2236: Astrónomos encontraram uma nova (e surpreendente) cratera em Marte

NASA / JPL / University of Arizona
Nova cratera em Marte encontrada pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter (MRO)

Marte não se “magoa” facilmente mas, quando acontece, o resultado pode ser quase comparado a uma obra de arte. Uma cratera, descoberta em Abril pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter (MRO), é a prova disso.

Notável não só pelo tamanho como também pelas ondas de impacto, a marca preta e azul recentemente descoberta destaca-se como uma espécie de “polegar dorido” na superfície vermelha e poeirenta de Marte, conta o Science Alert.

Anualmente, o Planeta Vermelho é bombardeado por mais de 200 asteróides e cometas, no entanto, tal como explicou a cientista da Universidade do Arizona, Veronica Bray, esta nova cratera é uma das mais impressionantes que alguma vez viu.

Nos 13 anos em que a sonda Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) tem observado o planeta, são poucos os acontecimentos que se comparam a este porque, embora o fragmento da rocha espacial responsável pareça ter cerca de 1,5 metros de largura, a própria cratera é muito maior, com cerca de 15 a 16 metros.

Um “culpado” tão pequeno como este fragmento provavelmente teria queimado ou erodido na atmosfera muito mais espessa da Terra ou, mesmo em Marte, deveria ter quebrado. Neste caso, porém, a rocha deveria ser mais sólida do que o habitual, porque conseguiu bater num ponto da região Valles Marineris, localizada próxima do equador marciano.

A imagem acima foi capturada pela câmara HiRISE (High Resolution Imaging Science Experiment) da NASA, que orbita o planeta a 255 quilómetros de distância. De acordo com o anúncio publicado no seu site oficial, “o que se destaca é o material mais escuro exposto sob a poeira avermelhada”.

A natureza exacta da geografia nesta região continua a ser incerta, mas Bray afirma que a superfície será provavelmente basalto e a parte azul que vemos na imagem deverá ser um pouco de gelo que também estava escondido sob a poeira.

Os astrónomos pensam que o embate tenha acontecido entre Setembro de 2016 e Fevereiro deste ano.

ZAP //

Por ZAP
26 Junho, 2019

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1593: Dunas misteriosas provam que o vento de Marte sopra sempre na mesma direcção

NASA

Novas imagens do instrumento de imagem de alta resolução HiRISE a bordo do MRO da NASA, em Marte, revelam a capacidade erosiva do vento na superfície do Planeta Vermelho.

Nas fotografias publicadas pela agência espacial, muitas dunas de areia são visíveis. Têm uma forma crescente alongada e são chamados de “dunas de Barchan”.

As dunas são formados pela acção contínua do vento que sopra na mesma direcção. A orientação destas dunas indica que o vento predominante sopra da direita para a esquerda (leste a oeste). O vento está a mover continuamente os grãos de areia ao longo da maior inclinação da duna, em direcção ao topo.

As pequenas ondulações na inclinação são causadas por este movimento. Quando os grãos de areia atingem o topo, caem no declive mais íngreme e mais curto, que, consequentemente, não tem ondulações. É este movimento gradual de areia que faz com que as dunas se movam lentamente ao longo do tempo, relata a NASA.

Outra imagem tirada pela câmara HiRISE mostra como a erosão da superfície revela várias camadas de tons claros, provavelmente depósitos sedimentares, na superfície marciana.

As características geológicas mais recentes são, neste caso, estreitas dunas de areia que serpenteiam no topo de todas as rochas. HiRISE opera em comprimentos de onda visíveis, assim como os olhos humanos, mas com uma lente telescópica que produz imagens em resoluções nunca antes vistas em missões de exploração planetária.

Estas imagens de alta resolução permitem aos cientistas distinguir objectos de um metro de tamanho em Marte e estudar a morfologia e estrutura da superfície de forma muito mais completa.

