2462: Morreu Marium, o mais famoso dugongo da Tailândia. Comeu plástico

CIÊNCIA

(dr)

Quando foi resgatado, em Abril, tornou-se uma estrela na Tailândia. O dugongo órfão, chamado Marium, acabou por morrer este sábado, devido a uma infecção causada pela ingestão de plástico, de acordo com os veterinários que cuidaram do mamífero na ilha de Koh Libong, na província de Trang, no sul da Tailândia.

Uma equipa de cerca de 10 veterinários e 40 voluntários cuidou de Marium nas águas pouco profundas de Koh Libong, depois de descobrir o animal sozinho e desnutrido. A equipa disse que a morte do dugongo deveria servir como um alerta sobre os efeitos dos resíduos de plástico na vida selvagem.

Cerca de quatro meses depois de ser encontrado, Marium tornou-se famoso após circularem na Internet imagens tiradas pelos veterinários que cuidaram da cria. Na semana passada, o dugongo começou a mostrar sinais de stress e a recusar alimentar-se.

Na quarta-feira, Marium foi transferido para um tanque para ser seguido mais de perto pela equipa de veterinários, conta o jornal britânico The Guardian, mas acabou por morrer nesta manhã de sábado.

Segundo os veterinários, a autópsia revelou que pequenos pedaços de plástico tinham entupido e inflamado os intestinos do mamífero, causando uma infeção que levou à sua morte. Foram ainda encontrados hematomas no corpo de Marium, que podem ter sido causados pelo ataque de outro dugongo.

“Estamos todos tristes com esta perda “, disse Nantarika Chansue, directora da unidade de medicina animal da Universidade Chulalongkorn, em Banguecoque.

No mês passado, em Koh Libong, quando Marium estava ainda de boa saúde, Chansue expressou preocupação com a possibilidade de algo acontecer aos dugongos. “Uma coisa para a qual não estamos preparados é se houver uma emergência”, disse. “No caso de algo acontecer… estamos bem longe da terra [principal]. Preparámos equipamentos de emergência… [mas] tudo é possível “, vaticinou.

Um segundo dugongo órfão, que é mais novo que Marium e foi encontrado em Junho perto do local de onde foi resgatado o irmão, está a ser vigiado no Centro de Biologia Marinha de Phuket. Jamil e Marium deveriam ser lançados ao mar quando atingissem os 18 meses, a idade em que os dugongos deixam as mães.

Os dugongos apresentam comportamentos e aparências semelhantes aos manatins, mas a cauda de um dugongo é muito semelhante à de uma baleia. São uma espécie solitária e as fêmeas dão à luz a apenas uma cria, após uma gestação de um ano, ajudando-as a alcançar a superfície da água para respirarem pela primeira vez.

As progenitoras e crias têm um laço muito próximo, nunca as abandonando e mantendo sempre contacto com a cria. Os historiadores acreditam que os dugongos e os manatins serviram de inspiração para os contos sobre criaturas marinhas sobrenaturais.

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17 Agosto, 2019

Por Julien Willem – Obra do próprio, CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=4447582

 

2414: Renas estão a morrer à fome na Noruega. A culpa é das alterações climáticas

(dr) Elin Vinje Jenssen / Norsk Polarinstitutt

Investigadores descobriram que as mais de 200 renas encontradas mortas no arquipélago Svalbard, na Noruega, morreram à fome por causa das consequências das alterações climáticas.

Todos os anos, ecologistas do Instituto Polar Norueguês (NPI) fazem uma pesquisa sobre a população de renas em Svalbard, um arquipélago na Noruega composto por glaciares e tundra congelada (um bioma no qual a baixa temperatura e estações de crescimento curtas impedem o desenvolvimento de árvores).

Depois de dez semanas de investigação, os cientistas concluíram não só que a população de renas está a diminuir, mas também que os animais estão a perder peso. De acordo com o canal estatal NRK, citado pelo Live Science, as centenas de carcaças encontradas mostram que as renas estão a passar fome. “É assustador encontrar tantos animais mortos”, afirmou Åshild Ønvik Pedersen, um membro do NPI, à televisão.

As alterações climáticas estão a levar as temperaturas mais quentes para Svalbard, o que se traduz em maior precipitação. Segundo os investigadores do NPI, as fortes chuvas, ocorridas em Dezembro do ano passado, foram responsáveis pelo número excepcionalmente alto de mortes.

Depois de ter atingido o solo, a precipitação congelou, criando “cápsulas de gelo” na tundra, uma espessa camada que impedia as renas de alcançar a vegetação nos seus pastos de inverno habituais. Isto forçou os animais a cavarem poços na neve da orla costeira para encontrar algas, que são menos nutritivas do que a sua dieta habitual.

Os cientistas também observaram renas a pastar nas falésias, algo que estes animais raramente fazem durante o inverno, quando a comida é mais abundante. As regiões montanhosas e rochosas de Svalbard não têm muita vida vegetal, sendo esta “estratégia de cabras da montanha” arriscada para as renas, porque as falésias são muito íngremes.

Sem conseguir chegar às pastagens, as renas também se deslocam até mais longe para encontrar comida. E, quando há pouco para comer, os animais mais jovens e mais velhos são geralmente os primeiros a morrer, disse Pedersen à NRK.

Em 2016, um estudo da Sociedade Ecológica Britânica feito na Noruega também concluiu que as renas estão a encolher e o seu peso diminuiu 12% em 16 anos por causa do aumento das temperaturas.

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7 Agosto, 2019

 

2406: Há uma placa tectónica a “morrer” sob Oregon, nos Estados Unidos

CIÊNCIA

Ali McLure / Flickr

Uma equipa de cientistas da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos, está a investigar a “morte” de uma placa tectónica sob Oregon.

Tal como noticia o portal Science Alert, em causa está a placa tectónica Juan de Fuca, que surgiu de uma placa muito maior, a placa Farallón, que desliza sob a placa da América do Norte há dezenas de milhões de anos.

Os especialistas William Hawley e Richard Allen debruçam-se especialmente sobre um área sob o estado de Oregon, onde uma parte da placa parece estar a faltar.

Na verdade, e segundo explicou a equipa, a área em “falta” pode ser, na verdade, um “rasgo” que divide a placa a pelo menos 150 quilómetros de profundidade. Esta característica, sustentaram, “não apenas causa o vulcanismo na América do Norte, como também causa a deformação das secções ainda não-deduzidas da placa oceânica no mar”.

“Esta falha pode eventualmente fazer com que a placa se fragmente e o que restar dos pequenos pedaços vai juntar-se a outras placas próximas”, completaram.

Para chegar a esta conclusão, a equipa estou informações de 217 terramotos e mais de 30 mil ondas sísmicas, criando depois uma imagem detalhada da zona de subdução de Cascadia, uma falha na costa do Pacífico. A partir destes dados, os cientistas conseguiram identificar quais as partes das rochas é que pertenceram à placa de Juan de Fuca.

Graças a este procedimento, os cientistas sugeriram que o movimento da placa ao afundar, através do qual se pode deformar e dobrar, provoca o descolamento e separação das suas partes, resultando depois no rasgo acima mencionado.

A equipa nota que é necessário levar a cabo mais investigações para confirmar o funcionamento e desaparecimento da placa. Ainda assim, defendem os especialistas, o seu comportamento está relacionado com a actividade sísmicas a sul de Oregon e no norte da Califórnia, bem como com os padrões incomuns de vulcanismo verificados nas High Lava Plains, a sul de Oregon.

“O que estamos a ver é a morte de uma placa oceânica“, concluiu Hawley.

“De várias formas, quando estamos a olhar para estas coisas, estamos a olhar para trás no tempo”, disse a sismóloga Lara Wagner, do Carnegie Institution for Science, que não esteve envolvida no estudo, em declarações à National Geographic.

“Se não entendermos como é que estes processos funcionaram [no passado], onde podemos ver toda a história e estudá-la, então as nossas possibilidades de ver o que está a acontecer hoje e entender como é que isto pode evoluir no futuro são zero”.

Os resultados da investigação foram esta semana publicados na revista científica especializada Geophysical Research Letters.

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5 Agosto, 2019

 

2383: Super-fungo mortal pode ser a primeira infecção espalhada pelas alterações climáticas

CIÊNCIA

(dr) Legionella Control International

Há três anos, autoridades de saúde dos EUA alertaram centenas de milhares de médicos em hospitais de todo o país para estarem atentos para um novo tipo de fungo resistente a medicamentos que se espalhava rapidamente e causava infecções potencialmente fatais em pacientes hospitalizados em todo o mundo.

Candida auris tornou-se uma séria ameaça à saúde global desde que foi identificada há uma década, especialmente para pacientes com sistemas imunológicos comprometidos. Foi relatado em mais de 30 países e é provavelmente ainda mais difundido porque o organismo é difícil de identificar sem métodos laboratoriais especializados.

É resistente a vários anti-fúngicos e pode disseminar-se entre pacientes em hospitais e outras unidades de saúde e causar surtos. O fungo pode levar a infecções na corrente sanguínea, no coração ou no cérebro, e estudos iniciais estimam que seja fatal em 30 a 60% dos pacientes.

Os investigadores nunca conseguiram isolar o fungo do ambiente natural ou descobrir como versões geneticamente distintas surgiram independentemente, aproximadamente ao mesmo tempo na Índia, na África do Sul e na América do Sul.

Agora, cientistas nos EUA e na Holanda têm uma nova teoria: o aquecimento global pode ter desempenhado um papel fundamental e sugerem que este pode ser o primeiro exemplo de uma nova doença fúngica que surge da mudança climática, segundo um estudo publicado na revista da Sociedade Americana de Microbiologia.

