2128: Removidos 11.000 quilos de lixo e recuperados quatro corpos no Evereste

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As autoridades do Nepal removeram 11.000 quilos de lixo numa operação de limpeza no Monte Evereste, que permitiu ainda recuperar quatro cadáveres na maior montanha do mundo, adiantou fonte oficial à Associated Press.

Um funcionário do Departamento de Turismo, Danduraj Ghimire, disse esta quarta-feira que a equipa de limpeza, que trabalhou durante semanas, recolheu embrulhos de alimentos, latas, garrafas e botijas de oxigénio vazias.

Parte do lixo apanhado durante a operação foi transportado de avião para Catmandu e entregue aos responsáveis pela reciclagem, numa cerimónia de encerramento da campanha de limpeza que aconteceu esta quarta-feira.

Fontes oficiais disseram que a iniciativa teve sucesso, mas ainda há muito lixo escondido debaixo da neve, que só desaparecerá quando as temperaturas subirem. As autoridades não conseguem fazer uma estimativa da quantidade de lixo que permanece na montanha.

A maioria dos resíduos recuperados estava nos campos 2 e 3, nos quais os alpinistas podem descansar pelo caminho, desde o campo base até ao pico, a 8.850 metros de altura.

Sobre os quatro corpos recuperados, Ghimire disse que estavam expostos porque a neve estava derretida, e foram depois carregados até ao campo base e levados posteriormente para o hospital, para serem identificados. Os companheiros dos alpinistas que morreram estavam com dificuldades em retornar à base com vida, pelo que não conseguiram carregar os corpos dos colegas.

Mais de 300 montanhistas morreram no Evereste desde que alguém conseguiu alcançar o seu cume pela primeira vez, em 1953. Não é possível precisar quantos desses corpos ainda estão na montanha pois não existem dados.

Centenas de alpinistas e os seus guias passam semanas no Evereste durante a primavera, que é considerada a melhor altura para subir a montanha.

ZAP // Lusa

Por ZAP
6 Junho, 2019



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1859: Monte Evereste pode ter encolhido após o terramoto de 2015

 

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O Monte Evereste pode ter encolhido como resultado de um terramoto devastador. Uma equipa de topógrafos vai ao cume da montanha mais alta do mundo para confirmar esta hipótese colocada pelo Governo do Nepal.

O pico do Monte Evereste foi medido pela primeira vez por uma equipa de cientistas indianos em 1954. No entanto, o país foi atingido, em 2015, por um terramoto de magnitude 7,8 e acredita-se que, devido a esse fenómeno, a maior montanha do mundo encolheu.

Depois de dois anos a treinar, um grupo de quatro especialistas vai agora tentar descobrir se a altura oficial de 8.848 metros continua a mesma. “Não será fácil trabalhar neste terreno, mas estamos confiantes de que a nossa missão será bem sucedida”, afirmou o líder da expedição, Khim Lal Gautam, citado pelo The Independent.

A equipa vai subir até ao cume da montanha e lá activará um sistema global de navegação por satélite. “As sessões de observação podem durar cerca de 10 minutos no pico. O dispositivo será ligado no cume da montanha para receber dados de satélites”, explicou Susheel Dangol, coordenador da expedição, em entrevista separada ao Kathmandu Post.

Para subir até ao cimo da montanha, a equipa terá de suportar as duras condições climáticas e o terreno acidentado, carregando ainda o equipamento de medição.

Esta não é a primeira vez que são desencadeados rumores sobre a altura do Evereste. Em 2017, uma equipa de especialistas estava também preparada para medir o terreno e, dias depois, corroborou a medida oficial, fixada em 1954.

Contudo, a altura exacta do Evereste é um assunto que não reúne consenso. Em 1999, o Governo dos Estados Unidos usou a tecnologia GPS para medir a montanha mais alta do mundo, concluindo que era dois metros mais alta do que a medida obtida em 1954. Mas o valor obtido pelos EUA não é aceite.

Anos depois, o Nepal entrou num conflito diplomático com a China pois este último país afirmava que a montanha era quatro menos mais baixa do que a medida oficial.

Agora, alguns geólogos suspeitam de que o terramoto de 2015 fez “encolher” o Monte Evereste. A verdade é que, após o sismo, o topo da montanha tornou-se num objecto de interesse não apenas para cientistas, como também para todo o mundo.

ZAP //

Por ZAP
17 Abril, 2019

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1342: O gelo no Monte Evereste está mais quente do que devia (e pode derreter)

CIÊNCIA

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O gelo do Monte Evereste está mais quente do que devia, o que significa que o glaciar será vulnerável aos efeitos futuros das alterações climáticas.

O Khumbu, o maior glaciar do mundo que está localizado nas encostas do Monte Evereste, registou temperaturas vários graus acima do normal, por isso é especialmente susceptível ao aquecimento global e pode afectar o acesso à água potável de cerca de 60 milhões de pessoas que vivem na região.

O estudo, publicado em 14 de Novembro no Scientific Reports, baseou-se em medições térmicas recolhidos no gelo do glaciar ao longo de vários meses em 2017 e 2018 em altitudes de até 5.200 metros acima do nível do mar.

Os especialistas fizeram furos de até 155 metros de profundidade no gelo, onde, posteriormente, colocaram sensores térmicos.

Desta forma, os investigadores determinaram que a temperatura mínima do gelo registada naquela profundidade era de apenas -3,3ºC, ou seja, dois graus acima da temperatura média anual do ar.

“Gelo quente é particularmente vulnerável às mudanças climáticas porque mesmo um pequeno aumento na temperatura pode provocar o derretimento”, disse Duncan Quincey, geógrafo da Universidade de Leeds, no Reino Unido e principal autor do estudo.

A alta temperatura do gelo é atribuída ao calor geotérmico, juntamente com o ar mais quente que vem de alturas mais baixas, e a água que se origina do derretimento. Isto pode gerar um ciclo de feedback positivo perigoso, já que a água absorve melhor o calor do que o gelo, que, quando derretido, é cercado, por sua vez, por uma quantidade maior de água.

“A temperatura interna tem um impacto significativo sobre a dinâmica complexa de um glaciar”, que é “uma parte crucial do abastecimento de água de milhões de pessoas na região de Hindukush e do Himalaia”, referiu Quincey.

De facto, esta é a área com mais gelo – excepto o Árctico e a Antárctida – e, por isso, é apelidada de “terceiro pólo”. Cerca de 60 milhões de pessoas dependem da água das montanhas do Monte Evereste.

A enorme quantidade de gelo é uma reserva valiosa de água potável. Por isso, o aumento da temperatura do gelo pode vir a afectar a população que dela depende, assim que o gelo comece a derreter.

ZAP // RT / Science Alert

Por ZAP
27 Novembro, 2018

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