2125: Amostras de ADN sugerem que o monstro do Lago Ness pode ser real

CIÊNCIA

(CC0/PD) woodypino / pixabay

O mítico monstro do Lago Ness pode mesmo existir, de acordo com uma nova investigação realizada no famoso lago escocês.

Uma expedição recolheu diversas amostras de água em três profundidades diversas, o que lhe permitiu obter restos de pele, escamas, plumas, pêlo e fezes que, por sua vez, fizeram com que fosse possível analisar o ADN de diferentes criaturas.

As amostras foram analisadas em diversos laboratórios da Nova Zelândia, Austrália, Dinamarca e França e os resultados são “surpreendentes”, segundo Neil Gemmel, da Universidade de Otago, na Nova Zelândia.

O especialista em genética e biologia explicou ao NZ Herald que os resultados foram contrastados com a maioria das hipóteses principais relacionadas com o monstro lendário. “Três delas, provavelmente, não serão corretas e uma poderia ser”, afirmou.

Uma das teorias sustenta que o monstro do Lago Ness poderia ser um plesiossauro – uma ordem de répteis marinhos -, de pescoço comprido, que poderia ter sobrevivido ao período de extinção dos dinossauros. Outra sugere que poderia ser um esturjão ou um bagre gigante. O investigador não especificou, contudo, que teoria seria a correta, limitando-se a dizer que planeia anunciar as descobertas na íntegra no próximo mês, na Escócia.

O ano passado, no início deste estudo, Neil Gemmel afirmou não acreditar na existência do monstro Nessie, mas considerava que “ainda existem coisas a serem descobertas“. Mais do que uma caça ao mostro, a investigação poderia levar à descoberta de novas espécies de organismos, nomeadamente de bactérias. Além disso, a pesquisa serviria também para analisar a expansão de várias espécies invasoras – como o salmão rosa do Pacífico – e conhecer melhor as espécies nativas.

Desde o ano 500 que se conhecem relatos sobre Nessie, mas a criatura só ganhou fama mundial a partir de 1933, quando apareceu a suposta primeira fotografia do monstro lendário do Lago Ness. Desde então, foram muitos os que tentaram encontrar a criatura. De vez em quando, são reportados novos avistamento do misterioso animal, mas ainda não foi possível capturá-lo nem encontrar os seus restos mortais.

Existem inúmeras teorias que explicam as misteriosas aparições de Nessie, desde as sensacionais às mais cépticas. Estas últimas sugerem que os avistamentos nada mais serão do que madeira à deriva. Apesar disso, milhares de turistas visitam todos os anos o famoso lago escocês para tentar avistar o monstro.

ZAP //

Por ZAP
6 Junho, 2019



[vasaioqrcode]

1270: Antigos monstros marinhos encontrados em Angola contam história do Atlântico

CIÊNCIA

5telios / Flickr
Crânio de um mosassauro

Nos primeiros tempos de vida do Oceano Atlântico Sul, eram os monstros marinhos que assumiam o comando. Alguns dos seus ossos apareceram ao longo da costa da África Ocidental e estão agora em exposição no Smithsonian Institution, em Washington, contando uma história sobre o nascimento sangrento do oceano.

Os fósseis de gigantescos répteis nadadores chamados de mosassauros foram encontrados nas falésias rochosas de Angola. Não é um país conhecido por fósseis. Aliás, poucos cientistas deram atenção, mas geologicamente, Angola é especial.

Há cerca de 200 milhões de anos, a África fazia parte do super-continente Gondwana. Há 135 milhões de anos atrás, esse continente começou a “partir-se” ao meio e entre os remanescentes  estavam a África e a América do Sul, que lentamente se afastaram.

O Oceano Atlântico Sul preenchia a lacuna entre eles. Como conta o NPR, esta foi uma época de grande turbulência oceânica, na qual ocorreram grandes mudanças no nível médio da água do mar e na temperatura. Criava-se assim um novo habitat, e as criaturas do mar lutavam para possuí-lo.

Dessa luta, saíram vitoriosos os mosassauros que se mantiveram durante mais de 30 milhões de anos. O paleontólogo Louis Jacobs, da Universidade Metodista do Sul, em Dallas,refere que os fósseis encontrados no litoral do país contam a história dos primeiros dias do oceano e de algumas das primeiras criaturas que viveram lá.

O cientista, juntamente com os seus colegas, está a reconstruir uma esqueleto de um mosassauro. Michael Polcyn começou esta tarefa na sua sala de jantar, mas o esqueleto ficou tão grande que agora está pendurado no porão do departamento da universidade. A cauda e pescoço sinuosos, a caixa torácica e um braço de aparência fraca estão pendurados por hastes e fios.