As infecções fúngicas em humanos são raras. Mamíferos têm sistemas imunológicos mais avançados do que outros organismos em risco de infecções fúngicas, e a maioria dos fungos no ambiente não consegue crescer nas temperaturas do corpo humano, segundo Arturo Casadevall, um dos autores do novo estudo, que é microbiologista e imunologista na Escola de Saúde Pública Johns Hopkins Bloomberg.

Mas como o clima ficou mais quente, os investigadores dizem que C. auris conseguiu adaptar-se, o que ajudou a replicar na temperatura do corpo humano de 37ºC. Casadevall e colegas do MD Anderson Cancer Center da Universidade do Texas e do Westerdijk Fungal Biodiversity Institute em Utrecht, na Holanda, compararam C. auris com as suas espécies mais próximas e descobriram que o fungo mortal conseguia crescer em temperaturas mais altas.

“A coisa mais misteriosa é que Candida auris apareceu simultaneamente em três continentes diferentes e isso é muito difícil explicar”, disse Casadevall. Algo aconteceu para permitir que o organismo “borbulhe e cause doenças”, disse. “Temos de tentar pensar, qual poderia ser a causa unificadora aqui? Estas são sociedades diferentes, populações diferentes”, explicou. “Mas a única coisa que têm em comum é que o mundo está a ficar mais quente”.

Casadevall disse que o estudo fornece uma direcção para futuras investigações. “Estamos a reunir uma série de factos para explicar algo que é mistificador”, disse.

Se os cientistas pudessem encontrar o pântano ou o lago de onde veio o fungo e analisar os outros parentes próximos, os investigadores poderiam comparar como C. auris se adaptou para crescer em temperaturas mais quentes. Os cientistas alertaram que as mudanças relacionadas ao aquecimento global apenas no ambiente não explicam a emergência do fungo.

O uso generalizado de drogas antifúngicas e o uso pesado de fungicidas nas plantações são outras teorias para o surgimento do fungo.

Nos EUA, autoridades de saúde pública dizem que o fungo é um exemplo de um organismo resistente a ser importado para o país inadvertidamente por uma pessoa doente e a espalhar-se. Em Junho de 2016, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças emitiram um alerta clínico sobre o patógeno.

Dois meses depois, os sete primeiros casos nos EUA foram notificados ao CDC. Em maio de 2017, esse número aumentou para 77 e, a partir de 12 de Julho de 2019, houve 715 casos. A maioria dos casos foi detectada na área da cidade de Nova Iorque, Nova Jérsia e Chicago. Os pacientes podem ter o organismo na sua pele durante meses ou mais e o fungo resistente pode viver em superfícies durante um mês ou mais.

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29 Julho, 2019

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2189: A Humanidade poderia mover a órbita da Terra para escapar à morte do Sol

CIÊNCIA

(CCO/PD) Buddy_Nath / Pixabay

O Sol vai morrer e sufocar a Terra com a sua própria agonia. O engenheiro espacial Matteo Ceriotti defende que, para conseguir escapar a este terror, a Humanidade poderia empurrar a órbita da terra para uma distância segura e, assim, sair ilesa deste evento catastrófico.

No filme de ficção científica The Wandering Earth (Terra à Deriva), disponível na Netflix, a Humanidade tenta mudar a órbita da Terra para escapar do Sol em expansão e, assim, evitar uma colisão com Júpiter. Este cenário pode, um dia, tornar-se realidade, pelo menos de acordo com Matteo Ceriotti, engenheiro espacial da Universidade de Glasgow, na Escócia.

Daqui a cinco mil milhões de anos, o Sol começará a morrer, expandindo-se a uma velocidade extrema, atormentando a Terra. Se quiserem escapar a esta obliteração cósmica, os seres humanos precisam de pensar com antecedência no plano B.

A melhor aposta da Humanidade é migrar para outro planeta. No entanto, com planeamento suficiente, Ceriotti acredita que poderia ser possível empurrar a órbita da Terra em redor do Sol para uma distância segura onde a explosão não nos atingiria.

A tecnologia de viagens espaciais está em expansão e os cientistas esperam que melhore consideravelmente nos próximos anos. Ainda assim, o investigador analisou números com base no padrão actual e chegou à conclusão que para impulsionar o nosso planeta até à distância da órbita de Marte, a Humanidade precisaria de minerar 85% da massa do planeta para construir foguetes suficientes (300 mil milhões) para empurrar os 15% restantes para a órbita do Planeta Vermelho.

Na The Conversation, o cientista explicou que a Ciência tem explorado várias técnicas para mover pequenos corpos, como asteróides, da sua órbita para proteger o nosso planeta de eventuais impactos. Algumas dessas técnicas são baseadas numa acção impulsiva e, muitas vezes, destrutiva: uma explosão nuclear perto ou até mesmo na superfície do asteróide – uma solução que não funcionaria no caso da Terra.

Outras técnicas envolvem um impulso suave e contínuo durante um longo período de tempo, fornecido por uma espécie de rebocador ancorado na superfície do corpo celeste, ou por uma nave espacial a pairar perto dele. Segundo o Futurism, esta solução também não pode ser aplicada ao nosso planeta, uma vez que a sua massa é enorme, comparada com os maiores asteróides.

Na verdade, nós já estamos a mover a órbita da Terra: quando lançamos uma sonda em direcção a outro planeta, ela transmite um pequeno impulso que empurra o nosso planeta na direcção oposta. Felizmente (ou infelizmente) este efeito é muito pequeno.

Assim, Matteo Ceriotti argumenta que o Falcon Heavy, da SpaceX, é o veículo de lançamento mais capaz que temos actualmente à disposição para o efeito, mas não seria suficiente.

Ceriotti argumentou que os propulsores a laser seriam mais eficazes do que os propulsores da Falcon Heavy, mas eles nem sequer existem. Por isso, pelo menos para já, a solução mais realista é encontrar um novo planeta para viver.

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17 Junho, 2019

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Astrofísica anuncia a sua descoberta de “quasares frios” que podem reescrever como as galáxias morrem

Impressão de artista que ilustra um quasar energético que limpou o centro da sua galáxia de gás e poeira, e os ventos estão agora a propagar-se para os arredores. Em pouco tempo não haverá mais gás e poeira, permanecerá apenas um quasar luminoso azul.
Crédito: Michelle Vigeant

Durante a 234.ª reunião da Sociedade Astronómica Americana em St. Louis, Allison Kirkpatrick, professora assistente de física e astronomia da Universidade do Kansas, anunciou a sua descoberta de “quasares frios” – galáxias com abundância de gás frio que ainda podem produzir novas estrelas apesar de terem um quasar no centro. A descoberta revolucionária subverte suposições sobre a maturação de galáxias e pode representar uma fase do ciclo de vida de todas as galáxias, desconhecida até agora.

Um quasar, ou “fonte de rádio quase estelar”, é essencialmente um buraco negro super-massivo em esteróides. O gás que cai em direcção a um quasar no centro de uma galáxia forma um “disco de acreção”, que pode lançar uma quantidade incompreensível de energia electromagnética, muitas vezes com uma luminosidade centenas de vezes maior do que uma galáxia típica. Normalmente, a formação de um quasar é semelhante à aposentação galáctica e há muito que se pensa assinalar o fim da capacidade de uma galáxia em produzir novas estrelas.

“Todo o gás que está a ser acretado pelo buraco negro é aquecido e emite raios-X,” disse Kirkpatrick. “O comprimento de onda da luz que é libertada corresponde ao quão quente algo é. Por exemplo, nós humanos emitimos radiação infravermelha. Mas algo que emite raios-X é das coisas mais quentes do Universo. Este gás começa a acumular-se no buraco negro e começa a mover-se a velocidades relativistas; também temos um campo magnético em torno deste gás, que pode ficar torcido. Da mesma forma que temos proeminências solares, também temos jactos de material que passam por estas linhas do campo magnético e são atirados para longe do buraco negro. Estes jactos essencialmente sufocam o reservatório de gás da galáxia, de modo que mais nenhum gás pode cair sobre a galáxia e formar novas estrelas. Quando uma galáxia deixa de produzir estrelas, dizemos que é uma galáxia morta e passiva.”

Mas, no levantamento de Kirkpatrick, cerca de 10% das galáxias que hospedam buracos negros super-massivos em acreção tinham um reservatório de gás frio remanescente depois de entrar nesta fase e ainda criavam novas estrelas.

“Isto, por si só, é surpreendente,” comentou. “Toda esta população é um monte de objectos diferentes. Algumas das galáxias têm assinaturas óbvias de fusões; algumas parecem-se muito com a Via Láctea e têm braços espirais bastante discerníveis. Algumas são muito compactas. Desta população diversa, temos mais 10% realmente únicas e inesperadas. São fontes muito luminosas, compactas e azuis. Parecem-se com buracos negros super-massivos nos estágios finais, depois de terem “desligado” toda a formação estelar de uma galáxia. Estão a evoluir para uma galáxia elíptica passiva, no entanto também encontrámos nelas muito gás frio. Esta é a população que estou a chamar de “quasares frios”.

A astrofísica da Universidade do Kansas suspeitou que os “quasares frios” da sua investigação representavam um breve período ainda por reconhecer das fases finais da vida de uma galáxia – em termos da vida humana, a fugaz fase do “quasar frio” pode ser algo parecido a uma festa de aposentação de uma galáxia.

“Estas galáxias são raras porque estão em fase de transição – observámo-las logo antes da formação estelar ficar extinta e este período de transição deve ser muito curto,” disse.

