5037: A Terra está prestes a perder para sempre a sua segunda “lua”

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

NASA

A Terra está prestes a perder para sempre a sua “mini-lua” 2020 SO, que no ano passado começou a orbitar o nosso planeta.

De acordo com o portal Earth Sky, a separação começará nos primeiros dias de Fevereiro.

O pequeno objecto, que terá entre seis a 14 metros de diâmetro foi detectado em Setembro de 2020 e, na altura, viajava a 3.025 quilómetros por hora, segundo os cálculos dos cientistas da agência espacial norte-americana (NASA), que observaram que esta velocidade era muito lenta para que se tratasse de um asteróide.

No primeiro dia de Dezembro, este corpo atingiu o seu ponto mais próximo da Terra: passou a 50 mil quilómetros do nosso planeta, o equivalente a 12% da distância lunar.

E foi nesta altura que conseguiram identificar a origem do corpo como propulsor do foguete Centaur, lançado em direcção à Lua com a missão Surveyor 2 na década de 1960.

A 2 de Fevereiro, a mini-lua fará a aproximação final ao nosso planeta, passando a 220 mil quilómetros, o equivalente a 58% da distância entre a Terra e a Lua. Depois, esta “mini-lua” afastar-se-á da órbita terrestre para sempre e será mais um objecto a orbitar o Sol.

Este corpo tinha, desde que foi descoberto, o seu “fado” traçado: afinal, entende-se por mini-lua qualquer objecto de pequenas dimensões que seja temporariamente capturado pela órbita da Terra, ficando a pairar junto do nosso planeta durante um curto período de tempo – meses ou anos – antes de voltar a ser lançado para o Espaço.

Até agora, os cientistas só conseguiram detectaram outras duas mini-luas na órbita da Terra: o asteróide 2006 RH120, que ficou junto do planeta entre 2006 e 2007, e o asteróide 2020 CD3, que ficou na órbita da Terra entre 2018 a 2020.

ZAP ZAP //

Por ZAP
1 Fevereiro, 2021


4731: O Planeta Terra diz adeus à sua mini lua

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Depois de mais de 3 anos presa à Terra, esta mini lua está agora a despedir-se do nosso planeta para se afastar para sempre. Conforme demos a conhecer, no início deste ano, uma equipa de astrónomos conseguiu encontrar uma mini lua, a segunda até agora, a orbitar-nos. Baptizada de 2020 CD3, tem o tamanho de um carro e inicialmente foi confundida com lixo espacial, até que se conseguiu perceber o que era realmente.

Este pequeno asteróide próximo do nosso planeta tinha bilhete de estadia temporária. Foi descoberto no Observatório de Mount Lemmon pelos astrónomos Theodore Pruyne e Kacper Wierzchos em 15 de Fevereiro de 2020.

Mini lua da Terra vai embora após cerca de 3 anos de companhia

Em Fevereiro passado, quando os investigadores do Catalina Sky Survey no Arizona avistaram um objecto fraco a voar pelo céu, não puderam ter certeza se era uma mini lua real ou um objecto artificial, como um foguete de alguma velha missão espacial.

Assim, para descobrir, Grigori Fedorets, da Queen’s University of Belfast, no Reino Unido, e os seus colegas usaram uma série de telescópios ao redor do mundo. Durante meses, seguiram o objecto para conseguir perceber a sua dimensão, velocidade e algumas outras características. Inicialmente foi identificado como C26FED2, e posteriormente baptizado de 2020 CD3 assim que foi determinada a sua natureza.

Que tipo de asteróide orbitava a Terra sem darmos conta?

Segundo o artigo publicado no The Astronomical Journal, esta era de facto uma mini lua autêntica. As observações revelaram ter cerca de 1,2 metros de diâmetro e, com base na sua cor e brilho, era provavelmente feito de rochas de silicato. Aliás, esta é a composição de muitos dos objectos da cintura de asteróides, o vasto anel de rochas de todos os tamanhos que se encontram entre Marte e Júpiter. Mas a nova lua terrestre estava a vir de lá?

