3385: Colonizar Marte: Elon Musk sabe como enviar 1 milhão de pessoas

CIÊNCIA/TECNOLOGIA

Terra e Marte estão separados, em média, por cerca de 225 milhões de km. Nesse sentido, com a tecnologia actual, que equipa as naves espaciais, seriam necessários cerca de 200 dias para lá chegar. Elon Musk já pensa em colonizar o planeta vermelho.

O magnata do sector espacial revelou no seu Twitter os planos para transportar um milhão de pessoas a Marte até 2050.

O espaço é um ambiente agreste para o ser humano e não se sabe ainda que efeitos terá nos astronautas uma viagem tão longa. Embora sejam muitas as dúvidas e muito poucas as certezas, há algumas empresas que estão a projectar essa missão.

Elon Musk e a SpaceX, estão já com ritmados para levar o homem a Marte. Como tal, Musk deu a conhecer o plano para enviar ao espaço, em 10 anos, mais de mil naves espaciais, desenvolvidas pela SpaceX.

10 anos para fazer 1000 naves para levar 1 milhão

Recorrendo à sua conta do Twitter, Elon Musk deu a conhecer as linhas mestras para colonizar numa primeira fase Marte.

Elon Musk @elonmusk

Starship design goal is 3 flights/day avg rate, so ~1000 flights/year at >100 tons/flight, so every 10 ships yield 1 megaton per year to orbit

Elon Musk @elonmusk

Building 100 Starships/year gets to 1000 in 10 years or 100 megatons/year or maybe around 100k people per Earth-Mars orbital sync

Segundo Musk, é necessário construir 100 Starships por ano, 1000 naves em 10 anos. Além disso, o envio das pessoas, cerca de 100 mil, terá de aproveitar a sincronização orbital da Terra e de Marte.

Mas o que é a sincronização orbital da Terra e de Marte?

A sincronização orbital entre a Terra e Marte dá-se quando a distância entre os dois planetas é menor. Esse fenómeno ocorre durante 30 dias a cada 25 meses. Esta “boleia” permitiria a economia de combustível durante a viagem.

Conforme salientou, Musk disse que aproveitaria esta oportunidade para “carregar a frota de Marte na órbita da Terra” e enviar todos as mil naves em trajectória para Marte durante aquela janela de 30 dias a cada 26 meses.

Elon Musk @elonmusk

Myers @jameslin123321

But Elon, Earth-Mars transfer windows only occur every 26 months, what are the missions for these starships going to be during these 2 years waiting time?

Bom, neste último tweet, parece que o CEO se contradiz. No anterior revelou que a ideia era enviar mil naves por ano, neste último já serão mil naves a cada 26 meses. De qualquer forma, a SpaceX ainda tem um longo caminho a percorrer antes de atingir estes objectivos.

Protótipo de nave estelar pode ser lançado dentro de meses

Musk referiu que poderá ser lançado um novo protótipo da nave estelar antes do final de Março.

Esperamos que o primeiro voo seja daqui a 2 a 3 meses.

Twittou Musk  em 27 de Dezembro.

O desenvolvimento do protótipo atingiu atrasos após uma explosão acidental durante um teste de pressurização do tanque de combustível no dia20 de Novembro, que explodiu o primeiro protótipo da nave espacial StarsX de 16 andares da SpaceX.

Um protótipo do foguete Mk1 da nave espacial SpaceX para voar até Marte.

A empresa poderá construir até 20 protótipos diferentes antes da escolha dos engenheiros e da adopção do design “1.0” para transportar cargas e pessoas.

O sistema completo de lançamento da nave estelar também incluirá um foguete de 22 andares chamado Super Heavy. Assim, quando tudo for combinado, a estrutura terá cerca de 118 metros de altura.

Apesar de serem foguetões colossais, este hardware está a ser projectado para ser totalmente reutilizável.

Assim, se essa visão se concretizar, Musk estima que o custo de um único lançamento seria de apenas 2 milhões de dólares. Como resultado, estamos perante um valor centenas de vezes mais barato que o custo actual de lançar um número semelhante de pessoas e quantidade de carga no espaço.

Turismo espacial é o primeiro passo

Segundo as afirmações de Elon Musk em Setembro passado, este quer enviar uma nave espacial à órbita da Terra até meados de 2020.

Gwynne Shotwell, presidente e directora de operações da SpaceX, disse durante uma tele-conferência da NASA que a empresa “pretendia deixar a nave estelar na superfície lunar em 2022” e levar o empresário e multimilionário japonês Yusaku Maezawa ao redor da lua em 2022, ou 2023.

No entanto, todas estas declarações vieram antes da explosão do protótipo da nave estelar. Além disso, a SpaceX também terá de resolver vários obstáculos impostos pelas entidades reguladoras.

Teste de segurança à Crew Dragon da SpaceX foi adiado para hoje devido à meteorologia

De modo a preparar a sua ambiciosa missão com a NASA de levar astronautas até à ISS, a SpaceX tinha planeado para ontem um teste de segurança à cápsula Crew Dragon. No entanto, tal … Continue a ler

19 Jan 2020

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3383: Elon Musk diz querer enviar 10 mil pessoas a Marte até 2050

CIÊNCIA/FUTURO

“O objectivo é fazer vários voos por dia”, esclareceu o empresário. A cada 26 meses – altura em que a Terra e Marte se encontram mais próximos – deverão partir naves espaciais todos os dias, em horários diferentes.

Elon Musk
© EPA/CLEMENS BILAN

Os protótipos das naves espaciais Starship ainda estão a ser sujeitos a testes, mas o multimilionário e CEO da Space X, Elon Musk, já está a pensar na quantidade de pessoas que quer levar para Marte. Até 2050, quer colocar, pelo menos, dez mil pessoas no planeta vermelho. E dar-lhes trabalho lá.

O plano já está em marcha. Numa resposta a um seguidor no Twitter, Elon Musk, 48 anos, desvendou que tenciona construir cem naves por ano e enviar milhares de pessoas da Terra para Marte, quando as órbitas dos dois planetas se alinharem, reduzindo a distância e minimizando desta forma os custos das viagens. “O objectivo é fazer vários voos por dia”, escreveu.

Elon Musk @elonmusk

Starship design goal is 3 flights/day avg rate, so ~1000 flights/year at >100 tons/flight, so every 10 ships yield 1 megaton per year to orbit

A cada 26 meses – quando a distância entre a Terra e Marte é mais curta – Musk tenciona enviar mil naves a cada 30 dias, em horários diferentes. Chegarão ao destino alguns meses depois. E qualquer pessoa se pode candidatar a seguir na nave espacial, desde que pague a viagem. “Caso não tenham [dinheiro] podem sempre pedir um empréstimo”, diz o milionário, que não divulgou o preço do voo.

Elon Musk @elonmusk

Loading the Mars fleet into Earth orbit, then 1000 ships depart over ~30 days every 26 months. Battlestar Galactica …

O segundo modelo da Starship encontra-se em fase de testes, sendo que este já deverá ser muito fiel ao final. O foguetão, com capacidade para cerca de uma centena de passageiros, terá uma vida útil de 20 a 30 anos. “O Starship vai ser o foguetão mais poderoso da história, com a capacidade de levar humanos à lua, a Marte e mais além”, explicou o empresário, em Setembro, aquando da divulgação das primeiras imagens da montagem da nave espacial.

O foguetão que leva a Starship consegue atingir os 65 mil pés (cerca de 20 quilómetros), antes de regressar à Terra, para ser reutilizado. A primeira vez que a Space X lançou um foguetão para a órbita terrestre foi há 11 anos. Desde então, a empresa concluiu mais de 80 lançamentos espaciais.

A Starship deverá ter uma vida útil entre 20 a 30 anos.
© Twitter Space X

Elon Musk tem expressado vontade de construir bases na Lua ou em Marte. Segundo o multimilionário, esta pode ser a forma de garantir a sobrevivência da raça humana e, assim, promover a sua regeneração na Terra no caso de uma terceira guerra mundial. “Queremos garantir que o Homem permaneça noutro lugar (para além da Terra) como uma semente da civilização humana, para que possa trazer de volta a civilização e talvez diminuir a duração da idade das trevas”, afirmou em Março.

Diário de NotíciasDN

spacenews

 

3306: Pistas para a água perdida de Marte

CIÊNCIA/MARTE

Imagem de uma encosta inclinada obtida pelo rover Curiosity e uma ilustração de moléculas de água pesada, chamada HDO em vez de H2O porque um dos seus átomos de hidrogénio possui uma partícula neutra extra. Observações no infravermelho podem estudar estas partículas que traçam a história da água líquida, porque as moléculas mais pesadas tendem a permanecer mais tempo do que a água líquida normal. As observações do SOFIA revelam que este indicador de água líquida não varia entre as estações marcianas, aproximando os cientistas da quantidade de água líquida que Marte já teve.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS/SOFIA

Marte pode ser um planeta rochoso, mas não é um mundo hospitaleiro como a Terra. É frio e seco, com uma fina atmosfera que possui significativamente menos oxigénio que a da Terra. Mas Marte provavelmente já teve água líquida, um ingrediente essencial para a vida. O estudo da história da água pode ajudar a descobrir como o Planeta Vermelho perdeu água e quanta água já teve.

