3108: Descobertas múmias de leões e dezenas de estátuas de criaturas raras no Egipto

ARQUEOLOGIA

Ministério das Antiguidades do Egito

O ministro das Antiguidades do Egipto, Khaled al Anani, apresentou algumas das peças descobertas pelos arqueólogos que trabalham na antiga necrópole de Saqqara, a 30 quilómetros do Cairo.

De acordo com o comunicado, publicado na página do Facebook, os objectos datam do século VII a.C, quando o país entrou no chamado período tardio, que durou até à conquista do vale do Nilo por Alexandre, o Grande.

A descoberta mais importante são cinco múmias de grandes felinos, que, aliás, já tinham sido anunciadas pelo ministério. Um exame radiográfico preliminar mostrou que é muito provável que  contenham leões jovens com cerca de oito meses de idade. Segundo o ministro, é a primeira vez que os arqueólogos encontram múmias de crias desse animal.

“Se for uma chita, um leopardo, uma leoa, uma pantera – seja qual for, será único”, disse Mostafa Waziry, chefe do Conselho Supremo de Antiguidades do Egito, de acordo com o The Observer.

Os arqueólogos encontram frequentemente gatos mumificados, mas a descoberta de um leão é rara. Em 2004, foi encontrado o primeiro esqueleto de leão, revelando o estatuto sagrado do animal durante tempos ancestrais.

Hoje, todos os leões selvagens vivem em populações dispersas na África Subsariana, além de uma população criticamente ameaçada no oeste da Índia. Historicamente, no entanto, chegaram a viver no norte da África, grande parte do Médio Oriente e até no sul da Europa.

Ministry of Antiquities وزارة الآثار

Minister of Antiquities, Dr. Khaled El-Enany announces today in a press conference a new discovery in Saqqara necropolis carried out by an Egyptian archaeological mission led by Dr. Mostafa Waziri, Secretary General of the Supreme Council of Antiquities, at the sacred animals necropolis, where dozens of mummified cats and meticulously mummified scarab beetles along with other mummies of cobras and crocodiles, along with the exceptionally well preserved tomb of the fifth Dynas

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Entre os outros objectos desenterrados estão também 75 estátuas de gatos de diferentes tamanhos e formas, feitos de madeira e bronze. Além dos felinos, também existem figuras de outros animais, como crocodilos, touros e pássaros diferentes.

O ministério também apresentou dezenas de estátuas antropomórficas: 73 peças representam Osíris (o deus do submundo), seis são de Ptah-Socar (patrono de Saqqara) e 11 de Sekhmet (a deusa do poder e da guerra).

Além disso, os investigadores também encontraram 25 caixas de madeira decoradas com inscrições hieroglíficas. Alguns deles serviram como sarcófagos para múmias de gatos.

Waziri disse aos jornalistas presentes na conferência de imprensa que a sua descoberta favorita foi uma rara escultura de pedra de um escaravelho, descrita como “a maior do mundo”, de acordo com o Times Of Israel.

Segundo Al Anani, esta é apenas uma parte das descobertas desta temporada. O resto das descobertas será revelado em Dezembro.

O Egipto intensificou a promoção dos seus tesouros arqueológicos na esperança de reavivar o sector do turismo, que recupera lentamente desde a revolta de 2011 que derrubou o regime de longa data Hosni Mubarak.

ZAP //

Por ZAP
28 Novembro, 2019

 

2954: Desvendados novos detalhes sobre Ötzi, o Homem do Gelo

CIÊNCIA

South Tyrol Museum of Archaeology/EURAC/Samadelli/Staschitz
Ötzi, o Homem do Gelo que, com 5300 anos, é a múmia mais velha da Europa

Enterrados no gelo ao lado do famoso Ötzi estavam, pelo menos, 75 espécies de briófitas (musgos e plantas pequenas) que permitiram aos cientistas descobrir em que tipo de ambiente morreu o Homem do Gelo.

Ötzi, o Homem do Gelo, é um exemplar humano com 5.300 anos, encontrado congelado a 3.200 metros acima do nível do mar nos Alpes italianos. Quando foi encontrado, em 1991, Ötzi estava congelado ao lado das suas roupas, dos seus equipamentos e de um conjunto abundante de pequenas plantas e fungos.

De acordo com um estudo recente, publicado no PLOS ONE, James Dickson, investigador da Universidade de Glasgow, no Reino Unido, e os seus colegas da Universidade de Innsbruck, na Áustria, tentaram identificar os musgos e as plantas, especificamente as hepáticas, conservadas junto ao Homem do Gelo.

Actualmente, na área onde Ötzi foi encontrado, vivem 23 espécies de briófitas, mas os cientistas identificaram no gelo milhares de fragmentos de briófitas preservadas, que representavam, pelo menos, 75 espécies. É o único local de alta altitude com briófitas preservadas há milhares de anos, constatam os cientistas, citados pelo Europa Press.