Kirkpatrick identificou pela primeira vez os objectos de interesse numa área do SDSS (Sloan Digital Sky Survey), o mapa digital mais detalhado do Universo actualmente disponível. Numa área denominada “Stripe 82,” Kirkpatrick e colegas conseguiram identificar visualmente os quasares.

“Então estudámos esta área em raios-X com o telescópio XMM-Newton,” acrescentou. “Os raios-X são a principal assinatura dos buracos negros em crescimento. Seguidamente, recorremos ao Telescópio Espacial Herschel, um telescópio infravermelho que pode detectar gás e poeira na galáxia hospedeira. Nós seleccionámos as galáxias que conseguimos encontrar tanto em raios-X quanto no infravermelho.”

A investigadora disse que as suas descobertas dão aos cientistas uma nova compreensão e detalhes de como a extinção de formação estelar nas galáxias ocorre e que anulam vários pressupostos sobre os quasares.

“Já sabíamos que os quasares passam por uma fase de poeira obscurante,” disse Kirkpatrick. “Nós sabíamos que passam por uma fase muito encoberta onde a poeira cerca o buraco negro super-massivo. Nós chamamos a isto de fase de quasar vermelho. Mas agora encontrámos este regime único de transição que não conhecíamos. Antes, se disséssemos a alguém que tínhamos encontrado um quasar luminoso com um tom óptico azulado – mas que ainda tinha muita poeira, muito gás e muita formação estelar – esse alguém diria: ‘Não, não é esse o aspecto destas coisas.'”

Kirkpatrick espera, no futuro, determinar se a fase de “quasar frio” ocorre com uma classe específica de galáxia ou com todas as galáxias.

“Nós pensámos que estas coisas acontecem quando temos um buraco negro em crescimento, coberto por poeira e gás, e começa a soprar este material,” disse. “Torna-se então um objecto azul luminoso. Assumimos que, quando expele o seu próprio gás, expele também o gás hospedeiro. Mas parece que com estes objectos, não é este o caso. Estes expelem a sua própria poeira – de modo que os vemos como um objecto azul – mas ainda não dissiparam toda a poeira e gás das galáxias hospedeiras. Esta é uma fase de transição, digamos de 10 milhões de anos. Em escalas de tempo universais, isto é realmente curto – e é difícil observar. Estamos a fazer o que chamamos de pesquisa cega para encontrar objectos que não estávamos à procura. E, ao encontrarmos estes objectos, sim, isso poderá implicar que acontece com todas as galáxias.”

Kirkpatrick recolheu dados até 2015 com o Telescópio XMM-Newton, um telescópio de raios-X altamente produtivo operado pela ESA. O seu trabalho faz parte de uma colaboração chamada História de Acreção dos AGN (Active Galactic Nuclei) liderada pela astrofísica Meg Urry da Universidade de Yale, que reúne dados de arquivo e realiza uma análise em vários comprimentos de onda.

Astronomia On-line
14 de Junho de 2019

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2024: Cachalote encontrada morta em praia italiana. Tinha quilos de plástico no estômago

DESTAQUE

(dr) Greenpeace Italia

Uma cachalote com cerca de sete anos foi encontrada morta com o estômago cheio de plástico numa praia em Cefalù, destino turístico na Sicília, em Itália.

O anúncio foi feito pela Greenpeace italiana, na sexta-feira, na sua página de Facebook. A organização colocou várias fotos da carcaça do animal na praia e mostrou o plástico que foi recolhido do seu estômago. “Como podem ver pelas fotos que estamos a partilhar, encontrámos muito plástico no estômago do cachalote”, disse Giorgia Monti, da Greenpeace, em comunicado. “Não sabemos se o animal morreu por causa do plástico, mas também não podemos simplesmente fingir que nada aconteceu”, continuou.

No sábado, dez peritos fizeram a autópsia da jovem fêmea de cachalote “que ainda nem tinha dentes” directamente na praia. Carmelo Isgro, da Universidade de Messina, partilhou várias imagens no Facebook, que mostram o procedimento. “São imagens fortes, mas quero que todos vejam e percebam o que estamos a fazer ao nosso mar e aos seus animais”, explicou.

Isgro publicou um vídeo onde é possível ver o momento em que os peritos abrem o estômago da fêmea e retiram do seu interior vários sacos de plástico. Num outro vídeo, Isgro retira um dos sacos e coloca-o num caixote do lixo. “Impressionante, isto é inacreditável”, disse, afirmando que foram retirados do interior do animal “vários quilogramas de plástico”.

“Muito provavelmente, o plástico criou um bloqueio que impediu a passagem de comida. Esta é muito provavelmente a causa de morte. Não encontrámos sinais que nos dessem qualquer outra razão para a morte”, explicou o perito da Universidade de Messina.

Giorgia Monti revelou ainda que, nos últimos cinco meses, cinco cachalotes deram à costa mortos em praias italianas. Em Abril, uma fêmea de cachalote grávida foi encontrada em Sardinia com 22 quilos de plástico no estômago. “O mar está a enviar-nos um alarme, um SOS de desespero. Temos de intervir imediatamente para salvar as fantásticas criaturas que vivem no mar”, apelou Monti.

A Greenpeace de Itália está a cooperar com o Blue Dream Project para investigar, controlar e alertar para a poluição de plástico no oceano. Durante as próximas três semanas, as duas organizações vão controlar o nível de plástico na costa italiana. A expedição termina na Toscânia a 8 de Junho, Dia Mundial dos Oceanos.

Já esta terça-feira, investigadores da Universidade de Pádua vão apresentar em conferência de imprensa um relatório sobre as dificuldades dos cetáceos nas águas de Itália. O principal destaque do documento irá para cachalotes e poluição de plástico.

Os cachalotes vivem habitualmente 70 a 80 anos. Pesam entre 35 a 45 toneladas e podem chegar aos 18 metros de comprimento. Segundo a National Geographic, comem uma tonelada de peixe e lulas por dia e têm um cérebro maior do que qualquer criatura que já viveu na Terra.

ZAP //

Por ZAP
21 Maio, 2019


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2015: Conseguirá a Terra sair ilesa se o Sol ficar sem combustível?

CIÊNCIA

(CC0/PD) pxhere

Planetas rochosos formados por elementos densos serão, muito provavelmente, os únicos sobreviventes da morte explosiva de uma estrela. Esta descoberta dá-nos pistas preciosas sobre o futuro da Terra.

Quando uma estrela morre destrói tudo o que a rodeia, excepto os pequenos e densos planetas rochosos. Estes são os objectos com maior probabilidade de sobreviverem, ao contrário dos planetas pesados e gasosos, que se desmoronam e perecem.

Esta é a descoberta mais recente de uma equipa de astrofísicos da Universidade de Warwick, no Reino Unido. Os cientistas chegaram a esta conclusão após várias simulações que analisaram a interacção de uma estrela anã branca e um planeta próximo. O objectivo era determinar se os objectos espaciais conseguiam suportar a aniquilação da estrela.

Esta experiência foi muito interessante na medida em que se espera que o nosso próprio Sol se torne uma estrela anã branca no futuro. Assim sendo, somos os primeiros a interessar-nos pelo possível destino da Terra.

Quando uma estrela com pouca massa, como o Sol, queima todo o seu combustível, expande as suas camadas externas até se transformar numa gigante vermelha. Por sua vez, essas camadas externas espalham-se nas proximidades da estrela, ameaçando causar a completa destruição de qualquer planeta que esteja ao seu redor.

Depois, a gigante vermelha encolhe-se e transforma-se numa estrela altamente densa, chamada anã branca, que irá, a pouco e pouco, perdendo o calor durante bilhões de anos. Qualquer planeta que se arrisque a ficar no seu caminho durante este cataclismo, seria extremamente afortunado se conseguisse sobreviver. Contudo, existem vários planetas que não estão preparados para resistir a esta tempestade.

O que os cientistas descobriram foi que os pequenos planetas rochosos são os que têm maior probabilidade de sobreviver à morte explosiva de uma estrela. O artigo científico com os resultados desta investigações foi recentemente publicado no Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

Os astrónomos investigaram os efeitos da morte estelar em planetas de vários tamanhos, desde as super-terras até aos pequenos exoplanetas. Dimitri Veras, do Departamento de Física do Instituto de Warwick, adiantou que este estudo é o primeiro dedicado à investigação dos efeitos dos fluxos entre as anãs brancas e os planetas.

Mas o que é que estes resultados podem significar para o futuro do nosso planeta? Os astrónomos prevêem que o nosso Sol, que tem cerca de 4,6 mil milhões de anos, continuará a queimar as suas reservas de combustível durante mais 5 mil milhões de anos, até se transformar numa gigante vermelha.

No entanto, quando esse momento chegar, os cientistas não têm a certeza do que irá acontecer com um planeta de “multi-camadas” como a Terra. Ainda assim, na sua essência, os planetas uniformes constituídos maioritariamente de elementos mais densos e mais pesados, tais como metais pesados, têm boas possibilidades de sobrevivência.

Outro factor que é preciso ter em conta é a distância a que o planeta está localizado da estrela moribunda. A equipa afirma que a distância segura até à estrela é de um terço da distância entre o Sol e Mercúrio. Mercúrio localiza-se a uma distância de 57,9 milhões de quilómetros do Sol.

A Terra está a 149,6 milhões de quilómetros do Sol, uma distância que é conhecida como unidade astronómica. Sim, há esperança de estarmos a salvo.

ZAP // SputnikNews

Por ZAP
20 Maio, 2019


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1885: Milhares de pinguins bebés morrem afogados na Antárctida

Colónia de pinguins imperador de Halley Bay desapareceu quase de um dia para o outro depois de a plataforma de gelo se partir. As consequências do degelo já estão a afectar uma espécie ameaçada de extinção.

