3301: Descoberto palácio da civilização Maia no meio da selva mexicana

CIÊNCIA/ARQUEOLOGIA

(dr) Mauricio Marat / INAH

Um antigo palácio da civilização Maia foi descoberto no meio da selva mexicana, no estado de Iucatã, perto da histórica cidade de Kulubá.

A descoberta foi anunciada, na passada terça-feira, através de um comunicado do Instituto Nacional de Antropologia e História do México (INAH). De acordo com a Newsweek,

O palácio tem 55 metros de comprimento, 15 metros de largura e seis metros de altura.

Os vestígios encontrados apontam para duas fases de ocupação: no período Clássico Tardio (600–900 d.C.) e no período Clássico Terminal (850–1050 d.C.).

“Foi no Clássico Terminal que Chichén Itzá, tornando-se uma metrópole de destaque no nordeste do actual Iucatã, ampliou a sua influência sobre locais como Kulubá, o qual podemos inferir que, devido aos dados e materiais de cerâmica que possuímos, se tornou um enclave de Itzá”, explica Alfredo Barrera Rubio, um dos arqueólogos envolvidos.

Vários outros achados de importância arqueológica foram descobertos perto do palácio, incluindo um altar, duas residências e uma construção redonda que se acredita ter sido um forno.

Este sítio arqueológico fica no meio da selva, o que o torna vulnerável às intempéries. Por isso, foram adicionados pisos e outros revestimentos para proteger os acabamentos originais do palácio.

Os arqueólogos estão neste momento a escavar a área à volta da cidade vizinha de Kulubá. Segundo o Yucatan Times, a antiga metrópole possui templos de até 80 metros de altura.

A civilização Maia durou quase dois mil anos e teve origem em Iucatã mas, durante o seu auge, estendeu a sua influência a outras partes do México, Guatemala, Belize e Honduras.

Segundo o INAH, as visitas públicas a Kulubá devem começar dentro de pouco tempo.

ZAP //

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3 Janeiro, 2020

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3221: Estruturas e objectos maias nunca antes vistos descobertos em Chichén Itzá

CIÊNCIA

Vviktor / Pixabay
Templo de Kukulcán, localizado em Chichén Itzá – uma cidade arqueológica maia, no Iucatã

Cinco complexos arquitectónicos e vários objectos maias nunca antes vistos foram encontrados recentemente na zona arqueológica da antiga cidade de Chichén Itzá, no estado mexicano de Yucatán.

Em comunicado, o Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH) do México detalha que os cinco complexos arquitectónicos, um dos quais de utilizado para rituais, foram localizados entre os sítios arqueológicos de las Monjas e Serie Inicial.

Cada um dos complexos esconde” dezenas de estruturas que estão a ser mapeadas por especialistas, que recorrem à tecnologia LIDAR (Light Detection and Ranging).

“Quatro complexos parecem ser residenciais, havendo um que, tendo em conta que tem uma pirâmide de cerca de cinco metros de altura, um quarto duplo no topo e uma escada, indica-nos que pode ser sido utilizado para rituais”, explica o arqueólogo Francisco Pérez, que liderou a investigação juntamente com José Osorio León.

De acordo com a mesma nota do INAH, foi encontrada uma mesa de pedra com representações de guerreiros e cativos esculpidos nas bordas, cujas idade está compreendida em 900 a 1000 d.C. Os cientistas acreditam que este objecto pertença a uma construção anterior que não foi ainda localizada.

A mesa, que mede 1,66 metros de comprimento por 1,27 de largura, tem 34 representações, 18 das quais são pessoas em cativeiro com as mãos amarradas a uma corda. Os restantes 16 são guerreiros, os responsáveis pela sua captura.

No mesmo local foi também descoberto um disco de pirite (sulfureto de ferro) com 30 centímetros de diâmetro, sendo este objecto considerado uma peça única que representa uma oferta datada entre 850 a 1200 d.C.

