2844: Pode ter sido encontrada (e ignorada) vida em Marte em 1976, defende antigo cientista da NASA

CIÊNCIA

Kevin Gill / Flickr

O antigo cientista da agência espacial norte-americana Gilbert V. Levin afirma que foram encontradas evidências de vida em Marte na década de 70. No entender do especialista, deviam ter sido levado a cabo mais investigações para compreender a verdadeira origem das evidências encontradas.

“Estou convencido de que encontramos evidências de vida em Marte na década de 1970”, afirmou Gilbert V. Levin, que foi o investigador principal de um procedimento experimental que era parte da missão Viking da NASA em Marte.

O procedimento em causa, o Labeled Release (LR), foi levado a cabo em 1970 e relatou resultados positivos de respiração microbiana em Marte, embora a maioria dos cientistas os tenha descartado como um produto de reacções químicas inorgânicas.

Em Julho de 1976, o LR devolveu os seus resultados iniciais de Marte. Surpreendente, os resultados foram positivos. Duas sondas – Viking 1 e 2 – pousaram a uma distância de 6 mil quilómetros uma da outra no Planeta Vermelha e ambas enviaram quatro respostas com base em cinco variáveis, tendo os dados indicado a detecção de respiração microbiana.

As curvas de dados provenientes de Marte eram semelhantes àquelas produzidas por testes da LR em solos na Terra, sustenta o antigo cientista da NASA num novo artigo publicado esta semana na revista Scientific American.

“Parecia que tínhamos respondido à última pergunta”, diz Gilbert V. Levin.

Contudo, quando o Procedimento de Análise Molecular da missão Viking não consegui detectar matéria orgânica, que é essencial para a vida, a NASA concluiu que o LR tinha encontrado uma substância que imitava vida e não a vida em si.

Inexplicavelmente, lamenta Levi, nos 43 anos seguinte a Viking, nenhuma das missões posteriores da NASA em Marte carregava um instrumento de detecção de vida para rastrear estes resultados da década de 70. “Em vez disso, a NASA lançou uma série de missões para determinar se havia um habitat adequado para a vida e, se assim for, para trazer amostras para a Terra para exame biológico”.

Matéria orgânica marciana não foi bem estudada

O ex-cientista da NASA aponta ainda que, apesar de a agência definir a procura por vida alienígena como uma das suas “maiores prioridades”, uma vez que qualquer vida microbiana em Marte poderia potencialmente ameaçar os astronautas enviados ao planeta, bem como a população da Terra no regresso, a matéria orgânica do solo do Planeta Vermelha não foi devidamente estudada.

“Em resumo, temos: resultados positivos de um teste microbiológico amplamente utilizado; respostas de apoio de controlos fortes e variados; duplicação dos resultados de RL em cada um dos dois locais da Viking; replicação do experimento nos dois locais; e o fracasso, ao longo de 43 anos, de qualquer experimento ou teoria em fornecer uma explicação não biológica definitiva dos resultados da Viking LR “, disse Levin, argumentando que as evidências existentes ainda apontam para sinais de vida no Planeta Vermelho, levando assim a novas investigação.

“A NASA já anunciou que o seu módulo de aterragem da missão Mars 2020 não terá um teste de detecção de vida (…) De acordo com o protocolo científico bem estabelecido, acredito que deve ser feito um esforço para colocar procedimentos de detecção de vida no possível missão em Marte”, insistiu.

No entender de Levi, o estudo da matéria orgânica e a implementação destes sistemas de detecção podem, eventualmente, produzir “orientações importantes na procura do Santo Graal” da NASA, rematou o cientista.

ZAP //

Por ZAP
16 Outubro, 2019

 

2808: Curiosity encontrou sal dos últimos lagos de Marte

CIÊNCIA

NASA/JPL-Caltech

Quando os lagos na Terra secam, ficam salgados. Sabendo isto, fará sentido que o mesmo poderá ter acontecido em Marte. Agora, a sonda Curiosity confirmou essa teoria.

O rover Curiosity Mars encontrou alguns dos sais deixados para trás, um registo da última vez que a vida poderá ter florescido, em vez de apenas ter sobrevivido, em Marte.

A cratera Gale, que o Curiosity está a explorar, foi escolhida em parte porque oferece a oportunidade de estudar rochas sedimentares de diferentes idades em camadas umas em cima das outras. Um artigo publicado este mês na revista especializada Nature Geoscience relata que, entre esses, foram encontrados depósitos intermitentes que continham argila com entre 30 e 50% de sulfato de cálcio.

Todas estas rochas datam do período hesperiano, tendo, assim, entre 3,3 e 3,7 mil milhões de anos. Da mesma forma, depósitos ricos não foram encontrados nas rochas mais antigas da cratera.

William Rapin, do Instituto de Tecnologia da Califórnia e co-autores atribuem a presença desses sais à infiltração de rochas nas águas do lago longínquo da cratera, quando estava muito salgado. Rochas mais antigas também foram expostas às águas do lago mas, na época, eram muito menos salgadas. As rochas mais jovem nunca conheceram o toque da água, embora ainda seja possível que o Curiosity encontre alguns exemplos mais recentes.

Como um lago deserto na Terra, as águas da cratera Gale evaporaram, deixando um resíduo cada vez mais salgado. Porém, em Marte, parece que este foi um processo intermitente que durou 400 milhões de anos.

Mesmo sem água, as rochas foram desgastadas durante um longo período de tempo desde então e as porções enriquecidas com sulfato de cálcio são mais resistentes à erosão, levando a versões em miniatura das formações vistas em lugares como Monument Valley, onde rochas mais duras se projectam acima do terreno.

No meio dos 150 metros de estratos enriquecidos com sulfato de cálcio, o Curiosity encontrou uma inclinação de 10 metros com entre 26 e 36% de sulfato de magnésio, mas pouco cálcio. O sulfato de cálcio é menos solúvel que o sulfato de magnésio e os autores pensam que precipitou primeiro, com sais mais solúveis depositados na etapa final de seca.

Rapin et al. / Nature Geoscience

“As nossas descobertas não comprometem a busca por vida na cratera Gale. Sabe-se que lagos hipersalinos ricos em sulfato de magnésio terrestre acomodam biota halotolerante e a cristalização de sais de sulfato também pode ajudar na preservação de biomarcadores”, observa o artigo, citado pelo IFLScience.

A cratera Gale não é única em ter sais como estes. Ainda hoje são observadas explosões ocasionais de água salgada. Os orbitais marcianos detectaram os espectros de depósitos de sulfato depositados em grande parte de Marte enquanto o planeta secava.

No entanto, é a primeira vez que um veículo espacial consegue passar os seus instrumentos sobre esse material. Além disso, as explosões intermitentes de sais de sulfato que a Curiosity encontrou demonstram que a cratera Gale passou por várias rodadas de seca, com períodos de chuvas no meio, em vez de uma única grande seca que nunca terminou.

ZAP //

Por ZAP
9 Outubro, 2019

 

A estratégia da NASA para salvar a “toupeira” do InSight

CIÊNCIA

O braço robótico do InSight da NASA vai usar a sua pá para fixar a sonda de calor, ou “toupeira”, contra a parede do buraco que escavou.
Crédito: NASA/JPL-Caltech

O “lander” InSight da NASA, que está numa missão para explorar o interior profundo de Marte, posicionou no final do mês passado o seu braço robótico a fim de ajudar a sua sonda de calor auto-marteladora. Conhecida como “toupeira”, a sonda tem sido incapaz de escavar mais do que 35 centímetros desde que começou a enterrar-se no chão no passado dia 28 de Fevereiro de 2019.

A manobra é preparação para uma estratégia, a ser tentada ao longo das próximas semanas, chamada “fixação”.

“Vamos tentar pressionar o lado da pá contra a toupeira, fixando-a contra a parede do seu buraco,” disse Sue Smrekar, vice investigadora principal da missão InSight no JPL da NASA em Pasadena, no estado norte-americano da Califórnia. “Isto poderá aumentar o atrito o suficiente para mantê-la a avançar quando recomeçar a martelar.”

Ainda não se sabe se a pressão extra na toupeira compensará o solo único.

Construída para escavar até 5 metros de profundidade a fim de registar a quantidade de calor que sai do interior do planeta, a toupeira precisa de fricção do solo em redor para escavar: sem fricção, o recuo da acção de auto-martelamento faz com que simplesmente salte no lugar, que é o que a missão suspeita que está a acontecer agora.

Embora o JPL esteja encarregado da missão InSight da NASA, o Centro Aeroespacial Alemão (DLR) forneceu a sonda de calor, que faz parte de um instrumento chamado HP3 (Heat Flow and Physical Properties Package). Em Junho, a equipa elaborou um plano para ajudar a sonda de calor. A toupeira não foi desenhada para ser apanhada e recolocada depois de começar a escavar. Em vez disso, o braço robótico removeu uma estrutura de suporte destinada a manter a toupeira firme enquanto escavava a superfície marciana.

