2846: NASA revela novos fatos espaciais que os astronautas vão levar para a Lua (e são pura ficção científica)

CIÊNCIA

A NASA apresentou na terça-feira, na sua sede, em Washington, Estados Unidos, os novos fatos espaciais que os astronautas da missão Artemis vão usar em 2024, quando voltarem à Lua.

Fatos feitos em modelos 3D, à medida de cada astronauta, capacetes que se podem arranjar na hora e melhor mobilidade e flexibilidade para andar na superfície lunar. O objectivo da NASA é proporcionar aos seus astronautas um traje sofisticado. Os astronautas vão poder levantar não só os braços como outros objectos sobre a cabeça.

Além disso, os novos fatos têm uma série de novas particularidades: uma funcionalidade de suporte à vida em atmosferas ricas em dióxido de carbono e também um sistema de aquecimento para temperaturas baixas.

Haverá ainda uma escotilha de entrada traseira nos trajes para permitir que o astronauta consiga enfiar o fato facilmente. O visor de protecção do capacete protegê-lo-á de qualquer desgaste que possa ocorrer e as botas terão solas flexíveis. A questão dos microfones actuais, que às vezes provocam suor e acabam por se tornar desconfortáveis, também está resolvida, já que a NASA está a pensar substituí-los por um novo sistema incorporado, activado por voz e colocado na parte superior do corpo.

@nasahqphoto

Check out images from today’s event showcasing prototypes of @NASA‘s 2 newest spacesuits designed for Moon to Mars exploration: 1 for launch and re-entry, and 1 for exploring the lunar South Pole! #Artemis More 📸https://flic.kr/s/aHsmHHQ8Uy 

Mas ainda há coisas que não foram mudadas. O ScienceAlert relembra que ainda não se sabe como será possível remover fluídos corporais com o fato vestido, por isso os astronautas vão continuar a usar fraldas.

A data prevista para dar uso a todo este material será 2024, provavelmente na segunda metade do ano, e o destino é o pólo sul da Lua.

Artémis era a irmã gémea de Apolo e significava a deusa da Lua em grego. A NASA escolheu este nome para lembrar que, neste caminho de regresso à Lua, haverá um homem e uma mulher entre os eleitos.

@NASA

Introducing our next-generation spacesuit for #Artemis missions! Here, spacesuit engineer Kristine Davis demonstrates the improved mobility in the new suit, important for working on the Moon’s surface. Watch live: https://go.nasa.gov/2VI0g9g 

Para já, fala-se apenas na Artemis 1, até agora conhecida como missão de exploração 1, que será a primeira de uma série de missões empenhadas em permitir a exploração humana na Lua e em Marte.

Essa primeira missão vai permitir testar o sistema de voo integrado da agência e, numa primeira fase, já se sabe, será não tripulada. Pretende-se avaliar aquele que se espera ser o foguetão mais poderoso do mundo, que promete voar até ainda mais longe do que até agora – 450 mil quilómetros da terra, milhares de quilómetros para lá da Lua, durante três semanas.

A NASA está agora a estudar de que forma poderá estabelecer uma presença humana sustentável no satélite da terra.

ZAP //

Por ZAP
17 Outubro, 2019

 

2804: A ciência solar tem um futuro brilhante na Lua

CIÊNCIA

À medida que a Lua orbita a Terra, gira à mesma velocidade – um tipo especial de bloqueio de marés chamado rotação síncrona. Como resultado, um lado da Lua está sempre virado para a Terra.
Crédito: SVS da NASA/Ernie Wright

Existem muitas razões pelas quais a NASA está a perseguir a missão Artemis de fazer regressar astronautas à Lua até 2024: é uma maneira crucial de estudar a própria Lua e de pavimentar um caminho seguro para Marte. Mas também é um óptimo lugar para aprender mais sobre a protecção da Terra, que é apenas uma parte do maior sistema Sol-Terra.

Os heliofísicos – cientistas que estudam o Sol e a sua influência na Terra – também enviarão as suas próprias missões da NASA como parte do programa Artemis. O seu objectivo é entender melhor o complexo ambiente espacial que rodeia o nosso planeta, grande parte do qual é impulsionado pelo nosso Sol. Quanto mais entendermos esse sistema, melhor poderemos proteger a tecnologia espacial, as comunicações por rádio e as redes utilitárias da ira da nossa estrela mais próxima.