Os investigadores fizeram um rastreio à sua órbita num esforço para descobrir de onde veio antes que a mini lua fosse capturada pela gravidade da Terra 2,7 anos antes.

De acordo com as nossas simulações, o tempo médio de captura das mini luas é de apenas nove meses, então esta mini lua estava connosco há mais tempo do que o esperado. A razão é que este objecto voou muito perto da Lua (o normal) e isso colocou-a numa órbita mais estável.

Explica Fedorets.

Ainda assim, 2020 CD3 deixou a sua órbita ao redor da Terra em Março passado e agora, depois de quase três anos de “companhia”, está a afastar-se de nós para as profundezas do espaço. De acordo com os especialistas, no entanto, nas proximidades da Terra deve haver muitas mais luas semelhantes ainda não detectadas. Algo que será resolvido quando o Observatório Vera C. Rubin for concluído, um enorme telescópio actualmente em construção no Chile.

No melhor dos cenários, poderíamos detectar uma mini lua a cada dois ou três meses. E na pior das hipóteses, talvez uma vez por ano. Em qualquer dos casos, estes são muitos mais “companheiros” para a Terra do que qualquer um poderia imaginar.

Concluiu Grigori Fedorets.

Autor: Vítor M.


4377: Terra vai ter em Dezembro uma estranha “mini lua” na sua órbita

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Este fenómeno não é estranho, embora desperte várias perguntas ainda por responder. Contudo, tal como no passado, no próximo mês de Dezembro, a Terra irá ter uma nova Lua. Não será um astro como o nosso satélite natural, que nos acompanha há milhões de anos, mas é um novo companheiro. Sim, vem na nossa direcção um “objecto”, mas que vai ter um comportamento diferente e é apelidado de mini-lua.

Será um asteróide? Poderá ser, mas não parece. Será algo extraterrestre? Também não tem tais características, parece ser algo mais “mundano”!

Será um cometa, um asteroide… será um extraterrestre?

Quando estes objectos são detectados, as contas são feitas numa grande velocidade para que se perceba qual será o seu caminho, ao passar pela nossa vizinhança. Embora seja um fenómeno mais ou menos compreendido pelo homem, na realidade só conseguimos confirmar duas destas mini-luas: 2006 RH120, que nos visitou em 2006 e 2007; e 2020 CD3, na órbita da Terra de 2018 a 2020.

A Terra tem uma nova pequena Lua, mas será por pouco tempo

A nossa Lua tem agora uma companhia. A força gravítica da Terra puxou para perto de si um asteróide. Os astrónomos no Catalina Sky Survey, no Arizona, avistaram no passado dia 15 de Fevereiro … Continue a ler A Terra tem uma nova pequena Lua, mas será por pouco tempo

Agora, os astrónomos detectaram um novo objecto, chamado 2020 SO. Este eventual astro tem uma trajectória de entrada que provavelmente fará com que a gravidade da Terra “capture” este objecto a partir do próximo mês de Outubro até maio de 2021.

Objecto que tem uma órbita caótica

As contas que se fizeram, aquelas muito rápidas, levaram a que as simulações mostrassem a trajectória do objecto. Segundo o professor de física e astrofísico Tony Dune, esta mini-lua “terá um caminho altamente caótico”. Portanto, o seu caminho terá que ser submetido a várias revisões enquanto estiver próximo. Nada é dado como totalmente certo.

Não será um asteróide a passar muito perto da Terra?

Segundo a classificação feita pela NASA, 2020 SO foi classificado como um asteróide do tipo Apolo, uma classe de asteróides cujo caminho atravessa a órbita da Terra. Conforme temos visto, estes corpos rodeiam frequentemente o nosso planeta, mas este tem especificamente algumas peculiaridades: a órbita é semelhante à Terra e a baixa velocidade de 2020 SO sugerem que não é realmente um asteróide.

