4078: Ondas gigantes de areia estão a mover-se no Planeta Vermelho

CIÊNCIA/ASTRONOMIA/MARTE

NASA / JPL / University of Arizona

Uma equipa de cientistas observou, pela primeira vez, grandes ondas de areia a mover-se em Marte. Fez-se história, já que, até agora, a crença geral era de que as enormes ondas de areia do Planeta Vermelho não se moviam.

Os cientistas pensavam que as grandes ondas de areia marcianas não sofriam mudanças relevantes e que eram, na verdade, vestígios do passado mais activo do Planeta Vermelho. Agora, imagens obtidas pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter, da NASA, permitiram a Simone Silvestro descobrir que, afinal, estas ondas movem-se – mas muito devagar.

O cientista planetário, em conjunto com a sua equipa, estudou duas regiões próximas do equador de Marte e analisaram mais de mil ondas gigantes na cratera McLaughlin e 300 na região da fossa Nili. Os cientistas procuraram sinais de movimento utilizando imagens em time-lapse de cada local.

A equipa acabou por chegar à conclusão de que as famosas ondas de areia avançam, aproximadamente, 10 centímetros por ano em ambas as regiões. O artigo científico foi publicado recentemente no Journal of Geophysical Research: Planets.

O geólogo Jim Zimbelman ficou muito surpreso com esta descoberta. Segundo a Science, o especialista evidenciou o facto de não haver evidências, há já algumas décadas, de que a areia em Marte se move.

“Nenhum de nós pensou que os ventos fossem suficientemente fortes”, disse. A descoberta destas grandes ondas migratórias sugere a necessidade de reformular modelos atmosféricos antigos, que raramente indicavam a ocorrência de ventos capazes de mover areia em Marte.

Silvero quer expandir a pesquisa de ondas gigantescas por todo o Planeta Vermelho, por acreditar que as ondas mais rápidas devem estar perto das dunas.

Além disso, estas grandes ondas são indicadores das condições de vento locais, que precisam de ser analisadas para permitirem a identificação de tempestades de areia. Estas tempestades assumem um papel muito importante nas próximas missões, já que as mais pequenas partículas de areia podem reduzir a eficácia dos painéis solares e danificar peças mecânicas.

ZAP //

Por ZAP
30 Julho, 2020

 

spacenews

 

3699: Câmara mais poderosa de sempre dá à NASA novas imagens de Marte

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Projecto HiRISE está também a ajudar a descobrir locais de aterragem para futuras missões

© NASA/JPL-Caltech/University of Arizona

A NASA tem vindo a partilhar nos últimos meses uma espectacular série de novas imagens de Marte captadas pelo projecto HiRISE (High Resolution Imaging Science Experiment), com recurso aquela que é a mais potente câmara já enviada para outro planeta – está a bordo Mars Reconnaissance Orbiter, sonda que orbita Marte desde 2006.

“A capacidade da nossa câmara (imagens até 30 centímetros por pixel) continua sem paralelo em qualquer outro estudo orbital o Planeta Vermelho, sendo também um instrumento indispensável para ajudar a escolher pontos de aterragem para futuras explorações robóticas ou humanas“, diz a NASA.

Veja aqui algumas das imagens já reveladas.

© NASA/JPL-Caltech/University of Arizona

© NASA/JPL-Caltech/University of Arizona

© NASA/JPL-Caltech/University of Arizona

© NASA/JPL-Caltech/University of Arizona

© NASA/JPL-Caltech/University of Arizona

© NASA/JPL-Caltech/University of Arizona

Diário de Notícias
17 Maio 2020 — 10:42

 

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2204: Espectacular Cratera descoberta em Marte, o que a terá provocado?

À medida que as sondas e os rovers aumentam a área vasculhada de Marte, novas descobertas vão aparecendo. Desta vez apareceu uma cratera espectacular detectada numa impressionante nova imagem tirada pelo Mars Reconnaissance Orbiter da NASA.

Marte ainda é um planeta desconhecido, dado que pouca coisa ainda se sabe dele. Muitas outras surpresas estarão por descobrir.

Sonda Mars Reconnaissance Orbiter vasculha solo marciano

Mars Reconnaissance Orbiter é uma sonda norte-americana que tem a finalidade de procurar evidências de existência de água, no passado remoto de Marte. A sonda foi lançada em 10 de Agosto de 2005, estando já há mais de 13 anos a explorar o terreno marciano.