Cientistas estimam que até ao final do século a população de pinguins imperador reduza drasticamente.
© REUTERS/Martin Passingham

Milhares de filhotes de pinguins imperador morreram afogados quando a plataforma de gelo onde estavam a ser criados, na Antárctida, se partiu. A catástrofe, que afecta uma espécie em vias de extinção, aconteceu em 2016 e foi agora revelada na revista Antarctic Science por uma equipa da British Antarctic Survey (BAS).

Os investigadores Peter Fretwell e Phil Trathan dizem que, para agravar a situação, as aves adultas não dão sinais de se reproduzirem e repor a população.

Foi através de imagens de satélite que a equipa de investigadores deu pelo desaparecimento dramático dos pinguins bebés – é possível ver os excrementos dos animais no branco do gelo a mais de 800 quilómetros.

O resultado desta catástrofe que atingiu a colónia de Halley Bay é que a população de pinguins imperador, que durante décadas esteve estabilizada numa média entre 14 mil e 25 mil casais (cerca de 5-9% da população global), desapareceu de um dia para o outro.

Os pinguins imperador pertencem a uma espécie de pinguins mais alta e pesada. Estes animais precisam de blocos de gelo seguros para se reproduzir – a plataforma gelada deve persistir, pelo menos, a partir de Abril (quando as aves chegam) até Dezembro (quando os seus filhotes deixam o ninho).

Se o gelo se quebrar mais cedo, os pinguins bebés não terão tempo para lhes crescerem as penas e começarem a nadar, logo acabam por morrer afogados – o que terá acontecido em 2016.

“O gelo marinho formado desde 2016 não tem sido tão forte. Os eventos de tempestade que ocorrerem em Outubro e Novembro agora vão acabar cedo. Portanto, houve algum tipo de mudança no sistema que anteriormente era estável e confiável e agora é apenas insustentável.”, disse Fretwell à BBC.

A equipa British Antarctic Survey acredita que muitos pinguins adultos evitaram reproduzir-se nestes últimos três anos ou então mudaram-se para novas zonas de criação no Mar de Wenddell. Uma convicção que ganha mais força quando uma das colónias a cerca de 50 Km de distância, próximo do Glaciar Dawson-Lambton, aumentou.

Os cientistas não conseguiram chegar às razões pelas quais a borda da Plataforma de Brunt não se regenerou, sobretudo porque, dizem, não houve alterações significativas em termos oceânicos e atmosféricos. Mas alertam que ao registarem-se alterações na regeneração do gelo marinho, isso é um sinal do impacto que o aquecimento da Antárctida poderá ter nos pinguins imperadores.

Um cenário assustador

Vários estudos alertam para os riscos de extinção da espécie: se o gelo derreter conforme está previsto, 50 a 70 por cento da população global de pinguins imperador podem desaparecer até 2100; há investigações que referem que até ao final deste século, 45 colónias poderão extinguir-se; outros estudos estimam uma redução de seis mil para 400 casais.

As alterações climáticas e o degelo daí decorrente são a grande ameaça à continuidade da espécie e não a cadeia alimentar.

Cientistas sugerem que uma forma de tornar o cenário menos assustador passaria por medidas provisórias como a criação de novas áreas de protecção onde os animais pudessem permanecer para capturar alimentos. Mas a solução seria mesmo diminuir a emissão de gases com efeito de estufa.

Diário de Notícias
DN
25 Abril 2019 — 13:39

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1860: As morsas estão a atirar-se de penhascos por causa das alterações climáticas

CIÊNCIA

Gary Bembridge / Wikimedia

A nova série da Netflix “Our Planet” mostra explicitamente como cada ecossistema está a mudar ou está ameaçado pelas alterações climáticas. As morsas russas, por exemplo, estão a atirar-se de penhascos.

David Attenborough, o narrador da série, culpa o incidente pelas mudanças no ecossistema do Árctico que as morsas habitam. Com o gelo do mar a recuar ano após ano, as morsas são forçadas a descansar em praias minúsculas e cheias de gente.

Estas praias estão tão superlotadas, que algumas morsas escalam as falésias para ter um pouco de paz. Mas quando os animais, desacostumados a escalar ou a alturas, decidem voltar à água, caem dos penhascos até às suas horríveis mortes.

Este incidente não é a primeira vez que as pessoas documentam as mortes em massa de morsas. Em 1996, as autoridades da vida selvagem do Alasca relataram um incidente quase sem precedentes no qual quase 60 morsas machos caíram de um penhasco de 60 metros para a sua morte.

Na época, quando o gelo ainda era mais extenso e o clima menos compreendido, os investigadores não culparam as mortes pelas mudanças climáticas. Em vez disso, ficaram perplexos, sem uma resposta para explicar o comportamento, relatou o The New York Times na altura.

Com os anos seguintes, apareceram novos relatos sobre estes tipos de eventos de morsa. Mas estudos mais recentes indicaram que as mudanças climáticas poderiam estar a causar “distúrbios” mortais como o documentário indica. As morsas costumam passar a maior parte do tempo no gelo marinho, com algum tempo intermitente passado em terra em grandes grupos chamados de “haul-outs”.

Um relatório de maio de 2017 do Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA (USFWS) constatou que o recuo do gelo marinho do Árctico levava as morsas a fazerem viagens colectivas para praias lotadas com mais frequência. Nessas saídas, as morsas são facilmente assustadas, com um aumento de eventos “perturbadores” mortais.

Os especialistas sugeriram ao Live Science que os eventos de quedas normalmente não envolvem morsas a escalar penhascos – como o documentário mostrou. Pelo contrário, os eventos acontecem quando as morsas sobem encostas rasas nos lados mais distantes das falésias. Lá em cima, as criaturas podem, às vezes, sair a correr se um avião, um urso polar, um barco ou outra coisa estranha os assustar.

A mudança climática parece ter tornado este tipos de eventos mais comuns. No entanto, no Alasca, as quedas em massa parecem ter diminuído nos últimos anos, graças aos esforços humanos para gerir os ambientes dos haul-outs. Reduções nos planos aéreos e outros distúrbios humanos parecem ter evitado algumas das mortes.

ZAP //

Por ZAP
18 Abril, 2019

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1816: Planeta morto mostra-nos o que vai acontecer à Terra quando o Sol desaparecer

Os cientistas fizeram as contas e concluíram que o Sol terá cerca de 10 mil milhões de anos de vida. Então o que acontecerá ao nosso planeta Terra com o Sol morto?

Uma equipa internacional de astrónomos liderada pela Universidade de Warwick, no Reino Unido, anunciou uma descoberta. Assim, perante as informações, temos algumas pistas sobre o futuro do nosso planeta.

O Sol irá morrer daqui a quantos milhões de anos?

Bom, esta não é uma conta fácil de fazer. Tanto é que há cientistas que afirmam que o Sol “nasceu” há cerca de 4,6 mil milhões de anos. Contudo, quanto ao seu fim, uns astrónomos apontam para daqui a 6 mil milhões e outros a cerca de 10 mil milhões de anos.

O que acontecerá então com a Terra e com o restante do nosso Sistema Solar?

Os cientistas descobriram uma estrela semelhante ao Sol que está a 410 anos-luz da Terra. É uma anã branca, ou seja, uma estrela que, depois de consumir todo o seu combustível nuclear, desapareceu há milhões de anos.

A revelação foi feita a partir de observações com o Gran Telescopio Canarias (GRANTECAN), instalado no Observatório del Roque de los Muchachos, na ilha de La Palma (Espanha). Esta informação foi divulgada em comunicado do Instituto de Astrofísica das Ilhas Canárias (IAC), que também participou do estudo, publicado na revista científica Science.

Os astrónomos estudaram a nuvem que envolve a estrela, chamada SDSS J122859.93+104032.9, e o anel de escombros que orbita em torno dela.

Este anel é formado por corpos rochosos compostos de ferro, magnésio, silício e oxigénio, elementos-chave na composição da Terra.

E entre eles descobriram os restos de um planeta que sobreviveu à morte da estrela e que, além disso, orbita muito perto dela, algo que surpreendeu os cientistas.

Os autores do estudo consideram que os fragmentos eram parte de um corpo maior do seu sistema solar, por exemplo, de um planeta cujas camadas externas foram removidas.

Uma das razões pelas quais se suspeita que ele sobreviveu à destruição do seu sistema planetário é a sua composição, rica em metais pesados, como ferro e níquel.

Indícios do que acontecerá com a Terra

As dúvidas são legítimas. Assim, a pergunta que se impõe é se isto será o futuro da Terra quando o Sol se apagar?

No nosso sistema solar, o Sol vai-se expandir para a órbita da Terra e devastar o nosso planeta, Mercúrio e Vénus.

Marte e o restante dos planetas que estão mais distantes sobreviverão e se deslocarão para fora.

Referiu Christopher Manser, investigador no Departamento de Física da Universidade de Warwick e principal autor do estudo.

Os cientistas acreditam que a anã branca na qual o Sol terá se tornado continuará a reinar no Sistema Solar orbitado por Marte, Júpiter e Saturno, entre outros corpos.

Imagem: Science
Fonte: Science
Neste artigo: , ,

pplware
07 Abr 2019

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1740: Poluição do ar estará a causar o dobro das mortes estimadas em Portugal

UNIÃO EUROPEIA

Friends of the Earth Scotland / Flickr

Investigadores estimam que, em Portugal e durante 2015, a poluição do ar tenha causado 15 mil mortes, ou seja, 138 mortes por cada 100 mil habitantes. Problemas cardiovasculares provocam quase um terço dos óbitos, mas os cardiologistas alertam que as pessoas não estão conscientes do problema.

