1798: Estamos a um passo de iniciar a exploração de minério na Lua

Bre Pettis / Flickr

Com os olhos postos nos valiosos recursos naturais presentes noutros mundos além da Terra, a humanidade está prestes a iniciar a exploração mineira da superfície da Lua.

Estamos a poucos anos de abrir explorações mineiras na Lua. Cientistas europeus anunciaram, recentemente, os seus ambiciosos planos para iniciar a exploração mineira da Lua já em 2025. O objectivo é minerar um material que pode valer milhões de dólares, o regolito.

O regolito é uma camada solta de material heterogéneo e superficial que cobre uma rocha sólida. Trata-se, portanto, de um material não consolidado e residual, uma vez que é formado por material originário da rocha fresca imediatamente subjacente. A sua mineração pode extrair água, oxigénio, metais e um isótopo chamado hélio-3, que pode abastecer reactores de fusão nuclear, gerando energia livre de resíduos.

A superfície da Lua está coberta por um material fino em pó que os cientistas chamam de “regolito lunar”. Quase toda a superfície é coberta por regolito e o leito rochoso só é visível nas paredes de crateras muito íngremes.

Este pó é o resultado de vários milhões de anos de impactos dos meteoritos e de outros corpos celestes a superfície da Lua. Mas este material é valiosíssimo não só pela produção de energia nuclear, mas também pelo facto de poder ser utilizado na construção de estruturas futuras na superfície lunar.

Segundo o CanalTech, a Europa não é a única que está de olho na exploração mineira da superfície da Lua. Índia, Canadá e China têm também os seus próprios planos para extrair o hélio-3 do nosso satélite natural.

Estima-se que exista um milhão de toneladas de hélio-3 na Lua, ainda que apenas 25% possa ser trazido para a Terra. No entanto, esta quantidade é suficiente para atender as demandas de energia do nosso planeta durante, pelo menos, dois séculos. O hélio-3 pode valer quase 5 mil milhões de dólares por tonelada – e pode mesmo tornar-se no novo “ouro negro”, mas da Lua.

De acordo com o Pplware, a missão, que já se encontra em preparação, estará a cargo da Agência Espacial Europeia em parceria com o ArianeGroup, e contará também com a participação do Part-Time Scientists, um grupo alemão e ex-concorrentes do Google Lunar XPrize.

LM, ZAP //

Por LM
3 Abril, 2019

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