A remoção da estrutura permitiu que a equipa do InSight visse melhor o buraco que se formou em redor da toupeira à medida que martelava. É possível que a toupeira tenha atingido uma rocha, mas os testes realizados pela DLR sugeriram que o problema era o solo que se aglomera em vez de cair em redor da toupeira enquanto esta martela. A câmara do braço robótico mostrou que por baixo da superfície parece haver 5 a 10 centímetros de um tipo de solo cimentado mais espesso do que qualquer coisa encontrada noutras missões de Marte e diferente do solo para o qual a toupeira foi construída.

“Tudo o que sabemos sobre o solo é o que podemos ver nas imagens que o InSight nos envia,” disse Tilman Spohn, investigador principal do HP3 na DLR. “Como não podemos trazer o solo para a toupeira, talvez possamos trazê-la para o solo, prendendo-a no buraco.”

Usando a pá no braço robótico, a equipa tocou e empurrou o solo sete vezes ao longo deste verão, num esforço de derrubar o buraco. Sem sorte. Não é preciso muita força para fechar o buraco, mas o braço não está a empurrar com toda a sua força. A equipa colocou o HP3 o mais longe possível do módulo de aterragem para que a sua sombra não influenciasse as leituras de temperatura da sonda de calor. Como resultado, o braço, que não deveria ser usado desta maneira, precisa de se esticar e pressionar num ângulo, exercendo muito menos força do que se a toupeira estivesse mais próxima.

“Estamos a pedir ao braço que faça mais do que aquilo que é capaz,” disse Ashitey Trebi-Ollennu, engenheiro-chefe do braço no JPL. “O braço não pode empurrar o solo como uma pessoa. Seria mais fácil se pudesse, mas não é esse o braço que temos.”

As operações de resgate interplanetário não são novidade para a NASA. A equipa MER (Mars Exploration Rover) ajudou os rovers Spirit e Opportunity em mais do que uma ocasião. A determinação de soluções viáveis requer uma quantidade extraordinária de paciência e planeamento. O JPL possui uma réplica em funcionamento do InSight para praticar os movimentos do braço e também possui um modelo em funcionamento da sonda de calor.

Além da técnica de fixação, a equipa também está a testar uma técnica para usar a pá da maneira “original”: raspando o solo para o buraco em vez de tentar compactá-lo. O público em geral poderá ver ambas as técnicas nas imagens que o InSight enviar num futuro próximo.

Astronomia On-line
8 de Outubro de 2019

 

2789: Cientista diz que devemos contaminar Marte com micróbios

CIÊNCIA

NASA/JPL-Caltech/Univ. of Arizona

Uma equipa da investigação está a propor uma grande mudança filosófica no nosso pensamento sobre a propagação de micróbios terrestres no Espaço – e em Marte, em particular.

Num artigo publicado no mês passado na revista especializada FEMS Microbiology Ecology, Jose Lopez, microbiólogo e professor da Universidade Nova Southeastern, na Florida, nos Estados Unidos, juntamente com os colegas W. Raquel Peixoto e Alexandre Rosado da Universidade Federal do Rio de Janeiro, propôs uma “grande revisão” à actual filosofia por trás das políticas de exploração espacial e protecção planetária, no que se refere à disseminação de microorganismos no espaço.

Em vez de se preocupar em contaminar corpos celestes estrangeiros – algo que a NASA e outras agências espaciais têm muito cuidado para evitar -, Lopez e os seus co-autores defendem que devemos enviar deliberadamente os nossos germes para o espaço sideral e que a disseminação dos nossos micróbios deve fazer parte de uma estratégia maior de colonização para domesticar o clima em Marte.

Um argumento-chave proposto pelos investigadores é que a prevenção da contaminação é uma “quase impossibilidade”, como os autores mencionam no estudo, de acordo com o Gizmodo.

Uma mudança de política como esta teria um forte contraste com o pensamento convencional sobre o assunto. Alguns dos especialistas com quem o portal falou disseram que os protocolos actualmente em vigor para impedir a contaminação de outro planeta provavelmente estão a funcionar e não devemos desistir com tanta facilidade. Além disso, os especialistas disseram que ainda são precisos muitos estudos em Marte e outros lugares antes de começar a considerar essa possibilidade irrecuperável.

Actualmente, a grande comunidade científica concorda com a necessidade de evitar a contaminação microbiana de corpos planetários como Marte. A NASA, a ESA e outras agências espaciais esterilizam cuidadosa e dispendiosamente os seus instrumentos antes de lançá-los em direcção a alvos celestes vizinhos.

A filosofia da protecção planetária, ou PP, remonta ao final da década de 1950 e ao estabelecimento do Comité de Pesquisa Espacial (COSPAR), criado pelo Conselho Internacional de Sindicatos Científicos. A COSPAR, entre outras questões, desenvolve recomendações e protocolos projectados para proteger o espaço dos nossos micróbios.

De maneira semelhante, o Tratado do Espaço Exterior da ONU, que foi assinado por mais de 100 nações, declara especificamente: “Os Estados parte no Tratado deverão realizar estudos sobre o espaço sideral, incluindo a lua e outros corpos celestes, e conduzir a sua exploração, a fim de evitar a sua contaminação prejudicial e também mudanças adversas no ambiente da Terra resultantes da introdução de matéria extraterrestre e, se necessário, adoptará medidas adequadas para esse fim”.

A lógica principal por trás desse pensamento é que os germes têm o potencial de contaminar lugares cientificamente importantes no sistema solar, prejudicando a nossa capacidade de detectar a vida microbiana indígena em Marte e outros mundos.

Encontrar vestígios de DNA ou RNA em Marte, por exemplo, não significaria automaticamente que se originaram da Terra, pois as moléculas podem representar um bloco de construção fundamental e omnipresente da evolução no Universo. Teme-se que a vida terrena invasora possa destruir um ecossistema alienígena antes de conseguirmos estudá-lo.

Por outro lado, Lopez e os colegas acreditam que será quase impossível impedir que os nossos germes invadam os lugares que estamos a explorar, para que possamos ter uma discussão racional sobre como usar os microorganismos da melhor maneira possível. Especificamente, os autores referem-se à perspectiva de terra-formação – a prática hipotética de geo-engenharia de um planeta para torná-lo mais parecido com a Terra.

“A introdução microbiana não deve ser considerada acidental, mas inevitável”, disse Lopez em comunicado divulgado pelo EurekAlert. “Levantamos a hipótese da quase impossibilidade de explorar novos planetas sem transportar e/ou deixar nenhum viajante microbiano”.

Na Terra, os microorganismos são críticos para muitos dos processos que sustentam a vida, como decomposição e digestão – e até o clima da Terra. O artigo argumenta que os melhores micróbios para o trabalho podem ser extremófilos – organismos que são hipertensos aos ambientes mais extremos e até prosperam neles, como tardígrados.

Por outro lado, recorda o Futurism, os investigadores ainda não sabem que micróbios ajudariam – em vez de prejudicar – os esforços para terra-formar Marte.

ZAP //

Por ZAP
6 Outubro, 2019

 

2772: Cientista da NASA diz: “estamos perto de anunciar vida extraterrestre em Marte…”

CIÊNCIA

Numa entrevista surpreendente, o director da Divisão de Ciência Planetária da NASA, Jim Green, disse que a agência espacial está perto de “fazer alguns anúncios” sobre vida extraterrestre em Marte – mas que não estamos prontos para isso.

Não é de agora que se ambiciona conhecer vida extraterrestre, tem havido mesmo uma procura crescente. No entanto, será que estamos preparados para esse momento revolucionário?

NASA poderá anunciar algo revolucionário

Jim Green referiu que o que a NASA tem para dar a conhecer “será revolucionário”. Conforme as palavras do cientista em entrevista ao The Telegraph, teremos grandes novidades em breve.

É como quando Copérnico declarou ‘não andamos a dar a volta ao Sol’. Completamente revolucionário. Vai começar uma nova linha de pensamento. Acho que não estamos preparados para os resultados. Nós não estamos.

Acrescentou que está preocupado porque acredita que a NASA está perto de encontrar a vida e fazer tal anúncio. Contudo, é uma interrogação sobre o que acontecerá depois!

O que acontece a seguir é um novo conjunto de questões científicas. Essa vida é como a nossa? Como estamos relacionados? Pode a vida mover-se de planeta para planeta ou temos uma faísca e o ambiente certo e essa faísca gera vida – como nós ou não – com base no ambiente químico em que se encontra?

Referiu Green.