“Estes discos eram objectos importantes para a elite maia. Em Chichén Itzá, foram encontrados três que estão agora no Museu Nacional de Antropologia. Este é o quarto [até agora encontrado]”, disse o director do sítio arqueológico, Marco Antonio Santos.

O maior sítio arqueológico submerso do mundo é no México (e está a surpreender os especialistas)

Uma equipa de especialistas está a explorar há cerca de quatro anos o Grande Aquífero Maia, localizado no México, e…

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18 Dezembro, 2019

 

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3203: Descoberta nova espécie de aranha-violinista no Vale do México

CIÊNCIA

Uma aranha-violinista ()

Cientistas identificaram, no México, uma nova espécie de aranha com um veneno que, apesar de não ser fatal, é capaz de causar necrose na pele humana.

Uma equipa de cientistas da Universidade Nacional Autónoma do México (UNAM) descobriu uma nova espécie de aranha, agora baptizada de Loxosceles tonochtitlan, no Vale do México, conta a revista Newsweek.

O aracnídeo pertence a um género conhecido como Loxosceles, um grupo de espécies comummente referidas como aranhas-violinistas que, embora não tenham uma picada fatal, pode causar necrose na pele humana, deixando uma cicatriz permanente.

De acordo com os investigadores, o México tem a maior diversidade destas aranhas, tendo sido lá encontradas 40 das 140 já conhecidas. Neste caso, a espécie agora identificada é a primeira considerada nativa da região do Vale do México.

Embora estas aranhas tentem evitar o contacto com os humanos, podem atacar se se sentirem ameaçadas. Nas áreas urbanas, tendem a viver em lugares como armazéns, no lixo (sítio que atrai alguns dos insectos que comem), ou mesmo dentro de casa, podendo esconder-se entre roupas, móveis e paredes.

Segundo nota Alejandro Valdez-Mondragón, professor do Instituto de Biologia da UNAM, a picada deste aracnídeo tem características muito comuns: começa com uma ferida que se torna roxa e que à volta é rosada.

Porém, é difícil identificar o quadro clínico porque a sua picada muitas vezes não é dolorosa e pode confundir-se com uma infecção cutânea, uma picada de outro insecto ou urticária produzida por uma planta, entre outras razões.

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3191: O maior sítio arqueológico submerso do mundo mora no México (e está a surpreender os especialistas)

CIÊNCIA

Uma equipa de especialistas está a explorar há cerca de quatro anos o Grande Aquífero Maia, localizado no México, e tem feito descobertas surpreendentes que vão desde numerosos sítios arqueológicos a vestígios de homens primitivos. 

Durante a expedição, que é a maior investigação subaquática já levada a cabo no país, os cientistas ficaram surpreendidos com a extensão do Grande Aquífero Maia.

“Sabíamos que existia um aquífero natural debaixo da Península que inclui os estados mexicanos de Yucatán, Campeche e Quintana Roo, mas uma das missões [da investigação] passava por caracterizá-lo primeiro com um nome, mas as descobertas que fizemos mostram que a sua dimensão é muito maior do que pensávamos, são milhares de quilómetros de cavernas inundadas com água doce”, disse Guillermo de Anda, director do projecto Grande Aquífero Maia (GAM), em declarações ao El Universal.

“No estado de Quintana Roo, por exemplo, encontramos a conexão de dois grandes sistemas de cavernas – Sac Aktún e Ox bel ha – com os quais conseguimos encontrar a maior caverna inundada do mundo, com 379 quilómetros”, exemplificou.

A Península de Yucatán engloba os estados de Yucatán, Quintana Roo e Campeche, bem como partes do Belize e da Guatemala, tal como recorda a National Geographic.

Mas não foi só a dimensão do aquífero que fascinou os cientistas: foram ainda encontrados vários sítios arqueológicos submersos repletos de vestígios de homens primitivos.