“Nós já sabíamos que Marte já foi um lugar húmido,” disse Curtis DeWitt, cientista do Centro de Ciências SOFIA da USRA (Universities Space Research Association). “Mas apenas estudando como a água actual é perdida podemos entender quanto existia no passado distante.”

Parte desta investigação pode ser realizada sem sair da Terra usando o SOFIA (Stratospheric Observatory for Infrared Astronomy). O maior observatório voador do mundo pode encontrar moléculas e átomos no espaço profundo e em planetas – como análise forense astronómica – porque voa acima de 99% do vapor de água da Terra que bloqueia a radiação infravermelha. Para aprender mais sobre como Marte perdeu a sua água e como o vapor de água moderno pode variar sazonalmente, o SOFIA estudou como o vapor de água evapora de maneira diferente durante duas estações marcianas.

A água também é conhecida pelo seu nome químico H2O porque é composta por dois átomos de hidrogénio e um átomo de oxigénio. Mas com instrumentos especiais, os cientistas podem detectar dois tipos: água normal, H2O, e água pesada (ou deuterada), HDO, que possui uma partícula neutra extra chamada neutrão num dos dois átomos de hidrogénio, tornando-a mais pesada. A água deuterada evapora menos eficientemente do que a água comum, de modo que permanece em mais quantidade à medida que a água líquida evapora. Portanto, o estudo da proporção de água pesada em relação à água normal, que os cientistas chamam de rácio D/H, no vapor de água existente, pode refazer a história da evaporação da água líquida – mesmo que já não exista à superfície. Mas não está claro se esta proporção é afectada por mudanças sazonais no Planeta Vermelho.

Marte tem calotes de gelo nos seus pólos. São compostas por gelo de dióxido de carbono e neve e expandem-se e encolhem com as estações marcianas. À medida que o hemisfério norte do planeta se aproxima do seu solstício de verão, a calote polar diminui com a temperatura quente – fazendo com que parte do gelo evapore e exponha água gelada. A calote polar sul, no entanto, está coberta com dióxido de carbono gelado mesmo durante o verão. Os cientistas não tinham a certeza se essas mudanças sazonais podiam afectar a proporção entre água pesada e a água normal na atmosfera marciana.

As medições anteriores da proporção da água D/H usaram instrumentos diferentes, resultando em medições ligeiramente diferentes ao longo de estações e locais marcianos. Os investigadores usaram o mesmo instrumento do SOFIA, o EXES (Echelon-Cross- Echelle Spectrograph), para obter medições consistentes ao longo de duas estações e locais: o verão no hemisfério norte do planeta e o verão no seu hemisfério sul. Até agora, depois de compararem observações entre os dois hemisférios, não encontraram nenhuma variação sazonal na proporção da água em Marte entre estações e locais. Isto está a ajudar os cientistas a rastrear com mais precisão a história da água em Marte.

“Se pudermos eliminar a dependência sazonal como um factor neste rácio, estaremos um passo mais perto de obter uma resposta sobre a quantidade de água originalmente presente em Marte,” disse DeWitt.

Os resultados foram publicados na revista Astronomy & Astrophysics. Estão em andamento outras observações para monitorizar diferentes estações marcianas. A análise da história e geologia de Marte é importante, pois a NASA está a avançar com planetas para enviar novamente seres humanos à Lua, com o objectivo final de missões tripuladas a Marte.

O SOFIA é um jacto Boeing 747SP modificado para transportar um telescópio de 106 polegadas. É um projecto conjunto da NASA e do Centro Aeroespacial Alemão, DLR.

Astronomia On-line
3 de Janeiro de 2020

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3299: Musk espera que a Starship faça o seu primeiro voo dentro de dois a três meses

CIÊNCIA/ESPAÇO

Space X / Flickr

O primeiro voo da nave espacial da Space X Starship, projectada para transportar cargas e pessoas para a Lua e Marte, deverá acontecer, “com sorte”, dentro de “dois ou três meses”, de acordo com Elon Musk.

O multimilionário e visionário norte-americano, que é também CEO da Tesla, voltou no fim do ano a recorrer à sua conta de Twitter para revelar mais alguns detalhes da Starship.

Na mesma rede social, Musk partilhou um vídeo no qual mostra a construção da cúpula da nave, dando conta que trabalhou durante toda a noite na sua produção, dizendo ainda que esta é a “parte mais complicada da estrutura primária”.

Elon Musk @elonmusk

Was up all night with SpaceX team working on Starship tank dome production (most difficult part of primary structure). Dawn arrives …

A Starship “será o veículo de lançamento mais poderoso do mundo já desenvolvido, tendo capacidade de transportar mais de 100 toneladas para a órbita da Terra”, pode ler-se no site oficial da empresa norte-americana de sistemas espaciais.

No passado mês de Novembro, recorde-se, a Space X sofreu um contratempo: o primeiro protótipo da nave espacial de tamanho real ((o Starship Mk1) explodiu durante um teste nas instalações da empresa no estado norte-americano do Texas.

Na altura, Musk revelou que a Space X vai agora concentrar-se no desenvolvimento de protótipos mais avançados e não vai reparar o Mk1.

Recentemente, Elon Musk revelou quanto custará operacionalmente cada missão da Starship. Segundo o empresário, o custo será menor do que o de um pequeno foguete.

De acordo com as estimativas do empresário, a nave gastará 900.000 dólares só em combustível para deixar a Terra e entrar em órbita. “Se considerarmos os custos operacionais, talvez sejam 2 milhões de dólares”, apontou Musk.

Musk revela o preço de uma viagem a Marte a bordo da Space X. O regresso é grátis

Elon Musk, que sonha fazer viagens interplanetárias através da sua empresa Space X, revelou agora o preço de um destes…

ZAP //

Por ZAP
2 Janeiro, 2020

 

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3290: Europa parte para Marte em 2020. E há portugueses na missão

CIÊNCIA/ESPAÇO

É segunda fase da missão Exomars, que já colocou em 2016 uma sonda na órbita marciana. No próximo ano, parte um robô móvel europeu que vai procurar vida na superfície de Marte. E também há portugueses na missão

Em teste num campo “marciano” simulado © ALTEC

A ExoMars, a missão conjunta da agência espacial europeia ESA e da Rússia a Marte, cujo ambicioso objectivo é procurar sinais de vida no subsolo daquele planeta, tem em 2020 o seu primeiro grande momento: o do lançamento. Se tudo correr como está previsto, a partida deverá acontecer entre 26 de Julho e 11 de Agosto, a partir de do centro espacial da agência espacial Roscosmos, em Baikonur, no Cazaquistão. A chegada a Marte tem data marcada para Março de 2021. Uma missão ambiciosa, na qual não falta também a participação portuguesa.

A pouco mais de meio ano da hora H para a partida, a ESA anunciou agora que os testes dos para-quedas – que serão cruciais para amortecer a aterragem do rover europeu e da plataforma científica russa que lhe está acoplada – passaram com sucesso os primeiros testes realizados nos Estados Unidos com a colaboração de equipamentos da NASA.

Descer em Marte é uma operação delicada e muitas vezes fatal, como mostra o extenso rol de missões falhadas que já se contam na curta história espacial da humanidade.

Na prática, contadas todas as missões ao Planeta Vermelho, incluindo as que se destinaram somente à sua órbita, a maioria, por um motivo ou por outro, saldou-se em falhanço, embora as mais recentes da NASA, que colocaram vários rovers na superfície marciana, tenham sido coroadas de êxito.

A própria ESA tem o seu quinhão de sucessos e fracassos em missões marcianas, incluindo, em 2016, a primeira fase da ExoMars, de resultado misto, que colocou sem mácula a sonda TGO na órbita marciana para estudar a sua atmosfera, mas não conseguiu fazer aterrar o módulo Schiapareli, que integrava a missão.

Soube-se semanas depois que o Schiaparelli, que servia sobretudo para testar a manobra de aterragem e cujos dados acabaram por ser importantes para esta segunda fase da missão, se tinha despenhado devido a uma avaria que comprometeu os dados do sistema de navegação.

Uma falha num sensor, levou o sistema a disparar o para-quedas e a activar os travões antes de tempo, quando o pequeno módulo ainda estava a 3,7 quilómetros da superfície do planeta. Foi um desaire para a ESA, que ocorreu 13 anos depois de o também europeu Beagle 2 se ter despenhado ali também.