O conjunto descoberto pelos investigadores inclui uma variedade de musgos que variam de espécies de baixa a espécies de alta altitude, assim como 10 espécies de hepáticas, que raramente são preservadas em sítios arqueológicos.

Apenas 30% das briófitas identificadas parecem ser espécies locais. De acordo com os cientistas, as restantes foram transportadas para o local no intestino e nas roupas de Ötzi, ou por grandes mamíferos herbívoros cujos excrementos acabaram congelados ao lado do Homem do Gelo.

A partir destes restos, os investigadores conseguiram chegar à conclusão que a comunidade de briófitas nos Alpes, há cerca de 5.000 anos, era semelhante à actual. Além disso, as espécies não locais ajudam a confirmar o percurso que Ötzi percorreu até ter chegado ao local onde viria a falecer. para seu local de descanso final.

Actualmente, várias espécies de musgo identificadas prosperam no vale inferior de Schnalstal, sugerindo assim que Ötzi viajou ao longo do vale durante a sua subida. Esta conclusão é corroborada por pesquisas anteriores sobre pólen, que também identificaram Schnalstal como a provável rota de ascensão do Homem do Gelo.

ZAP //

Por ZAP
3 Novembro, 2019

 

2725: Antigos egípcios matavam crocodilos só para poder mumificá-los

CIÊNCIA

Giovanni Toso / Flickr

Um novo estudo sugere que os crocodilos eram mumificados pouco tempo após a sua morte, que era causada por uma pancada forte na cabeça.

Era comum os antigos egípcios sacrificarem animais em honra dos deuses, matando-os e mumificando-os posteriormente. Agora, graças a um novo estudo, percebe-se que esta civilização também matava crocodilos de propósito para depois mumificá-los. A Smithsonian explica que estas são as primeiras provas concretas de que os egípcios caçavam animais para mumificá-los.

Os investigadores encontraram um crocodilo mumificado com 2 mil anos em Com Ombo, uma cidade egípcia na margem do Nilo, e analisaram a sua carcaça para perceberem a causa da morte.

“A causa mais provável de morte é uma séria fractura no crânio, que causou um trauma directo no cérebro” lê-se no estudo publicado recentemente na revista Journal of Archaeological Sciences.

“O tamanho da fractura, bem com a sua direcção e forma, sugerem que ela foi feita por um único golpe, presumivelmente com um taco de madeira grosso, provavelmente quando ele estava a descansar em terra”, notaram os investigadores, citados pelo ATI.

O processo de mumificação começava “muito rapidamente após a sua morte”, presumindo que o animal era morto propositadamente para o efeito. Os cientistas observaram isto através do estômago do animal, que ainda continha restos de alimentos como ovos de répteis, insectos, roedores e peixe.

De forma a observar o animal sem danificar os milenares ossos e tecidos moles, os investigadores usaram uma técnica que permite uma autópsia virtual.

Os crocodilos não são o único animal que os antigos egípcios mumificavam, mas sem dúvida, são o mais perigoso. Também eram sacrificados cavalos, pássaros, gatos, cães, entre outros. Cada animal estava associado a um deus diferente e servia como ponte para a comunicação com cada um deles.

Os antigos egípcios nutriam uma grande admiração por este imponente animal, associado comummente ao rio Nilo e, consequentemente, à fertilidade. O estudo não conseguiu determinar se os egípcios tinham o hábito de caçar animais especificamente para serem mumificados ou se os crocodilos eram um caso à parte.

ZAP //

Por ZAP
28 Setembro, 2019

 

1277: Túmulos de faraós com dezenas de gatos mumificados descobertos no Egipto

CIÊNCIA

Ministry of Antiquities-Arab Republic of Egypt / Twitter

Uma missão arqueológica egípcia acaba de descobrir dezenas de múmias de gatos. As autoridades egípcias encontraram sete túmulos, quatro dos quais datam de mais de 6.000  anos, em Saqqra, a sul do Cairo.

A descoberta ocorreu “em torno de uma área rochosa perto do complexo funerário de Userkaf na necrópole real de Saqqara”, que era a capital do Reino Antigo, adiantou o ministro egípcio das Antiguidades, Khaled El Enany.

Segundo o governante, três desses túmulos “datam do tempo do Novo Império e foram usados como uma necrópole para gatos“, os felinos venerados em parte do Egipto Antigo. Os antigos egípcios acreditavam que os gatos e outros animais ocupavam uma posição especial na vida depois da morte.

Os outros quatro túmulos remontam ao tempo do Antigo Império (4.300 anos a.C.), “dos quais a mais importante é a de Jufu-Imhat, guardião dos edifícios pertencentes ao palácio real, datando do final da Quinta Dinastia e do início do VI”, segundo Khaled El Enany.

Os arqueólogos encontraram ainda 100 estátuas de gatos de madeira douradas e uma de bronze dedicada à deusa do gato, Bastet.