Assim, recorrendo à sua câmara científica de imagens de alta resolução (HiRISE), a nave fotografou a nova realidade no dia 17 de Abril de 2019. Segundo um comunicado da equipa HiRise, a sonda situava-se a uma altitude de 255 quilómetros. A cratera está localizada na região de Valles Marineris, perto do equador, e formou-se nalgum momento entre Setembro de 2016 e Fevereiro de 2019.

Dado que é impossível monitorizar toda a superfície de Marte, não há dados concretos de quando se formou esta cratera.

Foto a preto e branco da nova cratera.
Imagem: NASA / JPL / Universidade do Arizona

Câmara HiRise que procura água em Marte encontrou arte?

A equipa responsável pela HiRise descreveu a nova foto como uma “obra de arte”. Além disso, dizem também que “o material mais escuro exposto sob a poeira avermelhada” é o que faz com que esta cratera em particular se destaque. Por outro lado, as áreas azuladas na imagem de cores falsas, na primeira imagem) mostram áreas em que o material da superfície vermelha foi mais afectado pelo impacto.

Os responsáveis pela HiRISE e a cientista da Universidade do Arizona, Veronica Bray, disseram à Space.com que a cratera tem cerca de 15 a 16 metros  de largura. A mancha escura criada pelo impacto tem cerca de 500 metros de largura. Assim, Bray estimou o tamanho do meteorito em 1,5 metros de largura.

Vídeo incorporado

Peter Grindrod@Peter_Grindrod

KABOOM! Before and after images of a meteorite forming a brand new impact crater on Mars. Sometime between 18 Feb 2017 and 20 March 2019.

Este pedaço de rocha espacial provavelmente não teria sobrevivido à travessia através da atmosfera mais espessa da Terra, referiu, contudo, a rocha era provavelmente sólida, já que não há evidências de que se tenha fragmentado em pedaços menores durante a entrada atmosférica. O impacto pode ter exposto rochas basálticas sob a superfície de Marte, mas não está claro se o impacto causou o gelo subterrâneo. Referiu a cientista.

Descobrir novas crateras de impacto em Marte não é novidade para a sonda Mars Reconnaissance Orbiter. Outros exemplos notáveis ​​incluem uma cratera descoberta dentro da muito maior Cratera Corinto em 2018, e uma cratera de 30 metros de largura localizada em 2014.

Logótipo da Starfleet de Star Trek?

Na semana passada a nave identificou uma estranha característica da superfície marciana. Na verdade, o desenho no solo faz lembrar o logótipo da Starfleet de Star Trek. Será que a Star Trek, num outro tempo, passou por lá?

699: Descoberta uma duna azul em Marte

A duna azul foi encontrada na cratera Lyot, em Marte | NASA /JPL-Caltech/Univ. of Arizon

Chamam-lhe o planeta vermelho mas imagens da NASA mostram o que parece ser uma mancha de areia azulada.

No site do Mars Renaissance Orbiter, um orbiter da NASA, a câmara HiRISE que este usa é descrita como “a câmara fotográfica mais poderosa alguma vez enviada para outro planeta”. Foi ela que captou a imagem de uma duna azul em Marte, o quarto planeta a contar e conhecido pela cor vermelha das suas rochas e areais

Na verdade, como explicou à CNN Alfred McEwen, director do Planetary Image Research Laboratory na Universidade do Arizona, a duna em questão é na verdade cinzenta, mas aparece na imagem de um azul forte. Foi esta a conclusão a que chegaram os cientistas depois de um apurado trabalho de edição das imagens captadas pelo Mars Renaissance Orbiter.

A olho nu, o que veríamos seria uma mancha cinzenta. A câmara consegue captar mais pormenores, mas o seu trabalho é dificultado pela quantidade de poeira que existe em Marte. Na verdade a HiRISE captou três imagens em que as cores são ajustadas para vermelho, azul e verde, com recurso a tecnologia de infra-vermelhos. Quando aumenta o contraste, a duna surge numa cor turquesa forte porque “é feita de um material mais fino e/ou tem uma composição diferente do que a rodeia”, pode ler-se num comunicado da NASA.

A duna azul foi encontrada na cratera Lyot (que deve o nome ao astrónomo francês Bernard Lyot), onde a maioria das dunas têm a forma de um crescente – as chamadas dunas barchan – devido à sua posição em relação ao vento. Segundo a CNN, não é claro porque é que esta duna é “mais abstracta”.

Os orbiters, ao contrário dos rovers, não tocam no solo, mas monitorizam o planeta de fora da atmosfera.

Diário de Notícias
ciência
27 DE JUNHO DE 2018 08:42
Helena Tecedeiro

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