“Aterrar em Marte é difícil”

Com duas tentativas falhadas de pisar Marte para trás, a ESA abalança-se agora a uma terceira e, desta vez, com ambições maiores. A ideia é fazer descer em Marte um rover, ou robô móvel, equipado com uma plataforma científica, capaz de se deslocar e de escavar o solo até à profundidade de dois metros para aí recolher amostras e depois as analisar. A ideia é procurar aí, em profundidade, a resguardo das radiações cósmicas que fustigam a superfície, sinais da existência de vida no planeta.

A existir, os cientistas pensam que essa vida, feita provavelmente de microrganismos, poderá estar no subsolo, a salvo das radiações cósmicas, e por isso esta segunda fase da Exomars foi concebida para aí a procurar aí e, quem sabe, talvez encontrá-la. Afinal, o nome da missão, ExoMars, cita expressamente esse propósito, porque exo refere-se a exobiologia, ou seja, a biologia fora da Terra.

Até lá, porém, há várias etapas ainda a vencer, com alguns dos derradeiros testes a decorrer, como aconteceu agora em relação aos para-quedas que vão amortecer a aterragem e que obtiveram bons resultados, segundo Thierry Blancquaert, chefe da equipa de engenharia da ExoMars.

“Aterrar em Marte é difícil e não nos podemos dar ao luxo de deixar pontas soltas”, disse Thierry Blancquaert, citado num comunicado da ESA, sublinhando que “depois de vários problemas, as modificações no sistema de para-quedas estão a avançar. Os resultados dos testes preliminares são muito promissores e abrem caminho aos próximos testes de qualidade”.

Também o robô móvel está nesta mesma altura em fase final de testes, para ficar pronto, com todos os sistemas e equipamentos integrados e operacionais, no final de Março de 2020.

Tal como aconteceu com a primeira fase da missão ExoMars, que embora não tenha conseguido fazer aterrar o Schiapareli colocou com sucesso na órbita marciana a sonda Trace Gas Orbiter, ou TGO, também esta segunda fase conta com a participação de portugueses.

Sediada em Coimbra, a Critical Software, nomeadamente, participou no desenvolvimento dos sistemas de controlo de bordo da TGO, que continua a recolher dados na órbita do planeta e que já produziu o retrato mais detalhado de sempre das manchas de água gelada na superfície e de minerais com sinais de água no subsolo. A empresa participa igualmente nesta segunda fase da missão.

Outras das empresas que participou nesta segunda fase da missão ExoMars, nomeadamente com a concepção de algumas das peças da estrutura do robô móvel, é a Activespace Technologies, também de Coimbra.

Diário de Notícias
Filomena Naves
29 Dezembro 2019 — 20:35

 

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3268: Cerberus Fossae é a primeira zona sísmica activa identificada em Marte

CIÊNCIA

InSight_IPGP / Twitter

Cerberus Fossae, um conjunto de fissuras semi-paralelas formadas por falhas que separam a crosta de Marte, foi identificada como a primeira zona sísmica activa descoberta no Planeta Vermelho.

O sismómetro do InSight da NASA, chamado SEIS (Experiência Sísmica para Estruturas Interiores), concentrou-se nesta enorme estrutura tectónica, o epicentro de dois importantes MarsQuakes – tremores terrestres marcianos – detectados durante os sóis (dias marcianos) 173 e 235 da missão.

De acordo com o Europa Press, Cerberus Fossae mede 1.235 quilómetros de diâmetro. As magnitudes de ambos os tremores situavam-se entre os 3 e os 4 na escala Richter, de acordo com as informações antecipadas no Twitter pela equipa do SEIS, antes da publicação da pesquisa em revistas científicas. O primeiro “grande” terremoto ocorreu em maio e o segundo em Julho deste ano.

Devido a variações térmicas e ventos, Marte é um lugar barulhento. No entanto, entre as 17 horas e até pouco depois da meia-noite, o Planeta Vermelho torna-se muito silencioso. É nestes momentos que o sismómetro consegue monitorizar todas as frequências com uma nitidez cristalina, incluindo faixas invisíveis na Terra.

Mesmo que o Planeta Vermelho pareça petrificado, Marte continua a “bater”. A taxa de terramotos continua a aumentar, sem que os geofísicos entendam o motivo. Ainda assim, os terramotos verificados em Marte são muito fracos.

ZAP //

Por ZAP
26 Dezembro, 2019

 

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3267: NASA pode ter registado o primeiro abalo sísmico em Marte

CIÊNCIA

Sinais obtidos pela sonda InSight são semelhantes aos que foram registados na superfície lunar pelas missões Apollo

Imagem tirada a 19 de Março pela sonda InSight mostra a cobertura que protege o sismógrafo © NASA/JPL-Caltech

A NASA pode ter registado pela primeira vez o “tremor de Marte” – ou seja, um terramoto no planeta vermelho. Numa nota emitida esta terça-feira a agência espacial norte-americana aponta como “provável” que o registo detectado por um sismógrafo se deva a movimentos internos e não à acção de elementos exteriores, à superfície, como o vento. Os cientistas estão agora a examinar os dados para apurar uma explicação definitiva. E divulgaram entretanto um áudio com o som do sismo marciano.

O sinal foi registado a 6 de Abril, o 128º dia marciano, por um sismógrafo transportado pela sonda InSight da NASA, que instalou aquele instrumento na superfície do planeta através de um braço robótico, a 19 de Dezembro de 2018. De acordo com a nota da agência, a comparação dos sinais obtidos agora em Marte com os resultados das missões Apollo na superfície lunar apontam para a possibilidade de se tratar efectivamente de um abalo sísmico. “O tamanho e a duração correspondem ao padrão dos abalos sísmicos na Lua detectados durante as missões Apollo”, afirma Lori Glaze, director da divisão de Ciência Planetária da NASA.

“Temos vindo a recolher os ruídos e este novo passo lança oficialmente um novo campo: a sismologia de Marte”, diz, por sua vez, Bruce Banerdt, investigador principal da missão.

Para já, os dados detectados ainda são insuficientes para fornecer mais indicações sobre o interior de Marte, o grande objectivo da InSight, que procura informação que ajude a perceber a formação e evolução dos planetas rochosos do Sistema Solar.

A própria NASA explica que a superfície marciana é extremamente calma, em contraste com a da Terra, que regista vibrações constantes, resultado do barulho provocado pelos oceanos e pelos elementos climáticos. Um registo como aquele que foi obtido em Marte passaria despercebido num sismógrafo “terrestre”. Mas não no planeta vermelho. “Esperámos meses por um sinal como este”, diz Philippe Lognonné, geofísico do Institut de Physique du Globe de Paris (IPGP) e investigador principal da missão, que tem uma componente francesa – o sismógrafo que está em Marte foi desenvolvido pelo Centro Nacional de Estudos Espaciais francês. “É muito estimulante ter finalmente provas de que Marte é sismicamente activo”, acrescentou o cientista.

Ao contrário da Terra, Marte (tal como a Lua) não tem placas tectónicas. Mas um contínuo processo de arrefecimento e contracção acaba por ter o mesmo efeito nas camadas interiores do planeta, levando a uma libertação de energia que provoca então os abalos sísmicos.

Diário de Notícias
DN
24 Abril 2019 — 12:28

 

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3252: O rover da NASA que vai a Marte em 2020 já tem “carta de condução”

CIÊNCIA

NASA

O rover Mars 2020 da NASA acabou de dar o seu primeiro passeio, navegando por pequenas rampas e rolando para frente e para trás dentro de uma sala no Jet Propulsion Lab (JPL) da NASA na Califórnia. Agora, está pronto para o Planeta Vermelho.

“O Mars 2020 ganhou a sua carta de condução”, afirmou o engenheiro de sistemas de mobilidade do Mars 2020 Rich Rieber, em comunicado, divulgado pelo Phys. “O teste provou inequivocamente que o rover pode operar com o seu próprio peso e demonstrou muitas das funções de navegação autónoma pela primeira vez. Este é um marco importante para Mars 2020”.

“Um veículo espacial precisa de se mover e o Mars 2020 fez isso ontem”, acrescentou John McNamee, gerente de projectos do Mars 2020. “Mal podemos esperar para colocar um pouco de sujidade marciana vermelha sob as suas rodas”.

O Mars 2020 é muito mais rápido do que os rovers anteriores da NASA em termos de tomada de decisão e navegação. As suas câmaras e computador de processamento de imagens também são muito mais sofisticados e de maior resolução.

Graças à actualização tecnológica, o Mars 2020 poderá mover-se, em média, 200 metros por dia marciano. O recorde anterior de um dia, estabelecido pelo rover Opportunity da NASA, era de 214 metros.

As rodas do Mars 2020 também duram mais do que as dos rovers do passado. No início do ano, foram descobertos buracos nas rodas do Curiosity da NASA, depois de bater nas rochas marcianas.

O veículo espacial será lançado no próximo verão para chegar ao Planeta Vermelho em 18 de Fevereiro de 2021. O seu principal objectivo será procurar sinais de vida microbiana passada, bem como colher amostras de rochas para trazer de volta para a Terra.