Além disso, o secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades, Mostafa Waziri, disse que a missão egípcia, que opera no local desde Abril, também encontrou os primeiros besouros mumificados descobertos na necrópole de Memphis. Dois grandes insectos foram descobertos dentro de um sarcófago rectangular em pedra calcária.

Tal como os gatos, estes insectos tinham também um significado religioso e simbolizavam o deus sol, Ra. “O besouro mumificado é algo realmente único. É algo um pouco raro”, disse Waziri. “Há alguns dias, quando descobrimos estes caixões, eram apenas caixões fechados com desenhos de besouros. Nunca ouvi falar deles antes.”

A missão encontrou ainda uma colecção de estátuas em madeira dourada que representavam um leão, uma vaca e um falcão; cobras de madeira pintadas; sarcófagos de crocodilos; amuletos, jarras, cestos de papiros e ferramentas de escrita.

Saqqara é uma vasta necrópole da região da antiga Memphis, onde vários túmulos e os primeiros faraós foram encontrados. Numa estratégia para reavivar o turismo, o Egipto tem insistido em publicar estas novas descobertas.

ZAP // RFI

Por ZAP
12 Novembro, 2018

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1271: ADN da múmia mais antiga das Américas revela a origem dos índios

CIÊNCIA

(dr) Friends of America’s Past
O Homem da Gruta de Spirit estava envolto num manto com duas camadas de tecido

Cientistas dinamarqueses decifraram o ADN da mais velha múmia das Américas, encontrada há meio século no sul dos EUA.

Durante muito tempo, especialistas acreditaram que os antepassados dos índios modernos se tinham deslocado para as Américas vindos do sul da Sibéria e da cordilheira de Altai, numa única onda de migração que ocorreu há cerca de 14 ou 15 mil anos.

Porém, a descoberta em 2012 do homem de Kennewick, mais parecido com os povos indígenas da Austrália e Oceânia do que com os povos asiáticos, fizeram com que muitos cientistas pensassem que teria havido três ondas de migração de antepassados dos índios e que todas ocorreram em períodos diferentes e com origens diferentes.

Os seguidores desta teoria acreditam que os representantes de algumas destas ondas migratórias se teriam extinguido completamente no passado remoto e não sobreviveram até os nossos dias. Devido à forma bastante estranha do crânio, estes povos poderiam ter pertencido aos chamados “paleoamericanos“, que nada têm relacionado com os índios modernos e os seus antepassados.

No entanto, Eske Willerslev, da Universidade de Copenhaga, e a sua equipa provaram que esta teoria estava parcialmente errada após terem decifrado o ADN da múmia mais velha da América do Norte, que se formou de modo natural numa caverna no actual do estado norte-americano do Nevada.

Os resultados do estudo, publicado na Science Advances, revelaram a origem dos índios modernos e a história da sua distribuição pelo continente.

Disputas pelos restos mortais da múmia

Os restos mortais deste homem antigo, que têm aproximadamente 10,6 mil anos, foram encontrados em 1940 na caverna de Spirit pelos arqueólogos Sydney e Georgia Wheeler. A idade da múmia foi identificada nos anos 90.

Esta múmia atraiu muita atenção por ser a mais antiga múmia “natural” das Américas. Porém, ao saber da descoberta, os índios que habitavam no Nevada exigiram que lhes devolvessem os restos dos “seus antepassados” para serem sepultados.

Depois de 18 anos de disputas, os especialistas prometeram aos índios que a múmia seria sepultada se fosse provado o seu parentesco com os povos modernos e não tivesse relação com os paleoamericanos.

Os paleontólogos dinamarqueses recolheram amostras de tecidos e ossos da múmia e extraíram o seu ADN. Willerslev e a sua equipa compararam a amostra com o ADN de outros povos antigos dos Estados Unidos, Brasil e da América Central, descobrindo muitos detalhes interessantes sobre a vida e migração dos antigos habitantes do continente.

Os laços de parentesco da múmia de 10 mil anos

Os resultados mostraram que os povos antigos que habitavam o Novo Mundo há cerca de 10 mil anos tinham laços de parentesco entre si e eram parentes próximos dos índios modernos.

Por um lado, a descoberta desmente parte da teoria sobre as várias ondas de migração – a diferente origem dos povos.

Por outro lado, diferenças significativas no ADN indicam que, logo após terem migrado para as Américas, os antepassados dos índios dividiram-se em três grupos. Um destes grupos, incluindo os parentes da múmia de Spirit, ficou na América do Norte e os outros dois dirigiram-se para sul, colonizando o continente inteiro.

Um processo semelhante poderá ter ocorrido há cerca de oito mil anos, quando habitantes da América Central começaram a penetrar no sul e no norte, dando origem aos antepassados dos índios de hoje.