ZAP // Europa Press

Por ZAP
14 Fevereiro, 2019

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793: “CAÇADORES DE TEMPESTADES” EM MARTE À PROCURA DE SEGREDOS DA POEIRA

Animações que mostram como a poeira envolveu o Planeta Vermelho (a imagem da esquerda é de dia 28 de maio, a da direita de 1 de Julho).
Crédito: NASA/JPL-Caltech

Perseguir tempestades requer sorte e paciência cá na Terra – e ainda mais em Marte.

Para os cientistas que observam o Planeta Vermelho com orbitadores da NASA, o mês passado tem sido um turbilhão. As tempestades “globais” de poeira, onde uma série descontrolada destes eventos climáticos cria uma nuvem tão grande que envolve o planeta, só aparecem a cada 6-8 anos (ou seja, 3-4 anos marcianos). Os cientistas ainda não entendem porquê ou exactamente como essas tempestades se formam e evoluem.

Em Junho, um destes eventos de poeira engoliu rapidamente o planeta. Os cientistas observaram pela primeira vez uma tempestade de poeira mais pequena no dia 30 de Maio. No dia 20 de Junho, tinha-se tornado global.

Para o rover Opportunity, isso significou uma queda repentina na visibilidade – de um dia claro e de sol para um dia nublado. Dado que o Opportunity funciona a energia solar, os cientistas tiveram que suspender as actividades científicas a fim de preservar as baterias do rover. À data da escrita deste artigo, não havia ainda nenhuma resposta do rover.

Felizmente, toda esta poeira funciona como um isolante atmosférico, evitando com que as temperaturas nocturnas caiam para menos do que o Opportunity consegue suportar. Mas o rover com quase 15 anos ainda não está fora de perigo: pode levar semanas, ou mesmo meses, para que a poeira comece a estabilizar-se. Com base na longevidade de uma tempestade global de areia de 2001, os cientistas da NASA estimam que só em Setembro é que a neblina fica limpa o suficiente para o Opportunity sair do modo de hibernação e ligar para casa.

Quando os céus começarem a clarear, os painéis solares do Opportunity podem estar cobertos por uma fina camada de poeira. Isso poderá atrasar a recuperação do rover, pois recolhe energia para recarregar as suas baterias. Uma rajada de vento ajudaria, mas não é um requisito para uma recuperação completa.

Enquanto a equipa do Opportunity aguarda para ouvir o rover, os cientistas noutras missões marcianas tiveram uma hipótese rara de estudar este fenómeno.

A MRO (Mars Reconnaissance Orbiter), a Mars Odyssey e a MAVEN (Mars Atmosphere and Volatile EvolutioN) estão a adaptar as suas observações do Planeta Vermelho para estudar esta tempestade global e para aprender mais sobre os padrões climáticos de Marte. Entretanto, o rover Curiosity está a estudar a tempestade de areia a partir de superfície.

Mars Odyssey

Com o instrumento THEMIS (Thermal Emission Imaging System), os cientistas podem rastrear a temperatura à superfície de Marte, a temperatura atmosférica e a quantidade de poeira na atmosfera. Isto permite com que observem a tempestade de poeira a crescer, evoluir e a dissipar-se com o tempo.

“Este é um dos maiores eventos climáticos que já vimos em Marte,” desde que as observações com missões espaciais começaram na década de 1960, comenta Michael Smith, cientista do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland, que trabalha no instrumento THEMIS. “Ter outro exemplo de uma tempestade de areia ajuda-nos realmente a entender o que está a acontecer.”

Desde o início da tempestade, a equipa do THEMIS aumentou a frequência das observações atmosféricas globais, de 10 em 10 dias para duas vezes por semana, realça Smith. Um mistério que ainda estão a tentar resolver: como estas tempestades se tornam globais. “A cada ano marciano, durante a estação da poeira, existem muitas tempestades locais ou regionais que cobrem uma área do planeta,” explica Smith. Mas os cientistas ainda não têm a certeza como essas tempestades mais pequenas crescem e às vezes acabam por cercar todo o planeta.