No início deste mês, a NASA exibiu o seu Sistema de Lançamento Espacial, o foguete que levará o veículo espacial para o Planeta Vermelho no próximo ano. O Mars 2020 não fará a jornada sozinho: levará consigo um pequeno helicóptero autónomo que o ajudará a explorar o ambiente marciano. O drone também pode ajudar a procurar zonas ideais de aterragem futura – e talvez até procurar sinais de vida.

ZAP //

Por ZAP
22 Dezembro, 2019

 

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3210: Em Marte, as auroras brilham durante todo o verão (e ajudam a explicar a perda de água do Planeta Vermelho)

CIÊNCIA

MAVEN / LASP / University of Colorado / NASA
Aurora global em Marte

Além de impressionantes, as auroras dos céus marcianos oferecem pistas importantes sobre como a água do Planeta Vermelho escapa para a atmosfera.

Este tipo de aurora – conhecida por “aurora protão” e identificada pela primeira vez em Marte no ano 2016 – ocorre durante o dia e produz luz ultravioleta (UV). Apesra de ser visível a olho nu, foi detectada pelo Imaging UltraViolet Spectrograph (IUVS) da MAVEN.

Recentemente, uma equipa de cientistas estudou estas auroras marcianas através da análise de dados acumulados ao longo de vários anos de observações. No novo artigo científico, publicado recentemente na JGR Space Physics, os cientistas referem que as aurora protão são as mais comuns em Marte, “com quase 100% de ocorrência no lado diurno do planeta, no sul durante o verão”.

Na Terra, as auroras aparecem quando ventos solares atingem o campo magnético do nosso planeta. Estas colisões de alta energia entre partículas solares e partículas atmosféricas de gás criam luzes no céu.

Segundo Andréa Hughes, investigadora da Universidade Aeronáutica Riddle, na Florida, as auroras protão também começam com ventos solares – mas, neste caso, os protões carregados colidem com uma nuvem de hidrogénio.

Depois, sugam os electrões dos átomos de hidrogénio, neutralizando os protões. Quando estes átomos neutros energéticos entram na atmosfera de Marte, as colisões com moléculas produzem brilhos ultravioletas – ou auroras de protões.

Estas auroras são muito comuns no verão marciano no sul do planeta porque os meses de verão são aqueles em que a nuvem de hidrogénio surge perfeitamente posicionada para interagir com os ventos solares e, desta forma, produzir auroras de protões quase constantes.

Os cientistas descobriram ainda que a temperatura aumenta durante o verão marciano e que as nuvens de poeira retiram o vapor de água da superfície do planeta. “Isso faz com que o hidrogénio se separe em hidrogénio e oxigénio, fazendo com que ele escape”, disse Hughe, citada pelo Live Science.

“Por causa desse fenómeno, sabemos que quando vemos uma aurora protão, a fonte não é apenas o vento solar, mas também a água que se separa e se perde no Espaço.”

ZAP //

Por ZAP
17 Dezembro, 2019

 

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3182: NASA já tem mapa do tesouro para encontrar a água de Marte

CIÊNCIA

A água em Marte ou na Lua são o “ouro” que as agências espaciais querem encontrar nos próximos anos. Assim, é natural que, daqui a cinco anos, a Rússia, Europa e EUA enviarão missões à Lua para encontrar água. Em breve, teremos robôs da NASA a escavar no solo lunar, nas crateras com sombra permanente no Polo Sul do satélite. No fundo, a Lua será “a rampa de lançamento” para Marte.

Um dos objectivos de ir à Lua é para perceber se a água lunar poderá produzir combustível para os foguetões. Isto servirá para pensar no nosso satélite como porto de partida até ao planeta vermelho.

Missões fundamentais para chegar a Marte conhecendo a Lua

São várias as missões a serem preparadas. Desta forma, os dados a adquirir nestas viagens serão essenciais para aprender a tirar o máximo partido da água de Marte nas próximas décadas.

Segundo um estudo publicado esta semana, na Geophysical Research Letters, com assinatura da NASA, os dados das naves espaciais Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) e Mars Odyssey, ajudaram a criar um “mapa do tesouro” com o qual será possível encontrar e aproveitar a água de Marte.

Este mapa mostra que existem grandes áreas onde o gelo da água está a apenas 30 centímetros da superfície. Aliás, existe gelo com maior incidência no hemisfério norte de Marte, onde as condições são mais adequadas para um pouso.

Não vamos precisar de uma retro-escavadora para desenterrar este gelo. Uma pá será suficiente.

Referiu em nota Sylvain Piqueux, investigador do Jet Propulsion Laboratory (JPL) da NASA.

O investigador referiu que até esse dia chegar, a NASA irá continuar a extrair dados do gelo enterrado em Marte. Além disso, estão igualmente focados em escolher o melhor local para pousar a nave.

Missão aterrar em Marte e voltar

A missão humana a Marte, planeada para os próximo anos 30, tem uma grande desvantagem: a sua longa duração. Conforme é sabido, esta viagem vai durar pelo menos dois ou três anos, obrigando a tripulação a carregar tudo o que precisa para viver autonomamente no espaço e no planeta vermelho.

Uma opção é produzir combustível para foguetes, que é baseado em oxigénio e hidrogénio, a partir da água de Marte. Além disso, estão igualmente previstos sistemas de apoio à vida que reciclam alimentos, fezes, gases e líquidos, mas um pouco mais de água marciana não faria mal nenhum.

A atmosfera marciana é tão fina que o gelo exposto seria transformado em vapor directamente, sem passar pelo estado líquido. No entanto, alguns centímetros abaixo da superfície, exactamente onde se acredita que poderá haver vida microbiana segura da radiação que varre a superfície, a situação muda.

Graças a dados de temperatura cruzada, radar e espectrometria, os investigadores concluíram que há um tesouro escondido de gelo de água no pergelissolo dos pólos e latitudes médias de Marte. O mapa que desenharam revela a presença de áreas onde este gelo está particularmente próximo da superfície e poderia ser mais acessível.

Mapa com a distribuição do gelo subterrâneo de Marte. A roxo e azul, o mais próximo da superfície. A vermelho, o mais profundo – NASA / JPL-Caltech / ASU

O mapa mostra áreas em azul e roxo onde o gelo está a apenas 30 centímetros da superfície. Em vermelho estão as regiões onde a água está a 60 centímetros e em preto as partes de Marte onde um navio se afundaria na poeira fina.

Em seguida, os investigadores tentarão analisar como a abundância deste gelo próximo à superfície muda ao longo das estações marcianas.

Local de desembarque em Marte: Arcadia Planitia

Esta informação será fundamental na escolha de um local de aterragem para a primeira missão tripulada a Marte.

Por enquanto, preferem-se as latitudes médias que recebem mais luz solar e têm temperaturas mais quentes. Dentro destas, o hemisfério norte oferece regiões com elevações mais baixas. Como resultado, poderá haver uma vantagem na quantidade de atmosfera para parar as naves espaciais que têm de aterrar ali (em Marte a escassa atmosfera, com a poderosa gravidade, 38% da Terra, tornam as operações muito difíceis, especialmente com grandes aeronaves).

Um dos locais mais promissores no momento é Arcadia Planitia. Esta região tem grandes quantidades de gelo aquático a apenas 30 centímetros da superfície e fica no hemisfério norte. Assim, a questão que paira é se será aí que os primeiros humanos irão tocar no solo marciano.

NASA: Cientistas fazem descoberta desconcertante sobre o oxigénio de Marte

A atmosfera de Marte tem oxigénio, contudo, são apenas leves traços. Na verdade, além do gás que sustenta a nossa vida, o “ar que se respira” no planeta vermelho é composto por 95% de … Continue a ler NASA: Cientistas fazem descoberta desconcertante sobre o oxigénio de Marte

12 Dez 2019

3134: Tempestades globais em Marte lançam torres de poeira para o céu

CIÊNCIA

Animações lado a lado de como a tempestade global de poeira de 2018 envolveu o Planeta Vermelho, cortesia da câmara MARCI (Mars Color Imager) a bordo da sonda MRO (Mars Reconnaissance Orbiter) da NASA. Esta tempestade global de poeira fez com que o rover Opportunity perdesse contacto com a Terra.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS

As tempestades de poeira são comuns em Marte. Mas, mais ou menos a cada década, acontece algo imprevisível: ocorrem uma série de tempestades descontroladas, cobrindo todo o planeta numa névoa empoeirada.

No ano passado, uma frota de naves espaciais da NASA teve uma visão detalhada do ciclo de vida da tempestade global de poeira de 2018 que encerrou a missão do rover Opportunity. E enquanto os cientistas ainda estão a analisar os dados, dois artigos científicos publicados recentemente lançam uma nova luz sobre um fenómeno observado dentro da tempestade: torres de poeira, ou nuvens de poeira concentrada que aquecem à luz do Sol e se elevam no ar. Os cientistas pensam que o vapor de água preso a poeira pode estar a elevar-se com ela para o espaço, onde a radiação solar quebra as suas moléculas. Isto pode ajudar a explicar como a água de Marte desapareceu ao longo de milhares de milhões de anos.