Aqui ficam cinco razões pelas quais os heliofísicos estão ansiosos por estas oportunidades lunares.

1. É um Satélite Estável

A primeira vantagem da ciência com base na Lua diz respeito à instabilidade dos satélites artificiais, que muito transtorna os cientistas espaciais.

Os satélites são mais instáveis do que se imagina. São feitos de metais que se expandem e se contraem com as mudanças de temperatura. Transportam telescópios que constantemente giram para permanecerem apontados para os alvos. Disparam motores e giram as rodas de reacção para permanecer em órbita. Cada uma destas manobras causa tremulação, que pode provocar erros nas medições, medições estas que exigem precisão.

Mas a Lua – o único satélite natural da Terra – é uma viagem muito mais suave.

“A Lua é um bom lugar estável – não treme nem tremula como uma nave espacial,” disse David Sibeck, heliofísico do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland. “Qualquer pessoa que tente fazer medições de alta resolução ficará feliz em não precisar de se preocupar com a instabilidade.”

Um ambiente sem instabilidade é uma vantagem para todas as ciências espaciais, mas existem bónus adicionais para os heliofísicos que estudam as auroras. A uma média de 384.400 km da Terra, a Lua tem uma excelente vista das auroras da Terra quando se movem equatorialmente durante tempestades geo-magnéticas. Além disso, como o mesmo lado da Lua está sempre virado para a Terra, os telescópios não precisam de ser tão ajustados. Colocados à superfície, a Lua mantém-nos apontados.

2. Observação de Eclipses

Muito antes da era espacial, os cientistas contavam com a Lua para ajudá-los a estudar o Sol. Observadores pacientes esperavam eclipses solares totais, quando a Lua bloqueia a superfície brilhante do Sol. Só então é que podiam ver a sua ténue atmosfera exterior, conhecida como coroa.

Mas as esperas podem ser longas. Um eclipse solar total ocorre em algum lugar da Terra a cada 18 meses. Para qualquer local específico, é mais uma vez a cada quatro séculos.

“Obtemos resultados fantásticos com os eclipses,” disse John Cooper, heliofísico de Goddard. “Mas não temos eclipses todos os dias.”

Mas um telescópio de observação solar, no tipo certo de órbita em torno da Lua, pode gerar eclipses “sob demanda”. Em vez de esperarmos que a Lua se mova pela linha de visão do telescópio, Cooper, explica, movemos a nossa linha de visão para trás da Lua.

“Basicamente, estamos a usar o limbo lunar contra o céu escuro e profundo,” disse Cooper. Dado que a Lua não tem uma atmosfera que distorce a imagem, as medições seriam ainda mais nítidas do que as feitas na Terra.

A partir da sua órbita íntima, um telescópio do género não geraria eclipses solares totais – estudaria, sim, uma parte do limbo do Sol de cada vez. Mas Cooper calcula que podemos ver tanto os lados este como este do limbo do Sol uma vez a cada órbita – duas vistas de alta resolução, todos os dias.

3. Está Fora do Campo Magnético da Terra

O clima espacial faz parte da heliofísica, onde a ciência pura é aplicada em tempo real. Os cientistas do clima espacial estudam o Sol – incluindo o seu fluxo constante de vento solar – e os seus impactos na Terra. Estes investigadores precisam de acertar na física fundamental para manter seguras as nossas valiosas comunicações e satélites GPS. Mas determinar se um satélite está em perigo pode ser complicado.

A segurança de um satélite depende, em parte, se está dentro ou fora da magneto-pausa da Terra. A magneto-pausa é uma “terra de ninguém” móvel, onde o escudo magnético do nosso planeta termina e tem início todo o impacto do clima espacial. Aqui dentro, estamos em grande parte seguros. Fora, não estamos.

Mas, de momento, a única maneira de saber onde está essa fronteira, é voar através dela.

“Às vezes existem oscilações nos dados e podemos ver o cruzar dessa fronteira,” disse Sibeck. “Às vezes, vemos dez oscilações.”

