3933: Starsounds, a primeira música feita por estrelas (literalmente)

CIÊNCIA/ASTRONOMIA/MÚSICA

tom_hall_nz / Flickr

Foi criada, pela primeira vez, uma música composta a partir das ondas acústicas de explosões de estrelas.

A música foi criada pelo produtor musical britânico Brian Eno e faz parte do “Starmus Festival”, um evento criado pelo astrofísico e guitarrista dos Queen, Brian May, e pelo astrofísico Garik Israelian.

De acordo com o Futurism, a sonoridade alcançada é o resultado da captura de ondas sonoras da esfera de plasma, convertida para uma aceleração capaz de permitir que os ouvidos humanos percebam o que está a ser emitido. O resultado é a Starsounds.

Esta não é a primeira vez que as ondas sonoras emitidas pelas estrelas são utilizadas num projecto. Uma biblioteca, criada em 2005 por Israelian, serviu de base para inspiração dos compositores da banda sonora do filme Interestelar.

A evolução científica tem sido notória nos últimos tempos, principalmente se analisarmos as investigações que têm vindo a ser divulgadas a respeito do desenvolvimento do Universo e das missões espaciais. No entanto, esta relação humana com o Universo pode também ser estendida ao âmbito musical.

A tecnologia, alinhada com a astrofísica e com a música, pode fazer maravilhas sonoras com as ondas do Universo. E a Starsounds é a prova disso.

ZAP //

Por ZAP
28 Junho, 2020

Rick Wakeman at Starmus Festival

 

spacenews

 

521: A música da rotação da Via Láctea é jazz

Já imaginou como a Via Láctea soaria aqui na Terra, enquanto gira em torno do seu eixo? Segundo o astrónomo Mark Heyer, da Universidade do Massachusetts, nos Estados Unidos, os tons seriam típicos do jazz.

O cientista norte-americano desenvolveu um algoritmo que traduz o movimento dos gases no disco da Via Láctea sob a forma de notas musicais.

A composição musical assim resultante foi intitulada “Milky Way Blues”, algo como “Blues da Via Láctea”. Heyer explica que as notas reflectem principalmente as  diferentes velocidades do gás que gira em torno do centro da nossa galáxia.

Usando uma escala menor pentatónica, o investigador mapeou 20 anos de dados de radiotelescópios na Via Láctea, transformando-os em notas e instrumentos musicais.

Os gases que preenchem o meio interestelar aparecem em três fases (fase atómica, fase molecular e fase ionizada) e movimentam-se em diferentes direcções – para perto ou para longe de nós.

Com base nos seus espectros, as fases gasosas foram traduzidas em instrumentos musicais – bloco sonoro e piano para gás molecular, baixo para gás atómico e saxofone para gás ionizado.

As notas altas indicam gás que está a mover-se na nossa direcção, e notas baixas gás que está a afastar-se. Notas mais longas indicam uma linha de emissão mais forte.

“Cada observação é representada por uma linha que mostra para onde o telescópio estava a apontar, e as posições dos círculos ao longo de uma linha mostram as localizações do gás na galáxia responsável pelas notas tocadas”, diz Heyer.

Transformar dados astronómicos em música não é uma ideia nova. É na verdade tão antiga, que o conceito filosófico de “harmonia das esferas”, ou “música universal”, existe há milénios: a ideia de que os movimentos dos corpos celestes podem ser considerados uma espécie de música, embora na prática sejam mais uma harmonia.

Johannes Kepler escreveu “The Harmony of the World” em 1619 com base nesse conceito, descrevendo os planetas como notas musicais baseadas nas suas velocidades orbitais.

A composição de Heyer está no Astronomy Sound of the Month, um site que apresenta  outros projectos semelhantes, e onde pode também ouvir outros sons do espaço, reunidos pelo astrónomo Greg Salvesen, da Universidade da Califórnia.

ZAP // HypeScience / Science Alert

Por HS
7 Maio, 2018

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