Missão a Marte está a entusiasmar a comunidade científica

Em comunicado, o porta-voz da NASA, Allard Beutel, disse que a agência está entusiasmada com a missão a Marte. Além disso, existe um grande optimismo com as missões futuras onde as perspectivas de vida foram levantadas.

Um componente chave do trabalho da NASA é a procura por blocos de construção e sinais de vida noutros lugares. Estamos animados com as descobertas científicas dos nossos rovers em Marte actualmente e no futuro, bem como as missões para Europa, Titan, e outros lugares. Assim como os astronautas da NASA que pousaram na Lua mudaram a nossa concepção do nosso lugar no universo, a descoberta da vida noutros lugares também seria um evento que mudaria a civilização. Como com todas as descobertas, a NASA trabalharia para confirmar e partilhar informações validadas com o mundo o mais rápido possível.

Disse Beutel via e-mail à publicação.

Em Julho próximo, a NASA está programada para lançar o seu veículo Marte 2020 no que ela espera que seja uma “caçada bem sucedida” para a vida extraterrestre no Planeta Vermelho. Em Novembro passado, a agência espacial selecionou Jezero Crater como o ponto de pouso para o rover, onde se espera que ele aterre na superfície do planeta a 18 de Fevereiro de 2021.

A Cratera Jezero, com cerca de 45 km de largura, fica na borda oeste de Isidis Planitia, uma bacia de impacto gigante ao norte do equador do planeta. A NASA observou que é o lar de algumas das “paisagens cientificamente mais interessantes que Marte tem para oferecer. Segundo o astrónomo, este local já foi o lar de um antigo delta de um rio, onde antigas moléculas orgânicas e outros sinais de vida microbiana podem ter sido armazenados há milhões de anos.

Jezero Crater foi escolhida entre mais de 60 locais

Jim Bridenstine

@JimBridenstine

JUST IN: Jezero Crater will be the landing site of ’s next rover being sent to Mars in 2020. This area, with a history of containing water, may have ancient organic molecules & other potential signs of microbial life from billions of years ago: https://www.nasa.gov/press-release/nasa-announces-landing-site-for-mars-2020-rover 

Além da missão Mars 2020, cujo lançamento está previsto para um custo estimado de mais de 2 mil milhões de dólares, de acordo com a Space News, a Agência Espacial Europeia também irá colocar um rover em Marte. O rover ExoMars está programado para aterrar no Planeta Vermelho em Março de 2021.

Green referiu que essas duas missões oferecem uma “oportunidade de encontrar vida”, acrescentando que “nunca perfuramos tão profundamente” no planeta.

Quando começamos o campo da astrobiologia nos anos 90, começamos a procurar vida extrema. Descemos em minas a 3 quilómetros de profundidade na Terra e se elas tinham água, então estavam cheias de vida. Fomos para lugares onde se pensa que nada poderia sobreviver, e estão cheios de vida. E o resultado final é que onde há água, há vida.

Concluiu Jim Green.

Leito de lago pode ter sido um dia próspero em vida marciana

Em Junho de 2018, a NASA fez um anúncio impressionante. Nessa altura, observaram que o Curiosity rover “encontrou moléculas orgânicas em rochas de um antigo leito de lago”. As rochas têm milhares de milhões de anos de idade, disse a NASA, antes de acrescentar que não tinha encontrado vida no planeta.

Um estudo apresentado em Agosto sugeriu que o Planeta Vermelho era suficientemente quente e húmido. Assim, é um ambiente propício a ter tempestades maciças e água corrente. Deste modo, este será um ambiente que pode ter sustentado a vida, entre 3 e 4 mil milhões de anos.

ExoMars envia imagens impressionantes da superfície de Marte

Estas são as primeiras imagens de Marte enviadas pela nave espacial ExoMars Trace Gas Orbiter (TGO) da Agência Espacial Europeia (ESA). Missão com corporação da Corporação Estatal de Actividades Espaciais Roscosmos. As fotos mostram … Continue a ler ExoMars envia imagens impressionantes da superfície de Marte

04 Out 2019

 

2768: Jazz marciano? Sonda da NASA detecta “sons peculiares” em Marte

CIÊNCIA

A sonda InSight, projectada pela NASA para estudar o interior de Marte, detectou uma série de “sons peculiares” em solo marciano, revelou a agência espacial norte-americana esta semana. 

Os sons, que podem ser ouvidos numa gravação disponibilizada pela NASA, foram capturados graças ao sismógrafo do rover e correspondem a sinais sísmicos e outros ruídos registados no Planeta Vermelho.

Depois de captados, explica a NASA, estes mesmo sons foram adaptados para que pudessem ser ouvidos pelo ouvido humano.

O sismógrafo em causa é capaz de registar ondas sonoras como as que são produzidas por rajadas de vento ou mesmo pelos movimentos do braço robótica da sonda e outras ferramentas mecânicas.

“Como soam para vocês? (…) Como um conjunto de jazz marciano?”, questionou a NASA, na sua página oficial, aos seus leitores.

Desde que pousou em Marte, em Novembro passado, a InSight detectou mais de 100 eventos no Planeta Vermelho, 21 dos quais considerados terramotos.

A sonda aterrou em Marte ao fim de uma viagem de seis meses e meio, depois de ter sido lançada para o espaço a 5 de maio deste ano. A InSight representa o regresso das sondas à superfície de Marte depois de um interregno de seis anos, desde que a sonda Curiosity chegou à superfície do planeta em 2012.

ZAP //

Por ZAP
4 Outubro, 2019

 

2743: Elon Musk divulga as primeiras imagens da nave que quer enviar para Marte

TECNOLOGIA

O foguetão, com capacidade para cerca de uma centena de passageiros, deverá descolar pela primeira vez dentro de um a dois meses. Pode atingir os 65 mil pés – 20 quilómetros – e tem como objectivo fazer viagens a Marte, à Lua e a outros locais do sistema solar.

Starship
© Twitter Space X

A Space X, a empresa do multimilionário Elon Musk, divulgou as primeiras imagens da nave espacial (Starship) que quer enviar para Marte, para a lua ou outros pontos do sistema solar com seres humanos.

A primeira montagem da Starship está terminada e a nave deverá partir dentro de um a dois meses, segundo o Elon Musk (46 anos), que apresentou as imagens do projecto na madrugada de domingo em directo das instalações da Space X, no Texas, Estados Unidos.

Starship serves as a large, long-duration spacecraft capable of carrying passengers or cargo to Earth orbit, planetary destinations, and between destinations on Earth

“O Starship vai ser o foguetão mais poderoso da história, com a capacidade de levar humanos à lua, a Marte e mais além”, disse o empresário.

A nave, que tem capacidade para transportar cerca de 100 pessoas, deverá atingir os 65 mil pés, cerca de 20 quilómetros, e depois regressar a Terra. Sobre a forma como o foguetão aterrará, Musk indicou que será “como um para-quedas em queda livre” e que ao contrário de um avião deverá ter o máximo de resistência possível e menos sustentação.

“A massa da nave – sem combustível – é de aproximadamente 120 toneladas”, referiu Musk, acrescentando que a nave é “completamente reutilizável”.

@SpaceX

Ultimately, Starship will carry as many as 100 people on long-duration, interplanetary flights

Elon Musk tem expresado vontade de construir bases na Lua ou em Marte. Segundo o multimilionário, esta pode ser a forma de garantir a sobrevivência da raça humana e, assim, promover a sua regeneração na Terra no caso de uma terceira guerra mundial. “Queremos garantir que o Homem permaneça noutro lugar (para além da Terra) como uma semente da civilização humana, para que possa trazer de volta a civilização e talvez diminuir a duração da idade das trevas”, afirmou em Março.

A primeira vez que a Space X lançou um foguetão para a órbita terrestre foi há 11 anos. Desde então, a empresa concluiu 78 lançamentos espaciais.

11 years ago today, we launched our first successful mission. To date, we’ve completed 78 launches and have developed the world’s only operational reusable orbital class rockets and spacecraft—capable of launching to space, returning to Earth, and flying again

Diário de Notícias
30 Setembro 2019 — 08:52

 

 

2739: Elon Musk não acredita que existam extraterrestres na Área 51

EXTRATERRESTRES

tedconference/ Flickr
Elon Musk, CEO da Tesla e SpaceX

O CEO da Tesla e da Space X, Elon Musk, revelou este sábado que não acredita que existam extraterrestres na Área 51, uma zona militar onde as forças armadas dos Estados Unidos alegadamente guardam provas de vida alienígena.

A revelação do multimilionário norte-americano foi feita este sábado, quando Elon Musk apresentava as últimas actualizações do seu veículo interplanetário reutilizável, a Starship, destinado a transportar cargas e pessoas para a Lua e Marte.