Mas há outra maneira de encontrar a magneto-pausa se pudermos afastar-nos o suficiente para lá do escudo magnético da Terra. Quando o vento solar atinge a atmosfera da Terra, logo para lá da magneto-pausa, emite raios-X. Um telescópio de raios-X, colocado correctamente, podia capturar essa radiação e rastrear a localização da magneto-pausa.

É por isso que Sibeck pertence a uma equipa, liderada pelo cientista espacial Brian Walsh da Universidade de Boston, que está a querer colocar um telescópio de raios-X na Lua.

“Ninguém ainda obteve estas imagens globais e a Lua tem um bom ponto de vista de fora do campo magnético da Terra,” explicou Sibeck.

A missão LEXI (Lunar Environment heliospheric X-ray Imager), será colocada na superfície lunar para obter imagens globais, em tempo real, da magneto-pausa. No dia 1 de Julho de 2019, a NASA anunciou que a LEXI estará entre as primeiras cargas lunares a participar da missão Artemis. Esperam estar à superfície da Lua em 2022.

O instrumento LEXI terá pouco mais de um metro, mas a superfície lunar pode acomodar telescópios de raios-X muito maiores. Boas notícias, porque os raios-X são difíceis de focar; os telescópios mais longos obtêm imagens de resolução muito mais alta. O requisito de ser grande colocou um problema; alguns satélites simplesmente não têm tamanho suficiente para os transportar. “Mas na Lua as coisas podem ser realmente grandes,” acrescentou Sibeck.

4. Podemos “Desenterrar” a História do Sol

A resposta para algumas perguntas da heliofísica encontram-se enterradas na própria Lua.

“A Lua é como uma cápsula no tempo,” disse Steve Clarke, Administrador Associado Adjunto para Exploração da NASA. “Como foi formada ao mesmo tempo que a Terra, tem a história do Sistema Solar à sua superfície.”

Durante os seus primeiros mil milhões de anos, o Sol provavelmente girou mais depressa do que gira hoje, disparando um volume maior de erupções solares e electrificando o próprio espaço que formava planetas. Mas, para ter certeza de como foram esses primeiros mil milhões de anos, precisamos de evidências de coisas que ocorreram há muito, muito tempo.

A Lua – que não possui atmosfera, nem água líquida, nem placas tectónicas – fornece esse mesmo registo histórico. As erupções solares de há milhares de milhões de anos deixaram vestígios imperturbados na poeira lunar.

Um artigo recente analisou a poeira lunar para estudar a quantidade de voláteis – elementos como sódio e potássio, com baixos pontos de ebulição – que permaneceram nas amostras lunares. Estes voláteis são expulsos da Lua quando partículas solares energéticas atingem a superfície lunar. Ao analisar quanto destes elementos foram esgotados ao longo do tempo, os cientistas viram os primeiros mil milhões de anos do nosso Sol num contexto mais amplo. Embora tenha girado mais depressa do que gira hoje, em comparação com outras estrelas ainda é lenta, girando mais devagar do que 50% das estrelas semelhantes – e tendo surtos explosivos com muito menos frequência do que poderia ter tido.

“Poderia ter sido um ambiente muito mais severo,” disse Prabal Saxena, autor principal do estudo e astrónomo de Goddard.

Ainda há mais história antiga para aprender com a poeira lunar. A Lua não tem um campo magnético global – mas pode ter tido um no passado. Amostras dos pólos da Lua, onde a próxima missão Artemis planeia aterrar, podiam mostrar se um campo magnético histórico mudou o padrão de voláteis deixado para trás.

5. É uma Plataforma de Testes para Marte

Par os futuros astronautas na Lua e em Marte, o clima espacial exigirá atenção constante. O Sol liberta muitas “coisas” – e essas “coisas” viajam depressa.

Na Lua, os raios-X das explosões solares atingem a superfície em oito minutos. As ejecções de massa coronal – nuvens gigantes de partículas carregadas e quentes – podem chegar em 24 horas. As partículas energéticas solares, ou PESs, são mais raras, mas ainda mais rápidas e perigosas.