“Encontramos um grande número de sítios arqueológicos, isto é, há evidências para indicar que se trata do maior sítio arqueológico submerso do mundo“, disse Guillermo de And em declarações ao portal Russia Today.

“Há muitos objectos e ossos (…) temos vestígios do Pleistoceno, animais extintos, cerca de 12 vestígios de homens primitivos na Península, numa área em que não eram até agora considerados. São óptimas notícias”, considerou o especialista.

Só na caverna de Sac Aktún, apontou como exemplo, foram encontrados 200 sítios arqueológicos com traços da mítica cultura maia e até da época colonial.

Listin USA @ListinUSA

El Gran Acuífero Maya, la mayor investigación subacuática de la historia de México https://listinusa.net/el-gran-acuifero-maya-la-mayor-investigacion-subacuatica-de-la-historia-de-mexico/ 

 

Lar dos organismos vivos mais antigos da Terra

O projecto, que não conta com financiamento do Governo do México, focou-se inicialmente no ramo da Arqueologia, mas foi necessário abri-lo a outras disciplinas.

“Quando vi a extensão e a quantidade de material arqueológico, percebi que era difícil encontrar explicações recorrendo apenas à Arqueologia. Por isso, hidro-geólogos, biólogos e outros especialistas foram adicionados à investigação para tentar melhor compreender e interpretar este aquífero complexo.

O aquífero, um dos maiores e mais complexos do mundo, é um conector de ecossistemas em risco, fonte vital para a população da região e conserva ainda importante material arqueológico e paleontológico. “Acreditamos que se trate de um aquífero com milhares de quilómetros. Além do material arqueológico e geológico, estamos a tentar melhor compreender a conformação da Península, estamos a encontrar indicações dos organismos vivos mais antigos da Terra”, afirma o especialista.

Base da vida na Península

No fim do mês de Novembro, foram apresentados alguns dos resultados da investigação, que conta com 14 especialistas residentes e um grande número de exploradores e estudantes voluntários. “Tentamos abordar o Governo através de várias instâncias, mas, até agora, não fomos tão bem-sucedidos como gostaríamos”, disse De Anda.

Grande parte do financiamento é da National Geographic, contando o projecto com o apoio de outras instituições como a Universidade Nacional Autónoma do México e a Universidade Tecnológica da Riviera Maya.

No início de 2018, De Anda frisava ao jornal espanhol El País que este é o o maior e “mais importante” local arqueológico submerso do mundo, frisando que o sistema é um “túnel do tempo”, que nos pode transportar em alguns casos para entre 12 mil a 10 mil anos atrás”.

Segundo De Anda, o grande objectivo do projecto passa por cuidar, preservar, explorar e, sobretudo, preservar o Grande Aquífero Maia. Afinal, trata-se da base da vida na Península mexicana, destaca por fim o especialista.

Animais pré-históricos e esqueletos humanos: os tesouros descobertos no cenote mexicano Hoyo Negro

Uma equipa de cientistas do México e dos Estados Unidos acaba de descrever os “tesouros” que descobriu nas profundezas do…

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14 Dezembro, 2019

 

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3007: Encontrados dentes de um megalodonte numa caverna subaquática no México

CIÊNCIA

Mary Parrish / Wikimedia

Mergulhadores encontraram dentes de uma espécie pré-histórica de tubarão numa caverna subaquática no México.

De acordo com a Newsweek, os espeleólogos Erick Sosa Rodriguez e Kay Nicte Vilchis Zapata dizem que alguns dos dentes agora encontrados podem ter pertencido ao megalodonte (Carcharocles megalodon), um dos maiores tubarões que já viveu na Terra.

Os outros dentes podem pertencer a espécimes do tubarão-mako e do tubarão-serra — animais que ainda hoje existem —, mas os investigadores querem fazer uma análise mais aprofundada para ter a certeza das espécies envolvidas nesta descoberta.