ZAP // Sputnik

Por ZAP
11 Novembro, 2018

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1265: Desvendado o mistério da múmia que não se decompõe há 300 anos

CIÊNCIA

Der luftg’selchte Pfarrer in der Pfarrkirche von St. Thomas am Blasenstein

Uma equipa de investigadores alemães desvendou finalmente o mistério da múmia do sacerdote austríaco Franz Xaver Sydler von Rosenegg que não se decompõe desde o século XVIII.

A múmia, posteriormente apelidada de Leather Franzy pelos habitantes locais, causou desde logo alvoroço quando se descobriu que o corpo não se tinha decomposto – apesar de ter sido enterrado em 1746.

Agora, e depois de uma análise de dez meses, os cientistas não só confirmaram a identidade do padre, que viveu no distrito austríaco de St. Thomas am Blasenstein, como descobriram a verdadeira causa da sua morte.

A equipa precisou que o homem era o vigário paroquial Franz Xaver Sydler von Rosenegg, que terá vivido entre 1709 e 1746.

De acordo com os cientistas, o sacerdote terá morrido aos 37 anos vítima de uma hemorragia interna causada por uma tuberculose pulmonar. Até então, acreditava-se que o austríaco tinha morrido de epilepsia, tal como noticia o The Sun.

“O pulmão direito da múmia revelou uma tuberculose avançada e uma hemorragia como as principais causas da morte”, explicaram os cientistas, revelando ainda que as condições em que o sacerdote foi sepultado ajudaram a manter o corpo quase intacto.

“O cadáver do padre estava coberto por pedaços de pano, lascas de madeira e galhos. Depois foi sepultado na cripta, que reunia as condições climáticas adequadas para assegurar que o corpo mumificasse sem se decompor”, desvendaram.

Mas as revelações não ficaram por aqui. A análise conduzida indicou também que o padre estava bem nutrindo, não revelando sinais de ter tido em vida um trabalho fisicamente duro. Escoriações nos seus dentes sugerem, contudo, que o sacerdote era um fumador habitual de cachimbo.

A datação por rádio-carbono de uma amostra de tecido datou a morte entre 1734 e 1780. Já os seus sapatos, foram estimados entre 1670 e 1750. Concluída a investigação, Franzy voltou à sua cripta, onde pode continuar a ser visitado pelo público.

ZAP //

Por ZAP
9 Novembro, 2018

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1171: Arqueólogos revelam segredos da única múmia tatuada do Egipto

CIÊNCIA

Ann Austin

Um grupo de arqueólogos acaba de concluir as análises realizadas na única múmia tatuada já encontrada no Egipto. Os testes revelaram muitos dos segredos desta múmia milenar, principalmente sobre as suas misteriosas tatuagens.

A múmia, com cerca de 3 mil anos, foi descoberta em 2014 em Deir el-Medina, no Egipto. Os novos testes, conduzidos por uma equipa de investigação da Universidade Francesa de Arqueologia Oriental (IFAO), revelaram que a múmia pertence a uma mulher da elite, com cerca de 25 a 34 anos, que terá vivo entre 1300 e 1070 d.C.

De acordo com a Egypt Today, no total, foram identificadas 30 tatuagens diferentes no corpo da múmia. Entre as figuras, foram identificadas imagens de touros, ovelhas, flores de lótus, babuínos e vários olhos de Hórus ou Udyat – símbolo do Antigo Egipto que representa a protecção contra o mal.

Os cientistas acreditam que estas tatuagens podem ter servido para demonstrar e fortalecer os poderes religiosos desta mulher na corte do faraó.

Até ao momento, foram encontradas poucas múmias com tatuagens e, mesmo as que já foram encontradas, apresentam marcas menos elaboradas, compostas por traços e pontos. Segundo os investigadores, esta é a primeira múmia com tatuagens de objectos reais.

Inicialmente, Anne Austin, investigadora da Universidade de Standford, na Califórnia, pensou que as marcas eram apenas pinturas, mas logo percebeu que se tratavam mesmo de tatuagens. Com a mais recente análise, que recorreu a tecnologias mais avançadas, a equipa descobriu que as imagens estavam escondidas pelas resinas da mumificação.

Os investigadores salientaram que estes desenhos têm um significado importante do ponto de vista religioso, uma vez que, acreditam os especialistas, estas imagens estão directamente ligadas às divindades do Antigo Egipto.

Nos últimos quatro anos, a múmia milenar permaneceu no mesmo túmulo onde foi encontrada, de forma a manter as mesmas condições atmosféricas, assegurou o Ministério das Antiguidades do Egipto.

O corpo remonta ao Império Novo do Egipto, que está compreendido entre 1550 e 1069 a.C, e compreende as dinastias dos faraós XVIII, XIX e XX. Este foi o período mais próspero do Egipto, marcando o auge do seu poder.

Ötzi, com cerca de 5300 anos, é a múmia mais antiga da Europa, tendo também figuras tatuadas no seu corpo. No entanto, neste caso, os cientistas acreditam que as tatuagens tenham servido com uma forma primitiva de acupuntura.

