2612: Índia já localizou módulo lunar perdido (mas não conseguiu retomar comunicações)

CIÊNCIA

A Índia já localizou a sonda que enviou para a lua, incontactável desde sexta-feira. O módulo Vikram foi encontrado no pólo sul lunar, mas não foi possível determinar se está a funciona.

O anúncio foi feito esta terça-feira a Organização Indiana de Investigação Espacial, responsável pela missão da missão Chandrayaan-2.

Os especialistas admitem que a nave que transportava a sonda possa ter descido mais depressa do que o calculado, acabando por pousar de forma brusca no solo lunar. Seguiu o trajecto calculado até aos últimos segundos da viagem, mas quando estava prestes a alunar perdeu todas as comunicações com a terra.

A Organização Indiana de Investigação Espacial não revelou se o Vikram se despenhou ou se está danificado. No Twitter, apenas afirma que as todas as comunicações com a sonda continuam cortadas e que estão a ser feitos “todos os esforços” para as recuperar”.

@isro

#VikramLander has been located by the orbiter of #Chandrayaan2, but no communication with it yet.
All possible efforts are being made to establish communication with lander.#ISRO

Apesar do desfecho da missão Chandrayaan-2, o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi assegurou que o país vai continuar a investir no seu programa espacial. Os cientistas “deram o seu melhor” e deixaram o país orgulhoso. “Estes são momentos para sermos corajosos e corajosos seremos”, afirmou Modi.

A primeira missão da Índia à lua foi realizada em 2008. Entre 2013 e 2014, o país colocou um satélite em órbita ao redor de Marte, tendo esta sido a sua primeira missão interplanetária.

O Vikram tinha como missão explorar o planalto localizado entre as crateras Manzinus-C e Simpelius-N para tentar encontrar os depósitos de água detectados pelas missões orbitais que a agência espacial indiana realizou anteriormente.

Mas a missão deu problemas desde o início: foi abortada uma hora antes do lançamento e só dias mais tarde os especialistas conseguiram corrigir os problemas técnicos e enviar a nave para a lua.

Apesar de ter perdido as comunicações com o módulo Vikram, a índia assume-se como o quarto país a alunar, depois dos Estados Unidos, Rússia e China. Os Estados Unidos, que assinalam este ano o 50º aniversário da missão que levou Neil Armstrong e Buzz Aldrin à Lua, estão a preparar uma nave espacial tripulada que deverá ser enviada ao pólo sul da superfície lunar até 2024.

“Agora somos o primeiro país a pousar o pólo sul da Lua. Parabéns à equipa. Espero que possamos entrar em contacto com a sonda Vikram em breve”, escreveu a Organização Indiana de Investigação Espacial no Twitter.

Esta foi a missão espacial mais ambiciosa do país, com um custo total de 125 milhões de euros. Num país em que 1,3 mil milhões de pessoas são pobres e que tem uma das maiores taxas de mortalidade infantil, há quem tenha questionado o custo da missão.

ZAP //

Por ZAP
10 Setembro, 2019

 

2007: Astrónomos encontram módulo lunar da Apolo 10 meio século depois

InSapphoWeTrust / Wikimedia
Módulo de comando da Apolo 10, apelidado de Charlie Brown.

Cinquenta anos depois da missão Apolo 10, cientistas encontraram o seu módulo lunar, que andou deriva a poucos quilómetros da superfície da Lua.

O módulo lunar conhecido como “Snoopy” foi encontrado em órbita a pouco mais de 15 quilómetros de distância da Lua, por onde tem navegado à deriva desde os últimos 50 anos.

O módulo foi utilizado pela missão Apolo 10 — a que antecedeu o pouso de Neil Armstrong e Buzz Aldrin no solo Lunar em 1969 —, tendo sido dispensado após ajudar os astronautas Thomas P. Stanfford e Eugene A. Cernan a recolherem e analisarem dados de navegação que viriam a ser usados na histórica missão seguinte.

A procura pelo módulo perdido já durava há cerca de 10 anos e estava ser conduzida pela Royal Astronomical Society britânica, coordenada por Nick Howes e diversos técnicos que participaram das missões Apolo.

Originalmente, o Snoopy foi conduzido pela Apolo 10 a dez quilómetros de distância do solo lunar, onde cumpriu a recolha de dados de navegação e se juntou ao seu módulo principal, conhecido como “Charlie Brown“.

Ao contrário de outras missões que envolveram esta tecnologia, o Snoopy não foi abandonado em direcção à Lua, permanecendo às voltas na sua órbita pelas últimas cinco décadas.

Agora, especialistas argumentam que o Snoopy pode e deve ser recuperado e trazido de volta à Terra, para que a NASA conduza estudos de exposição prolongada à órbita da Lua e, com isso, implemente novos recursos em missões futuras espaciais tripuladas.

ZAP // Canaltech

Por CT
18 Maio, 2019



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