As torres de poeira são nuvens massivas, rodopiantes e mais densas que sobem muito mais alto do que a poeira de fundo normal na fina atmosfera marciana. Embora também ocorram em condições normais, as torres parecem formar-se em maior número durante tempestades globais.

Uma torre começa à superfície do planeta como uma área de poeira relativamente elevada com algumas dezenas de quilómetros de largura. Quando uma torre atinge uma altura de 80 quilómetros, como observado na tempestade global de poeira de 2018, pode ter várias centenas de quilómetros de largura. À medida que a torre decai, pode formar uma camada de poeira 56 quilómetros acima da superfície com milhares de quilómetros de comprimento.

As descobertas mais recentes sobre as torres de poeira surgem da sonda MRO (Mars Reconnaissance Orbiter) da NASA, liderada pelo JPL em Pasadena, no estado norte-americano da Califórnia. Embora as tempestades de poeira globais cubram a superfície do planeta, a MRO pode usar o seu instrumento MCS (Mars Climate Sounder) com detecção de calor para espiar através da neblina. O instrumento foi construído especificamente para medir os níveis de poeira. Os seus dados, juntamente com imagens de uma câmara a bordo do orbitador chamada MARCI (Mars Context Imager), permitiram aos cientistas detectar inúmeras torres “inchadas” de poeira.

Como é que Marte perdeu a sua água?

As torres de poeira aparecem durante todo o ano marciano, mas a MRO observou algo diferente durante a tempestade de poeira global de 2018. “Normalmente, a poeira cai num dia ou mais,” disse o autor principal do artigo, Nicholas Heavens da Universidade Hampton, no estado norte-americano da Virgínia. “Mas durante uma tempestade global, as torres de poeira são renovadas continuamente durante semanas.” Em alguns casos foram vistas várias torres durante três semanas e meia.

O ritmo da actividade da poeira surpreendeu Heavens e outros cientistas. Mas especialmente intrigante é a possibilidade de as torres de poeira agirem como “elevadores espaciais” para outros materiais, transportando-os pela atmosfera. Quando a poeira transportada pelo ar aquece, cria correntes de ar que transportam gases, incluindo a pequena quantidade de vapor de água às vezes vista como nuvens finas em Marte.

Um artigo anterior liderado por Heavens mostrou que, durante uma tempestade global de poeira em 2007, as moléculas de água foram lançadas para a atmosfera superior onde a radiação solar pode decompo-las em partículas que escapam para o espaço. Isto pode ser uma pista de como o Planeta Vermelho perdeu os seus lagos e rios ao longo de milhares de milhões de anos, tornando-se no deserto gelado que é hoje.

Os cientistas não sabem dizer com certeza o que provoca as tempestades globais de poeira; estudaram menos de uma dúzia até agora.

“As tempestades globais de poeira são realmente invulgares,” disse o cientista do instrumento MCS, David Kass, no JPL. “Não temos realmente nada parecido com isto na Terra, onde o clima do planeta inteiro muda durante vários meses.”

Com tempo e mais dados, a equipa da MRO espera entender melhor as torres de poeira criadas nas tempestades globais e que papel podem desempenhar na remoção de água da atmosfera do Planeta Vermelho.

Astronomia On-line
3 de Dezembro de 2019

spacenews

 

3123: NASA simula o movimento das nuvens marcianas

CIÊNCIA

Um grupo de cientistas do Centro de Investigação Ames (ARC) da NASA, localizado no estado norte-americano da Califórnia, simulou o movimento das nuvens em Marte recorrendo a supercomputadores.

As imagens foram publicadas na passada segunda-feira no YouTube, informou a agência espacial norte-americana em comunicado. Na simulação criada pelos cientistas do ARC é possível ver como é que as nuvens de água gelada se formam para dispersarem depois consoante as estações que o Planeta Vermelho atravessa.

Na época do ano retratada na imagem acima, quando é verão no hemisfério norte de Marte, as nuvens formam-se lentamente durante a noite perto do Equador, tornando-se mais espessar logo antes do sol nascer.

A NASA observa ainda que neste cenário as nuvens dispersam rapidamente à medida que o dia aquece e voltam a formar-se ao anoitecer. É ainda possível ver na mesma imagem vários picos de Tharsis Montes, uma cadeia de vulcões que sobressaem através das nuvens, refere a agência espacial na mesma nota.

Apesar de as nuvens marcianas serem mais finas do que as terrestres, explica a NASA, estas representam um papel importante no clima de Marte, especialmente na intensidade dos seus sistemas eólicos, isto é, estas nuvens ajudam a controlar o movimento da água em torno do planeta.

As instalações de super-computação avançadas da NASA utilizadas nesta investigação fornecem aos cientistas que investigam Marte ferramentas necessárias para estudar em detalhe a atmosfera marciana, bem como as suas escalas de tempo.

A investigação pode ainda ser útil para planear futuras missões a Marte, ajudando-nos ainda a melhor compreender o nosso Sistema Solar e a evolução dos planetas.

ZAP //

Por ZAP
30 Novembro, 2019

spacenews

 

3077: ADN de tardígrados pode ajudar humanos a sobreviver em Marte

CIÊNCIA

dottedhippo / Canva

Combinarmos o ADN de tardígrados com as nossas células pode ser a solução para que consigamos sobreviver em Marte. A teoria parte do geneticista Chris Mason, da Universidade Weill Cornell, em Nova Iorque.

Os tardígrados, popularmente conhecidos como ursos de água, são seres extremófilos, capazes de sobreviver em situações extremas, no vácuo do espaço e em temperaturas abaixo de zero, sendo mesmo considerado o animal mais resistente do mundo.

Chris Mason sugere que combinar a informação genética desta criatura com células humanas pode ser uma solução para preparar os nossos astronautas para as condições que Marte oferece. O norte-americano tem dedicado grande parte da sua carreira a estudar os efeitos genéticos dos voos espaciais e como é que os seres humanos podem superar essas limitações.

Para o efeito, Mason estudou dois irmãos gémeos astronautas: Mark e Scott Kelly. Em 2015, enquanto o primeiro passou um ano na Estação Espacial Internacional, o segundo esteve no planeta Terra. Durante esse tempo, a equipa de Mason estudou as alterações biológicas de cada um nos seus respectivos ambientes.

No mês passado, durante a conferência “Human Genectics”, o geneticista conversou sobre os resultados da sua investigação e falou sobre a ideia de fazer um estudo mais abrangente para preparar da melhor forma os nossos astronautas.

Como tal, Mason explicou que os futuro astronautas podem vir a tomar medicamentos prescritos para ajudar a mitigar os efeitos que a sua equipa descobriu com a mais recente investigação. Além disso, de acordo com o Live Science, o especialista falou ainda de usar a edição de genes para tornar os humanos mais capazes de chegar a planetas como Marte.

“Se tivermos mais 20 anos de pura descoberta, mapeamento e validação funcional do que pensamos saber, talvez daqui a 20 anos, espero que possamos estar numa fase em que consigamos dizer que podemos fazer um humano que poderia sobreviver melhor em Marte”, disse Mason.

Apesar de reconhecer a controvérsia associada à manipulação de genes humanos, o professor da universidade nova-iorquina reconhece que combinar células humanas com ADN de tardígrados pode ser uma solução para que os astronautas resistam, por exemplo, à radiação.

Na sua opinião, isto é algo ao nosso alcance. “Não é se evoluímos; é quando evoluirmos“, acrescentou. Quanto à questão ética, Mason disse que se a engenharia genética tornar as pessoas mais capazes de habitar Marte de uma forma mais segura, sem interferir com a capacidade de viver na Terra, as pessoas aceitarão mais facilmente.

ZAP //

Por ZAP
23 Novembro, 2019

 

3065: Entomólogo diz que há “abelhas” em Marte (e tem provas)

CIÊNCIA

ESA

Enquanto os cientistas tentam encontrar vida em Marte com experiências no terreno, como a sonda Curiosity, o entomólogo William Romoser, professor emérito na Universidade do Ohio, nos Estados Unidos, afirma que já temos provas da sua existência.

A sua teoria, que foi apresentada na reunião nacional da Sociedade Americana de Entomologia em St. Louis, Missouri, apoia-se em fotografias enviadas por vários rovers em Marte, nas quais assegura conseguir ver seres semelhantes a abelhas e répteis.

“Houve e ainda há vida em Marte”, afirmou Romoser, durante a reunião, explicando que, depois de analisar durante vários anos as imagens do Planeta Vermelho disponíveis na Internet, concluiu que não existiam apenas fósseis, mas também criaturas vivas.

“Existe uma aparente diversidade entre a fauna de insectos marciana que mostra muitas características semelhantes às que vivem na Terra e incluídas nos grupos avançados. Por exemplo, há presença de asas, flexão das asas, voo deslizante e ágil, além de pernas com diferentes estruturas de pernas ”, afirmou Romoser, citado pela ABC.