De acordo com um artigo do Público, divulgado esta terça-feira, a poluição do ar pode ser responsável por mais mortes do que aquelas que a Agência Europeia do Ambiente (EEA, na sigla inglesa) e a Organização Mundial de Saúde (OMS) estimavam.

Em Portugal, as estimativas dos cientistas apontam para cerca de 15 mil mortes provocadas pela inalação de partículas finas e outros poluentes, em 2015. As estimativas anteriores da EEA, divulgadas nesse ano, indicavam que seriam 6690.

A conclusão é de uma investigação, publicada a 12 de Março no European Heart Journal, e desenvolvida pelo Instituto Max Plank de Química e a Universidade Médica de Mainz (ambos na Alemanha). O trabalho, noticiava o Público na semana passada, mostrou que a mortalidade relacionada com a contaminação do ar na União Europeia (UE) — 659 mil pessoas — também corresponde ao dobro da estimada em estudos anteriores.

Tendo por base os resultados obtidos na investigação, o Público foi tentar esclarecer o que se terá passado em Portugal.

O número agora calculado para Portugal equivale a 138 mortes por cada 100 mil habitantes. Entre os países europeus, está no meio da tabela. É na Bulgária que o número de mortes é maior (210 por cada 100 mil habitantes). Na Islândia, o impacto da poluição do ar é menor: 43 mortes em cada 100 mil habitantes.

Clean Air @cleanairforall2

Death by #airPollution ; Cardiovascular disease burden from ambient air pollution in Europe reassessed using novel hazard ratio function; European Heart Journal, ehz135, https://doi.org/10.1093/eurheartj/ehz135  ;Published:12 March 2019

Para chegar a estas estimativas, os investigadores utilizaram um modelo de dados que simula a forma como certos processos químicos atmosféricos interagem com a terra, os oceanos e a biosfera, bem como o impacto dos compostos químicos gerados por actividades humanas, como a indústria ou a agricultura.

Os números sobre o impacto da poluição na mortalidade são tão elevados que os investigadores estimam que a contaminação do ar cause mais mortes adicionais por ano do que o tabaco.

Ao Público, Thomas Munzel, da Universidade de Mainz, co-autor do estudo, explicou que a utilização de “uma base de dados mais sólida” e mais informação sobre as “doenças não-comunicáveis, como a diabetes ou a hipertensão”, são os factores responsáveis “pelas estimativas terem subido tanto”.

Na Europa, as mortes provocadas por doenças cardiovasculares associadas à poluição do ar representam uma proporção significativa do total (são cerca de 40%) – as restantes estão relacionadas com problemas respiratórios como doença pulmonar obstrutiva crónica, pneumonia ou cancro do pulmão e outras doenças não-comunicáveis.

Em Portugal, os problemas cardiovasculares, como ataques ou paragens cardíacas, representam 30% do total de mortes causadas pela poluição do ar. Já na Estónia, por exemplo, são 64%.

Partículas finas são o problema

Os peritos focaram-se sobretudo nos danos causados pelas chamadas partículas finas – que têm um diâmetro inferior a 2,5 micrómetros (mais de 20 vezes inferior à espessura de um cabelo) -, mas também incluem o dióxido de azoto e o ozono nas suas contas.

O responsável pela associação ambientalista Zero, Francisco Ferreira, descreve estas partículas como “um conjunto de substâncias muito diversificado”. São “nitratos, sulfatos, compostos orgânicos”.

Segundo o estudo, foi demonstrado que as partículas finas “levam ao aumento do stress oxidativo por meios surpreendentemente semelhantes” aos que resultam em disfunção vascular associada à diabetes e à hipertensão.

“Portanto, parece que a poluição do ar desencadeia ou agrava outras doenças não-comunicáveis que podem contribuir significativamente para as mortes relacionadas com doenças cardiovasculares”, argumentam os autores.

O cardiologista e secretário-geral da Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC), José Ferreira Santos​ explicou que existem “alguns estudos que mostram que as pessoas que são sujeitas a mais poluição, a uma maior concentração de partículas nocivas, têm maior risco de diabetes e hipertensão”.

Darren Flinders / Flickr

Por isso, admitiu, “talvez o gatilho que leve a um aumento da mortalidade seja um aumento também dos próprios factores de risco”. “Alguns estudos também mostram que há um aumento da disfunção do endotélio, há mais constrição das artérias, mais inflamação… Há aqui uma base de fisiopatologia que justifica o aumento desta mortalidade”.

É por tudo isto que, neste estudo, os próprios investigadores chamam a atenção para a necessidade de reduzir a concentração destas partículas no ar, indica o artigo do Público. Um primeiro passo será baixar o limite máximo permitido na UE, de 25 microgramas por metro cúbico (o actual) para 10 microgramas, o valor recomendado pela OMS.

Em 2017, Steven J. Davis, um investigador da Universidade da Califórnia, que também tem trabalhado na relação entre a inalação de partículas finas e a mortalidade, explicou ao Público que “há tecnologias avançadas para controlar a poluição do material particulado de 2,5 micrómetros vindo de centrais eléctricas, fábricas, camiões e carros”.

O problema, apontava na altura, é que “os custos disto tornam os bens mais caros e enfraquecem o crescimento económico nos países em desenvolvimento, o que leva à transferência da produção para outros países que têm menos restrições ambientais”.

Pelo menos em Portugal, a “tendência é para melhorar esse limite”, disse Francisco Ferreira. Mas nem tudo é controlável. “Além da poluição associada à actividade humana, estamos a ser influenciados por partículas que vêm do Sara“, indicou o especialista. Até agora, “pensava-se que a fracção de areia que vinha do deserto era mais grosseira (entre 2,5 e 10 micrómetros)”, mas as análises recentes têm mostrado uma quantidade “expressiva” destas partículas.

“Mas nem tudo é catastrófico”, indica o artigo do Público. Os autores do estudo também calcularam qual seria o impacto da redução das partículas finas no ar na redução da mortalidade associada a problemas cardiovasculares, respiratórios e outras doenças não-comunicáveis.

Caso sejam tomadas as medidas necessárias para que a temperatura da Terra não aumente mais do que dois graus Celsius (compromisso estabelecido no Acordo de Paris), o excesso de mortalidade causado pela poluição diminui 55%. Em Portugal, isso equivale a menos 3470 mortes.

A esperança média de vida na Europa também aumenta 1,2 anos. “A transição de combustíveis fósseis para fontes de energia limpa e renovável é uma intervenção altamente eficaz na promoção da saúde”, referem os autores.

A Alemanha, a Ucrânia, a Polónia e a Itália são os países onde mais vidas seriam poupadas caso esse tipo de medidas fossem adoptadas.

No entanto, se é óbvio para a maioria das pessoas que a inalação destes poluentes pode causar problemas respiratórios, não pode dizer-se o mesmo sobre o seu impacto a nível cardiovascular. É algo que “ainda não está na cabeça das pessoas nem dos médicos”, frisou o cardiologista José Ferreira Santos.

Omar Ramírez @xojrhx

Cardiovascular disease burden from ambient air pollution in Europe reassessed using novel hazard ratio functions: “the attributable excess mortality rate is about 8.79 million per year with an overall uncertainty of about ±50%… in Europe is 790.000” https://academic.oup.com/eurheartj/advance-article/doi/10.1093/eurheartj/ehz135/5372326?searchresult=1 

O presidente do Colégio de Cardiologia da Ordem dos Médicos, Miguel Mendes, é da opinião de que “as pessoas não estão alerta”. Também “não se pode ser alarmista, tem de se ser sensato”. Mas deve haver “consciência de que isto é um problema e que se as sociedades não se precaverem vai aumentar”.

Mesmo assim, lembra que “a mortalidade por doença cardiovascular tem vindo a diminuir” em Portugal.

O conselho deixado pelos dois médicos é o de evitar, tanto quanto possível, a exposição ao ar poluído. “Quem já​ tiver uma doença cardiovascular deve evitar andar exposto, ou fazer exercício físico vigoroso nos locais onde os níveis de poluição sejam mais elevados”, avisou José Ferreira Santos.

“Andar no meio de uma cidade, à hora de ponta, quando o trânsito é intenso, pode ser uma forma de precipitar um evento cardiovascular em alguém que tenha um coração fragilizado”, acrescentou.

O médico Miguel Mendes também lembrou que “há estudos que dizem que se anula completamente o benefício do exercício físico se o praticarmos no meio do trânsito”. “Temos de ter medidas nas cidades para medir e depois controlar a poluição”, defendeu.

TP, ZAP //

Por TP
19 Março, 2019

– E que tal referirem os chemtrails, a sua origem e a sua finalidade? Não interessa que os Povos saibam? Será que este vídeo que insiro de seguida é fake news? É uma teoria de conspiração? ABRAM OS OLHOS…!!!

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1727: Poluição do ar já mata mais pessoas do que fumar

CIÊNCIA & SAÚDE

(dr) Espen Rasmussen

O número de pessoas que morrem como resultado da poluição do ar pode exceder o número de mortes por fumar, sugere um novo estudo.

Investigadores alemães estimam que até 8,8 milhões de mortes por ano globalmente podem ser atribuídas à poluição do ar. Apenas na Europa, estima-se que haja mais de 790.000 mortes adicionais como resultado – o dobro da estimativa anterior, que não explica adequadamente as taxas adicionais de doença cardiovascular.