Por ZAP
20 Outubro, 2018

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1076: As tatuagens de Ötzi podem ter sido finalmente desvendadas

CIÊNCIA

South Tyrol Museum of Archaeology/EURAC/Samadelli/Staschitz
Ötzi, o Homem do Gelo que, com 5300 anos, é a múmia mais velha da Europa

As misteriosas tatuagens encontradas em Ötzi – a múmia mais antiga da Europa – podem ter sido finalmente desvendavas. Os cientistas acreditam que as marcas podem representar uma forma primitiva de acupunctura. 

Ötzi, também conhecido como o Homem do Gelo, tem 5.300 anos e foi encontrado em 1991 nos Alpes italianos. Desde então, os cientistas têm conduzido uma série de testes morfológicos, radiológicos e moleculares para compreender o seu estado de saúde em vida.

Apesar dos inúmeros testes, os cientistas têm ainda perguntas sobre esta múmia, muitas das quais relacionadas com as tatuagens que tem gravas no corpo. Um grupo de cientistas acredita ter desvendado o mistério.

As tatuagens da múmia não eram novidade para os cientistas, mas os especialistas discordaram durante anos sobre o número de tatuagens. Com o tempo, a pele da múmia foi escurecendo, tornando ainda mais difícil a contagem.

De acordo com um novo e exaustivo estudo, publicado no início do mês de agosto na International Journal of Paleopathology, os cientistas conseguiram observar e mapear um total de 61 tatuagens que cobrem o corpo de Ötzi.

Apesar de o Homem do Gelo padecer de várias patologias médicas – como problemas nas articulações, dentição deteriorada e problemas gástricos -, os cientistas encontraram padrões nas marcas que sugerem que a sua cultura já tinha desenvolvido um sistema para combater e aliviar os sintomas de doenças – uma espécie de acupunctura primitiva.

Segundo a pesquisa, todas as tatuagens encontradas foram feitas com uma mistura de carvão e ervas e produziram linhas negras dispostas em paralelo. Estas linhas formavam grupos de duas até quatro linhas.

Os cientistas reavaliam cuidadosamente os problemas de saúde, comparando-os com a localização e o número de tatuagens. A partir da análise das tatuagens, os investigadores percebam que muitas destas marcas estavam localizada na zona dos pulsos e tornozelos – partes do corpo que denotavam claramente processos degenerativos.

Pontos estes também muito utilizados nos tratamentos de acupunctura. Por tudo isto, os cientistas acreditam que as tatuagens eram uma forma da civilização antiga lidar com as doenças, aliviando a dor crónica. Estas marcam denotam, segundo os cientistas, uma forma muito inicial e primitiva desta prática oriunda da medicina tradicional chinesa.

(dr) Marco Samadelli

Patologias eram já conhecidas

Estudos anteriores revelam que Ötzi tinha ingerido ou transportado uma série de medicamentos que incluíam um fungo, o Polyporus fomentates, que podia ser utilizado para acalmar uma inflamação ou como um antibiótico.

No seu estômago, os cientistas encontraram também uma planta tóxica para os seres humanos – a Pteridium – que, aparentemente, era consumida pelo Homem do Gelo para limpar o seu organismo de parasitas intestinais como a ténia.

A acupunctura – prática associada ao uso de agulhas – combinada com o uso sofisticado de plantas de fungos no tratamento de doenças sugere que Ötzi pertencia a uma cultura com alguns conhecimentos sobre anatomia e patologia.

É provável que estas técnicas tenham sido desenvolvidas de forma sistemática através de uma abordagem de tentativa e erro, sendo depois transmitidas de geração em geração na sociedade antiga em que Ötzi viveu.

A múmia mais velha da Europa é também uma das mais estudadas pela comunidade científica. Os investigadores descobriram que Ötzi morreu após uma ferimento de flecha e até que a sua última refeição terá sido carne de cabra – o que fica ainda por descobrir é por que motivo os tratamentos médicos não resultaram.

ZAP // RT

Por ZAP
26 Setembro, 2018

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1060: Arqueólogos descobrem múmias antigas e amuletos divinos no Egipto

CIÊNCIA

Egyptian Ministry of Antiquities
A identidade da múmia continua ainda por desvendar

Um grupo de arqueólogos descobriu várias múmias antigas no Egipto – incluindo os restos de um misterioso individuo extremamente bem conservado – num enterro comum na margem oeste do Rio Nilo.

O túmulo foi encontrado em Aswan, no sul do Egipto, e terá cerca de 2500 anos de idade. De acordo com o director do Ministério das Antiguidades do Egito, o sepulcro terá sido utilizado num funeral comunitário.

Entre as múmias encontradas, há uma que desperta especial atenção: a de um indivíduo extremamente bem preservado, envolvido em faixas de linho, que os arqueólogos encontraram num sarcófago de arenito.

De acordo com o Ministério, não há quaisquer inscrições no túmulo, estando a identidade da múmia ainda por revelar. Vão ser conduzidas mais pesquisas para tentar descobrir quem é o indivíduo.