A dupla de investigadores afirma que os dentes, encontrados na rede de cavernas subaquáticas cenote Xoc, próximas da cidade de Mérida, no México, podem datar do Plioceno (entre 5,3 e 2,6 milhões de anos) e do Mioceno (entre 23 e 5,3 milhões de anos).

Os investigadores afirmam que este é o segundo cenote na região onde foram encontrados dentes de um tubarão pré-histórico. Estudá-los poderá dar mais informações sobre as espécies que viveram na região há milhões de anos, quando partes da Península de Yucatán estavam submersas.

Acredita-se que o cenote Xoc, que só foi descoberto recentemente, seja a terceira maior caverna subaquática deste município mexicano, estendendo-se por cerca de 610 metros e atingindo profundidades de cerca de 90 metros.

O megalodonte, agora extinto, podia medir até 18 metros e pesar até 37 toneladas. Os fósseis mais antigos já encontrados têm cerca de 20 milhões de anos e os mais jovens datam de há 3,6 milhões de anos, indicando que este animal manteve o seu domínio durante cerca de 13 milhões de anos.

Durante a exploração da caverna, os investigadores também encontraram restos fossilizados de manta rays e ossos humanos.

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10 Novembro, 2019

 

2061: Fenómeno astronómico deixou o México sem sombras durante 3 dias

CIÊNCIA

(dr) Noticieros Cadena RASA / Facebook

Habitantes de Yucatán viveram um dos casos mais estranhos que ocorrem durante o ano em território mexicano. Entre os dias 23 e 25 de maio, um fenómeno astronómico deixou o estado mexicano sem sombras. Chama-se a passagem do “sol no topo”.

Este fenómeno acontece quando o Sol fica no seu ponto de maior verticalidade sobre a Terra, o que faz que as sombras laterais desapareçam. Outra consequência do “sol no topo” é o aumento da radiação solar.

O astrónomo Eddie Salazar Gamboa anunciou a semana passa que a partir do dia 23 (às 13h14, horário local) até o dia 25 de maio, o fenómeno astronómico do sol seria registado em Yucatán, de modo que os habitantes dessa área não iria ter sombras.

“Naqueles dias, o Sol estará bem acima das nossas cabeças, por isso as pessoas não projectarão sombra durante vários minutos“, explicou. “O mesmo acontecerá com os edifícios verticais e, portanto, também haverá mais radiação solar na região.”

A passagem do sol pelo topo ocorre duas vezes por ano, quando a nossa estrela e dirige para o norte na primavera e no seu regresso após o solstício de verão. O fenómeno pode ser testemunhado nos lugares compreendidos dentro do Trópico de Caranguejo e do Trópico de Capricórnio. O próximo “sol no topo” acontecerá em Julho.

As zonas arqueológicas de Uxmal, Chichén Itzá e Mayapán, entre outras, também testemunharam o fenómeno. Para a civilização maia, o “sol no topo” significava o início da época de semeadura. Na Cidade do México, o fenómeno foi observado em 17 de Maio.

O estado de Yucatán é um dos mais quentes do país, por isso as sombras são geralmente autênticos oásis para pessoas que sofrem com o calor abafado. Na sexta-feira, as temperaturas quentes persistiram em grande parte do país. Em Yucatán, oscilou entre 40 e 45ºC em 13 estados, informou o Serviço Meteorológico Nacional (SMN).

A agência explicou que as temperaturas de 40 a 45ºC estavam previstas em lugares como Yucatán, bem como Sinaloa, Tamaulipas, Nayarit, Jalisco, Michoacán, Guerrero, San Luis Potosí, Oaxaca, Veracruz, Chiapas, Tabasco e Campeche.

ZAP //

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27 Maio, 2019


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1206: Cientistas confirmam câmara secreta na Pirâmide da Lua

CIÊNCIA

haRee / Flickr
Complexo arqueológico de Teotihuacán que testemunha o esplendor da civilização Asteca.

Uma equipa de arqueólogos confirmou a existência de uma câmara e de um túnel secreto em baixo da Pirâmide da Lua, localizada no complexo arqueológico de Teotihuacán, a 50 quilómetros da Cidade do México.   

