2438: Um meteoro explodiu em Júpiter (e há um vídeo a registar o momento)

Um astro-fotógrafo conseguiu captar por acaso, esta quarta-feira, o momento em que um meteoro explodiu na atmosfera superior espessa de Júpiter.

“Depois de ver o vídeo e me ter apercebido do flash, a minha mente começou a andar às voltas. Senti urgentemente a necessidade de partilhar isto com as pessoas que achassem os resultados úteis”, explica Ethan Chappel ao Science Alert.

O vídeo foi captado pelo astro-fotógrafo, esta quarta-feira, no Texas. Se estiver atento às imagens, consegue perceber que logo abaixo da linha do equador, do lado esquerdo, algo se ilumina visivelmente e depois desaparece.

“É um feito conseguir um vídeo como este, nunca vi nada parecido antes. É totalmente de tirar o fôlego”, disse ao mesmo site o astrónomo da Universidade de Southern Queensland, na Austrália, Jonti Horner.

A luz que se vê no vídeo não é provocada pelos processos habituais do planeta, como raios ou auroras. Os cientistas acreditam que se tenha tratado do impacto de um meteoro, que também não é necessariamente um evento raro.

Além disso, Júpiter está rodeado de objectos que podem chocar com a sua gravidade: cometas de período curto e de longo período, bem como asteróides do cinturão entre este planeta gasoso e Marte.

Na verdade, um estudo publicado em 1998 descobriu que a taxa de grandes impactos em Júpiter seria provavelmente entre 2.000 e 8.000 vezes a taxa de impactos na Terra, o que não significa que os consigamos ver com facilidade (poucos foram capturados).

“É um evento muito fugaz, acontece em poucos segundos. Muitas vezes estas coisas passam despercebidas e não são observadas. E metade delas acontecerá do outro lado do planeta. Por isso, há muitos factores que dificultam a possibilidade de ver estes eventos”, afirma Horner ao mesmo site.

A parte mais entusiasmante do vídeo de Chappel é que os cientistas podem agora comparar este impacto com outros, como é o caso do meteoro de Cheliabinsk, que caiu na cidade russa com o mesmo nome em 2013.

Também é possível que o impacto deste meteoro tenha deixado uma cicatriz em Júpiter, que pode ser estudada por outros instrumentos como, por exemplo, a sonda espacial da NASA Juno. Para já, os primeiros relatórios sugerem que o impacto foi pequeno demais para produzir uma cicatriz.

ZAP //

Por ZAP
13 Agosto, 2019

(artigo relacionado): Júpiter acabou de ser atingido por algo tão grande que se viu da Terra

 

“Bola de fogo” ilumina os céus na Austrália

© TVI24 (Reuters)

Um meteoro cruzou os céus ao largo da costa australiana e foi avistado a partir das cidades de Adelaide e Melbourne, esta terça-feira. A queda do objecto estelar motivou um enorme clarão, iluminando o céu durante breves momentos.

Em declarações aos meios de comunicação australianos, a população que pôde observar o fenómeno afirmou que o meteoro terá sido avistado por volta das 22:45 horas. Emily Jane não viu o objecto, mas mal soube das notícias acorreu às câmaras de vigilância da casa onde mora, comprovando o momento com “uma visão perfeita”.

O vice-presidente da Sociedade de Astronomia do Sul da Austrália, Paul Curnow, disse que o corpo celeste que se vê nos vídeos é “muito provavelmente um meteoro muito brilhante”, que cai na categoria que os cientistas apelidam de “bola de fogo”.

Uma “bola de fogo” forma-se quando a magnitude (intensidade do fluxo de radiação) do meteoro é superior à de um planeta. A magnitude mede o brilho de um corpo celeste. Quanto menor for o número, mais brilhante o corpo celeste se apresentará no céu. O sol, por exemplo, tem uma magnitude de -27, enquanto a magnitude de uma “bola de fogo” ronda os -4.

Curnow relembra que este tipo de acontecimentos só confirma que a Terra está numa “carreira de tiro” que é incontrolável.

