos e tempestades.

ZAP //

Por ZAP
31 Julho, 2020

 

spacenews

 

4083: Nave que transporta robô para Marte entra em modo de segurança

CIÊNCIA/MARTE/PERSEVERANCE

A NASA acrescenta que está a ser feita uma avaliação completa ao estado da nave e que está a trabalhar para que o aparelho regresse ao estado normal.

A nave transporta o robô Perseverance (na foto), com o qual a NASA pretende recolher, pela primeira vez, amostras de rocha e solo de Marte e enviá-las para a Terra.
© DR

A nave que transporta o robô hoje lançado para Marte entrou em modo de segurança, um estado em que todos os sistemas não essenciais de um aparelho desligam-se automaticamente, mas que pode indiciar algum problema.

Em comunicado, a agência espacial norte-americana NASA, responsável pela missão, refere que os dados recebidos durante a tarde indicam que a nave entrou em modo de segurança, atribuindo-o ao facto de que parte do aparelho estava um pouco mais fria do que o esperado quando se encontrava na sombra da Terra, da qual já saiu.

A NASA acrescenta que está a ser feita uma avaliação completa ao estado da nave e que está a trabalhar para que o aparelho regresse ao estado normal.

Quando uma nave entra em modo de segurança, todos os sistemas não essenciais, como instrumentos científicos, desligam-se automaticamente, para evitar danos no aparelho, até receber novas instruções do centro de controlo da missão.

No comunicado, a NASA sublinha que “um lançamento interplanetário é dinâmico”, pelo que uma nave é programada para entrar em modo de segurança quando o seu computador de bordo regista condições que não estão de acordo com os parâmetros que foram pré-definidos.

A comunicação de dados entre o aparelho e a base de controlo também teve um atraso, só tendo sido possível obter dados mais detalhados da nave às 16:30 (hora em Lisboa), depois de um primeiro sinal emitido às 14:15.

Citado pela agência noticiosa AFP, o sub-director da missão, Matt Wallace, desvalorizou o sucedido, considerando que tudo a que assistiu, até agora, lhe “parece correto”.

A nave transporta o robô Perseverance (Perseverança), com o qual a NASA pretende recolher, pela primeira vez, amostras de rocha e solo de Marte e enviá-las para a Terra, mais tarde, em 2031, e procurar sinais (bioquímicos) de vida microbiana passada no planeta.

Se a viagem até Marte for bem-sucedida, o veículo robótico deverá chegar a solo marciano em 18 de Fevereiro de 2021, mais concretamente à cratera Jezero, onde terá existido um lago há 3,5 mil milhões de anos.

O aparelho que transporta o robô foi hoje lançado às 12:50 (hora em Lisboa) da base espacial norte-americana de Cabo Canaveral, na Florida.

Diário de Notícias

DN/Lusa

 

spacenews

 

4082: Perseverance já está a caminho de Marte. Lançamento foi um sucesso

CIÊNCIA/MARTE/PERSEVERANCE

Cristobal Herrera-Ulashkevich / EPA

Os Estados Unidos lançaram esta quinta-feira um novo robô para Marte, para recolher amostras de rocha que só vão ser enviadas para estudo para a Terra em 2031, dez anos depois de o engenho aterrar no “planeta vermelho”.

O Perseverance já enviou sinal a confirmar que está a caminho de Marte. “Isto significa que a rede para o espaço profundo do Laboratório de Propulsão a Jacto da NASA está agora ligada à nave”, disse Omar Baez, gestor do Programa de Serviços de Lançamento da agência norte-americana.

“Tudo parece estar a funcionar e hoje a contagem do lançamento correu lindamente”, acrescentou.

O lançamento foi feito, a bordo de um foguetão Atlas V, da base espacial norte-americana de Cabo Canaveral, na Florida, às 07:50 (hora local, 12:50 em Lisboa).

Trata-se da primeira missão que pretende recolher amostras de rocha, solo e poeira de Marte com destino à Terra, sendo liderada pela agência espacial norte-americana NASA, que já enviou outros robôs exploratórios para o planeta, mas com outros fins.