Falando da possibilidade de existir vida em outros planetas, o fundador e CEO da SpaceX disse que não viu “nenhum sinal de alienígenas”, enfatizando que os seres humanos são a única espécie consciente plenamente conhecida até agora.

“Até onde sabemos, somos a única consciência, ou seja, a única vida que existe. Poderia haver outras formas vidas, embora não tenhamos visto nenhum sinal disso”, afirmou.

Musk revelou que é frequentemente questionado sobre se acredita que existem alienígenas escondidos na Área 51. O multimilionário descarta as teorias da conspiração: no seu entender, estas ideias apenas servem propósitos económicos. “É a forma maior e mais de aumentar os fundos para a Defesa” dos Estados Unidos.

“A realidade é que, até onde sabemos, este é o único lugar, pelo menos nesta parte da galáxia ou na Via Láctea, onde há consciência, e demoramos muito tempo para chegar a esse ponto”, destaca ainda durante apresentação.

ZAP //

Por ZAP
29 Setembro, 2019

 

2716: Já se sabe qual será a ementa dos futuros colonos de Marte (e inclui insectos e ovos falsos)

CIÊNCIA

Se uma colónia de um milhão de humanos alguma vez existir em Marte, será necessário que dezenas de milhares de naves espaciais de suprimentos vão até ao Planeta Vermelho para deixar comida.

Só depois de 100 anos é que os novos colonos serão autos-suficientes – e apenas se comerem plantas, insectos, algas, ovos falsos e leite falso. Esta é a conclusão de um relatório feito por Kevin Cannon e Daniel Britt, da University of Central Florida, nos Estados Unidos, que foi publicado em Agosto na revista especializada New Space: The Journal of Space Entrepreneurship and Innovation.

“Uma cidade marciana não será alimentada com alface e tomates“, de acordo com o artigo que defende que, como as plantas não conseguem crescer no exterior e criar animais também não será possível, a tecnologia alimentar será crucial. “Computadores de alimentos, quintas automatizadas de insectos e agricultura celular permitirão dietas completas produzidas localmente em Marte”.

Segundo o artigo, poderá demorar cerca de 100 anos até que as colónias se tornem autos-suficientes. “Modelamos as necessidades calóricas e as exigências de terra para um assentamento marciano permanente que atinja uma população de um milhão de pessoas e se torne auto-suficiente em alimentos dentro de um século. No modelo, as necessidades calóricas foram atendidas com alimentos produzidos localmente em Marte, combinados com as importações da Terra“.

De facto, seriam importadas grandes quantidades de alimentos. “Seriam necessárias dezenas de milhares de naves de suprimentos cheios de comida, mas esse número poderia ser muito reduzido por um aumento na capacidade de produção de alimentos durante os primeiros anos do assentamento”, de acordo com os investigadores, que argumentam que o alto custo inicial do desenvolvimento de uma indústria comercial de alimentos em Marte economizariam muito dinheiro a longo prazo, porque seriam necessários menos lançamentos.

O relatório não está ligado com os projectos de enviar humanos para Marte da NASA ou outras agências espaciais comerciais, mas sim com a proposta de assentamento permanente de Elon Musk, CEO da SpaceX. O empresário quer estabelecer uma colónia independente em Marte num calendário ambicioso.

Em 2020, quer enviar uma missão para confirmar recursos hídricos, identificar perigos e implementar uma infraestrutura inicial de energia, mineração e suporte de vida. Dois anos depois, quer enviar uma tripulação inicial para construir um depósito de propulsores e preparar-se para futuros voos da tripulação. Além disso, quer que naves levem entre 100 a 200 pessoas para Marte a cada 26 meses. Dentro de 50 a 100 anos, quer criar uma colónia de um milhão de habitantes.

“Ao fornecer uma espinha dorsal do transporte, a SpaceX espera estimular as empresas e os indivíduos a mudarem-se para Marte e assumir projectos de desenvolvimento para apoiar um crescente assentamento”. No entanto, os investigadores sugerem que serão necessários naves de reabastecimento de carga para materiais extras, como urânio para energia nuclear e platina para projectos de fabricação.

Cannon e Britt pensam que são necessárias muito mais investigações sobre a produção de alimentos em Marte antes que se tente estabelecer um assentamento marciano.

Os marcianos vão precisar de culturas de alto rendimento, como trigo e milho, geneticamente editadas para crescer em condições mais altas de CO2, provavelmente usando estufas internas de luz artificial, porque as tempestades de poeira bloqueariam a luz.

Também é necessário descobrir uma forma eficiente de produzir carne feita de insectos com melhor sabor, usando nutrientes em Marte.

O envio de alimentos para Marte será astronomicamente caro, portanto, os marcianos devem construir instalações de alimentos o mais cedo possível que usem principalmente recursos locais de Marte. Isso reduzirá drasticamente o número de naves de carga, embora tudo dependa das taxas de imigração.

A proteína será difícil de chegar a Marte. Os cientistas espaciais devem conversar com o movimento alternativo de proteínas para aproveitar os mais recentes desenvolvimentos em produtos de carne unicelular e proteínas à base de plantas.

Além disso, nada deve ser desperdiçado numa colónia humana marciana. O desperdício de alimentos deve ser dado como alimento aos insectos e o desperdício humano deve ser usado para fertilizar as plantas.

Nos primeiros anos de uma colónia marciana, só se pensaria numa coisa: sobrevivência. No entanto, as coisas podem mudar. “Para atender ao direito humano de sobrevivência, algum requisito diário mínimo de calorias e nutrição será uma actividade necessária para se estabelecer em qualquer lua ou planeta. Qualquer coisa acima desses requisitos mínimos, no entanto, poderia ser uma actividade comercial“, disse Ken Davidian, editor-chefe da New Space, segundo a Forbes.

Por isso, é possível que acabe por haver café, frutas extra ou qualquer outro alimento que exceda os requisitos mínimos. Os autores até sugerem que a produção e distribuição de alimentos podem formar uma parte significativa de uma economia crescente em Marte.

ZAP //

Por ZAP
27 Setembro, 2019

 

2714: O campo magnético de Marte palpita misteriosamente (mas só durante a noite)

CIÊNCIA

Kevin Gill / Flickr

A sonda Mars InSight da NASA observou pulsos nocturnos misteriosos no campo magnético do Planeta Vermelho que podem durar até duas horas.

De acordo com o National Geographic, a equipa da sonda InSight divulgou diversos resultados novos na reunião da European Planetary Science Congress and the American Astronomical Society. Os resultados incluem medidas do campo magnético de Marte e nova evidências de água líquida debaixo da superfície marciana.

O InSight foi lançado e pousou em 2018 com três instrumentos científicos planetários, bem como instrumentos auxiliares como o magnetómetro, o primeiro usado em Marte. Uma equipa liderada por Christopher Russell, da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, analisou dados do magnetómetro, descobrindo que a área de pouso do InSight possui um forte campo magnético, que correntes eléctricas viajam através da porção ionizada da atmosfera do planeta e que, ocasionalmente, o campo magnético pulsa à noite.

Estes pulsos podem durar até duas horas e são mais fortes na direcção norte, de acordo com o resumo da conferência, citado pelo Gizmodo. Os pulsos em si não são estranhos, de acordo com o relatório da NatGeo, mas o facto de apenas acontecerem perto da meia-noite é. Os cientistas ainda não têm uma explicação para os pulsos, mas esperam usar estas medidas para entender as diferenças entre os campos magnéticos da Terra e Marte.

Quanto às evidências de água em Marte, os cientistas usaram o magnetómetro para encontrar uma região profunda e condutora abaixo da superfície marciana, de acordo com a NatGeo. Porém, ainda são necessários mais estudos antes da identificação conclusiva dessa região e nenhum desses dados foi ainda analisado por pares.

O InSight está a recolher dados há menos de um ano e acabou de acordar da conjunção solar, por isso ainda há muito mais para a sonda descobrir e aprender.

ZAP //

Por ZAP
26 Setembro, 2019

 

2684: Marte: Imagem incrível mostra o pólo norte marciano cheio de neve

CIÊNCIA

Uma imagem captada no mês de Junho aos pólos de Marte mostra o pólo do hemisfério norte cheio de gelo. Estas fotografias, nunca antes conseguidas, foram captadas pela câmara de alta resolução da sonda Mars Express. Segundo a ESA, esta é uma imagem impressionante que mostra o planeta vermelho com uma resolução raramente vista.

São muito raras as imagens do inverno marciano. No entanto, durante este inverno, “chove” bastante sobre o Polo Norte…

Marte de pólo a pólo com impressionante resolução

O topo desta impressionante vista global de Marte mostra o hemisfério norte com o Polo Norte ainda estendido no inverno. Na imagem de alta resolução é possível ver um véu fino e nublado que se estende sobre os vales baixos adjacentes, parcialmente cobertos de areia escura.