As PESs atingem 10, 20% da velocidade da luz, chegando até nós numa hora,” afirmou Karin Muglach, física solar do Laboratório do Clima Espacial de Goddard. “Estas coisas são como balas.”

Tendo em conta que a Lua está a apenas um segundo-luz de distância, os sistemas de aviso na Terra devem ser suficientes para proteger os astronautas na Lua. “Mas se formos para Marte, as comunicações podem demorar bastante,” disse Muglach.

Testar estes sistemas de protecção, nas proximidades, é uma das razões pelas quais a NASA quer regressar à Lua antes de ir para Marte.

Para a Lua, e Além

À medida que a NASA avança para a Lua e depois para Marte, surgem novas oportunidades para aprender sobre a ligação Sol-Terra. Mas não é apenas ciência básica. A influência do Sol preenche o espaço em nosso redor – o próprio espaço que os futuros astronautas terão que navegar e entender.

“Nem todas as ciências têm este aspecto realmente prático,” disse Jim Spann, principal cientista do clima espacial na sede da NASA em Washington, DC. “É um aspecto muito especial.”

Astronomia On-line
8 de Outubro de 2019

 

2520: Aitken: Super-computador da NASA que ajudará a levar o homem à Lua

CIÊNCIA

Super-computadores não existem em muitos países, mas Portugal já tem um! Neste segmento da super-computação, a NASA deu a conhecer recentemente o seu novo supercomputador, o Aitken.

Esta super máquina destaca-se por ter 46 080 núcleos e um poder computacional de 3,69 petaflops. Este supercomputador irá ajudar na missão Artemis cujo objectivo é levar novamente o homem à Lua.

Aitken foi o nome escolhido para o novo supercomputador da NASA. De acordo com o que foi revelado, esta máquina tem como base o sistema HPE SGI 8600 e ao nível do processamento este supercomputador tem 46 080 núcleos e a capacidade de armazenamento chegará aos 221 TB. A performance (teórica) pode chegar aos 3,69 petaflops. O Aitken está instalado no Centro de investigação Ames, em Silicon Valley, nos Estados Unidos.

Sabe-se também que esta super máquina tem um sistema de refrigeração altamente evoluído e contará com o suporte da Hewlett Packard Enterprise. O design do sistema é modular o que, segundo a NASA, garante uma melhor eficiência energética e um consumo mais reduzido.

Aitken vai ajudar na missão Artemis

A NASA tem prevista uma missão à Lua já em 2024. O Aitken irá ajudar nos cálculos e simulações, garantindo a maior rapidez na apresentação dos resultados. De acordo com informações, este novo supercomputador será usado por mais de 1500 cientistas e engenheiros que fazem parte da missão.

Os planos da NASA para retornar à Lua estão traçados e bem definidos.  A Agência Espacial Norte Americana já revelou como tudo irá acontecer. Nos planos que já foram apresentados, foi revelado que a primeira missão Artemis irá levar uma cápsula não tripulada à órbita da Lua já em 2020. A segunda, Artemis 2, irá acontecer em 2022 e irá repetir a viagem, desta vez com uma tripulação humana presente.

Por fim, em 2024, será a vez da Artemis 3 completar a missão proposta. Esta aterrará na Lua, completando a proposta feita para regresso ao satélite da Terra. Espera-se que nesta missão esteja presente, pela primeira vez, uma astronauta feminina.

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pplware
26 Ago 2019

 

2144: Voltar à Lua, para quê?

O pequeno satélite da Terra ainda esconde segredos e pode ser o prólogo do caminho para Marte, já encarado como o planeta B. A NASA está na linha da frente, mas na corrida estão também os milionários Elon Musk e Jeff Bezos. Cinquenta anos depois do primeiro passo, a Humanidade prepara agora o grande salto

© NASA Expresso

Desde que, em 1969, o homem pisou a superfície lunar pela primeira vez, a sede pelo conhecimento do espaço passou a abranger o planeta Marte. Para a NASA, tudo se afigura mais do que provável e a próxima missão à Lua já tem nome: Artemis, gémea de Apolo.

