1634: Melhor prato para fazer e comer em Marte é português

© TVI24 Marte inspira nova ementa do chef Kiko Martins

Um painel de especialistas culinários elegeu uma receita de um cozinheiro português como a melhor refeição, marcada pelos sabores do bacalhau e do chouriço, para comer numa futura missão tripulada ao planeta Marte.

Kiko Martins disse à agência Lusa que para a receita marciana teve em consideração que uma refeição em Marte terá que levar ingredientes “que farão uma viagem muito longa de oito meses”, por isso incluiu na receita “ingredientes liofilizados e desidratados”, a que é extraída a água, tornando-os mais leves e permitindo que se conservem durante mais tempo.

“1,2,3, Marte” foi o nome escolhido para a receita, que além de bacalhau e chouriço leva batata, cebola e alho, algas, salsa, azeitonas e ovo, ingredientes vencedores para o júri de quatro cozinheiros classificados com estrelas Michelin, que se reuniu em Saragoça, Espanha.

O cozinheiro levou ainda em conta que numa colónia humana em Marte, “cada minuto de dispêndio de tempo de um astronauta custa muitíssimo, não há água em abundância e qualquer quantidade de energia é muito cara”, pelo que pensou numa receita que seja rápida e não exija grande esforço para preparar.

Desidratados, os alimentos não têm água e, por isso, estão menos vulneráveis a fungos e bactérias, referiu Kiko Martins, que pondera até experimentar o prato marciano num restaurante terreno.

Por trás do projecto encabeçado por Kiko Martins, esteve a comunidade de cientistas virados para a exploração espacial do site www.bit2geek.com, cujo administrador, Nuno Chabert, disse à agência Lusa que a comunidade científica mundial “está a fazer avanços reais” no estudo das condições para a viagem e para a manutenção da vida humana em Marte.

Uma das propostas para abrir caminho a viagens entre a Terra e Marte é uma plataforma espacial no espaço entre a Terra e a Lua na qual possam ser construídas naves que não precisam de combustível para escapar à gravidade terrestre, uma das partes mais exigentes das viagens interplanetárias, referiu.

Nuno Chabert referiu que por trás da receita esteve uma equipa da comunidade bit2geek composta por especialistas de áreas como a genética, biologia molecular ou física.

O responsável do canal científico destaca o aspecto visual do prato, em que o arranjo dos ingredientes reproduz a imagem do globo de Marte, com azeitonas por vulcões, uma tentativa de tornar o prato apelativo, longe dos saborosos, mas pouco apresentáveis gelados que os astronautas da Estação Espacial Internacional comem de dentro de sacos.

Nuno Chabert salientou que o Centro de Astrobiologia de Madrid, que promoveu o concurso, é uma instituição afiliada da agência espacial norte-americana, sinal do caminho que a receita de Kiko Martins poderá fazer.

msn noticias
Redacção TVI24
25/02/2019

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1456: Índia vai enviar três pessoas ao Espaço em 2022. É o programa espacial mais barato de sempre

Organização Indiana de Pesquisa Espacial

Além das agências tradicionais – NASA e Roscosmos – a China tornou-se um grande player no espaço nas últimas décadas. Em 2022, a Índia vai juntar-se ao clube ao tornar-se a quarta nação a enviar uma missão tripulada ao espaço.

Durante uma reunião ministerial que teve lugar na sexta-feira, 28 de Dezembro, o governo da Índia anunciou que a primeira missão da tripulação da Organização de Pesquisa Espacial Indiana (ISRO) ao espaço consistirá numa equipa de três astronautas, que será enviada para órbita.

O governo também anunciou que tinha um orçamento aprovado de 1,4 mil milhões de dólares para financiar o desenvolvimento da tecnologia e infra-estrutura necessárias para o programa.

As decisões de enviar astronautas ao espaço foram anunciadas pela primeira vez pelo primeiro-ministro Narendra Modi a 15 de Agosto, durante as comemorações do Dia da Independência da Índia. Naquela época, Modi dirigiu o ISRO para conduzir uma missão de tripulação para orbitar em 2022, o que coincidiria com o 75º aniversário da independência da Índia.

Um mês depois, durante a sexta Exposição Espacial Bengaluru, a ISRO e o seu braço comercial (Antrix Corporation Ltd) exibiram os fatos espaciais que os astronautas usariam para a missão. Também foi apresentado o módulo que levará os astronautas ao espaço, que foi testado com sucesso em Julho de 2018.

No entanto, o gabinete ainda não tinha aprovado a declaração ou autorizado os fundos necessários. Porém, agora, o governo da Índia declarou que está tudo pronto para enviar astronautas ao espaço e aumentar a rivalidade com a China. A declaração também deixou claro que a Índia pretende tornar-se um “parceiro colaborador em futuras iniciativas de exploração espacial global com benefícios nacionais de longo prazo”.

A declaração indicou que o voo tripulado teria duração entre um período orbital e um máximo de sete dias. Antes de os astronautas irem ao espaço, duas missões seriam lançadas com recurso ao Veículo de Lançamento de Satélite Geossíncrono da ISRO (GSLV Mk. III) e a nave espacial Gaganyaan.

Uma data específica ainda não foi definida, o governo disse que o voo tripulado será realizado “dentro de 40 meses”. E, com o custo que tem, será o programa espacial mais barato até hoje. Em comparação, a China enviou astronautas ao espaço pela primeira vez em 2003 com o programa Shenzhou, que custou mais de 2,3 mil milhões de dólares.

O Projeto Mercury – as primeiras missões tripuladas da NASA em órbita, que funcionou de 1958 a 1963 – custou 1,6 mil milhões de dólares, enquanto o programa Apollo custou cerca de 174,5 mil milhões.

A Índia espera que o programa lhe dê uma vantagem no mercado espacial, impulsione a economia do país, crie empregos e estimule o desenvolvimento de tecnologia. O governo também espera que este programa permita que a Índia se torne um parceiro mais activo em iniciativas como a Estação Espacial Internacional (ISS) e a exploração lunar.

ZAP // Universe Today

Por ZAP
7 Janeiro, 2019

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