O robô Perseverance (Perseverança) tocará a superfície do “planeta vermelho” cerca de sete meses depois, em 18 de Fevereiro de 2021, mais concretamente a cratera Jezero, onde terá existido um lago há 3,5 mil milhões de anos e um delta (foz de rio).

O local de aterragem é, por isso, considerado propício para a procura de sinais (bioquímicos) de vida microbiana passada em Marte, um dos objectivos da missão Mars 2020 Perseverance, uma vez que as moléculas orgânicas são muito bem preservadas por sedimentos de lagos e deltas.

Juntamente com o robô Perseverance, do tamanho de um carro, mas que tem seis rodas, um braço robótico, uma broca e vários instrumentos científicos, seguem os nomes de cerca de 11 milhões de pessoas de todo o mundo, registados em três ‘microchips’, e um engenho voador, semelhante a um minúsculo helicóptero, que irá testar um voo controlado noutro planeta.

O veículo robótico, que deve o seu nome a um estudante do Estado da Virgínia, tem na sua “bagagem” amostras de tecido dos fatos espaciais, que serão testadas aos efeitos da radiação, e instrumentos que permitem caracterizar o clima e a geologia do planeta e validar um método de produzir oxigénio a partir da sua atmosfera, rica em dióxido de carbono.

Para a NASA, a missão Mars 2020 Perseverance pode, assim, ajudar a desbravar o caminho para o envio de astronautas para a superfície de Marte, uma ambição que os Estados Unidos pretendem concretizar (e que o ex-Presidente Barack Obama chegou a admitir como sendo uma realidade na década de 2030) após conseguirem ter novamente astronautas na Lua (a primeira missão tripulada de regresso à Lua, depois da última em 1972, está prevista para 2024).

O robô Perseverance, equipado com câmaras e microfones, que permitem fornecer imagens e sons da sua aterragem e do seu trabalho em Marte, irá explorar o planeta durante aproximadamente dois anos, estando apto a recolher até 500 gramas de amostras de rocha, solo e poeira que se revelarem mais promissoras para a pesquisa de vestígios de vida.

As amostras serão acondicionadas pelo veículo em várias dezenas de tubos selados e “limpos” de contaminantes da Terra, podendo cada um guardar 15 gramas de sedimentos ou pedaços de rocha. Os tubos serão depois escondidos no solo marciano, em locais estrategicamente escolhidos.

Será preciso, no entanto, esperar por 2031 para que as amostras sejam enviadas para a Terra para serem analisadas pelos cientistas.

Uma nova missão, em que a NASA terá como parceira a Agência Espacial Europeia (ESA), tem início previsto para Julho de 2026 com o lançamento para Marte de um segundo veículo robótico, que vai recuperar os tubos das amostras recolhidas pelo robô Perseverance.

A Mars 2020 Sample Return (Retorno de Amostra) é a missão que completa a Mars 2020 Perseverance e a mais complexa e demorada.

Depois de recuperadas pelo novo robô, que só chegará a Marte em Agosto de 2028, mais tarde do que o tempo exigido para evitar as tempestades de poeira, as amostras terão de sair da superfície do planeta num recipiente transportado por um pequeno foguetão antes de serem capturadas por uma sonda colocada na órbita de Marte.

A viagem de regresso da sonda – de fabrico europeu, tal como o robô – à Terra está prevista apenas para 2031. Na aproximação ao ‘planeta azul’, o aparelho libertará uma cápsula que contém as amostras marcianas, que já aterrarão em solo americano em 2032, de acordo com os prazos estimados.

Na superfície de Marte funcionam actualmente dois objectos exploratórios, ambos operados pela NASA: o Curiosity, um veículo robótico com um laboratório que analisa localmente amostras de solo e rocha para aferir se Marte teve condições para albergar vida microbiana, e o InSight, uma sonda equipada com uma broca e um sismógrafo para estudar o interior do planeta.

Apesar de inóspito, Marte é considerado o planeta do Sistema Solar mais parecido com a Terra. Estruturas geológicas demonstram que, há muito tempo, água líquida, elemento fundamental para a vida tal como se conhece, abundava na superfície do ‘planeta vermelho’.