A descoberta, anunciada nesta quarta-feira pelo Instituto Mexicano de Antropologia e História (INAH), sugere que o espaço terá sido usado para rituais. De acordo com os cientistas, a câmara subterrânea está localizada a oito metros abaixo da pirâmide e tem 15 metros de diâmetro, sendo ainda ligada a um túnel que termina no sul da Praça da Lua.

Segundo a directora do projecto de conservação da Praça da Lua, Verónica Ortega, a equipa que localizou a câmara está agora a investigar se o espaço ritual estaria ligado ao “submundo”, dando sacramentalidade à antiga cidade.

“Estes grandes complexos de oferendas constituem o núcleo sagrado de Teotihuacan”.

Ortega explicou que o material que será encontrado nesta câmara poderá a ajudar a desvendar as relações desta antiga metrópole com outras da Mesoamérica – região cultural que se estendeu desde de o centro do México até a Costa Rica.

Além do túnel na Praça da Lua, os arqueólogos acreditam que haja uma outra entrada para a câmara localizada no lado leste. Esta descoberta confirmaria que a civilização de Teotihuacan reproduziu os mesmos padrões de túneis nos seus grandes monumentos.

Estudos e investigações anteriores já davam conta da existência desta câmara contudo, a sua confirmação só foi possível depois desta pesquisa que foi levada a cabo pelo INAH em colaboração com o Instituto de Geofísica da Universidade Nacional Autónoma do México.

A civilização de Teotihuacan surgiu mil anos antes dos astecas e viveu entre 100 a.C. e 650 d.C. Esta cidade é considerada a sede da civilização clássica no Vale do México. Na primeira metade do milénio d.C., chegou a ter 160 mil habitantes, tornando-a maior metrópole da América pré-hispânica.

Os costumes e tradições da cidade, que contavam, por exemplo, já com sistemas de canalização de água, influenciaram outros povos da região, como os maias, que habitavam montanhas situadas a mil quilómetros de Teotihuacan.

ZAP // Deutsche Welle

Por ZAP
27 Outubro, 2018

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958: Descoberta máscara que pode representar o amado rei maia Pakal, o Grande

CIÊNCIA

(dr) INAH
Arqueólogos pensam ter encontrado máscara que representa Pakal, o Grande

Arqueólogos no México desenterraram um máscara de gesso em tamanho real no Palácio de Palenque, em Chiapas, que pode representar um dos mais importantes e amados reis da Mesoamérica: K’inich Janaab’ Pakal.

De acordo com o Science Alert, também conhecido como “Pakal, o Grande”, o seu reinado foi o mais longo da história das Américas, tendo chegado ao trono com apenas 12 anos em 615 A.C. e governou até morrer 68 anos depois, aos 80 anos de idade.

A máscara foi descoberta num edifício chamado Casa E, onde se pensa que Pakal tenha sido empossado como rei, anunciou no início deste mês o Instituto Nacional de Antropologia e História do México (INAH).

“Não é a representação de um deus. Depois de analisarmos várias imagens, é possível que seja Pakal, o Grande. Temos bastantes certezas disso neste momento”, afirma o arqueólogo Arnoldo González, citado pelo mesmo site.

A máscara estava juntamente com o que o instituto apelidou de uma “vasta oferenda”, já que no local se encontravam também fragmentos de alabastro, figuras e fragmentos de cerâmica, pérolas, jadeíta, sílex, madrepérola, obsidiana, cinábrio, pirita polida e ossos de animais.

A oferenda, associada ao fim da construção de um edifício ou secção do mesmo, teria sido de grande valor – os materiais encontrados eram estranhos a Palenque. Além disso, os vasos de cerâmica datam esta oferenda à fase cerâmica de Murciélagos, há cerca de 700 A.C., o que significa que talvez tenha sido dada no final do reinado de Pakal.