Um meteoro é um objecto celeste formado por restos de asteróides, cometas ou planetas desintegrados e que alcança a superfície terrestre. Estes corpos variam de tamanho e forma.

msn notícias
Redacção TVI24
22/05/2019


[vasaioqrcode]

 

1857: O Oumuamua não foi o primeiro. Um meteoro interestelar pode ter atingido a Terra em 2014

ESA / M. Kornmesser / European Southern Observatory

O primeiro meteoro do espaço interestelar a atingir a Terra – e o segundo visitante interestelar em geral – pode ter sido descoberto.

Meteoros inter-estelares podem ser comuns e poderiam ajudar a vida a viajar de estrela em estrela, de acordo com os investigadores.

O primeiro visitante conhecido do espaço interestelar, um objecto em forma de charuto chamado ‘Oumuamua, foi detectado em 2017. Os cientistas deduziram as origens do objecto de 400 metros de comprimento através da sua velocidade e trajectória, o que sugere que pode ter vindo de outra estrela – ou talvez duas.

Avi Loeb, responsável de astronomia da Universidade de Harvard, observou que se esperaria que os visitantes inter-estelares mais pequenos fossem muito mais comuns, com alguns deles colidindo com a Terra com frequência suficiente para serem notados.

Agora, Loeb e o principal autor do estudo, Amir Siraj, um estudante da Universidade de Harvard, sugeriram que podem ter detectado um desses meteoros inter-estelares, o segundo visitante interestelar conhecido do sistema solar.

Os cientistas analisaram o catálogo de eventos meteorológicos do Centro de Estudos de Objectos Próximo da Terra, detectado por sensores do governo dos EUA. Os investigadores concentraram-se nos meteoros mais rápidos, porque uma alta velocidade sugere que um meteoro não é potencialmente ligado gravitacionalmente ao sol e, portanto, pode originar-se fora do sistema solar.

Os cientistas identificaram um meteoro de cerca de 0,9 metros de largura que foi detectado em 8 de Janeiro de 2014, a uma altitude de 18,7 quilómetros ao longo de um ponto próximo a Manus Island, em Papua Nova Guiné. A alta velocidade de cerca de 216 mil quilómetros por hora e a sua trajectória sugere que veio de fora do sistema solar.

“Podemos usar a atmosfera da Terra como o detector desses meteoros, que são pequenos demais para se verem”, disse Loeb ao Space.com. A velocidade do meteoro sugeriu que recebeu um impulso gravitacional durante a sua jornada, talvez do interior profundo de um sistema planetário ou uma estrela no disco espesso da Via Láctea.

“Se esses meteoros fossem ejectados da zona habitável de uma estrela, poderiam ajudar a transferir a vida de um sistema planetário para outro”, disse Loeb.

Os cientistas analisaram cerca de 30 anos de dados. Além do meteoro interestelar que descobriram, também notaram dois outros meteoros que viajaram aproximadamente na mesma velocidade. No entanto, Siraj e Loeb observaram que a órbita de um deles sugeria que estava ligado gravitacionalmente ao sol. Não sabiam se o outro era interestelar.

Assumindo que a Terra vê três meteoros com potenciais origens inter-estelares a cada 30 anos aproximadamente, os investigadores estimaram que há cerca de um milhão desses objectos por unidade astronómica cúbica na nossa galáxia.

Siraj e Loeb observaram que analisar os escombros gasosos dos meteoros inter-estelares à medida que queimam na atmosfera da Terra poderia ajudar a entender a composição dos objectos inter-estelares. No futuro, os astrónomos podem querer montar um sistema de alerta que treine telescópios a detectar meteoros a viajar a alta velocidade para analisar os detritos gasosos.

As conclusões da investigação foram submetidas à revista The Astrophysical Journal Letters. O artigo está disponível no arXiv.

Afinal, o Oumuamua não é o primeiro

A importância de Oumuamua reside no facto de ser o primeiro asteróide detectado que não vem do Sistema Solar. A natureza do “Mensageiro das Estrelas” está rodeado de mistérios desde o dia em que foi descoberto por astrónomos da Universidade do Hawai, em Outubro de 2017.

Depois de constatar mudanças na velocidade do seu movimento, o Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian sugeriu que o asteróide poderia ser uma “sonda” enviada à Terra intencionalmente por uma “civilização alienígena”.

