926: Verão atípico põe a descoberto (estranhas) “Pedras da Fome” na Europa

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A Europa enfrenta um verão atípico e, com isso, têm surgido mensagens “escondidas” um pouco por todo o território europeu. Desta vez, foram encontrados marcas misteriosas gravadas em pedras, que não são apenas vestígios das sociedades antigas, mas também alertas para os tempo difíceis que se aproximam.

A seca severa que atinge a Europa Central pôs a descoberto pedras antigas, que têm (estranhas) mensagens gravadas na sua superfície. Uma das pedras foi encontrada na República Checa e são vulgarmente conhecidas como “Pedras da Fome“, relevou a AP.

Normalmente, estas pedras não são visíveis pois ficam abaixo da linha de água do rio Elba, que flui através da cidade de Děčín, no norte do país. No entanto, com os níveis de água a atingir os recordes mais baixos na Europa, as rochas e as mensagens nelas gravadas ficaram novamente expostas.

Mais de uma dúzia de “Pedras da Fome” podem ser vistas na cidade, que acabam por registar os níveis mais baixos de água em séculos. Em 2013, um grupo de investigadores levou a cabo um estudo sobre as secas históricas na República Checa e descreveram estas rochas como pedras “esculpidas por anos de dificuldade e com as iniciais dos autores perdidos para a história”.

No passado, estas pedras serviam para medir os níveis das águas e, baixos níveis de água eram sinal de que tem difíceis se estavam a aproximar.

A mais antiga e famosa destas marcas, conhecida simplesmente por Hunger Rock, de acordo com o guia turístico da cidade, contém uma inscrição que data de 1616, onde se lê: “Se me vires, chora” (Wenn du mich siehst, dann weine).

Embora as inscrições legíveis mais antigas desta pedra em particular datem de 1616, existem outras rochas que já vivenciaram numerosas secas desde 1417.

Uma outra “Pedra da Fome” da Alemanha regista as condições climatéricas daquele ano de forma mais feliz: “Se voltares a ver esta pedra novamente, irás chorar, de tão superficial que as águas estavam em 1417”.

Outras há que dizem: “Nós choramos. Nós choramos. E tu vais chorar” e também “Quem me viu uma vez, chorou; Quem me vir agora vai chorar”.

As razões para estes alertas sinistros – como se soubessem o que está para vir – podem ser várias. Quando a seca e o calor chegam, significa não apenas que a colheita será má, mas também que haverá falta de comida e os preços irão subir, consequentemente.

Além disso, quando o nível das águas baixa drasticamente, o transporte fluvial torna-se mais difícil, ameaçando o sustento das famílias que vivem junto da costa.

Com o rio Elba no seu nível mais baixo em mais de meio século, a seca tem recordado também outro tipo de miséria: nesse mesmo canal têm sido encontradas bombas não detonadas da Segunda Guerra Mundial e granadas de mão, que estiveram submersas por mais de 70 anos.

Enquanto os cientistas ainda indagam com estes presságios para o futuro, a mais recente inscrição na “Pedra da Fome” encontrada na República Checa tenta, pelo menos, aliviar um pouco o clima – “Não chores, menina, não te preocupes. Quanto estiver seco, apenas pulveriza o teu campo” (Neplac holka, nenarikej, kdyz je sucho, pole strikej).

Fenómenos semelhantes têm sido relatados um pouco por toda a Europa, onde as condições atípicas e secas têm desvendado monumentos pré-históricos ou mensagens da Segunda Guerra Mundial.

ZAP // Science Alert

Por ZAP
27 Agosto, 2018

(Foi corrigido 1 erro ortográfico ao texto original)

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325: As mensagens extraterrestres podem acabar com a vida na Terra

pelosbriseno / Flickr
Radiotelescópio do Observatório Very Large Array (VLA) no Novo México, EUA.

Habitantes de outros planetas podem enviar mensagens “contaminadas” para “hackear” os meios de comunicações humanos, segundo adverte um estudo dos astrofísicos norte-americanos Michael Hippke e John Learned.

Os extraterrestres podem nem precisar de uma frota de poderosas naves de batalha interestelares para destruir o nosso planeta, adverte uma equipa de cientistas norte-americanos. Segundo Michael Hippke e John G. Learned, se a Humanidade receber uma mensagem extraterrestre, a última coisa que deve fazer é… tentar ler ou decifra-la.

O problema, notam estes cientistas, é que a Humanidade passou as últimas décadas não apenas a vasculhar os céus à procura de sinais de vida extraterrestre, como também a enviar para além do Sistema Solar mensagens de boas vindas a qualquer alien que nelas tropece.

Projectos como o SETI – Busca por Inteligência Extraterrestre, da NASA, têm como objectivo procurar vida noutros planetas através do uso de antenas e computadores avançados que analisam sinais electromagnéticos de origem extraterrestre.

Mais ainda, os astrónomos do SETI criaram também o METI, Messaging Extraterrestrial Intelligence, e em Setembro enviaram uma mensagem para o espaço, sob a forma de ondas de rádio, à espera que os ETs nos descubram – e decidam entrar em contacto.

E isso, dizem os cientistas, pode ser um risco para a Humanidade.

De acordo com o estudo de Hippke e John G. Learned, que foi publicado este mês no repositório arXiv, os extraterrestres poderiam enviar mensagens com código malicioso e contaminar os nossos sistemas de comunicações.

Para sustentar a tese, os cientistas citam várias mensagens registadas pelo projecto SETI. Em 2017, por exemplo, o investigador Rene Haller conseguiu decifrar um fluxo de 1.902.341 bits, tendo concluído que a informação recebida era apenas uma imagem normal a preto e branco.

De acordo com Hippke e Learned, este tipo de sinais deveria ser analisado e decifrado em papel – caso em que uma mensagem extraterrestre não prejudicaria os sistemas informáticos do nosso planeta. Contudo, se se tratar de código mais complexo, não haverá forma de o decifrar recorrer a computadores.

Segundo os dois cientistas, projectos como o SETI e os computadores pessoais a ele ligados correm o risco de ser infectados por um “trojan” ou um “malware”, que poderia dar a um um “hacker” à escala planetária acesso a dados pessoais e a sistemas operativos.

Mas tentar decifrar mensagens extraterrestres não é apenas um risco para os sistemas informáticos. O próprio conteúdo da mensagem pode colocar em perigo a Humanidade. Por exemplo, dizem os cientistas a mensagem pode conter uma ameaça do género “daqui a 24 horas vamos transformar o Sol numa Supernova“, e lançar o caos na Terra.

Os cientistas argumentam ainda que seria muito difícil “descontaminar” as mensagens provenientes do espaço. Assim, “seremos confrontados com duas opções: destruir qualquer mensagem extraterrestre que nos chegue, ou assumir o risco de a ler”, concluem os investigadores.

Não bastava já termos que resolver o dilema de abrir ou não aquele email de alguém desconhecido, que nos envia em anexo “as fotos do tempo maravilhoso que passámos naquela praia nas Caraíbas”?

ZAP // Sputnik News / FirstPost

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