Foram ainda descobertas outros três túmulos perto da mesma região. Os cientistas encontraram fragmentos de pinturas, textos escritos com hieróglifos e pedaços de outros sarcófagos de argila. Os especialistas vão agora tentar decifrar os textos.

Todos os túmulos contêm pedaços de amuletos feitos de fiança – uma cerâmica vidrada utilizada em algumas loiças. As imagens divulgadas pelo Ministério mostram que alguns dos amuletos têm a forma de deuses egípcios, como Anubis, o deus egípcio dos mortos.

Egyptian Ministry of Antiquities
Amuletos encontrados em todos os túmulos

Os cientistas acreditam que as descobertas datam do período a que chamam de “Época Baixa do Antigo Egipto”, que durou de 712 a.C até 332 a.C.

Durante este período, o Egipto esteve sob o controlo de várias potências estrangeiras, como o Reino de Cuxe (antigo reino localizado a sul do país), Assíria e Persa – este período terminou quando Alexandre, o Grande, conquistou o Egipto em 332 a.C.

Não é ainda claro para os cientistas se o indivíduo encontrado no enterro comum pertencia a algum destes grupos estrangeiros, mas os especialistas continuam as investigações para resolver este mistério o quanto antes.

Este têm sido um bom mês para a Arqueologia no Egipto. Ainda esta semana, o Ministério dava conta de ter descoberto uma nova esfinge, também em boas condições de preservação, com cerca de 2 mil anos.

Por ZAP
22 Setembro, 2018

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995: Cientistas ponderam clonar potro pré-histórico encontrado na Sibéria

CIÊNCIA

Michil Yakovlev/SVFU/The Siberian Times

No mês passado, foi encontrado um potro mumificado com cerca de 40 mil anos na gigante cratera de Batagaika, na Sibéria, também conhecida como o “Portão do Inferno”. Cientistas russos e sul-coreanos consideram agora clonar o animal.

A equipa de cientistas tem esperança que o espécime encontrado possa fornecer material genético para clonar espécies extintas da Idade do Gelo.

De acordo com o director do museu-laboratório de mamutes da Universidade Federal do Nordeste (SVFU), na Rússia, Sergei Semenov, o achado único foi encontrado por uma equipa internacional de cientistas na república de Yakutia durante uma expedição da SVFU e da Universidade Kindai, no Japão.

Durante esta semana, os especialistas russos anunciaram que planeiam cooperar com a fundação Sooam Biotech Research – líder no campo de clonagem de animais – para criar clones do potro encontrado bem como de outros animais extintos.

“Se no corpo [do potro] for encontrada uma célula viva, esperamos que, com ajuda da grande experiência dos colegas sul-coreanos, consigamos obter um clone do cavalo antigo”, disse Grigoriev, um dos investigadores.

De acordo com o The Siberian Times, um dos cientistas envolvidos na análise do potro mumificado é Woo-Suk Hwang, um investigador de células-tronco e pioneiro da clonagem da Coreia do Sul.

Hwang, antigo professor da Universidade Nacional de Seul, na Coreia do Sul, foi criticado em 2006 por falsificar dados e, três anos mais tarde, for condenado a dois anos de prisão por violação de condutas bioética e desvio de verbas, de acordo com a Nature. Actualmente, o pioneiro da clonagem dirige a Sooam Biotech Research Foundation, que estuda e realiza procedimentos de clonagem animal, principiante e cães.

Grigoriev sublinhou que o animal foi encontrado em condições de preservações quase perfeitas, o que aumentas as possibilidade de obter boas amostras a partir dos seus tecidos. Segundo o cientista, o potro terá morrido entre 30 a 40 mil anos, durante o Paleolítico Superior, e terá morrido 20 dias depois de ter nascido.

Possibilidades “astronómicas”

No entanto, vários cientistas que não estão envolvidos no análise do potro têm algumas dúvidas sobre se será efectivamente possível clonar com sucesso o animal mumificado.

Especialistas ouvidos pelo Live Science mantém-se cépticos quanto à possibilidade de os cientistas encontrarem ADN viável no corpo em primeiro lugar, sem mencionar o enorme desafio de clonar uma espécie extinta há milénios.

A clonagem só é possível quando o ADN original do animal está intacto e, a maioria – se não todo o material genético -, obtido a partir de amostras de gelo costuma estar tipicamente degradado “em dezenas de milhões de pedaços”, sustentou Love Dalén, professor de genética evolucionária do Museu de História Natural da Suécia, em Estocolmo.

“Muitos destes desafios serão também enfrentados quando os cientistas tentarem clonar mamutes”, considerou Beth Shapiro professora de Ecologia e Biologia na Universidade da Califórnia, em Santa Cruz, nos Estados Unidos.