Segundo os cientistas, o planeta teve, no passado, um oceano maior do que o Árctico. Estudos apontam, com base em observações feitas em órbita e na superfície, para a presença de água líquida salgada e gelada em Marte.

O Japão planeia enviar, em menos tempo, uma missão robótica para Marte em 2024 para extrair amostras da superfície do planeta e transportá-las para a Terra em 2029.

ZAP // Lusa

Por ZAP
30 Julho, 2020

 

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4081: Sonda Perseverance da NASA já está a caminho de Marte. Lançamento bem sucedido

CIÊNCIA/MARTE/PERSEVERANCE

A NASA vai lançar a missão Perseverance nesta quinta-feira, em direcção a Marte, com a sonda a chegar em meados de Fevereiro ao planeta ‘vermelho’

Actualização: A NASA confirmou, através do Twitter, que todas as fases do lançamento da missão Perseverance foram concluídas com êxito, estando o equipamento a caminho de Marte tal como planeado.

NASA
@NASA

With the second burn and spacecraft separation, we can now officially say that

NASA @NASA

With the  

is on the path towards the Red Planet. #CountdownToMars

Depois de Emiratos Árabes Unidos e da China, é a vez da NASA e dos EUA apontarem baterias a Marte durante este mês de Julho. A missão Perseverance parte nesta quinta-feira e vai explorar o planeta em busca de sinais de vida num leito seco onde se acredita que tenha havido água. A cratera Jezero, que se pensa ter sido um lago, aparenta ter as condições ideias para albergar vida, sob a forma de micróbios antigos, com algumas paisagens a datarem de mais de 3,6 mil milhões de anos.

Esta é a primeira vez também que um helicóptero irá sobrevoar a superfície de outro planeta: o Ingenuity, um periférico que a Perseverance vai transportar, pretende ser uma demonstração das capacidades tecnológicas da NASA.

A Perseverance vai captar imagens com maior qualidade de Marte, procurar por vida microbiana, recolher amostras de rochas e poeiras para serem analisadas em Terra, estudar o clima e geologia no planeta e demonstrar o potencial de utilização de diferentes soluções tecnológicas em missões futuras, noticia a Cnet.

O projecto prevê que a sonda fique no planeta durante um ano marciano, o que equivale a 687 dias na Terra, embora a NASA já tenha, no passado, estendido o prazo inicial previsto. É importante aproveitar a janela de oportunidade que se apresenta agora e que só se repete a cada 26 meses, por ser a altura em que as posições dos dois planetas estão na melhor localização possível para um lançamento e aproximação.

A sonda Perseverance mede três metros, pesa mais de uma tonelada e ostenta seis rodas de alumínio com elementos de titânio. Esta missão vai juntar-se agora aos dois aparelhos que já estão em Marte: a sonda estacionária InSight e a Curiosity que está a explorar a superfície.

A emissão de lançamento, que pode acompanhar no vídeo em cima, começa às 12 horas de Portugal Continental.

Actualização: Notícia actualizada com o vídeo da transmissão da NASA
Actualização 2: Notícia actualizada com a confirmação do lançamento bem sucedido da Perseverance

Exame Informática
30.07.2020 às 14h04

 

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4079: NASA lança hoje a Perseverance rumo a Marte. Acompanhe aqui em directo

CIÊNCIA/MARTE

A missão Perseverance foi anunciada em 2012 e hoje, 30 de Junho de 2020, irá descolar em direcção a Marte. Tudo será mostrado pela agência espacial norte-americana e iremos acompanhar o evento que acontece pelas 12:50 horas de Portugal continental.

Assim, para aproveitar uma janela de oportunidade, em que o planeta vermelho está “mais perto” da Terra, depois da China e Emirados Árabes Unidos terem já enviado as suas naves, a NASA enviará uma missão que custou 2,4 mil milhões de dólares.