“Para colocar isto em perspectiva, isto significa que a poluição do ar causa mais mortes extras por ano do que o tabagismo, que a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima ser responsável por mais 7,2 milhões de mortes em 2015“, disse Thomas Munzel, um dos os autores do Centro Médico da Universidade de Mainz, citado pelo The Independent. “Fumar é evitável, mas a poluição do ar não é”, acrescentou.

Partículas finas de carvão e óxidos de nitrogénio bombeados pelos automóveis, fábricas e centrais de energia podem formar um cocktail nocivo que aumenta significativamente as taxas de ataques cardíacos, derrames e ataques de asma graves.

As autoridades reguladoras estão a tentar acabar com os carros a diesel nas grandes cidades, já que são os principais produtores de partículas microscópicas “PM2.5”. Estes podem conter metais pesados e outros produtos químicos combustíveis que se alojam nos pulmões e entram na corrente sanguínea.

O estudo, publicado no European Heart Journal, usou simulações computacionais de substâncias químicas naturais e sintéticas interactivas combinadas com novas informações sobre densidade populacional, factores de risco de doenças e causas de morte.

Acredita-se que a poluição do ar tenha causado 64 mil mortes no Reino Unido em 2015, incluindo 17 mil casos fatais de doenças cardíacas e arteriais. Mais de 29 mil outras mortes britânicas ligadas à poluição do ar foram devidas a uma série de condições, como cancro, diabetes e doenças pulmonares crónicas.

Isto significou uma redução na expectativa de vida média de cerca de 1,5 anos no Reino Unido. Jos Lelieveld, do Instituto Max-Planck de Química em Mainz, disse: “O alto número de mortes extras causadas pela poluição do ar na Europa é explicado pela combinação de baixa qualidade do ar e densidade populacional, o que leva à exposição que está entre as mais altas do mundo”.

Na Alemanha, a poluição do ar foi responsável por mais de 124 mil mortes em 2015 e por 2.4 anos de expectativa de vida perdida. Estima-se que 81 mil pessoas tenham morrido devido à poluição do ar em Itália.

Já foi pedido à União Europeia que adopte limites de segurança mais rígidos para os PM2.5 estabelecidos pela OMS, já que os actuais níveis de poluição do ar na Europa são o dobro do nível de segurança estabelecido pelo órgão de saúde. “Muitos outros países, como o Canadá, os EUA e a Austrália, usam a directriz da OMS”, disse Munzel. “A UE está muito atrasada neste aspecto”.

ZAP //

Por ZAP
17 Março, 2019

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1660: Sabemos finalmente o que matou a vida marinha na extinção em massa mais mortal da História

kevinzim / Flickr
Trilobite

O aumento das temperaturas acelerou o metabolismo das criaturas, aumentando as suas necessidades de oxigénio. No entanto, também esgotou o oxigénio dos oceanos, fazendo com que os animais (literalmente) sufocassem.

Há cerca de 252 milhões de anos, a Terra sofreu uma devastação catastrófica – um evento de extinção tão grave que destruiu quase toda a vida na Terra. É chamado de Evento de Extinção Permiano-Triássico, também conhecido como A Grande Morte.

Até 70% de todas as espécies de vertebrados terrestres foram mortas, assim como 96% de todas as espécies marinhas, incluindo o famoso trilobite, que já havia sobrevivido a dois outros eventos de extinção em massa.

É amplamente aceite que a mudança climática é a culpada – em particular a actividade vulcânica de longo prazo na Sibéria, que expeliu tanto material na atmosfera que envolveu o mundo num manto de cinzas durante um milhão de anos, bloqueando a luz solar, reduzindo o ozono, fazendo cair chuva ácida e elevando as temperaturas.

Agora, os cientistas mostraram o que erradicou a vida marinha: o aumento das temperaturas acelerou o metabolismo das criaturas, aumentando as suas necessidades de oxigénio, ao mesmo tempo que esgotou o oxigénio dos oceanos. Como resultados, os animais literalmente sufocaram.

O problema é que, actualmente, estamos a vivenciar um aquecimento atmosférico muito semelhante – e muito mais rápido.

Segundo Justin Penn, da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, “esta é a primeira vez que fazemos uma previsão mecanicista sobre o que causou a extinção que pode ser directamente testada com a análise do registo fóssil, permitindo-nos fazer previsões sobre as causas de extinção no futuro”.

A equipa realizou uma simulação por computador das mudanças pelas quais a Terra passou durante A Grande Morte. Antes das erupções vulcânicas da Sibéria, as temperaturas e níveis de oxigénio eram semelhantes às de hoje, pormenor que deu aos investigadores uma boa base para trabalhar.

Posteriormente, os cientistas elevaram os gases de efeito estufa na atmosfera do modelo para imitar as condições após a erupção, o que elevou a temperatura da superfície do mar em cerca de 11 graus Celsius. Esse aumento teve como resultado um esgotamento de oxigénio de cerca de 76% – e cerca de 40% no fundo do mar, principalmente em profundidades maiores.

Para observar de que forma esse esgotamento poderia afectar a vida marinha, a equipa incluiu no estudo dados de requisitos de oxigénio de 61 espécies modernas. E tal como se previa, foi um autêntico desastre. “Muito poucos organismos marinhos permaneceram nos mesmos habitats em que viviam – ou fugiram ou morreram“, disse o oceanógrafo Curtis Deutsch, também da Universidade de Washington.

Os mais prejudicados foram as criaturas mais sensíveis ao oxigénio, com a devastação mais pronunciada em altas latitudes, longe do Equador. Quando a equipa comparou os seus resultados com o registo fóssil, confirmou as suas descobertas.

Os animais que vivem nas águas mais quentes ao redor do Equador podem migrar para latitudes mais altas, onde encontrarão habitats semelhantes aos que acabaram de deixar. No entanto, o mesmo não acontece com os animais que já vivem em latitudes mais atas, uma vez que não têm para onde fugir.

No total, isso causou mais de 50% da perda marinha da Grande Morte. O restante foi provavelmente causado por outros factores, como a acidificação pelo CO2 das armadilhas siberianas e um declínio acentuado na vida das plantas causado pelo desbaste do ozono.

Os cientistas afirmam que é importante prestar atenção a estes factos, uma vez que o aquecimento dos oceanos da Terra está a acelerar cada vez mais.

“Sob um cenário de emissões como o de hoje, em 2100 o aquecimento no oceano terá atingido 20% do aquecimento no final do Permiano-Triássico, e no ano 2300 atingirá entre 35 e 50%”, disse Penn.

É importante não esquecer que “este estudo destaca o potencial para uma extinção em massa decorrente de um mecanismo similar sob mudanças climáticas antropogénicas”, concluem os cientistas.

ZAP // ScienceAlert

Por ZAP
4 Março, 2019

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1589: Morreu a Opportunity, a sonda da NASA que explorou Marte durante 15 anos

Lonesome–Crow / Deviant Art

A agência espacial norte-americana deu esta quarta-feira por terminada a missão do veículo robotizado Opportunity em Marte, que permitiu aos cientistas concluírem que o planeta terá tido no passado água como a Terra.

A morte da Opportunity, ao fim de 15 anos em solo marciano, foi anunciada em comunicado e depois de a NASA ter esgotado todas as tentativas, a última das quais na terça-feira, para restabelecer as comunicações com o veículo.

A sonda “adormecida” deixou de comunicar com a Terra em 10 de Junho de 2018, depois de ter sido atingido por uma grande tempestade de poeira

Actualmente, a NASA tem duas missões robóticas em Marte – a Curiosity e a InSight – e prepara-se para lançar, já em Julho de 2020, uma outra, a Mars 2020, que irá à procura, juntamente com a missão europeia ExoMars, de sinais de vida microbiana passada no planeta.

O veículo robotizado Curiosity está a explorar a superfície marciana, em particular a cratera Gale, há mais de seis anos, enquanto a sonda InSight, que chegou a Marte em 26 de Novembro de 2018, vai estudar o interior do planeta.

ZAP // Lusa

Por Lusa
14 Fevereiro, 2019

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1486: Broto de algodão que China cultivou na Lua já morreu

billdavis6959 / Flickr
Sonda chinesa Chang’e 3

Na terça-feira, a China fez história ao anunciar que as sementes de algodão, colza e batata que a sonda Chang’e 4 levou para plantar no lado oculto da Lua germinaram, com o algodão chegando a brotar com sucesso. 

Esta foi a primeira vez em que aconteceu o cultivo de material biológico na Lua. Contudo, a agência chinesa de notícias Xinhua revelou que o projecto que levou nove dias para cultivar o broto de algodão foi encerrado — o que significa que a planta morreu.

Na Terra, uma equipa da Universidade de Chongqing, na China, desenvolveu um habitat selado da biosfera repleto de sementes e aditivos na esperança de criar um mini-ecossistema similar ao que foi enviado à Lua, com a semente de algodão sendo a única a brotar — tal como aconteceu no nosso satélite natural.

A Xinhua chegou a publicar um vídeo a mostrar o teste simulado feito na Terra, o que levantou algumas perguntas quanto à veracidade da imagem, que supostamente seria da experiência feita na Lua, e não do teste terrestre.

Ainda assim, considerando que a experiência foi mesmo um sucesso na Lua, de acordo com Xie Gengxin, designer-chefe do estudo, a vida não sobreviveria à primeira noite lunar da Chang’e 4, que começou no domingo, sendo que o período nocturno da Lua dura cerca de duas semanas terrestres. A temperatura cai muito e pode chegar a -150ºC.

A capacidade de cultivar vegetais na Lua é algo importante se considerarmos um provável futuro em que a humanidade construa uma base fixa lunar, com tripulações constantes ou até mesmo permanentes, não pensando apenas em alimentos, como também na capacidade de confeccionar roupas e fabricar combustível.

