94: Escolas portuguesas vão dar nome a asteróide do sistema solar

IMAGEM DE ARQUIVO | NASA/W. STENZEL

Cinco anos após a descoberta, o novo asteróide foi agora validado pelo Minor Planet Center depois de várias observações para determinar a sua órbita e posição

Os alunos e professores das quatro escolas portuguesas que, em 2012, descobriram um novo objecto do sistema solar vão poder atribuir um nome ao asteróide, validado agora pelo Minor Planet Center.

“A maioria dos objectos que são descobertos acaba por se perder e o facto de ter sido possível definir uma órbita neste caso é o que torna a descoberta tão especial”, contou à Lusa a coordenadora da iniciativa em Portugal, Ana Costa.

Cerca de cinco anos após a descoberta, o objecto foi agora validado pelo Minor Planet Center (MPC), depois de várias observações subsequentes para determinar com rigor a sua órbita e posição.

Inicialmente designado por 2012 FF25, a escolha do nome definitivo do novo asteróide cabe às equipas de alunos e professores responsáveis pela sua identificação.

Esta descoberta esteve inserida no âmbito de uma campanha do programa International Asteroid Search Collaboration (IASC), na Universidade de Hardin-Simmons, no Texas, que tem como objectivo a procura de pequenos corpos do sistema solar.

Em Portugal, a organização destas campanhas é feita pelo Núcleo Interactivo de Astronomia (NUCLIO).

Ana Sousa explica que durante a campanha que levou à identificação do 2012 FF25, as equipas analisaram as mesmas imagens, recolhidas pelo telescópio do projecto Pan-STARRS, no Havai, e captadas com um intervalo de cerca de 20 minutos, para que fosse possível identificar o movimento de eventuais objectos.

Depois de analisarem as imagens, com recurso a programas especializados para o efeito, as equipas enviam um relatório das suas observações à Universidade de Hardin-Simmons, responsável pela confirmação da descoberta, através de uma segunda observação.

Só quando os objectos têm uma órbita e uma posição definidas é que a descoberta é tornada oficial pelo MPC, o centro responsável pela identificação, designação e monitorização da órbita de asteróides e cometas.

Agora oficial, o asteróide português passa a estar incluído no catálogo dos corpos do sistema solar, e fica à espera que os seus descobridores escolham um nome.

Escola Secundária D. Maria II, em Braga, Escola Secundária Luís de Freitas Branco, em Paço D’Arcos, Escola Secundária D. Inês de Castro, em Alcobaça, e Agrupamento de Escolas de Valpaços são as quatro instituições responsáveis pela descoberta.

Diário de Notícias
31 DE OUTUBRO DE 2017 | 12:41
DN/Lusa

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