Os investigadores acreditam que a máscara tenha feito parte de alguma decoração arquitectónica, embora não se saiba ao certo onde e como. Curiosamente, parece representar um rosto fortemente alinhado o que, sabendo que Pakal reinou toda a vida, sugere que seja a primeira máscara encontrada que mostra o rei na sua velhice.

O rei Pakal quando era adolescente (à esquerda) e quando era um jovem adulto (à direita)

“É uma descoberta importante porque, ao contrário de outros sítios maias onde as representações são genéricas, em Palenque muitas das características que vemos em murais ou relevos são fiéis representações de personagens específicas”, explica o arqueólogo Benito Venegas Durán.

Os elementos representados na oferenda, segundo os investigadores, indicam um contexto aquático ou ligado à fertilidade. Alguns dos ossos descobertos eram de peixes ou de tartarugas e uma das figuras assemelha-se a um camarão, enquanto que um navio desenhado a esgrafito foi decorado com lírios e peixes.

A descoberta foi feita quando os arqueólogos seguiam o rasto de canais de água, com o objectivo de descobrir como a civilização maia drenava a água do edifício.

Em vez disso, a equipa canalizou a água até à Casa E, onde também encontraram restos de uma lagoa, com bancos ao lado, o que, relacionando com os temas da oferenda, “dá-nos a visão de uma possível relação com desportos aquáticos“, nota González.

“Palenque continua a deslumbrar-nos com tudo o que tem para oferecer no contexto arqueológico, antropológico e histórico”, considera Diego Prieto Hernández, director-geral do INAH.

ZAP //

Por ZAP
3 Setembro, 2018

(Foram corrigidos 3 erros ortográficos ao texto original)

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956: A Cidade do México afunda todos os anos 8 a 12 centímetros

pontla / Flickr
O fenómeno de depressão ocorre devido à extracção de água dos aquíferos

A planície da Cidade do México afunda, todos os anos, entre 8 a 12 centímetros devido à excessiva extracção de água dos aquíferos. Esta depressão tem efeitos catastróficos para as infraestruturas urbanas, alerta um investigador da Universidade Nacional Autónoma do México (UNAM).

Efraín Ovando Shelley, especialista do Instituto de Engenharia da UNAM, destacou que “o México está exposto a muitos riscos que não são de curta duração. Acrescentando, que um destes ricos é “depressão regional, que ocorre lentamente, mas de forma constante desde, pelo menos, meados do século XIX”.

Shelley afirmou que o processo causa “situações críticas em muitas partes da cidade, uma vez que contribui para o aparecimento de fendas no terreno e afecta infraestruturas urbanas nas casas, ruas e no património arquitectónico, artístico e cultural”.

O especialista explicou que os sismos, como fenómenos naturais que são, duram segundos ou, no máximo, um minuto e costumam ter consequências catastróficas. Já as depressões, sustenta, “são acontecimentos que se dão em câmara lenta, a sua velocidade é variável, dependendo da região. E pode mesmo ser mínima, mas constante”.

Neste sentido, afirmou que o Centro Histórico da Cidade do México “é uma das áreas mais afectadas, porque naquela área estiveram expostos vários edifícios há muito tempo, embora toda a bacia esteja danificada”.

Shelley relembrou também que boa parte da capital mexicana está construída sobre uma antiga área lacustre – composta por argilas fracas e deformáveis -, razão pela qual “ao subtrair água do subsolo, o solo deforma-se e afunda-se”.

Para o especialista, é impossível travar o fenómeno de depressão a curto prazo contudo, realça, que uma das soluções passa por deixar de explorar os aquíferos. Outra opção passaria por construir uma rede de drenagem.

ZAP // EFE

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2 Setembro, 2018

(Foram corrigidos 5 erros ortográficos ao texto original)

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949: Livro maia é o mais antigo documento pré-colombiano, confirma instituto mexicano

“Glorier Codex” está confirmado como o mais antigo documento pré-colombiano.

