2520: Aitken: Super-computador da NASA que ajudará a levar o homem à Lua

CIÊNCIA

Super-computadores não existem em muitos países, mas Portugal já tem um! Neste segmento da super-computação, a NASA deu a conhecer recentemente o seu novo supercomputador, o Aitken.

Esta super máquina destaca-se por ter 46 080 núcleos e um poder computacional de 3,69 petaflops. Este supercomputador irá ajudar na missão Artemis cujo objectivo é levar novamente o homem à Lua.

Aitken foi o nome escolhido para o novo supercomputador da NASA. De acordo com o que foi revelado, esta máquina tem como base o sistema HPE SGI 8600 e ao nível do processamento este supercomputador tem 46 080 núcleos e a capacidade de armazenamento chegará aos 221 TB. A performance (teórica) pode chegar aos 3,69 petaflops. O Aitken está instalado no Centro de investigação Ames, em Silicon Valley, nos Estados Unidos.

Sabe-se também que esta super máquina tem um sistema de refrigeração altamente evoluído e contará com o suporte da Hewlett Packard Enterprise. O design do sistema é modular o que, segundo a NASA, garante uma melhor eficiência energética e um consumo mais reduzido.

Aitken vai ajudar na missão Artemis

A NASA tem prevista uma missão à Lua já em 2024. O Aitken irá ajudar nos cálculos e simulações, garantindo a maior rapidez na apresentação dos resultados. De acordo com informações, este novo supercomputador será usado por mais de 1500 cientistas e engenheiros que fazem parte da missão.

Os planos da NASA para retornar à Lua estão traçados e bem definidos.  A Agência Espacial Norte Americana já revelou como tudo irá acontecer. Nos planos que já foram apresentados, foi revelado que a primeira missão Artemis irá levar uma cápsula não tripulada à órbita da Lua já em 2020. A segunda, Artemis 2, irá acontecer em 2022 e irá repetir a viagem, desta vez com uma tripulação humana presente.

Por fim, em 2024, será a vez da Artemis 3 completar a missão proposta. Esta aterrará na Lua, completando a proposta feita para regresso ao satélite da Terra. Espera-se que nesta missão esteja presente, pela primeira vez, uma astronauta feminina.

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26 Ago 2019

 

2144: Voltar à Lua, para quê?

O pequeno satélite da Terra ainda esconde segredos e pode ser o prólogo do caminho para Marte, já encarado como o planeta B. A NASA está na linha da frente, mas na corrida estão também os milionários Elon Musk e Jeff Bezos. Cinquenta anos depois do primeiro passo, a Humanidade prepara agora o grande salto

© NASA Expresso

Desde que, em 1969, o homem pisou a superfície lunar pela primeira vez, a sede pelo conhecimento do espaço passou a abranger o planeta Marte. Para a NASA, tudo se afigura mais do que provável e a próxima missão à Lua já tem nome: Artemis, gémea de Apolo.

A próxima missão do homem à Lua já tem data (2024) e plano, que passa por colocar na órbita do único satélite natural da Terra uma nova estação espacial (Gateway), que servirá de apoio às missões à Lua e futuras viagens espaciais.

No mês passado, no seu estilo habitual, no Twitter e com letras maiúsculas, o Presidente dos Estados Unidos reforçou a mensagem: “Sob a minha Administração, vamos recuperar a grandeza da NASA e vamos voltar à Lua e depois iremos a Marte. Vou actualizar o orçamento em 1,6 mil milhões de dólares para que possamos voltar ao Espaço em GRANDE”.

Resta saber se, ao contrário do que aconteceu ao seu antecessor, John F. Kennedy — que não sobreviveu para ver os dois primeiros homens a caminhar na Lua, como prometeu que iria acontecer ainda na década de 60 — Donald Trump consegue ser reeleito e assistir a novo feito a partir da Casa Branca.

A acontecer, será o primeiro passo de uma viagem espacial que se quer mais longa e da construção do que se espera ser uma base permanente humana na Lua e na sua órbita. A ideia já não é só ir, espetar a bandeira do país e voltar para casa, explica Pedro Machado, investigador do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço e professor na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

“Há muitos anos que temos a tecnologia necessária para regressar e há questões científicas importantíssimas ainda por estudar. Se não voltámos desde a década de 70 foi por razões meramente políticas. O prazo é curto, mas desde que haja investimento é exequível. Construir uma missão como a Agência Espacial Europeia fez com o envio da sonda “Rosetta” (até um cometa que orbita entre a Terra e Júpiter e ao qual chegou 10 anos depois de ser enviada da Guiana Francesa) parece-me bastante mais difícil do que ir à Lua”, exemplifica o investigador. Afinal, a Lua está mesmo ali em cima, a menos de 400 mil quilómetros de distância, o equivalente a “um segundo-luz”.

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Isabel Leiria

A Lua vista pelo meu telescópio que, comparado com estes “monstros” da NASA, é um simples brinquedo.

© PhotoMoon Backyard by Eclypse – Jul2017



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1658: Bolhas magnéticas explicam as “queimaduras solares” da Lua

Dados da missão ARTEMIS da NASA sugerem que o vento solar e os campos magnéticos da crosta da Lua trabalham em conjunto para produzir um padrão distinto de redemoinhos na superfície lunar.

Ao contrário da Terra, a Lua não possuiu um campo magnético global. No entanto, o satélite natural possui rochas magnetizadas perto da sua superfície que criam pequenos pontos localizados de campo magnético que se estendem desde centenas de metros até centenas de quilómetros.

Este é o tipo de informação que deve ser bem entendida para melhor proteger os astronautas da Lua contra os efeitos da radiação, tal como explica a agência espacial norte-americana em comunicado.

Por si só, as bolhas de campo magnético não são robustas o suficiente para proteger os humano da radiação severa, mas o estudo da sua estrutura poderia ajudar o cientistas a desenvolver novas técnicas para proteger futuros exploradores lunares.

“Os campos magnéticos em algumas regiões [da Lua] actuam localmente como protector solar magnético“, explicou Andrew Poppe, cientista da Universidade da Califórnia na mesma nota, que investiga os campos magnéticos da crosta lunar a partir de dados recolhidos pela missão ARTEMIS da NASA, juntamente com simulações do campo magnético ambiental da Lua.

Estas pequenas bolhas de “protecção solar” magnética também podem desviar as partículas do vento solar, mas a uma escala muito mais pequena do que o campo magnético da Terra. Apesar de não serem suficientes para proteger os astronautas, desempenham um papel fundamente na aparência da Lua. Sob estes “mini-guarda-chuvas magnéticos”, o material que compõe a superfície da Lua (regolito) é protegido das partículas do Sol.

À medida que estas partículas fluem em direcção à Lua, são desviadas para as áreas em torno das bolhas magnéticas, onde as reacções químicas com o regolito ocorrem, escurecendo a superfície lunar. Este fenómeno cria os distintos remoinhos de material mais escuro e mais claro que são proeminentes que podem ser vistos desde a Terra.

ZAP //

Por ZAP
4 Março, 2019

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