Com um olhar atento ao centro da imagem, verificamos que há uma fronteira terrestre. Segundo os especialistas, esta marca a fronteira entre as terras baixas do norte e as terras altas do sul de Marte. As areias escuras também cobrem áreas das terras altas cobertas de crateras.

Por outro lado, no extremo sul da imagem, podemos ver parte das nuvens brancas que pairam sobre esse pólo. A vista do planeta é ligeiramente “inclinada” para o sul, de modo que uma vista do Polo Norte é possível, mas não do Polo Sul. De pólo a pólo, Marte tem um diâmetro de 6.752 quilómetros e a imagem mostrada cobre cerca de 5.000 quilómetros.

O inverno marciano

Durante o inverno no hemisfério norte, o frio intenso causa a precipitação de quantidades significativas de dióxido de carbono para fora da atmosfera sobre o Polo Norte. Isto forma uma película fina no topo da camada polar permanente, que de outra forma consiste predominantemente em gelo de água.

Como resultado, esta camada de gelo estende-se até cerca de 50 graus norte. O conteúdo de vapor de água na atmosfera marciana, que poderia congelar para formar gelo de água e cair à superfície como neve ou gelo, é extremamente baixo.

Estes dados da imagem foram obtidos no início da primavera, no norte. Nesse sentido, a noite polar no Polo Norte acabou e a camada polar, que tinha crescido durante o inverno, começou a recuar gradualmente.

Este crescimento e contracção podem também ter sido observados na camada polar sul. A fina faixa branca de nuvens (provavelmente composta de cristais de gelo de água) é uma das muitas que aparecem no hemisfério norte nesta época do ano.

Planícies enormes

As planícies avermelhadas da Arábia Terra e Terra Sabaea, no centro da imagem, são notáveis pela presença de muitas crateras de grande impacto. Estas indicam que estão entre as regiões mais antigas de Marte.

Dessa forma, vemos ao longo da fronteira norte há uma escarpa surpreendente, com uma diferença de vários quilómetros de altura. Isto separa as planícies, com as crateras das terras baixas do norte das terras altas do sul. Estas últimas têm muitas mais crateras.

Assim, esta mudança notável no terreno, conhecida como a dicotomia marciana, marca uma divisão topográfica e regional fundamental em Marte.

Isto reflecte-se nas diferentes espessuras da crosta, mas estende-se também às propriedades magnéticas da crosta e ao seu campo gravitacional. Há ainda um debate científico sobre como surgiu essa dicotomia da crosta. Terão sido forças “endógenas” no interior de Marte ou serão “forças externas”, asteróides, as responsáveis pelo estado do solo marciano?

Um planeta congelado no tempo

Os processos geológicos (vulcanismo, tectónica, água e gelo) pararam em Marte. No entanto, actualmente, as mudanças que podem ser observadas na superfície são causadas principalmente pelo deslocamento induzido pelo vento das areias escuras.

Assim, enquanto estas areias, que são de origem vulcânica, formam vastos campos de dunas em depressões como crateras de impacto, elas também são frequentemente depositadas noutras grandes áreas, fazendo com que partes da superfície planetária pareçam escuras.

2655: Fotografia de Marte mostra dunas de gelo

CIÊNCIA

A imagem é do pólo norte do ‘Planeta Vermelho’.

© ESA / Roscosmos A imagem é do pólo norte do ‘Planeta Vermelho’.

A Agência Espacial Europeia (ESA) e a agência espacial russa Roscosmos partilharam uma fotografia da superfície do pólo norte de Marte, exibindo o uma estranha textura que parecem ser dunas de neve.

As imagens foram captadas pela câmara CaSSIS que se encontra a bordo da sonda ExoMars Trace Gas Orbiter, com a ESA a explicar que durante o inverno a superfície se encontra coberta por dióxido de carbono gelado. É durante a passagem para a primavera que o gelo se converte em vapor e forma as zonas mais escuras.

Por muito interessante que seja a explicação, a imagem serve para reforçar ideia que há paisagens variadas no ‘Planeta Vermelho’ muito além da conhecida superfície arenosa.

msn notícias
17/09/2019

 

2632: Não choveu em Marte. Mas há dunas de areia que parecem pingos de chuva

CIÊNCIA

NASA / JPL-Caltech / Univ. of Arizona

Não chove em Marte há muito tempo, mas o Planeta Vermelho tem dunas de areia muito semelhantes a pingos de chuva, repletas de produtos químicos feitos na água.

O planeta Marte é conhecido por ser um local árido e seco, onde predominam dunas de areia vermelha empoeirada e a água existe quase inteiramente na forma de gelo. Mas não é uma má notícia: estas condições são a razão pela qual muitas características da superfície do Planeta Vermelho são tão bem preservadas e isso permite aos cientistas fazerem algumas descobertas impressionantes.

A fotografia recentemente tirada pelo instrumento HiRISE (Curious Science Imaging Science Experiment), enquanto orbitava acima da Cratera Copernicus, revelou pingos de chuva em Marte. No entanto, estas gotas eram, na verdade, dunas de areia ricas em olivina.

Este tipo de dunas também existem na Terra, mas são muito raras, uma vez que este mineral desbota rapidamente. Além disso, em ambientes húmidos, a olivina transforma-se em argila.

Segundo o Science Alert, a olivina é usada por geólogos para descrever um grupo de minerais formadores de rochas que, normalmente, são encontrados em rochas ígneas. O mineral recebeu este nome graças à sua cor verde, que se deve à sua composição química à base de silicato (SiO4) ligado a magnésio ou ferro (Mg2SiO4; Fe2SiO4).

Na Terra, a olivina é encontrada em rochas ígneas de cor escura e é um dos primeiros minerais a cristalizar durante o lento arrefecimento do magma.

No entanto, é muito raro encontrar tantas dunas de areia ricas em depósitos de olivina na Terra, como foi encontrado recentemente pelo MRO. Isso deve-se ao facto de a olivina ser um dos minerais comuns mais fracos na superfície da Terra e rapidamente se transformar numa combinação de minerais argilosos, óxidos de ferro e ferrihidritos na presença de água.

Pelo contrário, em meteoritos, na Lua, em Marte e até no asteróide Itokawa já foram encontrados depósitos de olivina. Como os asteróides e os meteoritos são essencialmente material restante da formação do Sistema Solar, isso sugere que os minerais olivina já existiam naquela época.

Analisando os depósitos de olivina e os seus subprodutos, os cientistas podem determinar quando é que Marte passou de um planeta rico em água líquida para o local muito seco que é hoje. Mas até chegar a essa conclusão, a descoberta destas dunas marcianas é a prova do quão bem preservadas foram as características do Planeta Vermelho ao longo do tempo.

ZAP //

Por ZAP
14 Setembro, 2019

 

2616: Investigação da NASA fornece novas informações sobre a perda atmosférica de Marte

CIÊNCIA

Esta impressão de artista ilustra o passado ambiente de Marte (direita) – que se pensa ter tido água líquida e uma atmosfera mais espessa – vs. o ambiente frio e seco visto em Marte hoje (esquerda).
Crédito: Centro de Voo Espacial Goddard da NASA

De acordo com novas observações de cientistas financiados pela NASA, um importante rastreador usado para estimar a quantidade de atmosfera perdida por Marte pode mudar dependendo da hora do dia e da temperatura da superfície do Planeta Vermelho. As medições anteriores deste rastreador – isótopos de oxigénio – discordam significativamente. Uma medição precisa deste rastreador é importante para estimar quanta atmosfera Marte já teve antes de se perder, o que revela se pode ter sido habitável e como teriam sido as condições.

Marte é hoje um deserto frio e inóspito, mas características como leitos secos de rio e minerais que só se formam na presença de água líquida indicam que, há muito tempo atrás, teve uma atmosfera espessa que retinha calor suficiente para que a água líquida – um ingrediente necessário para a vida – corresse à superfície. Segundo resultados de missões da NASA como a MAVEN e o rover Curiosity, indo até às missões Viking em 1976, parece que Marte perdeu grande parte da sua atmosfera ao longo de milhares de milhões de anos, transformando o seu clima de um que pode ter sustentado vida para o ambiente seco e frio do presente.

No entanto, permanecem muitos mistérios sobre a antiga atmosfera do Planeta Vermelho. “Sabemos que Marte tinha mais atmosfera. Sabemos que tinha água corrente. Além disso, não temos uma boa estimativa das condições – quão parecido com a Terra era o ambiente marciano? Durante quanto tempo?”, disse Timothy Livengood da Universidade de Maryland em College Park, EUA, e do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no mesmo estado norte-americano. Livengood é o autor principal de um artigo sobre esta investigação publicado dia 1 de Agosto na revista Icarus.