A próxima missão chinesa na Lua, a Chang’e 5, está projectada para recolher amostras lunares e trazê-las de volta à Terra, com previsão de lançamento ainda este ano. Esta será a primeira vez em que a humanidade traz amostras da Lua desde 1976, com o encerramento do programa Apollo, da NASA. Uma outra missão chinesa, desta vez rumo a Marte, deve acontecer em 2020.

O país asiático quer aproveitar o momento em que os Estados Unidos sofrem com uma significativa redução no orçamento destinado à NASA, com as empreitadas comerciais no espaço – através de empresas privadas – a conseguir cada vez mais penetração nesta indústria. O presidente chinês, Xi Jinping, já disse em repetidas ocasiões que tem “ambições grandiosas” para transformar o país numa potência espacial.

Já para o ano de 2022, está prevista a finalização da construção da estação espacial chinesa, chamada Tiangong. Contudo, a CNSA ainda está a decidir se enviará astronautas para lá logo que a estação entre em órbita.

ZAP // CNet

Por ZAP
16 Janeiro, 2019

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1483: Misteriosa explosão cósmica pode revelar uma nova forma de morte estelar

Os astrónomos podem ter descoberto uma nova forma de morte das estrelas. Uma explosão misteriosamente breve e brilhante, chamada de “Vaca”, revela um tipo inteiramente novo de morte estelar.

Os detalhes desta morte estelar, no entanto, permanecem nebulosos. Os cientistas ainda estão a debater se o surto, descoberto em 16 de Junho de 2018, foi de um tipo incomum de estrela devorada por um buraco negro, ou de uma estrela velha e massiva que explodiu num tipo estranho de super-nova.

O telescópio Asteroid Terrestrial-impact Last Alert System no Hawai detectou a explosão pela primeira vez e deu ao evento o nome aleatório AT2018cow. “Foi imediatamente apelidado a Vaca”, disse o astrónomo Daniel Perley numa conferência de imprensa a 10 de Janeiro na reunião da American Astronomical Society.

De imediato, a Vaca era estranha. As primeiras observações mostraram que veio de uma galáxia anã formadora de estrelas a cerca de 200 milhões de anos-luz de distância na constelação de Hércules.

Mas a Vaca era particularmente brilhante, sugerindo que era cerca de dez vezes a luminosidade de uma super-nova típica e 100 mil milhões de vezes a luminosidade do sol. A Vaca também apareceu de repente, passando de invisível para brilho máximo em apenas dois dias, muito mais rápido que as super-novas comuns.

“Esta combinação de ser muito rápido e muito luminoso é muito incomum”, disse Perley, da Universidade John Moores, de Liverpool, na Inglaterra.

Nos meses seguintes, uma série de telescópios avançou para acompanhar a Vaca em comprimentos de onda de luz que abrangem o espectro electromagnético, desde longas ondas de rádio até raios gama curtos. “A Vaca tornou-se um dos eventos cósmicos mais intensamente observados da história”, disse a astrónoma Anna Ho durante a reunião.

Estas observações de acompanhamento revelaram que a Vaca estava cercada por material denso que se movia a um décimo da velocidade da luz. A explosão de luz também durou vários meses, diminuindo gradualmente em vários comprimentos de onda. Embora tenha escurecido em geral, às vezes fica mais claro em pequenos saltos irregulares, sugerindo que há algo continuamente alimentando a energia a partir da parte interna.

Uma possível explicação para a explosão é uma estrela a ser despedaçada por um buraco negro, chamado de evento de ruptura das marés. Astrónomos já viram estas estrelas sucumbirem a buracos negros noutras galáxias.

A maneira como o brilho da Vaca desapareceu com o tempo foi consistente com as observações anteriores, disse a astrónoma Amy Lien, do Centro de Voo Espacial Goddard, da NASA, em Greenbelt, Maryland.

Mas não poderia ser uma estrela comum a ser devorada por um buraco negro comum. A chama era tão curta e aumentava tão rapidamente que a estrela devia ser muito pequena, pesando apenas 0,1 a 0,4 vezes a massa do sol. Isto significa que poderia ter sido uma densa anã branca, o estágio final de estrelas como o sol – e os astrónomos nunca viram uma anã branca a ser devorada por um buraco negro.

O buraco negro poderia ter sido entre cem mil e um milhão de vezes a massa do Sol, que é quase tanto quanto o buraco negro no centro da galáxia hospedeira da Vaca. O surpreendente sobre este buraco negro é que não está localizado no centro da galáxia, por isso os astrónomos ainda têm que explicar como um enorme buraco negro acabou nos arredores da galáxia.

A outra melhor opção é um novo tipo de explosão de super-nova. A luz rápida e de alta energia que a Vaca emitiu ao longo dos meses após a descoberta pode ser explicada pela rápida movimentação de detritos que escapam da explosão e por outros materiais densos.

Se a super-nova ocorresse, poderia ter produzido um buraco negro que rodaria muito rápido. Se este buraco negro reunisse material dos destroços da explosão, isso libertaria o tipo de energia que a equipe de Ho observou.

Astrónomos já viram estrelas a morrerem em super-novas e detectaram os buracos negros que tais explosões podem deixar para trás. “Mas a conexão entre as mortes e a formação do corpo não foi realmente feita”, diz Ho.

Pode haver muitas manifestações de morte estelar, e as poucas versões que os astrónomos conhecem, como super-novas comuns e outras explosões chamadas explosões de raios gama, podem ser pequenas partes de uma paisagem mais ampla. “Há todo um zoológico de coisas que só estamos a começar a descobrir agora”, disse. “Vincular todos os que estão juntos e dizer como estão relacionados ainda é uma questão muito aberta”.

Os astrónomos vão continuar a observar a Vaca enquanto se desvanece, observações que poderiam ajudar a resolver o mistério estelar.

ZAP // Science News

Por ZAP
16 Janeiro, 2019

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1469: O Sol vai transformar-se numa bola de cristal antes de morrer

Mark Garlick / Universidade de Warwick

Num processo curiosamente semelhante ao envelhecimento humano, a maior parte das estrelas no seu capítulo final da vida tendem a encolher, murchar e ficar lentamente brancas.

Os astrónomos chamam a estas estrelas de “anãs brancas” e, ao contrário dos seres humanos, podem durar milhões de anos.

Nesse tempo, estrelas com massas entre cerca de um décimo e oito vezes a massa do nosso Sol queimam a sua último energia nuclear, perdem camadas externas de fogo e transformam-se em núcleos ultra-compactos. Embora isso possa soar como um final sem glamour para uma estrela, um novo estudo publicado este mês na revista Nature sustenta que o estado de anã branca pode ser apenas o começo de uma nova metamorfose.

Num estudo com mais de 15 mil anãs brancas conhecidas em redor da Via Láctea, uma equipa de astrónomos da Universidade de Warwick, no Reino Unido, concluiu que as estrelas não desaparecem – primeiro transformam-se em esferas de cristal luminosas.

“Todas as anãs brancas se cristalizarão em algum ponto da sua evolução”, disse o principal autor do estudo, Pier-Emmanuel Tremblay, um astrofísico da Universidade de Warwick, em comunicado. “Isso significa que milhões de anãs brancas na nossa galáxia já completaram o processo e são essencialmente esferas de cristal no céu.”

Se isto for verdade, então o próprio sol da Terra – assim como 97% das estrelas na Via Láctea – também estão destinados a terminar os seus dias como bolas de cristal a brilhar no cosmos.

Para o novo estudo, Tremblay e os seus colegas usaram observações do satélite Gaia da Agência Espacial Europeia para analisar a luminosidade e as cores de cerca de 15 mil anãs brancas conhecidas, localizadas a 300 anos-luz da Terra. Os investigadores viram que um excesso de estrelas parecia partilhar as mesmas luminosidades e cores, independentemente do tamanho e da idade das estrelas.

A aparência uniforme destas estrelas sugeria que as anãs tinham atingido algum tipo de fase de desenvolvimento. Usando modelos de evolução de estrelas, os astrónomos determinaram que todos estes astros chegaram a uma fase em que o calor latente estava a ser libertado dos seus núcleos em grandes quantidades, diminuindo significativamente o arrefecimento.

Quando uma anã branca arrefece bastante, o líquido fundido no seu núcleo começa a solidificar-se – noutras palavras, a estrela começa a transformar-se em cristal.

ESA
Evolução estelar

De acordo com Tremblay, este estudo fornece “a primeira evidência directa de que as anãs brancas se cristalizam”, finalmente apoiando uma hipótese levantada há 50 anos.

De acordo com o novo estudo, porém, o calor libertado durante a fase de cristalização da anã branca poderia retardar o arrefecimento da estrela em até dois mil milhões de anos. Se for este o caso, anãs brancas conhecidas podem ter muitos mais milhões de anos do que se pensava, o que complica uma cronologia já misteriosa.

Não se sabe exactamente quanto tempo uma estrela pode permanecer como uma anã branca antes de deixar de emitir luz e calor, tornando-se o que alguns investigadores chamam de “anã negra”. Este ponto final teórico da evolução estelar nunca foi observado.

Mais estudos são necessários para que os cientistas entendam melhor a vida e a morte das estrelas e aprimorem os seus métodos de datação cósmica.

ZAP // Live Science

Por ZAP
12 Janeiro, 2019

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1353: O Mar Morto está mesmo a morrer (e as casas podem ser engolidas)

CIÊNCIA

deepgoswami / Flickr

Há alguns anos que os especialistas alertam: o Mar Morto está a morrer, com a água a recuar mais de um metro por ano, o que alterou dramaticamente a paisagem, nomeadamente pelo aparecimento de buracos enormes.

