4914: Astrónomos chineses descobrem 591 estrelas de alta velocidade com o LAMOST e com o Gaia

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Impressão de artista das posições e órbitas de 591 estrelas de alta velocidade.
Crédito: Xiao Kong, NAOC

Uma equipa de investigação liderada por astrónomos do NAOC (National Astronomical Observatories of Chinese Academy of Sciences) descobriu 591 estrelas de alta velocidade com base em dados do LAMOST (Large Sky Area Multi-Object Fiber Spectroscopic Telescope) e do Gaia, e 43 delas podem até escapar da nossa Galáxia.

O estudo foi publicado online dia 17 de Dezembro na revista The Astrophysical Journal Supplement Series.

Desde que a primeira estrela de alta velocidade foi descoberta em 2005, mais de 550 outras foram descobertas com vários telescópios ao longo de 15 anos. “As 591 estrelas de alta velocidade descobertas desta vez duplicaram o número total anterior, elevando o total actual a mais de 1000,” disse a Dra. Yin-Bi Li, autora principal do estudo.

As estrelas de alta velocidade são uma classe de estrelas que se movem rapidamente e que podem até escapar da nossa Galáxia. “Embora sejam raras na Via Láctea, as estrelas de alta velocidade, com cinemática única, podem fornecer mais informações sobre uma ampla gama da ciência Galáctica, desde o buraco negro super-massivo central até ao distante halo Galáctico,” disse o professor You-Jun Lu do NAOC, co-autor deste artigo científico.

O LAMOST, o maior telescópio óptico da China, tem a maior taxa de aquisição espectral do mundo e pode observar cerca de 4000 alvos estelares numa única exposição. Começou os seus levantamentos regulares em 2012 e estabeleceu a maior base de dados espectrais do mundo.

O Gaia é uma missão espacial do programa de ciências da ESA, lançado em 2013. Forneceu parâmetros astrométricos para mais de 1,3 mil milhões de fontes, a maior base de dados de parâmetros astrométricos. “As duas enormes bases de dados fornecem-nos uma oportunidade sem precedentes para encontrar mais estrelas de alta velocidade, e assim fizemos,” disse o professor A-Li Luo do NAOC, também co-autor desta investigação.

Com base na cinemática e na química, a equipa de investigação descobriu que as 591 estrelas de alta velocidade eram estrelas do halo interno. “As suas metalicidades baixas indicam que a maior parte do halo estelar foi formado como consequência da acreção e da perturbação de maré de galáxias anãs,” disse o professor Gang Zhao do NAOC, co-autor do estudo.

A descoberta destas estrelas de alta velocidade diz-nos que a combinação de vários grandes levantamentos vai, no futuro, ajudar-nos a descobrir mais estrelas de alta velocidade e outras estrelas raras, que serão usadas para estudar o mistério não resolvido da nossa Galáxia.

Astronomia On-line
5 de Janeiro de 2021


4888: Astrónomos descobrem centenas de estrelas de alta velocidade na Via Láctea (e algumas podem fugir)

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Xiao Kong / National Astronomical Observatories of Chinese Academy of Sciences

Uma equipa de investigadores, liderada por astrónomos dos Observatórios Astronómicos Nacionais da Academia Chinesa de Ciências (NAOC), descobriu 591 estrelas de alta velocidade na Via Láctea – e 43 podem até escapar da galáxia.

Depois de a primeira estrela de alta velocidade ter sido descoberta em 2005, mais de 550 foram encontradas com recurso a vários telescópios.

“As 591 estrelas de alta velocidade descobertas desta vez duplicaram o número total previamente descoberto, elevando o número total actual superior a mil”, disse Li Yinbi, principal autor do estudo, em comunicado.

Estrelas de alta velocidade são uma espécie de estrelas que se move rapidamente – e pode até escapar da galáxia. “Embora raras na Via Láctea, estrelas de alta velocidade, com cinemática única, podem fornecer uma visão profunda de uma ampla gama da ciência galáctica, desde o buraco negro super-massivo central até ao distante halo galáctico”, disse Lu Youjun, co-autor do artigo.

Com base na cinemática e na química, a equipa descobriu que 591 estrelas de alta velocidade eram estrelas do halo interno. “As suas baixas metalidades indicam que a maior parte do halo estelar se formou como consequência do acréscimo e interrupção da maré de galáxias anãs”, disse Zhao Gang, astrónomo da NAOC e também co-autor do estudo.

LAMOST, o maior telescópio óptico da China, tem a maior taxa de aquisição espectral do mundo e pode observar cerca de quatro mil alvos celestes numa única exposição. O telescópio começou investigações regulares em 2012 e estabeleceu o maior banco de dados de espectros do mundo.

Gaia é uma missão baseada no Espaço do programa de ciências da Agência Espacial Europeia (ESA), lançado em 2013, e forneceu parâmetros astrométricos para mais de 1,3 mil milhões de fontes, que é o maior banco de dados de parâmetros astrométricos.

“Os dois bancos de dados massivos fornecem-nos uma oportunidade sem precedentes de encontrar mais estrelas de alta velocidade – e nós conseguimos”, disse Luo Ali, astrónomo da NAOC e co-autor do estudo.

A descoberta destas estrelas de alta velocidade revela que a combinação de várias investigações grandes no futuro ajudará a descobrir mais estrelas de alta velocidade e outras estrelas raras, que serão usadas para estudar o mistério não resolvido sobre a nossa própria galáxia.

Este estudo foi publicado este mês na revista científica The Astrophysical Journal Supplement Series.

Por Maria Campos
30 Dezembro, 2020