Uma maneira de estimar a espessura da atmosfera original de Marte é observando os isótopos de oxigénio. Os isótopos são versões de um elemento com massa diferente devido ao número de neutrões no núcleo atómico. Os isótopos mais leves escapam para o espaço mais rapidamente do que os isótopos mais pesados, de modo que a atmosfera que permanece no planeta é gradualmente enriquecida com isótopos mais pesados. Neste caso, Marte é enriquecido em comparação com a Terra no que toca ao isótopo mais pesado de oxigénio, 18O, vs. o mais leve e muito mais comum 16O. A quantidade relativa medida de cada isótopo pode ser usada para estimar quanto mais atmosfera havia no passado de Marte, em combinação com uma estimativa de quão mais depressa o isótopo 16O escapa, e assumindo que a quantidade relativa de cada isótopo na Terra e Marte já foi semelhante.

O problema é que as medições da quantidade do isótopo 18O em comparação com o 16O em Marte, a proporção 18O/16O, não têm sido consistentes. Diferentes missões mediram diferentes proporções, o que resulta em diferentes entendimentos da antiga atmosfera marciana. O novo resultado fornece uma possível maneira de resolver esta discrepância, mostrando que a proporção pode mudar durante o dia marciano. “Medições anteriores em Marte ou na Terra obtiveram uma variedade de valores diferentes para o rácio isotópico,” disse Livengood. “As nossas são as primeiras medições a usar um único método, de maneira que mostram que a proporção realmente varia num único dia, em vez de comparações entre elementos independentes. Nas nossas medições, a proporção de isótopos varia entre cerca de 9% esgotado em isótopos pesados ao meio-dia marciano a cerca de 8% enriquecido em isótopos pesados por volta das 13:30, em comparação com os rácios isotópicos normais para o oxigénio da Terra.”

Esta gama de rácios isotópicos é consistente com as outras medições relatadas. “As nossas medições sugerem que todo o trabalho anterior pode ter sido feito correctamente, mas discorda porque este aspecto da atmosfera é mais complexo do que pensávamos,” explicou Livengood. “Dependendo da posição marciana onde a medição foi feita, e da hora do dia em Marte, é possível obter valores diferentes.”

A equipa pensa que a mudança nas proporções ao longo do dia é uma ocorrência rotineira devido à temperatura do solo, no qual as moléculas isotopicamente mais pesadas “colam-se” mais aos grãos superficiais e frios à noite do que os isótopos mais leves, e depois são libertados (desabsorção térmica) à medida que a superfície aquece durante o dia.

Dado que a atmosfera marciana é principalmente dióxido de carbono (CO2), o que a equipa realmente observou foram isótopos de oxigénio ligados a átomos de carbono na molécula de CO2. Eles fizeram as suas observações da atmosfera marciana com o IRTF (Infrared Telescope Facility) da NASA em Mauna Kea, Hawaii, usando o HIPWAC (Heterodyne Instrument for Planetary Winds and Composition) desenvolvido em Goddard. “Ao tentar entender a ampla dispersão nas taxas estimadas de isótopos que recuperámos das observações, percebemos que estavam correlacionadas com a temperatura da superfície que também obtivemos,” acrescentou Livengood. “Foi este conhecimento que nos colocou neste caminho.”

O novo trabalho vai ajudar os cientistas a refinar as suas estimativas da antiga atmosfera marciana. Como as medições podem agora ser entendidas como consistentes com os resultados de tais processos nas atmosferas de outros planetas, isto significa que estão no caminho certo para entender como o clima marciano mudou. “Isto mostra que a perda atmosférica ocorreu por processos que mais ou menos entendemos,” realçou Livengood. “Os detalhes críticos ainda precisam de ser trabalhados, mas nós não precisamos de invocar processos exóticos que podem resultar na remoção de CO2 sem alterar as taxas de isótopos, ou na alteração de apenas algumas taxas de outros elementos.”

Astronomia On-line
10 de Setembro de 2019

 

“CSI marciano” revela como os impactos de asteróide criaram água corrente no Planeta Vermelho

CIÊNCIA

O Dr. Luke Daly, investigador em Ciência do Sistema Solar da Escola de Ciências Geográficas da Terra da Universidade de Glasgow, segurando um pedaço de um meteorito naklhite marciano.
Crédito: Universidade de Glasgow

Análises modernas de meteoritos marcianos revelaram detalhes sem precedentes sobre como os impactos dos asteróides ajudam a criar fontes temporárias de água corrente no Planeta Vermelho.

Este estudo ajuda a restringir a potencial localização da cratera de impacto na superfície marciana que explodiu algumas dessas rochas marcianas para o espaço há milhões de anos atrás.

As descobertas são o resultado de um tipo de “CSI marciano” que usa técnicas sofisticadas para reconstruir grandes eventos que moldaram a rocha desde que se formou em Marte, há cerca de 1,4 mil milhões de anos.

No novo artigo, publicado na revista Science Advances, os cientistas planetários da Universidade de Glasgow e colegas de Leeds, da Itália, Austrália e Suécia descrevem como usaram uma técnica conhecida como difracção de retro-dispersão de electrões para examinar “fatias” de dois meteoritos marcianos diferentes conhecidos como “nakhlites”.

Os nakhlites são um grupo de meteoritos marcianos vulcânicos em homenagem a El Naklha, no Egipto, onde o primeiro deles caiu na Terra em 1911. Estes meteoritos preservam evidências da acção da água líquida na superfície marciana há aproximadamente 633 milhões de anos. No entanto, o processo que gerou estes fluidos tem sido um mistério até agora.

O Dr. Luke Daly, associado de pesquisa em Ciência do Sistema Solar na Escola de Ciências Geográficas e da Terra da Universidade de Glasgow, é o principal autor do artigo.

O Dr. Daly disse: “existem muitas informações sobre Marte ‘trancadas’ dentro dos pequenos pedaços do Planeta Vermelho que caíram na Terra como meteoritos, que novas técnicas analíticas podem nos permitir aceder.

“Ao aplicar esta técnica de difracção de retro-dispersão de electrões, conseguimos observar muito atentamente a orientação e a deformação dos minerais em toda a área destas amostras de rocha marciana para procurar padrões.

“O que vimos é que o padrão de deformação nos minerais corresponde exactamente à distribuição das veias de erosão formadas a partir dos fluídos marcianos. Esta coincidência fornece-nos dados empolgantes sobre dois grandes eventos da história destas rochas. O primeiro é que, há aproximadamente 633 milhões de anos, foram atingidas por um asteróide que as deformou em parte de uma cratera de impacto.

“Este impacto foi grande o suficiente e quente o suficiente para derreter o gelo sob a superfície marciana e enviá-lo através de fissuras recém-formadas na rocha – efectivamente formando um sistema hidrotermal temporário por baixo da superfície de Marte, que alterou a composição dos minerais nas rochas, perto destas fissuras. Isto sugere que o impacto de um asteróide foi o mecanismo misterioso, para produzir água líquida, nos naklhites muito tempo depois do vulcão que os formou em Marte ter ficado extinto.

“A segunda coisa excitante que nos diz é que as rochas devem ter sido atingidas duas vezes. Um segundo impacto, há cerca de 11 milhões de anos atrás, teve a combinação certa de ângulo e força para explodir as rochas da superfície do planeta e para começar a sua longa jornada pelo espaço em direcção à Terra.”

A equipa pensa que os seus achados fornecem novas informações sobre a formação da paisagem marciana. Os bombardeamentos regulares de asteróides podem ter tido efeitos semelhantes no gelo subterrâneo ao longo da história marciana, criando sistemas hidrotermais temporários por todo o planeta e importantes fontes de água líquida.

A sua análise também fornece pistas importantes que podem ajudar a identificar exactamente onde os naklhites tiveram origem em Marte.

O Dr. Daly acrescentou: “Actualmente, estamos a tentar entender a geologia marciana através destes meteoritos sem saber de que parte da superfície de Marte estes naklhites vieram. As nossas novas descobertas restringem firmemente as possíveis origens dos naklhites – sabemos agora que estamos à procura de uma complexa estrutura vulcânica, com cerca de 1,3 a 1,4 mil milhões de anos, com uma cratera com mais ou menos 633 milhões de anos e outra com 11 milhões de anos. Pouquíssimos lugares em Marte correspondem a estes elementos.”

“É um trabalho de detective interplanetário que ainda está em andamento, mas estamos ansiosos por resolver o caso.”

Os investigadores, da Universidade de Glasgow, da Universidade de Leeds, da Universidade de Uppsala, Oxford Instruments Nanoanalysis, da Universidade de Pisa, da Universidade de Nova Gales do Sul e da Universidade Curtin, analisaram amostras de dois nakhlites.

