2409: Descobertos seis vulcões a poucos quilómetros da costa da Sicília

Tomasz Pokora Travel Photography / Flickr
Costa da Sicília

Uma equipa de cientistas descobriu seis vulcões ocultos debaixo de água numa área do Mediterrâneo a poucos quilómetros da costa da ilha de Sicília, em Itália.

A área com os vulcões, frequentemente atravessada por várias embarcações, foi descoberta graças a dados de alta resolução recolhidos com a ajuda da expedição oceanográfica OGS Explora, que levou a cabo duas missões de investigação em Agosto de 2017 e Fevereiro de 2018.

De acordo com a investigação, cujos resultados foram esta semana publicados na revista científica especializada Marine Geology, as seis formações vulcânicas foram detectadas a uma profundidade máxima de 133 metros e localizados a uma distância entre 7 a 23 quilómetros da costa da Sicília.

“Ficamos muito surpresos com [a descoberta], porque estávamos muito perto da costa”, disse Emanuele Lodolo, autor principal autor do estudo e cientista do Instituto Nacional de Oceanografia Experimental e Geofísica da Itália, em declarações à National Geographic.

A equipa estima que todos vulcões sejam datados do Quaternário Tardio, tendo todos explodido uma única vez há cerca de 20.000 anos. Apenas uma destas formações, que foi baptizada de Actea, mostra sinais de actividade magmática posterior ao Último Máximo Galcial, tendo um rastro de lava que se estende por aproximadamente quatro quilómetros.

Todos os vulcões são de pequena dimensão, variando o seu tamanho entre 16 e 120 metros desde a base até ao topo do vulcão. O pico de Actea, o mais alto entre os seis agora descobertos, está a apenas 33 metros abaixo do nível do mar.

Os cientistas alertam que uma eventual erupção nesta área pode representar uma ameaça quer para a navegação na zona, quer para os moradores da área costeira. Ainda assim, frisaram, são necessários mais estudos para perceber completamente estas estruturas vulcânicas e precisar o perigo real que representam.

ZAP //

Por ZAP
6 Agosto, 2019

 

1851: Avistada bola de fogo a sobrevoar o mar Mediterrâneo

O impacto de uma rocha, separada de um asteróide, na atmosfera terrestre causou o espectáculo luminoso. Veja o vídeo.

Bola de fogo que sobrevoou o Mediterrâneo na madrugada de dia 14 de Abril
© Observatório de Calar Alto

Durante a madrugada do dia 14 de Abril, às 03:00 em Espanha uma bola de fogo foi filmada a percorrer o mar Mediterrâneo, junto do Estreito de Gibraltar, pelo Observatório de Calar Alto.

A câmara de vigilância do observatório espanhol registou o evento. O professor José María Madiedo, da Universidade de Huelva foi o responsável pelas primeiras análises ao fenómeno. O estudo concluiu que a bola de fogo, que atravessou o Mediterrâneo a 40 000 km/h, teria sido causada pelo impacto de uma rocha separada de um asteróide na atmosfera terrestre.

A queda da bola de fogo começou a uma altitude de 85 km e acabou a 31 km de atingir o mar Mediterrâneo.

Diário de Notícias
15 Abril 2019 — 17:00

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1103: Encontrado recipiente mediterrâneo com três mil anos com vestígios de ópio

CIÊNCIA

(dr) British Museum

Cientistas do Reino Unido descobriram um recipiente no Mediterrâneo, com cerca de três mil anos, que continha vestígios de ópio.

De acordo com o Live Science, esta descoberta contribui para o longo debate que questiona se este tipo de recipiente era propositadamente utilizado para transportar esta substância.

Estes recipientes foram amplamente comercializados no leste do Mediterrâneo entre 1650 e 1350 A.C. No início dos anos 60, alguns investigadores admitiram a hipótese de a sua forma ser uma pista porque, virados ao contrário, parecem-se com as cabeças das sementes das papoilas do ópio.

Tem sido difícil confirmar esta ligação mas, agora, cientistas da Universidade de York e do Museu Britânico, em Inglaterra, usaram uma série de técnicas analíticas para comprovar a primeira evidência rigorosa de que os vasos continham, de facto, ópio.

Os investigadores analisaram um recipiente do museu envolvido na pesquisa que, como estava selado, permitiu que o seu conteúdo fosse preservado. A análise inicial mostrou que os resíduos encontrados eram maioritariamente compostos por óleo vegetal, mas também sugeriu a presença de alcalóides do ópio.

Este grupo de compostos orgânicos incluem poderosos analgésicos como a morfina e a codeína, bem como outros compostos que não têm efeitos analgésicos.

“Os alcalóides de opiáceos que detectámos são aqueles que mostrámos serem os mais resistentes à degradação”, explica num comunicado Rachel Smith, co-autora do estudo do Departamento de Química da Universidade de York. Porém, a investigadora destaca que os compostos encontrados não incluem a morfina.

Os investigadores continuam sem perceber qual era o principal propósito deste tipo de recipiente. Uma das hipóteses era que o recipiente podia ter sido usado para guardar o óleo das sementes de papoila usadas para substâncias unguentas ou perfumes.

“É importante relembrar que se trata apenas de um recipiente, por isso, os nossos resultados continuam a levantar várias questões sobre o conteúdo ou o seu propósito”, afirma Rebecca Stacey, cientista do Departamento de Conservação e Investigação Científica do Museu Britânico. No entanto, “a presença dos alcalóides neste caso é inequívoca e dá-nos uma nova perspectiva”.

O estudo foi publicado, esta terça-feira, na revista científica Analyst, uma das publicações da Royal Society of Chemistry.

ZAP //

Por ZAP
5 Outubro, 2018

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