Imagens do Códice Maia
© Direitos Reservados

O Instituto Nacional de História e Antropologia do México confirmou na quinta-feira a autenticidade do livro maia Glorier Codex, descoberto há 54 anos e considerado o mais antigo documento pré-colombiano.

“O Códice Maia do México é autêntico e apresenta-se como o manuscrito pré-hispânico legível mais antigo do continente americano”, disse o antropólogo Diego Prieto Hernández, director-geral do Instituto Nacional de Antropologia e História, no início do Simpósio El Códice Maya, antes Grolier.

De acordo com analistas, o texto pictográfico foi escrito entre os anos 1021 e 1154 (D.C.) e é mesmo o mais antigo documento da era pré-colombiana, ou seja, antes das chegada dos europeus ao continente americano. A vida útil terá sido de 104 anos, detalha o instituto numa nota publicada no seu site.

Com este reconhecimento, o Glorier Codex — do qual restam apenas 10 páginas – passa a ter uma nova denominação: Códice Maia do México.

Vendido a um coleccionador mexicano em 1964, o código foi exibido pela primeira vez no Grolier Club, em Nova Iorque, em 1971. Mais tarde, em 1974, Josue Saenz acabou por devolver o livro às autoridades.

Durante anos, vários arqueólogos duvidaram da sua autenticidade, ou pelo ‘design’ simples, ou por ter sido saqueado de uma caverna no sul de Chiapas, estado mexicano onde um terço da população é descendente dos maias.

Na verdade, “o estilo difere de outros códigos maias que são conhecidos e comprovados como autênticos”, lê-se num comunicado do mesmo instituto, que justifica a simplicidade com a escassez dos recursos da época.

“Como o livro foi escrito tão cedo, foi criado numa era de relativa pobreza em comparação com os outros trabalhos”.

Cerca de três outros “livros” maias sobreviveram a uma tentativa dos conquistadores espanhóis de destruir os artefactos maias nos anos 1500.

O Glorier Codex contém uma série de observações e previsões relacionadas com o movimento astral de Vénus.

Embora estudos anteriores tenham apoiado a autenticidade do texto, este reconhecimento dita o fim das dúvidas e da controvérsia.

“Durante muito tempo, críticos disseram que o estilo não era maia e que era ‘o mais feio’ deles em termos de figuras e cores”, disse a pesquisadora do instituto Sofia Martinez del Campo.

“Mas a austeridade do trabalho é explicada por sua época. Quando as coisas são escassas, usa-se o que se tem em mãos”, concluiu.

Os textos maias são escritos numa série de glifos silábicos, nos quais uma figura pintada com determinado estilo representa uma sílaba.

O Códice será exibido durante um mês, de 27 de Setembro até final de Outubro, na Feira Internacional do Livro de Antropologia e História.

Diário de Notícias
DN/Lusa
31 Agosto 2018 — 08:46

(Foram corrigidos 4 erros ortográficos ao texto original)

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773: Terramoto no México revelou templo Asteca secreto com quase mil anos

Tony Rivera / EPA

Os terramotos são conhecidos pelo seu poder destrutivo, mas um recente terramoto no México teve um resultado surpreendentemente positivo. Arqueólogos encontraram um templo oculto no interior de uma pirâmide, que esteve escondido durante centenas de anos.

A 19 de Setembro de 2017, um terramoto de magnitude 7,1 sacudiu o centro do México, pouco depois de um outro terramoto, de magnitude 8,1, que tinha ocorrido 12 dias antes, de acordo com o Serviço Geológico dos EUA.

O segundo terramoto matou mais de 360 pessoas e danificou várias estruturas – incluindo uma pirâmide no sítio arqueológico de Teopanzolco, a cerca de 70 quilómetros ao sul da Cidade do México.

Quando os arqueólogos usaram um radar para avaliar a extensão dos danos na pirâmide – que data do século XIII -, descobriram um templo ainda mais antigo escondido dentro da própria pirâmide. Segundo aponta a BBC, acredita-se que a ruína escondida tenha mais de 800 anos.