NASA: Perseverance a caminho de Marte

Conforme foi programado, a missão do Mars 2020 Perseverance da NASA está pronta para ser lançada a partir de Cabo Canaveral, hoje, pelas 07:50 locais (12:50 hora de Portugal continental)

A bordo do foguete Atlas V, os Estados Unidos levam tecnologia que irá explorar o planeta de forma nunca utilizada até hoje. Segundo o que foi dado a conhecer, nesta missão será enviado um drone helicóptero, o Ingenuity Mars Helicopter que, com os seus 80 centímetros de altura, irá voar e mostrar Marte de outro ponto de vista.

Neste ambicioso projecto, a peça central é o rover Perserverance. Este será o veículo a pousar em Marte que leva o mais completo e complexo material de exploração. Este é também o maior e mais pesado rover desenvolvido pela NASA. Esta tecnologia procurará sinais de vida antiga, preparará rochas para serem devolvidas para exames adicionais pela primeira vez e também estudará como Marte se parece.

Imagem de ilustração do Ingenuity Mars Helicopter da NASA

Quando será a chegada a Marte?

A Perseverance deve pousar em Marte no dia 18 de Fevereiro de 2021. O pouso será num delta de quase quatro mil milhões de anos na Cratera Jezero de 45 quilómetros de largura, onde existe um leito de rio antigo e seco. É um local promissor para encontrar moléculas orgânicas e outros sinais potenciais de vida microbiana.

Este poderá ser um momento enorme para a humanidade – e iremos poder assistir a tudo daqui a poucos instantes:

Apesar de não ser esperado, caso haja mau tempo, o lançamento poderá ser cancelado e lançado daqui a uns dias. Assim, a janela de lançamento estende-se até 15 de Agosto de 2020. Contudo, esta janela está a fechar-se e, ou vão neste intervalo de datas, ou depois terão de esperar até 2022.

Pplware
Autor: Vítor M.
30 Jul 2020

 

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4078: Ondas gigantes de areia estão a mover-se no Planeta Vermelho

CIÊNCIA/ASTRONOMIA/MARTE

NASA / JPL / University of Arizona

Uma equipa de cientistas observou, pela primeira vez, grandes ondas de areia a mover-se em Marte. Fez-se história, já que, até agora, a crença geral era de que as enormes ondas de areia do Planeta Vermelho não se moviam.

Os cientistas pensavam que as grandes ondas de areia marcianas não sofriam mudanças relevantes e que eram, na verdade, vestígios do passado mais activo do Planeta Vermelho. Agora, imagens obtidas pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter, da NASA, permitiram a Simone Silvestro descobrir que, afinal, estas ondas movem-se – mas muito devagar.

O cientista planetário, em conjunto com a sua equipa, estudou duas regiões próximas do equador de Marte e analisaram mais de mil ondas gigantes na cratera McLaughlin e 300 na região da fossa Nili. Os cientistas procuraram sinais de movimento utilizando imagens em time-lapse de cada local.

A equipa acabou por chegar à conclusão de que as famosas ondas de areia avançam, aproximadamente, 10 centímetros por ano em ambas as regiões. O artigo científico foi publicado recentemente no Journal of Geophysical Research: Planets.

O geólogo Jim Zimbelman ficou muito surpreso com esta descoberta. Segundo a Science, o especialista evidenciou o facto de não haver evidências, há já algumas décadas, de que a areia em Marte se move.

“Nenhum de nós pensou que os ventos fossem suficientemente fortes”, disse. A descoberta destas grandes ondas migratórias sugere a necessidade de reformular modelos atmosféricos antigos, que raramente indicavam a ocorrência de ventos capazes de mover areia em Marte.

Silvero quer expandir a pesquisa de ondas gigantescas por todo o Planeta Vermelho, por acreditar que as ondas mais rápidas devem estar perto das dunas.

Além disso, estas grandes ondas são indicadores das condições de vento locais, que precisam de ser analisadas para permitirem a identificação de tempestades de areia. Estas tempestades assumem um papel muito importante nas próximas missões, já que as mais pequenas partículas de areia podem reduzir a eficácia dos painéis solares e danificar peças mecânicas.