“Se for possível recuperar ADN suficiente dos restos mortais do potro mumificado, os cientistas podem ser capazes de construir uma sequência do genoma, comparando o ADN do potro extinto com os genomas de espécies vivas”, acrescentou Shapiro.

Contudo, a possibilidade de encontrar um genoma intacto ou ate mesmo uma célula viva é “astronómica”, disse Vicent Lynch, professor assistente do Departamento de Genética Humana da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos.

“Os cientistas raramente dizem que algo é impossível, mas certamente estará próximo disso”, concluiu Lynch.

Por ZAP
11 Setembro, 2018

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789: Investigação à múmia extraterrestre chilena pode ter sido “anti-ética”

(dr) Emery Smith
Ata, a pequena múmia “extraterrestre” encontrada no deserto do Atacama

Um novo estudo sugere que as análises genómicas realizadas na múmia chilena que se pensava ser extraterrestre foram desnecessárias e anti-éticas.

Encontrada em 2003, no deserto do Atacama, a estranha forma do esqueleto, de apenas 15 centímetros e com uma cabeça alongada, alimentou rumores de que seria extraterrestre.

Desde então, testes de ADN confirmaram que os restos mortais pertenciam a um feto humano que os investigadores baptizaram de Ata. Porém, os cientistas que conduziram a investigação e publicaram as suas descobertas em Março têm sido criticados pelos métodos usados na pesquisa.

Na quarta-feira passada, outro grupo de investigadores apresentou uma nova avaliação do estudo anterior, publicado no International Journal of Paleopathology, criticando os seus autores e sugerindo que as suas conclusões sobre as chamadas anormalidades do esqueleto – como a falta de costelas – reflectem uma compreensão incompleta do desenvolvimento fetal normal, avança o Live Science.

Essa má interpretação dos restos mortais levou os cientistas a prosseguir com a extracção de ADN que danificou parte do esqueleto. A investigação, que não incluiu quaisquer investigadores chilenos, pode ter ultrapassado os protocolos que normalmente controlam a ética da pesquisa realizada com esqueletos humanos, já que a sua publicação omitiu “uma declaração de ética suficiente ou licença arqueológica”, escreveu Kristina Killgrove, co-autora do novo estudo e professora assistente de antropologia na Universidade do Oeste da Florida, num artigo para a Forbes.

No novo estudo, os autores notaram que o crânio e o corpo de aspecto incomum da múmia não eram necessariamente o resultado de “anomalias”, tal como sugerido pela pesquisa anterior. Em vez disso, o crânio poderia ter sido alongado pelo parto vaginal do feto prematuro, enquanto que o calor e a pressão no subsolo depois de o corpo ter sido enterrado poderiam ter comprimido ainda mais o crânio.

Os investigadores desta nova análise também questionam a sugestão do estudo anterior de que “novas mutações” poderiam explicar o tamanho da múmia. Os autores observaram que o desenvolvimento esquelético na idade suspeita do feto, 15 semanas, não teria sido afectado pelas variantes genéticas que os outros investigadores descreveram no seu estudo.

De acordo com os cientistas do novo estudo, como se acredita que os restos mortais tenham apenas algumas décadas, estudá-los levantam preocupações éticas que o estudo anterior não tratou de forma adequada.

Além disso, como a extracção de ADN pode destruir alguns dos tecidos do corpo, deveriam ter sido aplicadas restrições adicionais nesse exame. E não está ainda claro no estudo anterior que a amostra de ADN tenha sido necessária para começar.

“Infelizmente, não havia justificação científica para realizar análises genómicas da Ata porque o esqueleto é normal”, escreveram os autores do novo estudo, acrescentando que o teste do genoma completo realizado anteriormente “foi desnecessário e anti-ético”.

“Alertamos os investigadores de ADN sobre como se envolver em casos que têm falta de contexto e legalidade claros, ou onde os restos residem em colecções particulares”, concluíram.

ZAP //

Por ZAP
23 Julho, 2018

– Estes “cientistas” continuam a impingir a ideia de que estamos sozinhos no Universo… Não sendo cientista e olhando para o crânio que a imagem mostra, vê-se logo que possui a configuração de um crânio humano, com o mesmo tipo de cavidades oculares, queijo alongado, maxilares, fossas nasais, comprimento do que se pode chamar de “pescoço”…!!! Muitos “fenómenos” estão escondidos na Área 51,,,

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394: Desvendado finalmente mistério da múmia extraterrestre chilena

(dr) E. Smith / Bhattacharya et al. 2018 / Genome Research
Ata, a pequena múmia “extraterrestre” encontrada no deserto do Atacama

Um estudo agora revelado permitiu concluir que a ATA, a pequena múmia chilena de aparência extraterrestre encontrada no deserto do Atacama em 2003, é o esqueleto de uma menina que nasceu prematura e com várias mutações genéticas.

Depois de no início do mês terem sido anunciados primeiros resultados de uma análise de ADN à misteriosa múmia de Nazca, no Peru, uma equipa de cientistas revelou agora detalhes sobre um outro mistério semelhante: a origem de ATA, a múmia chilena que nos últimos anos tem causado alvoroço na comunidade científica internacional.