Um deles, conhecido como “Miller Range 03346”, foi encontrado e recuperado das montanhas da cadeia Miller na Antárctica em 2003 pela expedição de pesquisa ANSMET (Antarctic Search for Meteorites). A professora Gretchen Benedix, co-autora do estudo, fez parte da expedição que recuperou Miller Range 03346. O segundo, “Lafayette”, encontrava-se na colecção de amostras rochosas da Universidade de Purdue em 1931.

Astronomia On-line
10 de Setembro de 2019

 

2588: NASA captou momento de avalanche em Marte

© TVI24 NASA captou momento de avalanche em Marte

A NASA captou, no passado dia 3 de Setembro, imagens de uma avalanche em Marte. A agência explicou que este é um fenómeno recorrente durante a primavera do planeta, altura em que o pólo norte fica instável, originando a chamada “época das avalanches”.

HiPOD 3 Sept 2019: Avalanche Season

Every spring the sun shines on the side of the stack of layers at the North Pole of Mars and the ice destabilizes.

Read more: https://uahirise.org/ESP_060176_2640 

NASA/JPL/University of Arizona#Mars #science

A NASA explica que “o calor desestabiliza o gelo e os blocos soltam-se”, o que resulta em fortes nuvens de poeira uma vez que os blocos atingem o chão, em quedas de 500 metros.

A imagem foi captada pelo pólo da NASA na Universidade do Arizona.

msn notícias
Redacção TVI24
06/09/2019

 

2585: NASA vai levar um drone voador autónomo a Marte para fazer história

CIÊNCIA

A NASA está bastante mais à frente de qualquer outra agência espacial no que toca à exploração de Marte. Nesse sentido, esta já percebeu como colocar no solo do planeta vermelho os seus rovers e sondas. Os engenheiros do Jet Propulsion Laboratory, na Califórnia, anexaram um drone voador à barriga do rover Marte 2020. Este será lançado em Julho próximo.

Este veículo, totalmente autónomo, tem uma aparência de mini-helicóptero e terá uma missão de auto adaptação.

Que tipo de drone irá sobrevoar Marte?

O mini-helicóptero para Marte (Helicóptero Marte), será movido a energia solar. Apesar do seu tamanho, cerca de 80 centímetros de altura (quando aberto e pronto a voar), esta será a primeira aeronave a voar noutro planeta. O robô drone irá para o planeta vermelho com a sonda Mars 2020 da NASA.

Conforme foi avançado, a missão Mars 2020 está programada para ser lançada a 17 de Julho de 2020. A partir do Cabo Canaveral, o rover será então transportado pelo foguetão Atlas 5 da United Launch Alliance.

Missão Mars 2020 será um marco na história da exploração de Marte

A instalação do helicóptero para Marte será feita na parte inferior do rover Mars 2020. Actualmente, os engenheiros estão a conceber e a preparar a nave a uma série de verificações antes do voo. Para já, o veículo que aterrará no solo marciano está a ser submetido a um teste de vibração. O processo é assim idêntico ao que foi usado na aterragem que entregou o rover Curiosity em Marte em 2012.

Com esta união de duas grandes naves espaciais, posso dizer definitivamente que todas as peças estão prontas para uma missão histórica de exploração. Juntos, Marte 2020 e o Helicóptero Marte, ajudarão a definir o futuro da ciência e da exploração do Planeta Vermelho nas próximas décadas.

Referiu Thomas Zurbuchen, responsável da NASA em Washington.

Os principais objectivos da missão Mars 2020 incluem a procura de sinais de vida microbiana antiga em Marte. Nesse sentido, o rover irá recolher amostras de rocha para serem recuperadas e trazidas para a Terra numa futura missão. Além disso, será testado um dispositivo para gerar oxigénio a partir do dióxido de carbono na atmosfera marciana.

Helicóptero Marte – Uma inovação na atmosfera marciana

Equipado com um par de lâminas contra-rotativas, o mini-helicóptero é uma experiência de demonstração tecnológica. Depois do rover chegar a Marte em 18 de Fevereiro de 2021, este deixará cair o drone sobre a superfície marciana e afastar-se-á para uma distância segura. Posteriormente, o rover irá continuar com as suas próprias investigações científicas independentes do helicóptero.

O novo dispositivo voador, terá uma cobertura que o protegerá contra detritos durante a entrada, descida e aterragem do rover em Marte.

O nosso trabalho é provar que o voo autónomo e controlado pode ser executado na atmosfera marciana extremamente fina. Como o nosso helicóptero é projectado como um teste de voo de tecnologia experimental, ele não transporta instrumentos científicos. Mas se provarmos que o voo motorizado em Marte pode funcionar, estamos ansiosos pelo dia em que os helicópteros de Marte possam desempenhar um papel importante nas futuras explorações do Planeta Vermelho.

Comentou MiMi Aung, do JPL.

Helicóptero será autónomo e voará à sua vontade

O helicóptero voará autonomamente, sem entrada em tempo real de controladores terrestres que estão a milhões de quilómetros de distância. O drone transporta então duas câmaras e a telemetria do helicóptero será encaminhada através de uma estação base no rover.

A atmosfera na superfície marciana tem cerca de 1% da densidade da Terra. Dessa forma, o desempenho de uma aeronave de asa rotativa como o Helicóptero Marte é mais limitado.

Assim sendo, os rotores do Helicóptero Marte girarão entre 2400 e 2900 rpm. Este valor é cerca de 10 vezes mais rápido que um helicóptero a voar na atmosfera da Terra. O recorde de altitude de um helicóptero na Terra é de cerca de 12000 metros.

Estas máquinas voadoras poderão ser os batedores do futuro

A NASA diz que os futuros helicópteros de Marte poderão transportar instrumentos científicos e actuar como batedores de rovers e, eventualmente, humanos, explorando o Planeta Vermelho. Os drones poderiam examinar penhascos, cavernas e crateras profundas, lugares onde poderia ser muito arriscado enviar uma tripulação ou um rover caro, disse a NASA num comunicado.

Com toda a certeza, estas imagens aéreas também podem ajudar a localizar obstáculos para os rovers atravessarem a superfície marciana.

Lua de Saturno também vai receber um helicóptero da NASA

O Helicóptero Marte não é o único robô voador que a NASA está a desenvolver para enviar para outros mundos. Na verdade, no início deste ano, a NASA aprovou o desenvolvimento de uma missão chamada Dragonfly, que usará uma aeronave a rotor para voar através da atmosfera Titan, a maior lua de Saturno.

Ao contrário do Helicóptero Marte, a Dragonfly é uma missão de investigação completa com o seu próprio conjunto de instrumentos científicos. Titan é coberto por uma atmosfera mais espessa do que a da Terra, tornando-o um ambiente mais favorável para uma aeronave de asa rotativa do que Marte.

Contudo, Saturno está seis vezes mais distante do Sol do que Marte, por isso os projectistas planeiam contar com um gerador nuclear para alimentar a Dragonfly em torno de Titã.


pplware
Imagem: NASA
Fonte: Space Flight Now

 

2557: Elon Musk tem uma nova ideia para tornar Marte habitável

Bret Hartman, TED / Flickr
Elon Musk, CEO da Tesla e SpaceX

O multimilionário norte-americano Elon Musk tem uma nova ideia para tornar Marte habitável: instalar milhares de satélites solares reflectores para aquecer o Planeta Vermelho, revelou o também CEO da Space X e Tesla no Twitter.

Musk não revelou muito sobre a sua ideia, mas o mas o CNET avança que o projecto dos satélites solares está de alguma forma relacionado com o trabalho realizado pelo cientista Rigel Woida, da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos.

Em 2006, Woida foi premiado pela NASA por estudar o “uso de grandes espelhos orbitais leves e de grande abertura para ‘terraformar’ uma área de superfície marciana para que os humanos pudessem colonizar o Planeta Vermelho de forma acessível”.

Tal como recorda o portal, tornar Marte mais habitável para humanos é um sonho antigo da ficção científica. O planeta pode ficar extremamente frio, exigindo investimentos significativos em habitats seguros, bem como em roupas espaciais desenhadas para enfrentar temperaturas extremas.

Na base da ideia de Musk estará o conceito de reflector. Em 2007, Woida publicou um relatório detalhando como é que um sistema deste poderia funcionar. A ideia do cientista passava por colocar uma série de satélites em órbita que reflectissem estrategicamente o calor do sol na superfície de Marte.

Agora, a ideia de Musk pode ser semelhante a de Woida.

“Pode fazer sentido ter milhares de satélites reflectores solares para aquecer Martes versus sóis artificiais”, escreveu o multimilionário, dando conta, contudo, que a melhor ideia está ainda “a ser determinada”.

Musk aproveitou ainda para esclarecer outra das suas ideias antigas para Marte, o Nuke Mars, que seriam uma espécie de explosões nucleares no Planeta Vermelho.