ZAP //

Por ZAP
30 Julho, 2020

 

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4076: Meteorito marciano vai voltar a casa graças ao rover Perseverance da NASA

CIÊNCIA/MARTE/NASA

(dr) NASA / JPL-Caltech
Fragmento do meteorito marciano Sayh al Uhamiyr 008 (SaU 008)

O meteorito fez cerca de 100 milhões de quilómetros para chegar à Terra, há várias décadas, mas o Museu de História Natural, em Londres, está, agora, a enviá-lo de volta para Marte.

De acordo com o site Live Science, se tudo correr como previsto, quando o rover Perseverance da NASA for lançado, esta quinta-feira, dia 30 de Julho, vai levar de volta a casa um meteorito do Planeta Vermelho.

O meteorito foi descoberto em Omã, no ano de 1999, e faz parte da colecção do Museu de História Natural de Londres, no Reino Unido. Conhecido como Sayh al Uhamiyr 008 (SaU 008), acredita-se que a rocha espacial tenha saído de Marte graças a um impacto há entre 600 mil e 700 mil anos.

Agora, a missão Mars 2020 da agência espacial norte-americana vai deixar este meteorito em Marte, onde será usado pelo instrumento do rover SHERLOC (Scanning Habitable Environments with Raman and Luminescence for Organics and Chemicals) como material de teste para uma calibração, disseram representantes do museu em comunicado.

Segundo a NASA, o SHERLOC combina uma câmara, um espectrómetro de fluorescência e um laser de alta precisão para identificar moléculas orgânicas, minerais e possíveis sinais de vida em amostras de rochas na superfície marciana.

A mesma nota do museu britânico explica que calibrar o SHERLOC com este meteorito, quando o rover já estiver em Marte, irá permitir confirmar que o instrumento está a funcionar antes de analisar outras amostras de rochas marcianas.

Aproxima-se o lançamento do rover Perseverance

O rover Perseverance da NASA está a menos de um mês da data de lançamento prevista para 20 de Julho….

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ZAP //

Por ZAP
28 Julho, 2020

 

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A Martian meteorite is going home, in NASA’s Perseverance mission launch

It traveled over 62 million miles to get to Earth, but the Natural History Museum is sending it back.

A member of the Mars 2020 Science Team looks at the calibration target that will be sent on the Mars rover, Perseverance, including SaU 008.
(Image: © NASA)

A piece of Mars that fell to Earth decades ago is heading back to the Red Planet.

When NASA’s Perseverance rover mission lifts off on Thursday (July 30) — if all goes according to schedule — one object on board won’t be visiting Mars for the first time; it’ll be going home. A Martian meteorite that was discovered in Oman in 1999 has been part of the collection of the Natural History Museum (NHM) in London since 2000. Known as Sayh al Uhamiyr 008 or SaU 008, the space rock is thought to have been blasted off Mars by an impact between 600,000 and 700,000 years ago.

For hundreds of thousands of years, that hunk of Martian rock roamed our solar system, until a bit of it landed on Earth. And now, NASA’s Mars 2020 launch will carry part of the precious meteorite back to Mars, where it will be used by the rover’s instrument SHERLOC (Scanning Habitable Environments with Raman and Luminescence for Organics and Chemicals) as test material for on-site calibration, NHM representatives said in a statement.

Related: 6 reasons astrobiologists are holding out hope for life on Mars

While meteorites in the NHM collection often travel around the world for scientific study, this is the first time that one of their specimens will leave the planet, said NHM Head of Earth Sciences Collections and Principal Curator of Meteorites Caroline Smith, a member of the Mars 2020 mission’s science team.

SHERLOC is mounted on a turret at the end of the rover’s robotic arm. The instrument  combines a camera, a fluorescence spectrometer and a high-precision laser to identify organic molecules, minerals and potential signs of life in rock samples on the Martian surface and near subsurface, according to NASA.

A fragment of the Martian meteorite SaU 008. (Image credit: NASA/JPL-Caltech)

Calibrating SHERLOC with the SaU 008 meteorite once the rover is on Mars will confirm that the instrument is functional before it analyzes Martian rock samples, according to the NHM statement.