No último ano, o mundo da astronomia debruçou-se no estudo do corpo celeste e as mais várias teorias já foram apresentadas em artigos científicos: desde o seu passado violento, passando pela possibilidade de ser um sistema binário, e até o provável local de onde veio o Oumuamua.

Recentemente, investigadores da Universidade de Harvard sugeriram que milhares de objectos semelhantes ao Oumuamua podem estar presos no Sistema Solar.

ZAP // Live Science

Por ZAP
17 Abril, 2019

[vasaioqrcode]

 

1073: Tempestade cósmica refuta teoria sobre declínio de antigo reino asiático

NASA / JPL-Caltech

Uma equipa de investigadores detalhou com mais precisão os chamados “acontecimentos Miyake” – nome atribuído aos grandes desastres espaciais, associados a erupções vulcânicas, meteoros em queda e explosões solares – que deixam rastos em anéis de árvores.

De acordo com um novo estudo, publicado no início do mês de Setembro na revista Nature, a descoberta pode ajudar a determinar exactamente a idade de um achado arqueológico e provar ou refutar uma hipótese histórica. A técnica permitiu ainda esclarecer o mistério do declínio de um antigo reino asiático.

Os cientistas escrevem na publicação que houve um poderoso surto de actividade solar no ano de 774 que desencadeou uma tempestade de protões. Este surto descreve um incrível aumento dos raios cósmicos que atingiram a Terra na época – uma espécie de tormenta cósmica.

Estas partículas subatómicas de alta energia penetraram na atmosfera terrestre e desencadearam uma série de reacções que aumentaram os níveis de carbono 14. Este, ao ser absorvido pelas árvores durante a fotossíntese, acabou por se depositar nos seus anéis de crescimento – deixando um evidente “rasto”.

Este fenómeno foi descoberto em 2012 pela investigadora Fusa Miyake que detectou traços do fenómeno em restos de árvores em diferentes países. A cientista acabou ainda por apelidar estes eventos cósmicos.

Afinal, não foi uma erupção vulcânica

Na nova investigação, os cientistas partiram dos “acontecimento de Miyake” para esclarecer como é que o antigo reino de Balhae, localizado na Manchúria e no norte da península coreana, acabou por ruir em meados de 926, segundo apontam as crónicas.

A versão comummente aceite sugere que o reino teria entrado em declínio devido à erupção do Monte Paektu, cuja data exacta era até então desconhecida.

Para esclarecer o mistério do reino asiático, os cientistas submeteram um pinheiro enterrado sob as cinzas do vulcão à análise de radio-carbono, determinando que a árvore morreu entre os anos 920 e 950. De acordo com os cientistas, a árvore viveu 264 anos. E, por isso, os investigadores deduziram que a planta ainda estava viva em 774 – ano em que se deu a tempestade cósmica.

Depois, a contagem dos anéis determinou que a árvore morreu exactamente em 946, deduzindo-se que a erupção vulcânica ocorreu nesse ano. Após a erupção vulcânica, não podia restar mais nada de Balhae e, por isso, a equipa concluiu que a queda desta civilização não pode estar associada à erupção vulcânica do Monte Paektu.

Ou seja, a erupção vulcânica (946) deu-se após a queda do reino (em meados de 926). A nova investigação não aponta o que terá levado ao declínio do antigo reino mas descarta a hipótese de que terá sido um vulcão.

ZAP // RT

Por ZAP
26 Setembro, 2018

[vasaioqrcode]

See also Blogs Eclypse and Lab Fotográfico

955: “Bola de fogo” rasgou os céus da Austrália

Desert Fireball Network, Curtin University
O meteoro tinha cerca de 50 centímetros

Uma incrível “bola de fogo” rasgou os céus da Austrália Ocidental na passada terça-feira, dia 26, e muitas pessoas tiveram a sorte de capturar o momento. 

A “bola de fogo” era um meteoro com aproximadamente 50 centímetros, que entrou na atmosfera da Terra às 19:40 da hora local, apontou um porta-voz do Observatório Perth, na Austrália, em declarações ao Space.com.