A primeira cratera foi registada no final dos anos 80 do século XX. Actualmente, são mais de seis mil, com capacidade para engolir terra, estradas e casas.

Ninguém pode garantir o que acontecerá no futuro, mas os mais pessimistas não hesitam em defender o completo desaparecimento do famoso lago até 2050. A forma de o evitar é discutida há décadas, falando-se agora numa possível solução – complexa e com uma factura pesada.

Trata-se de um projecto para a construção de um sistema de dessalinização na Jordânia, para transformar parte da água do Mar Vermelho em água potável, bombeando a restante água salgada para o Mar Morto.

Com um custo estimado em mais de 1,3 mil milhões de euros, a obra pode mesmo avançar, esperando-se nas próximas semanas a realização de reuniões para finalizar os detalhes técnicos, segundo a NBC.

Simbólico para cristãos, judeus e muçulmanos, alguns dos mais antigos manuscritos conhecidos da Bíblia Hebraica, os Manuscritos do Mar Morto, foram encontrados na região e uma secção do rio Jordão é também considerada o local do baptismo de Jesus Cristo.

A acção humana no mar Morto

A acção humana explica em parte as alterações sofridas neste lago, entre Israel e a Jordânia, a quatrocentos metros abaixo do nível do mar.

A extracção mineral é uma das causas, com uma indústria poderosa dos dois lados da fronteira. A imensa quantidade de água que é retirada e colocada em piscinas para que possa evaporar, deixando visíveis as substâncias que importam, traduz-se em áreas de terra salina infértil que, quando dissolvida pela água doce, torna-se instável e colapsa.

Consequência desse fenómeno, pelo menos duas das praias de Israel e um resort turístico fecharam, enquanto partes da Rodovia 90 foram engolidas.

Por outro lado, o Mar Morto abastece-se de água de fontes naturais externas, como o Rio Jordão. A construção de infra-estrutura que desviaram água para o abastecimento das populações, a partir da década de 1960, teve influência no caudal do rio, tal como a diminuição das chuvas, estimando-se que o fluxo do rio Jordão tenha caído mais de 90% .

A água está também a evaporar naturalmente e de forma rápida, num processo que poderá acelerar por causa das mudanças climáticas. As previsões apontam para que as temperaturas na área subam de 5 a 11 graus até o final do século, com uma redução provável das chuvas em 30%.

O projecto Mar Vermelho/Mar Morto é olhado com optimismo porque pode resolver várias questões: a escassez de água doce da região, a estabilização dos níveis do Mar Morto e até influenciar positivamente as relações entre Israel, Jordânia e os palestinos, pela necessidade de colaborarem.

A construção do sistema de dessalinização começará no início de 2021 e levará cerca de três anos e meio a ser concluída.

ZAP //

Por ZAP
30 Novembro, 2018

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1346: Quando o Sol morrer, irá lançar uma tempestade de nano-diamantes para a Terra

NASA / JPL-Caltech / CXC / ESA / NRAO / J. Rho
Super-nova remanescente G54.1 + 0.3

Segundo uma recente investigação, a Terra e outros planetas do Sistema Solar serão literalmente assolados por enormes quantidades de areia, nano-diamantes e minerais, produzidos nos últimos momentos da vida solar.

De acordo com as teorias modernas, daqui a cinco mil milhões de anos o “combustível nuclear” do Sol, isto é, as suas reservas de hidrogénio, irão esgotar-se. Isso fará com que a estrela passe a queimar hélio.

Como resultado, o núcleo do Sol irá atingir uma temperatura extremamente alta, enquanto as suas camadas serão ampliadas ao ponto de absorver Vénus e Mercúrio, convertendo a Terra numa esfera incandescente sem vida.

Ao espalhar todos os seus gases, o Sol tornar-se-á uma anã branca – um corpo celeste muito pequeno, mas muito quente que continua a brilhar graças ao resto de energia preservada no seu antigo núcleo. Este brilho irá iluminar as nuvens gasosas ao seu redor, convertendo-as numa mancha muito brilhante no céu nocturno – ou, por outras palavras, numa nebulosa planetária.

No entanto, o destino dos planetas que sobreviverão permanece um grande mistério, incluindo o da própria Terra.

Os autores do artigo científico, recentemente publicado na Royal Astronomical Society, estudaram os restos de super-novas recém-descobertas para determinar um possível desenvolvimento desta situação. Desta forma, analisaram Cassiopeia A, que apareceu no céu nocturno em 1667, e a sua “irmã maior”, a G54.1+0.3 que foi encontrada em 1985, tendo explodido há três séculos.

Os astrónomos descobriram que a massa de poeira nessas super-novas é significativamente maior do que o que se pensava até agora, propondo assim que os mundos ao seu redor tenham sido completamente cobertos por poeira e outros minerais, emitidos no exacto momento da explosão.

Estas estrelas eram muito parecidas com o Sol, tanto em tamanho como em estrutura. Assim, os cientistas supõem que, após a morte do nosso astro solar, a Terra e Marte, bem como os planetas mais afastados do Sistema Solar, se tornem mundos desérticos, cobertos por nano-diamantes e coríndones — minerais à base de óxido de alumínio.

Mesmo assim, acreditam que a habitabilidade não será fortemente prejudicada. A propagação de camadas e o aumento da luminosidade do Sol serão responsáveis pela extinção de vida na superfície do nosso planeta muito antes, visto que toda a água e ar desaparecerão.

ZAP // SputnikNews

Por ZAP
29 Novembro, 2018

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1320: Um sistema estelar na Via Láctea ameaça morrer com uma colossal explosão

ESO/Callingham et al.

Pela primeira vez, astrónomos encontraram um sistema estelar na Via Láctea que pode produzir uma explosão de raios gama – um dos fenómenos conhecidos mais brilhantes e energéticos do Universo.

O sistema estelar é oficialmente chamado 2XMM J160050.7-514245, mas os investigadores apelidaram-no de “Apep“, em homenagem à divindade egípcia do caos.  O nome relaciona-se com o facto de o sistema estar cercado de longos “cata-ventos” de matéria lançados no espaço.

Estes cata-ventos têm origem num par de estrelas binárias “Wolf-Rayet” que orbitam no centro do sistema. Estão tão perto um do outro que parecem uma única luz brilhante, abaixo da terceira estrela do sistema, mais fraca e mais distante.

As estrelas de Wolf-Rayet são sóis ultra-massivos que atingiram o fim das suas vidas e queimaram todo o seu hidrogénio. Portanto, fundem elementos mais pesados, girando rapidamente e lançando material para o espaço.

Estas estrelas são brilhantes o suficiente para que os astrónomos possam detectar a sua presença – mesmo quando residem noutras galáxias. Quando os seus núcleos entram em colapso, provocando super-novas, os astrónomos acreditam que podem criar longas explosões de raios gama, às vezes detectadas vindas do espaço profundo.

Num artigo publicado a 19 de Novembro na revista Nature Astronomy, investigadores relatam que a Apep é uma boa candidata para este tipo de explosão, tornando-se o primeiro sistema estelar do género descoberto na Via Láctea.

Os longos cata-ventos resultam de ventos estelares que se afastam do sistema binário a cerca de 3.400 quilómetros por segundo. As estrelas Wolf-Rayet devem estar a girar extraordinariamente rápido para atirar toda a matéria – quase rápido o suficiente para se separar, segundo o estudo.

Explosões de raios gama podem explicar porque (ainda) não encontrámos extraterrestres

Há finalmente uma explicação científica para o facto de os humanos não terem encontrado até ao momento vida extraterrestre. Não, não…

1269: Cadeira de rodas e tese de Stephen Hawking leiloadas por um milhão de euros

NOTÍCIAS

lwpkommunikacio / Flickr
O físico teórico Stephen Hawking

A cadeira de rodas usada pelo físico britânico Stephen Hawking e uma cópia da sua tese de doutoramento foram leiloadas por 881 mil libras (um milhão de euros).

A cadeira motorizada, que Hawking usou depois de ter ficado paralisado por uma doença neuro-degenerativa, foi vendida por 296.750 libras (340.790 euros), com o dinheiro a reverter para a fundação do cosmólogo e uma associação britânica de apoio a pessoas com doenças neuro-degenerativas.

Uma das cópias da tese de doutoramento, que o físico teórico escreveu em 1965 sobre as origens do Universo, foi leiloada por 584.750 libras (671.509 euros), um valor três vezes superior ao estimado.

No leilão, promovido na Internet pela leiloeira britânica Christie’s, foi igualmente vendida uma colecção de medalhas e prémios, por 296.750 libras (340.790 euros).

Stephen Hawking, que sofria desde jovem de esclerose lateral amiotrófica, doença que o deixou numa cadeira de rodas e a comunicar através de um sintetizador de voz, morreu em Março com 76 anos.

As suas cinzas estão depositadas na Abadia de Westminster, em Londres, entre as sepulturas do físico Isaac Newton (1643-1727), que formulou a lei da gravitação universal, e do naturalista Charles Darwin (1809-1882), que postulou a teoria da evolução das espécies por selecção natural.

O último livro de Hawking, “Breves respostas a grandes perguntas”, que compila as suas últimas reflexões sobre o Universo, foi lançado há cerca de um mês no Reino Unido. Numa mensagem póstuma, transmitida na apresentação da obra, o físico advertiu que a ciência e a educação estão ameaçadas no mundo.

ZAP // Lusa

Por Lusa
9 Novembro, 2018

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– Até depois de morto, fazem negócios com os bens dele… Chiça…!!! E não leiloaram as cinzas dele?