Segundo o entomólogo, há uma série de fotografias que mostram claramente a forma de insectos e répteis e é possível seleccionar os diferentes segmentos corporais, juntamente com as patas, antenas e asas.

A investigação, que foi publicada este mês na revista especializada Entomology 2019 e que ainda não foi revista pelos pares, baseia-se no estudo de imagens por vários parâmetros fotográficos, como brilho, contraste, saturação e inversão. Além disso, foram levados em consideração o ambiente, a clareza da forma, a simetria corporal, a segmentação em diferentes partes, além de formas repetitivas, restos ósseos e observação de formas próximas umas das outras.  A alegada evidência de “olhos brilhantes” foram consideradas consistentes com a presença de formas vivas.

Em comunicado, Romoser afirmou que observou comportamentos diferentes de voos em várias imagens. De acordo com o cientista, umas assemelham-se a abelhões e outros são parecidos com abelhas na Terra. Por outro lado, Romoser afirma ter encontrado uma criatura fossilizada semelhante a uma cobra.

“A presença de organismos metazoários superiores em Marte implica a presença de fontes e processos de nutrientes e energia, cadeias e redes alimentares e água como elementos que funcionam num ambiente viável, embora extremo, para sustentar a vida”, afirmou.

ZAP //

Por ZAP
21 Novembro, 2019

 

3055: Rover Mars 2020 vai procurar fósseis microscópicos

CIÊNCIA

As cores mais claras representam elevações mais altas nesta imagem da Cratera Jezero em Marte, o local de aterragem da missão Mars 2020 da NASA. A oval indica a elipse de aterragem, onde o rover vai pousar em Marte.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS/JHUAPL/ESA

Cientistas do rover Mars 2020 da NASA descobriram o que poderá ser um dos melhores locais para procurar sinais de vida antiga na Cratera Jezero, onde o veículo vai pousar no dia 18 de Fevereiro de 2021.

Um artigo publicado a semana passada na revista Icarus identifica depósitos distintos de minerais chamados carbonatos ao longo da orla interna de Jezero, o local de um lago há mais de 3,5 mil milhões de anos. Na Terra, os carbonatos ajudam a formar estruturas suficientemente resistentes para sobreviver em forma de fóssil durante milhares de milhões de anos, incluindo conchas do mar, corais e alguns estromatólitos – rochas formadas no nosso planeta pela antiga vida microbiana ao longo de antigas linhas costeiras, onde a luz do Sol e a água era abundantes.

A possibilidade de estruturas semelhantes a estromatólitos existentes em Marte é o motivo pelo qual a concentração de carbonatos que rastreiam a linha costeira de Jezero, como água suja numa banheira deixa anéis de resíduos para trás, faz da área um campo de caça primordial científica.

Mars 2020 é a missão de próxima geração da NASA com foco na astrobiologia, ou no estudo da vida pelo Universo. Equipado com um novo conjunto de instrumentos científicos, o objectivo é aproveitar as descobertas do Curiosity da NASA, que descobriu que partes de Marte podem ter suportado vida microbiana há milhares de milhões de anos. Mars 2020 vai procurar sinais reais de vida microbiana passada, recolhendo amostras de rochas que serão depositadas em tubos de metal na superfície marciana. As missões futuras poderão transportar essas amostras para a Terra para um estudo mais aprofundado.

Além de preservar sinais de vida passada, os carbonatos podem ensinar-nos mais sobre como Marte passou de albergar água líquida e uma atmosfera mais espessa para o deserto gelado de hoje. Os minerais de carbonato formaram-se a partir de interacções entre o dióxido de carbono e a água, registando mudanças subtis nestas interacções ao longo do tempo. Nesse sentido, agem como cápsulas do tempo que os cientistas podem estudar para aprender quando – e como – o Planeta Vermelho começou a secar.

Com 45 quilómetros de largura, a Cratera Jezero também já foi o lar de um antigo delta de rio. Os “braços” deste delta podem ser vistos a alcançar o fundo da cratera em imagens obtidas a partir do espaço por missões como a MRO (Mars Reconnaissance Orbiter) da NASA. O instrumento CRISM (Compact Reconnaissance Imaging Spectrometer for Mars) deste orbitador ajudou a produzir mapas minerais coloridos do “anel da banheira” detalhado no novo artigo.

“O CRISM avistou carbonatos aqui há anos atrás, mas apenas recentemente notámos como estão concentrados exactamente onde seria a linha costeira,” disse a autora principal Briony Horgan, da Universidade Purdue em West Lafayette, no estado norte-americano de Indiana. “Vamos encontrar depósitos de carbonatos em muitos locais ao longo da missão, mas o ‘anel da banheira’ será um dos lugares mais interessantes de visitar.”

Não é garantido que os carbonatos da costa tenham sido formados no lago; podem ter sido depositados antes que o lago estivesse aí presente. Mas a sua identificação faz da orla oeste do local, de nome “região marginal portadora de carbonatos”, um dos tesouros mais ricos destes minerais em qualquer lugar da cratera.

A equipa Mars 2020 espera explorar tanto o chão da cratera quanto o delta durante a missão principal do rover com a duração de dois anos. Horgan disse que a equipa espera alcançar a borda da cratera e os seus carbonatos perto do final desse período.

“A possibilidade de os ‘carbonatos marginais’ terem sido formados no ambiente do lago foi uma das características mais emocionantes que nos levaram à decisão de aterrar na Cratera Jezero. A química dos carbonatos numa antiga margem de lago é uma receita fantástica para preservar registos de vida e do clima do passado de Marte,” disse o cientista adjunto do projecto Mars 2020, Ken Williford, do JPL da NASA em Pasadena, Califórnia. O JPL lidera a missão do rover Mars 2020. “Estamos ansiosos por chegar à superfície e descobrir como estes carbonatos se formaram.”

A margem do antigo lago da Cratera Jezero não é o único local que os cientistas estão ansiosos por visitar. Um novo estudo publicado na revista Geophysical Research Letters aponta para um rico depósito de sílica hidratada na beira do antigo delta do rio. Como os carbonatos, este mineral é excelente para preservar os sinais de vida antiga. Se este local provar ser a camada inferior do delta, será um local especialmente bom para procurar fósseis microbianos enterrados.

O rover Mars 2020 será lançado em Julho ou Agosto de 2020 a partir de Cabo Canaveral, Florida. Mars 2020 faz parte de um programa maior que inclui missões à Lua como preparação para a exploração humana do Planeta Vermelho. Encarregada de fazer regressar astronautas à Lua até 2024, a NASA estabelecerá uma presença humana sustentada na Lua e em órbita até 2028 através dos planos de exploração lunar Artemis da NASA.

Astronomia On-line
19 de Novembro de 2019

 

3027: China quer ir a Marte em 2020

CIÊNCIA

A China anunciou que tem a tecnologia pronta para colocar uma sonda à superfície de Marte já em 2020, algo que só a NASA conseguiu atingir até agora.

É a primeira missão interplanetária da China e vai ter dois objectivos: colocar uma sonda na órbita de Marte e aterrar uma outra sonda à superfície do “planeta vermelho”. O sistema de propulsão necessário já terá passado todos os testes exigidos, de acordo com uma nota do Xi’an Aerospace Propulsion Institute. Esta entidade terá verificado o desempenho e o controlo do sistema em várias operações, como pairar, evitar perigos, abrandar e a fase de aproximação à superfície, concluindo que os mecanismos de propulsão estão prontos.

A China já escolheu dois locais preliminares para aterrar em Marte, perto da Utopia Planitia, em duas elipses de aproximadamente 100×40 quilómetros, noticia o Spectrum. A sonda colocada à superfície vai pesar 240 quilos, terá o dobro da massa que têm as sondas lunares chinesas, e terá integradas câmaras de navegação, de topografia e multi-espectrais, um radar de detecção no subsolo, um instrumento de espectroscopia por laser semelhante ao da Curiosity, um detector de campos magnéticos e um detector de clima.

O desafio neste momento passa por ter o foguetão Long March 5 pronto para colocar este equipamento e estas sondas a caminho de Marte. O foguetão estreou-se em 2016, teve um voo falhado em 2017 e já foi alvo de duas alterações a nível do design dos motores. Em Dezembro, será feito mais um voo de testes, aonde irá colocar um grande satélite em órbita geo-estacionária. Caso este voo não tenha sucesso, a China terá de aguardar mais 26 meses pela abertura da janela Hohmann, no final de 2022, para chegar a Marte.

Chegar a Marte é parte do desafio, mas a aterragem à superfície a ser uma parte talvez ainda mais complexa, devido às circunstâncias particulares da atmosfera e da gravidade. Recorde-se que o momento da aterragem foi quando muitas missões, como as da Agência Espacial Europeia e da Roscosmos russa, falharam.