A próxima missão do homem à Lua já tem data (2024) e plano, que passa por colocar na órbita do único satélite natural da Terra uma nova estação espacial (Gateway), que servirá de apoio às missões à Lua e futuras viagens espaciais.

No mês passado, no seu estilo habitual, no Twitter e com letras maiúsculas, o Presidente dos Estados Unidos reforçou a mensagem: “Sob a minha Administração, vamos recuperar a grandeza da NASA e vamos voltar à Lua e depois iremos a Marte. Vou actualizar o orçamento em 1,6 mil milhões de dólares para que possamos voltar ao Espaço em GRANDE”.

Resta saber se, ao contrário do que aconteceu ao seu antecessor, John F. Kennedy — que não sobreviveu para ver os dois primeiros homens a caminhar na Lua, como prometeu que iria acontecer ainda na década de 60 — Donald Trump consegue ser reeleito e assistir a novo feito a partir da Casa Branca.

A acontecer, será o primeiro passo de uma viagem espacial que se quer mais longa e da construção do que se espera ser uma base permanente humana na Lua e na sua órbita. A ideia já não é só ir, espetar a bandeira do país e voltar para casa, explica Pedro Machado, investigador do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço e professor na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

“Há muitos anos que temos a tecnologia necessária para regressar e há questões científicas importantíssimas ainda por estudar. Se não voltámos desde a década de 70 foi por razões meramente políticas. O prazo é curto, mas desde que haja investimento é exequível. Construir uma missão como a Agência Espacial Europeia fez com o envio da sonda “Rosetta” (até um cometa que orbita entre a Terra e Júpiter e ao qual chegou 10 anos depois de ser enviada da Guiana Francesa) parece-me bastante mais difícil do que ir à Lua”, exemplifica o investigador. Afinal, a Lua está mesmo ali em cima, a menos de 400 mil quilómetros de distância, o equivalente a “um segundo-luz”.

msn notícias
Expresso
Isabel Leiria

A Lua vista pelo meu telescópio que, comparado com estes “monstros” da NASA, é um simples brinquedo.

© PhotoMoon Backyard by Eclypse – Jul2017



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1658: Bolhas magnéticas explicam as “queimaduras solares” da Lua

Dados da missão ARTEMIS da NASA sugerem que o vento solar e os campos magnéticos da crosta da Lua trabalham em conjunto para produzir um padrão distinto de redemoinhos na superfície lunar.

Ao contrário da Terra, a Lua não possuiu um campo magnético global. No entanto, o satélite natural possui rochas magnetizadas perto da sua superfície que criam pequenos pontos localizados de campo magnético que se estendem desde centenas de metros até centenas de quilómetros.

Este é o tipo de informação que deve ser bem entendida para melhor proteger os astronautas da Lua contra os efeitos da radiação, tal como explica a agência espacial norte-americana em comunicado.

Por si só, as bolhas de campo magnético não são robustas o suficiente para proteger os humano da radiação severa, mas o estudo da sua estrutura poderia ajudar o cientistas a desenvolver novas técnicas para proteger futuros exploradores lunares.

“Os campos magnéticos em algumas regiões [da Lua] actuam localmente como protector solar magnético“, explicou Andrew Poppe, cientista da Universidade da Califórnia na mesma nota, que investiga os campos magnéticos da crosta lunar a partir de dados recolhidos pela missão ARTEMIS da NASA, juntamente com simulações do campo magnético ambiental da Lua.

Estas pequenas bolhas de “protecção solar” magnética também podem desviar as partículas do vento solar, mas a uma escala muito mais pequena do que o campo magnético da Terra. Apesar de não serem suficientes para proteger os astronautas, desempenham um papel fundamente na aparência da Lua. Sob estes “mini-guarda-chuvas magnéticos”, o material que compõe a superfície da Lua (regolito) é protegido das partículas do Sol.

À medida que estas partículas fluem em direcção à Lua, são desviadas para as áreas em torno das bolhas magnéticas, onde as reacções químicas com o regolito ocorrem, escurecendo a superfície lunar. Este fenómeno cria os distintos remoinhos de material mais escuro e mais claro que são proeminentes que podem ser vistos desde a Terra.

ZAP //

Por ZAP
4 Março, 2019

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