Nuke Mars refere-se a “um fluxo contínuo de explosões de fusão nuclear muito baixas sobre a atmosfera [de Marte] para criar sóis artificiais. Tal como acontece com o nosso Sol, estas explosões não fariam com que Marte se tornasse radioactivo”, assegurou.

Quando apresentada por Musk, esta ideia mais antiga gerou alguma controvérsia entre a comunidade científica. O multimilionário sugeriu criar um efeito estufa no Planeta Vermelho por meio de explosões nucleares, para que se gerasse uma quantidade suficiente do oxigénio e os humanos pudesse caminhar pela superfície do planeta sem trajes espaciais, tal como recorda a Sputnik News.

Contudo, alguns cientistas defenderam que estas explosões poderiam gerar nuvens na atmosfera marciana que, por sua vez, iria bloquear a luz do Sol, tornando-o mais frio. Ou seja, a ideia de Musk poderia ter o efeito contrário ao desejado.

A nova ideia pode, no entanto, não ser suficiente para tornar Marte “hospitaleiro” para futuros colonos no planeta. Em 2018, a NASA publicou um estudo no qual apontava que a transformação do meio marciano inóspito num lugar onde astronautas poderiam trabalhar sem suporte vital não é possível recorrendo às tecnologias modernas.

De acordo com um dos autores da investigação, Bruce Jakosky, da Universidade de Colorado, nos Estados Unidos, “não existe dióxido de carbono suficiente” para gerar um aquecimento significativo através do efeito estufa. “A maioria do dióxido de carbono não é acessível e não seria fácil mobilizá-lo”, defendeu.

ZAP //

Por ZAP
31 Agosto, 2019

 

2552: NASA procura nome para rover marciano. Sugestões reservadas a crianças

A NASA lançou uma competição de nomes para o seu rover que vai a Marte em 2020. O detalhe curioso é: apenas crianças podem participar.

A NASA lançou uma competição de nomes para o seu rover que vai a Marte em 2020. O detalhe curioso é: apenas crianças podem participar.

Com a intenção de dar ao robô explorador uma identidade própria, a NASA tem em vigor uma iniciativa que inclui a participação dos alunos do ensino básico e secundário. Os interessados devem enviar um texto com a sua sugestão de nome para o rover até o dia 1º de Novembro. Os textos serão avaliados consoantes a adequação, originalidade e relevância e vão ser seleccionados e separados em três grupos.

A competição terá 52 semifinalistas por grupo e cada um destes vai representar o seu Estado ou país. A decisão final será dada de acordo com a participação do público.

O voto popular terá a possibilidade de escolher nove finalistas. A votação está prevista decorrer em Janeiro de 2020. E, no dia 18 de Fevereiro de 2020, o resultado é revelado, um ano antes de o rover aterrar na superfície marciana.

Dinheiro Vivo
30.08.2019 / 00:29

 

2529: NASA baptiza pedra de Marte “Rolling Stones Rock”

A equipa da sonda InSight da NASA nomeou uma pedra em Marte em honra da banda britânica, Rolling Stones. A pedra, pouco maior do que uma bola de golfe, rolou cerca de um metro a 26 de Novembro de 2018.

Na reacção à notícia da denominação da pedra, a banda de rock diz que esta foi uma “maravilhosa maneira de celebrar a digressão ‘Stones no Filter‘”. Os Rolling Stones agradeceram à NASA, realçando que este é um marco na história da banda.

Pouco maior que uma bola de golfe, a rocha parecia ter rolado cerca de um metro a 26 de Novembro de 2018, impulsionada pela pressão dos propulsores da InSight, quando o veículo espacial aterrou em Marte para estudar o interior do planeta.

As imagens tiradas pela InSight no dia seguinte, mostram o rasto no solo avermelhado de Marte ao lado da Rolling Stones Rock. É o percurso mais longo que a NASA viu uma rocha fazer enquanto um veículo espacial pousava num planeta.

“O nome Rolling Stones Rock encaixa perfeitamente”, explicou Lori Glaze, directora da Divisão de Ciências Planetárias da NASA, em Washington.

O Jet Propulsion Laboratory (JPL), uma divisão da Caltech, gere o InSight para o Directório de Missões Científicas da NASA.

Tendo ajudado a NASA a aterrar as suas missões em Marte desde 1997, o geólogo da JPL, Matt Golombek, é uma estrela do ‘rock’ por si só. O geólogo e outros cientistas contam as rochas e avaliam a segurança dos possíveis locais de pouso para os veículos espaciais.

“Já vi muitas pedras de Marte na minha carreira”, revelou Golombeck. Embora considere que a probabilidade deste caso aparecer em vários artigos científicos seja baixa, o geólogo acha o Rolling Stones Rock o mais ‘cool’”.

Nomes científicos oficiais para lugares e objectos do sistema solar — incluindo asteróides, cometas e sítios específicos em planetas — só podem ser designados pela sociedade científica International Astronomical Union. Contudo, os cientistas que trabalham com os módulos da NASA em Marte deram muitos apelidos informais às rochas.

Ao fazê-lo, torna-se mais fácil para discutir os diferentes objectos e consultá-los em documentos científicos. Assim sendo, embora o nome Rolling Stones Rock seja informal, vai aparecer nos mapas de Marte.

“Parte da carta da NASA é partilhar o nosso trabalho com diferentes públicos. Quando descobrimos que os Stones iam estar em Pasadena, honrá-los parecia uma maneira divertida de alcançar fãs em todo o mundo“, refere a directora Lori Glaze.

O actor Robert Downey Jr. fez o anúncio na quinta-feira, dia 22 de Agosto, à plateia do estádio Rose Bowl em Pasadena, antes da banda subir ao palco para um concerto.

DR, ZAP //

Por DR
27 Agosto, 2019

 

2498: O desaparecimento de metano em Marte foi resolvido. Mas ainda há perguntas por responder

CIÊNCIA

ATG Medialab / ESA

Cientistas planetários têm estudado aparentes discrepâncias entre as concentrações de metano registadas pelo Curiosity Rover e pelo ExoMars Trace Gas Orbiter.

Supunha-se que alguém deveria estar errado, mas havia um forte desentendimento sobre qual. Uma nova investigação mostra que ambas as leituras estavam certas e as diferenças representavam o tempo das suas medições.

Este é um passo necessário para descobrir se o metano é um subproduto da vida ou o resultado de algum processo geológico. A sonda Curiosity tem registado picos de concentração de metano há anos.

Na Terra, o metano é frequentemente – mas nem sempre – um subproduto de microrganismos metanogénicos, de modo que estes picos despertaram grande excitação. No entanto, quando o Orbiter não gravou a mesma coisa, surgiram especulações de que o detector tinha algum defeito. Havia até uma teoria de que a Curiosity estava a libertar o metano que estava a registar.

No entanto, John Moores, da Universidade York do Canadá, observou que as amostras da Curiosity foram tiradas a meio da noite, enquanto o ExoMars mediu à luz do dia, e perguntou-se se havia um padrão diário, além do ciclo anual previamente identificado. Moores persuadiu a equipa Curiosity a fazer leituras pouco antes do amanhecer e demonstrou que o seu palpite estava certo.

Num artigo publicado na revista especializada Geophysical Research Letters, Moores e Penny King, da Universidade Nacional Australiana, reuniram as observações. King explicou à IFLScience que durante a convecção de Marte o dia faz com que o ar suba e a atmosfera se expanda, antes de se contrair novamente à noite.

“A atmosfera da Terra faz o mesmo”, acrescentou, “mas num grau muito menor”. Esse fenómeno era bem conhecido, mas ninguém o ligou às medições de metano.

O encolhimento atmosférico nocturno concentra a pequena quantidade de metano presente na atmosfera de Marte, perto do solo onde a Curiosity a colhe, explicando as suas leituras mais altas.

A Curiosity fez as medições à noite porque muitas das suas outras funções só funcionam durante o dia, por isso os processos que podem acontecer a qualquer momento são desviados para as horas na escuridão para evitar interferências.

Moores e King usaram os dados combinados dos dois conjuntos de medições para calcular que a Cratera Gale, que a Curiosity está a explorar, está a libertar 2,8 quilos de metano todos os dias de Marte. Dado o diâmetro de 154 quilómetros de Gale, essa é uma quantidade pequena – mas significativa – na fina atmosfera marciana.

Quanto ao que está por trás do metano, isso permanece um mistério. “Alguns micróbios da Terra podem sobreviver sem oxigénio, no subsolo e libertar metano como parte dos seus resíduos”, disse King em comunicado. “O metano em Marte tem outras fontes possíveis, como reacções de rochas aquáticas ou materiais em decomposição que contém metano.”

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Por ZAP
23 Agosto, 2019