Exame Informática
12.11.2019 às 8h35

 

3024: NASA: Cientistas fazem descoberta desconcertante sobre o oxigénio de Marte

CIÊNCIA

A atmosfera de Marte tem oxigénio, contudo, são apenas leves traços. Na verdade, além do gás que sustenta a nossa vida, o “ar que se respira” no planeta vermelho é composto por 95% de dióxido de carbono, azoto, argão, água e metano.

Segundo a NASA, a sonda Curiosity, descobriu um padrão de comportamento do oxigénio muito estranho. De tal forma que os investigadores nunca viram comportamento igual e não são capazes de explicar quimicamente o que descobriram.

Marte tem oxigénio que o ser humano respira

Pela primeira vez na história da exploração espacial, os cientistas mediram as mudanças sazonais nos gases que enchem o ar directamente acima da superfície da Cratera Gale em Marte.

Como resultado, foi descoberto algo desconcertante: o oxigénio, o gás que muitas criaturas da Terra usam para respirar, comporta-se de uma maneira que até agora os cientistas não conseguem explicar através de nenhum processo químico conhecido.

Como é a atmosfera de Marte?

Ao longo de três anos de Marte (ou quase seis anos da Terra), um instrumento no laboratório de química portátil Sample Analysis at Mars (SAM) dentro da barriga da sonda Curiosity da NASA inalou o ar da Gale Crater e analisou a sua composição.

Os resultados obtidos depois do SAM cuspir as amostram apresentaram e confirmaram a composição da atmosfera marciana na superfície.

Assim, o ar é composto por 95% em volume de dióxido de carbono (CO2), 2,6% de azoto molecular (N2), 1,9% de argão (Ar), 0,16% de oxigénio molecular (O2) e 0,06% de monóxido de carbono (CO).

Além disso, foi também revelado o processo de como as moléculas do ar marciano se misturam e circulam com as mudanças na pressão do ar ao longo do ano.

Percebeu-se que essas mudanças são causadas quando o gás CO2 congela sobre os pólos no inverno, diminuindo assim a pressão do ar em todo o planeta após a redistribuição do ar para manter o equilíbrio da pressão. Quando o CO2 evapora na primavera e no verão e se mistura, provoca um aumento da pressão do ar.

Há mais oxigénio em Marte no verão

Os dados agora recolhidos, permitiram aos investigadores medir as alterações nos gases da atmosfera imediatamente acima da Cratera Gale. Como resultado, foi descoberto que o nitrogénio e o argão seguem um padrão expectável. As concentrações destes gases aumentam e diminuem naquela região ao longo do ano face à quantidade de CO2 existente no ar.

Contudo, em contracorrente do que eram as expectativas, o mesmo não acontece com o oxigénio.

Surpreendentemente, a quantidade do oxigénio no ar aumentou durante toda a primavera e verão em cerca de 30%. Posteriormente, como voltou aos níveis previstos no outono marciano.

Apesar de ser algo novo para os investigadores, este notaram que o acontecimento não foi um caso isolado. Este padrão repetiu-se a cada primavera.

Na primeira vez que observamos o fenómeno, foi chocante.

Referiu Sushil Atreya, professor de ciências climáticas e espaciais.

O mistério do oxigénio de Marte sem explicação

Assim que os cientistas descobriram o enigma do oxigénio, os especialistas de Marte começaram a trabalhar para o explicar.

Primeiro verificaram a precisão do instrumento SAM que usaram para medir os gases: o Espectrómetro de Massa Quadrupolar. O instrumento estava bem.

A seguir consideraram a possibilidade de que as moléculas de CO2 ou água (H2O) pudessem ter liberado oxigénio quando se separaram na atmosfera, levando ao aumento de curta duração. Contudo, seria necessário cinco vezes mais água acima de Marte para produzir o oxigénio extra, e o CO2 decompõe-se muito lentamente para gerá-lo em tão pouco tempo.

E quanto à diminuição do oxigénio? Poderia a radiação solar ter quebrado as moléculas de oxigénio em dois átomos que explodiram no espaço?

Segundo os cientistas nada disto faz sentido. Isto porque seriam necessários pelo menos 10 anos para que o oxigénio desaparecesse através deste processo.

Estamos a lutar para explicar isto. O facto de que o comportamento do oxigénio não é perfeitamente repetível a cada estação faz-nos pensar que não é um problema que tem a ver com a dinâmica atmosférica. Tem que ser alguma fonte química e sumidouro que ainda não podemos explicar.

Referiu Melissa Trainer, cientista planetária do Goddard Space Flight Center da NASA.

A história do oxigénio marciano

Para os cientistas que estudam Marte, a história do oxigénio é curiosamente semelhante à do metano. Deste modo, o metano está constantemente no ar dentro da Gale Crater em quantidades tão pequenas (0,00000004% em média) que é dificilmente discernível mesmo pelos instrumentos mais sensíveis de Marte.

Ainda assim, o gás foi medido pelo Espectrómetro Laser da SAM. O instrumento revelou que enquanto o metano sobe e desce sazonalmente, aumenta em abundância em cerca de 60% nos meses de verão por razões inexplicáveis. (Na verdade, o metano também aumenta de forma aleatória e dramática. Os cientistas estão a tentar perceber porquê).

Estamos a começar a perceber uma correlação tentadora entre metano e oxigénio durante boa parte do ano de Marte. Julgo que terá algo a ver com isso. Só não tenho ainda as respostas ainda. Ninguém tem.

Concluiu Atreya.

Terá sido produzido por “seres vivos”?

O oxigénio e o metano podem ser produzidos biologicamente (por micróbios, por exemplo) e abiologicamente (da química relacionada à água e às rochas).

Apesar destas tantas dúvidas, os cientistas estão a considerar todas as opções, embora não tenham nenhuma evidência convincente da actividade biológica em Marte.

A sonda da NASA não possui instrumentos para dizer se a fonte do metano ou do oxigénio marciano é biológica ou geológica. Então, os cientistas esperam que as explicações não biológicas sejam mais prováveis e estão a trabalhar rápido para obter respostas definitivas.

Mars Curiosity Rover encontra evidências de um antigo oásis em Marte

Conforme a própria NASA por várias vezes referiu, onde há água há vida e o encontrar de água em Marte é uma prioridade. Nesse sentido, numa última caminhada pela Cratera Gale em Marte, o … Continue a ler


Imagem: NASA
Fonte: NASA

 

3022: Elon Musk explica como construir uma cidade sustentável em Marte

TECH

Space X / Flickr

O CEO da Space X, o multimilionário Elon Musk, revelou na rede social Twitter detalhes sobre os planos da empresa para estabelecer um assentamento em Marte que seja sustentável para os seres humanos.

No entender de Musk, que é também o CEO da Tesla, para tornar este projecto realidade, seria necessário construir 1.000 naves espaciais que transportem um milhão de toneladas de carga durante 20 anos.

A estimativa de tempo apontada por Musk tem em conta vários factores, incluindo o facto de as viagens entre a Terra e Marte apenas podem ser realizadas a cada dois anos, uma vez que é neste período que os planetas se alinham – por isso, seria viável fazer uma viagem ao Planeta Vermelho a cada 24 meses.

Na semana passada, Musk anunciou que um voo da Starship – nave espacial especialmente projectada para transportar pessoas e cargas para o Planeta Vermelho e para a Lua – custaria apenas 2 milhões de dólares, com custos operacionais menores do que os de “um pequeno foguete”, disse o visionário.

Agora, o CEO da Space X avançou mais detalhes: a Starship poderá voar até três vezes por dia, cerca de 1.000 vezes por ano. Segundo a revista Exame, cada veículo espacial teria capacidade de transportar 100 toneladas para órbita por ano. No total, 10 milhões de toneladas de material seriam transportados por ano.

A reluzente Nave Estelar de Musk é de aço porque vai “sangrar água”

Ao longo do mês de Janeiro, Elon Musk, fundador e CEO da Space X, tem levantado o véu sobre aquela…

ZAP //

Por ZAP
13 Novembro, 2019

 

3003: Elon Musk já sabe o que é necessário para a SpaceX criar uma cidade em Marte

HIGH TECH

Elon Musk sempre foi claro nos seus planos para a SpaceX. Esta será a forma que encontrou para levar o Homem até Marte, mudando a forma como fazemos exploração espacial.

Tem revelado de forma bem lúcida a forma como quer colocar em breve o primeiro humano no planeta vermelho. Agora, e mostrando novamente o futuro, revelou o que é necessário para criar uma cidade em Marte.

O homem forte da SpaceX não quer apenas viajar para Marte. Elon Musk quer colocar uma colónia neste planeta, iniciando um momento único na nossa história. Para isso necessitará de criar uma cidade sustentável neste ponto remoto do espaço.

O papel essencial que a Starship representa

Para que esta possa ser criada e mantida, Elon Musk já definiu a sua expectativa. Segundo a sua ideia, ao todo vão ser necessárias 1000 naves Starship. Esta vão ser responsáveis por transportar toda carga que será necessária transportar.