Na verdade, as suas características, segundo os especialistas, são mais consistentes com algo criado pelo homem. Os objectos vindos da Lua também têm uma velocidade mais lenta do que os asteróides, mas este objecto é ainda mais lento.

É por isso que tudo aponta para que estejamos perante lixo espacial. Muito provavelmente será uma secção de um foguete Atlas-Centaur que lançou uma carga experimental chamada Surveyor 2 à Lua em Setembro de 1966, explicada pelo astrónomo Paul Chodas do JPL da NASA.

Esta explicação tem algum cabimento porque durante décadas uma espécie de foguetes com múltiplas fases (algo como peças “destacáveis”) foram usados à medida que a viagem progredia. A fase de reforço regressa à Terra e é reutilizada, mas o resto permanece no espaço. E há muitos destes objectos pelo espaço, além de que são muito fáceis de perder pelos radares humanos, o que explicaria que não tinha sido detectado antes.

Astrónomos apostam as fichas em como é uma secção de um foguete Atlas-Centaur

Conforme é explicado, o tamanho estimado do objecto 2020 SO corresponde ao tamanho de uma destas etapas do Centaur dos anos 60. De acordo com a base de dados CNEOS da NASA, o objecto mede entre 6,4 e 14 metros de comprimento (um Centauro mede 12,68 metros). Além disso, esta base de dados diz que este objecto provavelmente fará duas voltas perto da Terra. No dia 1 de Dezembro de 2020, passará a uma distância de cerca de 50.000 quilómetros. Por volta de 2 de Fevereiro de 2021, voará a 220.000 km.

Nem está perto o suficiente para entrar na atmosfera da Terra, por isso o objecto não representa nenhum perigo. Mas estas distâncias, particularmente a uma velocidade lenta, podem ser suficientes para estudá-lo mais de perto e determinar o que é o SO 2020.

Pplware
Autor: Vítor M.
23 Set 2020

 

 

3470: Terra tem uma segunda Lua em órbita e é do tamanho de um automóvel

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

O novo satélite estará na órbita terrestre durante algum tempo, de forma temporária. Trata-se de um pequeno asteróide e é a segunda mini-Lua a ser descoberta.

Mini-Lua foi descoberta por cientistas do projecto Catalina Sky Survey, financiado pela NASA
© Catalina Sky Survey

A Terra tem uma segunda “mini-Lua”, um asteróide que é do tamanho de um automóvel e estará na órbita terrestre há três anos, revelam os astrónomos que descobriram este objecto. Não deve ficar por muito mais tempo: em Abril apontam os cientistas, deve sair da órbita.

Com aproximadamente 1,9 a 3,5 metros de diâmetro, o objecto foi observado na noite de 15 de Fevereiro pelos investigadores Kacper Wierzchos e Teddy Pruyne, do projeto Catalina Sky Survey (CSS), financiado pela NASA (a agência espacial americana), no estado do Arizona.

Grande Notícia. A Terra tem um novo objecto capturado temporariamente/Possível mini-Lua chamada 2020 CD3“, que pode ser um asteróide tipo C [com uma importante composição de carvão, muito escuro], tuitou Wierzchos na quarta-feira.

Kacper Wierzchos @WierzchosKacper

BIG NEWS (thread 1/3). Earth has a new temporarily captured object/Possible mini-moon called 2020 CD3. On the night of Feb. 15, my Catalina Sky Survey teammate Teddy Pruyne and I found a 20th magnitude object. Here are the discovery images.

O cientista disse que a informação é “importante”, porque “é apenas o segundo asteróide conhecido a orbitar a Terra, depois do 2006 RH120, também descoberto pelo CSS. A sua rota indica que entrou na órbita terrestre há três anos, acrescentou.

O centro de planetas menores do Observatório Astrofísico Smithsonian, que acumula informação sobre os objectos menores do sistema solar, disse que “nenhum vínculo com um objecto artificial foi encontrado”. Por outras palavras: trata-se, sem qualquer dúvida, de um asteróide capturado pela gravidade terrestre.