Investigadores do Instituto Nacional de Antropologia e História do México disseram em declarações à BBC que o templo foi provavelmente construído em 1150 pelos Tlahuica, povo da cultura Asteca. A estrutura media cerca de 6 metros de comprimento e 4 de largura, sendo que estavam preservados no seu interior fragmentos de cerâmica e um queimador de incenso.

Durante o terramoto, os tremores causaram um colapso parcial na estrutura central da pirâmide, afectando dois templos conhecidos: um que foi dedicado ao deus da chuva asteca Tlaloc, e outro honrando Huitzilopochtli, o deus da guerra, apontou a cadeia australiana ABC.

Segundo o Instituto Nacional de Antropologia e História do México, o templo recém-descoberto é muito semelhante aos outros templos da pirâmide, possuindo paredes de estuque, uma fachada construída com pedras alongadas e com os restos de um pilar que, provavelmente, suportava o telhado do templo.

O templo secreto é, até aos dias de hoje, a estrutura mais antiga da pirâmide, ou seja, é datado de ainda antes do século XII, de acordo com a declaração do INAH.

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17 Julho, 2018

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727: Torre de crânios humanos revela segredos macabros dos sacrifícios Astecas

Arqueólogos mexicanos continuam a desenterrar crânios humanos na zona onde se situou o centro da civilização Asteca, em Tenochtitlan, a actual Cidade do México. E as análises efectuadas a esses crânios estão a revelar a brutalidade destes sacrifícios.

Os primeiros vestígios destes sacrifícios humanos foram descobertos em 2015, mas no ano passado, os arqueólogos do Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH) conseguiram, finalmente, ter um vislumbre da chamada torre de crânios que aterrorizou os conquistadores espanhóis quando estes chegaram ao local, em 1519.

A descoberta tem ajudado a desvendar os segredos macabros dos sacrifícios humanos feitos pelos Astecas no chamado Templo Maior de Tenochtitlan.

Até agora, os arqueólogos recolheram cerca de 180 crânios completos e milhares de fragmentos, reporta a revista Science.

A análise a estes vestígios arqueológicos revelou marcas de cortes que indiciam que lhes retiraram a pele, depois da morte, e também marcas de decapitação “uniformes”.

A publicação atesta que os sacerdotes Astecas removiam os corações ainda a bater das vítimas sacrificadas. Os seus corpos eram depois decapitados e de seguida, removiam a pele e os músculos das cabeças dos cadáveres.

Posto isto, abriam grandes buracos nas laterais dos crânios para os colocarem num poste de madeira. Só depois eram empilhados na chamada tzompantli, nome que os conquistados espanhóis deram à torre de crânios que ficaria localizada perto do altar de homenagem a Huitzilopochtli, o deus Asteca do sol, da guerra e dos sacrifícios humanos.

As amostras isotópicas e de ADN retiradas dos crânios permitiram apurar que as vítimas apresentavam “boas condições de saúde”, antes de terem sido sacrificadas, conforme refere a Science.

Também foi possível aferir que três quartos dos crânios analisados pertencem a homens, com idades entre os 20 e os 35 anos, e 20% pertencem a mulheres, enquanto 5% são de crianças.

As vítimas nasceram em diferentes locais da Mesoamérica, mas as amostras recolhidas indiciam que terão passado um longo período em Tenochtitlan antes de serem sacrificadas, como reporta a dita publicação.

Estas novas informações são a prova dos assustadores relatos feitos pelos conquistadores espanhóis da época, que ficaram aterrorizados com a imagem da torre de crânios.

Dois anos depois de terem chegado a Tenochtitlan, os espanhóis destruíram a cidade e construíram sobre as suas ruas, enterrando os vestígios dos sacrifícios humanos dos Astecas.

ZAP //

Por ZAP
3 Julho, 2018

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