Mars Reconnaissance Orbiter (MRO)

A sonda MRO tem dois instrumentos a estudar a tempestade de areia. Todos os dias, o MARCI (Mars Color Imager) mapeia todo o planeta a meio da tarde a fim de acompanhar a evolução da tempestade. Entretanto, o instrumento MCS (Mars Climate Sounder) mede o modo como a temperatura da atmosfera muda com a altitude. Desde o final de maio, os instrumentos observaram o início e a rápida expansão da tempestade de poeira em Marte.

Com estes dados, os cientistas estudam como a tempestade altera as temperaturas atmosféricas do planeta. Tal como na atmosfera da Terra, a mudança de temperatura de Marte pode afectar os padrões de vento e até mesmo a circulação de toda a atmosfera. Isto fornece um feedback poderoso: o aquecimento solar da poeira lançada para a atmosfera muda a temperatura, o que altera os ventos, o que pode ampliar a tempestade levantando mais poeira da superfície.

Os cientistas querem saber os detalhes da tempestade – onde é que o ar sobe ou desce? Como é que as temperaturas atmosféricas actuais se comparam com um ano sem tempestades? E, tal como a Mars Odyssey, a equipa da MRO quer determinar como estas tempestades de areia se tornam globais.

“O simples facto de que podemos começar com algo que é uma tempestade local, não maior que um estado norte-americano, e depois desencadear algo que levanta mais poeira e produz uma névoa que cobre quase todo o planeta, é notável,” comenta Rich Zurek, cientista do projecto MRO.

Os cientistas querem descobrir porque é que estas tempestades surgem a cada poucos anos, o que é difícil de fazer sem um registo longo de tais eventos. Seria como se alienígenas estivessem a observar a Terra e a ver os efeitos climáticos do El Niño durante muitos anos de observações – perguntar-se-iam porque é que algumas regiões ficam ainda mais chuvosas e algumas áreas mais secas seguindo um padrão aparentemente regular.

MAVEN

Desde que o orbitador MAVEN entrou em órbita de Marte, “uma das coisas pelas quais esperávamos era uma tempestade global de poeira,” comenta Bruce Jakosky, investigador principal da sonda.

Mas a MAVEN não está a estudar a tempestade de poeira propriamente dita. Ao invés, a equipa da MAVEN quer estudar como a tempestade afecta a atmosfera superior de Marte, mais de 100 km acima da superfície – onde a poeira nem chega. A missão da MAVEN é descobrir o que aconteceu com a atmosfera inicial de Marte. Sabemos agora que em algum ponto da sua história, há milhares de milhões de anos, a água líquida ficou acumulada e corria pela superfície, o que significa que a sua atmosfera deve ter sido mais espessa e mais isolante, parecida à da Terra. Desde que a MAVEN chegou a Marte em 2014, as suas investigações descobriram que esta atmosfera pode ter sido removida por uma corrente de vento solar ao longo de várias centenas de milhões de anos, há 3,5-4 mil milhões de anos.

Mas ainda existem nuances a determinar, como por exemplo o modo como as tempestades de poeira, como a actual, afectam as moléculas atmosféricas que escapam para o espaço, afirma Jakosky. Por exemplo, a tempestade de poeira age como um isolante atmosférico, aprisionando o calor do Sol. Será que este aquecimento altera a forma como as moléculas escapam da atmosfera? É também provável que, à medida que a atmosfera aquece, mais vapor de água suba o suficiente para ser destruído pela luz solar, o vento solar varrendo os átomos de hidrogénio para o espaço.

A equipa não terá respostas durante algum tempo, mas cada uma das cinco órbitas diárias da MAVEN fornecem dados inestimáveis.

Curiosity

A maioria das naves da NASA estudam a tempestade de areia a partir de órbita. O rover Curiosity tem uma perspectiva única: a máquina científica movida a energia nuclear é amplamente imune aos céus escuros, permitindo com que recolha ciência dentro do véu bege que envolve o planeta.

“Estamos de momento a trabalhar o dobro,” comenta Ashin Vasavada do JPL, cientista do projecto Curiosity. “A nossa broca recentemente recondicionada está a obter uma amostra de rocha fresca. Mas também estamos a usar os instrumentos para estudar como a tempestade de poeira evolui.”