Silicon Valley @teslaownersSV

How many starships you wanna build

Elon Musk @elonmusk

A thousand ships will be needed to create a sustainable Mars city

Cada uma destas naves terá a capacidade de carregar 100 toneladas de carga nos seus voos. Caso sejam construídas 100 naves Starship, a SpaceX consegue colocar em Marte 10 milhões de toneladas de carga por ano.

20 anos de viagens para Marte

Mesmo com toda esta capacidade de carga, esta será uma tarefa que demorará ainda alguns anos. As contas de Elon Musk preveem que ao todo vão ser necessários pelos menos 20 anos de viagens pelo espaço até Marte.

As the planets align only once every two years

Elon Musk @elonmusk

So it will take about 20 years to transfer a million tons to Mars Base Alpha, which is hopefully enough to make it sustainable

Durante esse tempo, as naves de carga da SpaceX vão estar a voar de forma permanente e a levar todos os elementos necessários a esta cidade sustentável e que será um entreposto no espaço.

Depois de ter revelado que o custo por voo de uma Starship ronda os 2 milhões de dólares, revela agora os recursos que este processo irá consumir. Será um processo complicado de gerir e que vai requerer a participação de muitas entidades.

Afinal quanto vai custar uma viagem a Marte? SpaceX já tem o preço calculado

Os planos da SpaceX estão traçados e bem definidos. O seu objectivo é aterrar em Marte dentro de alguns anos, marcando assim o início de uma nova corrida ao espaço e ao planeta vermelho. … Continue a ler Afinal quanto vai custar uma viagem a Marte? SpaceX já tem o preço calculado

Pplware
09 Nov 2019

 

2992: Afinal quanto vai custar uma viagem a Marte? SpaceX já tem o preço calculado

HIGH TECH

Os planos da SpaceX estão traçados e bem definidos. O seu objectivo é aterrar em Marte dentro de alguns anos, marcando assim o início de uma nova corrida ao espaço e ao planeta vermelho.

Há ainda uma grande dúvida sobre como e quando esta viagem da SpaceX vai acontecer. Algo que a marca calculou recentemente foi o preço que cada viagem vai custar. Não é barato, mas é um valor a pagar para se conseguir este salto.

O preço a pagar pela SpaceX por uma viagem a Marte

A informação relativa ao preço que terá de ser pago pela SpaceX veio do seu homem forte, Elon Musk. Numa conferência, apresentou o que o Starship e o Super Heavy vão ter de consumir para que saiam da Terra.

O valor que Elon Musk referiu está na casa dos 2 milhões de dólares. Este não foi um valor que tenha justificado, mas referiu que só em combustível vão ser perto de 900 mil euros. Há depois de ter ainda em conta os restantes custos operacionais existentes.

Elon Musk referiu ainda que este é um valor mais baixo que o de um tradicional foguete de dimensões reduzidas. Claro que neste caso da SpaceX existe uma vantagem óbvia. Tanto o Starship como o Super Heavy vão ser reutilizáveis.

Elon Musk apresentou o futuro desta viagem e os seus custos

Com os seus mais de 100 lugares, o Starship é uma ideia única da Space X. Fará uso do Super Heavy para rumar ao espaço, sendo totalmente reciclável para futuras missões. Estes 2 estão ainda a ser construídos para iniciarem os seus testes.

Todos estes dados surgiram na apresentação feita por Elon Musk no evento Space Pitch Day da Força Aérea Norte-Americana. Aqui falou de vários temas, tanto sobre os carros da Tesla como da sua a paixão por foguetes recicláveis.

O valor agora apresentado é apenas uma previsão de Elon Musk, mas mostra que a Space X vai ter de suportar este custo. Não se sabe se assumirá o valor de forma total ou se terá alguma ajuda do governo para o conseguir.

Fonte: Space.com
pplware

08 Nov 2019

 

2976: The Curiosity Rover Just Took a Very Emo Photo of Its Rocky Martian Prison

SCIENCE

The Curiosity rover is looking for life on a bleak mountain in the middle of a crater, and it wants us all to feel its struggle.

Meanwhile, on the edge of a mountain in the middle of a crater on Mars…
(Image: © NASA/JPL-Caltech)

Mars is the only known planet in the universe inhabited solely by robots. There’s InSight, the sturdy robo-stethoscope listening for the Red Planet’s heartbeat; there’s Odyssey and the gang, a cadre of droids surveilling the planet from orbit. And then, climbing a lonely crater hundreds of miles away from its companions, there’s Curiosity, the last surviving rover on Mars.

About the size of an SUV and capable of traveling 100 feet (30 meters) per hour, Curiosity has been exploring the 3.5-billion-year-old pit called Gale Crater since landing there in 2012. Now, Curiosity is climbing the mountain, known as Mount Sharp or Aeolis Mons, at the crater’s center. In a bleak and beautiful photo taken on the 2,573rd Martian day of Curiosity’s mission (Nov. 1), the rover showed off the vast emptiness of this rocky domain.

In the new picture, posted to NASA’s Mars mission website, a debris-strewn butte curves up toward the mountain’s side while an enormous ridge of hazy rock looms in the background. That ridge is actually the rim of Gale Crater, fencing the rover in for about 50 miles (80 kilometers) in every direction.

The photo was taken from Curiosity’s back, showing the bleak horizon that the rover leaves behind as it begins its slow ascent from Mount Sharp’s base. It’s a lonely scene, to be sure, but Curiosity is looking for new friends all the time; one of the rover’s primary objectives is finding evidence that Mars could (or once did) support microbial life.

The rover hasn’t stumbled upon any native Martians (yet), but it has found plenty of evidence of past water and traces of elements like hydrogen, oxygen, phosphorus and carbon — all considered “building blocks” of life. Hopefully, the crust of sediment lining Mount Sharp will reveal more clues about how and when ancient water once flowed through the crater. In the meantime, it’s a fine place to stop and enjoy the scenery. As you can see, there’s no shortage of it.

Originally published on Live Science.
Livescience
By Brandon Specktor – Senior Writer
05/11/2019

 

2974: Luva inteligente vai ajudar astronautas a controlar drones e robôs no Espaço

CIÊNCIA

Além de fatos mais modernos para as futuras explorações espaciais na próxima década, a NASA, juntamente com algumas organizações parceiras, está a desenvolver uma luva inteligente para astronautas usarem em missões na Lua e Marte, por exemplo.

A tecnologia servirá para controlar dispositivos à distância, como drones, através de gestos com a mão. Apresentada pelo Projecto Haughton-Mars (PHM), a luva inteligente também tem a parceria da SETI Institute, Mars Institute, NASA Ames Research Center, Collins Aerospace e Ntention.

O equipamento será útil nas actividades extra-veiculares das missões espaciais, uma vez que os fatos limitam bastante a precisão e a destreza dos movimentos dos astronautas. Com a luva, conseguirão executar tarefas mais minuciosas com maior facilidade.

A Ntention já tem experiência na criação de luvas inteligentes e ficou conhecida pelo design e desenvolvimento de uma luva capaz de controlar drones, entre outros robôs, através de simples gestos manuais.

Ainda este ano, a Ntention desenvolveu uma dessas luvas para o PHM. Pascal Lee, cientista do SETI Institute e do Mars Institute, e director do PHM, assistiu a uma demonstração da luva para aplicações terrestres, e gostou tanto que sugeriu aplicá-la ao fato espacial de um astronauta. Assim, nasceu a ideia de realizar um estudo de campo do conceito de “luva inteligente de astronauta”.

Conforme explica Lee, “um fato espacial pressurizado é relativamente rígido e os movimentos das mãos e dedos encontram resistência substancial. Com a ‘luva inteligente de astronauta’, a sensibilidade nos movimentos das mãos é ajustável, o que significa que a tecnologia pode ser adaptável à pressão rígida do fato espacial“.

“Os astronautas precisam de fatos espaciais que facilitem a interacção com o ambiente, incluindo tarefas complexas e delicadas”, disse Greg Quinn, líder de desenvolvimento de fatos espaciais da Collins Aerospace. Os membros da equipa avaliaram a tecnologia através de uma série de testes, como operação de drones.

A escolha de testes com drones não foi à toa. Lee explica que “os astronautas na Lua ou em Marte vão querer pilotar drones por várias razões, por exemplo, para recolher uma amostra que está fora de alcance ou que precisa de ser isolada de contaminação. Ou para ajudar numa operação de resgate”.

Os testes mostraram que um astronauta num fato espacial poderá executar facilmente várias tarefas importantes ao usar a luva inteligente e uma interface de visualização de Realidade Aumentada.

“Os testes de voo e operações sugerem que a luva inteligente e a interface homem-máquina de Realidade Aumentada permitiriam aos astronautas operar drones e outros robôs com facilidade e precisão“, reconheceu Brandon Dotson, engenheiro aeroespacial e piloto de testes do Exército dos EUA que testou o dispositivo.

ZAP // Canaltech

Por ZAP
6 Novembro, 2019