2565: Chandrayaan-2. Módulo de alunagem indiano separou-se com sucesso de nave orbital

Stuart Rankin / Flickr

O módulo de alunagem da missão não tripulada da Índia à Lua separou-se esta segunda-feira da nave orbital, ficando a cerca de 100 quilómetros da superfície lunar, onde se espera que aterre no dia 7 deste mês.

A agência espacial indiana afirmou que todos os sistemas da missão Chandrayaan-2 estão a trabalhar sem problemas depois da manobra que separou o módulo de alunagem do topo da nave, que partiu do sul da Índia a 22 de Julho.

Numa missão com um custo equivalente a cerca de 130 milhões de euros, a primeira alunagem de uma missão indiana deverá acontecer num terreno plano para estudar depósitos de água detectados em 2008 pela Chandrayaan-1, que se ficou pela órbita lunar.

O director da Organização de Investigação Espacial Indiana, K. Sivan, descreveu a alunagem como “15 minutos aterradores”, aludindo à complexidade técnica da operação.

Depois dos Estados Unidos, Rússia e China, a Índia, que quer mandar humanos para o espaço em 2022, será o quarto país a conseguir aterrar na Lua.

Os Estados Unidos, que assinalam este ano o 50º aniversário da missão que levou Neil Armstrong e Buzz Aldrin à Lua, estão a preparar uma nave espacial tripulada que deverá ser enviada ao pólo sul da superfície lunar até 2024.

A primeira missão da Índia à Lua foi realizada em 2008 e, entre 2013 e 2014, o país colocou um satélite em órbita ao redor de Marte, tendo esta sido a sua primeira missão interplanetária. O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, disse que o país demonstrou a sua capacidade como potência espacial quando testou com sucesso uma arma anti-satélite, em Março passado.

Num país em que 1,3 mil milhões de pessoas são pobres e que tem uma das maiores taxas de mortalidade infantil, há quem questione milhões investidos na missão.

ZAP // Lusa

Por ZAP
2 Setembro, 2019

 

2166: Índia lança segunda missão lunar no próximo mês

(dv) ISRO
A agência espacial indiana ISRO colocou em órbita 20 satélites com um só lançamento

A Indian Space Research Organization (ISRO) planeia uma alunagem de um rover, que se for bem sucedida, fará com que a Índia seja o quarto país a conseguir alcançar o feito.

A Índia disse que vai lançar a sua segunda missão lunar em meados de Julho, enquanto se prepara para consolidar o seu status de líder em tecnologia espacial ao conseguir um pouso controlado na Lua.

A missão, se bem-sucedida, faria da Índia apenas o quarto país atrás dos Estados Unidos, da Rússia e da China a realizar uma alunagem controlada e pôr lá um rover. A missão não tripulada, chamada Chandrayaan-2, que significa “veículo lunar”, envolverá um orbitador, um lander e um rover, que foram construídos pela ISRO.

Segundo o Al Jazeera, a missão está programada para ser lançada no dia 15 de Julho e vai custar cerca de 144 milhões de dólares. Depois de uma viagem de mais de 50 dias, a sonda da ISRO tentará uma alunagem “suave” e controlada perto do Polo Sul lunar perto do dia 6 de Setembro.

“Os últimos 15 minutos para o pouso serão os momentos mais aterrorizantes para nós”, disse o presidente da ISRO, Kailasavadivoo Sivan. A agência espacial disse que as variações na gravidade lunar, terreno e poeira podem causar problemas. “É a missão mais complexa que a ISRO alguma vez fez”, concluiu Sivan.

A primeira missão lunar indiana, a Chandrayaan-1, foi em 2008, custou cerca de 79 milhões de dólares e ajudou a confirmar a presença de água na Lua. Esta segunda missão foi originalmente planeada como uma colaboração com a agência espacial russa Roscosmos, mas em 2013 a Índia rompeu os laços devido a diferenças técnicas com o programa russo.

ZAP //

Por ZAP
13 Junho, 2019

[vasaioqrcode]