A dinâmica orbital “indica que este objecto está temporariamente ligado à Terra”.

Este novo vizinho terrestre não está numa órbita estável e é pouco provável que permaneça nessa posição por muito tempo.

“Está a afastar-se do sistema Terra-Lua, enquanto conversamos”, e deve sair em Abril, disse o investigador Grigori Fedorets, da Queen’s University, de Belfast, à revista “New Scientist“.

O único asteróide até agora conhecido a gravitar em torno da Terra, o 2006 RH120, esteve em órbita de Setembro de 2006 a Junho de 2007.

Diário de Notícias

DN/AFP
27 Fevereiro 2020 — 19:23

 

robotstargate@gmail.com

 

 

3136: Bola de fogo vista na Austrália terá sido um mini-lua rara (e a Terra destruiu-a)

CIÊNCIA

forplayday / Canva

Bolas de fogo explodem na atmosfera da Terra a toda a hora. Porém, uma bola de fogo que explodiu sobre o deserto da Austrália em 2016 pode ter sido confundido erradamente com um meteoro qualquer.

Graças às câmaras da Desert Fireball Network, os astrónomos conseguiram verificar que a bola de fogo não era uma rocha espacial comum. Em vez disso, os dados de velocidade revelaram que a rocha provavelmente estava em órbita ao redor da Terra antes de atingir de se incendiar: um fenómeno conhecido como um orbitador capturado temporariamente ou, coloquialmente, uma mini-lua.

Com seis câmaras espalhadas por centenas de quilómetros no deserto australiano, a bola de fogo que apareceu no céu em 22 de Agosto de 2016 foi observada em grande detalhe. Os investigadores, liderados pelo cientista planetário Patrick Shober da Universidade Curtin, na Austrália, determinaram a velocidade do objecto (11 quilómetros por segundo) e a trajectória (quase vertical).

A velocidade lenta indica, de acordo com o estudo publicado em Outubro na revista científica The Astronomical Journal, que o objecto estava a orbitar a Terra e o ângulo exclui detritos de satélite. Com base nos cálculos da equipa, há uma probabilidade de 95% de o objecto ser um orbitador capturado temporariamente.

De acordo com o ScienceAlert, há muitas rochas espaciais que passam pela Terra e algumas penetram mesmo na atmosfera. A maioria acaba num bólide, um meteoro que explode antes de atingir o solo. Porém, por vezes, um desses asteróides é capturado na órbita da Terra durante algum tempo. De acordo com uma simulação de supercomputador publicada em 2012 com 10 milhões de asteróides virtuais, apenas 18 mil foram capturados na órbita da Terra.

Não se sabe exactamente quantos asteróides existem perto da Terra. As estimativas colocam o número na casa dos milhões, mas até 30 de Novembro deste ano, foram descobertos apenas 21.495. Isto ocorre porque são pequenos e difíceis de ver.

Já foram detectadas luas temporárias em torno de outros planetas, como Júpiter, mas, na Terra, as detecções de mini-luas são extremamente raras. Antes do bólide de 2016, foram vistas apenas duas mini-luas da Terra: um asteróide chamado 2006 RH120, que orbitou a Terra durante cerca de um ano, entre 2006 e 2007; e um bólide em Janeiro de 2014, com velocidade baixa que indica origem orbital.

Apesar de serem raras, as mini-luas são de grande interesse para os astrónomos porque são as rochas espaciais mais próximas da Terra. Agora, a equipa de investigadores diz que ainda há muito trabalho a ser feito.

É possível, por exemplo, estudar as rochas que explodiram para tentar descobrir como e porque é que alguns asteróides são capturados na órbita da Terra. Com mais telescópios a entrar em operação, será possível descobrir mais mini-luas, o que ajudará a construir uma imagem mais completa destes corpos celestes.

ZAP //

Por ZAP
4 Dezembro, 2019