“The piece that we are sending was specifically chosen because it is the right material in terms of chemistry, but also it is a very tough rock. Some of the Martian meteorites we have are very fragile. This meteorite is as tough as old boots,” Smith said.

“In addition, studying this sample over the course of the mission will help us to understand the chemical interactions between the Martian surface and its atmosphere,” Smith said.

Liftoff for the Mars 2020 Perseverance rover is scheduled for 7:50 a.m. ET on July 30, live coverage begins at 7 a.m. ET on NASA TV and on the agency’s website.

Originally published on Live Science.
27/07/2020
By Mindy Weisberger – Senior Writer

 

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4055: NASA irá lançar balão estratosférico para estudar o Cosmos

CIÊNCIA/NASA

O Universo representa uma das maiores incógnitas para o ser humano e é por isso que é tão importante que empresas especializadas o estudem e o desmistifiquem cada vez mais. Assim, conseguimos perceber, de forma mais clara, de onde vimos, afinal, e que energias nos trouxeram até aqui.

A NASA é uma organização que, como sabemos, não se poupa a esforços para conhecer o que está para lá de nós e, agora, pretende enviar um balão estratosférico do tamanho de um estádio de futebol, para estudar o Cosmos.

ASTHROS para estudar o Cosmos

A NASA encetou uma missão que prevê o envio de um telescópio, com 2,5 metros, para a estratosfera. A diferença deste envio para outros já realizados é que este telescópio será enviado dentro de um balão estratosférico chamado ASTHROS (acrónimo de Astrophysics Stratospheric Telescope for High Spectral Resolution Observations at Submillimeter-wavelengths).

Com lançamento previsto para Dezembro de 2023, na Antárctida, o balão passará cerca de três semanas a deambular nas correntes de ar da estratosfera. O objectivo da missão é observar a luz infravermelha e medir o fluxo e a rapidez dos gases em torno de estrelas recentemente formadas.

Ademais, será feito, pela primeira vez, um mapeamento da presença de dois tipos específicos de iões de azoto. Estes iões são importantes indicadores de locais onde os ventos de estrelas gigantes e explosões de super-novas transformaram as nuvens de gás. Além disso, para lhe ser possível observar a luz infravermelha, o ASTHROS terá de alcançar uma altitude de cerca de 40 quilómetros. Isto, porque os comprimentos de onda expectáveis são muito maiores e, por isso, invisíveis a olho nu.

O ASTHROS vai ainda analisar a galáxia Messier 83, para perceber o seu efeito noutras galáxias, e uma jovem estrela chamada TW Hydrae. Esta está rodeada de poeira e gases, onde se podem estar a formar novos planetas.

Balão estratosférico abre caminho a novas descobertas cósmicas

Se para nós os balões são associados o lazer ou até a um meio antiquado, para a NASA representam grandes auxiliares, quer em missões terrestres, quer em missões espaciais. Aliás, o Scientific Balloon Program da NASA existe há 30 anos e efectua entre 10 a 15 missões por ano.

Sendo os balões uma alternativa bem mais barata e de processo de planeamento e lançamento mais curto, os cientistas pensam neles como um primeiro passo que antecede futuras missões que irão tirar maior proveito dos benefícios da tecnologia.

Com o ASTHROS, nós queremos fazer observações astrofísicas que nunca foram feitas antes.

Revela José Siles, engenheiro do Jet Propulsion Laboratory da NASA.

Pplware
26 Jul 2020

 

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4054: Os mini-Neptunos podem estar cobertos de oceanos radioactivos

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

NASA

Os exoplanetas “mini-Neptunos”, que são versões mais pequenas no gigante gasoso, podem, afinal, não ser planetas gasosos compostos por hidrogénio e hélio como se pensava anteriormente.

Um novo estudo do Laboratoire d’Astrophysique de Marseille, em França, sugere que os astrónomos podem estar completamente errados sobre os exoplanetas “mini-Neptunos”.

Estes planetas, que se pensavam ser versões mais pequenas do gigante gasoso Neptuno, podem ser, na verdade, exoplanetas rochosos cobertos por oceanos densos e profundamente radioactivos.