Encontrada em 2003, no deserto do Atacama, a estranha forma do esqueleto, de apenas 15 centímetros, alimentou rumores de que seria extraterrestre. A hipótese foi rapidamente descartada pelos cientistas, mas várias questões permaneciam sem resposta.

O estudo da pequena múmia, cuja análise do material genético durou cinco anos, revelou que o esqueleto pertence a uma menina que teve várias mutações genéticas. Os resultados do estudo foram publicados esta quinta-feira no jornal Genome Research.

Segundo os investigadores, trata-se de uma criança prematura, que nasceu com diversas deformações nos ossos e crânio devido a uma série de mutações ligadas a nanismo e ao envelhecimento prematuro. Anteriormente, especialistas acreditavam que os ossos pertenciam a uma criança com idade entre seis e oito anos.

Os investigadores acreditam que Ata nasceu morta ou morreu logo após o nascimento. A análise revelou também que o esqueleto, encontrado no interior de uma bolsa de couro atrás de uma igreja, nasceu há menos de 40 anos.

Usando o ADN extraído da medula óssea da múmia, os investigadores fizeram uma análise completa do seu genoma, tendo conseguido determinar sem qualquer dúvida que a pequena múmia é humana, e até a sua origem geográfica. Ata é sul-americana, provavelmente da região andina.

De acordo com Garry Nolan, investigador da Universidade de Medicina de Stanford e um dos autores do estudo, a descoberta pode no futuro ajudar a descobrir tratamentos para pacientes com problemas nos ossos. “Talvez possa haver alguma forma de acelerar o crescimento dos ossos”, acrescentou o cientista, citado pelo The Washington Post.

Além do crânio visivelmente alongado e das cavidades oculares anormalmente grandes, uma das deformações mais notórias de Ata é o número de costelas: tem apenas 10 pares, quando o normal seriam 12.

“Todos nascemos com uma ou outra mutação. Tantas mutações como as que conseguimos identificar não são normais num só indivíduo, mas foi apenas uma questão de azar“, explica Garry Nolan.

ZAP // Deutsche Welle / Science Alert

Por ZAP
23 Março, 2018

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346: Anunciados primeiros resultados da análise a múmia “extraterrestre”

Um grupo de cientistas russos está a analisar o ADN da múmia de aspecto alienígena encontrada o ano passado na região de Nazca, no Peru.

Segundo o canal russo Mir24, uma equipa de cientistas começou a analisar o ADN da famosa múmia com aspeto extraterrestre encontrada próximo da cidade peruana de Nazca no início do ano passado.

A criatura de aspecto alienígena, com um crânio alargado e apenas três dedos em cada extremidade, foi baptizada pelos investigadores de Maria.

Um grupo de geneticistas de São Petersburgo recolheu mostras de tecido da estranha criatura para descodificar o seu genoma. Maria, que foi encontrada por um camponês peruano, morreu por volta do século V, cerca de mil anos antes da descoberta da América.

O corpo mumificado, de cor branca, tem cerca de 1,68 metros de altura, tem traços alienígenas, crânio alongado e três dedos em cada mão e em cada pé. Não tem nariz, nem ouvidos. Os dados de análise preliminar mostraram que a múmia é um “ser humanoide, ou seja, também tem 23 cromossomas, como nós“.

“Agora já se está a levar a cabo uma análise detalhada para ver se a posição de todos os cromossomas, de todos os aminoácidos coincide com a nossa”, de acordo com o professor da Universidade de Investigação russa Konstantín Korotkov, citado pela RT.

De acordo com o professor, os cientistas também planeiam identificar a origem da criatura fora do comum.  A múmia apresenta uma estrutura de costelas diferente da dos humanos, o que permite aos cientistas estudar melhor a disposição dos seus órgãos internos.

“Vemos claramente os contornos da traqueia e os brônquios. Conseguimos ver também o coração e as câmaras, inclusive são visíveis os contornos das válvulas. Podemos ver com bastante clareza os contornos do diafragma, o fígado e o baço”, explicou a radiologista Natalia Zaloznaya.

Os investigadores inclusive determinaram qual era a substância que ajudou a conservar Maria até hoje. O pó branco com que a civilização desconhecida cobria os seus defuntos era cloreto de cádmio, um químico que, com o seu efeito anti-bacterial, manteve a múmia conservada até aos nossos tempos.

Agora, os geneticistas russos planeiam continuar a descodificar o genoma da misteriosa criatura em colaboração com investigadores latino-americanos. Para avançar com os seus trabalhos, os cientistas de São Petersburgo querem solicitar o envio da múmia para a cidade russa.

A primeira prova da existência de extraterrestres, ou meramente uma sofisticada burla? Estamos mais próximos de saber.

ZAP //

Por ZAP
7 Março, 2018

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