Os mosassauros eram um monstro marinho que parecia ser metade lagarto e metade orca e eram tão grandes que chegavam a medir cerca de 15 metros de comprimento. Muito provavelmente, dizem os cientistas, estes animais tinham escamas e uma poderosa barbatana caudal semelhante à de um tubarão.

Jacobs adianta que os mosassauros, estas criaturas de um passado longínquo, movimentavam-se como os lagartos. “Os seus corpos flexionavam-se de um lado para o outro.” Polcyn acrescentou que estes animais eram verdadeiros nadadores e predadores de perseguição.

Mas no Atlântico antigo, os mosassauros não estavam sozinhos: havia também tartarugas, tubarões e outros grandes répteis na época. Ainda assim, os mosassauros eram o equivalente marinho dos tiranossauros em terra.

Para Polcyn, Angola foi um verdadeiro jackpot de mosassauros. “A primeira vez que pisamos este país, foi incrível”, diz ele. “Não podíamos dar um passo sem encontrar um novo fóssil. O solo estava repleto deles.”

Os investigadores encontraram seis espécies no país africano. Jacobs diz que esta descoberta adianta mais do que a simples (mas enorme) dimensão destes animais: esta descoberta conta a história de como um novo oceano surgiu e que tipo de condições foram criadas para que isso acontecesse.

Conta como o novo Oceano Atlântico se elevou e aqueceu; como os ventos agitaram as águas profundas cheias de nutrientes, como é que os nutrientes atraíram peixes e grandes tartarugas e como é que esses animais, por sua vez, atraíram grandes tubarões e, finalmente, uma explosão de répteis gigantes.

Esta era uma história que poderia ter continuado se um asteróide não tivesse atingido a Terra e acabado com os répteis gigantes e com os dinossauros, dando lugar a mamíferos peludos como nós.

ZAP //

Por ZAP
10 Novembro, 2018

[vasaioqrcode]

 

586: Mistério do monstro do Lago Ness pode estar prestes a ser desvendado

(CC0/PD) woodypino / pixabay

Durante mais de mil anos, os humanos quiseram resolver este mistério. Agora, a lenda do monstro do Lago Ness pode estar a poucos meses de ser desvendada.

Se uns acreditam que se trata de uma relíquia pré-histórica, outros pensam que é apenas uma invenção. A lenda do monstro do Lago Ness existe desde a Idade das Trevas, mas apesar de haver algumas evidências, a criatura mítica permaneceu anedótica até hoje.

Agora, uma equipa internacional de cientistas do Reino Unido, Dinamarca, Estados Unidos, Austrália e França está a planear mergulhar nas águas escuras do mais misterioso lado de água doce da Escócia.

A investigação vai recorrer a técnicas de amostragem e análise de ADN para averiguar se, de facto, habita nas profundezas deste lago o famigerado monstro – ou, pelo menos, saber o que poderá estar na origem dos sucessivos relatos de um ser invulgar nesta água.

A recolha das 300 amostras de água em diferentes pontos e níveis de profundidade vai acontecer já no próximo mês, durante duas semanas. Posteriormente, as amostras serão enviadas para análise em laboratórios na Austrália, Dinamarca, França e Nova Zelândia.

O material orgânico será filtrado e o ADN será extraído e analisado através da comparação com bases de dados do código genético de várias espécies de que há registo.

O professor Neil Gemmell da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, explicou que “sempre que uma criatura se move através do seu ambiente, deixa pequenos fragmentos de ADN da pele, escamas, penas, pêlo, fezes e urina”.

O cientistas, de 51 anos, diz que não acredita na existência do monstro Nessie, mas crê que “ainda existem coisas a serem descobertas“. Mais do que uma caça ao mostro, esta investigação poderá levar à descoberta de novas espécies de organismos, nomeadamente de bactérias.

Além disso, a pesquisa servirá também para analisar a expansão de várias espécies invasoras – como o salmão rosa do Pacífico, que tem sido avistado no lago – e conhecer melhor as espécies nativas.

Até hoje, mais de mil pessoas afirmam ter avistado a criatura. Uns acreditam que o monstro, carinhosamente apelidado de Nessie, seja uma criatura parecida a um plesiossauro de pescoço comprido que sobreviveu à extinção dos dinossauros. Outros, afirmam que Nessie não passa de um bagre ou de um esturjão gigante.

Seja o que for, os mais curiosos esperam que até ao final do ano o mistério seja finalmente resolvido.

ZAP // ScienceAlert / EFE

Por ZAP
25 Maio, 2018

[vasaioqrcode]

[SlideDeck2 id=1476]

[powr-hit-counter id=bcbdb9ba_1527233337596]