2293: Cientistas querem abrir “um portal para o mundo paralelo”

CIÊNCIA

Chingster23 / Flickr

A física Leah Broussard, do Laboratório Nacional de Oak Ridge, no estado norte-americano do Tennessee, prepara-se para demonstrar a existência de um “universo espelho” composto por um material semelhante ao do nosso mundo.

A informação foi avançada pela especialista em declarações à cadeia televisiva NBC. De acordo com Broussard, o “universo espelho”, que deverá ser testado este verão, é composto por um tipo de matéria escura, a misteriosa matéria que ocupa cerca de 85% do Universo e não pode ser observada excepto através da sua influência gravitacional.

“[O “universo espelho”] manifesta-se como uma cópia perfeita de partículas e interacções do Modelo Padrão de tal forma que a paridade e a inversão do tempo são simetrias exactas (…) [este universo] interage muito fracamente com o nosso Universo conhecido, principalmente do ponto de vista gravitacional”, pode ler-se num estudo publicado no arXiv.org em 2017 por uma equipa de cientistas liderados por Broussard.

No entanto, a física acredita que a matéria escura pode ser detectada se um feixe de partículas subatómicas acelerado com um íman poderoso colidir com uma parede impenetrável – e é exactamente esta experiência que vai levar agora levar a cabo.

Se a teoria da “matéria-espelho” estiver correta, algumas desta partículas vão tornar-se “imagens espelhadas” de si mesmas e continuarão o seu movimento para trás da barreira. “Este é um experimento experimental bastante simples que improvisamos com peças que descobrimos, usando os equipamentos e recursos que já tínhamos disponíveis”.

Apesar da sua simplicidades, a experiência – que os média rotularam já como uma tentativa de “abrir um portal para o mundo paralelo” – pode refutar a visão existente sobre o mundo criado pela Física convencional. “Se descobrirmos algo novo deste género, o jogo muda completamente”, assegurou a cientista.

A cientista não acredita, contudo, que seja possível encontrar vida inteligente no “universo paralelo”. Ainda assim, Broussard não duvida que o “universo-espelho” seja tão complexo quanto o nosso. “É improvável que na matéria escura existam pessoas (…) mas é muito provável que a matéria escura seja tão rica quanto a nossa“, assume Broussard.

ZAP //

Por ZAP
9 Julho, 2019

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559: Cientistas defendem: se existirem mundos paralelos, há vida inteligente lá

(dr) Universal Studios
Imagem retirada do filme E.T., de 1982, do realizador Steven Spielberg

Se há uma grande probabilidade de existir vida inteligente, porque é que ainda não encontramos nenhum extraterrestre? Talvez possam estar num universo paralelo, defende uma equipa internacional de investigadores.

Uma equipa internacional, composta por investigadores da Inglaterra, Austrália e Holanda, realizou um estudo no qual defende que há probabilidade de existir vida alienígena caso exista uma universo paralelo (mesmo que esse universo seja recheado de energia escura).

Esta teoria – a de que o nosso universo é apenas um de muitos – é conhecida como a “teoria do multiverso“.

Esta teoria poderá ser uma boa explicação para o “paradoxo de Fermi”. Na década de 1950, o italiano Enrico Fermi argumentou que há uma contradição entre a alta probabilidade de existir vida alienígena e a total falta de provas concretas de que a vida inteligente já evoluiu fora do nosso planeta.

Se há uma elevada probabilidade de existir vida inteligente, porque é que ainda não encontramos nenhum extraterrestre até hoje? Talvez possam estar num universo paralelo.

O grupo de cientistas defende que, se tais universos paralelos existirem, não precisam de ser necessariamente iguais ao nosso, até porque teriam que atender a um conjunto rigoroso de critérios para permitir a formação de estrelas, galáxias e planetas que promovem a vida.

No mais recente estudo, publicado na Monthly Notices da Royal Astronomical Society, os cientistas realização simulações de computador para construir novos universos sob várias condições.

Com esta experiências, descobriram que as condições para existir vida podem ser mais amplas do que pensávamos, especialmente quando se trata da atracção misteriosa da energia escura.

Em várias experiências, a equipa usou uma programa para simular o nascimento, a evolução e a eventual morte de vários universos hipotéticos. Em cada simulação, os cientistas ajustaram a quantidade de energia escura.

A equipa concluiu que, mesmo em universos com 300 vezes mais energia escura do que o nosso, a vida evoluiu. Esta é uma boa notícia para os fãs da vida extraterrestre e para os admiradores da teoria do multiverso.

Energia escura: um problema?

A energia escura é uma força invisível do nosso universo. Enquanto a gravidade puxa a matéria para mais perto, a energia escura empurra-a para longe. Graças ao impulso constante da energia escura, o nosso universo está a expandir-se e essa expansão está a tornar-se cada vez mais rápida.

Os cientistas não sabem exactamente o que é a energia escura ou como funciona, sabem apenas que é muito abundante. Quase 70% da energia em massa do nosso universo pode ser feita de energia escura.

Alguns cientistas defendem que é uma propriedade intrínseca do espaço – o que Einstein chamou de constante cosmológica -, mas outros consideram que é uma força fundamental com regras dinâmicas próprias, chamada quinta-essência. Ainda assim, há quem ache que a energia escura não é real.

De qualquer forma, os investigadores acreditam que, se vivêssemos num universo com muita energia escura, o espaço poderia expandir-se muito mais rápido do que a própria formação de galáxias.

Já num universo com pouca energia escura, a gravidade descontrolada poderia provocar o colapso de todas as galáxias antes sequer de existir vida.

ZAP // LiveScience / HypeScience

Por ZAP
19 Maio, 2018

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