O Curiosity tem vários “olhos” que podem determinar a abundância e tamanho das partículas de poeira com base no modo como espalham e absorvem luz. Isto inclui a Mastcam, a ChemCam e um sensor ultravioleta na REMS, a sua “suite” de instrumentos meteorológicos. A “suite” REMS também pode ajudar a estudar as marés atmosféricas – mudanças na pressão que se deslocam como ondas em todo o ar rarefeito do planeta. Estas marés mudam drasticamente com base no local onde a poeira está globalmente, não apenas dentro da Cratera Gale.

A tempestade global também pode revelar segredos sobre os “diabos de poeira” e sobre os ventos de Marte. Os diabos de poeira podem ocorrer quando a superfície do planeta está mais quente do que o ar acima dela. O aquecimento gera turbilhões de ar, alguns dos quais levantam poeira e tornam-se diabos. Durante uma tempestade de areia, há menos luz solar directa e temperaturas diurnas mais baixas; isto pode significar menos diabos a rodopiar pela superfície.

Até mesmo novas perfurações podem avançar a ciência das tempestades: a observação de pequenas pilhas de material solto, formadas pela broca do Curiosity, é a melhor maneira de monitorizar os ventos.

Os cientistas pensam que a tempestade vai durar pelo menos um par de meses. De cada vez que avistar Marte no céu, nas próximas semanas, lembre-se dos dados que os cientistas estão a recolher para melhor compreender o misterioso clima do Planeta Vermelho.

Astronomia On-line
24 de Julho de 2018

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410: A NASA não consegue explicar um enorme buraco em Marte

NASA/JPL-Caltech/Univ. of Arizona

Uma fotografia capturada pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter está a intrigar os cientistas. A imagem mostra camadas de dióxido de carbono congelado, num fenómeno baptizado de “terreno de queijo suíço”, e um misterioso buraco muito profundo, com centenas de metros de diâmetro.

A sonda Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) está na órbita de Marte desde 2006 e, ao longo deste anos, já nos ajudou a fazer descobertas incríveis sobre o famigerado planeta vermelho. No entanto, uma fotografia tirada do pólo sul do planeta, no ano passado, está a intrigar os cientistas.

Na fotografia surge um buraco diferente de outros observados até agora, que deixou os astrónomos curiosos para tentar descobrir o que se passou. Porém, ainda não há nenhuma resposta para esta pergunta.

Embora toda a superfície do planeta vermelho esteja repleta de crateras e depressões pelos mais variados motivos ( como meteoritos, lava e actividade vulcânica), este grande buraco chamou a atenção dos especialistas por parecer um pouco mais fundo do que um buraco marciano médio.

O buraco encontra-se na região “terreno de queijo suíço”, um local marcado pelo derretimento de dióxido de carbono congelado.

Na altura em que a fotografia foi captada pela sonda, era verão no pólo sul de Marte, pelo que o sol estava baixo o suficiente para acentuar as sobras, fazendo com que as mais subtis características sobressaíssem, como o gelo no fundo do buraco.

À volta dos poços, é possível observar o dióxido de carbono congelado. Os cientistas acreditam que estes círculos no gelo são os locais nos quais o gelo seco sublimou em gás, no verão, formando o que os astrónomos denominaram de “terreno de queijo suíço“.

A imagem em causa foi tirada com recurso a um sistema de imagens de alta resolução da sonda MRO, que permite aos investigadores ver objectos em Marte com mais de um metro, estando cerca de 200 a 400 quilómetros acima.

Isto significa que o buraco é enorme, já que cada pixel da imagem representa 50 centímetros. Assim, estamos a olhar provavelmente para um buraco de centenas de metros de diâmetro.

A sonda MRO está na órbita marciana desde Março de 2006, e envia para a Terra imagens detalhadas da superfície do planeta vermelho que revelam um ambiente dinâmico com ventos, dunas de areia e pedaços ocasionais de tecnologia terrestre abandonados.