O porta-voz disse que o Observatório recebeu “dezenas de chamadas de pessoas frenéticas” que viram a entrada do meteoro. Como várias pessoas conseguiram captar o momento em vídeo, os cientistas podem estudar as imagens para descrever a trajectória do corpo espacial.

Cientistas da equipa de investigação da Fireballs in the Sky, da Universidade de Curtin, na Austrália, estão a acompanhar as observações dos moradores locais, na esperança de rastrear os remanescentes do meteoro.

Segundo o Observatório de Perth, os cientistas estão a concentrar a procura na cidade de York, localizada a 100 quilómetros a leste de Perth.

Os meteoritos podem ser difíceis de diferenciar das rochas terrestres, mas estes tendem a ter uma revestimento em tons de preto e a ser ligeiramente mais pesados.

Estudar meteoritos pode ajudar os cientistas a compreender melhor os asteróides, corpos celestes de onde estas rochas caem. Por sua vez, estes estudos podem ajudar os investigadores a avaliar os riscos apresentados por meteoros de maiores dimensões – o tipo de rochas que não ilumina apenas o céu.

Recentemente, uma bola de fogo cruzou o céu do estado norte-americano do Alabama, deixando um rasto 40 vezes mais brilhante do que a Lua cheia.

Também no Peru uma bola de fogo cruzou o céu na cidade amazónica de Pucallpa, no norte do país, deixando os habitantes a pensar que era um meteorito ameaçador ou até um objecto extraterrestre. Afinal de contas, era apenas lixo espacial.

ZAP // LiveScience

Por ZAP
2 Setembro, 2018

(Foram corrigidos 2 erros ortográficos ao texto original)

[vasaioqrcode]

See also Blogs Eclypse and Lab Fotográfico

850: Perseidas 2018

Perseidas, a famosa chuva de meteoros de verão, visita-nos mais uma vez este ano, entre 12 e 13 de Agosto. É a chuva de meteoros mais espectacular, sendo possível este ano observar cerca de 110 meteoros por hora num céu escuro. A observação nas cidades é mais limitativa devido à falta de um vasto horizonte e do céu ser mais brilhante do que a maioria dos rastos luminosos. O pico das Perseidas ocorre a partir das 21 horas do dia 12 até às 8 horas do dia 13. No entanto, como a constelação de Perseus só aparecerá acima do horizonte a partir das 23 horas, só a partir desta altura se verá este fenómeno.

Estes pequenos pedaços de rocha têm origem na passagem do cometa Swift-Tuttle que deixou para trás um rasto de poeira e areia. Quando a Terra passa pela zona dos detritos, estes atingem a atmosfera e desintegram-se provocando rápidos rastos luminosos (conhecidos popularmente por chuva de estrelas). O nome de Perseidas deve-se ao facto da chuva de meteoros ter o ponto radiante na constelação de Perseus.

Este ano temos a Lua a nosso favor, pois a fase de Lua Nova ocorrerá no dia 11 de Agosto pelas 10:58 horas. Esta é uma boa notícia para a observação das Perseidas em 2018, será também possível observar durante essa data bólides de fogo brilhantes e os planetas Marte, Saturno e Júpiter durante a mesma noite. Esta chuva de meteoros começa já com menor intensidade desde finais de Julho, pois a região no espaço onde se encontram os detritos do cometa Swift-Tuttle é vasta.

Fig. 2 – (figura do IMO) mostra o radiante da chuva de meteoros das Perseidas entre Julho a Agosto, que encontra-se na constelação de Perseu.

OAL – Observatório Astronómico de Lisboa

3 Ago 2018

[vasaioqrcode]

 

485: Há evidências de que um planeta do nosso sistema solar foi destruído

JPL-Caltech/ NASA

Investigadores encontraram compostos comuns aos diamantes da Terra. Esta é a primeira vez que este tipo de componentes são encontrados num corpo extraterrestre.

Em 2008, um asteróide atingiu o deserto do Sudão e disparou muitas rochas espaciais, que provavelmente se formaram há milhares de milhões de anos dentro do embrião de um planeta hoje dizimado. Segundo os investigadores, esse planeta perdido era do tamanho de Mercúrio ou talvez de Marte.