O estudo, que foi publicado em Junho na revista científica The Astrophysical Journal Letters, ameaça derrubar as barreiras entre duas classes de exoplanetas que os astrónomos pensavam ser totalmente separados.

Para estudar exoplanetas, os investigadores usam várias técnicas de imagem para descobrir a densidade, composição química e se possui uma atmosfera. No caso dos mini-Neptunos, a maioria dos cientistas assumiu que a sua baixa densidade e massa significava que estavam revestidos de uma atmosfera espessa e gasosa.

O novo estudo revela que, em vez disso, alguns mini-Neptunos podem ter oceanos de líquido super-crítico altamente pressurizado e aquecido que foi irradiado por um poderoso efeito estufa. O oceano, onde a água está numa estado exótico entre o líquido e o gasoso, assim como a atmosfera de um gigante gasoso, poderia explicar a baixa densidade e massa dos exoplanetas.

Os autores observam que o mini-Neptuno K2 18b, onde a água foi vista, encaixa-se perfeitamente no perfil de um planeta oceânico super-crítico com cerca de 37% de água.

De acordo com um comunicado do CNRS (Centre national de la recherche scientifique), um outro estudo constatou que os mesmos oceanos radioactivos também poderiam existir em exoplanetas rochosos “super-Terra” um pouco mais pequenos, uma vez que os seus ambientes são capazes do mesmo efeito estufa poderoso que os mini-Neptunos.

Muitos dos cálculos ainda precisam de ser testados e verificados através de mais observações de exoplanetas. Mas, se se confirmar, as descobertas sugerem que os vários mundos podem ser muito mais parecidos do que se pensava.

ZAP //

Por ZAP
25 Julho, 2020

 

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4053: Vénus ainda é geologicamente activo: tem 37 vulcões “vivos”

CIÊNCIA/ASTRONOMIA/VULCANISMO

NASA / JPL
Vulcão na superfície de Vénus

Uma nova investigação identificou 37 estruturas vulcânicas activas em Vénus, o que sugere que o planeta é o terceiro mundo do Sistema Solar geologicamente activo – além da Terra e da lua Io, de Júpiter.

Uma recente investigação, levada a cabo pela Universidade de Maryland e pelo Instituto Federal de Tecnologia de Zurique, identificou um total de 37 estruturas vulcânicas activas em Vénus. Este resultado é uma das maiores provas de que este planeta do Sistema Solar ainda é geologicamente activo.

“Este estudo muda significativamente a visão de que Vénus é um planeta quase adormecido para um cujo interior ainda está agitado e pode alimentar muitos vulcões activos”, assinalou o co-autor do estudo, Laurent Montési.

Os cientistas sabem há muito tempo que Vénus tem uma superfície mais jovem do que Marte ou Mercúrio, planetas que têm interiores frios. Uma dessas evidências são as estruturas conhecidas como coroas na superfície do planeta.

As coroas costumam ter centenas de quilómetros de diâmetro e podem ser formadas por afloramento de material quente abaixo da superfície. Este fenómeno é muito parecido com a actividade no manto terrestre que formou as ilhas vulcânicas do Havai. No entanto, até agora, os cientistas pensavam que as coroas de Vénus eram apenas sinais de actividade geológica antiga.

Os investigadores consideravam, por isso, que o planeta já tinha arrefecido ao ponto de a crosta endurecer o suficiente para impedir a lava de a perfurar.

No novo estudo, a equipa usou modelos numéricos de actividade termo-mecânica abaixo da superfície de Vénus para criar simulações em 3D de alta resolução da formação de coroas. Estas simulações fornecem uma visão mais detalhada do processo.

Montési e a sua equipa identificaram características presentes apenas em coroas activas e combinaram essas características com as observadas da superfície do planeta. Os resultados revelaram que parte da variação de coroas em Vénus é representativa de diferentes fases de desenvolvimento geológico.

Este artigo científico, publicado recentemente na Nature Geoscience, fornece a primeira prova de que as coroas de Vénus estão a evoluir, o que indica que o interior do planeta continua agitado.

ZAP //

Por ZAP
25 Julho, 2020

 

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