ZAP // HypeScience
Por ZAP
27 Março, 2018

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237: Marte tem vários depósitos de água gelada a diferentes profundidades

© EPA / ESA/DLR/FU BERLIN NASA MGS MOLA SCIENCE TEAM HANDOUT ESA/DLR/FU BERLIN NASA MGS MOLA SCIENCE TEAM HANDOUT/ESA/DLR/FU BERLIN

Redacção, 11 Jan (Lusa) – Marte tem vários depósitos de água gelada, uns mais profundos do que outros, que foram expostos pela erosão a que o planeta está sujeito, revela um estudo hoje divulgado.

O gelo foi detectado em oito locais, a profundidades variáveis entre um a dois metros e os cem ou mais metros, pela sonda norte-americana MRO, que visa procurar vestígios de água no ‘planeta vermelho’.

Segundo os autores do estudo, publicado na revista científica Science, o gelo, que existe de forma consistente, será relativamente recente, uma vez que há poucas crateras na superfície dos locais onde foi detectado.

Já se sabia que Marte tinha água gelada em algumas zonas. Contudo, o novo estudo vem ajudar a clarificar algumas questões, como a sua pureza, extensão e espessura.

A investigação, conduzida por cientistas de diversas universidades norte-americanas, sugere que o gelo distribui-se em camadas distintas, que podem ser indiciadoras das alterações climáticas em Marte ao longo do tempo.

A partir dos dados recolhidos pela sonda, a equipa de investigadores estima que a quantidade de gelo está a diminuir poucos milímetros a cada verão marciano.

O gelo encontrado em Marte pode ser uma fonte útil de água para futuras missões humanas no planeta, além de afectar a sua geomorfologia, poder conservar vestígios da evolução do clima e influenciar a sua ‘habitabilidade’, refere um comunicado da American Association for the Advancement of Science (Associação Americana para o Avanço da Ciência), que edita a Science.

ER // JMR
MSN notícias
Lusa
Elsa Resende
11/01/2018

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135: Os rios de Marte afinal são só correntes de ar com areia

NASA / JPL-Caltech / Univ. of Arizona
A NASA apresentou provas concretas de água líquida e corrente em Marte

Uma nova interceptação dos dados obtidos em 2011 pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) concluiu que aquilo que inicialmente tinha sido considerado rios no planeta vermelho não passa, na realidade, de correntes de ar carregadas de areia, informou a NASA.

“As marcas escuras em Marte, anteriormente consideradas como uma prova de correntes de água na superfície do planeta, foram interpretadas por uma nova pesquisa como fluxos granulares, nos quais grãos de areia e pó caem ladeira abaixo, criando leitos escuros”, afirmou nesta segunda-feira a NASA em comunicado.

As conclusões dessa nova análise, que foi publicada hoje pela revista “Nature Geoscience“, descartam, além disso, a presença suficiente de líquido em Marte.

“Considerávamos esses fluxos como correntes de água, mas o que vemos nessas encostas responde mais ao que poderíamos esperar de areia seca”, afirmou Colin Dundas, autor do artigo e membro do Departamento de Pesquisa Geológica do Centro de Ciência Astrológica de Flagstaff, no Arizona.

De acordo com Dundas, as imagens feitas pela potente câmara do MRO mostram que não existe inclinação suficiente para gerar leitos para que a água se deslocasse de forma regular. Desse modo, o movimento detectado pode ser atribuído à areia a cair na região.

Milhares desses leitos, chamados de fluxos intermitentes por aparecerem somente na estação mais quente do planeta, tinham sido detectados em mais de 50 regiões de Marte, gerando uma grande expectativa sobre a presença de água.

Essas conclusões contradizem a teoria defendida até ao momento pela própria NASA que, em 2015, disse ter provas da existência de água em Marte.

Com um espectrómetro instalado na sonda, os cientistas detectaram sinais de minerais hidratados em montanhas marcianas nas quais foram percebidas essas “raias” misteriosas.

Essas raias, que ficam escuras nas estações mais quentes, são as que os especialistas acreditaram que fosse água a fluir pelos montes de Marte, que, segundo Dundas, são apenas areia.

ZAP // EFE

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