Nas rochas espaciais, ou meteoritos, os investigadores encontraram compostos comuns aos diamantes da Terra, como sulfatos de cromita, fosfato e ferro-níquel. É a primeira vez que estes componentes de diamante são encontrados num corpo extraterrestre, constata o novo estudo, publicado recentemente na Nature Communications.

Esta descoberta fornece mais informações sobre os primórdios do nosso sistema solar, há cerca de 4,4 mil milhões de anos, quando, perto do Sol, havia vários embriões planetários. Muitos deles se fundiram nos planetas que conhecemos hoje, enquanto outros foram ejectados para o espaço interestelar.

Os meteoritos foram formados depois de um asteróide ter explodido 37 quilómetros acima do Deserto de Núbia, no Sudão. Essa explosão, de um corpo celeste com 13 metros de comprimento, disparou fragmentos por todo o deserto. Os cientistas recolheram cerca de 50 fragmentos, que variavam entre 1 a 10 centímetros.

Estes minúsculos meteoritos foram recolhidos numa colecção chamada “Almahata Sitta“, uma palavra árabe que significa “Estação Seis”, uma estação de comboios próxima do lugar onde ocorreu a queda do meteorito, entre Wadi Halfa e Cartum.

Depois de recolher os meteoritos, os investigadores descobriram nano diamantes dentro deles. No entanto, as origens dos diamantes escaparam aos cientistas.

Os nano diamantes formam-se a partir da pressão estática “normal” dentro de um corpo grande como a Terra, mas existem outras teorias de origem. Colisões de alta energia entre mundos no espaço podem deixar tais diamantes para trás, assim como a deposição por vapor químico, de acordo com a Federal Polytechnic School of Lausanne, na Suíça.

No entanto, o novo estudo revelou que os diamantes só se poderiam ter formado sob pressões superiores a 20 gigapascals (GPa). Esta é uma forma extremamente alta de pressão que os seres humanos podem gerar com certos explosivos.

“Esse nível de pressão interna só pode ser explicado se o corpo parental planetário fosse um embrião planetário do tamanho de Mercúrio a Marte”, dependendo da camada na qual os diamantes foram formados “, explicou Farhang Nabiei, líder da investigação, em comunicado.

Segundo os cientistas, este embrião planetário terá sido destruído por colisões violentas.

ZAP // Live Science

Por ZAP
23 Abril, 2018

[vasaioqrcode]

[SlideDeck2 id=1476]

[powr-hit-counter id=6ba4f32e_1524472776544]

359: Em Abril, Portugal vai assistir a uma chuva de meteoros

© Reuters Em Abril, Portugal vai assistir a uma chuva de meteoros

No próximo mês de Abril, os fãs de fenómenos astronómicos vão poder assistir a uma chuva de meteoros, ideal também para os adeptos de fotografia, que podem captar belas imagens nocturnas (quem tiver câmaras de alta resolução, claro).

De acordo com o Observatório Astronómico de Lisboa, o evento vai ter lugar entre os dias 14 e 30 de Abril, mas o pico, ou seja, quando o fenómeno acontece com mais intensidade, deverá registar-se de 21 para 22 de Abril.

A página do Observatório refere, ainda, que às 19h de quinta-feira, no dia 22, está prevista a passagem de 18 meteoros por hora, a altura que deve, portanto, marcar na agenda para sair à rua e olhar para o céu.

MSN Notícias
Notícias Ao Minuto
09/03/2018

[vasaioqrcode]

[SlideDeck2 id=1476]

[powr-hit-counter id=29d01d97_1520674179494]

 

252: Um sismo? Extraterrestres? Não, apenas um meteoro a cruzar os céus

O tremor de terra que se sentiu em Michigan, nos EUA, na terça-feira à noite, não foi um sismo como muitos pensaram. Nem tão pouco se preparava uma invasão extraterrestre, como alguns chegaram a suspeitar. Tratou-se simplesmente de um meteoro a cruzar os céus.

As vibrações causadas pelo “ruído em expansão” do meteoro que passou pelo norte dos EUA e do Canadá, na noite de terça-feira, 16 de Janeiro, foram registadas pelos sismómetros do Centro de Informação Nacional de Sismos dos EUA (NEIC).

As ondas de som do meteoro foram registadas como “um evento de magnitude 2.0” num sismómetro localizado a cerca de 8 quilómetros de New Haven, no Michigan, conforme reporta o site Live Science, com base nas informações do NEIC.

As vibrações sentiram-se no Michigan e no Ohio, nos EUA, e em Ontário, no Canadá, e foram percebidas por muitas pessoas como um sismo. Mas houve quem tenha chegado a temer uma invasão de extraterrestres, como alguns utilizadores das redes sociais escreveram.

Pela Internet, há várias imagens que mostram a luz do meteoro e aquilo que parece uma explosão.

“As pessoas descreveram-no como um ruído explosivo, e foi isso que os sismómetros detectaram”, explica no Live Science o geofísico do NEIC, John Bellini.

Este elemento também explica que não é anormal que os sismómetros registem vibrações que não são provocadas por terramotos. “Os instrumentos podem registar agitações de tempestades, de construções pesadas e de camiões na auto-estrada”, nota Bellini.

Mas quanto a meteoros, o geofísico diz que os sismómetros não estão preparados para “medirem vibrações que vêm do ar”. Assim, os 2.0 de magnitude registados não correspondem à energia libertada pelo meteoro, pois “não há como traduzir para os sismómetros a energia real de uma explosão no ar“, refere Bellini no Live Science.

A NASA anunciou que ainda está a estudar o fenómeno raro, revelando, através da página de Facebook NASA Meteor Watch, que se tratou de um “meteoro muito lento”, deslocando-se a mais de 65 km/hora.

“Este facto, combinado com o brilho do meteoro (o que sugere uma rocha espacial bastante grande) mostra que o objecto penetrou profundamente na atmosfera antes de se desfazer (o que produziu os sons ouvidos por muitos observadores”, explica ainda a NASA.

Agora, os especialistas da agência espacial norte-americana procuram “o campo de destroços”, onde poderá haver sinais do meteoro, como explica o director de astronomia do Instituto de Ciência Cranbrook em Bloomfield Hills, Michael Narlock, em declarações ao jornal The Detroit News.

“Explodiu e o objecto em si não bateu” na Terra, acrescenta Michael Narlock, frisando que há ainda “algum debate” quanto ao “caminho” que o meteoro seguiu.

Assim, encontrar os seus vestígios vai ser um verdadeiro bico de obra, tanto mais numa zona que está coberta de neve.

Um meteoro é uma pedra ou vestígios espaciais que entram na atmosfera da Terra. A luz que liberta resulta do impacto aquando da entrada na atmosfera. Os meteoritos são os destroços de um meteoro que caem na Terra.

SV, ZAP //
Por SV
18 Janeiro, 2018

[vasaioqrcode]

[SlideDeck2 id=42]

[powr-hit-counter id=ae33f044_1516287572096]

 

139: Queda de meteoro transforma a noite em dia na Finlândia

As câmaras de moradores capturaram um momento incrível na Finlândia na última quinta-feira: um meteoro rasgou os céus da Lapónia, região norte do país escandinavo, e transformou a noite em dia com uma explosão percebida a quilómetros de distância.

Apesar de o meteoro ter um brilho incrivelmente intenso, ainda não é sabido se atingiu o solo ou se explodiu na atmosfera. “Nesta noite, quando eu estava sentada em casa, houve uma grande explosão e a casa toda estremeceu violentamente“, disse Tony Bateman, que gravou um dos vídeos e dirige o site Aurora Service Tours.

“Estávamos a fazer uma transmissão ao vivo, a captar o céu nocturno para registar a aurora boreal. Imediatamente pensei que as câmaras tivessem apanhado o espectáculo causado pela entrada do meteoro na atmosfera. Então, volto o vídeo e lá está. Fiquei arrepiado. Que noite!”, conta Bateman.

O incidente ocorreu por volta das 6h40 (hora local) pelos céus de Inari, na Lapónia finlandesa, e parece ter sido tão poderoso que alguns dizem ter ouvido a explosão também na Noruega e na Rússia.

As luzes vieram de todo lado, como uma explosão que durou cerca de cinco ou seis segundos”, declarou o atleta Atle Staaleen ao Barents Observer.

Apesar de o evento ser impressionante, os meteoros não são tão raros. Milhares de objectos explodem na nossa atmosfera todos os anos, mas muitos são demasiado pequenos para serem notados. E vários desses milhares caem em áreas remotas e desabitadas.

Em algumas ocasiões, porém, um meteorito pode se espalhar por uma área povoada ao entrar em contacto com a atmosfera terrestre. No caso deste incidente na Finlândia, o meteoro parece explodir no ar num bólide – quando uma rocha espacial é desintegrada antes de chegar ao solo – ou atingiu a Terra como um meteorito.

E por não serem raros, os cientistas estão a melhorar constantemente o rastreio de meteoritos, mas ainda estão longe da perfeição: em 2013, um meteorito não detectado caiu em Chelyabinsk, na Rússia, e feriu centenas de pessoas com a explosão, causando danos em edifícios e residências.

Felizmente, desta vez não há relatos de feridos ou estragos, mas é um bom lembrete de que há muitas rochas a “passear” pelo espaço que podem, em visita ao Sistema Solar, atingir a Terra. Por isso, é necessário que continuemos a preparar-nos para quando algo entrar no nosso caminho – pois isso poderia significar o fim da civilização humana.

EM, ZAP // IFLScience

[vasaioqrcode]

[SlideDeck2 id=42]

[yasr_visitor_votes size=”medium”]

[powr-hit-counter id=39e24d97_1511435030553]

 

138: Empresa japonesa vai criar chuva artificial de estrelas cadentes em 2019

No ano passado, a empresa japonesa Astro Live Experience (ALE) anunciou que queria criar a primeira chuva artificial de meteoros. Agora, há notícias no Japão de que a companhia planeia a “chuva de estrelas cadentes” para 2019.

Descrito pela empresa como “Shooting Star Challenge” (Desafio da Estrela Cadente), a expectativa do projecto é ter meteoros artificiais a atravessar o céu sobre a região Setouchi (Mar Interior de Seto), que é administrada por Hiroshima.

A ALE planeia colocar um micro-satélite experimental em órbita no próximo ano, com cerca de 60 centímetros, mas capaz de armazenar e disparar entre 300 e 400 granulos feitos a partir de um material ainda em análise pelos cientistas japoneses envolvidos no desafio espacial.

O satélite estará numa órbita polar especial, chamada de órbita heliossíncrona, permitindo que o dispositivo passe sobre uma região específica todos os dias no mesmo horário.

O satélite ficará numa órbita terrestre baixa (com 500 quilómetros de altitude) e vai disparar os granulos à medida que passar pela Austrália. Os meteoros artificiais levarão cerca de 15 minutos para cair a uma altura de 60 quilómetros, onde começarão a queimar.

Cada granulo vai arder no céu durante cerca de cinco a dez segundos e será visível num raio de até 200 quilómetros. Cada estrela cadente será quase tão brilhante como Sirius – a estrela mais brilhante do céu nocturno -, com a possibilidade de várias cores.

A região escolhida para a “chuva” tem uma alta taxa de céu limpo, mas a popularidade da localização, que é deslumbrante, também ajudou na decisão.

“Hoje em dia, as pessoas geralmente estão a olhar para os telemóveis. Eu quero fazê-las olharem para o céu novamente“, disse Lena Okajima, astrónoma e CEO da ALE, em declarações ao Japan Today.

A empresa é apoiada por cientistas da Universidade de Tohoku e da Universidade Metropolitana de Tóquio, responsáveis ​​pelo projecto, pela fabricação de satélites e a simulação orbital. Investigadores do Instituto Kanagawa e da Universidade de Nihon também analisam os materiais que seriam usados para a missão.

O supermercado Family Mart e a Japan Airlines uniram-se à ALE para o desafio de fazer chover estrelas cadentes quando bem entendermos. E mais: há rumores de que uma chuva artificial de meteoros poderia fazer parte da cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020.

EM, ZAP // IFL Sciende

[vasaioqrcode]

[SlideDeck2 id=42]

[yasr_visitor_votes size=”medium”]

[powr-hit-counter id=38d6ef30_1511434102673]